JOSÉ PACHECO PEREIRA | “Eles” (os funcionários públicos) são uma parte de “nós”

…

“A razão pela qual o povo português parece ser mais “paciente” resulta muito simplesmente de que muitos têm medo de perder ainda mais do que o que já estão a perder. E como o discurso da divisão deixa cada um sozinho na sua fábrica, na sua escola, na sua repartição, o medo ainda é eficaz. Mas o medo é destrutivo da sociedade e da democracia, e dá saída apenas para o desespero, o momento em que as pessoas percebem que já não há mais a perder. E nessa altura o seu desespero não se verá apenas em manifestações da CGTP ou dos “indignados”.

Uma das razões por que prefiro mesmo o desconhecido e o arriscado à situação presente, como sejam eleições antecipadas sem grandes expectativas, é que prefiro um tumulto que abra espaço político a uma situação nova, à continuidade de uma governação que é uma forma muito pior de tumulto, é a destruição de um país em que a condição de ser português não significa nada, porque já não existem laços comunitários em que nos reconheçamos.”

«As Lições dos Descobrimentos» | Sessão de Apresentação e Lançamento de livro

Dia 10, segunda-feira, das 18:00 às 21:00 horas

Sessão de Apresentação e Lançamento

CONVITE

Os autores − Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas − convidam-no(a) para uma sessão de autógrafos e conversa informal sobre o novo livro

As Lições dos Descobrimentos
– O que nos ensinam os empreendedores da globalização

que decorrerá em Lisboa, no stand do Centro Atlântico na Feira do Livro, no dia 10 de Junho, entre as 18:00h e as 21:00h.

descobrimentos

In the classroom

hälts's avatarMahaloness

In a small intimate classroom, myself and my students, mostly teens, go on an art exploration, every Thursday. My approach to art is easy. Make art. Now don’t get me wrong there is a bit of work involved. I usually envision my class a week before and come up with a loose concept to go on. Once in the classroom it becomes an intuitive process, and I work with each student so I can find out what they like and give them a few suggestions and go from there. Lately we have been experimenting with a few exercises, which I have found to produce fantastic results, mahaloness all the way.

fotoMahaloness -exercise: each student played a song they liked, and than we each drew along for the full duration of the song (usually 4 to 5 mns.) and stopped when the song stopped, and on to the next students’s song…

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“Deus não morreu, ele se tornou dinheiro” | Giorgio Agamben

“O capitalismo é uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro”, afirma Giorgio Agamben, em entrevista concedida a Peppe Salvà.

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin (Foto: Arquivo)

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin (Foto: Arquivo)

Giorgio Agamben é um dos maiores filósofos vivos. Amigo de Pasolini e de Heidegger, foi definido pelo Times e pelo Le Monde como uma das dez mais importantes cabeças pensantes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo ele transcorreu um longo período de férias em Scicli, na Sicília, Itália, onde concedeu a entrevista.

Segundo ele, “a nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governabilidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas”. Assim, “a tarefa que nos espera consiste em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”, afima Agamben.

A tradução é de Selvino J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC [e tradutor de três das quatro obras de Agamben publicadas pela Boitempo].

“Crise” e “economia” atualmente não são usadas como conceitos, mas como palavras de ordem, que servem para impor e para fazer com que se aceitem medidas e restrições que as pessoas não têm motivo algum para aceitar. “Crise” hoje em dia significa simplesmente “você deve obedecer!”. Creio que seja evidente para todos que a chamada “crise” já dura decênios e nada mais é senão o modo normal como funciona o capitalismo em nosso tempo. E se trata de um funcionamento que nada tem de racional.

Para entendermos o que está acontecendo, é preciso tomar ao pé da letra a ideia de Walter Benjamin, segundo o qual o capitalismo é, realmente, uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro. Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro. O Banco – com os seus cinzentos funcionários e especialistas – assumiu o lugar da Igreja e dos seus padres e, governando o crédito (até mesmo o crédito dos Estados, que docilmente abdicaram de sua soberania), manipula e gere a fé – a escassa, incerta confiança – que o nosso tempo ainda traz consigo. Além disso, o fato de o capitalismo ser hoje uma religião, nada o mostra melhor do que o titulo de um grande jornal nacional (italiano) de alguns dias atrás: “salvar o euro a qualquer preço”. Isso mesmo, “salvar” é um termo religioso, mas o que significa “a qualquer preço”? Até ao preço de “sacrificar” vidas humanas? Só numa perspectiva religiosa (ou melhor, pseudo-religiosa) podem ser feitas afirmações tão evidentemente absurdas e desumanas.

A crise econômica que ameaça levar consigo parte dos Estados europeus pode ser vista como condição de crise de toda a modernidade?

A crise atravessada pela Europa não é apenas um problema econômico, como se gostaria que fosse vista, mas é antes de mais nada uma crise da relação com o passado. O conhecimento do passado é o único caminho de acesso ao presente. É procurando compreender o presente que os seres humanos – pelo menos nós, europeus – são obrigados a interrogar o passado. Eu disse “nós, europeus”, pois me parece que, se admitirmos que a palavra “Europa” tenha um sentido, ele, como hoje aparece como evidente, não pode ser nem político, nem religioso e menos ainda econômico, mas talvez consista nisso, no fato de que o homem europeu – à diferença, por exemplo, dos asiáticos e dos americanos, para quem a história e o passado têm um significado completamente diferente – pode ter acesso à sua verdade unicamente através de um confronto com o passado, unicamente fazendo as contas com a sua história.

O passado não é, pois, apenas um patrimônio de bens e de tradições, de memórias e de saberes, mas também e sobretudo um componente antropológico essencial do homem europeu, que só pode ter acesso ao presente olhando, de cada vez, para o que ele foi. Daí nasce a relação especial que os países europeus (a Itália, ou melhor, a Sicília, sob este ponto de vista é exemplar) têm com relação às suas cidades, às suas obras de arte, à sua paisagem: não se trata de conservar bens mais ou menos preciosos, entretanto exteriores e disponíveis; trata-se, isso sim, da própria realidade da Europa, da sua indisponível sobrevivência. Neste sentido, ao destruírem, com o cimento, com as autopistas e a Alta Velocidade, a paisagem italiana, os especuladores não nos privam apenas de um bem, mas destroem a nossa própria identidade. A própria expressão “bens culturais” é enganadora, pois sugere que se trata de bens entre outros bens, que podem ser desfrutados economicamente e talvez vendidos, como se fosse possível liquidar e por à venda a própria identidade.

Há muitos anos, um filósofo que também era um alto funcionário da Europa nascente, Alexandre Kojève, afirmava que o homo sapiens havia chegado ao fim de sua história e já não tinha nada diante de si a não ser duas possibilidades: o acesso a uma animalidade pós-histórica (encarnado pela american way of life) ou o esnobismo (encarnado pelos japoneses, que continuavam a celebrar as suas cerimônias do chá, esvaziadas, porém, de qualquer significado histórico). Entre uma América do Norte integralmente re-animalizada e um Japão que só se mantém humano ao preço de renunciar a todo conteúdo histórico, a Europa poderia oferecer a alternativa de uma cultura que continua sendo humana e vital, mesmo depois do fim da história, porque é capaz de confrontar-se com a sua própria história na sua totalidade e capaz de alcançar, a partir deste confronto, uma nova vida.

A sua obra mais conhecida, Homo Sacer, pergunta pela relação entre poder político e vida nua, e evidencia as dificuldades presentes nos dois termos. Qual é o ponto de mediação possível entre os dois pólos?

Minhas investigações mostraram que o poder soberano se fundamenta, desde a sua origem, na separação entre vida nua (a vida biológica, que, na Grécia, encontrava seu lugar na casa) e vida politicamente qualificada (que tinha seu lugar na cidade). A vida nua foi excluída da política e, ao mesmo tempo, foi incluída e capturada através da sua exclusão. Neste sentido, a vida nua é o fundamento negativo do poder. Tal separação atinge sua forma extrema na biopolítica moderna, na qual o cuidado e a decisão sobre a vida nua se tornam aquilo que está em jogo na política.

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O que aconteceu nos estados totalitários do século XX reside no fato de que é o poder (também na forma da ciência) que decide, em última análise, sobre o que é uma vida humana e sobre o que ela não é. Contra isso, se trata de pensar numa política das formas de vida, a saber, de uma vida que nunca seja separável da sua forma, que jamais seja vida nua.

O mal-estar, para usar um eufemismo, com que o ser humano comum se põe frente ao mundo da política tem a ver especificamente com a condição italiana ou é de algum modo inevitável?

Acredito que atualmente estamos frente a um fenômeno novo que vai além do desencanto e da desconfiança recíproca entre os cidadãos e o poder e tem a ver com o planeta inteiro. O que está acontecendo é uma transformação radical das categorias com que estávamos acostumados a pensar a política. A nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas. E que este modelo seja, do ponto de vista do poder, mais econômico e funcional é provado pelo fato de que foi adotado também por aqueles regimes que até poucos anos atrás eram ditaduras. É mais simples manipular a opinião das pessoas através da mídia e da televisão do que dever impor em cada oportunidade as próprias decisões com a violência. As formas da política por nós conhecidas – o Estado nacional, a soberania, a participação democrática, os partidos políticos, o direito internacional – já chegaram ao fim da sua história. Elas continuam vivas como formas vazias, mas a política tem hoje a forma de uma “economia”, a saber, de um governo das coisas e dos seres humanos. A tarefa que nos espera consiste, portanto, em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”.

O estado de exceção, que o senhor vinculou ao conceito de soberania, hoje em dia parece assumir o caráter de normalidade, mas os cidadãos ficam perdidos perante a incerteza na qual vivem cotidianamente. É possível atenuar esta sensação?

Vivemos há decênios num estado de exceção que se tornou regra, exatamente assim como acontece na economia em que a crise se tornou a condição normal. O estado de exceção – que deveria sempre ser limitado no tempo – é, pelo contrário, o modelo normal de governo, e isso precisamente nos estados que se dizem democráticos. Poucos sabem que as normas introduzidas, em matéria de segurança, depois do 11 de setembro (na Itália já se havia começado a partir dos anos de chumbo) são piores do que aquelas que vigoravam sob o fascismo. E os crimes contra a humanidade cometidos durante o nazismo foram possibilitados exatamente pelo fato de Hitler, logo depois que assumiu o poder, ter proclamado um estado de exceção que nunca foi revogado. E certamente ele não dispunha das possibilidades de controle (dados biométricos, videocâmeras, celulares, cartões de crédito) próprias dos estados contemporâneos. Poder-se-ia afirmar hoje que o Estado considera todo cidadão um terrorista virtual. Isso não pode senão piorar e tornar impossível aquela participação na política que deveria definir a democracia. Uma cidade cujas praças e cujas estradas são controladas por videocâmeras não é mais um lugar público: é uma prisão.

A grande autoridade que muitos atribuem a estudiosos que, como o senhor, investigam a natureza do poder político poderá trazer-nos esperanças de que, dizendo-o de forma banal, o futuro será melhor do que o presente?

Otimismo e pessimismo não são categorias úteis para pensar. Como escrevia Marx em carta a Ruge: “a situação desesperada da época em que vivo me enche de esperança”.

Podemos fazer-lhe uma pergunta sobre a aula que o senhor deu em Scicli? Houve quem lesse a conclusão que se refere a Piero Guccione como se fosse uma homenagem devida a uma amizade enraizada no tempo, enquanto outros viram nela uma indicação de como sair do xeque-mate no qual a arte contemporânea está envolvida.

