Jacques Tati at the MoMa New York by Joel Yale for LIFE, 1958

Jacques Tati and Alain Becourt on the set of Mon Oncle, 1958

Fonte: The Red List
Jacques Tati at the MoMa New York by Joel Yale for LIFE, 1958

Jacques Tati and Alain Becourt on the set of Mon Oncle, 1958

Fonte: The Red List

Fonte: The Red List

Fonte: The Red List

A Europa do pós-guerra cultivou a tolerância, em todos os azimutes comportamentais, como timbre da sua elevação civilizacional. Por estranho e cacofónico que possa soar, a tolerância alavanca-se na intolerância de intolerâncias e, se assim não for, é mera submissão, abdicação de liberdade. Não podemos compactuar com fundamentalismos bárbaros e assassinos, temos que ser actuantes. Por uma questão de premência, anular numa primeira fase os efeitos e, numa segunda fase, por mais complexo e moroso, tratar das causas. O islamismo radical (eventualmente um pretenso islamismo), põe em causa o islamismo moderado que partilha uma paz ecuménica. No fervor das soluções possíveis, arrisca-se fazer pagar o justo pelo pecador. Para combater o radicalismo islâmico é preciso estar-lhe próximo, sendo que é o islamismo moderado que usufrui dessa proximidade. As ovelhas negras não podem viver camufladas pelas ovelhas brancas, gostaríamos de ver o verdadeiro islamismo na primeira linha desta luta.
José Filipe da Silva
2016-03-24
Quem se lembrou de uma coisa destas? Admitamos que o seminário “luso-brasileiro” que vai decorrer na Faculdade de Direito de Lisboa já estava programado antes da crise desencadeada pela golpaça político-judicial em curso no Brasil. Se assim for, há uma questão a que falta responder: como é que se lembraram de marcar um seminário sobre o futuro constitucional do Brasil (e de Portugal, olha só) para o 52º aniversário do golpe que derrubou um presidente eleito e instaurou uma ditadura militar? Como não há coincidências na vida, ou fugiu o pé para o chinelo ou é uma declaração de guerra com um atlântico pelo meio. Presumo que seja o chinelo.
Também não lembraria a ninguém que o vice-presidente brasileiro, e primeiro potencial beneficiário da eventual deposição de Dilma Roussef, escolha sair do país por uns dias precisamente quando o seu partido, o PMDB, tomará a decisão de sair do governo e se juntar aos parlamentares derrubistas. Mas é isso que anuncia o programa do evento. Pior, acrescenta outros pesos-pesados da direita, estes do PSDB, José Serra e Aécio Neves, sendo que o primeiro não estava previsto no programa original. O que os levaria a levantar voo do Brasil para se limitarem a conspirar por telefone?
CONTINUAÇÃO AQUI: TUDO MENOS ECONOMIA – PÚBLICO
Dear Member,
Last night something special happened. Something big. Our movement truly started to take form with our first assembly in Rome. There, we shared our first action plans – plans that you, as one of the first to join DiEM25, are part of.
Europe is now at a crucial point: the EU either embraces democracy or it disintegrates. Without transparency, democracy fails. When there’s too much secrecy, governments can make dodgy deals, never held to account because their citizens don’t know what’s happening before it’s too late.
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Óleo sobre platex, 96X168cm
“Beleza é um critério e um juizo humano. Desaparecido o sujeito que tem tal critério ou formula tal juizo, o mundo poderia ficar tal qual é, mas como afirmar que, sem o homem, continuaria a ser belo? Belo para quem?”
Álvaro Cunhal em A arte, o artista e a sociedade.
VER AQUI: DIVAGARES (blog)
Mesmo com toda a inteligência artificial, os carros robot apresentam uma clara desvantagem em relação aos drones: param quando encontram uma parede (não conseguem voar). Disney Research e ETH Zurich encontraram uma solução. O protótipo VertiGo tem duas hélices de inclinação variável que lhe dão o impulso necessário para aderir a qualquer superfície.
Com apresentação de Pedro Lamares e Mafalda Arnauth, Prémio Autores 2016, vai distinguir o que de mais relevante se fez no panorama cultural português no ano de 2015
À semelhança das edições anteriores, a SPA, em parceria com a RTP, irá premiar as melhores obras e autores de 2015, nas categorias de: Artes Visuais, Dança, Música, Literatura, Teatro, Televisão e Cinema.
A entrega dos prémios decorre a 22 de março, às 21.45h, no Teatro Nacional D. Maria II, com transmissão em direto na RTP2.

A quarta edição do Fronteira — Festival Literário de Castelo Branco acaba de ser anunciada. Numa edição em que irão debater-se antagonismos e cumplicidades entre a ficção e a poesia, nas letras como na música, cabe a autores como Manuel Alegre, Matilde Campilho, José Eduardo Agualusa,Inês Pedrosa, Nuno Júdice ou Luís Represas o papel de paladinos de uma ou outra facção. Ou até de ambas.
Da programação do Fronteira 2016 fazem parte mesas de debate, lançamentos de livros, apresentações e homenagens, ficção e poesia maldita, histórias contadas em verso, visitas às escolas e uma feira do livro, com os limites entre prosa e poesia a marcarem o tom do Festival.
Entre os dias 7 e 9 de abril, o Festival Literário de Castelo Branco regressa para discutir as fronteiras entre prosa e poesia, mantendo um pé de cada lado. Será o prosador um poeta sem capacidade de síntese? Será o poeta um prosador com tiques de preguiça? Uma embaixada de autores munidos de passaporte literário estão preparados para ensaiar as respostas a estas perguntas.
Acompanhe as novidades na página de facebook do Fronteira.
Pode consultar a programação completa no press kit disponível aqui.
Para mais informações:
comunicacao@booktailors.com
O Fronteira — Festival Literário de Castelo Branco é uma iniciativa da Câmara Municipal de Castelo Branco, com produção executiva da Booktailors — Consultores Editoriais.

