FERNANDO SANTO | DA CRISE ÀS SOLUÇÕES | in Revista FRONTLINE

Para que o preço da habitação esteja ajustado ao rendimento das famílias, é necessário que o custo total de produção também esteja, o que não sucede por diversas razões. É portanto necessário inverter o atual sistema, reduzindo ou eliminando os custos que têm contribuído para aumentar os preços.

A produção de Mais Habitação, a que acrescento, Mais Ajustada ao rendimento das famílias, exige (i) a construção de Mais Habitação Pública, para os que não têm recursos; (ii) Mais Habitação com Rendas Acessíveis, a promover pelo Estado, autarquias e iniciativa privada, para os que precisam de apoio e (iii) Requalificação e reabilitação dos edifícios públicos devolutos que possam ser destinados a habitação. Ora, para o preço estar ajustado ao rendimento das famílias é necessário que o custo total de produção também esteja, o que não sucede por diversas razões. É portanto necessário inverter o atual sistema, reduzindo ou eliminando os custos que têm contribuído para aumentar os preços.

Não pode haver habitação acessível com custos inacessíveis. Esta é uma questão incontornável na abordagem das soluções, conforme procurarei transmitir neste texto, uma vez que a proposta de lei apresentada pelo Governo omite esta questão.

Para além do aumento da produção de habitação com custos mais baixos, importa também incrementar a oferta privada para arrendamento, atendendo à crescente mobilidade das famílias, número de divórcios e situações que justificam não comprar uma casa.

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Nem que todo o PRR fosse usado em habitação resolveria o problema | Ricardo Paes Mamede | in Idealista.pt

Para o economista Ricardo Paes Mamede, não podemos esperar que PRR resolva todos os problemas da habitação em Portugal.

Lusa, 21 Fevereiro 2023

O economista Ricardo Paes Mamede considera que, “nem que todo o dinheiro” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fosse alocado à habitação, isso “resolveria os problemas” existentes em Portugal, reconhecendo porém respostas no plano aos “desafios estruturais”. Em entrevista à agência Lusa, em Lisboa, o professor universitário não está preocupado com os atrasos na execução, embora frise a necessidade de acompanhamento e diz que o PRR é uma forma de a União Europeia compensar o baixo investimento público de mais de uma década.

“Nunca o PRR nesta área conseguiria — nem que todo o dinheiro do PRR fosse dedicado à habitação — resolver os problemas de habitação em Portugal, porque o dinheiro que o PRR tem [previsto] não serviria para Portugal atingir sequer um terço daquilo que é a proporção de habitação social que existe em alguns países do norte da Europa”, afirma Ricardo Paes Mamede.

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De Goethe a Einstein, passando por Bergson e Freud, os maiores pensadores modernos afirmaram sua dívida para com aquele que consideram o maior dos filósofos: Baruch Spinoza

Frédéric Lenoir, philosophe et écrivain, consacre son dernier ouvrage à Baruch Spinoza. Il nous résume les clés de la pensée de ce grand théoricien, qui recommandait d’“user des choses, y prendre plaisir autant qu’il se peut”.

De Goethe à Einstein, en passant par Bergson et Freud, les plus grands penseurs modernes ont affirmé leur dette envers celui qu’ils considèrent comme le plus grand des philosophes : Baruch Spinoza, théoricien hollandais du XVIIe siècle. Exclu à 23 ans de la synagogue pour avoir proposé une lecture rationaliste des Livres saints, Spinoza a mené une existence modeste, refusant les rentes et gagnant sa vie comme simple polisseur de verre. À travers deux ouvrages majeurs – Éthique (Le Livre de poche) et Traité théologicopolitique (Allia) –, il a révolutionné notre vision du monde. Précurseur des Lumières, il est le premier penseur occidental à imaginer un État de droit fondé sur la séparation des pouvoirs politiques et religieux, et garantissant la liberté de conscience et d’expression des individus. Pionnier de l’exégèse historique et critique des textes religieux, ancêtre de la psychanalyse (il montre que nous ne sommes pas libres, car nous sommes mus, sans le savoir, par nos pulsions, nos désirs et nos émotions), c’est aussi un penseur moniste (Dieu et la nature ne sont qu’une seule et même réalité) dont la vision du divin rejoint celle des sages de l’Inde. Mais surtout, il est un véritable maître de vie qui propose une éthique fondée sur la connaissance de soi visant à nous conduire à la joie parfaite.

Dieu et la nature, un tout

Tout le système de Spinoza repose sur Dieu. Mais il redéfinit le concept de Dieu de manière rationnelle et philosophique : un être infini qui englobe la totalité du réel. « Tout est en Dieu » et il n’y a pas de dualité entre Lui et la nature (le cosmos entier). Cette conception moniste et immanente d’un Dieu impersonnel n’est pas sans rappeler celle de l’Inde et on a souvent qualifié de « panthéiste » la conception spinoziste du divin.

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Ucrânia: PCP diz que Portugal deve obrigar intervenientes a encontrarem solução | in LUSA

Seia, Guarda, 08 jul 2023 (Lusa) – O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, defendeu hoje que Portugal deve pressionar os intervenientes na guerra da Ucrânia a sentarem-se à mesa e a encontrarem uma solução, ao invés de continuar a instigar o conflito.

“O que nós precisamos é que o Estado português, até cumprindo a Constituição, se empenhe, com todos os meios que tiver, para obrigar os intervenientes na guerra a encontrarem uma solução”, referiu.

No final de um comício que decorreu esta tarde em São Romão, no concelho de Seia, o líder do PCP sublinhou aos jornalistas que Portugal deveria “investir tudo” na procura da paz, ao invés de instigar à guerra.

“Deveria pressionar para termos os intervenientes da guerra, a Rússia, a NATO, a União Europeia, sentados à mesa para encontrarem uma solução do conflito”, acrescentou.

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Comissão Técnica já definiu os cinco critérios de decisão para o novo aeroporto de Lisboa | Hub intercontinental? | Será necessário desativar, ou não, o aeroporto Humberto Delgado? | ECO.pt

Desde a segurança aeronáutica até ao investimento público e modelo de financiamento, a Comissão Técnica Independente (CTI) que vai propor a localização do novo aeroporto de Lisboa já definiu os cinco fatores críticos para a decisão que terá de ser tomada sobre esta infraestrutura. Acessibilidade, saúde humana e conectividade e desenvolvimento económico são outros dos fatores identificados no relatório a que o ECO teve acesso.

A comissão liderada por Rosário Partidário fez o trabalho de análise, complementado por um workshop de focalização no dia 21 de junho, “que permitiu confirmar os aspetos e as prioridades principais identificadas pela CTI”. Foram incorporados novos aspetos e assim finalizado o Quadro de Avaliação Estratégica, com os critérios de avaliação e indicadores.

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HPA | Habitação de Preços Acessíveis | reflexão/sugestão | Vítor Coelho da Silva, Engº Civil

Exmo Senhor Presidente da República

Exmo Senhor Primeiro-Ministro

Colegas, Arquitetos, Autarcas (308 Presidentes de Câmara), Presidente da OE, Presidente da OA, Presidente da FUNDEC, Presidente do CNOP, Presidente do LNEC, Presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, CCRs e Partidos Políticos

Exmos Senhores

Tomo a liberdade de vos enviar um documento pessoal com reflexão/sugestão sobre  HABITAÇÃO DE PREÇOS ACESSÍVEIS/HPA

Solicito aos Senhores Presidentes das Câmaras Municipais o reenvio para as Assembleias Municipais e Juntas de Freguesia 

Com os melhores cumprimentos 

Vítor Coelho da Silva, Engº Civil

Ficheiros enviados: 5 fotos da EPUL de Lisboa (Restelo) + HPA-HABITAÇÃO DE PREÇOS ACESSÍVEIS / reflexão/sugestão




  1. Vítor Coelho da Silva,  Português, 72 anos, Eng. Civil, pai de três filhas e avô de duas netas, convida:

P. Ministro, P. da República, Colegas, Arquitetos, Autarcas, Presidente da OE, Presidente da OA, Presidente da FUNDEC, Presidente do CNOP, Presidente do LNEC, Presidente do Conselho Superior de Obras Públicas, CCRs e Partidos Políticos.

  • Para reflexão sobre construção habitacional de preço acessível (HPA) 

 Sugestões de Empresas de Construção serão bem vindas

Vítor Coelho da Silva, Engº Civil

Membro Sénior nº 13934 da Ordem dos Engenheiros.


