Veeco – primeiro veículo elétrico português.

Num contexto em que o veículo elétrico começou a ganhar expressão a nível internacional, detetou-se a oportunidade de conceber um veículo que superasse em eficiência as soluções disponíveis no mercado até então. Com a experiência e os conhecimentos adquiridos desde 2005 no desenvolvimento do primeiro Veeco, avançou-se para uma candidatura ao QREN em 2009. A candidatura aprovada, para investigação e desenvolvimento de um veículo eléctrico de alta eficiência, é hoje um projeto da VE – Fabricação de Veículos de Tracção Eléctrica, Lda. com o selo Eureka em consórcio com o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL).

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Lulu Santos Transformou o Rock Groselha do Rei Roberto Carlos em Rock Raul | Silas Correa Leite

Silas Correa Leite 250Crítica
Lulu Santos Transformou o Rock Groselha do Rei Roberto Carlos em Rock Raul
(Cedê LULU CANTA & TOCA ROBERTO E ERASMO)

-Crescemos, parimos, regurgitamos, sonhamos amor & flor,  e amamos os Beatles e Tonico e Tinoco, ouvindo a Jovem Guarda do Rei Roberto, que gritava no auge que tudo mais fosse pro inferno, mora? Erasmo Carlos, lado a lado mas ele mesmo muito roqueiro de origem e mentalidade, era o parceiro-rock que gritava contra a banda dos contentes. O rei era o rei. Mas jovem, guarda, né não? Daquilo para tropicália, festival universitário, bossa nova, foi um pulo. Para não dizer que não falei de flores, ficamos com um rei na cabeça e o rei com o rei na barriga.  Os deuses quando querem detonar os reis, enlouquece-os, desde Shakespeare.
-Pois não é que o rei proibiu a biografia não autorizada, virou padrão global (o que não significa nada), cantou bregas e idolatrias, cristianizou-se, e, desde As Baleias não se viu um reinado tão coxinha-daslu e uma mesmice tão brega que perdeu a graça. Mas Roberto é Roberto.
-Elis cantou Roberto de arrepiar. Caetano abrilhantou Roberto, na veia. Agora, Lulu Santos botou as letras que o Roberto fez pra mim, e as músicas suaves, em arroubos de rock mesmo, e, falando sério, ficou bonito, tudo muito mais Jovem Guarda a la Rock Raul Seixas e Rita Lee do que Roberto Carlos rock groselha. Claro, aqui e ali Lulu botou um e outro para cantar, quando o cedê é dele e era ele quem queríamos ouvir com sua guitarra empolgante e forte e brilhante. Tampem podia tirar as tais vinhetas, e mesmo, a musica bobinha É preciso Saber Viver que já deu o que tinha de dar de falso pop, mas, no frigir dos ovos, Lulu acetou na maioria das escolhas entre tantas (não é fácil), embora devesse também ter gravado As Baleias,  Quando as Crianças Saíssem de Férias, Maria Carnaval e Cinzas, e, ainda, Quero Que Vá tudo pro Inferno, ou o rei refugou essa, de novo?

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J’accuse! | Lettre d’Emile Zola à Félix Faure

Zola_Jaccuse_Manuscrit 25013 janvier 1898

Monsieur le Président,

Me permettez-vous, dans ma gratitude pour le bienveillant accueil que vous m’avez fait un jour, d’avoir le souci de votre juste gloire et de vous dire que votre étoile, si heureuse jusqu’ici, est menacée de la plus honteuse, de la plus ineffaçable des taches?

Vous êtes sorti sain et sauf des basses calomnies, vous avez conquis les cœurs. Vous apparaissez rayonnant dans l’apothéose de cette fête patriotique que l’alliance russe a été pour la France, et vous vous préparez à présider au solennel triomphe de notre Exposition universelle, qui couronnera notre grand siècle de travail, de vérité et de liberté. Mais quelle tache de boue sur votre nom – j’allais dire sur votre règne – que cette abominable affaire Dreyfus ! Un conseil de guerre vient, par ordre, d’oser acquitter un Esterhazy, soufflet suprême à toute vérité, à toute justice. Et c’est fini, la France a sur la joue cette souillure, l’histoire écrira que c’est sous votre présidence qu’un tel crime social a pu être commis.

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Charlie Chaplin | The Great Dictator | with color

“I’m sorry but I don’t want to be an Emperor – that’s not my business – I don’t want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone if possible: Jew, gentile, black man, white. We all want to help one another, human beings are like that. We want to live by each other’s happiness, not by each other’s misery. We don’t want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone and the earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful. But we have lost the way. Greed has poisoned men’s souls, has barricaded the world with hate; has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed speed but we have shut ourselves in: machinery that gives abundance has left us in want. Our knowledge has made us cynical, our cleverness hard and unkind. We think too much and feel too little. More than machinery we need humanity. More than cleverness we need kindness and gentleness. Without these qualities, life will be violent and all will be lost. The aeroplane and the radio have brought us closer together. The very nature of these inventions cries out for the goodness in men, cries out for universal brotherhood for the unity of us all. Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people. To those who can hear me I say “Do not despair”. The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress: the hate of men will pass and dictators die and the power they took from the people, will return to the people and so long as men die liberty will never perish. Soldiers! Don’t give yourselves to brutes, men who despise you and enslave you – who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel, who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder. Don’t give yourselves to these unnatural men, machine men, with machine minds and machine hearts. You are not machines. You are not cattle. You are men. You have the love of humanity in your hearts. You don’t hate – only the unloved hate. Only the unloved and the unnatural. Soldiers – don’t fight for slavery, fight for liberty. In the seventeenth chapter of Saint Luke it is written: “the kingdom of God is within man “. Not one man, nor a group of men – but in all men – in you. You the people have the power, the power to create machines, the power to create happiness. You the people have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure. Then in the name of democracy let us use that power – let us all unite. Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give you the future and old age and security. By the promise of these things, brutes have risen to power, but they lie. They do not fulfil their promise, they never will. Dictators free themselves but they enslave the people. Now let us fight to fulfil that promise. Let us fight to free the world, to do away with national barriers, to do away with greed, with hate and intolerance. Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men’s happiness. Soldiers – in the name of democracy, let us all unite!”

Heros | David Bowie

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be heroes, just for one day

And you, you can be mean
And I, I’ll drink all the time
‘Cause we’re lovers, and that is a fact
Yes we’re lovers, and that is that

Though nothing, will keep us together
We could steal time, just for one day
We can be heroes, for ever and ever
What d’you say?

I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing, nothing will keep us together
We can beat them, for ever and ever
Oh we can be heroes, just for one day

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can be heroes, just for one day
We can be us, just for one day

I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns, shot above our heads (over our heads)
And we kissed, as though nothing could fall
(Nothing could fall)
And the shame, was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be heroes, just for one day

We can be heroes
We can be heroes
We can be heroes
Just for one day
We can be heroes

We’re nothing, and nothing will help us
Maybe we’re lying, then you better not stay
But we could be safer, just for one day

Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh, just for one day

David Bowie | Heroes

David Bowie  nome artístico de David Robert Jones, Brixton, Londres, 8 de janeiro de 1947Manhattan, 10 de janeiro de 2016) foi um cantor,compositor, ator e produtor musical inglês. Por vezes referido como “Camaleão do Rock” pela capacidade de sempre renovar sua imagem, tem sido uma importante figura na música popular há cinco décadas e é considerado um dos músicos populares mais inovadores e ainda influentes de todos os tempos, sobretudo por seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980, além de ser distinguido por um vocal característico e pela profundidade intelectual de sua obra.

Embora desde cedo tenha realizado o álbum David Bowie e diversas canções, Bowie só chamou a atenção do público em 1969, quando a canção “Space Oddity” alcançou o quinto lugar no UK Singles Chart. Após um período de três anos de experimentação, que incluem a realização de dois significativos e influentes álbuns, The Man Who Sold the World (1970) e Hunky Dory (1971), ele retorna em 1972 durante a era glam rock com um alter ego extravagante e andrógino chamado Ziggy Stardust, sustentado pelo sucesso de “Starman” e do aclamado álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Seu impacto na época foi um dos maiores cultos já criados na cultura popular.  Em 1973, o disco Aladdin Sane levou Ziggy aos EUA. A vida curta da persona revelaria apenas uma das muitas facetas de uma carreira marcada pela reinvenção contínua, pela inovação musical e pela apresentação visual.

