Kim Peek memorizou milhares de livros, lia duas páginas ao mesmo tempo, uma com cada olho.

Ele conseguia ler duas páginas ao mesmo tempo, uma com cada olho. Memorizou milhares de livros. Os médicos chegaram a recomendar que fosse internado em uma instituição. Seu pai recusou. Décadas depois, sua história ajudaria a inspirar um dos personagens mais conhecidos do cinema.

Quando Kim Peek nasceu, em 11 de novembro de 1951, os médicos perceberam que havia algo diferente em seu cérebro. Exames posteriores mostraram que ele havia nascido sem o corpo caloso, a estrutura formada por milhões de fibras nervosas que conecta os dois hemisférios cerebrais.

Na época, os médicos acreditavam que sua condição impediria um desenvolvimento normal e chegaram a recomendar que ele fosse institucionalizado. Mas seu pai, Fran Peek, decidiu levá-lo para casa.

E, conforme Kim crescia, ficou claro que seu desenvolvimento não seguiria os padrões esperados.

Ainda criança, começou a demonstrar uma memória extraordinária. Seu pai lia livros para ele, e Kim conseguia memorizar enormes quantidades de informação com uma precisão impressionante. Ele não guardava apenas as histórias, mas também detalhes específicos das páginas e dos conteúdos que havia lido.

Com o passar dos anos, suas habilidades se tornaram ainda mais impressionantes. Kim conseguia ler rapidamente, utilizando cada olho para acompanhar uma página diferente. Também desenvolveu uma memória excepcional para informações sobre história, geografia, literatura, música, esportes, datas e estatísticas. Estima-se que tenha memorizado cerca de 12 mil livros ao longo da vida.

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Guterres avisa superpotências para os limites do seu poder, in Observador

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que as superpotências estão a ver o seu poder limitado e garante que, apesar das dificuldades, a ONU mantém-se relevante.

“Chegou a hora de as superpotências entenderem os limites do seu poder”, afirma em entrevista ao Financial Times, dando os exemplos da Rússia com a Ucrânia e dos Estados Unidos com o Irão, em que ambas as potências planeavam vencer as respetivas guerras em pouco tempo. “Se analisarmos o que aconteceu recentemente, a capacidade das superpotências de impor a sua vontade, a sua força ou o seu poder em diversas situações foi severamente limitada”, acrescenta.

Porém, o secretário-geral das Nações Unidas avisa para os riscos de um mundo multipolar, em que outras potências, como a Índia e os estados do Golfo, estão a assumir um papel maior no sistema internacional. Guterres teme que a multipolaridade se traduza em “mais competição e, eventualmente, em mais confrontos”. “Não nos esqueçamos de que a Europa antes da Primeira Guerra Mundial era multipolar“, avisa.

Em relação a críticas sobre uma ONU “mais silenciosa”, Guterres esclarece que tem sido audível contra a guerra da Ucrânia, os ataques do 7 de outubro e o genocídio em Gaza, e que a organização não “entrou em colapso”.

“Nada entrou em colapso. Claro que fomos reduzidos. As agências estão perto do colapso? Não, porque estávamos organizados de uma forma que nos permitiu ajustar-nos rapidamente”, sublinha. No entanto, admite que é necessária uma reforma na composição do Conselho de Segurança e que a existência de três membros permanentes europeus é “insustentável”.

“A realidade no terreno terá de prevalecer no final. Será inevitável que o Conselho de Segurança tenha de se adaptar ao peso relativo das diferentes potências mundiais”, sublinha, afirmando que o consenso sobre novos membros terá de ser feito através de consenso.

Guterres também admitiu que o secretário-geral das Nações Unidas tem “voz”, mas não tem poder e recusa inação em relação aos conflitos globais, sublinhando a visita que fez ao Chipre, dividido desde 1974 entre a comunidade turca, no norte, e a grega, no sul.

“O secretário-geral não tem poderes. O secretário-geral tem voz e alguma capacidade de convocação. Poder é outra coisa, e isso não temos. Mas a voz não será silenciada”, conclui.

Pensamento | Carl Sagan

A ciência não deve ser vista apenas como uma fábrica de produtos e tecnologias, mas como uma forma de compreender o mundo, questionar afirmações e tomar decisões com base em evidências.

🧠Sagan via o conhecimento científico como uma das melhores ferramentas humanas para ampliar a liberdade e reduzir a vulnerabilidade à superstição, à manipulação e à pseudociência. O problema surge quando as pessoas aceitam os benefícios da ciência, mas rejeitam o esforço de aprender, questionar e avaliar evidências.

⚛️ Uma sociedade tecnologicamente avançada também precisa ser intelectualmente preparada. Sem curiosidade, educação e pensamento crítico, o poder criado pela ciência pode acabar sendo controlado por poucos ou usado por pessoas que exploram a ignorância dos demais.