E tu que és mulher de corpo Inteiro,
quiçá fisicamente apelativa,
como pede e cobiça, sobranceiro,
quem pretende explorar-te, em carne viva
(condição do anúncio que sugere,
para quem se quiser candidatar,
que seja bem mais coisa que mulher,
um objecto pronto a funcionar),
tu que sendo quem és, ao fim e ao cabo,
se queres que tratem com decoro,
pois não vendes a alma ao diabo
nem toleras abuso ou desaforo,
contesta, replica, repudia
quem assim te abocanha e avalia.
Domingos da Mota
O estudo da história pátria é válido, entre outras razões, pelas implícitas no imperativo do oráculo, que o vai buscar nas palavras do sábio: Nosce te ipsum. Encarar nossas mazelas, mergulhar em suas origens, traçar o seu perfil diacrônico – eis o caminho ideal para compreendê-las, lutar contra elas, transcendê-las.
Na trilha de investigações como as de Stuart B.Schwartz relativas à Bahia dos séculos XVII e XVIII, António Manuel Hespanha (Portugal dos seiscentos), Arno e Maria José Wehling (Rio de Janeiro, de 1751 a 1808), entre outras, Adelto Gonçalves lança uma obra de importância no campo dos estudos histórico-jurídicos entre nós: Direito e Justiça em Terras d’El-Rei na São Paulo Colonial – 1709-1822 (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), que enfoca especialmente “as atribuições e funções dos juízes ordinários, vereadores, juízes de fora, provedores, corregedores e ouvidores no período …. por meio da descrição dos casos mais significativos ocorridos à época, contribuindo assim para um diagnóstico (ainda que incompleto) da estrutura judiciária”.
O livro é fruto de pesquisas nos manuscritos da capitania de São Paulo, do Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa, via microfilmes depositados no Arquivo do Estado, a par de outros documentos, como as Atas da Câmara Municipal de São Paulo. Mas o tema já pertencia ao âmbito de interesse do autor, que também o é do premiado Gonzaga, um Poeta do Iluminismo (lembremos que o cantor de Marília era ouvidor em Vila Rica), bem como de Bocage: o Perfil Perdido (o pai do poeta foi juiz de fora e depois ouvidor na Metrópole).
Um dos projectos financiados pelo Conselho Europeu de Investigação é na área da física e o outro na das ciências sociais e humanas.
Luís Oliveira e Silva, professor catedrático do Departamento de Física e presidente do conselho científico do Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa, acaba de obter uma bolsa de 1,950 milhões de euros pelo Conselho Europeu de Investigação (ERC, na sigla em inglês). A outra bolsa atribuída pelo ERC foi para a área das ciências sociais e humanas. A antropóloga Cristiana Bastos, do Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa, recebeu 2,2 milhões de euros pelo projecto “A Cor do trabalho: as vidas racializadas dos migrantes”.
Imagine que está perdido num labirinto à procura da saída. Ou que é o antigo herói grego Teseu à procura do Minotauro. Será que a utilização de um computador quântico, que pode explorar todos os caminhos em paralelo graças ao princípio da sobreposição quântica, torna mais rápida a forma de encontrar a solução?
A resposta positiva era conhecida apenas para um punhado de labirintos, muito regulares e simétricos. No seu trabalho publicado na prestigiada revista americana Physical Review Letters e destacado como uma sugestão dos editores, Shantanav Chakraborty e Leonardo Novo, dois estudantes do Doctoral Programme in the Physics and Mathematics of Information do Instituto Superior Técnico (Universidade de Lisboa), juntamente com o seu orientador Yasser Omar, descobriram que um passeio quântico por labirintos aleatórios permite encontrar a saída da forma mais rápida possível, mesmo que a estrutura do labirinto seja extremamente desordenada.
Esta descoberta, feita em conjunto com Andris Ambainis, da Universidade de Letónia, é muito surpreendente e que mostra a vantagem quântica em computação é robusta à desordem espacial.
Adicionalmente, os autores estenderam os seus resultados para mostrar que é possível estabelecer comunicação quântica de elevada fidelidade entre dois pontos arbitrários de uma rede aleatória (nomeadamente para realizar a transferência de bit quântico), assim como a geração de entrelaçamento. Este trabalho abre caminho para o desenvolvimento de tarefas de informação quântica que mantêm um desempenho optimal em sistemas altamente desordenados.
Para mais detalhes, consulte o artigo AQUI
Meus Amigos,
Há duas razões para virem:
1. Prometo que vos vou fazer rir;
2. Vão ter o prazer de me ver chorar.

Há dias discuti aqui o “se” do que Assis chamou, também no PÚBLICO, de “colapso” europeu (ele referia-se ao “colapso moral” se for aprovado esta semana o acordo com a Turquia). Agora refiro-me ao “quando” de um outro colapso, o do sistema financeiro, onde se acumulam riscos vários importantes. O risco é tão evidente que o governador do BCE não fala de outra coisa.
Esse perigo tem duas facetas: deflação e estagnação. O risco de queda sucessiva da procura, em particular do investimento (esse é o primeiro efeito da deflação), mas também dos salários e pensões e portanto do consumo, conduz à redução das perspectivas de recuperação económica. É o que se está a passar nas principais locomotivas europeias que aterraram na estagnação, depois de um longuíssimo período de recessão (ou de duas recessões seguidas) em que se manteve sempre um nível elevado de desemprego. O desespero de Draghi é por isso compreensível: ele sabe que reduzir as taxas de juro tem resultados insignificantes, que a política de dinheiro barato já não tem impacto, e pede aos governos que façam o que ele não pode fazer, que aumentem a despesa … mas os governos não podem usar políticas expansivas por causa das regras orçamentais, que entre outros são drasticamente impostas pelo próprio BCE. É o círculo vicioso perfeito.
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A falou no chat com B, C, D, E, F, G, H…
I, J L, M, N sabem quem é A
A arrasta-se no alfabeto virtual da sua não existência.
A morreu de amor virtual.
Retirado sem autorização do Facebook | Mural de Inês Salvador
Portugal entrou na Grande Guerra para manter uma utopia – a de que tinha um império colonial a defender – e para salvar outra – a da que implantara uma jovem República progressista, democrática e igualitária.
A questão primeira não é a da entrada de Portugal na Grande Guerra. É a Grande Guerra. Ao ver as fotografias das “grandes figuras” que lançaram a Europa na Grande Guerra, ocorre-me sempre uma pergunta: que queriam estas macabras figuras de bigodes, botas altas, capacetes e bonés? Que figurões são estes? As fotografias dos “grandes” da Europa, engalanados como porteiros de hotel, sentados, de perna cruzada, tanto podiam ser a de quem mandou para fogueira para aí uns dez milhões de europeus, como a de banqueiros reunidos para mais uma golpada financeira, como a de um gangue antes do assalto. Até, na melhor das hipóteses, podia ser a de um grupo de velhos depravados num bordel. Faltam as raparigas, é claro.
A Grande Guerra foi precedida por um bacanal de kaiseres e Kzares, de reis e de presidentes, de generais e industriais. Essas negras figuras tinham uma palavra na cabeça e babavam-se: Império. Mandaram matar pelos impérios em áfrica e na Europa como quem come tremoços com imperiais.
Scroll no feed e são fotos e mais da Manuela Moura Guedes no desfile do Filipe Faísca. Ninguém pediu, mas vou dar a minha opinião, que é para isso que me serve esta página neste órgão de comunicação social. Mais precisamente, para dizer o que me apetece, mesmo quando ninguém perguntou e, também, quando podia ficar calada.
Gosto das meias e dos sapatos. Não gosto do vestido. Não desgosto exatamente do modelo, mas a confeção não parece boa, cai mal, assenta mal, as mangas não são mangas, são mangoilas. O tecido não parece adequar-se ao modelo. É demasiado espesso e “armado”, o resultado parece um “abat-jour”. Sendo que o Faísca faz coisas giras, muitas giras, às vezes, mas desta vez não parece ter corrido tudo bem.
A Manuela Moura Guedes é o que é, nem me dou ao trabalho de mais considerações, mas as pernas estão boas. Bem boas, é o que parece nas fotos. Já os comentários à idade da Manuela Moura Guedes para andar a passar modelos não me parecem nada bons. Moralistas, bacocos, imbecis, provincianos, de pequeno mundo e da completa falta dele, fora do prazo na capacidade de progredir em valores e ideias. Do preconceito, da mediocridade, da mesquinhez, enfim, da raiz de todos os males que é a estupidez.
Muito se pode apontar à Manuela Moura Guedes, mas nunca o andar a passar modelos aos 60 anos. Nem a ela nem a mulher nenhuma, nem a homem nenhum. Pela idade nunca. Pela idade não há nada a apontar às pessoas. Cada um tem a que tem, não é uma escolha que se faz. Queremos uma longa vida, desejamos aos outros uma longa vida, se não é para viver, é para quê, afinal?
Façam o favor de não antecipar a morte às pessoas. Façam o favor de não antecipar a vossa própria morte. Vivam e deixem viver.
Inês Salvador in Facebook (copiado sem autorização, mas com a devida vénia)



