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Author Archives: Das Culturas
Santana | Smooth ft. Rob Thomas
Man it´s a hot one
Like seven inches from the midday sun
I hear you whisper and the words melt everyone
But you stay so cool
My Muñequita, my Spanish Harlem
Mona Lisa
Your´re my reason for reason
The step in my groove
O RETRATO DE MÓNICA | José Ferreira
Retrato de Mónica | Sophia de Mello Breyner Andresen
Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da «Liga Internacional das Mulheres Inúteis», ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria. Na vida, conheci muitas pessoas parecidas com Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta.Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.
«Contos Exemplares» – Sophia de Mello Breyner Andressen
Claudio Magris confirmado para o Literatura em Viagem – 2016
O LeV — Literatura em Viagem regressa em maio de 2016. Entre os dias 13 e 15 desse mês, Matosinhos volta a receber mais de uma dezena de autores, cientes da missão espinhosa que é salvar o mundo, contando-o.
Nesta décima edição do LeV, destaque para a presença do escritor, ensaísta e cronista Claudio Magris, o primeiro de uma mão-cheia de nomes internacionais que iremos anunciar, e um dos intelectuais europeus mais influentes da actualidade, numa altura em que a Europa atravessa uma das maiores crises de identidade das últimas décadas. Em Matosinhos, Claudio Magris, na companhia de autores que iremos anunciar ao longo das próximas semanas, irá reflectir sobre o mundo em que vivemos, e em que condições é que a Literatura poderá contribuir para salvá-lo. Como está a ideia de Ocidente? O que pode a ficção em face do real? O autor de Danúbio, rio que é metáfora de um continente, virá lançar as perguntas certas. As respostas ficam à responsabilidade de cada um.
Em maio a Biblioteca Municipal Florbela Espanca volta a servir de base às mais diversas viagens e interpretações literárias, a partir de debates, conversas e entrevistas com uma série de autores que marcam a escrita contemporânea.
O LeV — Literatura em Viagem é uma organização da Câmara Municipal de Matosinhos.
Mouvement scout : un effort sans frontières ?
Avião de papel – a máquina Lego.
Arthur Sacek foi convidado pela Elevation Digital Media para projetar uma máquina que construísse um avião de papel e o fizesse voar. O objetivo: rodar um filme publicitário para a divisão aeroespacial da Arrow Electronics.
Ombres portées | Leur représentation dans l’art occidental | E. H. Gombrich
Art et Artistes – Gallimard
Ombres portées. Leur représentation dans l’art occidental – E. H. Gombrich. Alors que les ombres portées sont, en général, utilisées pour attirer l’attention du spectateur, l’historien de l’art souligne et analyse ici leur relative rareté dans l’art occidental.
Traduit de l’anglais par Jeanne Bouniort. Préface de Neil Mac Gregor, introduction de Nicholas Penny. Première parution en 1996.
Il s’agit de regarder autour de soi pour remarquer les ombres projetées par les objets sur les surfaces environnantes, aussi bien en plein jour qu’à la lumière artificielle. Les artistes se servent des ombres portées pour attirer l’attention sur l’éclairage du tableau et pour donner plus de solidité aux objets qui interceptent la lumière. Ces ombres peuvent révéler la présence de quelqu’un ou de quelque chose en dehors de l’espace du tableau. Pourtant, comme le souligne E. H. Gombrich, elles n’apparaissent que çà et là dans l’art occidental, qui a plutôt tendance à les oublier ou à les éliminer.
Poema | Maria Isabel Fidalgo
Múltiplo e vário sobrou
o enigma do ser que sou.
Não sei se, fingindo,
Fui o que senti,
estilhaço de outros
que dentro vivi.
maria isabel fidalgo
( tela de Júlio Pomar sobre Pessoa).

Social democracia sempre | por Francisco Louçã | in Público (Tudo Menos Economia)
A direita portuguesa é um fado triste, para mais cantado com voz vinda do além (ou de fora).
Passos Coelho chama-lhe “social-democracia sempre” na sua esforçada recandidatura à continuidade em que promete renovação. Ora, o nome da candidatura, esta “social democracia sempre”, é uma floresta de enganos. O PSD, está bom de ver, não é um partido social-democrata, é de há muito um partido liberal pragmático que dá muito mais importância à venda da EDP ao capital internacional, mesmo que seja ao Partido Comunista Chinês, e ao corte das pensões, que festeja, do que a qualquer política distributiva, que abomina. Social-democracia não existe em Portugal, talvez excepto num partido meritório que vale 0,7%.
Chamar à aventura de austeridade e de liberalização, que a direita protagonizou, uma “social-democracia sempre” é por isso uma graça. Em homenagem do vício à virtude, Passos Coelho devia chamar-lhe somente pelas iniciais, SDS, pois com o nome PàF a artimanha resultou e é bem melhor que ninguém se lembre de perguntar pela tal da social-democracia.
David Bowie | Kate Moss | by © Ellen von Unwerth
L’enfant anarchiste | “Un roi à New-York” | Charlie Chaplin
Bibliothèques numériques : faut-il tourner la page ?
Le terme même de bibliothèque on le trouve pour la première fois, en Grèce, au IVe siècle avant Jésus-Christ. Le terme de numérisation, en tout cas dans le grand public, on l’enregistre pour la première fois dans une vallée de Californie, il y a à peu près 25 ou 30 ans. Il se trouve qu’en ce début du 21e siècle l’improbable est en train de se produire : les bibliothèques du monde entier se numérisent, une page se tourne pour les bibliothèques. Une page ou plutôt, des milliers ou des millions. Un exemple : la bibliothèque de France, en 2010, a mis à disposition du public via sa bibliothèque en ligne Gallica 2, près de 400 000 documents imprimés, cela représente un peu plus de 45 millions de pages. Cela dit, numérisation oui, mais pourquoi, pour qui, pour quoi faire, pour relever quel défi ? Géopolitis décrypte ce moment, transmission du savoir, entre connaissances du passé et technologies de l’avenir.
http://enseigner.tv5monde.com/fle/bibliotheques-numeriques-faut-il-tourner-la-page
Ne Me Quitte Pas | Nina Simone
VALÉRIO ROMÃO | DEZ RAZÕES PARA ASPIRAR A SER GATO
Capa e ilustração de Alex Gozblau
O novo livro de Valério Romão é um conjunto de dez contos. Histórias de personagens que de boa vontade trocariam as suas vidas com a de um gato, à excepção de um menino que daria tudo para não ter que ser o gato da Alice na festa da 4ª classe.
Neste livro é melhor ser gato que ser pobre (Razão 1); melhor do que ser gato-sapato num emprego abaixo de cão (Razão 2); antes gato que rato de biblioteca num curso para o desemprego (Razão 3); porque os gatos podem ter todos os defeitos, mas não são ga-a-a-a-gos (Razão 4); antes gato do que viver preso aos fios de uma existência entrevada (Razão 5); porque os gatos não pedem nem fazem juras de amor eterno (Razão 6); porque os gatos não têm problemas de visão (Razão 7); só quando se é ainda muito criança é que não se percebe a vantagem de ser gato – “eu não quero ser gato, não quero, não quero! “(Razão 8); porque ninguém leva a mal que um gato tenha uma vida assim-assim (Razão 9) “porque os gatos não são felizes, são melhores”, como se diz na Razão 10.
YVETTE K. CENTENO | Aniversário
Figura maior da cultura portuguesa, Yvette Centeno.
Poeta, ficcionista, dramaturga, ensaísta e tradutora, é, desde 1986, professora catedrática na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona desde 1974. Licenciada em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras de Lisboa (1963) com uma tese sobre Robert Musil e o Homem sem Qualidades, doutorou-se em Literatura Alemã, em 1979, com uma dissertação sobre A Alquimia e o Fausto de Goethe e um trabalho complementar sobre Thomas Vaughan, Um Filósofo Hermético do Século XVII.
Desde cedo se interessou pela simbologia, tendo orientado um seminário sobre Filosofia Hermética na obra de Fernando Pessoa, de 1976 a 1978, e tendo criado, em 1980, o Gabinete de Estudos de Simbologia, de que é directora. Mais recentemente, criou um núcleo de estudos dedicado ao Teatro e à Sociedade. Dirige a ACARTE, desde 1994, órgão ligado à Fundação Gulbenkian, que promove manifestações culturais em Lisboa em teatro, dança, literatura e música. No âmbito dos mestrados que organizou em Estudos Alemães e Estudos Literários Comparados, dirige um Seminário regular sobre Fernando Pessoa. Assegura também regularmente seminários de Literatura, História das Ideias e História da Cultura Alemã, constando do seu currículo numerosos seminários e conferências em universidades estrangeiras, com destaque para Paris, Bordéus, Berlim, Colónia, Madrid, Barcelona, Granada, Londres, Oxford e, mais recentemente, os Estados Unidos da América (Universidades de Harvard, Brown, Southern Massachussets e Tulane/New Orleans).
O Primeiro Rei de Portugal| D. Afonso Henriques
Eduardo Paes Mamede | Templo Xintoísta | Drawings by Francisco Simões
22 Murray Mews | London (1971) | Tom Kay

