Monthly Archives: Janeiro 2013
As Mulheres do Fonte Nova
“Ia agora à missa, ao domingo. Não que tivesse um chamamento místico. Nada de apelos eucarísticos. Percebia que a ida à igreja, missa do meio-dia em São Julião, era fundamental para se mostrar em novos espaços, entre outra gente, e bem vestida, com a melhor roupa que ia arranjando, lá estava ela, sozinha e arrebicada, a picar o ponto da subida social.
Na rua começou-se logo a murmurar a conversão. Porque não vai ela à missa da Anunciada, perguntavam retoricamente, grande cabra, o marido é que tinha razão quando a zurzia.”
As Mulheres do Fonte Nova, Alice Brito
Neste livro existe um personagem que é da dimensão de uma cidade, sendo ele próprio essa cidade. Uma cidade montada na garupa da miséria, alcoviteira e má mãe. Não se lhe conhece a culpa, está só contaminada de gente. A mão segura da PIDE sabe dos que não são da situação, já lhes sentiu a pele. Espanta-se de gente esta cidade.
Imagine
Poesia by Joana Emídio Marques
De repente tudo era feito de silêncio.
A fome, as multidões, os acidentes, as chegadas e as partidas.
Quantas ausências há numa multidão?
Quantas mortes no bulicio das tardes idênticas?
Quanto silêncio há naquilo que é feito de Nós?
No acontecer ignorado das coisas ínfimas.
Soltou-se um fio de cabelo, levantei e desci os olhos em frente de tudo o que Não
O teu rosto é belo e eu digo:não sei a palavra.
Em ti a seda é a sabedoria dos bichos acuados.
A carne viva não contém um único sobressalto.
E sim. Eu grito. Eu grito para que nada se mova fora do meu existir.
Eu grito para interromper esse silêncio letal dos instantes que parecem Nós.
Para não adormecer no labirinto milenar que se levanta como um Começo.
De repente tudo era interior Nosso.
A casa, o corpo, as palavras que os vêem antes dos olhos e lhes roubarem o mistério e a graça.
Antes ( ou depois?) o ruído.
Frases acumuladas. Metal entrechocando. Motores, travagens.
Quantas multidões há numa ausência?
Quantas tardes idênticas no bulicio das mortes?
Quanto de Nós há naquilo que é feito de silêncio?
Nas coisas infimas de acontecer ignorado?
Há fios de cabelo por todo o lado,
cheiro a herança e cigarros.
E paredes que o comem lentamente.
Abro a janela como se houvesse passagem
Levanto e baixo os olhos ao compasso do que atravesso
Não danço, não grito.
Movo-me junto à quietude de uma memória sem Nós
e esforço-me para pensar um primeiro pensamento
que a empurre para longe.
Citando Jean Cocteau
‘Não sabendo ser impossível foi lá e fez.’
Jean Cocteau
Mercedes Pessoa de Moraes | Designer
Mercedes Pessoa de Moraes was born in Oporto,Portugal, in 1982. In 2003, completes the Bachelor of Fine Arts, Painting variant in ESAD, School of Arts and Design in Caldas da Rainha. At the professional level, she worked 3 years as a Graphic Designer in Parfois, a fashion accessories brand, designing some of their campaigns, flyers, posters,newsletters.Another highlight is the collaboration with publishers in making book pagination and creating some of their illustrations. Currently she lives in Barcelona and studies at IDEP,Escuela Superior Universitaria de imagen y diseño.
FONTE: http://mercedesmoraes.blogspot.com.es
PRIMEIRO A TUA MÃO SOBRE O MEU SEIO | ROSA LOBATO FARIA
Primeiro a tua mão sobre o meu seio.
Depois o pé – o meu – sobre o teu pé.
Logo o roçar urgente do joelho
e o ventre mais à frente na maré.
É a onda do ombro que se instala.
É a linha do dorso que se inscreve.
A mão agora impõe, já não embala
mas o beijo é carícia, de tão leve.
O corpo roda: quer mais pele, mais quente.
A boca exige: quer mais sal, mais morno.
Já não há gesto que se não invente,
ímpeto que não ache um abandono.
Então já a maré subiu de vez.
É todo o mar que inunda a nossa cama.
Afogados de amor e de nudez
Somos a maré alta de quem ama
Por fim o sono calmo, que não é
Senão ternura, intimidade, enleio:
O meu pé descansando no teu pé,
A tua mão dormindo no meu seio.
ROSA LOBATO FARIA
Jerry Lee Lewis & Chuck Berry | Roll Over Beethoven (Live 1986)
Etta James | It’s a Man’s Man’s World
MONTALEGRE | Uma Ideia da Natureza
Citando Albert Einstein
Diana Damrau | Diva Divina
Damrau bounds from one phenomenal success to the next, appearing on the world’s leading stages.
Yet in spite of her busy private and professional life, the soprano agreed to let filmmaker Beatrix Conrad accompany her over the course of nine months. We are there, at performances and rehearsals in Geneva, New York, Paris and Munich, at recitals and the recording studio. The film portrays a high-intensity, jet-set life tempered by the harmony of a rewarding family life with her husband, her parents and, at the end of the film, with her newborn baby!
Melancholia | Lars Von Trier
FILOSOFIA POLÍTICA | Soares e os cobardes by Daniel Oliveira in “Arrastão”
Nunca votei em Mário Soares. Muitas vezes discordei dele, outras concordei. Muitas vezes o considerei um adversário, outras um aliado. Muitas vezes me surpreendeu positivamente, outras desiludiu-me. Sei dos ódios e das paixões que provoca. O que apenas quer dizer que não se limitou a passar pela vida e fez diferença. Para o mal e para o bem. Discordando e concordando com ele, respeito a sua história e a sua coragem.
Mário Soares foi hospitalizado. Esperemos, espero pelo menos eu, que não seja nada de grave.
Ao ler os comentários que pululam na Net perante à notícia da sua hospitalização tentei não me chocar em demasia. A Net não se limita a revelar o melhor e o pior da condição humana. A revelar coisas que nos parecem ser impensáveis. Ela amplifica, pela possibilidade do anonimato da opinião, os mais abjectos dos sentimentos. Na realidade, como sempre soubemos – dos bufos aos linchadores -, o anonimato sempre permitiu que os constrangimentos sociais e morais desaparecessem e a escória humana se exibisse sem pudor.