Trata-se de uma homenagem a Piero Guccione e a Scicli, pequena cidade em que moram alguns dos mais importantes pintores vivos. A situação da arte hoje em dia é talvez o lugar exemplar para compreendermos a crise na relação com o passado, de que acabamos de falar. O único lugar em que o passado pode viver é o presente, e se o presente não sente mais o próprio passado como vivo, o museu e a arte, que daquele passado é a figura eminente, se tornam lugares problemáticos. Em uma sociedade que já não sabe o que fazer do seu passado, a arte se encontra premida entre a Cila do museu e a Caribdis da mercantilização. E muitas vezes, como acontece nos templos do absurdo que são os museus de arte contemporânea, as duas coisas coincidem.

Duchamp talvez tenha sido o primeiro a dar-se conta do beco sem saída em que a arte se meteu. O que faz Duchamp quando inventa o ready-made? Ele toma um objeto de uso qualquer, por exemplo, um vaso sanitário, e, introduzindo-o num museu, o força a apresentar-se como obra de arte. Naturalmente – a não ser o breve instante que dura o efeito do estranhamento e da surpresa – na realidade nada alcança aqui a presença: nem a obra, pois se trata de um objeto de uso qualquer, produzido industrialmente, nem a operação artística, porque não há de forma alguma uma poiesis, produção – e nem sequer o artista, porque aquele que assina com um irônico nome falso o vaso sanitário não age como artista, mas, se muito, como filósofo ou crítico, ou, conforme gostava de dizer Duchamp, como “alguém que respira”, um simples ser vivo.

Em todo caso, certamente ele não queria produzir uma obra de arte, mas desobstruir o caminhar da arte, fechada entre o museu e a mercantilização. Vocês sabem: o que de fato aconteceu é que um conluio, infelizmente ainda ativo, de hábeis especuladores e de “vivos” transformou o ready-made em obra de arte. E a chamada arte contemporânea nada mais faz do que repetir o gesto de Duchamp, enchendo com não-obras e performances em museus, que são meros organismos do mercado, destinados a acelerar a circulação de mercadorias, que, assim como o dinheiro, já alcançaram o estado de liquidez e querem ainda valer como obras. Esta é a contradição da arte contemporânea: abolir a obra e ao mesmo tempo estipular seu preço.

Sobre o autor

Giorgio Agamben nasceu em Roma em 1942. É um dos principais intelectuais de sua geração, autor de muitos livros e responsável pela edição italiana das obras de Walter Benjamin. Deu cursos em várias universidades europeias e norte-americanas, recusando-se a prosseguir lecionando na New York University em protesto à política de segurança dos Estados Unidos. Foi diretor de programa no Collège International de Philosophie de Paris. Mais recentemente ministrou aulas de Iconologia no Istituto Universitario di Architettura di Venezia (Iuav), afastando-se da carreira docente no final de 2009. Sua obra, influenciada por Michel Foucault e Hannah Arendt, centra-se nas relações entre filosofia, literatura, poesia e, fundamentalmente, política. Entre seus principais livros destacam-se Homo sacer (2005), Estado de exceção (2005), Profanações (2007), O que resta de Auschwitz (2008) e O reino e a glória (2011), os quatro últimos publicados no Brasil pela Boitempo Editorial.

Brasil financiará melhoria de ensino superior na África

O IILP's avatarBlogue do IILP

-brasil-bandeiraMinistério da Educação aprovou projeto inédito que prevê financiamentos a universidades brasileiras que queiram ajudar  a melhorar o ensino superior na África.

Vinte universidades nacionais, entre elas USP e federal de Minas Gerais, enviarão professores e pesquisadores para instituições de cinco países africanos e um asiático, todos de língua portuguesa.

Por meio da Capes (órgão do ministério), serão financiados 45 projetos, que custarão R$ 6 milhões -pouco menos de 10% do que a pasta deve gastar neste ano com bolsas para alunos nas universidades brasileiras.

USP, por exemplo, ajudará a criar um mestrado em educação em Angola. Já a federal do Rio Grande do Sul participará da implantação do primeiro curso de agronomia da Universidade de Cabo Verde.

É a primeira vez que o ministério financia de forma articulada projetos com esse formato, diz o reitor da UFMG, Clélio Campolina, presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa.

Texto de : FÁBIO TAKAHASHI
Fonte: Boainformacao.com.br 
 

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Hoy se celebra la cumbre anual del Club Bilderberg “que necesita hacerse con el control de toda la alimentación y para ello necesitan destrozar toda la economía mundial para poder reducir la población mundial”, aseguró a RT Daniel Estulin.

Alrededor de 150 personas, incluidos políticos, miembros de la realeza, banqueros, multimillonarios y empresarios, asisten a la reunión de los más influyentes del mundo en Watford, al norte de Londres.

“El progreso y el desarrollo de la sociedad es directamente proporcional a la densidad de población. Si hay progreso en el desarrollo tecnológico, somos muchos más, habrá más riqueza, más personas y menos comida para todos. Y para que David Rockefeller, que es una metáfora del poder, pueda comer, nosotros de alguna forma tendríamos que desaparecer”, explicó el autor de una serie de libros sobre el Club Bilderberg

“Y esto es uno de los principales puntos de los que están hablando en la esfera de los problemas de la alimentación. No están buscando una forma de solucionar el problema, todo lo contrario: asegurarse de que matan a cuantas más personas mejor”, destacó.

El Club Bilderberg quiere hacerse con Irán

“El Club Bilderberg es una cinta transportadora para guerra, cualquiera, con Irán u otras: es un elemento importante que al mismo tiempo puede vender armas y mantequilla a todos los miembros de cualquier tipo de conflicto”, señaló Daniel Estulin.

“Irán obviamente es un punto de lanza para el tema de Oriente Medio. Es una potencia regional que tiene muchísimo petróleo y obviamente ha sido alguna forma de poder para la élite mundial. El siguiente paso será Rusia y obviamente [Irán] es imprescindible para potencias y dentro de eso podemos hablar sobre el Club Bilderberg  y decisiones que se toman allí, que quieren de alguna forma desestabilizar Irán como sea”, concluyó.

Bilderberg apunta a Rusia y a China

A la pregunta sobre sí el Bilderberg pretende impulsar el crecimiento mundial más allá de los BRICS  Estulin destacó que es importante comprender que con “BRICS estamos hablando de Brasil, Rusia, India, China, aunque la ‘B’ no es de Brasil, sino más bien el Imperio británico que completamente controla Brasil a través del grupo Inter-Alpha, grupo financiero vinculado a la reina de Inglaterra, obviamente, que impulsa cualquier tipo de crecimiento económico que no incluye estas naciones”, dijo Estulin.

“Es imprescindible porque el objetivo final es de alguna forma reducir la población mundial a un número mucho más manejable para la élite mundial debido a la falta de comida y de agua, es hacerse con el control de potencias como Rusia y China. En ese sentido el objetivo no es tanto el gobierno mundial, nunca existió como concepto, sino más bien un concepto de empresa mundial, o sea potencias o poderes fácticos financieros con muchísimo más poder que cualquier Gobierno en la tierra”, destacó.

“Las guerras del futuro se librarán con las tecnologías”

Uno de los temas anunciados de la cumbre del Club Bilderberg es el cambio del paradigma de la sociedad: las tecnologías del futuro, opina el periodista y el investigador.

“Las guerras del futuro se librarán no con armas, sino con la tecnología del futuro. Un teléfono, un ‘smartphone’, cualquiera tiene más tecnología que las naves espaciales que llegaron a la Luna en los años sesenta”, explicó Estulin.

“Es decir, si tú puedes hacerte con el control de la tecnología del futuro, puedes controlar el mundo entero en todas sus manifestaciones porque todo lo que nos rodea es una tecnología en un estado puro y por eso tienes Google  Amazon, las empresas como Microsoft y Apple que están en todas estas reuniones. Y obviamente empresas como Google son un aparato imprescindible de la seguridad nacional de EE.UU. cuyo objetivo no tiene nada que ver con ofrecer servicios sino con el control total y absoluto”, concluyó.

Las declaraciones y opiniones expresadas en este artículo son de exclusiva responsabilidad de su autor y no representan necesariamente el punto de vista de RT.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/actualidad/view/96628-bilderberg-2013-estulin

Livro: A Segurança Social é Sustentável. Trabalho, Estado e Segurança Social em Portugal

Raquel Varela's avatarRaquel Varela

Convite_Chiado

Índice

Prefácio. Marcel van der Linden

Introdução. Raquel Varela

A “eugenização da força de trabalho” e o fim do pacto social. Notas para a história do trabalho, da segurança social e do Estado em Portugal. Raquel Varela

E se houvesse pleno emprego? A sustentabilidade da segurança social e o desemprego. Renato Guedes e Rui Viana Pereira

O futuro da protecção social em Portugal e a sustentabilidade da Segurança Social e da CGA. Eugénio Rosa

Segurança social: fundo universal de solidariedade ou mercado privado de capitais? Entrevista com Sara Granemann. Entrevista de João Jordão, Raquel Varela e Rui Viana Pereira

Ensaio sobre a falsa panaceia dos “sistemas de capitalização” ou fundos de pensões. Miguel Madeira

A força de trabalho em Portugal 2010-2011. Breve descrição. Ana Rajado

A crise e as crises do sindicalismo: há uma revitalização possível? Alan Stoleroff

Pobreza, exclusão social e desigualdade. Manuel Carlos Silva

Ser pobre, ser-se pobre…

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O ESTADO MORREU | por Maria José Morgado

MJMorgado_paginaTrabalho num serviço de aplicação repressiva da lei criminal onde as pessoas têm gosto em servir o interesse público e a justiça penal. Desde que começou a aplicação do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro — o PAEF — que a dignidade, a resistência e a eficiência continuam a ser valores que opomos à desvalorização cega e ao sofrimento enquanto política de gestão da máquina administrativa. Vamos substituindo a degradação das contas públicas de um Estado laxista por um Estado fantasma e impotente. O Estado é a raiz do mal, pois matemos o Estado. E com quê? Com mais Estado cobrador, num totalitarismo atípico deslizante.

Sinto esse fantasma todos os dias. A moralização na gestão das finanças públicas desfigurou-se de tal forma que fez ricochete num PAEF sem a bússola de valores intangíveis como a justiça, justiça fiscal e segurança social. Perdeu-se o objetivo de uma administração pública qualificada e motivada.

Os resultados da execução orçamental do último trimestre não são mais do que uma radiografia deste mal. Porquê?

Porque só um Estado sem função fica encarcerado no financiamento direto com base quase exclusiva nas receitas do IRS que representam 39,1% do crescimento da receita e dos impostos diretos que representam 22,3% do mesmo crescimento. No meio da tempestade fiscal que nos atravessa regista-se uma subida raquítica da receita fiscal de 3,3 milhões de euros — no aumento crescente do sofrimento das pessoas depois da destruição de empresas e de trabalho.

Neste cenário, além da dita ida aos mercados, ainda assim financiada a juros predadores, os únicos pilares financiadores do Estado são afinal o habitual grupo de pessoas, cada vez mais afunilado. Efeito de boomerang da austeridade sem metas de reorganização de um Estado, de uma justiça e de uma máquina administrativa que funcionem. Situações desta natureza pulverizam todas as funções de autoridade, equidade, segurança jurídica, proteção da sociedade e respeito pelos valores sociais e económicos.