Algumas ideias e tópicos para reflexão

  1. Apostar na recuperação dos centros urbanos, selecionando prédios e definir quais deles deveriam ser reabilitados, com verificação sísmica, para serem destinados aos compradores das classes média, média-baixa e baixa. Modo rápido e eficaz.
  2. Construção de novos bairros em terrenos expectantes em áreas urbanas não consolidadas e uma vez esgotadas estas áreas em novas áreas urbanas a criar nos IGTs aplicáveis.
  3. Estudar eventuais reduções de IVAS e demais impostos para as empresas que se dediquem a construir Prédios de Habitação de Preços Acessíveis
  4. Eventual introdução de mecanismos reguladores de Custos de Projetos e Taxas de Construção.
  5. Respeito pelos prazos legais de análise e aprovação de projetos, reforçando o pessoal técnico das Câmaras Municipais,
  6. Criação de Empresas de Urbanização Municipais (tipo SRU de Lisboa)
  7. Eliminar/reduzir burocracias e promover entendimentos entre os Partidos Políticos como via facilitadora de consensos.
  8. As Empresas de Urbanização Camarárias poderão/deverão aglutinar vários Concelhos, dependendo das suas dimensões, número de habitantes e condicionantes geográficas.
  9. A consideração de sistemas de construção alternativos aos métodos tradicionais deve ser uma via a explorar. Sugere-se o envolvimento das universidades e politécnicos do país e do LNEC que tem desenvolvido ao longo dos anos inúmeros estudos nesse sentido.

NOTA | O signatário deste “apelo/sugestão” não pretende ser líder do Movimento que gostaria de ver desenvolver-se por todo o País. Conversar, trocar impressões e ideias, fazer sugestões, é o objetivo.

Certamente que deste Movimento surgirá uma Entidade que aglutinará todas as contribuições. Talvez a Presidência da República.

Cumprimentos a todos os que tiveram paciência de ler este texto.

Lisboa, 7/7/2023

Vítor Coelho da Silva, Engº Civil


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A guerra na Ucrânia e o fim do estado social europeu | Carlos Matos Gomes

Quem se submete aceita a lei do senhor. Os atuais dirigentes da União Europeia optaram por se integrarem na estratégia dos EUA e submeterem-se à sua ordem. Essa submissão não é apenas de ordem militar, é antes de tudo de ordem civilizacional.

A substituição do modelo social europeu do Estado de Bem-Estar teve inicio com Tatcher e os ingleses estiveram sempre na condução desse processo até ao Brexit e agora como os agentes dos EUA na condução das posições europeias quanto à guerra que aqueles travam com a Rússia na Ucrânia.

A destruição do estado social e sua substituição pelo individualismo neoliberal está em curso em toda a Europa com o ataque aos grandes sistemas públicos. Os primeiros alvos têm sido os serviços nacionais de saúde de cada Estado, seguir-se-ão os sistemas de previdência e segurança social e a escola pública.

Os ingleses sempre à frente. A Inglaterra assumiu a missão de fazer da Europa um Estado complementar e vassalo dos Estados Unidos. Isso significa não só a integração da Europa no sistema militar dos EUA, através da NATO, mas a importação do modelo económico e social do neoliberalismo reinante nos EUA.

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Ennio Morricone ● A Coleção de Música dos filmes | O Maior Compositor de Todos os Tempos


The playlist 🎶 1. Principe del Deserto: Il Figlio E La Nostalgia 00:0003:42 2. La Ragion Pura: Dedicato a Maria 03:4308:21 3. The Sicilian Clan 08:2212:18 4. This Kind of Love: Giovanna e Federico 12:1916:14 5. Novecento: Romanzo 16:1520:19 6. La Monaca di Monza: Falsa Tranquillita’ 20:2023:26 7. Cinema Paradiso: Love Theme 23:2726:13 8. La Califfa: Ricordo di un amico 26:1427:52 9. Via Mala: Ninna Nanna Per Una Bambola 27:5329:55 10. Matrimonio con Vizietto: Tu sei qui per me 29:5631:59 11. La Califfa: Notturno 32:0032:59 12. La banchiera: Amorosamente Scherzoso 33:0035:37 13. Il Pentito: Messagio 35:3838:19 14. La Monaca di Monza: Titoli 38:2040:15 15. Novecento: Olmo e Alfredo 40:1642:37 16. Mosca Addio: Suoni dai giardini 42:3844:36 17. This Kind of Love: La madre 44:3748:24 18. Principe del deserto: Morte di Mulay 48:2550:51 19. La donna invisibile: Incontro trasversale 50:5255:57 20. I Comme Icare: Sentimental 55:5858:32 21. Matrimonio con Vizietto – Castelli di Scozia 58:3301:01:51 22. Gioco Senza Fine: The Love Game 01:01:5201:05:27 23. The Night and the Moment: A Candele Spente 01:05:2801:08:21 24. Compańeros: A Meta’ Strada 01:08:2201:10:14 25. My name is Nobody: A bird’s Tale 01:10:1501:12:00 26. The Night and the Moment: Main Theme 01:12:0101:15:27 27. Revolver: Anna 01:15:2801:17:32 28. I Comme Icare: La Vérité et le Soleil 01:17:3301:20:26 29. La Ragion Pura: Stella Cadente 01:20:2701:24:38 30. La Califfa: Sotto la Pioggia 01:24:3901:26:27

Felipe González defiende que gobierne la lista más votada para evitar el bloqueo político

El expresidente del Gobierno, Felipe González, ha irrumpido de lleno en el debate sobre los pactos electorales posicionándose a favor de seguir la fórmula de la lista más votada. El modelo que demanda Alberto Núñez Feijóo, para no tener que depender de Vox, y que rechaza Pedro Sánchez al considerar que el 23-J se vota un proyecto del PP con los de Santiago Abascal o del PSOE con la plataforma de Yolanda Díaz. Para Felipe González, sin embargo, la tendencia a romper los “pactos de centralidad” tiene como resultado que “el país se debilita, se polariza, pierde fuerza y credibilidad tanto interna como internacionalmente”. Este es el escenario en el que estamos ahora, lamenta, para pedir que “busquemos soluciones en las que la lista más votada sea aceptable cuando no haya otra opción. ¿Qué pedimos a cambio de permitir gobernar? No pedir nada. Si no pides nada, tendrán que llegar a acuerdos en cada proyecto de ley y en el presupuesto”.

Esta es la reflexión que el expresidente socialista lanza en el prólogo del monográfico de Nueva Revista, editada por UNIR en colaboración con la Fundación Felipe González, y que lleva por título Pactos. González propone la fórmula de la lista más votada como mal menor ante el hipotético bloqueo político que impide explorar otros grandes acuerdos entre PSOE y PP que tilda como “pactos de centralidad”.

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Espinosa | O apóstolo da razão | Filme

 Nas palavras do Filósofo Bento de Espinosa: “A mente humana é parte do intelecto infinito de Deus.”

De origem judaica, Bento de Espinosa (1632-1677) nasceu em Amsterdã e teve como primeira formação os estudos sobre o hebraico, mais tarde teve acesso à leitura dos modernos, como BaconHobbes e, principalmente, Descartes. Ganhava a vida polindo lentes para telescópios e microscópios. Vivia com simplicidade, cercado por pessoas identificados com o seu pensamento. Recusou um convite para lecionar na Universidade de Heldelberg – e ter a folga financeira que o trabalho como polidor não permitia – para não renunciar à liberdade de pensamento.
Sua filosofia, classificada como racionalista, constitui um sistema estruturado, concebido segundo o método dedutivo, obtido da geometria. Entre suas principais obras figuram o Tratado teológico-político (1670), o Tratado da correção do intelecto (1622) e a Ética (1677).
O filme é uma produção da Tv Escola e faz um apanhado geral sobre a vida e a obra de Espinosa, para aqueles que queiram conhecer melhor o pensamento do filósofo é uma ótima oportunidade.

Moscovo não fechou as portas ao Ocidente: “são eles que não estão interessados em negociar a paz”, garante chefe da diplomacia russa | História de Hélder Gomes 

No final da entrevista, Lavrov sugeriu: “Não assuste os seus telespectadores. Ou, então, assuste com os líderes ocidentais, não com os russos.”