LER MAIS: https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Bowie

Os Cascalhos dos Poços Íntimos do Livro de Poesia “Alvéolos de Petit Pavê” de Ricardo Pozzo | Silas Corrêa Leite

pozzoBreve Resenha Crítica

Os Cascalhos dos Poços Íntimos do Livro de Poesia “Alvéolos de Petit Pavê” de Ricardo Pozzo

“Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada(…)/
Agora não espero mais aquela madrugada(…)/
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada/”

(Fé Cega, Faca Amolada, Milton Nascimento)

As vezes brinco de dizer que a Poesia é o meu “sábio chinês” que me resgatou do cárcere privado sem porcelana da vida vã, me cuidou como um triste cachorro craquento da pá virada, e ainda me preserva frutado como uma bananeira que já deu goiaba. Desacelerações de partículas na parte, poesia pode ser tudo e nada ao mesmo tempo, paradoxalmente isso mesmo: criar Poesia propriamente dita. Ou, talvez, Poesia é… ponhamos:  varreção de fragmentos e chorumes de subterrâneos mal resolvidos para debaixo do tapete dos palavrórios… O aparato técnico para mim, perdão, é não ter aparato técnico nenhum, as vias acadêmicas às vezes tripudiam sobre o inominável e matam a arte-criação. A subjetividade é, aqui e ali, um lampejo, ou ainda faz desandar a polenta da arte com lume neutro. Todas as alternativas são apenas alter-nativas… Aliás, a própria vida é uma poesia esperando tradução. A Poesia tem que ser levada até o mais extremo, ou não seria poesia, seria rima, ritmo, metáfora, e eu gosto da santa loucura-lucidez da poesia, que revisita os bulbos inomináveis das entranhas da angústia-vívere, da solidão-coivara, da tristeza-coxia e do terrível e indizível medo de sobreviver; como um dezelo íntimo, um ranço tácito, uma cruz que se extravasa na arte como cicatriz, na poesia como fermento, na criação como um tabule de mixórdia, feito então – como sequela – uma assustadora levitação lustral. Curto e grosso, a poesia também pode ser casca de banana-caturra no trapézio, a casca de tangerina na linha do horizonte, o arco-íris marrom, o chute na canela da escurez, a placa de sinalização estrambólica das erratas de percurso acidentado, o humor irônico dos suicidas, a própria faca de dois legumes das metáforas barulhadas, e ainda assim e por isso mesmo, talvez, as iluminuras de desvairados inutensílios com impropriedades de incompletudes, mais os bulbos paraexistenciais. Talvez até, um liquidificador de ideias mais as fugas das tentativas de abismos da vida como achadouros de cintilâncias…

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Dalton Trevisan e o apuro da crítica | Adelto Gonçalves

dalton trevisan                                                                                      I

       Nascido como tese de doutoramento na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), orientada pelo lendário professor Antonio Candido, Do vampiro ao cafajeste – uma leitura da obra de Dalton Trevisan (São Paulo, Hucitec, 1982), de Berta Waldman, professora-titular no Departamento de Letras Orientais da USP, ganha agora segunda edição acrescida de 17 artigos escritos nos últimos anos, com o título Ensaios sobre a obra de Dalton Trevisan (Campinas, Editora Unicamp, 2014), com apresentação de Hélio de Seixas Guimarães, prefácio de Modesto Carone e texto de orelha de Vilma Arêas.

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Salvador Dalí | Portrait d’artiste

Portrait d’un artiste qui fût à la fois peintre, sculpteur, publicitaire, qui côtoya et inspira nombre d’artistes de son époque.
Véritable génie, il s’imposa comme maître du dadaïsme puis du surréalisme et révolutionna l’art moderne.
Doué pour la provocation, autant que pour cultiver sa propre image, il a choqué ses contemporains, les a émus ou enragés, mais il ne laissait pas indifférent.

Les Femmes d’Alger | Pablo Picasso

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Les Femmes d’Alger est une série de quinze peintures numérotées, créées par Pablo Picasso en 1955.

La série a été inspirée par le tableau Femmes d’Alger dans leur appartement d’Eugène Delacroix exposé en 1834. Elle fait partie des œuvres par lesquelles Picasso rendait hommage à des peintres qu’il admirait et à leurs œuvres.

La série entière Les Femmes d’Alger a été achetée par Victor et Sally Ganz par la galerie Louise Leiris à Paris en juin 1956 pour 212 500 $.

La plupart des peintures individuelles de la série sont aujourd’hui exposées dans des musées ou font partie de collections privées.

Le 11 mai 2015, la version dite « O » est acquise pour 179,3 millions de dollars (soit 115 millions de livres sterling ou 125 millions d’euros), et devient ainsi le tableau le plus cher de l’histoire lors d’une vente aux enchères.

No Caminho dos Tornados

“No Caminho dos Tornados” é um documentário que pretende, para além de retratar as 3 semanas de aventura vividas pela equipa da Troposfera no interior dos Estados Unidos, ter uma acção pedagógica relativamente à meteorologia em Portugal, sensibilizando a população para o clima, para os meios existentes, para a forma como se formam os eventos severos e qual a sua predominância em Portugal.

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Caminho de Sangue – a luta contra o projeto da Al-Qaeda

978-972-25-2994-5_Caminho de SangueCaminho de Sangue revela-nos a emocionante história do exército subterrâneo que Osama bin Laden criou para atacar o seu alvo número um: a Arábia Saudita, o seu país natal. O objetivo era conquistar a terra das Duas Mesquitas Sagradas, o berço do islamismo, e, a partir daí, estabelecer um império islâmico com força suficiente para conquistar o Ocidente.

No entanto, longe da imagem de guerreiros santos obstinados que apresentam ao mundo, o grupo encontra-se dilacerado por lutas internas e falta de disciplina.

Partindo do acesso sem precedentes aos arquivos do governo da Arábia Saudita, entrevistas com funcionários superiores dos serviços secretos do Médio Oriente e Ocidente, bem como a militantes da Al-Qaeda capturados, e a vídeos exclusivos captados a partir das suas células, Caminho de Sangue narra a história da campanha terrorista da Al-Qaeda e da tentativa desesperada e determinada dos serviços de segurança interna da Arábia Saudita para a travar.

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Orson Welles | O verdadeiro jornalismo relata um facto, o jornalismo depravado alimenta-se dele.

orson welles 250«( …) o cinema não é um meio de informação mas de divertimento. Isto é verdade. Mas é igualmente verdade que o jornalismo entra em estreita concorrência com o cinema no domínio do entretenimento popular. O verdadeiro jornalismo relata um facto, o jornalismo depravado alimenta-se dele. De qualquer forma, nunca pode ir além da observação e do comentário. Se tenta ultrapassá-los encontramo-nos, nós cineastas, perante uma tentativa de concorrência no domínio, não apenas do entretenimento, mas também da ficção. “Tentativa” apenas pois não tem possibilidade de fabricar mesmo má ficção com a matéria bruta dos factos. Pois a ficção não é uma versão do que aconteceu. É o que teria podido acontecer, e não a versão de seja o que for. A ficção pede a invenção. O jornalismo impede-a»

Populismo vs República | Gloria Álvarez | Introdução de José Filipe da Silva

Com esta intervenção, de Glória Álvarez, fica quase tudo dito sobre o populismo que avassala a América latina e não só. Uma brilhante intervenção que disseca o sistema político e seus vícios, apontando, de forma brilhante, uma das possíveis soluções. O diagnóstico aponta o eterno calcanhar de Aquiles, tudo passa por uma revolução cultural. O poder de comunicação e síntese e a clareza da intervenção, tornam este vídeo imperdível.
Gloria Álvarez (Cidade da Guatemala, 09/03/1985) é uma cientista política guatemalteca conhecida por ser uma defensora do “libertarianismo” e uma das principais críticas do populismo na América Latina.

José Filipe da Silva

Fleuve de cendres | Véronique Bergen

fleuve_de_cendres20100424Obsédé par les fêlures de son amante, une femme se perd dans de singulières joutes passionnelles sur fond d’océan… Comment endurer les cinglantes lignes de fuite de Chloé, amazone à la troublante armure? Comment déchiffrer les langues intimes de son journal, vertigineuse tour de Babel intérieure dans laquelle cette dernière s’est enfermée à double tour? Comment surtout découvrir le code secret à même de pénétrer les mystérieux écrits d’Ossip, son grand-oncle survivant des camps qui vient de se jeter dans le mer? Au fil des jours se précise un tragique roman familial : la disparition des siens durant l’orgie de sang de la Seconde Guerre mondiale, l’interminable silence du dieu des Etoiles jaunes… D’une écriture visionnaire, Véronique Bergen conjugue les mille énigmes d’une passion à une hallucinatoire traversée des pulsions barbares du XXe siècle. Creusant les méandres d’un inépuisable panthéisme amoureux, elle nous happe dans la flamboyante folie de la guerre. – 4ème de couverture –
(date de publication : août 2008)

Centro Nacional de Cultura | Conversas de Fátima – Portugal 1917 | 12 de janeiro – 20h00 – Hotel D. Gonçalo – Fátima

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Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém e Guilherme d’ Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura

Ciclo de jantares-conferência ” Conversas de Fátima: Portugal 1917 – Estado, Sociedade – Razão e Fé” – 12 de janeiro | 20h00 Hotel D. Gonçalo – Fátima

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições – Contributo da Sociedade Civil – realiza-se a partir de janeiro de 2016, o 1º ciclo de ” Conversas de Fátima: Portugal 1917 – Estado, Sociedade – Razão e Fé”.