A corrupção, em parceria com a fraude fiscal, tende a medrar no túnel das quimioterapias orçamentais. Basta cruzar aqueles dados com os resultados oficiais do programa de combate à fraude e à evasão fiscal do ano de 2011: os processos-crime por combate à fraude representam 9,45%, por combate à fraude qualificada 2,69% e por abuso de confiança fiscal 84,74%. Os resultados do combate à fraude fiscal são insignificantes numa justiça focada quase exclusivamente no ataque aos impostos diretos em falta. O mesmo estigma.

Sem reformas administrativas efetivas, sem qualificação da função pública, sem respeito pelas funções públicas substantivas, sem estímulos, sem Estado com função resta-nos o medo, a perigosa anemia da autoridade com a paralisia dos serviços administrativos públicos. Um Estado sem função pendurado na guilhotina do défice?

Despojos de um Estado velho e apodrecido incapaz de se proteger da tempestade e de construir um novo com a ajuda dos seus melhores. Um Estado que morreu.

http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=17932 … (FONTE)

A confirmar-se, é uma alegria redobrada

cherbakov's avatarO Cacifo do Paulinho

Corre pelo universo virtual uma camisola que, diz-se, será a do Sporting para a época 13/14. Para além de muito bonita (lá está, não é preciso inventar), a camisola seria, ainda, uma forma de assinalar os 50 anos sobre a conquista da Taça das Taças.
Ora, permitam-me confidenciar-vos o seguinte: se for verdade, será uma alegria redobrada. Para mim e para vocês. No dia em que tive oportunidade de, junto da direcção, dar conhecimento do Cacifo de Ideias (mais uma semaninha, deve estar pronto), houve uma que ficou, logo, em cima da mesa: a da criação de uma camisola comemorativa dessa conquista. «Eu sei é que é capaz de ser muito em cima, que, provavelmente, as camisolas para a próxima época estão definidas, mas não tem que ser a “oficial”. Não podemos é deixar passar a oportunidade de ter uma camisola que recupere o equipamento usado nessa época»…

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sinfoniaesol's avatarSINFONIAESOL

virginiamarilyn1

Histórias do Primeiro Sexo: Marilyn Monroe e Virgínia Woolf
por Wuldson Marcelo em 19 de maio
(Fonte:OBVIOUS)

Marilyn Monroe e Virginia Woolf, mesmo com todas as diferenças, obtiveram fama, sucesso e alcançaram a posteridade, mas enfrentaram o preconceito e todas as intempéries provenientes do machismo. Ainda assim compartilham frustrações e tragédias que se comunicam.

Marilyn Monroe e Virginia Woolf. Marilyn e Virginia, mulheres de vidas atribuladas, que lutaram por espaço e reconhecimento e que encontraram finais trágicos. Tais percursos são resultados de suas histórias que as aproximam, mesmo que de maneira contestável. As carreiras que tiveram e as escolhas que fizeram para alcançar a notoriedade são pontos que as afastam. Porém, ambas estão unidas no modo como foram exauridas por um mundo hostil à força, ao talento e ao magnetismo feminino. Friedrich W. Nietzsche escreveu a certa altura de seus registros filosóficos que, “Quando as mulheres possuem virtudes masculinas, não…

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LA BATALLA GLOBAL SOBRE EL “APOCALIPSIS DE LA ABEJA SE ACERCA”

carlosloures's avatarA Viagem dos Argonautas

Enviado pelo nosso amigo César Príncipe, chega-nos este artigo do Times (EU), traduzido do inglês para o castelhano por Lamareenoire. Não dispondo de tempo para traduzir para português, decidimos publicar a versão castelhana, pois a informação que veicula é importante. 

Las impactantes actas relativas a la reunión, la semana pasada, del presidente Putin con el Secretario de Estado de los EEUU, John Kerry, revelan la “extrema indignación” de los dirigentes rusos con el régimen de protección continua del presidente Obama hacia los gigantes mundiales de la biogenética, Syngenta y Monsanto, frente a la inminente ”apocalipsis de las abejas” que, según el Kremlin, “con toda seguridad” puede conducir a una guerra mundial.

Según dichas actas, publicadas hoy en el Kremlin por el Ministerio de Recursos Naturales y Medio Ambiente de la Federación Rusa (MNRE), Putin estaba tan indignado por la negativa de Obama a discutir sobre este grave…

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TENHO FOME DA TUA BOCA | PABLO NERUDA

Tenho fome da tua boca, da tua voz, do teu cabelo,
e ando pelas ruas sem comer, calado,
não me sustenta o pão, a aurora me desconcerta,
busco no dia o som líquido dos teus pés.

Estou faminto do teu riso saltitante,
das tuas mãos cor de furioso celeiro,
tenho fome da pálida pedra das tuas unhas,
quero comer a tua pele como uma intacta amêndoa.

Quero comer o raio queimado na tua formosura,
o nariz soberano do rosto altivo,
quero comer a sombra fugaz das tuas pestanas

e faminto venho e vou farejando o crepúsculo
à tua procura, procurando o teu coração ardente
como um puma na solidão de Quitratue.

PABLO NERUDA

Faz hoje 60 anos – Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs | Entre os paises que perdoaram 50% da dívida alemã estão a Espanha, Grécia e Irlanda

divida

O  Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essêncial da dívida.

A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra.Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os paises que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.

O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.

A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.

O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situacao de carência durante a qual só se pagaram juros.

Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores – e não só aos paises endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.

Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, “trocando por miúdos”, significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA – concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.

Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais

Marcos Romão, jornalista e sociólogo, 27 de Fevereiro de 2003.

Outro artigo sobre o Acordo de Londres sobre as Dívidas Alemãs:http://auditoriaciudadana.net/2013/02/27/aprendiendo-de-la-historia-como-irlanda-y-grecia-perdonaron-la-deuda-alemana-2/

Your Story: The Cabin

sethsnap's avatarsethsnap

Todd and I visited his aunt at her cabin in the heart of Hocking Hills this past Memorial Day.  I snapped these pictures and thought you’d write a lovely story for me.

Your Story is a SethSnap series in which you get to decide the story behind the photos.  You can write a story, a poem or even just one word.  You decide.  To see previous Your Story posts click on “Story Time” on the right.

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The Economic Depression Is Not Over for Millions of Americans

Douglas A. McIntyre's avatar24/7 Wall St.

NYSE-flagFrom time to time, one polling company or another asks Americans whether they believe the Great Recession has ended. A substantial portion of them say no, and that opinion is correct. Some respondents even say the United States is in a depression.

A widely covered report from the Federal Reserve Bank of St. Louis’s Center for Household Financial Stability states that:

Average household wealth in real terms, contrary to recent headlines, has not fully recovered; indeed, it is only about halfway back to prerecession levels

And, for some groups, the situation is even worse:

While many Americans lost wealth because of the recession, younger, less-educated and/or African-American and Hispanic families lost the most, in percentage terms.

Some of the results of this analysis should have been expected. Other research has shown that real wages among Americans have fallen over the past decade as income has not kept pace with inflation. However…

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Art Brussels @ Quadrado Azul (Porto)

makingarthappen's avatarMaking Art Happen

31.05 > 31.07.2013

@ Galeria Quadrado Azul (Porto)

A Galeria Quadrado Azul inaugura hoje, no Porto, às 22 horas, uma exposição composta por trabalhos de artistas que participaram na última edição da feira internacional de arte contemporânea Art Brussels, que decorreu em Abril de 2013. A mostra dá a conhecer obras recentes de: Rigo 23, Rossella Biscotti & Kevin van Braak, Kevin van Braak, Hugo Canoilas, Heinz Peter Knes, Paulo Nozolino, Mika Tajima, Francisco Tropa e Willem Weismann.

De Rigo 23 (Portugal, 1966) pode ser visto “Chiapas”, tela artesanal bordada em Chiapas e resultante da colaboração com as comunidades Zapatistas do sul do México que lutam pela autonomia e pela defesa dos direitos dos povos indígenas. Este trabalho revela uma das linhas de força da prática do artista: o activismo pela defesa dos direitos humanos e pelo direito à diferença das comunidades minoritárias. 

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PABLO NERUDA E FERNANDO PESSOA CELEBRAM WALT WHITMAN

carlosloures's avatarA Viagem dos Argonautas

                    

No dia 31 de Maio de 1819, nasceu Walt Whitman, o poeta que cantou a América do Norte com a emoção e o génio lírico com que outro grande poeta, Pablo Neruda, no século seguinte, cantaria a América Latina.

E Pablo Neruda cantaria também Walt Whitman –

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 a qué edad,

 ni dónde,

 si en el gran Sur mojado

o en la costa

temible, bajo el breve

grito de las gaviotas,

toqué una mano y era

la mano de Walt Whitman:

pisé la tierra

con los pies desnudos,

anduve sobre el pasto,

sobre el firme rocío

de Walt Whitman. 

Agora os primeiros versos de uma Saudação a Walt Whitman, de Álvaro de Campos.

Portugal Infinito, onze de junho de mil novecentos e quinze…
Hé-lá-á-á-á-á-á-á!
De aqui de Portugal, todas as épocas no meu cérebro,
Saúdo-te, Walt, saúdo-te, meu irmão em Universo,
Eu, de…

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Eleições antecipadas | Provedor de Justiça

O provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa defende, em entrevista à Antena 1, a realização de eleições antecipadas no mesmo dia das eleições autárquicas, considerando que a situação do País está bloqueada e que tudo está nas mãos de Paulo Portas.

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http://www.noticiasaominuto.com/politica/78253/provedor-de-justi%C3%A7a-pede-elei%C3%A7%C3%B5es-antecipadas#.Uah7PtLFUZ4 … (FONTE)

Em defesa de Lobo Xavier e Pacheco Pereira | Pedro Silva Pereira

psp “Testemunhei que a Comissão Europeia e o BCE não queriam que Portugal fizesse um pedido de assistência financeira, igual ao grego e ao irlandês, e estavam empenhados na aprovação do PEC IV”.

Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, ao Público (1-4-2012)

Vítor Gaspar sentiu-se atingido por Lobo Xavier e Pacheco Pereira terem reconhecido, com honestidade, que a verdadeira razão que levou Portugal a ter de pedir ajuda externa foi o assalto ao poder lançado pela direita com a rejeição do PEC IV, que tinha recebido o apoio do BCE e dos nossos parceiros europeus.

A resposta de Gaspar insiste na falsificação da história.

O ministro das Finanças aproveitou a sua ida ao Parlamento para responder aos comentadores da direita na Quadratura do Círculo e contrapor que o Governo socialista devia ter pedido ajuda externa mais cedo. Acontece que a historieta de Vítor Gaspar não tem qualquer fundamento na verdade histórica: Lobo Xavier e Pacheco Pereira é que têm razão.

Em primeiro lugar, Gaspar passa ao lado do argumento principal de Lobo Xavier e Pacheco Pereira, que se refere à própria necessidade do pedido de ajuda: se havia uma garantia formal (escrita) de apoio do BCE e da Comissão Europeia ao PEC IV, a aprovação desse PEC podia ter evitado o pedido de ajuda externa, garantindo junto dos mercados financeiros uma protecção do BCE análoga à que é dada a outros países poupados a um resgate. Podemos todos especular sobre o que teria acontecido se essa solução tivesse sido adoptada, o que não podemos é adulterar a história: a alternativa ao resgate existia, tinha apoio europeu e foi rejeitada. Como confirmou Carlos Costa, Governador do Banco de Portugal, ao Público (1-4-2012): “Testemunhei que a Comissão Europeia e o BCE não queriam que Portugal fizesse um pedido de assistência financeira, igual ao grego e ao irlandês, e estavam empenhados na aprovação do PEC IV”.

