2) – C19 Upshot | A resposta europeia à pandemia: um “castelo de cartas”? | Paulo Querido

Ricardo Cabral e Ricardo Sousa, Público // A resposta europeia à pandemia: um “castelo de cartas”? As medidas que têm vindo a ser anunciadas terão custos enormes. Não são credíveis na protecção dos trabalhadores, sendo expectável um aumento em massa do desemprego e da precariedade das condições laborais sem paralelo. São complacentes com a eliminação de um grande número de pequenas e médias empresas, garantindo apenas a sobrevivência daquelas que, por via de relações privilegiadas com o poder político ou com o sector financeiro, acabarão por concentrar grande parte dos recursos do país.

Que se passa?! A resposta da UE à crise pandémica é por um lado pífia e por outro irá reforçar o poder dos indivíduos e instituições que já o detém. O pacote de 500.000 milhões de euros aprovado pelo Ecofin com uma encenação de dramatismo que é mais significativa que o acordo é um exemplo da decepção.

Mais austeridade? Exatamente. Podem os governantes, como o PM português António Costa, pretender dourar a pílula como quiserem que o amargo não desaparece: a resposta da UE é apenas e só um conjunto de linhas de crédito, a empresas e a estados. O que significa juros e prazos de pagamento que atendem exclusivamente aos interesses de quem empresta.

Austeridade para sempre? As medidas são “complacentes com a eliminação de um grande número de pequenas e médias empresas, garantindo apenas a sobrevivência daquelas que, por via de relações privilegiadas com o poder político ou com o sector financeiro, acabarão por concentrar grande parte dos recursos do país. Pecam, inexplicavelmente, pela transferência de toda a responsabilidade para os Estados que, como o nosso, se verão a braços com uma situação de insustentabilidade das finanças públicas, pondo em causa as suas funções mais basilares de assistência social, de promoção da equidade e de prestação de serviços de educação, de justiça e de saúde.

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Elaine Watson em Food Navigator // How is coronavirus impacting plant-based meat? While some shoppers have shared photos of empty meat cases next to fully-stocked shelves of plant-based meat on social media, the latest Nielsen data suggests that retail sales of meat alternatives increased significantly in March alongside their animal-based counterparts.

WTF? Nem todos os setores serão impactados negativamente pela pandemia. A indústria de carne à base de plantas dá sinais de continuar a florescer. E outras alternativas também apresentam crescimentos inusitados.

Indústria pecuária na berlinda Justa ou injusta, há uma reação pública que combina a provável origem do vírus nos mercados de animais ao ar livre com a indústria pecuária. A pandemia poderá acelerar o impulso para a alimentação baseada em vegetais, já que os consumidores começam a questionar o papel da produção industrial de carne baseada em animais.

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revistaanfibia.com // La ilusión de vivir como siempre La pandemia vuelve inverosímil el discurso mágico sobre las bondades del neoliberalismo. Pero lo más difícil hoy no es ver a Manhattan vacía de personas ni asimilar que se armó un hospital en el Central Park. Lo que sorprende es la ausencia de preguntas sobre cómo sacudir la precariedad de este modelo tan impregnado en las trayectorias de todes. La ideología cala tan hondo que el establishment vende que la vida seguirá igual, y hasta las comunidades más afectadas asumen que no hay otra vía posible y que esta crisis será una deuda más a pagar en cuotas.

De que se trata? O autor, Juan Gago, é um epidemiologista que vive no epicentro da pior pandemia em mais de 100 anos: Manhattan, no coração de Nova Iorque, a que chama “a cidade-jóia do capitalismo financeiro”. E na qual se vê bem a divisão entre o lado branco opulento e o lado escuro pobre.

O terror americano Descreve um cenário de terror que é, no essencial, o aprofundamento do pior que tem o “american way of life”: os pobres e os negros sairão desta crise de saúde em pior estado do que entraram enquanto os brancos ricos são quase intocados.

O vírus como promessa de dívida Lo que se vaticina es que de esta crisis saldremos más endeudadxs. O más aún: que no hay manera de salvarse sin quedar más saturadxs de deuda para gestionar las vidas precarizadas, enfermas, contagiadas o débiles. La pandemia del SARS-Cov2/COVID19 (tal su nombre técnico) expone de manera desmedida las inequidades del sistema, la completa ausencia de un acceso democrático a los recursos sanitarios, pero también de las posibilidades esenciales de vivienda y alimentos.

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Jorge Almeida Fernandes no Público// Ao coronavírus segue-se a máfia. O mundo pós-pandémico será propício ao crime organizado. Se os Estados tardarem na resposta as máfias ocuparão o vazio. ler ☞

Knowledge @ Wharton (podcast)// When Will the Jobs Return? Workers are more pessimistic about losing work in the coming year as they expect overall unemployment to be higher. Also expect the growth in their earnings to fall and are less optimistic about finding a new job in the coming year. ler ☞

Charles Riley, CNN Business// How do you restart an economy that’s been shut down by a pandemic? The answer is very, very carefully. ler ☞

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