UMA PARÁBOLA CHINESA | Sobre o conflito Rússia-Ucrânia | por Guilherme Antunes

Na China, a maioria das pessoas interessadas em política apoia instintivamente a Rússia, e Putin em particular, no conflito com a Ucrânia. Contudo, muitos não compreendem a essência e a profundidade dos acontecimentos. Assim, um analista chinês criou a sua própria explicação figurada sob a forma de parábola para tornar mais compreensível o que se passa.

Há 20 anos, a Ucrânia divorciou-se do seu marido (a Rússia). Os filhos deste casamento ficaram com ela. O seu ex foi generoso e deixou-lhe muito dinheiro, propriedades e até reembolsou todas as suas dívidas num montante de 200 mil milhões de dólares! Depois de se separar do marido, a mulher começou imediatamente a namoriscar com o hooligan da aldeia (EUA) e uma chusma de bandidos (Ocidente). Seja como for, ela começou a ouvir apenas as suas opiniões e, juntamente com eles, começou a provocar e ameaçar o ex-marido. O ex zangou-se e levou-lhe 1 dos filhos à força, a Crimeia.

A ex-mulher zangou-se e sonhou em se casar para se aproximar do clã da OTAN, a fim de usar o seu poder para fazer pressão sobre o ex-marido. Mas o estadunidense, o hooligan da aldeia, não tinha qualquer intenção de casar com ela, esperando apenas humilhar o seu antigo marido, a Rússia, com a sua ajuda.

Ela não se importava com os seus outros filhos, Lugansk e Donetsk, os quais eram tratados cruelmente. Por vezes dava-lhes pontapés e esbofeteava-os. As crianças choravam, procuravam o pai e pediam ajuda. Durante todo este tempo, o principal hooligan continuava a alimentar as lutas dos ex e pouco a pouco fornecia bens obsoletos (equipamento militar) à sua amiguinha Ucrânia. A mulher sentiu que tinha alguém para a apoiar no conflito e começou a provocar muito descaradamente o ex-marido rindo do que era sagrado para ele, os seus filhos e a memória dos seus antepassados. A sua paciência foi posta à prova. Acompanhado de parentes, foi à casa da sua ex a fim de proteger os 2 pequenos. Ela e a sua chusma de bandidos ficaram todos acobardados quando o ex, pondo de lado a sua boa índole, começou a bater à sua porta!”

Foi então que os chineses compreenderam tudo.

Retirado do Facebook | Mural de Guilherme Antunes

One thought on “UMA PARÁBOLA CHINESA | Sobre o conflito Rússia-Ucrânia | por Guilherme Antunes

  1. nas parábolas ninguém morre e quando morre, não é literal. Nesta guerra, o Ocidente tem que se responsabilizar, bem como a Europa, a par com Putin, pela chacina. Estamos longe da literatura, das hipérboles, dos eufemismos, e também das parábolas que arriscam-se a contar uma história distorcida, estamos rés vés com o maior retrocesso da humanidade desde 1945. Os nossos filhos e netos? Considero que, no pior dos caminhos, consequência de uma má escolha, nenhum deles terá história, nenhum deles poderá viver. Viver não se equaciona com parábolas. Percebo a intenção, a analogia serve para informar, mas em simultâneo, simplificando, acaba por dissimular e esbater a gravidade dos papéis da Europa (UE) e da Nato. A UE não tem estratégia de segurança. Quem não tem defesa, esconde-se e presta vassalagem, no caso a Europa à Nato, aos States. A guerra está aqui. O povo tem de saber quem elege e o que pretende desta Europa. E como quem cala consente, mais do que calados e consentindo, estamos numa pré-guerra nuclear, por causa dos jogos de bastidores dos Estados Unidos – Nato, da Europa, da Rússia e da China. Dos políticos e militares, dos estrategas, dos Ceos e afins.

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