O jantar com o tema “Internacionalização: Fátima no Mundo” é o primeiro de um ciclo de jantares-conferência que decorrerão ao longo de 2016 e de 2017.

Serão oradores do primeiro jantar-conferência Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém e Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura.

Este evento é organizado pelo Centro Nacional de Cultura e conta com o apoio do Município de Ourém. A participação na iniciativa tem o custo de 20€ e as inscrições devem ser efetuadas junto do Centro Nacional de Cultura ou através do email tferreiragomes@cnc.pt.

Portugal é um país de escritores ricos | Alexandra Lucas Coelho in “Público”

alexandra lucas coelho

1. Há quase 20 anos um poema de Nuno Moura dizia Portugal é um país de poetas ricos. Hoje podemos dizer mais, Portugal é um país de escritores ricos. Ao contrário dos alemães, que não têm onde cair mortos e são pagos sempre que vão fazer uma leitura para poderem continuar a escrever, ou dos pelintras dos ingleses, que em 2015 bateram o recorde de candidaturas a subsídios de escrita, os portugueses são tão ricos que não precisam de dinheiro para pesquisar um livro, nem para viver enquanto o escrevem. Entretanto, dão o seu tempo a câmaras, bibliotecas, festivais, centros e demais instituições cada vez mais envolvidas na promoção da literatura. Em suma, se os escritores portugueses já não precisavam de dinheiro, em 2016 também já não precisam de tempo. Superaram a fase da criação, estão em pleno criacionismo: o livro é um PDF de Deus, vem já revisto e tudo.

2. Eis a ficção que tende a enredar estes abastados imortais que cada vez mais não escrevem a futura literatura portuguesa. Há dois motivos para falar deles agora: primeiro, Portugal voltou a ter Ministério da Cultura, e se o actual Governo fez disso bandeira há que cobrá-la na prática, ver como lidará com a falta de meios e equipas exauridas; segundo, nunca em Portugal tantas câmaras, bibliotecas e instituições com orçamentos se envolveram tanto na promoção da literatura. O Ministério da Cultura pode, por exemplo, retomar de alguma forma as bolsas de criação literária. Câmaras, bibliotecas e instituições com orçamento podem apoiar a criação. E esses apoios devem coexistir com meios novos na Internet, porque não asseguram o mesmo, como explicarei adiante.

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DANIEL YERGIN | O impacto mundial do gás de xisto dos EUA in negocios.pt

shale-gas-extractionA maior inovação na energia neste século, até agora, tem sido o desenvolvimento do gás de xisto e o recurso associado conhecido como “xisto betuminoso”. A energia de xisto situa-se no topo não apenas pela sua abundância nos Estados Unidos, mas também devido ao seu impacto mundial profundo – como os acontecimentos em 2014 continuarão a demonstrar.
O gás de xisto e o xisto betuminoso nos Estados Unidos estão já a transformar os mercados de energia mundiais e a reduzir quer a competitividade da Europa em comparação com os Estados Unidos quer a competitividade da indústria da China no geral. Trazem também mudanças na política mundial. De facto, como a energia de xisto pode mudar o papel dos Estados Unidos no Médio Oriente está a tornar-se um tema quente em Washington e mesmo no Médio Oriente.

Esta “revolução não-convencional” no petróleo e no gás não chegou rapidamente. A fracturação hidráulica – conhecida como “fracking” – surgiu por volta de 1947, e os esforços iniciais para adaptá-la a xisto denso começou no Texas no início da década de 80. Mas, não foi até ao final dos anos 90 e início da década de 2000 que o tipo específico de fracturação para o xisto, combinado com a perfuração horizontal, foi aperfeiçoada. E não foi até 2008 que o seu impacto na oferta de energia dos Estados Unidos se tornou notável.

Desde então, a indústria desenvolveu-se depressa, com o gás de xisto a representar actualmente 44% da produção total de gás natural dos Estados Unidos. Tendo em conta a oferta abundante, os preços do gás nos Estados Unidos têm descido para um terço daqueles que se verificam na Europa, enquanto a Ásia paga cinco vezes mais. O xisto betuminoso, produzido com a mesma tecnologia do gás de xisto, está a impulsionar a produção de petróleo dos Estados Unidos também, crescendo 56% desde 2008 – um aumento que, em termos absolutos, é superior à produção total de oito dos doze países da OPEP. De facto, a Agência Internacional de Energia prevê que, nos próximos anos, os Estados Unidos ultrapassem a Arábia Saudita e a Rússia e se tornem o maior produtor de petróleo do mundo.

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LETRAS-RESENHA CRÍTICA | ‘Goto’, Um Romance Pós-moderno | Adelto Gonçalves

gotosilasItararé, pequena cidade do Estado de São Paulo na divisa com o Paraná, ganhou notoriedade à época do movimento civil-militar de 1932 em que a alta burguesia paulista, desalojada do poder em 1930, tentou, de maneira desastrada, afastar pelas armas o regime instaurado igualmente à força por Getúlio Vargas (1882-1954), fazendeiro gaúcho que soube galvanizar o ressentimento das demais unidades da Federação contra a chamada política do “café com leite”.
Como se sabe, desde o advento da República, capitalistas paulistas e mineiros, praticamente, tinham o monopólio dos benefícios e benesses que a União poderia oferecer, usufruindo-os à exaustão, enquanto os demais Estados chafurdavam no subdesenvolvimento, quase todos entregues à espoliação promovida por suas oligarquias locais.
Em 1932, deu-se então o episódio da projetada batalha de Itararé, “aquela que não houve” porque as forças de um lado e de outro concluíram que não valia à pena levar adiante aquela guerra fratricida, com a capitulação das elites paulistas, que já haviam sido derrotadas em 1930, com o afastamento abrupto do presidente Washington Luiz (1869-1957). O episódio foi utilizado, de maneira jocosa, pelo jornalista, humorista e escritor Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971), conhecido por Apporelly, que passou a apresentar-se sob o falso título de nobreza de barão de Itararé.

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Lusofobia | Viriato Soromenho Marques in Diário de Notícias

Viriato-Soromenho-MarquesLula da Silva escolheu a Espanha para reativar um dos tiques culturais de alguma elite brasileira contra o colonizador português. Culpou Portugal pelo facto de a primeira universidade brasileira ter sido fundada apenas em 1922. Para além de ignorar as iniciativas lusas em matéria de ensino superior, em 1792, no Rio de Janeiro (Ciências Militares), e em 1808, na Bahia (Medicina), Lula fez cair para cima da herança lusa um século de independência brasileira (1822-1922). Como Pedro Calafate tem escrito, a procura de um paradigma não português para inspiração cultural alternativa atravessa todo o século XIX do país irmão. Não só o positivismo francês, imortalizado na bandeira nacional adotada em 1889, como um germanismo mítico, com Tobias Barreto, ou um indigenismo romântico em Gonçalves de Magalhães e Oswald de Andrade (tupi or not to be…). Contudo, Lula ignora os grandes vultos contemporâneos da Academia brasileira. Não só o luso tropicalismo de Gilberto Freyre, como os trabalhos monumentais de Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr. e Darcy Ribeiro. Lula ignora que em 1815 o Brasil ganhou o estatuto de reino. E que a história de Pedro I, imperador do Brasil, que foi também Pedro IV de Portugal, é uma singularidade irrepetível na história universal. Ignora que a Universidade de Coimbra (depois do fecho da de Évora) foi a única para todo um império pobre. Contudo, foi esse espírito coimbrão, que unia a elite brasileira, coeva de José Bonifácio, aliado à sábia estrutura administrativa portuguesa, que garantiu – em contraste com a total fragmentação da América Espanhola – a unidade do Brasil. Os pobres portugueses asseguraram a integridade desse chão que fará do Brasil uma das grandes potências mundiais do século XXI. Basta que o seu grande povo escolha líderes capazes de cultivar a história, em vez de a tratarem com os pés.