Em entrevista à RTP, Serguei Lavrov justificou a invasão da Ucrânia como “a forma justa de reagir às atitudes nojentas dos neonazis instalados em Kiev, com o apoio dos EUA”. O ministro sugeriu ainda que quem está assustado com uma eventual guerra nuclear deve “recear mais pelos seus próprios governos”. E assegurou: “Não estamos a procurar confrontos, mas nunca nos deixaremos ofender”

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros acusa o Ocidente de não estar interessado nas negociações de paz e sugere que quem está assustado com uma eventual guerra nuclear deve preocupar-se com os seus líderes. Em entrevista ao correspondente da RTP em Moscovo, Serguei Lavrov repetiu a retórica que tem vindo a ser utilizada pelo Kremlin para justificar a invasão da Ucrânia e disse que o massacre de Bucha foi “uma das encenações mais cínicas que conhecemos”.

Ao longo dos 50 minutos da entrevista, transmitida esta sexta-feira, o chefe da diplomacia russa repisou algumas das ideias há muito consolidadas na linha oficial de Moscovo. “Não fechamos as portas ao Ocidente. São eles que procuram isolar-se de nós”, acusou, descrevendo o Presidente da Ucrânia como “uma figura que não tem a mínima autonomia”. “Dizem-lhe o que deve fazer, traçam-lhe uma linha de conduta e, seguindo essa linha, ele, claro, improvisa, dependendo do estado das coisas em cada dia concreto. De facto, não faz sentido conversar com ele”, afirmou, referindo-se a Volodymyr Zelensky.

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Oposição em Lisboa chumba projeto de PSD/CDS para habitação, Moedas responde que é “muito triste”

Moedas apelou a que esquerda pensasse “bem antes do voto”, mas posição manteve-se dos dois lados: PSD e CDS não mexeram na proposta para a habitação nos próximos 10 anos, oposição travou documento.

Foi o fim que Carlos Moedas não queria, mas que a oposição já tinha ameaçado. “É muito triste acabar a reunião neste estado”, disse o presidente da Câmara de Lisboa (CML) ao fim de mais de sete horas do encontro público da autarquia, que acontece na última quarta-feira de cada mês. A proposta para a Carta Municipal de Habitação de Lisboa, apresentada pelo executivo PSD/CDS, foi chumbada pela oposição à esquerda. À exceção do PCP, que se absteve, todos os outros partidos votaram contra a Carta (PS, Cidadãos por Lisboa, Bloco e Livre), que teve apenas os sete vereadores de PSD e CDS a votar a favor.

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‘Vaca profana’: um mundo lúdico e divertido | Silas Corrêa Leite | por Adelto Gonçalves

Nova obra de Silas Corrêa Leite reúne breves narrativas que devem ser lidas “de uma assentada     

                                                           I

             Escritor polifacetado e autor de vasta obra, Silas Corrêa Leite (1952) acaba de lançar mais um livro, desta vez, uma reunião de contos que leva por título Vaca profana: microcontos (Cotia-SP, Editora Cajuína, 2023), breves narrativas e poemas em prosa em que o autor procura colocar para fora “o consciente e o inconsciente também”, como reconhece no “quase prefácio: outras palavras” que escreveu à guisa de apresentação de sua própria obra. E que devem ser lidos “de uma assentada”, ou seja, de uma só vez, como recomendava o escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849).

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Prighozin humilha Putin? | “Não encontro qualquer sinal de fraqueza”, considera Ana Evans | in Jornal Expresso

Avanço do grupo Wagner aconteceu sem se perceber, ao certo, se alguma coisa, de facto, aconteceu. Para além disso, a rapidez e tranquilidade com que a marcha dos mercenários foi travada demonstra pacificidade e tranquilidade do Kremlin.

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O MOTIM DE PRIGOZHIN | José Manuel Correia Pinto

Há quem defenda a tese de que o motim do Grupo Wagner, chefiado por Prigozhin, não passou de uma encenação destinada a criar o ambiente que permita ao Kremlin escalar o conflito, seja com nova mobilização de forças, seja mediante a utilização de outros meios e identificação de outros alvos.

Não me parece que esta seja a origem do motim.

Parece-me muito mais aceitável uma explicação mais próxima da realidade conhecida 

O Grupo Wagner, depois da vitória de Bakmut, não mais voltou a ter a autonomia com que até então actuou. Uma autonomia que desagradava às forças armadas convencionais e às chefias militares, estando por isso prevista a sua integração nas forças armadas como forças especiais, desde que os seus combatentes aceitassem ou para os combatentes que aceitassem o regime previsto.

Isto desagradava a Prigozhin  por várias razões. Antes de mais por razões financeiras, mas também pela perda de autonomia e de comando que tal integração acarretaria.

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Estou farto e cansado | Eduardo Marçal Grilo

Estou também indignado com os processos lançados contra pessoas que, quando julgadas, se provou nada terem feito de mal.

Estou farto de ver incompetentes a exercer cargos para os quais não têm qualquer qualificação.

Estou cansado e farto de ver nas televisões o rigor substituído pelo espetáculo. Estou farto de ver muita gente mais interessada em estar do lado do problema do que do lado das soluções. E também estou cansado de ver que em certos casos são eles mesmos o problema. Como também estou cansado dos que gostam mais de destruir do que construir. Estou cansado de ver tanta inveja e tanta vontade de deitar abaixo os que fazem qualquer coisa que se veja.

Confesso igualmente que estou cansado das notícias sensacionais que duram menos de 24 horas, porque foram forjadas com objetivos inconfessáveis.

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ESPINOSA | Tratado Político

«”Aqui jaz Spinoza, cuspam-lhe na campa”.
Nenhum filósofo foi tão digno. E nenhum tão execrado. Baruch Spinoza (1632-1677), judeu holandês de ascendência portuguesa excomungado e banido da comunidade judaica, o herege, o ímpio, o ateu condenado por todos os credos, é «o Cristo dos filósofos» (Deleuze).

Humilde polidor de lentes e filósofo solitário, escreve uma das obras máximas da história da filosofia: uma Ética, publicada a título póstumo, onde, sob a superfície da ordem das razões metafísicas exposta «segundo o método geométrico», corre um rio de fogo libertador, uma crítica prática da nossa servidão voluntária. Todo um culto filosófico das paixões alegres, toda uma ética da alegria, contra as paixões tristes que, afastando-nos do nosso poder, fazem essa servidão.

A pulsão prática da filosofia spinozista prolonga-se no Tratado teológico-político (1670), publicado como livro anónimo, e neste inacabado e também póstumo Tratado político, fundamentação ontológica de uma democracia radical, de um Poder afirmativo do «poder da multidão», de uma República de homens livres.»
Sousa Dias, Filósofo

BE apresenta pacote de 14 propostas para combater crise na habitação | Ana Petronilho, 19 Junho 2023 | in ECO

Criar o programa “Habitar para Arrendar”, que permite “às famílias que não conseguem pagar a sua prestação vender a sua hipoteca para um fundo público”, é uma das propostas apresentadas.

Para combater e travar os atuais preços “exorbitantes” na habitação, que cada vez mais são “inacessíveis para a maioria” dos portugueses que vivem nas cidades, o Bloco de Esquerda apresentou um pacote de 14 medidas que, acredita, iriam permitir “reduzir” os valores das casas.

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Spinoza: No era panteísta | Dios o Naturaleza | VII Filosofía moderna 07 | T07 E07

En este video presentaremos una guía a la obra fundamental de Spinoza: la ética demostrada según el orden geométrico, expondremos su frase Dios o naturaleza, mostraremos cómo no era un filósofo panteísta así como su ética y teoría de los afectos.

0:00 Introducción 9:23 Ontología 24:23 Problema mente-cuerpo 27:13 Teoría del conocimiento 31:31 Ética y teoría de los afectos 36:49 La servidumbre humana 39:17 Intuición y amor a Dios 47:14 Qué leer y créditos

Para conocer los cursos y conocer más de este proyecto visita el sitio web: http://www.estamosfilosofando.com

“CHARNECA EM FLOR” | FLORBELA ESPANCA 

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, 

A essa hora dos mágicos cansaços, 

Quando a noite de manso se avizinha, 

E me prendesses toda nos teus braços… 

Quando me lembra: esse sabor que tinha 

A tua boca… o eco dos teus passos… 

O teu riso de fonte… os teus abraços… 

Os teus beijos… a tua mão na minha… 

Se tu viesses quando, linda e louca, 

Traça as linhas dulcíssimas dum beijo 

E é de seda vermelha e canta e ri 

E é como um cravo ao sol a minha boca… 

Quando os olhos se me cerram de desejo… 

E os meus braços se estendem para ti… 

A Ucrânia pode estar a ficar sem munições. E os seus aliados também | João Guerreiro Rodrigues | 18-06-2023 | in TVI

“O Ocidente não estava preparado em termos de produção militar para este conflito. A Rússia vai à frente e é preciso uma mudança radical política. A base industrial do ocidente é incomparavelmente superior à Rússia, mas é preciso uma decisão. As empresas têm de receber contratos a longo prazo para estimular a produção”, destaca o major-general Agostinho Costa.