Sendo estes os factos, a conclusão de Lobo Xavier e Pacheco Pereira está certa: o pedido de ajuda externa não era uma inevitabilidade, foi, isso sim, uma escolha das lideranças do PSD e do CDS que, na ânsia de chegarem ao poder, optaram por rejeitar o PEC IV e desprezar o apoio europeu, mesmo sabendo as consequências dramáticas que isso iria ter junto dos mercados financeiros.

Em qualquer caso, Vítor Gaspar também não tem razão quanto ao ‘timing’ do pedido de ajuda. Comecemos por recordar as datas: o “chumbo” do PEC IV foi anunciado por Passos Coelho na noite de 11 de Março de 2011. A partir daí, tudo se passou rapidamente: a votação no Parlamento teve lugar a 23 de Março (provocando a imediata demissão do Governo) e o pedido de ajuda foi apresentado menos de 15 dias depois, a 6 de Abril. Tudo em menos de um mês.
Quem queira sustentar que o pedido de ajuda externa devia ter sido formulado antes da crise política, isto é, antes de Março, tem de recordar o que o próprio PSD dizia no mês de Fevereiro. E o que dizia Eduardo Catroga era isto: “Não defendo, nas actuais condições de acesso, o recurso ao FEEF em parceria com o FMI, porque as experiências da Grécia e da Irlanda correram muito mal” (v. Diário Económico, 21-2-2012). O próprio Passos Coelho também era contra: “Portugal só deve encarar uma solução externa quando as condições forem racionalmente vantajosas. Portugal não tem uma dívida sustentável mas o tipo de financiamento do FMI ou do FEEF também não o é”. E acrescentou um argumento bombástico: “Se Portugal recorresse ao tipo de ajuda da Irlanda ou da Grécia, dentro de dois ou três anos não estaríamos em condições de cumprir” (Lusa, 10-2-2011).

Estes factos históricos chegam e sobram para provar que Vítor Gaspar não tem razão: nem o pedido de ajuda externa foi apresentado “demasiado tarde”, nem era sequer inevitável dado que a Europa apoiava outra solução. Mas as declarações de Passos Coelho, feitas um mês antes do “chumbo” do PEC IV, mostram que o líder do PSD provocou uma crise política com plena consciência das graves consequências para o País de um pedido de ajuda externa naquelas circunstâncias. Como ele próprio disse, com um tipo de ajuda como o concedido à Irlanda ou à Grécia, “dentro de dois ou três anos não estaríamos em condições de cumprir”. Mas isso era no tempo em que Vítor Gaspar não era ministro das Finanças e Passos Coelho ainda acertava nas previsões.

Pedro Silva Pereira, Jurista

MENSAGEM ENVIADA AO ENCONTRO DA AULA MAGNA | José Pacheco Pereira in “Abrupto”

Caro Presidente Mário Soares,

Não podendo estar presente nesta iniciativa, apoio o seu objectivo de contribuir para  combater a “inevitabilidade” do empobrecimento em que nos querem colocar, matando a política e as suas escolhas, sem as quais não há democracia. Gostaria no entanto de, por seu intermédio, expressar com mais detalhe a minha posição.

A ideia de que para alguém do PSD, para um social-democrata, lhe caem os parentes na lama por estar aqui, só tem sentido para quem esqueceu, contrariando o que sempre explicitamente, insisto,  explicitamente, Sá Carneiro disse: que os sociais democratas em Portugal não são a “direita”. E esqueceu também o que ele sempre repetiu: de que acima do partido e das suas circunstancias, está Portugal.

Não. Os parentes caem na lama é por outras coisas, é por outras companhias, é por outras cumplicidades, é por se renegar o sentido programático, constitutivo de um partido que tem a dignidade humana, o valor do trabalho e a justiça social inscritos na sua génese, a partir de fontes como a doutrina social da Igreja, a tradição reformista da social-democracia europeia e o liberalismo político de homens como Herculano e Garrett. Os que o esquecem, esses é que são as más companhias que arrastam os parentes para a lama da vergonha e da injustiça.

Não me preocupam muito as classificações de direita ou de esquerda, nem sequer os problemas internos de “unidade” que a esquerda possa ter. Não é por isso que apoio esta iniciativa. O acantonamento de grupos, facções ou partidos, debaixo desta ou daquela velha bandeira, não contribui por si só para nos ajudar a sair desta situação. Há gente num e noutro espectro político, preocupada com as mesmas coisas, indignada pelas mesmas injustiças, incomodada pelas desigualdades de sacrifícios, com a mesma cidadania activa e o mesmo sentido de decência que é o que mais falta nos dias de hoje.

A política, a política em nome da cidadania, do bom governo, e da melhoria social, é que é decisiva. O que está a acontecer em Portugal é a conjugação da herança de uma  governação desleixada e aventureira, arrogante e despesista, que nos conduziu às portas da bancarrota, com a exploração dos efeitos dessa política para implementar um programa de engenharia cultural, social e política, que faz dos portugueses ratos de laboratório de meia dúzia de ideias feitas que passam por ser ideologia. Tudo isto associado a um desprezo por Portugal e pelos portugueses de carne e osso, que existem e que não encaixam nos paradigmas de “modernidade” lampeira, feita de muita ignorância e incompetência a que acresce um sentimento de impunidade feito de carreiras políticas intra-partidárias, conhecendo todos os favores, trocas, submissões, conspirações e intrigas de que se faz uma carreira profissionalizada num partido político em que tudo se combina e em que tudo assenta no poder interno e no controlo do aparelho partidário.

Durante dois anos, o actual governo usou a oportunidade do memorando para ajustar contas com o passado,  como se, desde que acabou o ouro do Brasil, a pátria estivesse à espera dos seus novos salvadores que, em nome do “ajustamento” do défice e da dívida, iriam punir os portugueses pelos seus maus hábitos de terem direitos, salários, empregos, pensões e, acima de tudo, de terem melhorado a sua condição de vida nos últimos anos, à custa do seu trabalho e do seu esforço. O “ajustamento” é apenas o empobrecimento, feito na desigualdade, atingindo somente “os de baixo”, poupando a elite político-financeira,  atirando milhares para o desemprego entendido como um dano colateral não só inevitável como bem vindo para corrigir o mercado de trabalho, “flexibilizar” a mão de obra, baixar os salários. Para um social-democrata poucas coisas mais ofensivas existem do que esta desvalorização da dignidade do trabalho, tratado como uma culpa e um custo não como uma condição, um direito e um valor.

Vieram para punir os portugueses por aquilo que consideram ser o mau hábito de viver “acima das suas posses”, numa arrogância política que agravou consideravelmente a crise que tinham herdado e que deu cabo da vida de centenas de milhares de pessoas, que estão, em 2013, muitas a meio da sua vida, outras no fim, outras no princípio, sem presente e sem futuro.

Para o conseguir desenvolveram um discurso de divisão dos portugueses que é um verdadeiro discurso de guerra civil, inaceitável em democracia, cujos efeitos de envenenamento das relações entre os portugueses permanecerão muito para além desta fátua experiência governativa. Numa altura em que o empobrecimento favorece a inveja e o isolamento social, em que muitos portugueses tem vergonha da vida que estão a ter, em que a perda de sentido colectivo e patriótico leva ao salve-se quem puder, em que se colocam novos contra velhos, empregados contra desempregados, trabalhadores do sector privado contra os funcionários públicos, contribuintes da segurança social contra os reformados e pensionistas, pobres contra remediados, .permitir esta divisão é um crime contra Portugal como comunidade, para a nossa Pátria. Este discurso deixará marcas profundas e estragos que demorarão muito tempo a recompor.

O sentido que dou à minha participação neste encontro é o de apelar à recusa  completa de qualquer complacência com este discurso de guerra civil, agindo sem sectarismos, sem tibiezas e sem meias tintas, para que não se rompa a solidariedade  com os portugueses que sofrem, que estão a perder quase tudo, para que a democracia, tão fragilizada pela nossa perda de soberania e pela ruptura entre governantes e governados, não corra riscos maiores.

Precisamos de ajudar a restaurar na vida pública, um sentido de decência que nos una e mobilize. Na verdade, não é preciso ir muito longe na escolha de termos, nem complicar os programas, nem intenções. Os portugueses sabem muito bem o que isso significa. A decência basta.

José Pacheco Pereira in Abrupto

http://abrupto.blogspot.pt/2013/05/mensagem-enviada-ao-encontro-da-aula.html … (FONTE)

Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid | Ana Cristina Silva

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Sinopse

Al-Mu’ Tamid nasceu em Beja, em 1040. Nessa época, a poesia e a cultura floresciam nas cortes árabes, mas após a queda de Córdova, o Sul de Espanha fragmentara-se em inúmeras taifas que se digladiavam entre si ao sabor das aspirações de poder e de prestígio. Herdeiro de uma das mais poderosas dinastias então reinantes que governava Sevilha, Al-Mu’ Tamid era um homem de índole benévola, amante de tertúlias, e um dos mais notáveis poetas do al-Andaluz. Nesta crónica ficcionada, escrita já no exílio pelo Rei-Poeta, Ana Cristina Silva, para além dos acontecimentos trágicos que marcaram o seu reinado, leva-nos a imaginar como terá sido, intimamente, o homem que teve de encarnar a personagem que ficou para a história.
Crónica do Rei-Poeta Al-Mu’Tamid de Ana Cristina Silva
Ana Cristina Silva é docente universitária no ISPA-IU. Doutorada em Psicologia da Educação, especializou-se na área da aprendizagem da leitura e da escrita, desenvolvendo investigação neste domínio com obra científica publicada em Portugal e no estrangeiro. Publicou até ao momento sete romances, Mariana, todas as Cartas (2002), A Mulher Transparente (2003), Bela (2005), À Meia Luz(2006), As Fogueiras da Inquisição (2008), A Dama Negra da Ilha dos Escravos (2009) e Crónica do Rei-Poeta Al- Um’Tamid (2010).

Goldman Sachs Stocks to Buy in Defense and Warfare

Jon C. Ogg's avatar24/7 Wall St.

Apache Block III Ceremony and First FlightGoldman Sachs Group Inc. (NYSE: GS) is known rather well for making sector-moving research calls that create ripples due to the vast amounts of money that can flow in and out of sectors when they make bold predictions. The firm has now decided that defense stocks are attractive, and the firm issued a new list of stocks to buy that deal in defense and warfare. This is a call that will appeal to value investors and income or dividend investors alike.

Lockheed Martin Corp. (NYSE: LMT) was covered on this morning’s top analyst upgrades and stocks to buy because this stock was moved up to the prized Conviction Buy List. The firm’s price target is now $127, for about 20% in implied upside. Be advised that the consensus price target is $100.60 as of now, and that is about $7 lower than the current share price…

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Dupa dealuri (2012) de Cristian Mungiu

Carlos Natálio's avatarÀ pala de Walsh

Em declarações sobre o seu último filme Dupa dealuri (Para Lá das Colinas, 2012), Cristian Mungiu diz, indignado, que durante o período em que o estava a realizar abriram 300 novas igrejas na Roménia e que, ao todo, no país existem cerca de 5000, enquanto que escolas são apenas 500. Esta “numerologia” torna evidente a intenção crítica do cineasta ao adaptar o romance da escritora Tatiana Niculescu Bran sobre um caso real de exorcismo trágico numa comunidade cristã ortodoxa.