Fonte: http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/viriato-soromenho-marques/interior/lusofobia-4957487.html

Soumission | Michel Houellebecq

705046--BDans une France assez proche de la nôtre, un homme s’engage dans la carrière universitaire. Peu motivé par l’enseignement, il s’attend à une vie ennuyeuse mais calme, protégée des grands drames historiques. Cependant les forces en jeu dans le pays ont fissuré le système politique jusqu’à provoquer son effondrement. Cette implosion sans soubresauts, sans vraie révolution, se développe comme un mauvais rêve. Le talent de l’auteur, sa force visionnaire nous entraînent sur un terrain ambigu et glissant ; son regard sur notre civilisation vieillissante fait coexister dans ce roman les intuitions poétiques, les effets comiques, une mélancolie fataliste. Ce livre est une saisissante fable politique et morale.

Boas Pessoas, de David Lindsay-Abaire

Boas PessoasMargarida vive sozinha com a filha e trabalha na Loja de Tudo a Um Euro. A sua vida é dura, como é para a maior parte das pessoas que lutam dia-a-dia para pagar as contas.

Boas Pessoas é uma peça de gente comum, que sonha, sofre e se diverte, vive e trabalha numa grande cidade. Há quem se esforce para chegar ao topo, quem viva de caridade, quem não deva nada a ninguém e quem procure encontrar a sorte num jogo de azar.

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O Despertar da Força, de Phil Szostak

Star-WarsTodos os pormenores do making off de O Despertar da Força, desde a formação das equipas iniciais, à contratação de artistas e desenhadores nas sedes da LucasFilm e nos Pinewood Studios.
Vai ser possível acompanhar a fase de produção da Industrial Light&Magic, pela primeira vez com uma proximidade sem precedentes. Phil Szostak trabalhou como arquivista de imagem na Lucas Film
desde 2012 até o fim da produção do novo filme.

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‘Nós, poetas de 33’: uma coletânea imperdível | Adelto Gonçalves

Nós

I

       Foi Fernando Mendes Vianna (1933-2006), poeta nascido no Rio de Janeiro, quem teve a ideia de organizar uma antologia com poetas brasileiros nascidos em 1933 e passou-a a Joanyr de Oliveira (1933-2009), que de pronto a aceitou. A princípio, eles iriam organizá-la juntos, mas não se sabe até que ponto Mendes Vianna chegou a trabalhar nela, antes que fosse visitado pela indesejada das gentes, como diria Manuel Bandeira (1886-1968). Assim, a tarefa passaria para os ombros de Joanyr de Oliveira, que, se levaria a cabo a missão, escrevendo-lhe até a nota introdutória, igualmente não conseguiria vê-la impressa.

O próprio Joanyr de Oliveira chegou a encaminhar os originais ao editor Victor Alegria, que assumira o compromisso de publicar o livro diante do corpo sem vida de Mendes Vianna. Colaboraria na edição o poeta Anderson Braga Horta, nascido em 1934, mas “amigo de todos os poetas e o maior dentre todos nós que nos tornamos brasilienses”, no dizer do organizador.

Depois desses percalços, Nós, poetas de 33, de Joanyr de Oliveira, sai agora com apresentação de Kori Bolívia, presidente da Associação Nacional de Escritores (ANE) de 2012 a 2014, e três textos sobre a poesia de Mendes Vianna e um apêndice sobre a vida e a obra do organizador da coletânea.  Da obra ainda faz parte uma fortuna crítica com a opinião de críticos sobre livros do organizador, com destaque para o que diz José Louzeiro (1932) a respeito de O grito submerso (1980). Segundo Louzeiro, os versos “Demônios são anjos/ nas arcadas da ventania” só poderiam partir da concepção de um mestre, pois lembram os de Camilo Peçanha (1867-1926) e Mário de Sá-Carneiro (1890-1916).

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Don Quichotte de la Manche | Cervantès | Bibliothèque de la Pléiade | Gallimard

cervantèsIdée cadeau n° 6 : « Don Quichotte de la Manche » de Cervantès, dans la collection de la Bibliothèque de la Pléiade. Pour découvrir ou redécouvrir un incontournable grand classique de la littérature espagnole !

Édition et traduction de l’espagnol par Claude Allaigre, Jean Canavaggio et Michel Moner. Préface de Jean Canavaggio.

Don Quichotte lui-même, au seuil de la «Seconde partie» (1615), n’en croit pas ses oreilles : «Il est donc vrai qu’il y a une histoire sur moi?» C’est vrai, lui répond le bachelier Samson Carrasco, et cette histoire – la «Première partie» du Quichotte, publiée dix ans plus tôt –, «les enfants la feuillettent, les jeunes gens la lisent, les adultes la comprennent et les vieillards la célèbrent». Bref, en une décennie, le roman de Cervantès est devenu l’objet de son propre récit et commence à envahir le monde réel. Aperçoit-on un cheval trop maigre? Rossinante!
Quatre cents ans plus tard, cela reste vrai. Rossinante et Dulcinée ont pris place dans la langue française, qui leur a ôté leur majuscule. L’ingénieux hidalgo qui fut le cavalier de l’une et le chevalier de l’autre est un membre éminent du club des personnages de fiction ayant échappé à leur créateur, à leur livre et à leur temps, pour jouir à jamais d’une notoriété propre et universelle. Mais non figée : chaque époque réinvente Don Quichotte.
Au XVIIe siècle, le roman est surtout perçu comme le parcours burlesque d’un héros comique. En 1720, une Lettre persane y découvre l’indice de la décadence espagnole. L’Espagne des Lumières se défend. Cervantès devient bientôt l’écrivain par excellence du pays, comme le sont chez eux Dante, Shakespeare et Goethe. Dans ce qui leur apparaît comme une odyssée symbolique, A.W. Schlegel voit la lutte de la prose (Sancho) et de la poésie (Quichotte), et Schelling celle du réel et de l’idéal. Flaubert – dont l’Emma Bovary sera qualifiée de Quichotte en jupons par Ortega y Gasset – déclare : c’est «le livre que je savais par cœur avant de savoir lire». Ce livre, Dostoïevski le salue comme le plus grand et le plus triste de tous. Nietzsche trouve bien amères les avanies subies par le héros. Kafka, fasciné, écrit «la vérité sur Sancho Pança». Au moment où Freud l’évoque dans Le Mot d’esprit, le roman est trois fois centenaire, et les érudits continuent de s’interroger sur ce qu’a voulu y «mettre» Cervantès. «Ce qui est vivant, c’est ce que j’y découvre, que Cervantès l’y ait mis ou non», leur répond Unamuno. Puis vient Borges, avec «Pierre Ménard, auteur du Quichotte» : l’identité de l’œuvre, à quoi tient-elle donc? à la lecture que l’on en fait?
Il est un peu tôt pour dire quelles lectures fera le XXIe siècle de Don Quichotte. Jamais trop tôt, en revanche, pour éprouver la puissance contagieuse de la littérature. Don Quichotte a fait cette expérience à ses dépens. N’ayant pas lu Foucault, il croyait que les livres disaient vrai, que les mots et les choses devaient se ressembler. Nous n’avons plus cette illusion. Mais nous en avons d’autres, et ce sont elles, peut-être – nos moulins à vent à nous –, qui continuent à faire des aventures de l’ingénieux hidalgo une expérience de lecture véritablement inoubliable.

BOUALEM SANSAL | 2084 – La fin du monde

SansalL’Abistan, immense empire, tire son nom du prophète Abi, «délégué» de Yölah sur terre. Son système est fondé sur l’amnésie et la soumission au dieu unique. Toute pensée personnelle est bannie, un système de surveillance omniprésent permet de connaître les idées et les actes déviants. Officiellement, le peuple unanime vit dans le bonheur de la foi sans questions.
Au cœur d’un enfer religieux c’est une vision totalitaire glaçante et terrible que l’auteur du “Village de l’Allemand” a imaginé avec audace et un talent indéniable. Superbe hommage à “1984” d’Orwell, 2084 est un excellent roman qui ne laisse pas indifférent et interroge sur le monde d’aujourd’hui.
Stupéfiant ! by Stéphanie F. (Librarian) 

Desigualdade num Mundo Globalizado – a conferência.

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A conferência do economista norte-americano Joseph E. Stiglitz, hoje na Fundação Calouste Gulbenkian. O conferencista é um dos autores mais influentes em matéria de desigualdade e uma das vozes mais críticas da globalização comercial e financeira, e um dos poucos que anteciparam a crise internacional desencadeada em 2008, sobre a Desigualdade num Mundo Globalizado.