Depois da Coreia do Sul ou Israel, os Estados Unidos estão a virar-se para o Japão para tentar garantir o fornecimento de centenas de milhares das tão necessárias munições de 155 milímetros, utilizadas para apoiar a ofensiva ucraniana. Para os especialistas, este gesto, que passou quase despercebido, pode ser indicador de que a indústria militar ocidental pode não ter capacidade de produção necessária e os aliados precisam de procurar cada vez mais fundo em depósitos de terceiros para colmatar essa urgência.

“Corremos o risco de ficar sem munições a curto prazo. O ocidente está a ser lento a reagir e o tempo está a favorecer os russos. A base industrial do ocidente é incomparavelmente superior à Rússia, mas esta preparou-se durante anos. As reservas aliadas não estão bem”, afirma o major-general Agostinho Costa, especialista em assuntos de Segurança.

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Líder do PCP considera que “não é normal” escala de Costa em Budapeste | “não é normal, mas todos os problemas do país fossem esses”.

Paulo Raimundo prepara ambiente e caminho para um próximo acordo à esquerda em 2026.

História de Agência Lusa | 17-06-2023 | | foto CNN

O secretário-geral do PCP considerou hoje que “não é normal” a escala do primeiro-ministro em Budapeste, quando viajava numa aeronave da Força Aérea, para assistir a um jogo e afirmou que a situação deve ser esclarecida.

Instado também a comentar a notícia de que António Costa fez escala em Budapeste, onde assistiu à final da Liga Europa ao lado do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, o comunista considerou que “não é normal”.

“Sendo uma notícia, tem de ser esclarecida pelo primeiro-ministro, naturalmente”, defendeu, considerando que “não é normal, mas todos os problemas do país fossem esses”.

Sobre uma eventual vontade do líder do executivo de assumir um cargo europeu, Paulo Raimundo afirmou que “essa campanha eventualmente estar a andar ou não estar a andar é aquilo que menos preocupa os portugueses”.

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NANA MOUSKOURI | “LIBERTAD” | quando vejo e ouço este vídeo, choro (vcs)

NANA MOUSKOURI | Su voz angelical llega al alma en cualquier idioma. Nos hermana a todos los seres de este planeta. Porque sólo con AMOR se llega al alma del resto de los seres humanos. | Bravo NANA [zuber norma bestriz fca]

Cuando cantas, yo canto con tu libertad

Cuando lloras, también lloro tu pena

Cuando tiemblas, yo rezo por tu libertad

En la dicha o el llanto, yo te amo

TTP – 1cap – Sobre a Profecia ou Revelação – Tratado Teológico-Político – Spinoza – Parte 3/3

Neste vídeo concluímos a leitura e análise do primeiro capítulo do Tratado Teológico-Político, sobre a Profecia ou Revelação. Espinosa acaba por nos esclarecer sobre certos hebraísmos, particularmente o de “espírito de Deus”, mostrando que ele não significa nenhuma qualidade sobrenatural nos profetas. No próximo capítulo, dedicado aos profetas, tentará perceber que tipo de certeza os profetas tinham acerca do que diziam e de que modo eles consolidavam essa certeza.

TTP – 1cap – Sobre a Profecia ou Revelação – Tratado Teológico-Político – Spinoza – Parte 2/3

Neste vídeo vamos dar continuação ao assunto da Profecia ou Revelação. Espinosa depois de apresentar as diferentes modalidades da revelação – por palavras ou imagens -, reduzindo o conteúdo da comunicação divina a esses momentos, passa a analisar outras expressões importantes para compreender a extensão dessa mesma comunicação. Assim, ele analisa a palavra רוח (ruach), espírito, e os vários sentidos que a palavra apresenta nas Escrituras, de modo a fazer ver que quando se diz que os profetas tinham o espírito de Deus, não se pode deduzir daí que tudo o que tenham dito se tenha por revelado. Para isso chama a atenção dos seus leitores, a maioria cristãos, que para se entender as Escrituras, é preciso ter um conhecimento correto da língua hebraica e dos modos de falar dos hebreus, a fim de não se tirar conclusões precipitadas de certas afirmações. Espinosa também fala de Cristo-filósofo.

TTP – 1cap – Sobre a Profecia ou Revelação – Tratado Teológico-Político – Spinoza – Parte 1/3

Neste vídeo iremos dar início ao primeiro capítulo do Tratado Teológico-Político, que trata sobre a Profecia ou Revelação. Espinosa defende o conhecimento natural como divino e inclui-o na sua definição de Revelação. Contudo ensina que, enquanto este último tanto pode ser adquirido através do nosso raciocínio ou através da fé nas palavras de outrem, o conhecimento das coisas que ultrapassam o entendimento humano, das coisas sobrenaturais, só pode ser adquirido pela fé nas palavras de outrem, os profetas. Que valor terão as palavras deles? Isso será assunto do próximo capítulo.

Presidente chinês se reúne com Bill Gates e o chama de “velho amigo”

Talvez nem tudo esteja perdido | Ainda há muitos homens e mulheres inteligentes e pragmáticos. (vcs)

O presidente da China, Xi Jinping, chamou Bill Gates de “um velho amigo” e disse esperar que eles possam cooperar de uma forma que beneficie tanto a China quanto os Estados Unidos, no primeiro encontro do líder chinês com um empresário estrangeiro em anos.

Em uma reunião na casa de hóspedes estatal de Diaoyutai, em Pequim, onde os líderes da China tradicionalmente recebem visitantes estrangeiros de alto escalão, Xi disse que estava muito feliz em ver o cofundador da Microsoft e filantropo depois de três anos, e que Gates foi o primeiro amigo norte-americano que encontrou neste ano.

“Costumo dizer que a base das relações EUA-China está com seu povo. Coloco minhas esperanças no povo norte-americano”, disse Xi em um vídeo publicado pela emissora estatal CCTV.

“Com a atual situação global, podemos realizar várias atividades benéficas para nossos dois países e povos, atividades que beneficiam a humanidade como um todo”, afirmou ele.

Gates, que chegou a Pequim na quarta-feira, disse estar “honrado” por ter a chance de encontrá-lo. “Sempre tivemos ótimas conversas e teremos muitos tópicos importantes para discutir hoje… é muito emocionante estar de volta.”

Em um post em seu blog pessoal, Gates afirmou que ele e Xi discutiram os desafios globais de saúde e desenvolvimento, como desigualdade na saúde e mudanças climáticas.

Xi parou de viajar para o exterior por quase três anos, quando a China fechou suas fronteiras durante a pandemia do coronavírus, e suas reuniões internacionais desde a reabertura foram principalmente com outros líderes estatais.

Vários CEOs visitaram a China desde que o país reabriu no início deste ano, mas a maioria se reuniu com ministros do governo.

Gates deixou o conselho da Microsoft em 2020 para se concentrar na filantropia nas áreas de saúde global, educação e mudanças climáticas.

Bill Gates elogia “experiência inestimável” da China | in Lusa 15-06-2023

O filantropo norte-americano realiza a primeira visita à China desde o início da pandemia. Na chegada a Pequim, Bill Gates sublinhou que quer “continuar a trabalhar com os parceiros chineses para dar mais contribuições para o progresso global”.

O cofundador da Microsoft Bill Gates está na China pela primeira vez desde o início da pandemia e disse esta quinta-feira que o país tem “uma experiência inestimável (…) que vale a pena partilhar com o mundo”.

Numa mensagem publicada na rede social chinesa Weibo, o bilionário elogiou a experiência da China nas áreas da “saúde, agricultura, nutrição e redução da pobreza” e disse querer “continuar a trabalhar com os parceiros chineses para dar mais contribuições para o progresso global“.