Um dos comentários mais habituais foi a crítica ao facto de Mário Soares ter sido hospitalizado no Hospital da Luz. Um hospital privado. Seria, escreveram vários, sinal de incoerência. Mas nem todos os que escreveram eram anónimos.José Manuel Fernandes, antigo diretor do “Público”, escreveu no seu twitter: “O dr. Mário Soares não deveria ter ido para um hospital do SNS para dar o exemplo? É só para saber, nada mais.”
Não vou aqui elaborar sobre o direito de qualquer cidadão se bater pelos serviços públicos e usar, se assim entender, serviços privados. Não é o momento. O que me choca, o que me deixa mesmo próximo do vómito, é alguém aproveitar um momento destes para fazer combate político. Quem aproveita a hospitalização de um homem para o combate político, quem aproveita a fragilidade física de um adversário para o atacar, tem apenas um nome: é um cobarde. E com cobardes não se debate. Desprezam-se apenas.
Daniel Oliveira | Publicado no Expresso Online
FONTE: http://arrastao.org/2727389.html
Japoneses usam método inovador pra fazer conta de multiplicação em segundos
Jerry Lee Lewis – Whole Lotta Shakin’ Going On (From “Legends of Rock ‘n’ Roll” DVD)
Great balls of fire! jerry lee lewis
First Rock n Roll Hall of Fame Awards Feat. Chuck Berry Keith Richards, Jerry Lee Lewis
The Beatles | Hey Bulldog (Rare Film)
Peter Paul and Mary, I Dig Rock and Roll Music
JERRY LEE LEWIS — Sonny & Cher Show – I Dig Rock’N’Roll Music -Chuck Berry & Friends
Trailer de ”Melancolia” Legendado
Trailer legendado do filme ”Melancolia”, com Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg. Justine (Kirsten Dunst) e Michael (Alexander Skarsgård) estão celebrando seu casamento em uma festa suntuosa na casa de sua irmã (Charlotte Gainsbourg) e cunhado (Kiefer Sutherland). Enquanto isso, o planeta, Melancolia, está se dirigindo em direção à Terra. Direção de Lars Von Trier.
Citando Jean Anouilh
Se Deus quisesse que o amor fosse eterno, teria feito que se mantivessem as condições do desejo…
Jean Anouilh
Citando Plutarco
“A reputação é como fogo: uma vez aceso conserva-se bem, mas se se apaga, é difícil acendê-lo.”
Plutarco
MARILYN MONROE’S UNFORGETTABLE
MICK JAGGER “HONKY TONK WOMAN” “THROWA WAY” “TUMBLIN’ DISE” (Tokyo Dome live 1988)
Willie Nelson & Keith Richards
Jerry Lee Lewis & Keith Richards
Chuck Berry & Etta James – Rock and Roll Music (1986)
Viaduto Duarte Pacheco | Marina Tavares Dias
Com a devida vénia à Autora.
No filme África Minha (uma jóia de Sydney Pollack), há uma parte em que MerylStreep, que encarna na tela a personagem da escritora dinamarquesa Karen Blixten, na sua angustiada aventura (no Quénia) com a plantação de café (criada pelo marido sem o seu consentimento) que, desde o início, tinha tudo para não ter um resultado brilhante, derivado à escassez de água na zona e à altitude em que fora plantado.Tentando salvar esse investimento onde fora aplicado todo o seu dinheiro, Karen faz de tudo o que humanamente é possível, pensando triunfar contrariando a Natureza. Com a ajuda dos muitos empregados da fazenda, consegue ter uma reserva -uma espécie de lago artificial- com água desviada de um rio próximo.
Durante uns tempos a plantação é regada e, no seu tempo, os bagos de café começam a formar-se. Tudo parecia correr bem até uma madrugada em que a reserva de água, desviada do seu curso se revolta e salta vencendo (sem esforço) a barreira de sacos, pedras e areia que a aprisionava. Todos lutavam para travar essa fúria da Natureza mas aí, completamente esgotada, Karem põe um pé sobre uma rocha e, encharcada, exausta, diz:
–Chega. Parem. Não adianta
Derrotada, olha para a água rebelde que quebra todas as barreiras e, vitoriosa, sai (saudosa) ao encontro de um leito que lhe pertence.
– Esta água nunca deixou de viver em Mombaça! (Maria Elvira Bento)
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Não é, mas parece…
Para Fabi, Renata, Desireé, Bianca, Camila e Sueli
Filomena ― eis o nome da empregada. É certo que não fosse Filomena. Mas, na busca de um intróito, Filomena surgiu. Pois que seja Filomena um nome abençoado!
Filomena trabalhava na casa de minha esposa (Fabiana) na época em que esta era apenas a filha do seo Eduardo e da dona Sueli e mãe das pequenas Desireé e Bianca, hoje uma contradição da essência do pitagorismo. Mas enfim.
Filomena tinha pouco tempo de casa e por essa razão não viu perigo algum em falar da genealogia da família.Teria dito que Renata (irmã mais nova que minha esposa) tinha sorte em ter três lindas filhas (Fabiana, Desireé e Bianca). O mesmo para a dona Sueli ― avó das três.
O leitor deve imaginar um touro, bufando, preparando a investida e terá a imagem de Renata ao ouvir aquilo. Fabiana voara, como uma borboleta azul passeando pelo céu garbosa e despreocupada.
Reparado o equívoco, Filomena se desculpara, enrubescida, alegando que, pela aparência, não se percebia a inversão das idades. Talvez o cigarro fosse o culpado, tentou ainda.
Mas, fora a gota d’água.
Fabiana protestou contra a demissão da pobre Filomena: ela não sabia, pouco tempo de casa, boa empregada, não era, dona Sueli? Mas a ira de Renata foi mais forte.
Pobre Filomena… Maldize a franqueza que te veio à boca! O mundo é cheio de injustiças, Filomena, há muito privado da Razão e da Lealdade.
Pobre Filomena… Que teu caminho te seja leve, como o de João, o Felizardo.
Vai, Filomena… e adeus.