Retratos do Portugal antigo – ver mais aqui: Portraits of an ancient Portugal


A Roménia, sob o jugo do ditador Nicolae Ceausescu, atravessa um dos piores períodos da sua história, com a sua população a enfrentar a fome e dominada pelo terror. Seguindo as orientações do Presidente para a criação de um exército do povo no qual os soldados seriam treinados desde crianças, Paul, um ambicioso funcionário do partido, decide levar de casa o filho de três anos e entregá-lo aos cuidados do Estado. Quando a mãe se apercebe do desaparecimento do pequeno Drago, o desespero já não a abandonará, bem como o firme desejo de acabar com a vida do marido.
Correndo riscos tremendos, Nadia não desistirá, porém, de procurar o menino, ainda que para isso tenha de forjar uma nova identidade, de fazer falsas denúncias, de correr os orfanatos cujas imagens terríveis chocaram o mundo e até de integrar uma rede que transporta clandestinamente crianças romenas seropositivas para o Ocidente. Mas será que o seu sofrimento pode ser apaziguado enquanto Paul for vivo? Enquanto o ditador for vivo?
Portugal, que não é um fado, continua a viver com a ilusão dos eleitos.
1. Portugal largou Cavaco como se mudasse de pele. Nenhuma transição desde o fim da ditadura gerou este alívio, quase uma libertação nacional. Marcelo tomou posse do momento, impaciente de optimismo e ecumenismo: apaziguar, unir, sorrir, curar. Descendo a minha rua, vi lágrimas no meio do povo, aos pés da Assembleia. No item empatia, foi a passagem do zero para a maioria absoluta. E aí vai Portugal para a Primavera de 2016, cheio de fé renovada.
(…)
Os guilros são os donos deste mundo. Os guilros elevam-se até às gárgulas do Mosteiro, lá no alto, nos pináculos. As gárgulas riem-se às gargalhadas, assobiam, cantarolam e velam, velam sempre por detrás das suas carantonhas malévolas lembrando que o diabo existe, lembrando as pessoas que o diabo toma muitas formas. Gárgulas e guilros conhecem o mundo.
As gárgulas aparam a água que escorre dos céus; os guilros dessedentam-se nessas águas para poderem esvoaçar, sôfregos, à volta de outras raparigas que, por sua vez, dançam na praça e enlouquecem os homens, seja isto ontem ou hoje ou amanhã.
Depois, de repente, inesperadamente, começam a debandada na direcção da serra que existe por detrás das casas, por detrás das árvores, na direcção da serra presente ao longe. Abandonam o Mosteiro. A terra treme.
Sempre aos gritos desvairados, esvoaçando pelos céus agora escurecidos, os guilros desaparecem. Deixam um rasto de incompreensão, de susto, de trevas.
Cheira ao pó da eternidade. Depois, a porta pesadíssima, enorme do Mosteiro fecha-se sobre mim que ainda continuo sentada ali nas lajes em frente. Permaneço na mesma posição há centenas e centenas de anos. Tal como as vozes e os gestos dos pedreiros indiferentes ao desenrolar dos tempos.
Para eles é que vão os meus murmúrios. Para os construtores das gárgulas de todos os templos.
Cristina Carvalho – excerto de “OS GUILROS E AS GÁRGULAS DO MOSTEIRO”, conto incluído no livro “CONTOS IMPERFEITOS”, uma publicação de Arquivo – Bens Culturais em Fevereiro de 2016
I
A história da rivalidade entre dois irmãos é tão velha quanto a Humanidade. A Bíblia nos conta a história de Caim e Abel, os dois filhos de Adão, criados e educados da mesma maneira, mas com caráter e personalidades diferentes. E a de Esaú e Jacó, história dos filhos de Isaque e Rebeca, que inspirou Machado de Assis (1839-1908) a escrever um romance sobre a rivalidade entre irmãos gêmeos, tendo a mãe no centro da disputa. Recentemente, ainda na literatura brasileira, Milton Hatoum (1952) publicou Dois irmãos (2000), excepcional romance que relata um drama familiar em cujo centro estão dois filhos de imigrantes libaneses, os gêmeos Yaqub e Omar.
O tema serve agora para a escritora Eltânia André lançar o seu primeiro romance, Para fugir dos vivos (São Paulo, Editora Patuá, 2015). Mas, ao contrário dos romances citados, aqui se trata de um mundo exclusivamente masculino que é visto detidamente por um olhar feminino. E essa é a grande diferença.
Como se sabe, nos dias de hoje, é difícil encontrar um escritor que, por mais genial que seja, construa imagens insólitas, que não sejam conhecidas. Já as escritoras costumam escrever de maneira distinta, têm imagens completamente novas, constituem janelas para outro mundo, outra sensibilidade e outra forma de ver as coisas. E isso se constata exatamente quando uma autora compõe personagens masculinos. É exatamente o caso de Para fugir dos vivos.
I
No prólogo que escreveu para O jardim dos caminhos que se bifurcam (1941), Jorge Luis Borges (1899-1986) refere-se à “escrita de notas sobre livros imaginários”, a uma época em que já havia publicado o conto “A aproximação a Almotásim” (1935), que constitui um pseudo-ensaio ou uma resenha ou recensão de um suposto livro publicado em Bombaim três anos antes. Para “enganar” seus leitores e futuros estudiosos de sua obra, dotara o livro imaginário de um editor real e um prefácio que teria sido escrito por um escritor real, mas tanto o autor como o livro, seu enredo e detalhes de alguns capítulos eram de sua inteira invenção.
Mais de 70 anos depois, o professor Francisco Maciel Silveira, se não foi tão longe, lançou um livro, Exercícios de caligrafia literária: Saramago Quase (Curitiba, Editora CRV, 2012), que segue nessas pegadas, pelo menos em parte, ao reunir ensaios que parecem ficções e que seriam de diferentes autores, todos preocupados em desvendar a obra ficcional e o teatro da primeira fase de José Saramago (1922-2010) como autor. Em outras palavras: o ensaísta recorre ao conceito de polifonia utilizado por Mikhail Bakhtin (1895-1975) no estudo da obra de Fiodor Dostoievski (1821-1881) para reunir vozes e pontos de vistas conflitantes a respeito da obra saramaguiana.
O escritor açoriano Almeida Maia anuncia uma tripla reedição dos seus primeiros trabalhos para o mercado internacional, além de um uno novo romance em 2016. Atualmente a residir entre Coimbra e Barcelona, e após um revés editorial que levou as obras “Bom Tempo no Canal”, “Capítulo 41” e “Nove Estações” a esgotarem na origem, o autor aposta nos mercados de expressão portuguesa além-fronteiras, sobretudo o Brasil, além das comunidades luso-descendentes dos Estados Unidos, Canadá, França e Reino Unido. As versões em papel, com capas renovadas pelo designer Miguel Maia, já estão disponíveis na Alemanha, Itália, Espanha, México, Índia, Japão, e brevemente na China, Holanda e Austrália.
Licenciado em Psicologia e mestrando em Psicologia do Trabalho, das Organizações e dos Recursos Humanos, Pedro Almeida Maia foi vencedor dos prémios literários Letras em Movimento 2010 e Discover Azores 2014, além de selecionado para a Mostra LABJOVEM 2014, considerado o Escritor do Ano 2014 pelo Correio dos Açores e de integrar o Plano Regional de Leitura dos Açores nos últimos anos.
O autor e cronista anuncia também um novo romance. O título, as datas e outros detalhes serão anunciados em breve.
“Um dia um homem branco me falou, que no Brasil não tem branco… mas quando olho em todo canto, eu vejo o branco dominando…”
Giovane Sobrevivente
Poeta e Ativista Cultural
Posso começar este texto com as afirmações “sou racista, sexista, machista, homofóbico, gordofóbico, xenófobo, intolerante religioso…”, pois vivo em um país de desigualdades e de discriminações e aprendi na infância, na adolescência e juventude, através do discurso dominante, inconscientemente, a negar a existência dessas desigualdades e discriminações. Também posso começar o mesmo texto dizendo que estou em processo de educação ao participar de debates, mesmo quando fico somente ouvindo, calado; quando vou a eventos onde se discute a desconstrução de toda e qualquer forma de discriminação e dou, apenas, pequenas contribuições.
Nesse sentido convido a todos os brancos e brancas, meus conhecidos ou não, a se irmanarem num grande debate sobre a humanidade negra, pra fazer um exame de consciência sobre o assunto, expor suas ideias e pensamentos, participar da luta contra os privilégios. É hora de cada um dos privilegiados começar a abrir corações e espaços de poder para que o debate seja posto, incluindo, certamente, recortes de raça, gênero e expressão sexual. Cito aqui grupos que poderão se sentir incluídos nesse chamado: juízes, advogados, delegados, deputados, senadores, vereadores, gestores públicos, governantes, prefeitos, presidentes, comando das polícias, jornalistas, escritores, artistas, empresários etc.
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Pior que o esquecimento era a suspeita
de que o inverno em mim amarelecera
toda a razão de ser da primavera.
David Mourão-Ferreira
Crédito foto: Phan Thu Trang