Parece claro que tudo isto carrega aqui um peso de responsabilidade de denúncia que, não só entronca genericamente na veia desconstrutiva de toda a herança comunista com que o novo cinema romeno se afirmou, como mais concretamente na própria gravitas que colou ao seu universo. Nesse sentido, o filme que lhe valeu a Palma de Ouro, 4 luni, 3 saptamâni si 2 zile (Quatro Meses, Três Semanas e Dois Dias, 2007)…

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“Os países lusófonos têm que cooperar”

O IILP's avatarBlogue do IILP

marceloO ministro-conselheiro da delegação do Brasil na UNESCO, Marcelo Dantas, considerou hoje que “o futuro da língua portuguesa no plano internacional está ligado ao que vai acontecer com o Brasil, Angola e Moçambique nos próximos 10 ou 20 anos”.

“O dinamismo que se está a notar no continente africano injeta um entusiasmo em relação à língua portuguesa”, disse Marcelo Dantas à agência Lusa à margem do congresso sobre “A língua portuguesa no mundo” que terminou ontem, em Paris.

O representante brasileiro defendeu que para uma língua se afirmar internacionalmente tem que ter alguns aspectos, tais como um grande número de falantes dispersos geograficamente por vários países, uma relevância cultural e uma relevância econômica. “A língua portuguesa preenche esses requisitos”, afirmou.

Mas o interesse suscitado pelo português por motivos econômicos por si só não promove a língua, “tem que haver uma política intensa de promoção da língua, os países lusófonos têm…

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ASSALTO CHINÊS ARRASA PENTÁGONO in “Inteligência Económica”

Um desastre total! Como revela o Washington Post, Pequim roubou tudo o que havia para roubar de segredos nos mais secretos recantos do Pentágono. As unidades militares chinesas de hackers assaltaram, nos últimos anos, o Pentágono como nunca acontecera e ficaram na posse dos planos das armas mais secretas dos EUA: todo o programa do F-35, o caça de nova geração e o mais caro da história, mas também a nova versão do F-18 Super Hornet, o helicóptero UH-60, o transporte híbrido V-22 Osprey (a meio caminho entre o avião e o héli), os futuros navios de defesa de costa da US Navy, uns revolucionários trimarans, as tecnologias e planos de defesa anti-míssil (Patriot e Aegis), os radares mais avançados… enfim, todos os sitemas de armas vitais, resultado de décadas de investimento em pesquisa e desenvolvimento e nque constituem o coração da supremacia americana. Para além do acesso às tecnologias, este roubo significa também que Pequim pode sabotar os sistemas de armas americanos ou, dito de outro modo, “so just like in the movie Independence Day, in theory Chinese hackers could use electronic warfare to give F-35 weapons systems a cold, make them sick, and essentially inoperable… Attacks would be expected to include denial of service, data corruption, supply chain corruption, traitorous insiders, kinetic and related non-kinetic attacks at all altitudes from underwater to space. U.S. guns, missiles, and bombs may not fire, or may be directed against our own troops”. Um desastre total que durou uma década: “entre 1999 e 2009, as portas estiveram abertas para a espionagem chinesa”.

Ler mais:

http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=17897&utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=

Feed%3A+inteligenciaeconomica+%28Intelig%C3%AAncia+Econ%C3%B3mica%29 … (FONTE)

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UM REI NA MANGA DE HITLER – um romance de José Goulão

carlosloures's avatarA Viagem dos Argonautas

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Apresentamos hoje um livro de um argonauta – um romance de José Goulão que no nosso blogue assegura uma coluna de política nacional e internacional – “Mundo Cão”. O romance Um Rei na Manga de Hitler, editado pela Gradiva, é uma obra apaixonante, onde a grande experiência jornalística de José Goulão é investida na criação de uma complexa e muito bem urdida trama ficcional.  O livro deste nosso companheeiro de viagem é posto hoje à venda. Oferecemos uma sinopse.

Verão de 1940. A Inglaterra resistia ao fogo cerrado da aviação nazi. Portugal vivia a chamada neutralidadeImagem1 salazarista, através da qual a elite da ditadura tirava proveito da tragédia alheia.

Na vivenda de um banqueiro português, em Cascais, Hitler tinha debaixo de olho o seu «Pétain inglês», o ex-rei Eduardo VIII de Inglaterra, então Duque de Windsor. Este debatia-se num dilema: seguir o caminho da traição, que o faria regressar ao trono ao serviço…

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Sena da Silva

JMPhoto's avatarCaixa Negra

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A CMLisboa promove, na Cordoaria Nacional, uma exposição antológica do trabalho de Sena da Silva, um mais importantes nomes da fotografia portuguesa contemporanea.

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Do catálogo, retiro :

Sena da Silva – Uma Antologia Fotográfica

A obra de um dos maiores fotógrafos portugueses da segunda metade do século XX, em exposição na Galeria Torreão Nascente da Cordoaria Nacional.

Foi um homem de múltiplos talentos e interesses profissionais e, felizmente para nós, de espirito inquieto e concretizador. É o autor da frase-manifesto ‘Portugal precisa de design!’, na qual se sumariza a sua luta pelas vantagens que aplicação desta disciplina poderia criar na sociedade portuguesa e que viria a culminar com a criação do Centro Português de Design, cuja direção ocupou de 1989 até 1994. Foi também arquiteto, artista plástico, professor, pedagogo e um dos autores mais relevantes da fotografia portuguesa da segunda metade do século XX, ainda que tardiamente divulgado e reconhecido…

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GIRO DO HORIZONTE – ESTÁ NA HORA – por Pedro de Pezarat Correia

carlosloures's avatarA Viagem dos Argonautas

 10550902_MvCyL[1] Aí temos em toda a sua crueldade, a ambição do tão aclamado Sá Carneiro, única “obra” que terá deixado da sua passagem pela política: um presidente, uma maioria, um governo. De direita, claro, populucha e inculta, reaccionária e beata, mesquinha e vingativa, vaidosa e balofa e até, pasme-se, desajeitada e incompetente. A que se identifica com o que de pior há na herança do fatalismo sebastianista e da reverência inquisitorial da nossa identidade e que trouxe o Portugal democrático de Abril ao estado comatoso em que se encontra.

 É dramático porque é um quadro que resulta de uma escolha livre, condicionada certamente, mas livre dos portugueses. O descrédito que este poder nefasto, tentacular, está a infiltrar na percepção da democracia, é uma ameaça que paira sobre a liberdade, porque cada vez mais as legiões dos desempregados sem retorno, da juventude sem futuro, dos reformados espoliados sem defesa, dos desencantados…

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GIRO DO HORIZONTE – ESQUERDA E DIREITA – por Pedro de Pezarat Correia

carlosloures's avatarA Viagem dos Argonautas

10550902_MvCyL[1]Há mais de um ano que venho escrevendo, neste meu GDH, que Portugal está sem governo. Uns indivíduos que se denominam ministros e aplicam sanções decididas no estrangeiro punindo os portugueses por terem, passivamente, aceitado que alguns, poucos, vivam acima das possibilidades da grande maioriae têm a desfaçatez de afirmar que Portugal está sob protectorado, sob tutela, intervencionado, em regime de soberania limitada, não constituem um governo soberano e há já muitas vozes autorizadas a reconhecê-lo. É uma situação que se arrasta,perigosamente, porque a sensação é que atingiu os limites só não se vislumbrando como acabará. O mais grave é que não se perfila uma alternativa regeneradora. Um regresso do PS de braço-dado com o CDS cujo namoro já é público, significa que não será posta em causa a tutela externa. Os mandantes permanecerão os mesmos, só mudarão os mandatários.

Desde 1976 a demarcação entre esquerda e direita nunca passou…

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O auge do capitalismo de Estado

foto_mat_42011Se a América do Sul ainda aspira alcançar o desenvolvimento industrial, a inclusão social e a integração regional como processos duradouros e sustentáveis, a região não terá mais alternativa que subir à nova onda desenvolvimentista e abandonar as premissas privatizadoras do passado.

Eduardo Crespo*

Há alguns meses, na revista ‘The Economist’, está sendo debatida uma tendência internacional que a publicação nomeia com manchetes do tipo: “A ascensão do capitalismo de Estado”; “A volta da mão visível”; “A era do livre mercado chegou ao fim”; “O Leviatã está de volta”. E a melhor de todas: “O retorno da história”. Outras publicações como ‘Business Week’, ‘Financial Times’ e ‘Foreign Affairs’ fizeram eco do intercâmbio. Além disso, vários livros dedicados a esse tema já são best-sellers. Como acontece atualmente com tantos outros assuntos, o que motiva este debate é a ascensão econômica chinesa e as sérias interrogações que esse processo apresenta ao discurso econômico dominante das últimas décadas.

Fica complicado ao pensamento liberal interpretar um mundo cada dia mais permeado pela economia chinesa e pelas asiáticas em geral. Trata-se de organizações híbridas que combinam formas de propriedade incompatíveis com o paradigma dominante. Destas formas, a mais subversiva e irritante é a empresa pública. No período 2003-2010, um terço de todo o investimento estrangeiro direto registrado nas economias emergentes foi executado por empresas estatais e a porcentagem continua crescendo. Estas companhias ganham licitações para obras de infraestrutura em todos os continentes e simultaneamente adquirem, muitas vezes com a ajuda de fundos soberanos do Estado, empresas privadas estrangeiras.

No ranking das 2000 maiores empresas do mundo que a revista ‘Forbes’ publica se incorporaram 120 empresas estatais de 2004 até 2009. São estatais as 13 maiores companhias de petróleo e gás do mundo, avaliadas por suas reservas.

A China
Ao contrário do que proclama o pensamento econômico dominante, as elevadas taxas de investimento chinesas não encontram sua explicação na idílica frugalidade da “ética confucionista”, mas nas decisões de seus organismos estatais e empresas públicas que são responsáveis por aproximadamente 50% do total. As empresas públicas e mistas, por outra parte, representam cerca da metade do Produto Bruto não agrícola do país. A companhia estatal chinesa típica atua em escala global sem desatender critérios de rentabilidade privados, cotiza em Bolsa e é administrada por uma gestão profissionalizada. Os melhores graduados das universidades chinesas são majoritariamente monopolizados por estas corporações.

Excetuando o caso dos recursos naturais, onde está em jogo a apropriação de rendas, a ascensão deste capitalismo de Estado não coincide nesta ocasião com um assalto ao sector privado. O avanço destas companhias, ao contrário do que pregoa o discurso dominante, impulsiona o investimento e sustenta a inovação privada. Neste “novo capitalismo”, as empresas de particulares se integram nas redes que têm por centro instituições estatais como universidades, centros de investigação pública, forças armadas. O capitalismo chinês é uma formação social pragmática que ainda preserva várias ferramentas das economias “socialistas”, como a capacidade de planejamento com base em planos quinquenais. O pai do “modelo”, Deng Xiaoping, resumiu com maestria em sua célebre frase: “Não importa se o gato é branco ou preto, desde que possa caçar ratos”.