Os crimes de Jorge Marco Bonfim
Pouco sei da infância de Jorge Marco Bonfim; sua família, seus amigos, se foi futebolista, se foi cientista, se teve sonhos para quando crescesse, se era apegado à mãe, se admirava ao pai. Pouco sei também de sua juventude; suas namoradas, se as teve, suas rebeldias, seus estudos. Sei apenas que, já adulto, descobriu o motivo de sua existência: matar.
Muitos descobrem em si a vocação para a poesia, o teatro, a dança, os negócios, o esporte, e a sentem com o íntimo de sua alma; tratam-na como o desígnio de Deus para a sua existência superior ou ao menos, para os mais humildes, significante. A de Jorge era matar; e ele a tratava da mesma maneira que o fazem os poetas e os artistas.
Ele não gostava de planejar nada: escolher a vítima, estudar sua rotina e executar o crime o mais discreto possível, o mais perfeito que pudesse. Não dava importância a isso: seu único desejo era matar a vítima rápida e friamente, o mais que conseguisse, como se quisesse vazar algo que se guardasse em si. Não era necessário bancar o durão ou surrá-la quase até a morte; bastava apenas, por exemplo, estourar-lhe os miolos, sem cerimônia.
Já havia cometido dois crimes neste momento da história. E nunca tinha sido pego. Em verdade, não havia matado ninguém importante ou que fizesse falta a alguém importante.
Certa noite, quando aguardava do lado de fora de um teatro às pessoas saírem, viu um homem solitário, alto, magro, tentando acender seu cigarro, destacar-se. Acompanhou-o até a praça da cidade, erma naquele horário (uma coincidência para Jorge), e, chamando-o, tirou o revólver do bolso do casaco e deu-lhe um tiro bem no meio da testa.
No dia seguinte, o assassínio estava na tevê. Por um momento, Jorge sentiu-se orgulhoso de sua obra. A foto da vítima ocupava a tela toda e, com ela, o âncora do jornal resumia a vida e a personalidade do homem. Um homem bom, honesto, vendedor numa loja de materiais de construção e também voluntário num orfanato.
Ao ouvir isso, Jorge sentiu um aperto no coração, contraiu o rosto e sentiu uma intensa dor de barriga. O que doía era a sua consciência. Decidiu então que passaria a selecionar suas vítimas: elas não poderiam ser benévolas, nem crianças. Teriam de ser más, egoístas, frias, inescrupulosas.
Passou a matar trombadinhas, traficantes, alguns viciados, cafetões, homens violentos, mulheres adúlteras, motoqueiros abusados, atendentes desrespeitosos, vendedores desonestos, donos de padaria, postos de gasolina, vídeos-locadoras, livrarias, servidores de telefonia, tevê a cabo, internet, policiais corruptos, alguns políticos… E isso o satisfazia imensamente. Muito mais do que antes. Para tanto, usava de seus artifícios habituais: um tiro na testa, uma ou mais facadas no peito, um corte no pescoço, uma paulada na cabeça, um empurrão do topo de um edifício.
Enquanto os corpos que apareciam eram de cafetões, bandidos, vagabundas, motoqueiros, ninguém ligava. Deixava mesmo que esse “justiceiro”, ou “gari”, como passou a ser chamado entre o povo, fizesse o seu “trabalho”, se era um. Fazia era um favor à sociedade. Mas, quando começaram a surgir policiais mortos e mesmo senadores e deputados, aí o governo mandou que se prendesse esse “assassino frio e calculista”.
Como não se havia feito nenhuma investigação mais séria até então do caso, não se sabia os seus padrões, sua seleção de vítimas, os locais escolhidos para os crimes, já que isso dependia da vítima escolhida; não se conhecia seu rosto, não se tinha mesmo sequer uma única pista por onde começar a investigação, já que as que poderiam ter sido deixadas por ele agora já deveriam ter sido alteradas pelo vagar impiedoso do tempo. Havia apenas os corpos. Pensara-se ter encontrado um padrão no estilo do assassino, uma vez que cinco das sete mulheres haviam sido mortas a facadas. Mas logo descartaram essa ideia, concebendo acertadamente que o modo que o assassino usava para matar suas vítimas era aleatório, decidido na hora. E isso era alguma coisa.
Depois de mais ou menos uma semana, a policial que trabalhava no caso pensou ter encontrado um padrão. Todas as vítimas eram pessoas más. Mas nem seu parceiro nem seu chefe lhe deram ouvidos, argumentando que os assassinos não escolhiam suas vítimas assim. Além do mais, a última, descoberta no dia anterior, não era má. Era uma professora de escola infantil, muito atenciosa e dedicada ao trabalho. Descobriu-se mais tarde que suas primeiras vítimas não haviam sido malévolas. Mas isso não trouxe luz alguma ao caso.
Acontece que Jorge estava se perdendo. Matar essas pessoas não mais o satisfazia; e por essa razão ele se confundia e acreditava ver num acesso de raiva uma personalidade violenta e perigosa. A coitada da professora, numa reprimenda, energicamente pegou seu aluno pelo braço e o colocou de cara para a parede, machucando-o sem querer.
Não obstante, sua fama crescia, tanto que ganhou seguidores que fundaram uma igreja onde pregavam a verdade pura acima da hipocrisia e da falsa benevolência da sociedade; e isso, esse inesperado reconhecimento, lhe trouxe conforto, paz de espírito e até um leve regozijo. Era a imortalidade que lhe batia à porta; era a sua obra que alcançava o mundo.
Por um certo período, Jorge passou a deixar assinaturas em suas vítimas. Se ele as matava com uma bala na cabeça, com o cano da arma escrevia suas iniciais na testa delas; se o fazia a facadas, deixava escoar o sangue para no chão desenhar suas letras; se a pauladas, usava os miolos como podia. Queria dizer a seus fãs que aquela vítima encontrada ali era obra sua e com isso alimentar sua fama, conquistar sua imortalidade.
Estava exultante. Sentia em seu corpo aquela sensação divina de magnificência que faz a Morte invejar a humanidade.
Mas tal postura estava deixando a polícia no seu encalço.
Junto à atual vítima, um operário que tinha a fama de bater nos filhos, foi encontrado um fio de cabelo. A policial encarregada do caso comparou-o com o do morto e descobriu o nome de Jorge Marco Bonfim. Sem avisar a seu parceiro ou mesmo a seu chefe, os quais já tinham deixado de lado o caso para cuidar de assuntos prioritários, partiu para a casa dele, decidida a ser-lhe implacável.