No dia 18 de Novembro de 2015, na companhia de Alexandre Frazão e Bernardo Moreira, o pianista Mário Laginha subiu ao palco do Pequeno Auditório do CCB para um concerto que tinha como título “A Biblioteca dos Músicos” e que integrava a programação dos Dias do Desassossego’15.
A GestãoPlus, selo editorial do Grupo BertrandCírculo dedicado à arte de conduzir negócios, lança dia 11 de março o livro Um Ano com Peter Drucker, de Joseph A. Maciariello.
O autor, que foi aluno e colega durante 26 anos daquele que é considerado o guru da gestão e pai da administração moderna, pretende com este livro partilhar as técnicas de gestão de Drucker. Ao longo de um ano de leituras, aulas e perguntas é dada a oportunidade de experimentar a mentoria de Drucker, cuja obra teve um tremendo impacto na gestão de empresas em grande escala.
São 52 as lições que fazem parte de Um Ano com Peter Drucker, uma para cada semana do ano, e que estão subdivididas em treze grandes tópicos. Cada uma das lições dá um importante contributo para o que deverá ser uma liderança eficaz. O livro está repleto de exemplos e sugestões práticas, explorando os temas que Drucker considerava serem incontornáveis no tema da liderança. Um guia indispensável.

Já que o coito — diz Morgado —
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou — parca ração! —
uma vez. E se a função
faz o órgão — diz o ditado —
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.
Natália Correia
(resposta a João Morgado, deputado da bancada parlamentar do CDS,
no debate sobre a legalização do aborto, no dia 3 de Abril de 1982)
Recordar um pouco da Lisboa dos anos 60 e do período revolucionário no Instituto Superior Técnico dos anos 70

Le 8 mars n’est pas « la journée de la femme », mais plutôt « la journée internationale des droits des femmes ». Pour les militant(e)s, il s’agit précisément de « la journée de lutte pour les droits des femmes ».
O livro de António José Seguro aborda, de forma pioneira e com minúcia de dados, um tema fundamental no funcionamento das democracias de hoje, e da portuguesa especialmente – o do controlo do Governo perante o Parlamento e, consequentemente, o do poder relativo de que as maiorias e minorias (ou da maioria e da oposição) dispõem no hemiciclo.
No presente quadro parlamentar saído das últimas eleições legislativas e, ao mesmo tempo, assinalando os 40 anos da Assembleia da República, este livro de António José Seguro é mais atual do que nunca.
Lançamento no dia 10 de março, às 18h30, no Auditório 2 da Universidade Autónoma de Lisboa. O livro será apresentado por Viriato Soromenho-Marques. A sessão conta com intervenções de André Freire e Manuel Meirinho Martins.
«Muito bem ancorado teoricamente, o trabalho de António José Seguro permite demonstrar que a tese sobre o declínio dos parlamentos […] é no mínimo parcial.»
André Freire, Professor Associado com Agregação em Ciência Política do ISCTE-IUL
Fui ao Mercado Biológico e ai que maravilha, por coincidência era tudo biológico! Carnes, peixes, mariscos, pão, bolos, fruta, vinhos, água, chás, cafés, detergentes, produtos para a higiene íntima, maquilhagem, etcetera, etcetera. Havia leitões que tinham largado os campos e feito maratonas para chegar à loja e desmaiar nas vitrinas ainda com as bolotas na boca, mexilhões que tinham vindo a cavalo em polvos, que percorreram a ciclovia na ponta dos tentáculos para caírem de cansaço dentro da arca frigorífica, perdizes que voaram para dentro da loja e foram sentar-se nas prateleiras dos congelados já depenadas, pães com os grãos de trigo e centeio ainda descascarem-se dentro da embalagens, água a correr da nascente mascarada de garrafa de plástico, óleos de todas as espécies e origens do que é oleoso, sacos de algas, sacos de lodo, sacos de tanta e tanta coisa, e sacos de papel reciclado para levar tudo.
Livro com uma pedagogia recomendável a todos os adultos….
A tão discutida crise da social-democracia (SD) – não, não estou a falar da que Passos Coelho redescobriu há dias… – observa-se hoje, a partir de Portugal, com uma experiência de governo tão original quanto a atual, de forma substancialmente diferente da visão desoladora com que ela emerge à escala internacional. Depois da sua viragem ideológica dos anos 80 no sentido de um social-liberalismo (liberal na economia e nos costumes, social na preservação de políticas de redistribuição desde que não ponham em causa a recomposição do capitalismo internacional em nome da competitividade), a SD perdeu uma grande parte da sua capacidade de representação política, sobretudo entre os que dependem de um salário e os setores sociais que, avessos a mudanças estruturais do capitalismo, não deixam de acreditar na função reguladora das políticas sociais.
O tempo nos devora
e pouco se demora
em nós a primavera
mas há sempre uma ilha
e a linfa vacilante
entre a música e a luz
no caudal ligeiro
que a corrente leva.
Bom é jorrar na margem
que se julgava estagnada
um jato de água
que devolve à paisagem
o encanto da vertigem
um alento de tempo
que ficou suspenso
no pulsar da aragem.
maria isabel fidalgo
(Running along the beach- Joaquin sorolla )


1. Foi inesperada e reconfortante a reacção ao nosso “alerta” sobre a real possibilidade de encerramento da Livraria passados quase 47 anos sobre o seu início na Av. do Uruguai, 13A, em Lisboa, (Benfica). Agradecemos a todas e a todos os que nos visitaram.
Hoje acreditamos um pouco mais na possibilidade do “milagre” do renascimento deste projecto livreiro e editorial.