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A poesia como viagem ao inferno | Com um estilo despudorado, obra de estreia de Marcelo Theo mistura realidade e fantasia | Adelto Gonçalves

                                                     I
            Em nenhum dos poetas brasileiros, antigos ou modernos, a sombra da morte é tão presente como neste livro de estreia de Marcelo Theo (1969), Peccatum Sum (que, em latim, quer dizer “Eu sou o pecado” ou simplesmente “Eu pequei”), que acaba de ser publicado pela Editora Letra Selvagem, de Taubaté-SP. A obra reúne poemas que foram escritos durante os anos em que o autor se assinava como Teteco dos Anjos e vivia chafurdado no vício em narcóticos e no alcoolismo, em meio a hordas de rejeitados que viviam nas ruas e vielas de tradicionais cidades da Europa, como Roma, Paris, Lisboa e Amsterdam.

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Baruch Espinoza | Vida | in Wikipédia

A sua família fugiu da Inquisição de Portugal. Foi um profundo estudioso da Bíblia, do Talmude e de obras de judeus como MaimónidesBen GhersonIbn EzraHasdai CrescasIbn GabirolMoisés de Córdoba e outros.

Também se dedicou ao estudo  de SócratesPlatãoAristótelesDemócritoEpicuroLucrécio e Giordano Bruno.

Ganhou fama pelas suas posições opostas à superstição: a sua frase Deus sive natura, “Deus, ou seja, a Natureza” é um conceito filosófico, e não religioso. Notabilizou-se também por ter escrito sua ética na forma de postulado e definições, como se fosse um tratado de geometria.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Baruch_Espinoza

O Bolo de Noiva de Joana Vasconcelos com entrada para um conto de fadas | DN 14-06-2023

O pavilhão escultórico é inaugurado amanhã numa cerimónia que contará com a presença do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e do atual duque de Wellington. Abertura ao público é no dia 18. O DN foi conhecer a obra da artista portuguesa em Waddesdon Manor.

Entrar dentro de um bolo de noiva quase parece algo de impossível e mágico, mas Joana Vasconcelos trouxe-o para a vida real. Situado no jardim de Waddesdon Manor, propriedade da família Rostchild a 45 minutos de Londres, a obra vai ser inaugurada amanhã pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e o atual duque de Wellington, descendente do que no século XIX defendeu Lisboa e Porto das Invasões Francesas antes de derrotar Napoleão em Waterloo. Uma comemoração que irá celebrar os 650 anos do Tratado de Windsor, entre Portugal e Inglaterra, a aliança mais antiga do mundo. A obra vai estar aberta ao público a partir de dia 18.

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“A Fenprof é o inimigo número um da escola pública”, a “rolha apertada” de Mendonça Mendes e a JMJ “tem francamente tudo para correr mal” | MIGUEL SOUSA TAVARES DE VIVA VOZ“ in Jornal Expresso

Miguel Sousa Tavares assume não nutrir simpatia pelas greves dos professores, considera o assunto do SIS e do portátil uma perda de tempo e assume dúvidas quanto à exequibilidade da Jornada Mundial da Juventude.

De Educador para Educador, o Especialista e Teórico em Educação, Silas Corrêa Leite, Premiado como Escritor e Professor, e seu livro “VIVÊNCIAS EDUCACIONAIS” 

“Não ensine ninguém a ser como você/Já pensou o perigo? 

Ensine o aluno a ser ele mesmo/Que isso dói menos 

Ensine o aluno a se procurar/Dê os sinais… 

Seja o referencial; procure-o/Nele – sendo ele 

Então ele tendo essa ajuda-você/Pode se achar no Ele 

Ensine o aluno a ser o que Ele/Precisa ser: um não-você 

Já pensou que LIBERDADE?”  

(Ensinança, Professor Silas Corrêa Leite  

Poema escrito em Reunião Pedagógica) 

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TTP – 0 Prefácio – Prefácio do Tratado Teológico-Político | Spinoza – Parte 2/2

Neste vídeo vamos terminar a leitura e comentário do prefácio do Tratado Teológico-Político. Nele, Spinoza critica o comportamento daqueles que se guiam mais pela superstição do que pela razão, fazendo da Religião um lugar de disputas e querelas de opinião, sem olharem a uma atitude ética que deveria definir o comportamento religioso. Expõe o encadeamento dos capítulos da obra como uma tentativa de reexaminar as Escrituras e demonstrar que um Estado livre é aquele em que as diferentes opiniões convivem numa prática comum de observância da caridade e justiça.

TTP – 0 Prefácio | Prefácio do Tratado Teológico-Político | Spinoza – Parte 1/2

Neste vídeo iremos ler e comentar o prefácio do Tratado Teológico-Político de Bento de Spinoza, que trata fundamentalmente sobre a verdadeira e falsa religião. A falsa religião, a religião vã, corresponde à superstição e funda-se no medo e em outras paixões tristes. Para a superar, é preciso conhecer as suas causas e o modo como ela entra nas nossas vidas de modo a que não sejamos vítimas daqueles que a usam para nos manter sobre o seu domínio.

BARUCH SPINOZA

Passados mais de trezentos e cinquenta anos desde a
declaração deste anátema, seguimos lendo e relendo
Spinoza. Se a comunidade judaica da qual foi expulso
não mais acolheu suas palavras, um caminho distinto
se abriu a muitos pensadores, cientistas, políticos e
interessados em geral, que encontraram nos escritos do
filósofo … uma inexaurível fonte de estimulação intelectual
e inspiração para um viver ativo e admirável.
Lida e
relida, em momentos e espaços distintos, a obra de
Spinoza oferece-se a interpretações múltiplas, a olhares
que a reconstroem à medida que re-significam o mundo.
Rebeldes frente aos ditames do herem e às forças que
em nossos tempos amesquinham o pensamento, lemos
Spinoza, uma e outra vez. Lemos suas palavras e as
daqueles que lhes conferem novos sentidos.

Sófia Puschinka | A Leviandade dos experts da nossa Comunicação Social

Muito bem, ontem ouvi uma série de barbaridades e teorias em relação à destruição da barragem de Kakhovka. Várias pessoas já me pediram a opinião, inclusive depois de ouvirem a opinião do Major-General Agostinho Costa embora pela primeira vez não concorde com a opinião do Sr Major-General. Reconheço que a explicação que deu é meramente estratégica e militar, o que podia ganhar a Rússia? Atraso na ofensiva. Mas interessa à Rússia atrasar a ofensiva? Não

A ofensiva já iniciou ao contrário do que diz a Ucrânia, nos dois dias anteriores e durante a ofensiva sofreram baixas pesadas de 2000 homens e a destruição de vário equipamento inclusive 8 Leopards, a Rússia podia querer atrasar se estivesse com dificuldades mas não é o caso, a contra ofensiva Ucrâniana começou e falhou, algo que aos olhos do Ocidente faz cair por terra a teoria que nos impigem há um ano de um lunático cocainado que pede armas para ganhar uma Guerra que, todos sabemos nunca será ganha e entretanto os Europeus andam a ser penhorados.

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O drama de Anne Frank reconstituído | Silas Corrêa Leite | por Adelto Gonçalves

Obra recupera a trágica história vivida pela jovem judia durante a Segunda Guerra Mundial  

I 

Nascido em Monte Alegre, hoje Telêmaco Borba, no Paraná, mas tendo vivido até a juventude em Itararé, Silas Corrêa Leite (1952) descende, por parte de pai, de judeus da Ilha da Madeira, convertidos como cristãos novos, e, por parte de mãe, de índios guaranis e de negros de Angola. Por isso, ao acumular, com todas essas ascendências, as cotas de dores de tantas gerações que viveram as angústias e vicissitudes da diáspora, do genocídio e da escravatura, sentiu-se no dever de tentar reconstituir a história da adolescente alemã de origem judia Annelies Marie  Frank (1929-1945), Anne Frank, nascida em Frankfurt, que, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), escondida num abrigo em Amsterdã para fugir das atrocidades que eram cometidas por soldados nazistas, escreveu um diário que, mais tarde, tornaria o seu drama conhecido em todo o mundo. 

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ISIDRO, O TAVEIRA DO SÉC.  XXI | Autor Desconhecido | Retirado do Facebook, mural de Sófia Puschinka

Não sou grande coisa para dormir.  Tenho ido aos treinos e tal, mas sou fraquinho.  Isso me traz dois tipos de dissabores na vida.  Desde logo, olheiras imensas que me valem, a cada passagem por Lisboa, uns 3 ou 4 agradáveis ​​”estás com péssimo aspecto”.  É o tipo de gratificação que me aquece a espinha.  O outro dissabor é o de apanhar com 30 minutos da homilia do Isidro logo pela fresca.