Jorge acabara de chegar a casa. Fizera mais uma vítima. Degolara um estuprador. E estava triste. Há dias que já não sentia nenhuma satisfação em matar ninguém. Parara de assinar em suas vítimas e isso causava aturdimento nos seus fãs, que enchiam as páginas da internet dedicada a ele com perguntas, suspeitas e teorias mirabolantes sobre sua “ausência”.
Estava sentado em sua poltrona lendo um romance de Sir Arthur Conan Doyle: “O cão dos Baskervilles”. Lia aquela parte em que Watson descobre quem é na verdade o segundo homem escondido no pântano, quando sentiu uma dor de cabeça terrível seguida de uma pontada no estômago excruciante, mais ou menos como deveriam sentir suas vítimas. Marcou a página do livro com o indicador e rememorou todas as mortes, recordou-se do prazer que sentia ao esfaquear alguém, ao senti-lo, depois de muito suplicar-lhe pela vida, tremer de medo ante a morte iminente, ao voltar para a casa mais leve, como se, qual Camões ao terminar “Os Lusíadas”, toda a sua alma soubesse do feito que realizava, da importância de sua existência. Lembrou-se da satisfação inda maior que sentia ao matar homens e mulheres desprezíveis e perguntou-se por que não se sentia mais assim, por que não conseguia sequer um fiozinho só de regozijo. Será que tinha perdido seu talento, seu motivo de existir?
Foi quando sentiu em seu íntimo a resposta. Depositou o livro na mesinha do lado e levantou-se. Rumou à sua modesta biblioteca e retirou de debaixo da estante uma caixa de sapato. Abriu-a, pegou sua arma e, sem cerimônia, antes sereno e esperançoso, estourou seus miolos.
A policial incumbida do caso chegou à casa de Jorge e bateu à porta, mas não obteve resposta. Decidiu então arrombá-la; e quando o fez deu de cara com o braço morto de Jorge extrapolando os limites daquele cômodo.
O caso foi encerrado e arquivado. Nunca chegaram a descobrir o motivo dos assassinatos, muito menos o de seu próprio. Ainda lembraram dele por algum tempo, graças aos seus seguidores, que lotavam a internet com discursos eloquentes. Mas logo o esqueceram. Outros, mais jovens, nem mesmo souberam de sua existência. Sua obra tornara-se vítima da indiferença.
Mas para Jorge aqueles segundos que antecederam sua morte foram de um prazer inigualável. Ele sentia que naquele momento construía ao mundo sua obra-prima.
biblio-História um projeto a manter.
A biblioHistória constitui uma base de dados, iniciada em meados de 2010 pelo escritor Pedro Almeida Vieira, que integra obras de literatura do género histórico – ou com incursões históricas – publicadas por escritores portugueses desde o século XIX até à actualidade. Foi na pesquisa de informação que foi (re)descoberta a obra do primeiro escritor do romance moderno português, Guilherme Centazzi, que publicou «O Estudante de Coimbra», em 1840 e 1841, entretanto reeditada no ano passado pela Planeta.
Actualmente, a biblioHistória tem já inventariados 645 autores (incluindo pseudónimos) e 1.770 títulos, entre romances, novelas, contos e narrativas ficcionadas. Estão também incluídas 59 obras de autores anónimos, grande parte das quais em periódicos. No entanto, ainda se continua a realizar pesquisas para a inclusão de mais obras e obtenção de mais informação.
Veja como pode apoiar este projeto e receber um dos livros do autor.
Citando Molière
Experiencia y memoria | Elisa Silió
“Una crisis como la actual dio pie a la llegada de Hitler al poder. Deben de sonar todas las alarmas, pero no suenan”, razona el Nobel de literatura húngaro Irme Kertész en la portada del número de mañana de Babelia. El autor de 83 años ha visto reducidos sus movimientos por el Parkinson y la medicación le aletarga, pero ello no le impide seguir escribiendo. Este perfil de Kertész se basa en varias conversaciones con Adan Kovacsics, su traductor al español. En estos momentos este superviviente del Holocausto trabaja con esfuerzo en una novela sobre la creación en la vejez, publica sus diarios en Hungría y Cartas a Eva Haldimann en España. El libro de Acantilado repasa la correspondencia que mantuvieron durante más de veinte años (entre 1977 y 2002) Kertész y la crítica y traductora de origen húngaro Eva Haldimann. En sus cartas comentan su trabajo, las dificultades profesionales hasta alcanzar el Nobel o su salida de la Asociación de Escritores.
Esta semana visitamos el rincón de trabajo en la Academia de Cine de Enrique González Macho, su presidente, que se enfrenta a la primera gala de los Goyas totalmente organizada durante su mandato. En Ida y vuelta Antonio Muñoz Molina se plantea el hecho de que a “algunos expertos en arte o en literatura rara vez deja de notárseles la ausencia de familiaridad inmediata y material con las obras que estudian”. Y el novelista encuentra respuestas enNada es bello sin el azar, una colección de quince ensayos de Artur Ramon. El libro transita entre las épocas históricas, entre la erudición y el ojo clínico.
La amiga estupenda (Lumen), de la italiana Elena Ferrante, es nuestro Libro de la semana. En la novela, primera parte de una trilogía, aparecen multitud de personajes de un barrio pobre de Nápoles en los años cincuenta y abarca la infancia y juventud de dos amigas cuyas vidas se van distanciando.
FONTE: http://blogs.elpais.com/papeles-perdidos/2013/01/experiencia-y-memoria.html
El cementerio del amor | Rodrigo Fresán
Cuando en 1984 apareció Jóvenes corazones desolados –sexta y penúltima novela de Richard Yates (Nueva York, 1926-1992)— sucedió lo que solía suceder desde hacía ya demasiado tiempo. Loas a su precisión realista, advertencias al lector por las profundas y ahogadoras tristezas de lo que allí se exhibía, y más o menos velados reproches al autor por volver a ofrecer más de lo mismo. A saber: la radiografía con metástasis de un matrimonio terminal.