Ainda que os rasgos desse “modelo” sejam mais acentuados na China que em outros países, suas características fundamentais vão ganhando terreno em várias outras regiões do planeta, esboçando uma tendência mundial.

Estamos diante de uma mudança de época. Esta polêmica sobre o “modelo” chinês, ou asiático, não é equiparável às pequenas discórdias sobre questões fiscais ou cambiais que entretiveram a maioria dos economistas ocidentais nas últimas décadas. Tampouco se refere a uma mera questão distributiva. Este debate diz respeito a conceitos fundamentais como o Estado e o Mercado. Também põem em tela de juízo, depois de muito tempo na imprensa dominante mundial, os pilares que sustentam a riqueza das nações e a ascensão destas na escala do poder geopolítico mundial.

As críticas que alguns editores opõem a estas formas de capitalismo nas publicações referidas são verdadeiros monumentos à tenacidade ideológica. Em termos empíricos, é pouco o que podem objetar ao dinamismo chinês. As velhas alusões à corrupção e ao clientelismo estatais soam pouco críveis em vista dos escândalos associados com a última crise internacional e do insolente aumento da desigualdade que acompanhou as políticas neoliberais em todo o planeta. Não se pode reivindicar a transparência de um regime social que só favorece uma minoria.

Em termos teóricos, também não se sustenta a tese de que as empresas públicas absorvem recursos que seriam mais bem utilizados pelo setor privado. Como no idílico mundo da ortodoxia prevalece o pleno emprego, todo recurso utilizado em uma determinada atividade necessariamente é retirado das outras. No mundo real, pelo contrário, todo novo recurso que se emprega em uma atividade contribui para empregar outros recursos em outras atividades.

Os Estados Unidos
As peculiaridades da experiência asiática obrigam a repensar a relação Estado-mercado em todas as latitudes. Nos debates sobre modelos de desenvolvimento é comum que se aponte os Estados Unidos como um próspero contraexemplo de laissez faire e de intervenção estatal mínima. Entretanto, quando se realiza um escrutínio mais exigente, surgem evidências suficientes para afirmar que o Estado norte-americano pratica a política industrial mais ambiciosa e exaustiva do mundo.

O complexo militar-industrial-científico-acadêmico deste país domina a fronteira científica internacional desde a criação da Big Science (“ciência maior” ou “ciência em grande escala”), a complexa rede institucional que vincula a defesa nacional com a investigação básica e com as companhias industriais. Entre suas principais conquistas estão adaptar os resultados da investigação fundamental para transformá-los em tecnologia civil com destino comercial. Esta densa rede de universidades, laboratórios e centros de investigação, que operam junto a entidades civis e militares, é uma herança da Segunda Guerra Mundial e seus empreendimentos tecnológicos colossais, como o célebre Projeto Manhattan, do qual surgiram as primeiras bombas atômicas. Suas atividades depois se estenderam sobre o conjunto da economia (e da política) norte-americana mediante o financiamento decreto ou indireto de toda a atividade científica considerada estratégica.

Desde o pós-guerra fica difícil – se não impossível – identificar algum setor competitivo da economia estadunidense que não tenha surgido desta malha institucional. Convidamos o leitor a perguntar-se: quais são as inovações básicas desenvolvidas em exclusividade pelo setor privado? Neste caso, a particularidade dos Estados Unidos não é que a ingerência do Estado ali seja maior ou menor que em outros países, mas que invariavelmente são empresas privadas as que acabam colhendo os frutos comerciais do impulso público à inovação. Os analistas que falam de um estado mínimo nos Estados Unidos parecem não advertir que o aparato militar norte-americano está presente em quase todos os cantos do planeta.

O Leviatã nos Estados Unidos não volta. Ele nunca foi embora.

A América do Sul
Durante o auge neoliberal, ao contrário, as elites da América do Sul, em diferentes graus, aceitaram desmantelar as instituições desenvolvimentistas. Inclusive no país aonde o desenvolvimentismo chegou mais longe, no Brasil, Fernando Henrique Cardoso, em um discurso de 1994 às vésperas de assumir como presidente declarou que chegava para terminar com a “Era Vargas”. Esta etapa se estendeu dos anos 30 até a crise da dívida externa dos anos 80 e se distinguiu por uma generalizada “intromissão” estatal na economia e pela criação de grandes empresas e organismos públicos. Vinte anos depois é forçoso perguntar-se: o que seria da economia brasileira sem a Petrobras, a Vale, a Embraer, a Embrapa e o BNDES, todas elas criações dessa era de desenvolvimentismo estatal que devia ser sepultada?

E, no caso argentino, as perguntas não são diferentes. Além de tudo aquilo que temos como um presente da natureza, que novas atividades devemos à iniciativa privada desde que começaram a soprar os ventos privatizadores? Inclusive o mesmíssimo pacote tecnológico do boom exportador argentino, a soja transgênica e o herbicida todo terreno, não foram gestado por nossos irritados agricultores, mas por um provedor do exército estadunidense, beneficiário do programa nacional ianque.

É relevante enfatizar que a importância da ingerência pública nunca se refere a um dilema entre empresários maus contra Estado bom. Trata-se de uma questão de velocidades. Os grandes saltos que o desenvolvimento capitalista impõe, como a inovação fundamental, ou a superação do subdesenvolvimento por um país ou uma região, requerem tarefas hercúleas, que se são deixadas ao arbítrio da iniciativa privada, ou demandam séculos para serem executadas ou jamais são concluídas.

Haveriam florescido a comunicação por satélite, a energia nuclear, os computadores ou a Internet em um mundo organizado por sinceros admiradores de Vargas Llosa?

Cabe interrogar-se pelas tarefas pendentes na América do Sul. Se ainda aspira alcançar o desenvolvimento industrial, a inclusão social e a integração regional como processos duradouros e sustentáveis, a região não terá mais alternativa que subir à nova onda desenvolvimentista e abandonar as premissas privatizadoras do passado que ainda continuam pesando nas interpretações e nas políticas que são executadas (ou que se deixam de executar) no presente.

Ao contrário, se optarmos por continuar na direção (mais cômoda) que impõe o “mercado”, o mais provável é que sigamos avançando, mas a passo de tartaruga, como provedores de matérias-primas para o capitalismo de Estado que nos arrasta da Ásia.

* Graduado em ciência política e em economia na Universidade de Buenos Aires (UBA) e professor da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro.

Tradução: Liborio Júnior

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22104 … (FONTE)

Poema de Eugénio de Andrade

Entre os teus lábios
é que a loucura acode
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto, cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade

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CIÊNCIA | Universidade do Porto procura voluntárias para assistir a filmes com conteúdo sexual in “Jornal SOL”

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Pequenos filmes de conteúdo sexual e romântico vão ajudar investigadores da Universidade do Porto (UP) a medir a amplitude de pulsação e a vasocongestão vaginal das mulheres para realizar uma nova investigação sobre resposta sexual do género feminino.

O estudo experimental sobre “Preditores da resposta sexual feminina”, orçado em 90 mil euros e financiado pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT), vai medir o nível de excitação fisiológica nas mulheres com recurso a curtas películas cinematográficas com cariz sexual e com a duração de três minutos, explicou à Lusa Pedro Nobre, coordenador do SexLab’, o primeiro laboratório de investigação em sexualidade humana em Portugal, e o espaço onde vai decorrer a investigação.

“Vamos mostrar dois filmes sexualmente explícitos, para além de filmes neutros, que são documentários, e onde basicamente vamos querer testar algumas hipóteses que nos podem ajudar a explicar quais são os factores que determinam a resposta sexual”, informou, referindo que “o grande objectivo” deste estudo é perceber que “variáveis psicológicas” mais determinam, ou que são mais importantes, na determinação da resposta sexual em mulheres e homens”.

A investigação vai recorrer-se também de um “fotopletismógrafo vaginal”, ou seja, um instrumento que mede a vasocongestão e a amplitude de pulsação vaginal quando as mulheres estão a visualizar os filmes pornográficos.

Segundo Pedro Nobre, esta é a segunda fase de um estudo que já arrancou com voluntários homens entre os 18 e os 50 anos e cujo modus operandis foi idêntico ao estudo das mulheres, recorrendo a filmes de conteúdo sexual e ao “indium gallium gauge”, ou seja um medidor de tumescência peniana que avalia as mudanças na circunferência peniana.

Esta primeira fase foi financiada em 80 mil euros pela FCT.

Segundo Pedro Nobre, há estudos clínicos que têm mostrado que homens e mulheres com disfunções sexuais – disfunção eréctil nos homens e perturbações do desejo, excitação ou do orgasmo nas mulheres -, se explicam, de forma significativa, por causa de factores psicológicos, designadamente as crenças sexuais.

As crenças são uma das variáveis mais estudadas e o resultado de algumas experiências em laboratório mostram que as “mulheres e os homens que têm problemas sexuais têm crenças disfuncionais, ou seja, têm ideias sobre a sexualidade que são muitas vezes inadequadas, irrealistas, erradas, mas que não deixam de acreditar nelas e que por outro lado são muitas vezes crenças que predispõem o desenvolvimento de problemas sexuais”, afirmou o especialista, acrescentando que “quem tem mais crenças está mais em risco”.

O estudo “Preditores da resposta sexual feminina”, arranca este mês e conta para já com 30 mulheres voluntárias, maioritariamente jovens universitárias.

O SexLab está actualmente a angariar voluntárias entre os 18 e os 40 anos para participarem no novo estudo, e as voluntárias ganham, cada uma, 30 euros em vales de compras numa multinacional.

Lusa/SOL

NY Portuguese Short Film Festival | May 31 and June 1, 2013 in New York and Lisbon

Logo_NYPSFF'13-228x228The NY Portuguese Short Film Festival – III Edition will take place on May 31 and June 1, 2013 in New York and Lisbon. On June 21 the Festival premieres in London. 

Venues and Schedules

New York – Tribeca Cinemas, May 31 and June 1, 7.30 pm – Get tickets!
Lisbon – Teatro do Bairro, May 31 and June 1, 10.30 pm

London – Dalston Roof Park, June 21, 9 pm
The NY Portuguese Short Film Festival in UK is a partnership between Arte Institute and The Portuguese Conspiracy (TPC).
Opening Doors: 7 pm
Portuguese wines, beers & TPC platters
Screening: 9.00 pm
Tickets: http://theportugueseconspiracy.com/
Official Selection 2013
May 31
“M” by Joana Bartolomeu
“The Buffalo Kid” by Pedro Marnoto Pereira
 “VIL” by António Pinhão Botelho
“System Failure” (Falha do Sistema) by José Miguel Moreira
“Forever” (Para Sempre) by Pedro Resende
June 1
“The Sun Always Rises on the Same Side” (O Sol Nasce Sempre do Mesmo Lado) by Nuno Matos
“Rhoma Acans – Gypsy Eyes” by Leonor Teles
“Entropy” (Entropia) by Renata Ramos
Playday (Dia de Jogo) by Victor Santos
“Here Rests My Home“ (Aqui Jaz A Minha Casa) by Rui Pilão
“The Lamp and the Fan” (O Candeeiro e a Ventoinha) by Filipe Fonseca
“Under” (Sob) by Nuno Prudêncio
Guest Short Film (May 31): “The World Falls Apart (And Still People Fall in Love)”
(O Mundo Cai aos Bocados (e ainda assim as pessoas apaixonam-se)) by Henrique Pina and Francisco Baptista.
NY Portuguese Short Film Festival – III Edition is made possible in part with public funds from the Fund for Creative Communities, supported by New York State Council on the Arts and administered by Lower Manhattan Cultural Council.
NY Portuguese Short Film Festival – III Edition is made possible in part with public funds from the Manhattan Community Arts Fund, supported by the New York City Department of Cultural Affairs in partnership with the City Council and administered by Lower Manhattan Cultural Council.
Camões – Instituto da Cooperação e da Língua supports the Festival.

