DO INÚTIL | Tiago Salazar

Que adianta ao meu íntimo mundo pessoal, e mesmo a vós, meus assíduos, se vos disser que sempre preferi o Messi ao Ronaldo, tal como o Barça ao Real Madrid. Prefiro a arte subtil e o sentido do artista que, embora sobredotado, nunca deixa de trabalhar para o colectivo que o admira. No relvado, entre colegas, e nas bancadas pasmadas, sem celebrar o golo como um vaidoso toureiro pavoneia o cravar da farpa (Messi não foi visto a fazer manguitos aos holandeses derrotados).

E depois, quase tudo em Messi me devolve a aura de Diego Armando que é inultrapassável, mas viu nele o legado alvi celeste e lhe passou o ceptro. E o rei negão que me desculpe. A Messi, bailarino de tango, só lhe falta o sentido dramático de um fadista.

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