As Mães | Eugénio de Andrade
Quando voltar ao Alentejo as cigarras já terão morrido. Passaram o verão todo a transformar a luz em canto – não sei de destino mais glorioso. Quem lá encontraremos, pela certa, são aquelas mulheres envolvidas na sombra dos seus lutos, como se a terra lhes tivesse morrido e para todo o sempre se quedassem órfãs. Não as veremos apenas em Barrancos ou em Castro Laboreiro, elas estão em toda a parte onde nasça o sol: em Cória ou Catania, em Mistras ou Santa Clara del Cobre, em Varchats ou Beni Mellal, porque elas são as Mães. O olhar esperto ou sonolento, o corpo feito um espeto ou mal podendo com as carnes, elas são as Mães. A tua; a minha, se não tivera morrido tão cedo, sem tempo para que o rosto viesse a ser lavrado pelo vento. Provavelmente estão aí desde a primeira estrela.
E como duram! Feitas de urze ressequida, parecem imortais. Se o não forem, são pelo menos incorruptíveis, como se participassem da natureza do fogo. Com mãos friáveis teceram a rede dos nossos sonhos, alimentaram-nos com a luz coada pela obscuridade dos seus lenços. Às vezes encostam-se à cal dos muros a ver passar os dias, roendo uma côdea ou fazendo uns carapins para o último dos netos, as entranhas abertas nas palavras que vão trocando entre si; outras vezes caminham por quelhas e quelhas de pedra solta, batem a um postigo, pedem lume, umas pedrinhas de sal, agradecem pela alma de quem lá têm, voltam ao calor animal da casa, aquecem um migalho de café, regam as sardinheiras, depois de varrerem o terreiro. Elas são as Mães, essas mulheres que Goethe pensa estarem fora do tempo e do espaço, anteriores ao Céu e ao Inferno, assim velhas, assim terrosas, os olhos perdidos e vazios, ou vivos como brasas assopradas.
Grupo Fátima Hotels | Portugal
[PT] Veja esta imagem da Basílica da Santíssima Trindade e saiba mais sobre os nossos Hotéis, na nossa nova apresentação: http://www.fatima-hotels.com/presentation.pdf
[EN] See this image of the Basilica of the Most Holy Trinity and learn more about our hotels on our new presentation: http://www.fatima-hotels.com/presentation.pdf

Os 15 Castelos mais belos da Europa
O European Best Destinations, site que elege os melhores destinos europeus, por categorias. Elegeu os 15 castelos mais belos da Europa.
Eis a lista por ordem de classificação. O primeiro é o Castelo da Pena, Sintra.
1. Castelo da Pena, Sintra

Ó minha pátria amada, onde nós chegámos | José Pacheco Pereira | in Revista Sábado 2016-02-05
1.
Isto de escrever numa situação volátil é sempre complicado. Mas embora possa haver uma ou outra novidade, no fundo, “onde nós chegámos”, já estamos lá. No fundo, na fossa, num buraco, num sítio que o pudor impede de classificar com as palavras duras que se exige. Onde nós chegámos… à situação de uma nação que pouco mais é do que uma província longínqua de um centro europeu constituído por um conjunto de países, a começar pela Alemanha, mas não só, que entende que o seu interesse nacional e a sua “posição na Europa” implica colocar na ordem os países cujos governos e cujos povos pareçam recalcitrantes face ao seu poder. É por isso que o que aconteceu na Grécia devia ter sido um forte sobressalto, mas uma mistura de cobardia e de nonchalance ajudou a aceitar-se aquilo que é uma versão moderna da política de canhoneira, ou de uma Europa moldada aos princípios soviéticos da “soberania limitada”.
Fonte Luminosa | Lisboa
A fonte foi construída para celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade. Apesar de concebida originalmente em 1938, foi inaugurada apenas em 30 de Maio de 1948.
O projecto é dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade e enquadra-se no estilo conservador, frequentemente apelidado Português Suave, dominante na década de 1940 ; as esculturas são da autoria de Maximiano Alves (Cariátides) e de Diogo de Macedo (Tejo e Tágides); os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas.

Gonçalo M. Tavares | Animalescos
«Gonçalo M. Tavares é um escritor diferente de tudo o que lemos até hoje. Ele tem o dom — como Flann O’Brien, Kafka ou Beckett — de mostrar a forma como a lógica pode servir eficazmente tanto a loucura como a razão.» [The New Yorker]

El Che documentaire Français
Pedro Teixeira Neves | Desprovérbios… Palavrices e Algumas Tolices
Brincadeiras com palavras a partir de provérbios e lugares-comuns.