Are children’s books reinforcing materialism? in “Guardian” by Alison Flood

Toddler-with-a-book-010Research into acclaimed titles for very young children finds messages encouraging ‘consumer involvement’ and ‘attachment to objects’. Should we buy into the thesis?

Veruca Salt, the ultimate consumer, might have been given her comeuppance by Roald Dahl in Charlie and the Chocolate Factory back in 1964, but many of the children’s books of today are continually reinforcing materialistic behaviour, according to new research.

Cultivating Little Consumers: How Picture Books Influence Materialism in Children, the 196-page thesis of University of Vermont student Rachel Franz, analysed the content of 30 picture books written between 1998 and 2012, a mix of New York Times bestsellers, librarian-recommended books and Caldecott Medal Winners. Franz found that a number of picture books “featured excessive amounts of toys, sending pro-consumer messages to children ages zero to six” – but also that this message was often countered by more outdoor-related themes.

“Some scholars have vaguely pointed to children’s books as both sources of consumer socialisation and sources for countering consumerism, but investigations of these ideas were limited as far as I could tell,” says Franz, who will present her research at a conference on Tuesday. “As a babysitter, I noticed that one consistent element in the lives of all of the little ones I have looked after is reading books at bedtime. I was reading three to four books per night, and some of them were filled with these consumer messages. So, the topic needed more insight. I asked the question, ‘How do picture books potentially deter or reinforce materialism and consumer involvement in young children?'”

She used 50 indicators across 10 categories to analyse the books, from “emphasis on looks” to “desire for more ‘stuff'”, looking at the different ways in which stories can promote and discourage the “consumer socialisation” of their readers. One of the worst example she found was in Pinkalicious by Victoria and Elizabeth Kann, in which the main character, Pinkalicious, “lives in a home with a crystal chandelier in her bedroom, is surrounded by a plethora of toys, desires instant gratification, and exhibits unmistakable vanity”.

“The book’s dialogue illustrates how relationships are centred around products in many of the picture books,” says Franz. “For example, Pinkalicious constantly begs her parents for more pink cupcakes, even after they have caused her skin and hair to turn pink. She reflects, ‘After dinner, I ate more cupcakes. Then I refused to go to bed. ‘Just one more pink cupcake, and I’ll go to sleep,’ I promised.’ Scholars argue that marketers encourage children to nag their parents, and this sort of pressure from kids is an equivalent reason to price for why parents actually purchase things. If this is reiterated in picture books, it provides just one more avenue by which children might become irresponsible consumers.”

Her research also highlighted the “attachment to objects for happiness” in Chris Raschka’s A Ball for Daisy, a wordless picture book in which Daisy the dog loves her ball, only to have it broken by another dog. Daisy plunges into sadness, but is given a new ball the next day and her happiness returns. “Her happiness is completely dependent on her ball,” writes Franz.

Franz says she went into the study expecting to find “overwhelmingly consumer-driven messages” in all the books she looked at, but actually discovered that many titles simultaneously reinforced and deterred materialism. “In Square Cat by Elizabeth Schoonmaker, Eula the Square Cat hates her appearance so much that she stops purring. She compares herself to her round friends, she moans about how specific clothes don’t fit her, she tries to become round with different clothing and make-up options, and, as she learns to love herself, realises that she can do so through specific fashion choices that fit her square shape. The end message of the book is self-acceptance, which should combat consumerism,” she says. “However, the messages of vanity, social comparison, and articulating one’s self-concept through material goods are also embedded in the story. Further research is necessary to determine exactly what messages children take from these books. But, these simultaneous occurrences do mimic the reality of our world. And they call for the development of critical thinking skills in order for children to know what’s wrong and what’s right anymore.”

She wants authors to realise that “the power of picture books is to not only reflect childhood, but to influence it”. “If our children are reading books where the characters are surrounded by heaps of toys, then those readers without excessive amounts of toys around them might feel as if they are not normal. Creating and promoting more interpretive children’s books that challenge damaging norms while helping children develop critical thinking skills is going to be an essential task for authors, publishers, and other book-related industries in the future,” she says.

Rebecca Cobb, who won the Waterstones children’s book prize for her picture book Lunchtime, about a girl who doesn’t want to eat her lunch, largely agrees with Franz. “I think that authors and illustrators do have a responsibility to be aware of the effect of their work on young children and should be careful about the attitudes they convey regarding materialism and also a wide range of other issues; however, a book can, for example, be illustrated with lots and lots of toys, as part of a visual celebration of the excitement and wonder of things without being pro-consumerist,” she says. “I believe picture books can inspire children to become questioning, imaginative and thoughtful people with the ability to form their own values and opinions about what is really important in life.”

But Jon Klassen, a Caldecott medal-winning author and illustrator, says it “gets tricky when you begin to see these books primarily as tools to promote certain kinds of behaviour, in any direction”.

Klassen’s New York Times bestseller I Want My Hat Back is part of Franz’s research. The story of a bear who has lost his hat, is lied to by a rabbit about having the hat, and subsequently eats the rabbit, the book contains, found Franz, themes of “lying/manipulation as a means for acquisitions” as well as “emphasis on love of products”, but also “reciprocity/altruism”, and “outdoor engagement”.

“If you’re in the position of making these things, I think you mostly have to worry about whether the story is working the best it can, and just hope that your politics and attitudes that might be coming across are lining up with what’s good for them,” Klassen says. “I think it would be difficult to put together a good story if your main objective when you start is to promote an abstract point. The story has to find those things on its own.”

Australian illustrator Freya Blackwood won the UK’s most prestigious prize for a children’s illustrator, the Kate Greenaway award, for her book Harry & Hopper, about a boy whose dog dies. Pointing out that “children are subjected to much more persuasive pro-consumer messages than picture books”, Blackwood says it was nonetheless “eye-opening having an issue like this brought to the attention of those who create material for children”, and that she “certainly had to quickly justify my work to myself”.

“I came to the conclusion that there is a fine line between creating a realistic representation that children might relate to and creating something they desire,” she says. “But surely it is the parents’ responsibility to choose books to read to their children that represent their beliefs, or to discuss a book’s content with the child.”

Franz agrees, saying that parents can “use picture books to help children develop critical thinking skills around consumerism … Overall, I think this study reiterates that, in our pervasive consumer culture, children even at the youngest age need to develop critical thinking skills in all areas of their lives in order to preserve happiness and self-acceptance without the ‘stuff’.”

http://www.guardian.co.uk/books/2013/apr/22/children-books-reinforce-materialism-claims-research … (FONTE)

Cavaco Silva e o insulto do cronista | Ferreira Fernandes in “Diário de Notícias”

“Uma coisa é chamar-lhe “burlesco” ou “cómico” ou qualquer outra palavra similar, tanto essas palavras estão – infelizmente, mas é assim – conotadas com os políticos. Mas o que o cronista disse ontem fere o homem público no âmago do que ele faz, desqualifica-o na sua função: “Sozinho, completamente sozinho, o dr. Cavaco Silva conseguiu arruinar a Presidência da República. A Presidência da República não tem hoje autoridade, influência ou prestígio”, foi dito por Vasco Pulido Valente, ontem, e publicado no Público.”

Ler mais:

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3238830&seccao=Ferreira+Fernandes&tag=Opini%C3%A3o+-+Em+Foco

A lição de Friedman in “Inteligência Económica” | Geopolitical Journey: Europe, the Glorious and the Banal

george-friedman-ceo-300x161A câmara de Sagres tem a obrigação de dar a melhor medalha municipal (se não tem, invente) ao nosso amigo George Friedman. O patrão da Stratfor (e um dos mais brilhantes analistas do presente e antecipadores de futuro) acaba de voltar a colocar Sagres no mapa global e, como é costume, fá-lo de modo brilhante e absolutamente singular. Friedman, que recentemente nos visitou, dá uma magistral lição aos Portugueses (e ao Mundo) e este seu texto deveria ser de estudo obrigatório nas nossas escolas de Politica, Geopolítica e Relações Internacionais. Registo.

Ler texto integral aqui:

http://inteligenciaeconomica.com.pt/?p=17756

“Um discurso para uma Academia” de Franz Kafka

 

Encenação de John Mowat, com Maria de Vasconcelos. A partir de “Um discurso para uma Academia” de Franz Kafka. Uma Macaca capturada em África que levada pelo desespero de encontrar uma saída para a sua situação cativa, não encontra outra solução senão a de imitar aqueles seres que a rodeiam, transformando-se num ser-humano. THE MONKEY, em Lisboa: O espetáculo será apresentado na InImpetus Teatro Formação, na Rua de Campolide nº27A.
Em Junho, dias 7 e 8; 14 e 15; 21 e 22 de Junho. Sextas e Sábados às 21:30. O preço do bilhete é de 5€ e as Reservas podem ser realizadas através do número 916818007 ou do email the.monkey.kafka@gmail.com

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R.I.P., Ray Manzarek

Howard Muhlberg's avatarFish & Bicycles

ray-manzarekOvershadowed, understandably, by the news Monday of the massive tornado in Oklahoma, was the passing, at the age of 74, of Ray Manzarek, legendary keyboardist for The Doors.

I’ve not been the biggest Doors fan over the years, but every time I do hear their music, whether by choice or by accident, I do have a predictable thought that I REALLY like them and wonder why I don’t listen to them more often.

Anyway, Manzarek, in my opinion, was the key ingredient to the band’s sound. Bucking all convention, The Doors did not have a bass player, and so Manzarek performed double duty, playing bass lines with his left hand on one small keyboard and swirling organ arpeggios on another keyboard with his right hand. Guitarist Robbie Krieger and drummer John Densmore were certainly distinctive to some degree or another, but when I think of Doors…

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83ª FEIRA DO LIVRO DE LISBOA – COMEÇA AMANHÃ

joaompmachado's avatarA Viagem dos Argonautas

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A Feira do Livro regressa à cidade de Lisboa, de 23 de maio a 10 de junho, com grandes novidades para toda a família. Voluntariado, Clube da Leitura e Conferência de Edimburgo são algumas das estreias da grande festa do livro.
Debates, apresentações, lançamentos, sessões de autógrafos e um vasto programa dedicado às famílias e crianças integram a programação. Este ano, a Feira do Livro de Lisboa conta, pela primeira vez, com uma mostra de livros oriundos da CPLP.