Vladimir Nabokov (1899-1977), sulfureux écrivain d’origine russe et américain d’adoption, est notamment connu pour ses romans Lolita (1955), La Méprise (1934) ou Feu Pâle (1962). Il rencontre Vera Slonim en mai 1923 et fait d’elle sa dactylo et sa traductrice avant de l’épouser en 1925. En plus de lui dédier la quasi-totalité de ses œuvres, Nabokov lui adresse également des lettres d’amour d’une rare beauté.
O Mistério Templário desde a Formação de Portugal
ao Projecto dos Descobrimentos
pelo historiador Paulo Loução | Sábado, 5 de Março
Victor Hugo (26 février 1802 – 22 mai 1885) est un homme aux multiples facettes : écrivain, féministe, socialiste etc. Mais l’auteur des Misérables est surtout un humaniste. Chacun de ses combats ont été avant tout motivés par le besoin de remettre l’homme au centre de la vie politique et sociale. Dans cette lettre qu’il adresse au rédacteur de La Ruche populaire et ouvrier, l’homme de Lettres clame haut et fort l’importance d’adopter un regard universel sur l’essence de l’homme, peu importe son origine sociale.
Espetáculo multimédia baseado no “Livro do Desassossego” vai mexer com a capital britânica

O coração, se pudesse pensar, pararia.” Mais de três décadas depois de ter sido revelado ao mundo, “O livro do desassossego” chega esta quarta e quinta-feira a Londres, num espetáculo multimédia do holandês Michael Van der Aa e que será conduzido pela maestrina portuguesa Joana Carneiro.

Póvoa de Varzim, 24.02.2016
O Ministro da Cultura, assumindo-se como um “homem do livro”, revelou que foi “com enorme entusiasmo e imenso prazer” que aceitou participar no Correntes d’Escritas. Reconheceu o “trabalho notável” que é desenvolvido pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim ao longo dos últimos 17 anos, transformando o Correntes no “maior evento ibero-americano de literatura”. João Soares destacou o papel de Manuela Ribeiro, organizadora do Encontro, e por isso fez questão de lhe entregar a Medalha de Mérito do Ministério da Cultura nesta cerimónia.
João Soares transmitiu que “o Correntes d’Escritas tornou a Póvoa conhecida do Cabo Bojador até ao estreito de Magalhães, pelo menos. De facto, tornou-se um festival internacional de grande prestígio para toda a literatura ibero-americana”.
SinopseEm Setembro de 1476, na costa do Algarve, ocorreu uma batalha naval entre uma frota luso-francesa e outra genovesa.
Na batalha, segundo a biografia de C. Colon, este salva-se a nado e chega à costa portuguesa, onde começa então a vida conhecida do Almirante. Na mesma batalha, o cronista real Rui de Pina, refere por outro lado, apenas o desaparecimento de um capitão naval, fidalgo português.Este facto suscitou-me alguma suspeição e levou-me a realizar uma longa investigação histórica sobre a vida daquele fidalgo luso.Neste livro, depois de se analisar as mais de cinquenta coincidências encontradas entre a vida do fidalgo e a de C. Colon, deixa-se ao leitor a decisão sobre quem foi de facto este nobre português e… sobre a hipótese de o poder confirmar.
Ver aqui: Chiado Editora
As evocações homenegeatórias a Umberto Eco destacaram o filósofo que devolveu a curiosidade à filosofia, o escritor que se divertiu com os seus romances (havia nele um Salgari que nunca escondeu e que norteou a sua busca das terras incógnitas) e o homem cívico que compreendeu que a força de Berlusconi era só a nossa fraqueza, nossa, dos cidadãos desprotegidos perante o tumulto comunicacional e a perda de identidades que a pós-moderna cosmologia impõe. A vertigem do efémero era o ódio de Eco, como se pode compreendê-lo. Eco, como, entre nós, Eduardo Lourenço ou João Martins Pereira, ou Augusto Abelaira, ou Urbano Tavares Rodrigues, era o Montaigne de um tempo novo que ainda brande a modernidade contra o culto do flash, da cosmética e do pronto-a-vestir que dá conforto às transumâncias ideológicas.
Por isso mesmo, a biblioteca era a sua vida. Mas não qualquer biblioteca. Sem labirintos, como a do Nome da Rosa, embora talvez com esconderijos, porque os há sempre, uma biblioteca pessoal não deve ter mais de trinta mil livros, dizia Eco para si mesmo. É muito livro, não sei se ele os pensava poder ler todos, mais os que lá não estão e passam por nós. Na verdade, ler esses livros não é a medida de um bibliotecário, é simplesmente viver com eles, com o gosto da novidade, com o espírito do coleccionador, com o fascínio das ideias escondidas: quando lemos um bom livro nunca terminamos de o ler.

Article original publié en anglais sur le site de truthdig.com, le 14 février 2016.
Christopher Lynn Hedges (né le 18 septembre 1956 à Saint-Johnsbury, au Vermont) est un journaliste et auteur américain. Récipiendaire d’un prix Pulitzer, Chris Hedges fut correspondant de guerre pour le New York Times pendant 15 ans. Reconnu pour ses articles d’analyse sociale et politique de la situation américaine, ses écrits paraissent maintenant dans la presse indépendante, dont Harper’s, The New York Review of Books, Mother Jones et The Nation. Il a également enseigné aux universités Columbia et Princeton. Il est éditorialiste du lundi pour le site Truthdig.com.
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Bernie Sanders, qui s’est attiré la sympathie de nombreux jeunes universitaires blancs, dans sa candidature à la présidence, prétend créer un mouvement et promet une révolution politique. Cette rhétorique n’est qu’une version mise à jour du « changement » promis en 2008 par la campagne de Barack Obama, et avant cela par la Coalition National Rainbow de Jesse Jackson. De telles campagnes électorales démocratiques, au mieux, élèvent la conscience politique. Mais elles n’engendrent ni mouvements ni révolutions. La campagne de Sanders ne sera pas différente.
Vinte e sete chefes de governo de países da União Europeia deram a David Cameron o que ele queria. Tanto os que se dizem federalistas, como os que não sabem o que são, como os que só pensam em austeridade aceitaram levantar entraves à famosa “livre circulação” de pessoas, outorgaram o direito de veto ao santuário neoliberal da City, permitiram a institucionalização de um apartheid social para os imigrantes e aceitaram que o Reino Unido esteja isento dessa gloriosa máxima da farsa continental que obriga os Estados membros a “trabalhar por uma Europa cada vez mais estreita”.
“Vivam e deixem-me viver”, terá mendigado o primeiro-ministro britânico aos seus confrades, naquela que para o fervoroso diário federalista El País foi a cimeira “mais ignominiosa” da história da União Europeia. Do “efervescente” italiano Matteo Renzi, a Hollande, Merkel e cada um dos 27, ninguém escapa à furibunda pena do articulista, a imagem do estado de desespero em que caíram os fundamentalistas da União Europeia tal como ela é, pressentindo a degradação acelerada que tem exame decisivo no próximo 23 de Junho, a data do referendo no Reino Unido.
O Beijo de Klimt está no Velvedere na Áustria.
Não sei se alguma vez terá visitado Damasco
sem ser pela mão virtual de Tamman Azzam.
Não nego a mão do artista apenas o espaço.
O Beijo dourado nas paredes neutras do museu
atrai os olhares digitais do mundo moderno
e nada me diz do mundo que é o seu.
Neste aqui as flores parecem mais verdadeiras
no caos das pedras (que perderam morada
que parecem ter fugido ou pedido asilo
quando da destruição não se espera nada)
e o abraço mais sentido.
A tragédia de tudo isto é não passar de arte
e não veja mais do que uma morada morta
quem passar por aquela parte.