Peter Gabriel | Sledgehammer
Marcello Mastroianni

Marcello Vincenzo Domenico Mastrojanni (Fontana Liri, 28 de setembro de 1924 — Paris, 19 de dezembro de 1996) foi um ator de cinema italiano. É considerado o maior ator da Itália e um dos melhores atores de todos os tempos.
Bill Haley | Rock-A-Beatin’ Boogie
Charles Baudelaire | Citação

É preciso estar sempre embriagado. Eis aí tudo: é a única questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que rompe os vossos ombros e vos inclina para o chão, é preciso embriagar-vos sem trégua.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira. Mas embriagai-vos.
E se, alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre a grama verde de um precipício, na solidão morna do vosso quarto, vós acordardes, a embriaguez já diminuída ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que foge, a tudo que geme, a tudo que anda, a tudo que canta, a tudo que fala, perguntai que horas são; e o vento, a onda, a estrela, o pássaro, o relógio, responder-vos-ão: ‘É hora de embriagar-vos! Para não serdes os escravos martirizados do Tempo, embriagai-vos: embriagai-vos sem cessar! De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa maneira.
Ancient Acropolis 3D presentation
Francisco José Viegas | Jaime Ramos
25 anos depois, o detetive mais famoso da cidade do Porto cede às novas tecnologias
Apareceu pela primeira vez nas páginas de um livro em 1991. Numa altura em que se assinalam 25 anos de carreira literária do inspetor Jaime Ramos, o mais conhecido dos anti-heróis criados por Francisco José Viegas, temos o prazer de anunciar a chegada deste homem cético, pessimista, conservador, ao maravilhoso mundo da World Wide Web.
Em jaimeramos.booktailors.com conheça as personagens essenciais, as vidas, os lugares e as receitas, as afinidades eletivas, as palavras-chave que acompanham Jaime Ramos ao longo de 8 romances e de uma coleção de histórias acabada de lançar, A Poeira que Cai sobre a Terra e outras histórias de Jaime Ramos, numa carreira já longa de investigações, desencantos, charutos e melancolias.
Nesta página única, dedicada a uma personagem e a todo o seu universo literário, pode também ouvir as palavras de Francisco José Viegas acerca do próprio Jaime Ramos e dos que lhe são mais próximos, sendo também possível encontrar pequenas sinopses audiovisuais de cada um dos romances protagonizados por este portuense que só lê no inverno.
A Guerra Colonial, a infância vivida no Douro, o Bonaparte e a Foz do Porto. As receitas de arroz. As coisas de todos os dias que fornecem as melhores pistas para a busca (vã) de uma solução para o mistério da literatura.
Casimiro de Brito | Acolho-me ao teu seio

Acolho-me ao teu seio. Ofereces-te
como se fosses uma festa. Um átrio. Um palco.
Um campo de batalha. E eu entro
no teu mar vivo: um altar.
Na tua lama ardente: um paraíso.
E tu sorris. E tu cantas para mais ninguém
ouvir. E tu choras, vejo as tuas lágrimas
correrem onde sou mais nu.
E num dado momento a morte vem
e toma posse de nós. E já pareces
em repouso. Eu também.
Retirado do Facebook, mural de Casimiro de Brito.
“Bem-vindo” em japonês

Muitos parabéns à Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, representada numa exposição a decorrer no Japão com o seu trabalho em calçada artística portuguesa. A oportunidade surgiu durante a visita às instalações da Escola de Midori Nakamura, japonesa a viver em Lisboa e a trabalhar na área do azulejo. O trabalho foi desenvolvido pelo formando Vítor Graça e inicialmente o pedido consistia em fornecer documentação escrita e fotografias de calçada. Porém, assumiu os contornos de um trabalho inédito e único até à data.
Viva Lisboa!
Retirado do Facebook, mural do Dr. Fernando Medina, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
FIFA Nostra, de Luís Aguilar
Em vésperas de eleições da FIFA, agendadas para o dia 26 de fevereiro e altura em que se vai ficar a conhecer o sucessor de Joseph Blatter, chega às livrarias portuguesas FIFA Nostra, o novo livro do jornalista Luís Aguilar.
Este livro, que está disponível nas livrarias a partir de 19 de fevereiro, faz uma viagem impressionante pelo submundo da corrupção e dos milhões que fizeram estalar o escândalo na FIFA. «O princípio do fim acontece às seis da manhã de 27 de maio. Este é o dia em que a FIFA começa a mudar. Este é o dia em que alguns dirigentes do organismo são acordados pela polícia», recorda Luís Aguilar no seu livro, no qual traça um perfil dos dirigentes, ex-dirigentes e parceiros da FIFA acusados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares.
Mas FIFA Nostra vai mais além. Descortina as manobras de bastidores no seio daquela organização, que o próprio Blatter apelidou de «família do futebol», levando às comparações com a máfia italiana com ramificações mundiais conhecida como Cosa Nostra. O antigo assessor de Blatter, Guido Tognoni, chegou a afirmar que «a FIFA trabalha como uma pequena máfia em que todos os problemas são resolvidos dentro da família».
«SEXALESCENTES»

Se estivermos atentos, podemos notar que está a surgir uma nova faixa social, a das pessoas que estão em torno dos sessenta/setenta anos de idade, os sexalescentes – é a geração que rejeita a palavra “sexagenário”, porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.
Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica – parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.
Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta/setenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória.
Francisco Louçã | A quadratura do círculo venceu?

Triunfo de António Costa, depois de últimas horas de negociações difíceis, dizem agora alguns jornais (mesmo naqueles onde se escrevia que o Orçamento era uma geringonça e que a Comissão ia varrer esta tropa fandanga à bordoada, como ela sem dúvida merece, acrescentavam). Os corajosos porradistas foram-se desvanecendo à medida que os porta-vozes de Bruxelas iam amenizando o tom, e acabaram mesmo a comunicar altivamente que, “a bem da Pátria”, preferem ficar calados. Bruxelas reserva entretanto – e majestaticamente – a decisão de aceitar o Orçamento que só por regra de abuso institucional é sujeito à sua consideração. Até os juros desceram. Tudo termina como tinha que terminar.
Yanis Varoufakis | Portugal “é uma bolha” que pode rebentar em breve

Mais de seis meses depois de abandonar por iniciativa própria a liderança das Finanças gregas, Yanis Varoufakis continua a disparar na direção das principais autoridades políticas e económicas da Europa.
A Terra | Um Geoide
A Terra, antes chamada de redonda, hoje em dia é classificada como geoide. Ela nos parece redondinha quando a gente coloca os fluidos como oceano, nuvens e atmosfera.Uma imagem da terra geoide sem esses fluidos nos facilita o entendimento do tectonismo de placas.
O geoide é uma superfície equipotencial, isto é, onde o campo gravitacional é constante. Neste gif, as cores representam uma medida da variação da posição dessa superfície, que é influenciada pelos processos de convecção do manto.