 Não sou diretor de informação da CNN mas se tivesse que apostar, diria que o Isidro vai a esta hora porque tem o cachet mais barato e 1h de conversa faz-se por um bolycao e um bongo.  Era o nosso prémio de jogo no Paio Pires FC … bons tempos.

 Por outro lado, em princípio a esta hora ninguém ouve o homem e por isso a propaganda da Nato dissolve-se nos ressonos lusos.

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«Nunca, jamais, em tempo algum» | José Pacheco Pereira | in Público

O PSD E A SUA MULETA CHEGA

Dois fragmentos da crónica de José Pacheco Pereira saída hoje no Público com o título «Nunca, jamais, em tempo algum»:

«(…) A actual direcção do PSD não quer impedir a possibilidade de um entendimento com o Chega para garantir um Governo PSD, com uma frase taxativa, e é por isso que anda com rodeios de confusão e ambiguidade. É também pelos rodeios que percebemos que essa hipótese está mais que presente na cabeça dos actuais dirigentes do PSD, que sabem que não haverá maioria absoluta e que é pouco provável que os eleitos da IL cheguem para ter uma maioria de governo. Mais sabem que, no modo como as coisas estão, os eleitos do Chega vão ser suficientes, e é por isso que se anda a enganar o povo com vacuidades ambíguas.

Tudo será feito em nome do “anti-socialismo”, princípio que, para um PSD muito radicalizado à direita, se considera permitir e valer tudo. Na verdade, permite apenas chegar ao poder, e às benesses do poder que uma parte do aparelho do PSD deseja (…). Com os militantes como massa de manobra, pouco lhes importa a perda de qualquer honra passada, ou coerência política e ideológica, pelo apoio venenoso do Chega. E o Chega sabe que pode esperar sentado que o PSD ir-lhe-á pedir qualquer esmola. E ele far-se-á caro, porque também sabe que nessa altura tem o PSD na mão. Qualquer manual de Ciência Política explica para os totós que numa aliança deste tipo, mesmo minimalista que seja, é o partido mais pequeno mas indispensável que manda, que tem o outro capturado. (…)»

III Congresso Internacional Humanismo, Direitos Humanos e Cidadania 26 e 27 de outubro de 2023 (presencial ou online) em Lisboa.

III Congresso Internacional Humanismo, Direitos Humanos e Cidadania

26 e 27 de outubro de 2023 (presencial ou online) em Lisboa.

O Congresso visa promover uma ampla reflexão sobre os problemas do Humanismo e da Cidadania, centrado nos desafios, oportunidades e ameaças de hoje. Nas questões da (re)construção de cidadania plena no contexto dos problemas atuais e dos impactos das crises, em diferentes esferas.

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Xi Jinping diz a chefes de segurança nacional para se prepararem para os “piores cenários” | TVI/História de CNN

O líder chinês, Xi Jinping, apelou aos seus principais responsáveis pela segurança nacional para que pensem nos “piores cenários” e se preparem para “mares tempestuosos”, numa altura em que o Partido Comunista, no poder, intensifica esforços para combater quaisquer ameaças internas e externas.

“A complexidade e a dificuldade das questões de segurança nacional que enfrentamos atualmente aumentaram significativamente”, afirmou Xi esta terça-feira numa reunião da Comissão de Segurança Nacional do partido, segundo informou a agência noticiosa estatal Xinhua.

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A extorsão dos países dependentes | Editor / Xin Ping – 28 Maio 2023 | Economia Liberdades Mundo País Política

Paul Singer, magnata da Elliott Capital Management, especialista em extorsão em qualquer parte do mundo

O “mistério” da pobreza recorrente dos países dependentes, ou das suas sucessivas insolvências, fica mais claro quando se entende o mecanismo de extorsão sistemática praticada contra eles pelo capital imperialista. A grande finança tem neste processo um papel determinante. Debaixo da designação respeitável de “fundos de investimento” abrigam-se verdadeiras equipas de profissionais do crime organizado (dotadas de especialistas de toda a natureza: jurídica, financeira, política…) que avaliam as presas e decidem quando e como as atacar. Merecem por isso a designação mais justa de fundos abutres.

Conhecemos o caso da falência do BES e da entrega (uma compra a preço zero) do Novo Banco ao fundo de investimento Lone Star. Neste negócio, consumado em 2018, a Lone Star apoderou-se de 75% do capital do Novo Banco, ficando o Estado com 25%.

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A paz justa na Ucrânia | Carlos Branco, Major-general e Investigador do IPRI-NOVA | in O Jornal Económico

Goste-se ou não, não é à luz do Direito Internacional, da moral ou dos sentimentos de justiça ou injustiça que o resultado do conflito vai ser determinado.

A obtenção de uma paz justa para o conflito na Ucrânia surgiu recentemente no léxico de alguns spin doctors.

A palavra “paz” transporta uma noção de compreensão, harmonia. Ornamenta a dialética. O súbito “abandono” seletivo do discurso belicista precisa, no entanto, de ser dissecado. Estes seres não passaram de falcões a pombas do dia para a noite. Não vêm propor uma solução de soma positiva. Para eles, paz justa é a paz nos termos de Kiev, i.e., a vitória de Kiev em toda a linha, em particular, a adesão da Ucrânia à NATO, e a retirada completa e total das tropas russas de todo o território ucraniano.

Por ser subjetivo, o conceito de “paz justa” é de pouca utilidade. Não nos ajuda a compreender os acontecimentos. A sua apreciação depende do lado da barricada onde se está entrincheirado, é preconceituoso.

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Bruxelas diz que Portugal mantém desequilíbrios macroeconómicos, mas pode sair dessa situação já no próximo ano | Sónia M. Lourenço in Expresso

Pacote de Primavera da Comissão Europeia mantém Portugal no grupo de países com desequilíbrios macroeconómicos, mas destaca que vulnerabilidades estão a retroceder. Do lado dos avisos, é pedida prudência orçamental e que o Governo acelere a implementação do Plano de Recuperação e Resiliência e dos fundos de coesão

Portugal pode sair da situação de desequilíbrios macroeconómicos já no próximo ano. Quem o diz é a Comissão Europeia no Pacote de Primavera, publicado esta quarta-feira. Para já, o país mantém-se no grupo dos que registam desequilíbrios macroeconómicos. Mas, a situação portuguesa pode alterar-se – para melhor – já no próximo ano. O documento destaca que entre os países com desequilíbrios macroeconómicos, “as vulnerabilidades estão a retroceder na Alemanha, em Espanha, em França, e em Portugal, de forma que a continuação destas tendências no próximo ano forneceria as bases para uma decisão de não existência de desequilíbrios”.

A confirmar-se a passagem para o grupo de países “sem desequilíbrios macroeconómicos” seria algo inédito. Desde que este instrumento de monitorização preventivo foi criado – após a crise da dívida soberana – que Portugal tem sempre estado no grupo de Estados Membros com desequilíbrios. Durante anos, esteve mesmo no grupo dos países com desequilíbrios macroeconómicos excessivos.

A situação tem-se invertido e o país está entre os que nos últimos anos diminuiu o ratio da dívida, com um alto responsável europeu a elogiar “o longo caminho percorrido por Portugal” para sair da zona vermelha.

Para ler este artigo na íntegra clique aqui

Presidente ucraniano não apareceu na reunião com Lula: “Zelensky é maior de idade, ele sabe o que faz” | in CNN Portugal

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não apareceu para o encontro bilateral com ele na cimeira do G7, em Hiroshima, no Japão. E também disse que mantém o mesmo posicionamento sobre a guerra no Leste Europeu após ouvir o ucraniano no evento. A declaração foi dada após o fim do evento, em conferência de imprensa, no domingo.

“Nós tínhamos uma entrevista bilateral com a Ucrânia às 15:00 da tarde [horário local]. Tínhamos a informação de que eles estavam atrasados e, enquanto isso, atendi o presidente do Vietname. Quando o presidente do Vietname foi embora, a Ucrânia não apareceu. Certamente, teve outro compromisso e não pôde vir aqui. Foi simplesmente isso que aconteceu”, alegou.