Desigualdade num Mundo Globalizado

JosephEStiglitzConferência do economista norte-americano Joseph E. Stiglitz, um dos autores mais influentes em matéria de desigualdade e uma das vozes mais críticas da globalização comercial e financeira, e um dos poucos que anteciparam a crise internacional desencadeada em 2008, sobre a Desigualdade num Mundo Globalizado.

Desigualdade num Mundo Globalizado
Conferência por Joseph Stiglitz
Terça, 1 dez 2015  |  18:30
Grande Auditório

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A minha amiga é negra | Ferreira Fernandes | in DN 28-08-2015

ferreira-fernandesA minha amiga é negra. Ainda há pouco eu não me lembraria de o dizer. Nesta semana, ela obrigou-me. Claro, não foi do género “olha, escreve lá no teu jornal que sou negra”. Foi assim, ela estava a fazer uma coisa solene e ficou de cara levantada – dizia uma jura pública – olhando-nos, olhos nos olhos, a mim e a vocês também. Eu disse-me: está bem, Francisca, eu digo.

Ao João, seu irmão, ele morreu há dois anos, eu até já chamei “preto”. Ele, o mais cosmopolita dos meus amigos, apareceu-me com uns sapatos a que os americanos chamam spectators. E chamam bem, porque, de couro negro ou castanho e pala branca, os spectators atraem a atenção e só ficam bem a quem os ousa usar. Invejo-os, porque me sei disléxico de alfaiataria. Foi o que talvez me tenha levado a dizer ao João: “Pareces um preto de Nova Orleães…” Ele gostou, olhou para os sapatos e pôs-me a mão no ombro: “São bonitos, não são?” Acho que se permitiu a superioridade, a mão no ombro, porque se aproveitou da minha nítida desvantagem no vestir. Geralmente os irmãos Van Dunem tratam-me com menos sobranceria. Nem tanto por mim, suspeito, mas porque eu fui “o amigo do Zé”, o mais velho dos irmãos.

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Não lhes perdoo! | Francisco Seixas da Costa | in Blog Duas ou Três Coisas

FranciscoSeixasdaCostaAcaba hoje aquela que constitui a mais penosa experiência política a que me foi dado assistir na minha vida adulta em democracia. Salvaguardadas as exceções que sempre existem, quero dizer que nunca me senti tão distante de uma governação como daquela a que este país sofreu desde 2011.
Não duvido que alguns dos governantes que hoje transitam para o passado tentaram fazer o seu melhor ao longo destes cerca de quatro anos e meio. Em alguns deles detetei mesmo competência técnica e profissional, fidelidade a uma linha de orientação que consideraram ser a melhor para o país que lhes calhou governarem. Mas há coisas que, na globalidade do governo a que pertenceram, nunca lhes perdoarei.
Desde logo, a mentira, a descarada mentira com que conquistaram os votos crédulos dos portugueses em 2011, para, poucas semanas depois, virem a pôr em prática uma governação em que viriam a fazer precisamente o contrário daquilo que haviam prometido. As palavras fortes existem para serem usadas e a isso chama-se desonestidade política.
Depois, a insensibilidade social. Assistimos no governo que agora se vai, sempre com cobertura ao nível mais elevado, a uma obscena política de agravamento das clivagens sociais, destruidora do tecido de solidariedade que faz parte da nossa matriz como país, como que insultando e tratando com desprezo as pessoas idosas e mais frágeis, desenvolvendo uma doutrina que teve o seu expoente na frase de um anormal que jocosamente falou, sem reação de ninguém com responsabilidade, de “peste grisalha”. Vimos surgir, escudado na cumplicidade objetiva do primeiro-ministro, um discurso “jeuniste” que chegou mesmo a procurar filosofar sobre a legitimidade da quebra da solidariedade inter-geracional.

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Carlos Nejar: o espetáculo da palavra | Adelto Gonçalves

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Se como ensina o professor Massaud Moisés (1928), em A criação literária. Prosa II (São Paulo, Editora Cultrix, 19ª ed., 2005), prosa poética é a fusão da poesia e da prosa, caracterizada pela musicalidade, pela metaforização abundante e a divisão da frase em segmentos que recordam a cadência do verso, O feroz círculo do homem (Taubaté-SP, Editora Letra Selvagem, 2015), de Carlos Nejar (1939), preenche todos esses requisitos. Constitui, portanto, um romance escrito inteiramente em prosa poética.

Como observa o jovem escritor, jornalista e crítico Diego Mendes Sousa (1989) no posfácio que escreveu para este livro, em dez capítulos de O feroz círculo do homem, o leitor pode escutar a voz de Carlos Nejar ecoar no pensamento do relator Tibúrcio Dalmar, personagem enveredado na arte de guardar as sombras das almas no sótão de um tenda localizada em Pontal do Orvalho – entre o cimo do monte e as margens do rio João Aragem – que toma a forma de uma Caverna circular, governada pelo enigmático Círculo.

Como logo percebe o culto leitor, o livro recorre à alegoria da caverna, também conhecida como parábola da caverna, mito da caverna ou prisioneiros da caverna, passagem escrita por Platão que se encontra na obra intitulada A República (Livro VII) em que o filósofo grego procura mostrar como o ser humano pode se libertar da condição de escuridão que o aprisiona através da luz da verdade. Nessa obra, Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

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O romance de Adelto | Anderson Braga Horta

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O professor Adelto Gonçalves é conhecido e enaltecido pelo exercício da crítica literária, função que desempenha com segurança, simpatia e estilo tanto nos modernos meios de comunicação virtual — importantes sites do País e do exterior, notadamente Portugal — quanto em órgãos da imprensa tradicional. A qualidade, a frequência e a intensidade desse trabalho, uma das mais louváveis exceções à tendência dos grandes periódicos, hoje, de eliminar a resenha crítica regular a cargo de profissionais “do ramo”, competentes e respeitados, fazem, por si sós, benemérita a pena do escritor.

A crítica registra e analisa a produção literária, atuando como fiel e guia do leitor e armazenando, para os historiadores e estudiosos do setor, informações sem as quais a pesquisa seria um perder-se na floresta, cada vez mais densa e intrincada, dos produtos e despejos editoriais. Sem a crítica restam a publicidade e a resenha expositiva, cumpridoras, é certo, de um papel respeitável, mas incapazes, por definição, de ir ao âmago da criação literária, em termos de técnica, de humanismo e de arte.

Além disso, é autor de ensaios literários, históricos e biográficos como, apenas exemplificando, os que dedicou a Bocage, Tomás Antônio Gonzaga e Fernando Pessoa, que lhe aumentaram a notoriedade e lhe granjearam justos prêmios.

Finalmente, sabemo-lo autor de narrativas ficcionais, como os contos de Mariela Morta (sua estréia, em 1977) e o romance Barcelona Brasileira, publicado em Lisboa, em 1999, e em São Paulo, em 2002. Quanto a mim, tomo conhecimento direto desta sua faceta de escritor apenas agora, com a recente publicação, por LetraSelvagem, da segunda edição de Os Vira-Latas da Madrugada. Tendo-o escrito no final da adolescência, refundiu-o em 1977-78, vindo essa versão a merecer destaque, dois anos depois, no Prêmio Nacional José Lins do Rego, da editora José Olympio, que o publicou em 1981.

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Extrema Esquerda – Porque não fizemos a revolução?

Extrema Esquerda RTP

No início dos anos 60 do século XX, o movimento extrema-esquerda nasce em Portugal com uma dissidência do Partido Comunista Português, inspirada de certa forma no conflito entre o Partido Comunista soviético e o Partido Comunista chinês e nas diferentes interpretações da estratégia de implantação do comunismo.

Este projeto é um repositório de história verbal, apoiado numa recolha de documentação, que conta com a participação de todos os interessados em contribuir para o crescimento do deste projeto de multimédia através dos seus depoimentos e documentos. Para o desenvolvimento deste projeto e sua continuidade é fundamental a parceria com o IHC – Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, o Centro de Documentação 25 de abril, da Universidade e o Mural Sonoro como garante do rigor histórico.

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Lettre d’Egon Schiele à Anton Peschka

egonL’œuvre de l’artiste autrichien Egon Schiele (1890-1918) constitue une véritable ode au mouvement, à la chair, à l’érotisme et à la nature. Si l’on connaît de lui de nombreuses toiles et dessins, ses poèmes et lettres restent plus confidentiels. Dans ce billet qu’il adresse à son ami le peintre Anton Peschka, cet « éternel enfant » témoigne d’une admiration sans cesse renouvelée pour toutes les beautés que le monde est en mesure de prodiguer.