Barack Obama oil painting by Yuehua He
Álvaro Cunhal Vol 4 , O Secretário-Geral | José Pacheco Pereira
Álvaro Cunhal tinha saído algemado da casa clandestina do Luso em 1949. Agora, em 3 de Janeiro de 1960, estava livre mas continuava perseguido e entra de novo na clandestinidade. Tinham-se passado quase onze anos de prisão, uma das penas políticas mais longas do século XX português. Tem quarenta e seis anos, a sua vida pessoal mudaria significativamente a muito curto prazo e a sua acção política torná-lo-á de novo o dirigente máximo do PCP. Depois de uma atribulada estadia no interior de Portugal, sai para a URSS e depois para França, de onde só regressa em 1974. Na década de sessenta, terá uma afirmação indiscutível, como um dos grandes dirigentes comunistas mundiais, internacionalmente reconhecido.O seu pensamento e a sua acção nestes anos moldaram a história de Portugal e das colónias portuguesas até aos dias de hoje.
Covão do Conchos | Covilhã | Serra da Estrela | Vista aérea
Pequena viagem nesta exemplar obra de arte. Construída em 1955 com 4,6m de altura e 48m de coroamento, recolhe as águas da ribeira das naves para a lagoa comprida atraves de um túnel com 1519m.
Cyd Charisse Dances to Tchaikovsky – 1956
À superfície das coisas o pó, de João Jacinto
O artista vai mostrar o seu mais recente trabalho na Galeria da Casa da Cultura | Setúbal, é nome grande da arte contemporânea.
A exposição abre na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, às 22 horas, contando com a presença do artista, e fica até 3 de Março.
O título da exposição — À superfície das coisas o pó — é retirado de um poema de Fernando Luís Sampaio.
AVA GARDNER
Ava Lavinia Gardner (Smithfield, 24 de dezembro de 1922 — Londres, 25 de janeiro de 1990) foi uma atriz norte-americana do cinema clássico de Hollywood. Indicada ao Prêmio Oscar, é considerada uma das atrizes mais belas da história do cinema e uma das grandes estrelas do século XX. É um dos mitos da sétima arte e está entre as 50 maiores lendas do cinema da lista do AFI. Conhecida por sua exuberante e fotogênica beleza, é lembrada como “o animal mais belo do mundo.”

Love

2.º Livro da BUSILIS | Haikuases | de Pedro Teixeira Neves
Pedro Teixeira Neves não é mestre em nada, muito menos na arte do Haiku. O autor tenta simplesmente brincar com as palavras e as emoções. A língua portuguesa vai-lhe servindo o propósito, temendo contudo não desmerecê-la. Publica agora este conjunto de “Haikuases”, apenas no formato dos três versos imediatamente devedores da fórmula poética japonesa. Quanto ao mais, no caso ao menos, é poesia, leitores e leitoras; que ela possa ser um sinal ou um arrepio já o poeta se daria por contente.
Pedro Teixeira Neves nasceu em Lisboa, em 1969. Formado em RelaçõesInternacionais, fez jornalismo desde 1994 até 2014. E foi publicando: romance, contos, poesia, literatura infantil. Assina também, aqui e ali,alguns trabalhos de fotografia. O resto será silêncio, mas também o que está para vir e ficar.
Cyd Charisse is wearing Silk stockings
De umas coisas nascem outras | João Pedro Mésseder e Rachel Caiano

“De umas coisas nascem outras. A Lua afinal é um botão, a chama é uma bandeira e a pantufa, mesmo nova, tem sempre ar de coisa velha. Este livro, que pode ser lido começando por qualquer página, fala destes e doutros assuntos. Ah, é verdade, e há prosa que parece poesia, poesia que parece prosa… Tudo continua a ser outra coisa.”
De Umas Coisas Nascem Outras, de João Pedro Mésseder (texto) e Rachel Caiano (ilustrações) nas livrarias a 16 de fevereiro.
LA GRANDE MOSQUÉE D’ALGER
La Grande Mosquée d’Alger, dont le coût est évalué à 1 milliard d’euros, sera livrée fin 2016, selon le ministre de l’Habitat et de l’Urbanisme, Abdelmadjid Tebboune, qui s’est rendu sur site samedi 30 janvier.
La Grande Mosquée d’Alger pourra accueillir 120.000 fidèles et sera dotée d’un minaret de 300 m de hauteur. Le projet grandiose comprend plusieurs bâtiments indépendants, disposés sur un terrain d’environ 20 hectares avec une surface brute de plus de 400.000 m2, à Mohammadia à l’est de la capitale, en face de la baie d’Alger.
La grande mosquée d’Alger sera également composée d’ une salle de conférences, d’un musée d’art et d’histoire islamiques, d’un centre de recherches sur l’histoire de l’Algérie, de locaux commerciaux, d’un restaurant, de bibliothèques et d’un parking de 6.000 places.
http://rmbuzz.com/2016/02/alger-la-3eme-plus-grande-mosquee-du-monde-livree-fin-2016-2/
The Twiliters – Shakin’ All Over
Scenes taken from the italian movie called “Milano Calibro 9”
Francisco Simões | Série Corpos e Fragmentos
“Martern aller Arten” | Mozart | THE ABDUCTION FROM THE SERAGLIO | Malin Hartelius
Sophia de Mello Breyner Andresen

Côncavas de ter
Longas de desejo
Frescas de abandono
Consumidas de espanto
Inquietas de tocar e não prender.
Sophia de Mello Breyner Andresen
EXPULSIONS | Brutalité et complexité dans l’économie globale
[NRF Essais] « Expulsions. Brutalité et complexité dans l’économie globale » – Saskia Sassen. Saisies, exclusions, expulsions, gaz à effet de serre, nappes phréatiques asséchées… : la violence désormais ordinaire du capitalisme à son stade global.
Traduit de l’anglais (États-Unis) par Pierre Guglielmina.
Expulsions? Entre autres exemples, ce sont neuf millions de familles américaines chassées de leur foyer par la saisie de leur maison suite à la transformation de leur crédit d’accession à la propriété en produits financiers à haut risque ; ces millions d’Européens ou d’Américains du Sud exclus de leur travail suite aux plans d’austérité imposés par des institutions internationales ; ces millions d’éleveurs ou de cultivateurs expulsés de leurs terres parce que leur État les a vendues à un autre afin que celui-ci puisse développer les productions nécessaires à l’alimentation de ses classes moyennes ; ce sont ces gaz à effet de serre que les puissances industrielles et productivistes libèrent à chaque instant ou bien encore ces nappes phréatiques asséchées par les procédés ravageurs d’extraction du gaz de schiste.
Nombre de spécialistes, aveuglés par la complexité, verront dans cette énumération des mots en laisse. Faisant fi des frontières comme de nos catégories impuissantes désormais à penser le monde que nous faisons (Nord contre Sud ; riches contre pauvres ; mauvais usage de la technologie ou pathologies dérivées de la financiarisation affolée de l’économie, etc.), Saskia Sassen montre que derrière cette apparente diversité s’opère une terrible convergence : la violence désormais ordinaire du capitalisme à son stade global s’explique par un modèle, un concept – celui d’expulsion.
C’est ainsi qu’il convient de nommer la logique qui préside à l’économie globalisée.
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“Esperando na Margem” – 1989 | óleo sobre tela 92×72 cm | Mestre Francisco Simões

