Querido Tiago | Brindemos então aos nossos amores! | Frederico Duarte Carvalho

Querido Tiago,

Brindemos então aos nossos amores! Que as nossas mulheres nunca fiquem viúvas e que venha mais uma garrafa de rum! Sim, poderia falar das mulheres que amei e amo, mas não seria justo para elas nem para aquelas que, sabe-se lá, podem um dia também vir a querer amar-me! Tu tiveste uma vida de casado com uma figura pública e há essa história, linda, da coincidência da mensagem no telemóvel enquanto ambos, sem o saberem, estão praticamente na mesma rua. É de filme. No meu caso, tive os meus filmes, as minhas coincidências, as minhas certezas, incertezas, paixões e entregas. A todas que amei, amei. No meio disto tudo, houve um filho. O meu único filho, Álvaro. É hoje o homem que eu amo. Um loiraço de olhos azuis, inteligente, com personalidade e excelente jogador de ténis.

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16) – C19 Upshot | Economias europeias com (pequenos) sinais de recuperação | Paulo Querido

Jessica Hinds – Capital Economics // Economias europeias com (pequenos) sinais de recuperaçãoExistem sinais preliminares de melhoria da atividade económica nos dados de alta frequência, como o aumento do consumo de eletricidade em Itália e em Espanha e um tráfego ligeiramente menos deprimido nas cidades alemãs na semana passada.

A sério?!

Sim. A autora pensa que Abril pode marcar o início da recuperação. Mas avisa que ainda é muito cedo para tirar qualquer conclusão pois outros indicadores ainda precisam de mostrar progressos.

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Poesia | Sou viagem | Lançamento a 16 de Maio | Maria Isabel Fidalgo

No dia 16 de Maio será lançado, via online, mais um livro de Poesia de Maria Isabel Fidalgo, pela Poética Edições, com o título ” Sou Viagem”. Alegoria da vida, os poemas retratam uma alma aberta à beleza, aos odores e rumores do mundo, sem esquecer os lados mais dramáticos da existência. E ainda a morte, fronteira aberta para o país do pó.

 

 

 

 

Sou Viagem
vela desfraldada em pleno alto mar
em ondas revoltas
barco seguro do apeadeiro
ao longe.
Sou Viagem
fruto mais que maduro
a medir o chão na árvore alta.
Fui viagem
ventre vento leve
batente luminoso
a colorir colos berços beijos
acordar de asa a mensurar alturas.
Sempre.
Sou viagem.
Cambraia cama lavra
cinto de terra
a medir o chão do alto da árvore.

Maria Isabel Fidalgo

Querido Frederico Duarte Carvalho | O Amor é uma coisa rara | Tiago Salazar

Querido Frederico Duarte Carvalho

Voltamos sempre ao amor (e à paz e a justiça, como as Misses Mundo). Um dia li esta frase, da Hélia Correia, e guardei a sua fala para sempre. “O Amor é uma coisa rara. Tão rara como um homem evolar-se pelos ares ou um analfabeto citar Cícero em correcto latim”. A Hélia (e o Jaime Rocha), duas almas antigas e floridas, vivem um amor raro. Um amor onde assenta a poesia é do domínio da raridade. Na rua chamam-me “o poeta” ou, por vezes, “fadista”. É um equívoco perdoável. Logo eu, que tenho uma obra completa de três poesias e nada sei de decassílabos, sextilhas ou sonetos.

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