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At Bilderberg’s bigwig bash two things are guaranteed: Kissinger and secrecy | Guardian

The annual elite networking, diplomatic and lobbying event took place in splendid seclusion behind closed doors in Lisbon

The Portuguese sun was doing its cheery best to make this year’s Bilderberg meeting seem warm and welcoming, but nothing could take the deathly chill out of the official agenda of the secretive shindig for some of the world’s most powerful people.

Ukraine, Russia and Nato weighed heavy on the schedule, with “Fiscal Challenges” and “Transnational Threats” seeming like light relief. “Today,” said the head of Nato, Jens Stoltenberg, arriving in Lisbon to attend the talks, “our security environment is more dangerous than it has been since the cold war.”

This annual three-day conference is many things – an elite networking event, a diplomatic summit, a lobbying opportunity for transnational financial interests, an intense focus of conspiracy theory gossip – but above all, the 69th Bilderberg conference, at the glorious Pestana Palace, appeared like a council of war.

Intoxicação da opinião pública | José Pacheco Pereira | in Público

Intoxicação da opinião pública
Se pensam que o efeito negativo das mentiras de Galamba e Pinheiro são os únicos estragos causados nos portugueses, não se esqueçam do efeito arruaceiro de como alguns deputados intervêm na CPI.

Intoxicação da opinião pública
Eu tinha jurado a mim próprio não falar das audições dos últimos dias na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da TAP, tal é o grau de intoxicação da opinião pública que todos, actores, perguntadores, jornalistas e comentadores, provocam. O que escrevi recentemente sobre o modo como, no afã de derrubar o Governo, se está a estuporar a democracia era suficiente, porque nada mudou e é minha convicção que nada vai mudar. Nem penso que haja qualquer eficácia em chamar a atenção, quanto estamos longe de qualquer mecanismo normal numa democracia, como o escrutínio, ou a exigência de responsabilidades políticas para quem as tem.

Do mesmo modo, as regras do jornalismo desapareceram do espaço público, substituídas por um tratamento comicieiro e politicamente motivado e orientado, que, por falta de alternativa, deixa todos entregues à intoxicação.

É como as drogas que criam habituação.

https://www.publico.pt/2023/05/20/opiniao/opiniao/intoxicacao-opiniao-publica-2050315

https://www.facebook.com/isabel.matos.944

Russia Ukraine: Massive Russian Offensive To END The War? Colonel Douglas Macgregor

EXPECTATIVAS MILITARES INDEPENDENTES SOBRE A EVOLUÇÃO DO CONFLITO NA UCRÂNIA.

!!! A NÃO PERDER !!!

ARTIGO:

— O Wilhelm Furtwängler do pensamento militar —

Coronel Douglas MacGregor Entrevista com Godfrey Bloom .

“ A história se lembrará da sabedoria de Surovikin. E Odessa agora está no cardápio da noite. »

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O DEVE E O HAVER | por Francisco Seixas da Costa

Uma coisa devo começar por creditar, com toda a justiça, a Marcelo Rebelo de Sousa, ao longo destes mais de sete anos: um responsável apego à estabilidade e a uma certa conceção do interesse do Estado. Foi isso que, aquando da sua reeleição, me levou a votar nele.

Uma coisa de há muito coloco a seu débito: uma exagerada propensão para, em cada momento, pretender representar, a partir de Belém, o que julga ler como o sentimento, médio ou maioritário, dos portugueses, atitude que configura uma espécie de “populismo do bem”.

O presidente da República não é um barómetro ecoador da “vox populi”. É alguém que, tendo de ter isso sempre em devida conta, tem a obrigação política de ajudar a orientar os portugueses a entenderem que a política é a arte do possível, através da intermediação que o lugar que ocupa lhe permite fazer, junto do governo e das forças políticas. A sua autoridade vem daí, não do facto de ser um mero refletor das sondagens. Como alguém dizia, as sondagens não vêm na Constituição e não têm uma dignidade formal na vida da República.

Pode entender-se o sentimento de desagrado do presidente perante o facto do primeiro-ministro não ter acolhido a sua sugestão sobre o futuro de um ministro. Até se pode perceber-se que, dessa forma, tivesse a intenção de proteger historicamente a instituição Presidência, na balança institucional de poderes. Mas parece algo inconforme com o sentido de Estado a que nos tinha habituado ter-se “vingado”, da forma que o fez, tentando arrasar a credibilidade pública do governante, que vai ser o executante de políticas que ele sabe serem essenciais no quadro da ação imediata do Estado, adubando deliberadamente o ambiente negativo da comissão parlamentar de inquérito.

Retirado do Facebook | Mural Francisco Seixas da Costa

A QUESTÃO DOS REFUGIADOS DA UCRÂNIA | Vizinhos da Ucrânia pressionam Zelensky para buscar a paz enquanto milhões de deslocados fluem para a Europa | by Seymour Hersh

No sábado passado, o Washington Post publicou uma exposição de documentos secretos da inteligência americana mostrando que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, trabalhando nas costas da Casa Branca de Biden, pressionou fortemente no início deste ano por uma série ampliada de ataques com mísseis dentro da Rússia. Os documentos faziam parte de um grande esconderijo de materiais classificados publicados online por um homem alistado da Força Aérea agora sob custódia. Um alto funcionário do governo Biden, solicitado pelo Post para comentar a inteligência recém-revelada, disse que Zelensky nunca violou sua promessa de nunca usar armas americanas para atacar dentro da Rússia. Na visão da Casa Branca, Zelensky não pode errar.

O desejo de Zelensky de levar a guerra para a Rússia pode não ser claro para o presidente e assessores de política externa na Casa Branca, mas é para aqueles na comunidade de inteligência americana que acharam difícil fazer com que sua inteligência e suas avaliações fossem ouvidas em o Salão Oval. Enquanto isso, a matança na cidade de Bakhmut continua. É semelhante em idiotice, se não em número, ao massacre em Verdun e no Somme durante a Primeira Guerra Mundial. poderia servir como um prelúdio para algo permanente. A conversa agora é apenas sobre as possibilidades de uma ofensiva no final da primavera ou no verão por qualquer uma das partes.

Mas algo mais está cozinhando, como alguns na comunidade de inteligência americana sabem e relataram em segredo, por instigação de funcionários do governo em vários níveis na Polônia, Hungria, Lituânia, Estônia, Tchecoslováquia e Letônia. Esses países são todos aliados da Ucrânia e inimigos declarados de Vladimir Putin.

Este grupo é liderado pela Polônia, cuja liderança não teme mais o exército russo porque seu desempenho na Ucrânia deixou em frangalhos o brilho de seu sucesso em Stalingrado durante a Segunda Guerra Mundial. Tem instado discretamente Zelensky a encontrar uma maneira de acabar com a guerra – até mesmo renunciando, se necessário – e permitir que o processo de reconstrução de sua nação comece. Zelensky não se mexe, de acordo com interceptações e outros dados conhecidos dentro da Agência Central de Inteligência, mas começa a perder o apoio privado de seus vizinhos…

Carta de Julian Assange ao rei Carlos III

À Sua Majestade Rei Carlos III,

No momento da coroação do meu soberano, achei por bem fazer-vos um convite sincero para comemorar este importante evento visitando o vosso próprio reino dentro de um reino:  a prisão de Belmarsh de Vossa Majestade.

Sem dúvida recordareis as sábias palavras de um famoso dramaturgo:   “A qualidade da misericórdia não é imposta. Ela cai como a suave chuva do céu sobre os lugares abaixo”.

Ah, mas o que saberia aquele bardo de misericórdia diante do acerto de contas no alvorecer do vosso histórico reinado? Afinal, pode-se verdadeiramente conhecer a medida de uma sociedade pelo modo como trata os seus prisioneiros, e o vosso reino certamente esmerou-se a este respeito.

A Prisão de Belmarsh de Vossa Majestade situa-se na prestigiada morada de One Western Way, em Londres, apenas a uma curta distância do Old Royal Naval College, em Greenwich. Quão deleitoso deve ser ter um estabelecimento tão estimado a portar o vosso nome.

“Pode-se verdadeiramente conhecer uma sociedade pelo modo como trata os seus prisioneiros”.

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Portugal voa mais alto que a UE na descarbonização da aviação | TVI Notícias

Avião (AP Photo/Armando Franca) © CNN Portugal

Descarbonizar o setor da aviação é uma das prioridades da União Europeia (UE) para alcançar a neutralidade carbónica até meados do século. Nessa altura, o setor dos transportes terá que reduzir em 90% as emissões poluentes (face aos níveis de 1990), e parte disso será possível com a incorporação de biocombustíveis. As primeiras metas para a aviação estão traçadas para 2025 a nível europeu, mas em Portugal os objetivos serão mais ambiciosos.