The Rolling Stones

Imagine – Ray Charles | John Lennon
Lançamento do livro “O Morcego Bibliotecário | Carmen Zita Ferreira

A escritora ouriense Carmen Zita Ferreira lançou hoje o seu mais recente livro, “O Morcego Bibliotecário” da editora Trinta Por Uma Linha. Uma “história com asas” ilustrada por Paulo Galindro e que foi apresentada no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Ourém.
O momento contou com a atuação do Coral Infantil e Juvenil de Ourém e com a presença de muito público, além do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca.
Antes da tradicional sessão de autógrafos, o público teve ainda oportunidade de ouvir a história “O Morcego Bibliotecário” e apreciar a ilustrações do mesmo.
Sobre o livro, “O Morcego Bibliotecário” escreveu Valter Hugo Mãe:
“Tem nas mãos uma obra de arte. A desmistificação dos morcegos enunciada belissimamente por Carmen Zita Ferreira e vista com esplendor por Paulo Galindro. Este livro é um luxo. Dá vontade de casar a autora com o ilustrador e rezar que nunca mais se larguem um do outro para que nunca mais parem de nos maravilhar.”
LE CHANT DES PARTISANS | Anna Marly
Le chant des Partisans – interprété par Anna Marly
Née le 30 octobre 1917 à Saint-Pétersbourg, pendant la Révolution russe au cours de laquelle son père fut fusillé, Anna Betoulinsky quitte la Russie pour la France au début des années 1920 avec sa mère, sa sœur et sa nounou. À l’âge de treize ans la nounou lui offre une guitare. Ce cadeau dont elle ne se séparera jamais va bouleverser sa vie.
Quelques années plus tard, elle prend le nom d’Anna Marly (patronyme trouvé dans l’annuaire) pour danser dans les Ballets russes avant d’entamer une carrière de chanteuse dans les grands cabarets parisiens. Anna Marly connaît un nouvel exode en mai 1940 qui la mène, via l’Espagne et le Portugal, à Londres en 1941 où elle s’engage comme cantinière au quartier général des Forces françaises libres de Carlton Garden. C’est là qu’elle compose, à la guitare, en 1942, les paroles russes et la musique de son Chant des partisans. L’année suivante, toujours à Londres Joseph Kessel et Maurice Druon écrivent les paroles françaises de ce chant. Le Chant des partisans, « La Marseillaise de la Résistance », fut créé en 1943 à Londres. Immédiatement, il devint l’hymne de la Résistance française, et même européenne. Il est aussi un appel à la lutte fraternelle pour la liberté : « C’est nous qui brisons les barreaux des prisons pour nos frères » ; la certitude que le combat n’est jamais vain : « si tu tombes, un ami sort de l’ombre à ta place ».
Devenu l’indicatif de l’émission de la radio britannique BBC Honneur et Patrie, puis comme signe de reconnaissance dans les maquis, Le Chant des partisans était devenu un succès mondial. Anna avait choisi de siffler ce chant, car la mélodie sifflée restait audible malgré le brouillage de la BBC effectué par les Allemands.
Bill Haley & His Comets – “Rip It Up” – from “Don’t Knock The Rock”
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA | VII REVISÃO CONSTITUCIONAL [2005]