1910

(Vienne)

Peschka ! […] Je brûle d’envie d’aller dans la forêt de Bohême. Mai, juin, juillet, août, septembre : il faut absolument que je voie quelque chose de nouveau, que je l’explore ; je veux déguster les eaux sombres, voir craquer des arbres, des airs sauvages, regarder ébahi des haies de jardin pourrissantes, y surprendre le foisonnement de la vie, entendre bruire les bouquets de bouleaux, frémir les feuilles ; je veux voir la lumière, le soleil, et savourer les humides vallées du soir au vert bleuissant, épier l’éclat fugace des poissons dorés, voir se former les blancs nuages, je voudrais parler aux fleurs. Scruter l’intimité des brins d’herbe, des hommes au teint rose, parler de dignes vieilles églises, de petites chapelles, je veux parcourir sans trêve des collines verdoyantes, parmi de vastes plaines, je veux baiser la terre, humer les tendres, chaudes fleurs des mousses. Alors je donnerai forme à de belles choses : des champs de couleurs…

Au petit matin, je voudrais revoir le soleil se lever, être libre de regarder la terre respirer, dans la lumière vibrante.

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Ardenas 1944, de Antony Beevor

WebA última jogada de Hitler.
No dia 16 de dezembro de 1944, Hitler deu início à sua «última jogada» nas florestas e desfiladeiros cobertos de neve das Ardenas. Estava convicto de que seria capaz de dividir os Aliados se os empurrasse até Antuérpia, obrigando os canadianos e os britânicos a saírem da guerra. Embora os seus generais tivessem dúvidas sobre o êxito da ofensiva, os oficiais mais jovens e menos graduados estavam desesperados por acreditar que as suas casas e as suas famílias podiam ser salvas do Exército Vermelho, que se aproximava, vingador, de leste. Muitos exultavam perante a expectativa de contra-atacar. A ofensiva nas Ardenas, que envolveu mais de um milhão de homens, tornou-se a maior batalha da guerra na Europa Ocidental. As tropas americanas, apanhadas de surpresa, deram por si a lutar contra dois exércitos de Panzers. Os civis belgas fugiram, justificadamente com receio da vingança alemã. O pânico espalhou-se até Paris. Muitos americanos desertaram ou renderam-se, mas muitos outros mantiveram-se heroicamente firmes, atrasando o avanço alemão. O inverno rigoroso e a selvajaria da batalha tornaram-se comparáveis aos da frente ocidental. E depois dos massacres da Waffen-SS, até os generais americanos deram a sua aprovação quando os seus homens mataram alemães que se rendiam. A Batalha das Ardenas quebrou finalmente a Wehrmacht.

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AS GRANDES DIVAS DO SÉCULO XX, de Luciano Reis

Grandes Divas LRNomes como Amália Rodrigues, Laura Alves, Milú, Beatriz Costa, Maria Matos ou Amélia Rey Colaço, entre muitas outras, marcaram definitivamente o mundo do espectáculo português ao longo do século XX.

Os rostos destas divas são-nos familiares desde sempre, algumas das suas míticas interpretações em filmes ou peças de teatro são ainda recordadas, as suas canções pertencem já ao património colectivo.

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O Candidato Improvável – Sampaio da Nóvoa

Nóvoa«As palavras que procurei ao longo da minha vida, do meu trabalho e que agora compartilho convosco: liberdade, futuro e compromisso.»

ANTÓNIO SAMPAIO DA NÓVOA, O Candidato Improvável, de Filipe S. Fernandes.

António Sampaio da Nóvoa foi reitor da Universidade Clássica de Lisboa entre 2006 e 2013, tendo sido o grande obreiro da fusão entre esta universidade e a Universidade Técnica de Lisboa.
A capacidade de dar uma dimensão maior aos cargos que ocupa fez dele uma voz contra a austeridade e a falta de alternativas, que teve o momento alto no discurso oficial do Dia de Portugal, das Comunidades e de Camões a 10 de Junho de 2012 em Lisboa.
Nesse mesmo dia nasceu um candidato à Presidência da República.

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Cinco novelas e algumas surpresas | Adelto Gonçalves

PENTAGRAMA - CAPA -C CAPAI

Com uma linguagem realista que descreve sem nenhum disfarce não só o mundo cão das favelas cariocas como as histórias de algumas das muitas vidas desfeitas pelo turbilhão produzido pela intervenção militar na vida constitucional do País em 1964, Helio Brasil contempla o leitor em Pentagrama acidental (Rio de Janeiro, Ponteio, 2014) com cinco novelas bem estruturadas e arquitetadas, não fosse ele um experiente arquiteto e urbanista, além de professor universitário com vasto currículo e experiência.

No posfácio que escreveu para este livro, o também professor Ivan Cavalcanti Proença, mestre e doutor em Literatura Brasileira, autor de obras clássicas como A ideologia do cordel, Futebol e palavra e O poeta do eu, este último sobre o poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), diz que Helio Brasil é, hoje, um dos mais importantes ficcionistas brasileiros, embora não seja dado a procurar a divulgação de seu trabalho na mídia nem frequentar a roda-viva oficial dos intelectuais.

“Seus livros, inclusive o artesanal texto-memória, recente, sobre a infância em São Cristóvão, constituem prova de seriedade intelectual, competência e extrema lucidez na seleção de temas que compõem sua obra”, diz.

Proença aponta a novela “Corte e costura” como o carro-chefe do volume, incluindo-a entre os textos mais significativos da contemporânea ficção brasileira. De fato, poucos ficcionistas hoje no Brasil teriam tanta habilidade verbal e gênio para produzir uma narrativa tão realista como esta, sem perder o compromisso com o fazer literário, tornando os seus personagens figuras inesquecíveis para o leitor.

A novela conta a história de um casal separado pelas consequências nefastas do golpe militar, que tanta infelicidade trouxe para muitas famílias brasileiras. Loreta, 20 anos, dona de casa que fazia da atividade como costureira um meio para reforçar o orçamento doméstico, vivia no Rio de Janeiro com Erasmo, jovem professor universitário, que, de repente, envolvido nas malhas do movimento de resistência pelas armas ao regime militar (1964-1985).

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José Luís Peixoto | Em Teu Ventre

jlpeixoto 300Em iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Fátima

José Luís Peixoto apresenta em Fátima romance que retrata tempo das aparições 

“Para mim hoje é um dia muito feliz”. Foram estas das primeiras palavras que o escritor José Luís Peixoto proferiu em Fátima na apresentação do seu último livro, “Em teu ventre”, no dia em que a obra chegava às livrarias em Portugal, a 23 de outubro.

Isto porque aquando do convite para vir a Fátima apresentar um dos seus livros no Festival Literário que a autarquia local levará a efeito em novembro, José Luís Peixoto encontrava-se precisamente a escrever esta sua obra em que pretendeu retratar de um ponto de vista novo o tempo das aparições de Fátima, e ainda não tinha dado conhecimento público do que fazia. Esta coincidência, referiu, “teve um significado imenso para mim e fez-me um sentido que não consegui explicar completamente, mas nem tudo precisa de ser explicado”.

A apresentação em Fátima, numa organização da Junta de Freguesia, teve lugar na Escola de Hotelaria, com casa cheia, e antecedeu o lançamento do “Tabula Rasa – Festival Literário de Fátima”, agendado para 18 a 22 de novembro próximo.

“Em teu ventre” foi apresentado por Miguel Real, escritor, ensaísta e professor de Filosofia, que qualificou o livro como “um dos melhores romances de José Luís Peixoto”.

O romance, que o próprio autor designa de novela, embora ficcional, assenta em figuras e acontecimentos relacionados com as aparições de Maria em Fátima, em 1917. “As aparições não são narradas, os seus efeitos são”, disse Miguel Real.

Por seu lado, o autor sublinha que “o livro é constituído por duas grandes dimensões”: a coletiva, “que tem que ver com a memória histórica, com a dimensão que diz respeito a todos, à história de Portugal e à história deste episódio do catolicismo”, e a dimensão “da reflexão sobre as mães”.

José Luís Peixoto recordou que “desde que disse que tinha escrito um livro sobre a memória histórica de 1917”, a pergunta mais recorrente que lhe é colocada é “Como podes escrever sobre isso?”. Para o autor, Fátima, trata-se de “um tema muito relevante da história portuguesa do Século XX, da memória histórica de Portugal”.

Como fontes principais para “Em teu ventre”, o autor usou as “Memórias da Irmã Lúcia” e a obra “Era uma Senhora mais brilhante que o Sol”, do padre João M. de Marchi.

Narrado pela personagem Deus, a personagem principal do livro é Lúcia, um três videntes, escolhida precisamente porque “é a mais velha, a única que viu, ouviu e falou, e por ser aquela que nos deu conta dessa história”.