[Le Débat]
La souveraineté du people – Guillaume Erner. La meilleure façon de saisir une société, c’est de comprendre ses obsessions. La nôtre est obsédée par la célébrité.
Ce livre cherche à comprendre pourquoi, et comment, la notoriété est devenue un objectif suprême. À cet égard, il s’est produit plus qu’une évolution : une révolution. Comment le narcissisme a-t-il pu ainsi triompher de l’humilité? Certes, jadis, la gloire était encensée. Mais la célébrité n’est pas la gloire, les people ne sont pas des héros. Tenter de saisir cette rupture, c’est saisir la nature de notre époque.
Pourquoi les people suscitent-ils autant d’attrait? Leur présence dépasse aujourd’hui de loin la presse spécialisée. Ils ont envahi Internet, et même les journaux les plus sérieux se penchent aujourd’hui sur leur sort. Alors que les people ne sont célèbres que pour leur célébrité, l’attention dont ils bénéficient ne cesse de croître. Cet essai vise à comprendre un tel paradoxe. Pour ce faire, il convoque un univers bien éloigné de celui de Nabilla et de Justin Bieber : celui des sociologues qui, de Weber à Simmel, se sont attachés à expliquer la modernité. Car les people constituent le parfait résumé de notre époque. Comprendre le rôle qu’ils jouent auprès de nos contemporains permet de mieux comprendre notre société. Ce nouveau culte de la célébrité pour elle-même révèle la condition des anonymes, depuis l’individualisme contemporain jusqu’au consumérisme. À travers le people, c’est le peuple qui est éclairé.
Lisez les premières pages : bit.ly/211fkhR
Com o propósito de contribuir para um melhor conhecimento da ditadura que ainda hoje continua a exercer uma forte atração sobre muitos portugueses, este estudo foca-se nos acontecimentos que decorreram entre o início de 1934 e o começo da Guerra Civil Espanhola, em Julho de 1936. Trata-se de uma análise pormenorizada de um período fundamental para a afirmação do Estado Novo, pelo controlo das oposições e pela implementação das primeiras políticas de fomento económico-sociais.
Arnaldo Madureira é economista , professor universitário e investigador do período que cobre o Estado Novo. É sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Sociedade Histórica da Independência de Portugal.

Welcome to DiEM25!
Since our launch on 9th February in Berlin, many have joined DiEM25. Thank you for being amongst the first to do so!
Ideally, we should all get together to welcome each other to DiEM25!
Alas, Europe is too large to allow this.
Europe may be very large but it is not powerful enough to withstand the destructive forces that are tearing the EU apart.
The reason? With their incompetence and authoritarianism, the EU establishment have turned Europeans against it.
Whatever we may think of the EU, its disintegration today threatens the peoples of Europe with a (post)modern version of the 1930s.
Cristina Carvalho nomeada para o Prémio Autores 2016, na categoria de LITERATURA – Melhor Livro de Ficção Narrativa – pela sua obra “O Olhar e a Alma” publicado por Planeta.
O vencedor será conhecido no dia 22 de MARÇO no decorrer da Gala Prémio Autores SPA/RTP 2016, no Teatro Nacional D.Maria II.
A Gala será transmitida em directo pela RTP 2.
Ainda há pouco mais de um mês comprei, comprei o “O Cemitério de Praga”. Aquelas primeiras páginas, a descrição de uma loja, uma espécie de antiquário propriedade de um velho judeu, a própria figura do homem, só aquelas duas páginas deixaram-me sem respiração. Li-as várias vezes, deslumbrada. O poder descritivo, o desenho do sentido de humor a cada palavra escrita, a intensidade da própria intenção, o humanismo, a universalidade, deixa-me prostrada e cansada, mas alegremente cansada e incansável, sôfrega e sedenta de mais palavras de Eco.
Nem sempre usando as mais fáceis e imediatas expressões ou as mais directas palavras ou as mais transparentes intenções, Umberto Eco conseguiu, apesar disso, apesar dessa dificuldade transpor o que é mais importante de tudo na literatura: ultrapassar e fazer respirar e fazer compreender não as suas próprias idiossincrasias mas as questões essenciais dos homens, as questões primevas da humanidade. Como está demonstrado à exaustão, só palavras não chegam. Aparentemente, talvez mesmo prolixo e com temas que talvez não interessassem ao vasto e indiferente público, a verdade é que Umberto Eco, com o seu livro “O Nome da Rosa” (publicado em 1980) chegou a todo o planeta e se houvesse mais planetas com leitores também lá chegaria. Era a História em movimento, a História cruzada num misto de romance policial, deslumbrante no seu subtil sentido de humor com milhões e milhões de exemplares lidos por ainda mais milhões de seres.
UMBERTO ECO foi escritor, filósofo, semiólogo, linguista.
Nasceu em Itália em 1932.
Morreu ontem, 19 de Fevereiro de 2016 aos 84 anos.
Cristina Carvalho
Fotografia via Flickr.

Neste momento, o ritmo das ofertas e das aquisições semanais subiu muito, e tem havido um crescente número de voluntários para trabalhar no ARQUIVO / BIBLIOTECA. Torna-se necessário uma espécie de entreposto em Lisboa, onde se possa recolher material, dar-lhe um primeiro tratamento e organização e ter um posto de digitalização. Por isso, precisamos da cedência de um espaço que não precisa de ser muito grande, com condições mínimas para que se possa fazer estes trabalhos, ou pro bono, o que seria ideal para não agravar as despesas, ou com uma renda nominal. De nossa parte, podíamos fazer pequenas obras de manutenção, garantir os gastos de electricidade e água e cuidar da segurança do espaço. Há por toda a cidade espaços vazios, lojas e pequenos apartamentos vagos, que podem servir para este objectivo,. A acessibilidade é também importante. O período da cedência seria de cerca de dois anos.
Obrigado.
O Universo Concentracionário (1945) é o primeiro olhar político sobre os campos de concentração e o impacto físico e mental das condições de vida neles impostas. Desmontando lucidamente o funcionamento da máquina de extermínio e de produção de terror concebida por Hitler, David Rousset centra-se nas molas psicológicas, nos métodos de repressão e nas hierarquias estabelecidas nos campos, pondo em causa, em última instância, a transitoriedade destes locais de horror, tão duradouros como os totalitarismos que eternamente se sucedem. A especificidade deste livro de referência, o seu sangue-frio e o despojamento das suas linhas precederam as obras de Primo Levi e de Robert Antelme e influenciaram determinantemente Hannah Arendt n’As Origens do Totalitarismo.
David Rousset (1912-1997), filósofo e autor francês, foi capturado pela Gestapo em 1943 e deportado para Buchenwald e Neuengamme. Libertado em 1945, redige poucos meses depois O Universo Concentracionário, o primeiro testemunho dos campos de concentração e do sistema que neles operava. No pós-guerra, teve um papel essencial na denúncia dos crimes cometidos pelo regime comunista na União Soviética, tendo sido ostracizado pela Esquerda francesa em 1949, por ter denunciado na imprensa a realidade dosgulags. Dedicou a sua vida à elaboração da mais precisa geografia do mundo concentracionário e é autor de Les Jours de notre mort (1947) e de Sur la guerre (1987), entre outras obras.