PREÂMBULO
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.
A Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais. No exercício destes direitos e liberdades, os legítimos representantes do povo reúnem-se para elaborar uma Constituição que corresponde às aspirações do país.
A Assembleia Constituinte afirma a decisão do povo português de defender a independência nacional, de garantir os direitos fundamentais dos cidadãos, de estabelecer os princípios basilares da democracia, de assegurar o primado do Estado de Direito democrático e de abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno.
A Assembleia Constituinte, reunida na sessão plenária de 2 de Abril de 1976, aprova e decreta a seguinte Constituição da República Portuguesa:
31 de Janeiro de 1891 – A tentativa de uma revolução | In O Militante por Pedro Ventura
A partir de 1850, o sistema monárquico-constitucional português entra numa nova fase caracterizada pela luta entre facções liberais, que dariam origem à formação de um bloco social constituído para gerir os negócios públicos segundo uma estratégia desenvolvimentista subalternizada aos interesses económicos da Inglaterra, e que beneficia uma burguesia que iria prosperar através da especulação e dos negócios de importação e exportação, bloqueando o crescimento acelerado de uma burguesia nacional de inserção industrialista. Assim, Portugal torna-se, no fundo, uma «colónia» ou protectorado de Inglaterra.
Contrariando este movimento de capitulação aos interesses estrangeiros surge uma indústria, que explorando nichos do mercado interno e aproveitando-se do crescimento acelerado das cidades, nomeadamente Lisboa e Porto, desenvolve e assenta bases ao nível da pequena burguesia, e um povo insatisfeito que cada vez mais considera que o regime político capitulou aos estrangeiros. Este período é fértil em lutas sociais que envolvem os operários, os artesãos e também o sector do comércio, como reflexo do choque entre os interesses capitalistas, as relações pré-capitalistas inferiorizadas e a aparição de propostas políticas visando a construção de uma sociedade mais justa. Um povo explorado, sujeito a longas jornadas de trabalho, com salários baixos, sem protecção social, sobrevive famintamente à crise política mas passa a beber do republicanismo o discurso político e ideológico de ruptura nas camadas sociais marginalizadas e excluídas.
Eugénio Lisboa – escrita lúcida, límpida e luminosa | por Onésimo Teotónio de Almeida in As Artes entre as Letras
Entrei no vol. V de Acta Esta Fabula, de Eugénio Lisboa (Memórias – V – Regresso a Portugal: 1995-2015, Opera Omnia, 2015) com ânsias de o devorar num ápice, embalado que vinha pelos três anteriores (não errei nas contas; o 2.º volume ainda não foi publicado). Para um apreciador de memórias e diários, esperava-me ali de novo uma festa. Além do mais, este vinha anunciado como misturando os dois géneros. Controlei a vontade de uma leitura a eito, sem interrupções, optando por fazê-la a conta-gotas, antes de adormecer. Em regra, tive mesmo que decidir fechar o livro e enfronhar-me entre len- çóis porque ficar horas seguidas acordado a virar páginas era o que verdadeiramente apetecia. Isto bastará para que o leitor conclua do prazer que foi ter por companhia as memórias de Eugé- nio Lisboa nuns quantos serões de inverno, refastelando-me regaladamente com uma escrita lúcida, límpida e luminosa, ouvindo a voz do autor relatar-nos dias cheios, variados, preenchidos frequentemente com prolongadas e proveitosas leituras nos intervalos de agitadas ocupa- ções por esse mundo. Nos já quatro volumes publicados, a viagem pelas décadas da vida de Eugénio, desde os seus impenitentemente lembrados com saudade de uma infância e adolescência na antiga Louren- ço Marques, somos expostos a uma voz que recua no tempo a limpar o pó da recordação e a recuperar do arquivo das suas memórias o que de mais salvável contêm. Eugénio conseguiu sempre recriar ambientes nítidos, retratando cenas e personagens da sua vida com uma vitalidade e acutilância só possíveis graças a uma memória espantosamente fresca. A maior novidade neste V volume é a abertura de janelas com vista para o seu apetitoso diário inédito. Sugerindo levemente no volume IV, aqui o espaço concedido ao diário é significativamente alargado. Se na escrita memorialista Eugénio Lisboa não deixa nunca a distância derrapar em sentimentalismos ou nostalgias românticas, na escrita diarística, traçada sobre o acontecimento, ele revela o seu agudo, fulminante olhar sobre o quotidiano. Na verdade, a prosa de Eugénio é vigorosa porque enxuta, limpa de toda a adiposidade pegajosa. Ela salta em cima dos dias acompanhando penetrantes relances sobre o quotidiano, oferecendo-lhe uma expressividade que cativa o leitor e o faz testemunha de cada acontecimento.
Fernando Pessoa, employé de bureau | Adelto Gonçalves traduzido por Jacques Boutard
En janvier 1926, à 38 ans, ayant quelque expérience dans le domaine économique et commercial, le poète Fernando Pessoa (1888-1935) comprit qu’il avait les connaissances suffisantes pour éditer une publication mensuelle ayant trait à ces deux secteurs, la Revista de Comércio e Contabilidade, qu’il fonda à Lisbonne en partenariat avec son beau-frère Francisco Caetano Dias. Mais, en considérant les choses sans parti pris, la seule expérience professionnelle que possédait le poète était celle d’un entrepreneur désastreux et d’un employé de bureau, d’un comptable, comme son hétéronyme Bernardo Soares qui, s’il avait de l’expérience, ne pourrait lui être utile qu’à enseigner l’art de la comptabilité. En vérité, Pessoa gagnait plutôt sa vie comme traducteur de l’anglais au portugais, ce qui lui permettait d’exercer son activité pour diverses firmes commerciales, profitant, ainsi de la lourde dépendance du Portugal à l’égard de l’Angleterre.
Comme entrepreneur, en effet, il n’eut jamais de succès : sa propre publication consacrée au commerce et à la comptabilité ne connut qu’une vie éphémère, avec seulement six numéros parus, et son atelier de typographie et d’édition, « Íbis », installé en 1907 dans le quartier de Glória, fit rapidement faillite. En 1921 il fonda la maison d’édition Editora Olisipo, une entreprise commerciale ruineuse. Il y publia ses “English Poems I et II”, ainsi que “English Poems III” et “A Invenção do Dia Claro”, d’Almada Negreiros (1893-1970). En 1923, la maison Olisipo lança le pamphlet “Sodoma Divinizada”, de Raul Leal (1886-1964), qui fut la cible d’une attaque moralisatrice de la part de la Ligue des Étudiants de Lisbonne et fut saisi sur ordre du gouvernement, de même que les “Canções”, de António Botto (1897-1959). [Tous les exemplaires des deux ouvrages furent brûlés sur ordre du gouverneur le Lisbonne en mars 1923, NdE]
Le Tombeau De Jesus Le Débat
Néfertiti | La Dynastie Perdue
Gabriel Garcia Márquez | 24 Livros Que Moldaram O Seu Génio | in Revista Pazes

Gabriel García Márquez, autor de Cem Anos de Solidão, em sua autobiografia “Viver para contar”, ele revela 24 livros livros que o impactaram e o transformaram em um escritor.
Eis a lista:
1 – A Metamorfose, Franz Kafka. «Ao terminar a leitura, restou a vontade irresistível de viver naquele paraíso alheio. O novo dia me surpreendeu na máquina de escrever que tinham me emprestado para tentar algo que se parecesse com pobre burocrata de Kafka, transformado num escaravelho enorme. Nos dias seguintes, não fui à universidade por medo de que a magia dispersasse a inveja que se refletia nas gotas de suor que cobriam o meu rosto».
2 – A Montanha Mágica, Thomas Mann
3 – O Homem da Máscara de Ferro, Alexandre Dumas
4 – O Som e a Fúria, William Faulkner
Swan Lake | Nureyev | Vienna State Opera
Arthur Rimbaud | Sensation
Par les soirs bleus d’été, j’irai dans les sentiers,
Picoté par les blés, fouler l’herbe menue :
Rêveur, j’en sentirai la fraîcheur à mes pieds.
Je laisserai le vent baigner ma tête nue.
Je ne parlerai pas, je ne penserai rien :
Mais l’amour infini me montera dans l’âme,
Et j’irai loin, bien loin, comme un bohémien,
Par la nature, heureux comme avec une femme.
Arthur Rimbaud
Mars 1870
10000 singing Beethoven | Ode an die Freude | Ode to Joy
Em Nome do Pecado | Maria Isabel Fidalgo
É preciso recordar o medo
e trazê-lo à luz da hipocrisia.
É preciso recordar o Holocausto
com olhos viúvos de alegria.
É preciso chamar a humanidade
ao espelho da sua cobardia
e recordar os corpos desnudados
magros de sonho e fantasia.
É preciso recordar os rostos
de quem não pediu para nascer
e chorar com lágrimas de sangue
as crianças impedidas de crescer.
É preciso lavar o rosto
da poeira sinistra da amargura
dos que lixo foram antes de o ser
na cova da anónima sepultura.
maria isabel fidalgo
(escrito há oito anos)