Para José Luís Peixoto, a obra “é um objeto literário, não é um documento histórico, mas era importante que tivesse algum rigor”, daí que, “não sendo realista, tem aspetos enganchados no realismo”. Até mesmo temporalmente a narração está marcada entre maio e outubro, meses das aparições.

Após a apresentação de “Em teu ventre” teve lugar o lançamento do “Tabula Rasa – Festival Literário de Fátima”. A noite terminou com uma sessão de autógrafos de José Luís Peixoto.

Em serviço de assessoria de imprensa para a Junta de Freguesia de Fátima :

LeopolDina Reis Simões – Assessoria de Imprensa e Comunicação

dinareissimoes@gmail.com

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(351) 962 747 440

Vidas (e obras) de poetas | Adelto Gonçalves

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Desde que Caio Suetônio Tranquilo (70d.C.-122d.C.), no começo do século II, escreveu De grammaticis, coleção de resumos biográficos de gramáticos,  retóricos e poetas  romanos (Terêncio, Virgílio, Horácio e Lucano), que faz parte de uma obra mais ampla, De uiris illustribus, ficou claro que o tema sempre renderia textos excepcionais. Proclamações (Brasília, Editora Thesaurus, 2013), de Anderson Braga Horta (1936), livro que reúne dez ensaios e conferências sobre onze poetas brasileiros, segue essas pegadas e não foge à regra.

Até porque o seu autor não só é um fino e consagrado poeta como um crítico e ensaísta de alto quilate, que sabe que o seu ofício não se resume à inspiração – ainda que sem ela não exista poesia, como diria Lêdo Ivo (1924-2012) –, mas que é preciso também conhecer a técnica e saber como aplicá-la ou deter conhecimento para reconhecê-la e, ao mesmo tempo, detectar os defeitos que cometem os seus utilizadores.

Por isso, só mesmo quem domina à exaustão a técnica do fazer-poético poderia escrever o ensaio “Os erros de Castro Alves”, texto que deveria ser lido não só por candidatos ao ofício como por todos aqueles que se interessam por poesia e mesmo por alguns bardos com obra já conhecida. Munido de vasto conhecimento, o ensaísta rebate várias acusações que se apresentam infundadas e que pretendiam mostrar que o bardo baiano teria cometido deslizes de linguagem e tropeços métricos.

Para o ensaísta, não há em Castro Alves (1847-1871) nenhuma insuficiência de linguagem e muito menos erros métricos que possam tirá-lo do panteão da poesia brasileira. Muitas vezes, como diz, os pretensos erros não passam de licença poética ou palavras que seriam acentuadas de outra forma ao tempo do poeta. São os casos de blásfemo por blasfemo,  Niagara por Niágara ou nenufares por nenúfares, entre outros.

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FOLIO – Festival Internacional de Óbidos

Folio 2015

Arranca amanhã, na vila de Óbidos, a primeira edição do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos. O escritor angolano José Eduardo Agualusa é o curador do Folio Autores e, na altura da apresentação do projeto, afirmou que esta será “uma grande festa da literatura, do livro e das ideias, muito focada na língua portuguesa e na lusofonia, em particular no Brasil, mas sem esquecer o resto do mundo.”

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Relatos da vida dura | Ademir Demarchi

vira-latasOs vira-latas da madrugada se passa às margens do cais santista com personagens que fazem rememorações da época do tenentismo da Coluna Prestes, passam pela Época Vargas e chegam até o período pré-golpe de 1964. Por esse dado já se poderia esperar que o Porto de Santos e sua intensa vida sindical fossem os personagens principais.

            Há um forte fundo político neste romance, no entanto o autor coloca o Porto e a vida sindical no entorno e põe à frente da cena personagens que vivem entre o bairro Paquetá e zona de prostituição nas proximidades do Centro. Trata-se de uma região decadente, até hoje, tal como é a vida das pessoas retratadas, que compreendem ex-sindicalistas, moídos no cacete repressivo, punguistas, jornaleiros, vendedores de jogo de bicho, catadores de restos que caem no transporte antes de chegar aos navios, mendigos, engraxates, prostitutas e jovens aprendizes de todo tipo de sobrevivência.

            A narração, assim, vai para as rebarbas do Porto e mostra a vida e o que pensam esses personagens. Marambaia destaca-se percorrendo todo o livro. Agora um velho decadente vendedor de apostas do jogo do bicho, que atuara na Coluna Prestes, militante comunista em viagem à União Soviética, sindicalista e ativo grevista, com numerosas prisões e cacetes levados da repressão. Seu percurso dá o tom do romance, indo da juventude encantada com a revolução até acabar-se com a loucura foquista de tacar fogo num bonde e invadir o Paço Municipal, anunciando a Revolução.

            À sua volta convive uma penca de marginais, ladrõezinhos que dão título ao livro, os vira-latas da madrugada; gente como o negro artesão Angola, cuja história se desdobra de sua vinda do Nordeste para o Sul, correndo a vida com Peremateu, um ilusionista argentino, com quem aprendeu a fazer esculturas, até que acaba só, em Santos, velho e já ensinando o ofício a um moleque, o Pingola. Angola é um inveterado jogador no bicho e no dia em que, amargurado, joga uma bolada que ganhou na venda de estatuetas, ganha, mas não leva, porque morre atropelado. Seu maior prêmio é dado por Marambaia, como vingança contra a pobreza de todos, que paga o prêmio e compra um túmulo no cemitério do Paquetá, onde era enterrada a gente fina de Santos.

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Homenagem a André Carneiro | Itaú Cultural‏

O poeta arrudA e o músico Peri Pane conduzem o espetáculo Confissões do Inexplicável, uma homenagem-performance a André Carneiro, morto em outubro de 2014 e considerado um dos grandes autores de ficção científica do Brasil. Os convidados Luiz Bras, Eunice Arruda, Carlos Rosa, Ava Rocha, Elisa Band e Joana Egypto celebram a obra do autor com leituras de textos, música, dança e VJing.

Com curadoria de Marcelino Freire, o AuTORES EM CENA transforma escritores em atores. Em vez de leituras, o evento propõe espetáculos teatrais baseados nos textos dos autores.

Apresentação gravada no programa AuTORES EM CENA em 19 de junho de 2015, no Itaú Cultural, em São Paulo/SP.

Palácio da Fazenda, um tesouro arquitetônico | Rio de Janeiro | Adelto Gonçalves

                              Convite Lancamento Tesouro (2)

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A história do Palácio da Fazenda, construção de 1943 que se destaca na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro, é o que contam os arquitetos, professores e pesquisadores Helio Brasil e Nireu Cavalcanti em Tesouro (O Palácio da Fazenda, da Era Vargas aos 450 anos do Rio de Janeiro), edição comemorativa e fora do comércio, publicada com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e o apoio das empresas Carvalho Hosken Engenharia, Petróleos Ipiranga, Lopes Machado/BKR Auditores e Top Down Sistemas.

Construído para abrigar o Ministério da Fazenda, o antigo Tesouro da época do Império e Real Erário do tempo colonial, o vetusto prédio tem sido palco de acontecimentos de relevância na história do País e até hoje é o local preferido para despachos ou encontros promovidos pelo ministro da Fazenda, a despeito da transferência do órgão para Brasília quando da inauguração da atual Capital da República.

Considerado patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro, o prédio, projeto do arquiteto Luiz de Moura (1909-?), apresenta uma entrada principal baseada na arquitetura de um templo grego, ocupando uma quadra inteira de 9.360 metros quadrados de terreno e 14 pavimentos de altura. A construção abrange uma área privilegiada na Avenida Presidente Antônio Carlos, no centro da cidade do Rio de Janeiro, destacando-se na paisagem como uma das mais significativas representações do estilo neoclássico, tendo sido seu conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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A Nave dos Loucos | Ana Cristina Leonardo

nave dos loucosA Europa anda atarantada. Como na “Viagem ao Centro da Terra” de Verne, a temperatura aumenta e bússola está completamente enlouquecida. Os ventos sopram fora de controle. De norte a sul, de este a oeste, as opiniões saltitam entre a compaixão e a repulsa, o medo e o remorso. Viktor Orbán, o húngaro musculado com lugar em Bruxelas, não tem dúvidas. “Estão a invadir-nos. Não estão apenas a bater à porta, estão a deitar a porta abaixo. A Hungria e toda a Europa estão em perigo.” A estas palavras, Giovanni Drago, o herói de “O Deserto dos Tártaros”, esse maravilhoso romance de Dino Buzzati, teria decerto despertado da sua letargia, o inimigo finalmente chegado à Fortaleza. Algo de semelhante se diga para Aldo, o jovem aristocrata de Orsenna que parte para o mar das Sirtes, destacado para a fronteira que separa Orsenna do Farguestão, Estados rivais marcados por uma guerra surda de três séculos que ele irá de novo despertar, segundo se conta nesse livro parente da obra de Buzzati, “A Costa das Sirtes”, de Julien Gracq. E poder-se-ia acrescentar Ivo Andrié, o Nobel bósnio que nos faz regressar ao século XVI, aos Balcãs, aí onde o grão-vizir Mehmet – Paxá decide erigir uma ponte sobre o rio Drina que liga até hoje as duas margens, ponto de partida do épico do mesmo nome (“A Ponte Sobre o Drina”).