En las páginas de The New York Times el crítico de prestigio y cuidado Anatole Broyard fue aún más lejos a la hora de castigar a alguien que había comenzado siendo joven y refulgente promesa y había acabado siendo, apenas, un “escritor para escritores” asfixiado por la sombra de los benditos Hemingway y Fitzgerald, de los malditos Dick Diver y de Francis Macomber. Para Broyard –y su reseña, dicen, fue el tiro de gracia para que el autor en desgracia cayera en una barrena de alcohol y cigarrillos y enfisema y entradas y salidas de hospitales y trabajos temporarios como profesor, caída en picado que ya no remontaría– Yates se había quedado sin temas ni ideas. Y su novela era algo así como un estribillo repetitivo y casi inaudible en busca de una canción que lo contenga y abrace. Con el tiempo –no sería redescubierto y canonizado hasta diez años después de su muerte, luego de ser extáticamente invocado en Hannah y sus hermanas de Woody Allen o inspirado a un inestable personaje en Seinfeld– el mismo Yates acabó renegando de la novela considerándola “una telenovela para cumplir con un contrato”. Richard Price –quien lo trató por entonces como alumno y colega— describió así a Yates: “Estaba amargado. Tenía todo el derecho de estar amargado. Estaba realmente amargado”.
Jóvenes corazones desolados también.
Aquí y ahora, Jóvenes corazones desolados –ahora en RBA y de la que hubo traducción en Argentina, en los 80s, como El salvaje viento que pasa; ambos títulos salen de los versos de “Mirando las embarcaciones en San Sabba” de James Joyce, abriendo todo como epígrafe—está apenas por debajo de esa cumbre que es Las hermanas Grimes(1976) y muy por encima de la debutante y consagratoria Vía revolucionaria (1961) a la que revisita y mejora con elegante brutalidad y sin precavida anestesia.
Porque en esta nueva encarnación de aquellos muy trágicos Frank y April Wheeler no existe, ni siquiera el “consuelo” final de una tragedia irreparable con aborto y muerte que le de algún sentido épica a sus vidas y muertes. Por lo contrario, lo que aquí impera es una ácida comicidad con el lector (que no puede dejar de mirar con curiosidad entre culposa y regocijada) suplantando todo aquello. Y poco y nada les sucede al macho alpha y veterano de la Segunda Guerra Mundial y aprendiz de poeta que nunca llega a maestro Frank Davenport (transparente y más que algo autoindulgente alter-ego de Yates) y a su esposa la rica heredera con (como la difunta April) pretensiones artísticas Lucy Davenport Blaine. Frank desprecia y envidia y sólo parece preocuparle demostrar en público la musculatura abdominal de quien alguna vez fue campeón de boxeo universitario y que ahora se la pasa –entre soneto frustrado y soneto frustrado—desafiando a desconocidos en las fiestas para que golpeen con fuerza su vientre y comprueben su dureza de hombre de acero. Y Lucy fantasea y abandona y entra y sale de proyectos que siempre se quedan en planos mal bocetados o, a lo sumo, en alguna endeble y mal plantada maqueta. Y uno y otra se enamoran. Burgueses con ilusiones de acomodada y segura bohemia en el Village neoyorquino. Mad man y crazy woman cuyas transgresiones son apenas las que permiten un férreo manual de buenas costumbres y, enseguida, los protocolos de barrios residenciales siempre on the rocks. Se aman, se casan e inician el lento y arduo ascenso de una montaña en cuya cima no les espera otra cosa que el superpoblado cementerio del amor. Frases como lápidas, la terrible oportunidad de contemplar y leer sus epitafios en vida, y la recurrencia de episodios como losas en los días y noches nunca suaves ni tiernas de dos zombis que –a lo largo de tres décadas y demasiados años– no se soportan pero que, tampoco, pueden separarse del todo mientras entran y salen de camas adúlteras y divanes psiquiátricos y se contemplan el uno al otro, en círculos más abiertos o cerrados, pero siempre infernales.
Y es en este constante y arrítmico ritornello de Jóvenes corazones desolados –en su momento considerado defecto pero, para mí, una de sus más grandes virtudes y al que el poema de Joyce parece aludir con el ruego no escuchado de un “¡Nunca más, no volvednunca más!”— donde reside la miserable grandeza de una trama que no deja de latir porque, sí, no le queda otra. Lo que narra aquí Yates, con genio y crueldad, sofocante y agotadora, es la larga inercia del desamor que sigue al en más de una ocasión breve impulso del amor. Y, alrededor de los Davenport, sexo (regular) y alcohol (mucho) y conversaciones en falso y confesiones mentirosas (tantas) y frustraciones (todas). Y ni siquiera –al caer el sol y salir al jardín a contar estrellas fugaces– la posibilidad de una de esas epifanías con las que el igualmente cáustico pero algo más piadoso John Cheever redimía a los suyos en su hora más luminosamente oscura.
Sobre el final, Lucy parece comprenderlo todo: “Al carajo con el arte… El mundo del arte es un mundito sospechoso. ¿No es gracioso que nos hayamos pasado la vida entera persiguiéndolo? ¿Muriéndonos por estar cerca de alguien que pareciera comprenderlo, como si eso pudiese servirnos de ayuda, no dejando nunca de preguntarnos si tal vez está irremediablemente fuera de nuestro alcance, o incluso si tal vez ni siquiera existe? Porque he aquí una interesante proposición para ti: ¿y si no existe?”
A lo que Frank responde: “Si en algún momento creyera que no existe, pienso que… no sé. Que me volaría la tapa de los sesos”.
Y Lucy contraataca: “No, no lo harías. A lo mejor hasta te relajarías por primera vez en tu vida. A lo mejor dejarías de fumar”.
Antes de esta última conversación, un muy yatesiano personaje secundario de primera explica que en realidad no hay diferencia entre las personas fuertes y débiles, que quienes creen eso sólo son los escritores a la hora de plantar sus personajes; pero que en la vida real es otra cosa. Y para los poderosamente frágiles y reales Davenport en Jóvenes corazones desolados –en cuya lectura se experimenta una mezcla de gozo admirado y de agobiante angustia—la vida sigue y sigue, a pesar de todo, de todos, de ellos mismos.
Lo que en el mundo según Yates, ya se sabe, no es necesariamente una buena noticia.