F. Murray Abraham | Gran Partita. Salieri Mozart
F. Murray Abraham | Amadeus
Cléopâtre reine d’Egypte
Poema XX | Pablo Neruda legendado na voz de Alex Ubago
Um pungente retrato de um mundo marginal de Adelto Gonçalves | Edmar Monteiro Filho
Ainda hoje, nossas concepções acerca da história sofrem a contaminação de modelos baseados no chamado “senso comum”, no personalismo e em outros vícios que nosso sistema educacional teima em reproduzir. Com isso, resta esquecido que para refletir criticamente sobre os acontecimentos do passado – recente ou remoto – é preciso fazer uso de uma mescla de critérios científicos e subjetivos, trabalhados harmonicamente, em constante diálogo.
Aceitar como verdades incontestáveis as informações reproduzidas por determinadas pessoas ou por veículos de comunicação, cuja legitimidade baseia-se apenas em seus percentuais de audiência é, no mínimo, ingenuidade. Sem método para reflexão, sem análise criteriosa, toda informação é especulação. Por outro lado, os dados e os números frios, desacompanhados de interpretação, também não se traduzem em conhecimento efetivo sobre a realidade.
Mas, então, como confiar no que se vê, no que se ouve, no que se lê, sem correr o risco de reproduzir falácias ou ideias equivocadas? Questão difícil quando se sabe que a própria escrita da História ainda se debate entre o cientificismo puro ou o relativismo que a coloca como mais uma entre tantas formas de narrativa. Roger Chartier afirma que o trabalho do historiador não pode se afastar do objetivo de buscar a verdade, mesmo que tal objetivo possa ser, conceitualmente, impossível de atingir. Abandonar tal busca seria deixar o campo livre a toda sorte de falsificações, a todos aqueles que, “por traírem o conhecimento, ferem a memória”.
Dernière lettre de Virginia Woolf à son mari Leonard

Virginia Woolf s’est suicidée le 28 mars 1941. L’immense écrivaine anglaise, romancière hors pair et féministe de la première heure, a épousé très jeune Léonard, auteur mineur qui eut la grandeur de s’effacer devant le talent de sa femme et de la protéger des appels de la folie. Si ce mariage fut non consommé, si Virginia trouva des âmes sœurs féminines où s’adonner à la sensualité, c’est à cet époux dévoué et exemplaire qu’elle adresse ses derniers mots avant de se noyer dans un lac, de nuit. Voici sa dernière lettre d’amour.
Mon chéri,
J’ai la certitude que je vais devenir folle à nouveau : je sens que nous ne pourrons pas supporter une nouvelle fois l’une de ces horribles périodes. Et je sens que je ne m’en remettrai pas cette fois-ci. Je commence à entendre des voix et je ne peux pas me concentrer.
Alors, je fais ce qui semble être la meilleure chose à faire. Tu m’as donné le plus grand bonheur possible. Tu as été pour moi ce que personne d’autre n’aurait pu être. Je ne crois pas que deux êtres eussent pu être plus heureux que nous jusqu’à l’arrivée de cette affreuse maladie. Je ne peux plus lutter davantage, je sais que je gâche ta vie, que sans moi tu pourrais travailler. Et tu travailleras, je le sais.
Vois-tu, je ne peux même pas écrire cette lettre correctement. Je ne peux pas lire. Ce que je veux dire, c’est que je te dois tout le bonheur de ma vie. Tu t’es montré d’une patience absolue avec moi et d’une incroyable bonté. Je tiens à dire cela – tout le monde le sait.
Si quelqu’un avait pu me sauver, cela aurait été toi. Je ne sais plus rien si ce n’est la certitude de ta bonté. Je ne peux pas continuer à gâcher ta vie plus longtemps. Je ne pense pas que deux personnes auraient pu être plus heureuses que nous l’avons été.
Lêdo Ivo: a poesia do caminhante | Adelto Gonçalves
I
Feita essencialmente de imagens, a poesia de Lêdo Ivo (1924-2012) é, sobretudo, reflexiva. Como se o poeta precisasse andar muito, fazendo o seu próprio caminho, a exemplo do que sugere Antonio Machado (1875-1939), para poder refletir, “lavando com a água mais pura a ferida da vida”. É o que mostra em Quero ser o que passa: a poesia de Lêdo Ivo (Rio de Janeiro, Contra Capa Livraria; Maceió, Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2011), a professora Luiza Nóbrega (1946), com certeza, o estudo mais aprofundado feito aqui até da extensa obra do poeta alagoano.
Com título retirado da própria obra poética de Lêdo Ivo, o livro é constituído por ensaios que se foram formando a partir de 2002 com o retorno da autora à Literatura Brasileira, depois de anos de dedicação ao estudo de poetas portugueses – de Luís de Camões (1524-1580) a António Nobre (1867-1900) e à tríade da revista Orpheu, Fernando Pessoa (1888-1935), Almada Negreiros (1893-1970) e Mário de Sá-Carneiro (1890-1916) –, tarefa que lhe exigira longa permanência em Portugal em três estágios de investigação.
‘Fita azul”: a reconstrução da memória | Adelto Gonçalves
I
Fita azul (São Paulo, Editora Babel, 2011), primeiro romance do contista e poeta Edmar Monteiro Filho, um dos finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura de 2012, surpreende da primeira à última linha pela segurança com que o seu autor desempenha o seu ofício. Escrito como se saísse da pena de uma mulher, acontecimento raro na Literatura Brasileira, o romance foi construído a partir de lembranças da mãe do autor sobre a infância e a adolescência vividas em Amparo, cidade hoje de 70 mil habitantes, estância hidromineral a 50 quilômetros de Campinas, terra de adoção de Bernardino de Campos (1841-1915), advogado e fazendeiro de café que foi um dos altos próceres da Primeira República (1889-1930) e duas vezes presidente do Estado de São Paulo (1892-1896 e 1902-1904).
O romance não está dividido em capítulos nem partes, mas em blocos que o leitor só consegue identificar plenamente na última linha, quando a memorialista revela a sua idade à época dos acontecimentos que narra.
Citando Florbela Espanca

“Trago no olhar visões extraordinárias, de coisas que abracei de olhos fechados…”
Florbela Espanca
LA CROYANCE EN LA VIE APRÈS LA MORT
L’importance de la croyance en la vie après la mort (l’au-delà) et un aperçu de ce qui nous attend dans la tombe, au Jour du Jugement et à notre destination ultime.
Tout le monde a, à juste titre, peur de mourir. L’incertitude liée à ce qui se passe après fait peur. De toutes les religions, c’est l’islam qui fournit le plus de détails sur ce qui arrive après la mort et de ce qui se trouve au-delà. L’islam considère la mort comme un seuil naturel à franchir pour se rendre vers la prochaine étape d’existence.
La doctrine islamique soutient qu’après la mort du corps humain, l’existence humaine se poursuit sous forme de résurrection spirituelle et physique. Il existe une relation directe entre la conduite sur terre et la vie au-delà de la mort. L’au-delà se compose de récompenses et de punitions en corrélation avec la conduite sur terre. Un jour viendra où Dieu ressuscitera et rassemblera toute Sa création, du premier au dernier, et les jugera chacun en toute justice. Le gens se rendront ensuite vers leur destination finale, l’Enfer ou le Paradis. La croyance en la vie après la mort nous pousse à accomplir le bien et à éviter les péchés. Dans cette vie, ici-bas, nous voyons parfois des personnes pieuses souffrir et des impies profiter de la vie. Mais tous seront jugés un jour et justice sera rendue.
RBI | Rendimento Básico Incondicional | Utopia do século XXI ou base de um novo modelo social? | André Julião in Jornal Online TORNADO