Patrocinadores, parcerias e apoios:

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CORTES ADICIONAIS NA DESPESA PÚBLICA CAUSARÃO MAIS RECESSÃO, DESEMPREGO E POBREZA EM PORTUGAL. POR EUGÉNIO ROSA – II

joaompmachado's avatarA Viagem dos Argonautas

(conclusão)

A CARTA DE PASSOS COELHO À “TROIKA” E O “DOCUMENTO DE ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL 2013-2017”  DO MINISTÉRIO DAS FINANÇAS REVELAM QUAIS OS SETORES DA POPULAÇÃO MAIS ATINGIDOS COM OS CORTES ADICIONAIS NA DESPESA QUE O GOVERNO TENCIONA FAZER

Em 3 de Maio de 2013, Passos Coelho enviou uma “carta” à troika”. Essa carta revela, por um lado, uma incapacidade total para compreender a situação em que o país se encontra; por outro lado, uma grande insensibilidade social; e, finalmente, uma submissão total aos interesses dos credores estrangeiros renegando os do país. É dessa carta que retiramos os dados constantes do quadro 2 que são apresentados por Passos Coelhos como cortes possíveis na despesa pública. Ele revela (quadro 1), por um lado, a dimensão dos cortes adicionais que o governo pretende fazer na despesa pública em 2014 e 2015 e, por outro lado, onde pretende fazer esses cortes e quais serão…

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Capitais económicos e culturais irrelevantes

Annamaria Gaál's avatarWriting Out Loud

Desde Marx, até Simmel e Bourdieu, a importância do capital estive sempre presente como preocupação fulcral da nossa sociedade. Seja o económico (o único importante na visão marxista), o social ou o cultural (Escola de Chicago e seu legado e seguidores), no que todos concordam é que é a base do capital que os indivíduos interagem em sociedade. Bourdieu vai ainda mais longe, afirmando que os próprios gostos são construídos socialmente, dependendo estritamente do capital dos indivíduos.

A seguinte experiência fez-me duvidar da linearidade desta concepção. Indivíduos com um capital cultural elevado, mesmo com um presumível capital económico razoavelmente alto, demonstram uma total incompetência na interacção com o resto da sociedade.

Lembro-me de olhar para o indivíduo que estava confortavelmente sentado a minha frente, lendo distraidamente um livro (cujo título ou carácter desconheço) no seu Kindle. Pensei, pelo aspecto físico e vestuário, que se tratava de um professor, ou de…

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CORTES ADICIONAIS NA DESPESA PÚBLICA CAUSARÃO MAIS RECESSÃO, DESEMPREGO E POBREZA EM PORTUGAL. POR EUGÉNIO ROSA – I

joaompmachado's avatarA Viagem dos Argonautas

OS CORTES NA DESPESA PÚBLICA QUE O GOVERNO E “TROIKA” PRETENDEM FAZER EM 2014 E 2015 AGRAVARÃO A RECESSÃO ECONOMICA EM 4% (p.p.), SENDO FALACIOSAS AS PREVISÕES DE VITOR GASPAR DE CRESCIMENTO ECONOMICO E DE REDUÇÃO DO DESEMPREGO EM 2014 E 2015

RESUMO DESTE ESTUDO

A análise do período 2007-2013 e, em particular, do da “troika” e do governo PSD/CDS, revela uma destruição maciça do emprego em Portugal (gráfico 1). Em 6 anos (2007/2006) foram destruídos 702,4 mil, mas com a “troika” e o governo PSD/CDS tal tendência acelerou-se tendo sido destruídos 403,6 mil empregos nos dois últimos anos (65,6% do total). E nos últimos 2 trimestres (4ºT-2012 e 1ºT-2013) foram destruídos 232 mil empregos o que revela que o ritmo de destruição está a aumentar. Por essa razão, o número de portugueses com emprego tem diminuído significativamente (gráfico 2). Entre o 1º Trim. 2011 e o 1º Trim. 2013…

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Holanda pode provocar o colapso do euro‏

ImageProxyA bolha imobiliária estourou, o país está em recessão, o desemprego sobe e a dívida dos consumidores é 250% do rendimento disponível. O grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente começa a provar o amargo da sua própria receita. Por Matthew Lynn, El Economista

Artigo | 13 Maio, 2013 – 20:57

A Holanda começa a provar o amargo da austeridade que o seu ministro das Finanças quer aplicar em toda a Europa. Foto By Rijksoverheid.nl [CC0], via Wikimedia Commons

Que país da zona euro está mais endividado? Os gregos esbanjadores, com as suas generosas pensões estatais? Os cipriotas e os seus bancos repletos de dinheiro sujo russo? Os espanhóis tocados pela recessão ou os irlandeses em falência? Pois curiosamente são os holandeses sóbrios e responsáveis. A dívida dos consumidores nos Países Baixos atingiu 250% do rendimento disponível e é uma das mais altas do mundo. Em comparação, a Espanha nunca superou os 125%.

A Holanda é um dos países mais endividados do mundo. Está mergulhada na recessão e demonstra poucos sinais de estar a sair dela. A crise do euro arrasta-se há três anos e até agora só tinha infetado os países periféricos da moeda única. A Holanda, no entanto, é um membro central tanto da UE quanto do euro. Se não puder sobreviver na zona euro, estará tudo acabado.

O país sempre foi um dos mais prósperos e estáveis de Europa, além de um dos maiores defensores da UE. Foi membro fundador da união e um dos partidários mais entusiastas do lançamento da moeda única. Com uma economia rica, orientada para as exportações e um grande número de multinacionais de sucesso, supunha-se que tinha tudo a ganhar com a criação da economia única que nasceria com a introdução satisfatória do euro. Em vez disso, começou a interpretar um guião tristemente conhecido. Está a estourar do mesmo modo que a Irlanda, a Grécia e Portugal, salvo que o rastilho é um pouco mais longo.

Bolha imobiliária

Os juros baixos, que antes do mais respondem aos interesses da economia alemã, e a existência de muito capital barato criaram uma bolha imobiliária e a explosão da dívida. Desde o lançamento da moeda única até o pico do mercado, o preço da habitação na Holanda duplicou, convertendo-se num dos mercados mais sobreaquecidos do mundo. Agora explodiu estrondosamente. Os preços da habitação caem com a mesma velocidade que os da Flórida quando murchou o auge imobiliário americano.

Atualmente, os preços estão 16,6% mais baixos do que estavam no ponto mais alto da bolha de 2008, e a associação nacional de agentes imobiliários prevê outra queda de 7% este ano. A não ser que tenha comprado a sua casa no século passado, agora valerá menos do que pagou e inclusive menos ainda do que pediu emprestado por ela.

Por tudo isso, os holandeses afundam-se num mar de dívidas. A dívida dos lares está acima dos 250%, é maior ainda que a da Irlanda, e 2,5 vezes o nível da da Grécia. O governo já teve de resgatar um banco e, com preços da moradia em queda contínua, o mais provável é que o sigam muitos mais. Os bancos holandeses têm 650 mil milhões de euros pendentes num sector imobiliário que perde valor a toda a velocidade. Se há um facto demonstrado sobre os mercados financeiros é que quando os mercados imobiliários se afundam, o sistema financeiro não se faz esperar.

Profunda recessão

As agências de rating (que não costumam ser as primeiras a estar a par dos últimos acontecimentos) já se começam a dar conta. Em fevereiro, a Fitch rebaixou a qualificação estável da dívida holandesa, que continua com o seu triplo A, ainda que só por um fio. A agência culpou a queda dos preços da moradia, o aumento da dívida estatal e a estabilidade do sistema bancário (a mesma mistura tóxica de outros países da eurozona afetados pela crise).

A economia afundou-se na recessão. O desemprego aumenta e atinge máximos de há duas décadas. O total de desempregados duplicou em apenas dois anos, e em março a taxa de desemprego passou de 7,7% para 8,1% (uma taxa de aumento ainda mais rápida que a do Chipre). O FMI prevê que a economia vai encolher 0,5% em 2013, mas os prognósticos têm o mau costume de ser otimistas. O governo não cumpre os seus défices orçamentais, apesar de ter imposto medidas severas de austeridade em outubro. Como outros países da eurozona, a Holanda parece encerrada num círculo vicioso de desemprego em aumento e rendimentos fiscais em queda, o que conduz a ainda mais austeridade e a mais cortes e perda de emprego. Quando um país entra nesse comboio, custa muito a sair dele (sobretudo dentro das fronteiras do euro).

Até agora, a Holanda tinha sido o grande aliado da Alemanha na imposição da austeridade por todo o continente, como resposta aos problemas da moeda. Agora que a recessão se agrava, o apoio holandês a uma receita sem fim de cortes e recessão (e inclusive ao euro) começará a esfumar-se.

Os colapsos da zona euro ocorreram sempre na periferia da divisa. Eram países marginais e os seus problemas eram apresentados como acidentes, não como prova das falhas sistémicas da forma como  a moeda foi estruturada. Os gregos gastavam demasiado. Os irlandeses deixaram que o seu mercado imobiliário se descontrolasse. Os italianos sempre tiveram demasiada dívida. Para os holandeses não há nenhuma desculpa: eles obedeceram a todas as regras.

Desde o início ficou claro que a crise do euro chegaria à sua fase terminal quando atingisse o centro. Muitos analistas supunham que seria a França e, ainda que França não esteja exatamente isenta de problemas (o desemprego cresce e o governo faz o que pode, retirando competitividade à economia), não deixa de continuar a ser um país rico. As suas dívidas serão altas mas não estão fora de controlo nem começaram a ameaçar a estabilidade do sistema bancário. A Holanda está a chegar a esse ponto.

Talvez se tenha de esperar um ano mais, talvez dois, mas a queda ganha ritmo e o sistema financeiro perde estabilidade a cada dia. A Holanda será o primeiro país central a estourar e isso significará demasiada crise para o euro.

Matthew Lynn é diretor executivo da consultora londrina Strategy Economics.

Publicado originalmente em El Economista, republicado em Jaque al Neoliberalismo.

A BARRACA – ATENÇÃO : ULTIMO AVISO !!!!!!!!!!! É JÁ na 2ª FEIRA, dia 20! – ENCONTRO IMAGINÁRIO Nº 50

joaompmachado's avatarA Viagem dos Argonautas

Encontro Imaginário nº 50

O nosso ENCONTRO IMAGINÁRIO nº 50 (JÁ!?), tem forte ambiência cultural.Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), o nosso grande poeta, filósofo, muitas vezes comparado com Luís de Camões será o anfitrião de  Louise Brooks (Cherryvale, 14 de novembro de 1906 — Rochester, 8 de agosto de 1985) , uma atriz, modelo e bailarina norte-americana, célebre pelo seu corte de cabelo liso e curto, que lançou como moda e se tornou um ícone dos anos 20.  O diretor da Cinemateque Française, Henri Langlois, fez a declaração que se tornaria eterna: “Não existe Garbo. Não existe Dietrich. Existe apenas Louise Brooks”. E o ultimo convidado é Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), pintor, escultor, poeta…

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Citando André Macedo in “Diário de Notícias”

(…) O antigo e o atual primeiros-ministros encontram-se no avião. Têm duas horas de viagem pela frente. Podiam falar. Além dos embates televisivos, será que alguma vez se sentaram sozinhos e trocaram ideias? Não haverá até benefícios mútuos e coletivos? Não há aqui um dever político de relacionamento? Um protocolo que se deve manter até quando tudo arde? Eu diria que sim. Há uma obrigação de convivência institucional que, a acontecer, nos tornaria a todos um pouco mais cooperantes e, por isso, confiantes. Não é hipocrisia, é um dever de salubridade. Num país onde há cada vez menos confiança nos políticos, onde é tudo reduzido a escaramuças partidárias, pobreza e vingança, havia naquele voo de Paris uma oportunidade qualquer de normalidade – já nem digo de grandeza – que não se concretizou. Um à frente, outro atrás; um no presente, o outro no passado; ambos com o futuro incerto, como nós. Nem em business nem em económica, Portugal viaja no porão.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3221955 … (FONTE)