FONTE: http://rodrigofresan.megustaescribir.com/2013/01/14/el-cementerio-del-amor/
Citando George Bernard Shaw
Poesia | JOSÉ FANHA
A TERNURA EM FIGURA DE GENTE
Chama-se José Manuel mas já foi Manelinho, Zé, Zé Manel, Zé Fanha… Diz que escreve para saber quem é e que precisa de ler e escrever como de ar para respirar.
É arquitecto e já foi jornalista, desenhador, publicitário, actor, professor… Mas a poesia é a língua que melhor lhe permite falar dele a ele próprio e aos outros.
JOSÉ FANHA é símbolo de solidariedade, talento, incansável intervenção cívica, cultural e artística, ternura. O seu último livro de poesia será apresentado pela Poetria no próximo dia 19/1 no Palacete Balsemão (Pç. Carlos Alberto, Porto) pelas 17,30h. com a presença do autor e apresentação de Jorge Velhote (Obra) e Júlio Couto (Vida).
Serão lidos poemas por Ana Afonso, Rui Spranger e Rafael Tormenta, a acompanhamento musical (viola) de Carlos Andrade.
A República das Putas por João Magueijo * in “O Vento que Passa”
O livro de Skvorecky e o tempo da invasão da Checoslováquia pelas tropas soviéticas são o ponto de partida para João Magueijo lembrar o“sentimento de um país traído, entregue ou vendido a uma ideologia questionável” e o valor dominante do dinheiro hoje. “Antes falar de tourada”, escreve o autor, no âmbito da série especial sobre os valores humanos
Ler aqui:
http://oventoquepassa.blogspot.pt/2013/01/a-republica-das-putas.html
Faleceu Fernando Couto
Faleceu, quinta-feira passada, aos 88 anos, Fernando Couto (pai de Mia Couto). Jornalista, escritor e editor, natural do Porto, publicou poesia, foi subchefe de redacção do principal diário moçambicano e dirigiu a editora Ndjira, hoje integrada no grupo Leya.
Ler mais em:
http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=66128
Crédito/Imagem: http://blogtailors.com/
Crédito/Imagem: http://blogtailors.com/
The Greatest Books of All Time
Citando Marguerite Yourcenar
O nosso maior erro consiste em tentarmos colher de cada pessoa em particular as virtudes que elas não têm, e de nos esquecermos de cultivar as que de facto são suas.
Stana Katic
The Next Mozart? 6-Year Old Piano Prodigy Wows All
Serge Gainsbourg & Brigitte Bardot – Bonnie And Clyde (1968)
Gregory Hines & Mikhail Baryshnikov: Get Off Your Ass! (White Nights – 1985) [HD]
Filosofia Política | A DERIVA ANTIDEMOCRÁTICA A FAVOR DE UM GOVERNO “SEM ENTRAVES” by José Pacheco Pereira in “Abrupto”
(…) Este Governo, na arrogância dos seus primeiros tempos, não deu a mínima importância em falar com o PS para fazer uma revisão constitucional, no início da aplicação do memorando, quando tal era plausível. Depois, foi-se emaranhando num labirinto de arranques e recuos, como a discussão a propósito da “regra de ouro” e do Pacto Orçamental, cada vez com a sua posição mais fragilizada pelo desastre da política governativa. O PS foi crescendo, e tornando rígida a sua posição, Até que o patético apelo à “refundação” do Estado, que era na sua origem um apelo a uma revisão constitucional in extremis, revelou um Governo acossado perante um PS em que Passos Coelho conseguiu o milagre de colocar o seu alter-ego António José Seguro a crescer nas sondagens. (…)
http://abrupto.blogspot.pt/2013/01/a-deriva-antidemocratica-favor-de-um.html
Hélène Grimaud plays the “Adagio” from Mozart’s Piano Concerto no.23
“Johnny Guitar” (1954) Posse comes to Vienna’s
Camilla Belle | actriz
Rod Stewart e Amy Belle I Dont Want To Talk About It Video Clip Legendado
FILOSOFIA POLÍTICA | Pacheco Pereira, sobre o Relatório do FMI
“Processo mostra como a mentira se tornou o discurso do poder” | Jornal Público, 12 de Janeiro de 2013
Pacheco_Pereira_O_Peixe_Apodrece_Pela_Cabeca.pdf
OS GRANDES DESTRUIDORES DE ALTERNATIVAS by José Pcheco Pereira in “Abrupto”
O grande destruidor das alternativas é o governo, mas o grande destruidor da alternativa ao governo é o PS de Seguro. Mas essa história fica para outra altura, porque remete para o terreno onde menos de facto há alternativas: a erosão por parte dos aparelhos partidários das elites governativas capazes de unir capacidade politica e eleitoral, saber e patriotismo. E hoje, o PS e o PSD, não produzem tal espécie. Aqui sim, há um grave problema de alternativa.
http://abrupto.blogspot.pt/2013/01/alternativas-pior-discurso.html
João Moreira de Sá
Uma mente delirante e não muito normal encerrada num corpo com 42 anos (embora um teste da Sábado diga que na realidade tenho 47). Engenheiro, embora possa e insista em provar que é apenas Bacharel em Línguas e Turismo, tem uma Graduação acentuada na lente esquerda e alergia aos ácaros. Presentemente desempregado por estar na moda mas com boas perspectivas de conseguir vir a trabalhar num call-center. Escrevo porque não gosto lá muito de falar e como irresponsável que sou, acredito que um dia ainda irei conseguir viver da escrita.
Com uma vasta obra literária por editar, lançou em 2008 o seu primeiro livro, “Manjares do Arcebispo de Cantuária”, obra pioneira em Portugal no estilo culinário-humorístico e escreve em diversos blogues enquanto forem gratuitos.
email: jmoreiradesa@gmail.com
Citando João Moreira de Sá
Um enorme pássaro para a humanidade, uma pequena pássara para o homem.
João Moreira de Sá
João Paciência | MORADIAS NA ALDEIA DOS CAPUCHOS
Mikhail Barishnikov & Zizi Jeanmaire (1980)
Ballet Nacional de Marsella. Mikhail Barishnikov & Zizi Jeanmaire. “Carmen”. Coreografía : Roland Petit. (1980).
Sting – Desert Rose original song
Chuck Berry – LITTLE QUEENIE – 1959 HQ!