Começa a ganhar força na Europa e um pouco por todo o mundo a ideia de que uma boa parte da população poderá não ter emprego no futuro. Uma das formas mais inovadoras e controversas de permitir que todos possam viver com dignidade independentemente da sua condição no mercado de trabalho, é o Rendimento Básico Incondicional (RBI). O Tornado falou com os responsáveis do RBI Portugal – Roberto Merrill, André Coelho, Pedro Teixeira e Ana Cristina Cunha – e procurou saber o que é e como poderá funcionar a ideia de um RBI para todos.
Como surgiu a ideia do RBI?
Roberto Merrill: A ideia de um Rendimento Básico Incondicional não surgiu agora. As suas raízes históricas são essencialmente três:
No século XVI, a ideia dum rendimento básico para os pobres foi sobretudo defendida pelos pensadores humanistas Thomas More (1478-1535) e Ludovicus Vives (1492-1540). Thomas More defende a ideia no seu livro Utopia (1516), curiosamente pela voz dum viajante português, Raphael Nonsenso, mas é Ludovicus Vives que no seu livro De Subventione Pauperum (1526) defende a ideia de maneira mais detalhada.
Honky Tonk Woman Sheryl Crow with The Rolling Stones
Made in Algeria | MuCEM | Marseille
“Made in Algeria” : une nouvelle exposition au Mucem à Marseille jusqu’au 2 mai.
A travers plus de 200 cartes et objets, cette exposition retrace la généalogie d’un territoire : l’Algérie.
Sheryl Crow & Eric Clapton
pudesse eu | sophia de mello breyner andresen
Pudesse eu não ter laços
nem limites
Ó vida de mil faces
transbordantes
Para poder responder
aos teus convites
Suspensos na surpresa
dos instantes!
A última entrevista de Guimarães Rosa | Arnaldo Saraiva
Clássicos Literários A última entrevista de Guimarães Rosa Uma preciosidade histórica da língua portuguesa: a entrevista realizada pelo escritor e jornalista português Arnaldo Saraiva, em 24 de novembro de 1966. Guimarães Rosa morreria menos de um ano depois de tê-la concedido.
Arnaldo Saraiva
Eis o homem. O homem que em menos de 20 anos, com sua prosa, seu estilo, sua literatura — sem os favores profissionais da medicina, que pode dar saúde mas ainda não deu gênio (cf. alguns prêmios Nobel), conquistou o Brasil, Portugal, a Alemanha, a Itália, os Estados Unidos, o mundo, não?
Gene Kelly and Cyd Charisse Erotic Dance
“Girl Hunt Ballet” | Fred Astaire and Cyd Charisse, 1953
Ao vivo | “o hipócrita mais puro” | João Negreiros
A História da Caralhota de Almeirim | in “O Culto da Mesa”
‘Para quem não sabe o que é uma caralhota, é um pão caseiro, idêntico à merendeira, muito guloso e saboroso. Deixa água na boca quando acompanhado com sopa de pedra, com uma bifana ou simplesmente com um pequeno pedaço de manteiga.
O nome desta iguaria vem de tempos passados, “culpa” da tradição popular. Antigamente, em Almerim, os populares chamavam caralhotas aos borbotos da lã. Nessa altura, em quase todas as casas existia um forno e cozia-se o pão. Quando se tirava a massa, para depois ir para o forno, no fundo do alguidar ficavam bocadinhos de massa, idênticos a borbotos de lã. A essas pequenas bolas os populares chamavam de caralhotas. Daí vem o nome actual do pão que pode saborear nos restaurantes de Almeirim.
http://cultodamesa.blogspot.pt/2011/04/historia-da-caralhota.html
Derrota ideológica e vitória política | José Pacheco Pereira in “Público” de 16-01-2016
Uma coisa a esquerda deve compreender com toda a clareza: a direita venceu a batalha ideológica nos últimos anos. Mais: essa vitória tem profundas repercussões nos anos futuros e molda a opinião pública. É uma vitória muito perigosa e pegajosa, porque se coloca no terreno daquilo que os sociólogos chamam “background assumptions”, molda o nosso pensamento sem trazer assinatura, parece a “realidade” quando é uma construção ideológica. No entanto, convém não confundir duas coisas distintas, a ideologia e política. E a direita perdeu a batalha política, o que ajuda a ocultar a sua vitória ideológica. O problema é que a solidez da vitória ideológica é maior do que a solidez da vitória política.
Para começar, obrigou-me a contragosto a ter que retomar uma linguagem esquerda-direita, que de há muito penso estar ultrapassada e ter mais equívocos do que vantagens. Sim, já sei, conheço a frase de Alain sobre que quem pensa que não é de esquerda nem de direita é de direita, mas hoje a frase oculta mais do que revela.
Considero este retorno a um quadro de dualidades, que só pode ser usado numa perspectiva histórica ou sentimental, um dos estragos mais recentes sobre possibilidade de se sair de uma política do passado. Pode servir para dar identidade, mas explica cada vez menos o que se passa. Um exemplo, é a crítica ao consumismo oriunda da esquerda que preparou o terreno e encaixou perfeitamente na crítica da direita ao “viver acima das suas posses”, em ambos os casos centrando-se na culpabilização dos consumos típicos da classe média. Mais do que de esquerda e direita, estas posições são socialmente reaccionárias.
Escola João de Deus em Faro | Parque Escolar | Antigo Liceu Nacional de Faro | Ampliação, Reabilitação e Reforço Anti-sísmico | Arqºs João Paciência e Pedro Filipe da Silva | Estrutura: Viplano
Moradia em Gaia | Arquitecto Frederico Valsassina | Estrutura: Viplano Lda
Alejandro Aravena: um Pritzker para a arquitectura social in Jornal Público
O mais importante prémio de arquitectura distingue uma obra que revolucionou a habitação social

O arquitecto chileno Alejandro Aravena, conhecido pelos seus revolucionários projectos de habitação social, nos quais os residentes são estimulados a aumentar e melhorar as casas por sua própria iniciativa, é o prémio Pritzker de 2016. A escolha foi anunciada esta quarta-feira, dia 13, e Aravena, que é também o curador da edição deste ano da Bienal de Arquitectura de Veneza, receberá o prémio, no valor de cem mil dólares (cerca de 72 mil euros), no próximo dia 4 de Abril, numa cerimónia que decorrerá no edifício das Nações Unidas, em Nova Iorque.