Prefácio da escritora Lynda de Carvalho
(Adnilo Lotus de Carmim)
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Será servido um Porto de Honra
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CARLOS FERNANDO BONDOSO, natural de Moimenta
da Beira, viveu grande parte da sua
vida em São Tomé e Príncipe. Presentemente
encontra-se a residir na cidade do Montijo.
Tem dois livros de poesia publicados em 2012
“Sombras que Falam” e “Cor Púrpura” ambos com a chancela da Chiado Editora. Publica
no Brasil na revista literária “As Flores do Mal”
faz parte das antologias de poetas contemporâneos
“Entre o Sono e o Sonho” III e IV edições, da Chiado Editora
Antologia de contos”Beijos de Bico”, da coletânea poética ,“poesias sem gavetas I e II volumes, da Pastelaria Editora.Coletânea de poesia “Palavras de Cristal “Volume I,
da Modocromia.Coletânea de poesia erótica “EROTISMVS” impulsos e apelos,da Esfera do Caos;publica na revista literária ,“ A Chama”,folhas poéticas.
Tem centenas de poemas publicados em grupos de
poesia, no face. Fez ainda parte de uma
antologia em honra do grande escritor brasileiro
Affonso Romano de Santanna “Cumplicidade das letras”
“Na inquietude que transporto dificilmente vou
serenar pois tornei-me escravo das palavras”
Se tivesse 10% de hipóteses de ter um acidente de automóvel fatal, não tomaria as precauções necessárias para que tal não acontecesse? Se as suas finanças tivessem 10% de hipóteses de sofrer uma perda severa, não reavaliaria as suas contas? Então, se sabemos que o mundo está a aquecer e que existem 10% de hipóteses de isso provocar uma catástrofe, por que motivo não são imediatamente alteradas as leis ambientais?
Partindo de material e trabalhos que não estão, habitualmente, ao alcance do grande público, Gernot Wagner e Martin Weitzman exploram, de modo claro e lúcido, as eventuais repercussões de um planeta mais quente. Aquilo que sabemos sobre o aquecimento global é já de si alarmante; aquilo que ainda não sabemos sobre os riscos extremos que corremos pode ser ainda pior.

Participantes
Autores:
Adelice Souza (Brasil), Afonso Cruz, Affonso Romano de Santa’Ana (Brasil), António Mota, António Torrado, Carmelinda Gonçalves (Cabo Verde), Clóvis Levi (Brasil), Cristina Carvalho, José António Gomes, José Jorge Letria, Luísa Ducla Soares, Margarida Fonseca Santos, Maria Celestina Fernandes (Angola), Maria João Lopo de Carvalho, Marina Colasanti (Brasil), Mário de Carvalho, Olinda Beja (S. Tomé) e Sílvia Alves.
Ilustradores:
Ana Biscaia, André da Loba, Mónica Cid e Rachel Caiano.
Especialistas:
Ana Bela Mendes (Faculdade de Belas Artes), Carlos Pinheiro (RBE Cascais), Dora Batalim (Universidade Católica), Leonor Riscado (ESE Coimbra), Lúcia Barros (RBE Viana do Castelo), Luiz Gamito (Psiquiatra), José Manuel Cortês (Sub-Director Geral da DGLAB) e Manuel San Payo (Faculdade de Belas Artes).
Narradores:
Benita Prieto, Cristina Taquelim e Jorge Serafim.
Para além dos já confirmados, estão também convidados outros escritores e ilustradores de Portugal, Galiza, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé, Angola, Moçambique, Timor e Brasil, bem como especialistas em literatura infanto-juvenil, promoção do livro e da leitura, editores, bibliotecários.
Edmar Mascarenhas saiu da Bahia em 2006 para uma aventura que poucos têm coragem para enfrentar e, somente em 2011, conseguiu abrir o primeiro negócio. Sem falar quase nada em inglês e sem um tostão no bolso, na bagagem somente a vontade de trabalhar e o sonho de ganhar a vida. No meio do caminho, percalços, pouca experiência em administração de negócios, muitos leões para serem abatidos. Agora em 2016, no próximo dia 17 de fevereiro, o Ed’s Hair Beauty convida aos amigos e amigas para comemorar o aniversário de cinco anos do mais badalado salão de beleza da região metropolitana de Manchester.
Verão de 2007. Portugal estava a banhos e descansava sobre um crescimento económico de quase 2,5%, a que se juntava o défice abaixo das exigências de Bruxelas e uma dívida de 68% do PIB.
Do lado de lá do mar, o sentimento era outro. O Lehman Brothers mostrava os primeiros sinais de instabilidade. Ainda assim, ninguém fez grande caso, até o banco apresentar perdas de 3900 milhões, deixando os mercados em estado de sítio. O resto da história já sabemos. O fim da bolha do imobiliário norte-americana deixou o sistema europeu em apuros, secou o financiamento à atividade económica e obrigou a gigantescos resgates com dinheiro dos contribuintes. As economias periféricas, mais frágeis, foram as primeiras a cair, assim que a loucura dos especuladores chegou às dívidas públicas. Sob a pressão das agências de rating, o financiamento dos estados ficou insuportavelmente caro, precisamente no momento em que era mais necessário. E, tudo isto, sob o olhar parado e indiferente do todo-poderoso BCE.
I
À época em que era escrita apenas para a publicação em jornal diário, a crônica tinha caducidade precoce. Talvez por isso o gênero tenha sido sempre visto como pouco merecedor de tratamento crítico, o que nunca o impediu de ser cultivado no Brasil desde o século XIX por escritores eminentes como José de Alencar (1829-1877) e Machado de Assis (1839-1908), passando por sua fase de ouro com João do Rio (1881-1921) e Rubem Braga (1913-1990), que seriam seguidos por mestres do quilate de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), Fernando Sabino (1923-2004), Paulo Mendes Campos (1922-1991), Henrique Pongetti (1898-1979), Luis Martins (1907-1981), Lourenço Diaféria (1933-2008), Raquel de Queiroz (1910-2003) e outros tantos.
Agora, em época de Internet, essa caducidade já não é tão precoce, mas o gênero igualmente precisa do papel impresso para ganhar perenidade e talvez a pretensa eternidade dos arquivos e bibliotecas públicas, que o preservariam do esquecimento. Além disso, a crônica, espécie de conversa à beira do fogo ou debaixo da árvore, é ainda a melhor maneira de se dizer de maneira simples verdades que ditas de forma mais pomposa ou solene talvez não conquistassem tantos corações e mentes.
Faria hoje 110 anos um dos últimos grandes pensadores portugueses. Nascido no Porto em 1906, George Agostinho Baptista da Silva foi filósofo, foi poeta, foi ensaísta e pedagogo; os seus pensamentos são de tal modo marcantes que ainda hoje se mantêm bem vivos nos círculos intelectuais portugueses.
Uma mistura de panteísmo, milenarismo e ética da renúncia, com forte afirmação da Liberdade no seu máximo esplendor e da realização do Ser Humano. Com grandes preocupações – e conselhos – sobre a vida em sociedade e sobre as mudanças necessárias para uma vida, quer individual, quer coletiva, com muito mais significado e tolerância pelo próximo.

