MADRE PAULA DE ODIVELAS | A AMANTE MAIS FAMOSA DE D. JOÃO V | Jorge Henrique Letria

Religiosa portuguesa, Paula Teresa da Silva e Almeida, a mais célebre amante do rei D. João V, nasceu no ano de 1701, em Lisboa. Neta de João Paulo de Bryt, antigo soldado da guarda estrangeira de Carlos V e, mais tarde ourives em Lisboa, Paula Teresa entra, aos 17 anos, para o convento de Odivelas. Depois de um ano de noviciado, aí professa.
Por sua vez, D, João V, frequentador do convento de Odivelas onde tinha várias freiras amantes, que ia substituindo
conforme lhe parecia, uma vez topou com a soror Paula. Nessa altura, já a formosa freira era amante de D. Francisco de Portugal e Castro, conde de Vimioso e que recentemente havia sido agraciado com o título de marquês de Valença. Mas isso não constituía obstáculo à inflexível vontade do soberano que, chamando à parte o fidalgo lhe propôs: “Deixa a Paula que eute darei duas freiras à escolha”.

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Cientistas editam ADN de embriões humanos | Marta Leite Ferreira

É a descoberta científica que vai marcar o ano e a História da humanidade. Pela primeira vez, uma equipa internacional de cientistas conseguiu editar o ADN de embriões humanos e eliminar uma doença hereditária. De acordo com o estudo publicado esta quarta-feira, a equipa de cientistas reparou uma mutação muito comum e grave que provoca doenças hereditárias e limita seriamente a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Este é um importante passo na História da biologia, que abre portas à possibilidade de eliminar doenças tão graves como o cancro ou até 10 mil outras doenças listadas pela equipa — composta por membros norte-americanos, sul-coreanos e chineses. Entre elas, estão doenças tão graves como a fibrose cística e o Alzheimer.

Óvulos recentemente fertilizados antes da edição do genoma.

De acordo com a publicação da revista Nature, a doença que os cientistas conseguiram eliminar é miocardiopatia hipertrófica, uma doença frequente e grave que provoca morte súbita, principalmente em desportistas e jovens e que afeta uma em cada 500 pessoas. Essa doença é provocada por um erro na informação transportado no gene MYBPC3. Para corrigir esse gene, os cientistas utilizaram o CRISPR, uma importante ferramenta que edita o genoma humano: é um sistema de defesa observado nas bactérias ainda nos anos 80 e que, quando introduzido no corpo humano, atinge regiões específicas do ADN no núcleo das células, mudando permanentemente a informação de um determinado gene.

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