Rofo – You’ve Got To Move It On (Baryshnikov)
Baryshnikov dances Sinatra
© Raymond Cauchetier | Anna Karina and Jean-Paul Belmondo on the set of Une femme est une femme
Rodrigo Della Santina
Andre Kohn | Open Art
Citando Oscar Wilde
O pessimista é uma pessoa que, podendo escolher entre dois males, prefere ambos.
Oscar Wilde
Baryshnikov | Push comes to Shove
Filosofias políticas | Portugal 2013 | O PS, se não estivesse entretido a dar toques na bola atrás da baliza… by Porfírio Silva [título nosso]
O relatório do FMI sobre como cortar o Estado em Portugal é um estranho objecto cheio de maravilhosas propriedades.
Desde logo, foi um maravilhoso isco: muitos dos que disseram antes que não estavam dispostos sequer a discutir a “refundação” passista do Estado como mera operação de corte de quatro mil milhões de euros… pronto, já estão a discutir. Essa é uma vitória do governo nesta história. Como podiam não discutir? É sempre má ideia jurar que não se vai a jogo, porque, quando o tema é a doer, qualquer “posição de princípio” que apareça como recusa de conversar será insustentável. Se este ou aquele partido da oposição tem exigências concretas para garantir que a discussão será justa, que coloque essas exigências, devidamente concretizadas e explicadas, em cima da mesa; o que não pode é tentar passar ao lado, porque acabará necessariamente atropelado.
Ler mais: http://maquinaespeculativa.blogspot.be/2013/01/o-estranho-caso-do-obscuro-relatorio.html
Corazón espinado-Maná-Santana
Santana – Smooth (feat. Rob Thomas)
Man its a hot one
Like seven inches from the midday sun
I hear you whisper and the words melt everyone
But you stay so cool
My mu equita my Spanish Harlem Mona Lisa
Your my reason for reason
The step in my groove
Bridge
And if you say this life aint good enough
I would give my world to lift you up
I could change my life to better suit your mood
Cause you’re so smooth
Chorus
And just like the ocean under the moon
Well thats the same emotion that I get from you
You got the kind of lovin that can be so smooth
Gimme your heart make it real
Or else forget about it
Ill tell you one thing
If you would leave it would be a crying shame
In every breath and every word I hear your name calling me out
Out from the barrio you hear my rhythm from your radio
You feel the turning of the world so soft and slow
Turning you round and round
Most romantic, I ever seen…
My Top 5 Dances from So You Think You Can Dance
Chehon and Witney Contemporary “I Will Always Love You” So You Think You Can Dance Season 9
rebecca pidgeon auld lang syne
Chuck Berry | C’est la vie (1972) Live
Chuck berry | Sweet Little Sixteen 1972
Chuck Berry | Nadine
Rodrigo Della Santina | Brasil | Autor no blog “Das Culturas”
Carta aberta a Nuno Crato pede para revogar Acordo Ortográfico por Rita Pimenta in Jornal Público
Documento subscrito por mais de 200 pessoas contesta “nova ortografia” e revela disparidades na aplicação do acordo.
É uma carta aberta e é um estudo comparativo sobre as disparidades na aplicação do Acordo Ortográfico. O documento já chegou ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. O objectivo é revogar o acordo.
Depois de o Governo brasileiro ter adiado por três anos a obrigatoriedade de aplicação do Acordo Ortográfico (AO) – para 1 de Janeiro de 2016 –, um grupo de cidadãos portugueses enviou uma carta aberta ao ministro da Educação e Ciência com “um estudo comparativo das incongruências ortográficas existentes entre o texto do AO90 e vários vocabulários e dicionários”.
Ler mais aqui: http://www.publico.pt/cultura/noticia/carta-aberta-a-nuno-crato-pede-para-revogar-acordo-ortografico-1580172
HAPPINESS IS TO DO A HANDSTAND Ilustrada por/Illustrated by Bernardo Carvalho
A Desilusão de Judas
Não conhecemos outro romance publicado nos anos mais recentes que descreva ficcionalmente de um modo tão perfeito a radicalidade e banalidade do mal como A Desilusão de Judas, primeiro livro de António Ganhão.”
Miguel Real, Jornal de Letras, Artes e Ideias, Janeiro de 2012
the paintings of adam stennett | woman and clouds
Good Riddance, Facebook
Downton Abbey Power Rankings
As the new Mad Men season aired last spring, Grantland writer Mark Lisanti wrote “Power Rankings” for each weekly episode, ranking the top ten most powerful characters that really held their own, characters that had the nerve do something bold and unprecedented. I set out to do the same with America’s new favorite period piece television obsession Downton Abbey, a Masterpiece Theater series created by Julian Fellowes. The series depicts the lives of the British aristocratic Crawley family and their servants at their country estate, Downton Abbey. Seasons one and two are set between April 1912 and December 1919, during which great world events shape the lives of the people at Downton and the British social hierarchy in general. These events include the sinking of the Titanic, WWI and the Spanish influenza epidemic.
The series begins with Lord Robert Crawley, head of the Downton estate, receiving news of the…
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O Estado | Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios
Difícil é mudar o Estado.
A cultura do Estado.
A eficiência do Estado.
O mérito do Estado.
Até porque o Estado está capturado não só por grupos de interesses empresariais, mas também por um grupo que não mudou nada, rigorosamente nada durante a austeridade: os partidos políticos.
Antes e depois da troika, os partidos da governação são mesas redondas de distribuição de poder e de dinheiro.
E não vão abdicar da inércia que perpetua essa distribuição.