Começa a vida política como militante do partido centrista de Egas Moniz em 1917. Deputado do parlamento sidonista em 1918, chegando a exercer, durante esse período, o cargo de diretor-geral dos transportes terrestres. Alinha na conspiração republicana contra Tamagnini Barbosa em 1919. Fundador do grupo popular, com Júlio Martins, assumindo a direção do jornal O Popular. Como membro dos populares é ministro das finanças dos governos de Álvaro de Castro e Liberato Pinto, de 20 de novembro de 1920 a 22 de janeiro de 1921. Chefe do governo de 16 de dezembro de 1921 a 6 de fevereiro de 1922, acumulando a pasta do interior. Reitor da Universidade de Coimbra em 1924-1925 (demitido, por ter apoiado o 18 de abril de 1925). Vice-governador do Banco Nacional Ultramarino, a partir de 1925. Fundador da União Liberal Republicana em 1926. Em 1930, como presidente do Banco de Angola, critica os efeitos nesse território da política financeira de Salazar. Foi demitido. Será preso em julho desse ano, acusado de promover um golpe de Estado. Deportado para os Açores, evade-se e vai para o exílio, em Espanha. Regressa em 1932. Conspira com Rolão Preto em 1934. Passa a dirigir A Noite, em 1934-1935. Volta a ser preso em 1935. Candidato pela oposição em Castelo Branco, em novembro de 1949 e em 1953. Em 1961 assume-se como defensor da autodeterminação com brancos e pretos…
Retirado do Facebook | Mural de José Maltez | 2016-02-14
“Les deux écrivains portugais que j’ai préféré traduire sont Mário de Carvalho et Eça de Queiroz” | Marie-Hélène Piwnik

Tudo isto é estranho. Mas Schäuble ter tantos fãs em Portugal ainda é mais.
O homem do dedo em riste voltou a atacar. “Estamos atentos aos mercados financeiros e acho que Portugal não pode continuar a perturbar os mercados”, disse ontem Wolfgang Schäuble. Se o problema era o nervosismo dos mercados, o ministro alemão deve ter acalmado, deve. Ontem, o italiano La Repubblica: “Profundo Vermelho na Bolsa”; o espanhol El Mundo: “Os Mercados Duvidam da Solvência do Deutsche Bank”; o francês Le Monde: “Ações da Societé Général Mergulham”… Meu Deus, Costa, põe mão no Centeno, que a Europa não aguenta! O papel de Portugal nas finanças mundiais é tremendo. Portugal não é a minhoquice de Espanha (onde as perdas do IBEX, este ano, são só cem mil milhões de euros…), não, nós somos capazes de ondas gravitacionais negativas como só Schäuble e Einstein são capazes de prever, a cem anos ou já para a próxima crise. A Espanha só merece um raspanete: “O Eurogrupo descarta dar a Espanha a flexibilidade no défice que pede Rajoy” (ontem, El País). Ela é minorca economicamente e tem solidez política (tirando, claro, não ter governo e, a tê-lo, será com o Podemos, solução que pode estilhaçar o país, mas só na Catalunha…). Essa não assusta Schäuble. O problema, mesmo, é Portugal. Não chega o Centeno não pedir flexibilidade, prometer cumprir o défice e dizer ao Eurogrupo que tem medidas para o caso de “vir a ser necessário”… Tudo isto é estranho. Mas Schäuble ter tantos fãs em Portugal ainda é mais.
Ver original aqui:
O Estado Novo, ou o salazarismo, era um regime nacionalista. Por ser uma ditadura, conservador, anti-comunista e anti-liberal e, acima de tudo, por ter durado muito, o salazarismo foi confundido com a Direita portuguesa. Passou a ser entendido como a essência da direita portuguesa. Para os seus adeptos e opositores, durante quarenta e alguns anos a Direita era o salazarismo e era nacionalista.
A realidade não era essa, mas a imagem projectada pela propaganda de António Ferro foi a de uma direita que tinha as glórias de Quinhentos e os Lusíadas como padrão da identidade nacional. Um grande povo de uma pequena nação. Portugal contra o Adamastor. Portugal contra o Mundo. O mapa de Henrique Galvão para a Exposição Colonial, com as colónias portuguesas a cobrirem a Europa e a legenda: Portugal não é um país pequeno, representa o pensamento da direita nacionalista portuguesa.
Essa direita foi apenas um hiato na história política da direita portuguesa, pelo menos desde o Tratado de Methuen. A velha direita, a direita da História, a direita de sempre, a da venda e do servilismo, é a que recebe hoje os funcionários da Troika com entusiasmo e fervor.
Enquanto o homem não souber para que porto quer ir, nenhum vento será o vento certo.

Não tens outro destino que não o mar
da lusitana terra portuguesa
teu berço de sangue e tua onda
azul de espuma à tua mesa.
Não tens outro remo outro navio
outro porto outra casa outra corrente
que a raiz de avós e o sangue antigo
a correr-te na veia efervescente.
Não tens outra manhã aberta sobre o peito
quando a semente é vera.mente mater
quando o céu cobre o ardor do corpo
e as mãos afagam o pulsar do coração
não tens outro destino não:
que o mar é uma canção de moinhos sobre as dunas
afagando a água onde regressas.
maria isabel fidalgo


There’s an increasing number of people asking Bernie Sanders if he supports the idea of universal basic income. You may be surprised to learn that he has in fact directly responded to these questions on multiple occasions, once even to a question posed to him myself.
This first exchange took place during his Reddit AMA on December 16, 2013:
Scott Santens: First of all, thank you for taking the time to do this IAMA, Senator Sanders.
Back in May of this year, you asked the question of us, “What Can We Learn From Denmark?”, and in that piece you mentioned their basic income guarantee. I’m sure you are also familiar, (though many reading this might not be), that we did actually pass a basic income guarantee of our own that passed the House but died in the Senate in 1970, back when we as a country thought poverty was systemic and not the fault of individuals.
Now in 2013, especially within the past few months since Switzerland made headlines with their gathering the necessary signatures required to vote on the implementation there of their own monthly income for all Swiss citizens regardless of employment, there have been a flurry of articles, from both the rightand the left, discussing the implementation of a truly unconditional basic income (UBI) here in the U.S. as well.
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.