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Umberto Eco

“É impossível pensar o futuro se não nos lembrarmos do passado. Da mesma forma, é impossível saltar para a frente se não se der alguns passos atrás. Um dos problemas da atual civilização – da civilização da internet – é a perda do passado.” Umberto Eco

eco

 

a abril quando entrevistámos Umberto Eco no seu apartamento em Milão. Atendeu o intercomunicador e abriu a porta de casa, revelando a sua alta figura e a cordialidade que seria uma constante durante a conversa. De eterno cigarro apagado entre os dedos – desistiu de fumar mas não se desfez do gesto – ofereceu café e sentou-se na sua poltrona de cabedal. Falámos da infância, da escrita, de jornalismo – central em “Número Zero”, o novo romance que saiu em maio em Portugal. Mas falámos também da Europa e dos longos processos migratórios que a configuraram. Para Eco, estamos a atravessar um deles e não será um caminho fácil nem desprovido de desafios. Eis alguns excertos da entrevista.

1. CULTURA NÃO QUER DIZER ECONOMIA

“Desde a juventude que sou um apoiante da União Europeia. Acredito na unidade fundamental da cultura europeia, aquém das diferenças linguísticas. Percebemos que somos europeus quando estamos na América ou na China, vamos tomar um copo com os colegas e inconscientemente preferimos falar com o sueco do que com o norte-americano. Somos similares. Cultura não quer dizer economia e só vamos sobreviver se desenvolvermos a ideia de uma unidade cultural.”

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VÍTOR ALVES: O Homem, o Militar, o Político

K_VitorAlves_altaA biografia daquele que é considerado por muitos como o homem mais importante do 25 de Abril. Escrito por Carlos Ademar com prefácio de António Ramalho Eanes.

Depois de ingressar na Escola do Exército, partiu para África, onde o contacto com a Guerra Colonial fez germinar no jovem alferes a consciência da incapacidade de o Estado Novo encontrar uma solução para o problema ultramarino, preocupação que o levará a ser investigado pela PIDE e que o levará a aderir ao MFA, de que será um dos líderes mais destacados. Em Democracia, Vítor Alves integrará o Conselho da Revolução, o Conselho de Estado e o Conselho dos Vinte.

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Fabrizio De André & Vinicio Capossela – Valzer Per Un Amore (London Symphony Orchestra)

Quando carica d’anni e di castità
tra i ricordi e le illusioni
del bel tempo che non ritornerà,
troverai le mie canzoni,
nel sentirle ti meraviglierai
che qualcuno abbia lodato
le bellezze che allor più non avrai
e che avesti nel tempo passato.

Manon ti servirà il ricordo,
non ti servirà
che per piangere il tuo rifiuto
del mio amore che non tornerà.

Ma non ti servirà più a niente,
non ti servirà
che per piangere sui tuoi occhi
che nessuno più canterà.

Ma non ti servirà più a niente,
non ti servirà
che per piangere sui tuoi occhi
che nessuno più canterà.

Vola il tempo lo sai che vola e va,
forse non ce ne accorgiamo
ma più ancora del tempo che non ha età,
siamo noi che ce ne andiamo
e per questo ti dico amore, amor
io t’attenderò ogni sera,
ma tu vieni non aspettare ancor,
vieni adesso finché è primavera.

Jacques Tati em Lisboa e no Porto

Após o enorme sucesso do ciclo dedicado a JACQUES TATI, que conta com a exibição da sua obra completa em versões digitais restauradas, a LEOPARDO FILMES e a MEDEIA FILMES apresentam uma nova programação para os filmes do cineasta francês, que poderão ser vistos no ESPAÇO NIMAS, em Lisboa, desde 17 de Setembro e até ao dia 7 de Outubro. No Porto, o TEATRO MUNICIPAL CAMPO ALEGRE continuará a exibir as obras de JACQUES TATI também até ao dia 7 de Outubro.

Conheça a programação aqui.

BCE | Aller vers un revenu de base pour relancer l’économie

BCE

La Banque centrale européenne pourrait relancer l’économie en commençant à distribuer un revenu de base.

La zone euro a clairement besoin d’un instrument économique, autant flexible que structurel, qui puisse être utilisé par la banque centrale pour relancer l’économie quand il en est besoin. Une politique s’engageant, même de façon minime, dans la mise en place d’un revenu de base pour le peuple répondrait précisément à ce besoin.

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ÉTATS-UNIS | Une pétition destinée aux candidats à la présidentielle pour soutenir le principe d’un revenu de base

revenu

Le réseau américain Basic Income Action (Action pour un revenu de base) a lancé début septembre une pétition pour le revenu de base qui sera adressée à tous les candidats déclarés pour les prochaines Présidentielles américaines. Extrait.

Nous vous appelons à soutenir le principe d’un revenu de base qui donnerait à chaque américain une somme d’argent suffisante pour subvenir à ses besoins de base.

Un revenu de base permettrait à chacun d’assurer sa sécurité financière quoi qu’il advienne de son travail ou de l’économie.

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2ª Edição ‘TROCA A TUA MANTA POR UM SORRISO’ | 2015

Troca a tua manta 2O Outono está à porta, mas o frio já se faz sentir em algumas noites deste Verão! Quem vive na rua abriga-se em cartão que, muitas vezes está molhado ou mesmo danificado…

A 1ª Edição desta Campanha foi um Sucesso, mas já não temos mais mantas! Foram todas distribuídas pelas pessoas sem abrigo, neste último Inverno, e as noites frias e de chuva estão a chegar.

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FOLI – todas as coisas têm ritmo.

A vida tem ritmo e está em constante movimento. A palavra para ritmo (nas tribos Malinké) é Foli. É uma palavra que abrange muito mais do que o tocar tambor, o baile, ou o som.  Encontra-se me cada parte da vida quotidiana. Neste filme não só se escuta e se sente o ritmo, também o vemos. 
É uma extraordinária mistura de imagem e som que alimenta os sentidos e nos recorda a todos o essencial que é.

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Setúbal celebra 250 anos de Bocage

Foto da CM de Setúbal

Os 250 anos do nascimento de Bocage são assinalados em Setúbal com um programa comemorativo que, ao longo de um ano, até setembro de 2016, promove a realização de vários eventos culturais.

As Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage, que incluem, por exemplo, concertos, exposições, apresentações de obras literárias e peças de teatro, procuram também, acrescentou, “internacionalizar mais Elmano Sadino”, além de “trazer Bocage para o século XXI”.

“Foi o que hoje se chamaria, um grande intelectual, ainda que esta palavra irrite meio mundo. Foi tradutor dos clássicos gregos, foi dramaturgo, foi um literato, foi um imenso poeta.”, Cristina Carvalho no  Das Letras.

Saiba mais sobre as comemorações em Setúbal aqui.

 

54 trunfos da literatura mundial

BCL_BertrandA Livraria Bertrand lança baralho de cartas literário, exclusivo.

Jogar com caras conhecidas, cortar uma vaza com um Prémio Nobel ou fazer paciências procurando os escritores de língua portuguesa. Tudo isto é possível, agora que a Livraria Bertrand vende, em exclusivo, o Baralho de Cartas Literário. São 54 cartas, todas ilustradas por André Kano.

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Mitos Urbanos, de Catarina Martins

 

K_MitosUrbanos_altaPortugal assistiu a alterações profundas nos últimos anos. Não há nenhuma família que não tenha sido confrontada com o desemprego, com a emigração ou com a perda de rendimentos. O espaço público conheceu amplos debates sobre as trajectórias do défice e da dívida, as flutuações na balança de pagamentos ou sobre o desemprego. A economia não é assunto de alguns; é a vida de todos.

Nos últimos meses temos sido inundados de novas previsões sobre o que nos espera e assistido à tentativa de reescrever o que aconteceu. O que ocorreu em Portugal nestes últimos anos é o tema deste livro, ao longo do qual são analisados os efeitos das políticas de austeridade no nosso país em áreas como a capacidade produtiva, o endividamento, o emprego, os salários ou o Estado Social, entre muitas outras, desmascarando as mentiras e o futuro que nos prepararam.

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