09 Jan, 2013 Pedro Santos Guerreiro, Jornal de Negócios
Anne Hathaway by Mark Abrahams
O Mundo de Dalton | Pedro Teixeira Neves
Miguel Real
Sintrense, Miguel Real, professor do ensino secundário e investigador no CLEPUL – Centro de Literatura de Expressão Portuguesa da Faculdade de Letras de Lisboa, publicou os romances A Voz da Terra (2005), O Último Negreiro (2006), O Último Minuto na Vida de S. (2007), O Sal da Terra (2008), A Ministra (2009) e Memórias Secretas da Rainha D. Amélia (D. Quixote), e os ensaios O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa (2005), O Último Eça(2006), Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa(2007), Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa(2008) e Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa(2008) na editora Quidinovi, bem como os ensaios A Morte de Portugal (2007, Campo das Letras), Matias Aires. As Máscaras da Vaidade (2008, Setecaminhos) e José Enes, Filosofia, Açores e Poesia (2009). Publicou também, em 2003, o romance Memórias de Branca Dias, sobre a primeira mulher a praticar cultos judaicos no Brasil, a primeira “mestra de meninas” (professora) e a primeira senhora de engenho do Pernambuco (Temas e Debates), levada à cena pelo Cendrev, de Évora, em 2008, com representação de Rosário Gonzaga e encenação de Filomena Oliveira.
No teatro, sempre em co-autoria com Filomena Oliveira, para além da dramaturgia deMemorial do Convento, de Saramago, encenado por Joaquim Benite, e de nova dramaturgia para cinco actores, em cena no Convento de Mafra, escreveu as peças Os Patriotas, sobre a Geração de 70 (Europress), O Umbigo de Régio e Liberdade, Liberdade, esta última sobre os presos políticos durante o regime do Estado Novo, e 1755 O Grande Terramoto (Europress), levado à cena no Teatro da Trindade, Lisboa, entre Abril e Julho de 2006. A peça, Vieira – O Céu na Terra, representada nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, no Verão de 2008, teve encenação de Filomena Oliveira e produção do Teatro Nacional D. Maria II.
Recebeu os Prémios Revelação Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio de romance Ler/Círculo de Leitores, o Prémio de Romance Fernando Namora, o Prémio Jacinto do Prado Coelho e, com Filomena Oliveira, o Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores 2008 com a peça Uma Família Portuguesa, representada no teatro Aberto, em Lisboa, em 2010, com encenação de Cristina Carvalhal.
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Autores no blog “Das Culturas”
No Fly Zone. Unlimited Mileage | Cristina Guerra Contemporary Art
Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2013
Museu Coleção Berardo | Belém | Lisboa
O Museu Coleção Berardo apresenta a exposição No Fly Zone dedicada a um conjunto de artistas da nova cena angolana. Ela é não só sinal de uma nova vida que Angola experimenta depois da descolonização e da guerra, como define um posicionamento num quadro problematizador sobre as heranças culturais e a sua redefinição, as migrações dos conflitos e o seu feedback, o lugar do artista e da sua produção num mundo que continuamente extravasa os limites do seu conhecimento e reconhecimento e se experimenta, agora por estes novos protagonistas.
Este aspeto é tanto mais pertinente quanto o presente histórico que vivemos assiste a uma profunda e radical alteração das coordenadas tradicionais dos lugares recorrentes da atenção prestada à produção artística.
Pedro Lapa
Diretor Artístico
No Fly Zone. Unlimited Mileage é um projeto concebido e desenhado por Fernando Alvim, Simon Njami e Suzana Sousa. Com os artistas Binelde Hyrcan, Edson Chagas, Kiluanji Kia Henda, Nástio Mosquito, Paulo Kapela, Yonamine.
Mesa-redonda com Fernando Alvim, Simon Njami, Suzana Sousa e Pedro Lapa
01.02.2013, 18h00, auditório (piso -1)
Entrada gratuita sujeita ao número de lugares disponíveis.
Sem marcação prévia.
FILOSOFIA POLÍTICA – Multiplicam-se as tomadas de posição contra o plano arrasador do FMI
Para António Arnaut as propostas do FMI são “uma subversão do regime democrático e constitucional”. O secretário-geral da CGTP afirma que o plano “confirma o falhanço absoluto das políticas de implementação do memorando da troika”. Também já criticaram o plano a Fenprof, a ordem dos médicos e o sindicato independente, a associação de oficiais das forças armadas, a associação sindical da polícia, a UGT, o movimento de utentes da saúde, PS, PCP, PEV e Bloco.
ARTIGO | 9 JANEIRO, 2013 – 16:05
SPA recusa acordo devido às posições do Brasil e Angola
De acordo com um comunicado do Conselho de Administração da SPA, a entidade afirma que vai “continuar a utilizar a norma ortográfica antiga nos documentos e comunicação escrita com o exterior”.
A entidade sustenta que “este assunto não foi convenientemente resolvido e encontra-se longe de estar esclarecido, sobretudo depois do Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico, e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor” das novas regras. […]
Perante estas posições daqueles países, a SPA considera que “não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica, quando o Brasil, o maior país do espaço lusófono, e Angola, tomaram posições em diferente sentido”.
A noite das mulheres cantoras, de Lídia Jorge
Este livro começa com uma noite mágica, um reencontro de mulheres que atuaram num grupo musical dos anos 80, as mulheres cantoras. Nessa noite mágica, surge o momento perfeit
o com o voo de João Lucena em direção a Solange, “lembras-te de mim?”. O livro nasce aqui. Toda a narrativa serve este único propósito, o de explicar a magia desse encontro, todas as emoções, o segredo que começa por se insinuar e termina em traição, a descoberta do amor. O império minuto.
Em cada um de nós existe uma noite especial que não faz parte do dia, que nasce da evocação da nossa vida. É aí que vamos buscar todo o seu sentido, tal como sair dos sonhos significa encontrar tudo no seu lugar.
New York Taxi No. 1
Felicidario
Felicidário is a collaboration between a group of creatives who’s mission is to complete 365 illustrations of what the definition of happiness may be for everyone as they move into the latter years of their lives. The illustrations are by Afonso Cruz, André Letria and Ricardo Henriques, André da Loba, Aka Corleone, Bernardo Carvalho, Carolina Celas, Irmão Lucia, Julio Dolbeth, Madalena Matoso, Maria Imaginário, Tiago Albuquerque and Yara Kono.
APRENDE QUE NÃO HÁ DISTÂNCIA PARA A AMIZADE
Depois de algum tempo aprende a diferença (a subtil diferença), entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar as suas derrotas com a cabeça erguida, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair no meio. Depois de algum tempo aprende que o Sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam! E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e…
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![west-moon-street[1]](https://dasculturas.com/wp-content/uploads/2013/01/west-moon-street1.jpg?w=300&h=200)



