Na quarta-feira, o Parlamento Europeu (PE) aprovou um diploma que visa impulsionar a produção e incorporação de biocombustíveis na aviação, isto depois do acordo provisório, em abril, que resultou de um trílogo informal. A proposta foi agora aprovada por 518 eurodeputados, seguindo-se a discussão no Conselho da União Europeia, isto é, entre os ministros da UE. Só depois se poderá tornar lei.

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CLUBE DE BILDERBERG: O PODER INVISÍVEL QUE GOVERNA | por Paulo Marques

Podia ser uma brincadeira de crianças, do género: vamos brincar aos clubes secretos? Mas não é, porque, embora se trate de um clube semissecreto, é dirigido e frequentado por (uma elite de) adultos, e não se trata propriamente de uma brincadeira uma vez que dele saem importantes decisões a nível mundial, com influência nas opções políticas, sociais e culturais em Portugal, logo, com interferência nas nossas vidas.

História de Bilderberg

A ideia de Bilderberg partiu do diplomata polaco Józef Retinger. Basicamente, Retinger pretendia juntar num encontro anual (durante três dias) alguns dos mais poderosos políticos, monarcas, banqueiros, empresários, militares e académicos da Europa Ocidental e dos EUA com o propósito de combater o comunismo, reforçar as relações atlânticas (entre a Europa e a América do Norte) e unir a Europa Ocidental.

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The Natrium™ reactor and integrated energy system | Bill Gates tiene claro cuál será la energía del futuro, y no es ninguna de las que estás pensando

Bill Gates y su arriesgada apuesta por Natrium, una alternativa sostenible en el mercado energético

The Natrium™ technology pairs an advanced reactor with a molten salt system for energy storage at the gigawatt-hour scale. It is tailored to support electricity grids with a growing mix of renewables. Learn more at: https://natriumpower.com/

A lo largo de los últimos años hemos visto cómo al ser humano parece que le han entrado las prisas para reducir su huella de carbono. En esta nueva faceta, el desarrollo e instalación de fuentes de energía renovables parece que se ha convertido en el Santo Grial. En algunos países, hay horas en las que la energía proviene, en su totalidad, a través de esta vía, pero para personalidades como Bill Gates, esto cree que no es suficiente. ¿Cómo será posible la eliminación completa de los recursos fósiles para la obtención de energía eléctrica?

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OS TIRANOS DA PAZ E OS DEMOCRATAS DA GUERRA | Hugo Dionísio

As eleições na Turquia ensinam muito – ou deviam – sobre a percepção popular relativamente às coisas da guerra. Em geral, os povos, as massas trabalhadoras e as suas famílias, não querem guerra ou perigosas confrontações. Exceptuando as lutas pela libertação, os povos apenas querem continuar com as suas vidas em paz, procurando a previsibilidade, a estabilidade e a melhoria gradual das suas condições de vida.

Ora, hoje, aderir à estratégia dos EUA significa precisamente o contrário disto tudo. Como podemos constatar nós próprios, a submissão da EU e dos países que a integram, à estratégica hegemónica dos EUA, apenas nos tem trazido a imprevisibilidade, resultante das constantes sanções que têm efeito boomerang; instabilidade, quer em relação ao estado actual e às previsões futuras para a economia, quer em relação à própria ameaça de guerra, sempre no horizonte; degradação rápida das condições de vida, traduzida numa percepção geral de que tudo está a piorar, sem que se vejam luzes ao fundo do túnel. Algum povo vota para isto?

O que é que justificou tanta propaganda contra Erdogan? O que é que justificou a sua responsabilização directa pelo sismo ocorrido no sul do país? O que é que justificou uma cobertura mediática ocidental, sem precedentes, relativamente às eleições turcas? O que justifica tais ingerências nas eleições turcas, no fundo, é a mesma causa que justifica a ingerência nas demais eleições e os inúmeros golpes de estado – militares ou civis – “democraticamente” instaurados pelos EUA. Trata-se da integração do país – neste caso da Turquia – no quadro da relação de forças que se estabelece entre os EUA e o sul global, em especial, a Rússia, mas não só.

A preocupação dos EUA é tão grande que leva uma comentadora da CNN Portugal a dizer “era importante a Turquia ficar com uma democracia verdadeira”. Leia-se: democracia pró-ocidental, o que neste momento é muito perigoso e danoso para quem o faz.

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Uma obra de amor ao Rio de Janeiro | “Rio, da Glória à Piedade” reúne textos de 11 autores em homenagem à cidade | Adelto Gonçalves

I 

Carioca não é só um termo que define quem nasceu na cidade do Rio de Janeiro, pois pode ser estendido também a quem vive (ou viveu) por muitos anos naquela cidade, ou seja, é, antes de tudo, um estado de espírito. É o que se pode comprovar em Rio, da Glória à Piedade (Rio de Janeiro/Santarém-Portugal, 2023), obra que, organizada pelo arquiteto, romancista e contista Hélio Brasil (1931), reúne textos do próprio organizador e de outros dez autores que, embora alguns deles nascidos em outros Estados e um deles em Portugal, têm uma paixão única: o amor pela antiga capital da República do Brasil.   

Nascida espontaneamente de conversas entre amigos, todos ligados às letras, esta obra reúne gêneros variados, desde crônicas e poemas a textos sobre história, memórias pessoais e urbanas, escritos às instâncias do organizador, que pediu a cada amigo que comparecesse com três textos e, se possível, com alguns poemas.  

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António Damásio (s/ Espinosa) | Entrevista conduzida por Anabela Mota Ribeiro | in Diário de Notícias em 2003

«Em «O Erro de Descartes» abordei o papel da emoção e do sentimento na tomada de decisões. Em «O Sentimento de Si» descrevi o papel da emoção e do sentimento na construção do si (self). O foco deste novo livro são os sentimentos propriamente ditos, aquilo que são e aquilo que fazem».

O novo livro de que fala António Damásio no parágrafo reproduzido é «Ao encontro de Espinosa». Em cinquenta rigorosos minutos, falei com o neuro-cientista sobre o universo do livro, mais rigorosamente explicitado no subtítulo: as emoções sociais e a neurologia do sentir. Infelizmente não pude falar sobre aquilo de que começámos a falar enquanto decorria a sessão de fotografias. De cinema. Do facto de ter querido ser realizador quando era adolescente. Do jantar com Woody Allen, curioso do trabalho que Damásio desenvolve com a mulher, Hanna. De fotografia e da sua colecção primorosa. De design e dos seus objectos elegantes, serenos, depurados. Da insistência nas visitas a Shakespeare e a Orson Welles. Do professor de liceu que marcou a sua vida. Da partida para os Estados Unidos. Do trabalho que desenvolve. Dos dias que leva. Da sua comoção. De como se escreve a comoção num ecrã de computador. Da relação com a mulher, sólida, cuja presença remete para as estátuas gregas. Do que o faz ser como é.

A urgência do tempo fez que nos centrássemos no livro, sob o arco tutelar de Espinosa.

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Poemas de Amor de Florbela Espanca | Li um dia, não sei onde | Amar!

Li um dia, não sei onde

Li um dia, não sei onde,
Que em todos os namorados
Uns amam muito, e os outros
Contentam-se em ser amados.

Fico a cismar pensativa
Neste mistério encantado…
Diga prá mim: de nós dois
Quem ama e quem é amado?…

Florbela Espanca

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui… além…
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

Florbela Espanca

Encontro La Salle | Abrantes | 27 de Maio, 2023, Sábado

Caros AA de La Salle, Antigos Professores, Antigos Funcionários e Amigos de La Salle:

  Vimos convocar-vos e convidar-vos para o Grande Encontro de AA do Colégio La Salle de Abrantes, a realizar no dia 27 de Maio de 2023, sábado.

          O ponto de encontro será, como de costume, no Antigo Colégio La Salle de Abrantes,  pelas 11 horas, seguindo-se a celebração da Santa Missa , com as habituais intervenções.

           O Almoço/Convívio será no Restaurante  Jardim da Cascata- Alferrarede. O preço final será de 30 euros por pessoa .


            (ver menu mais abaixo).

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O dia da Europa | A Europa somos nós | Carlos Esperança

9 de Maio de 2023

Quando a Europa parece condenada a mergulhar no entardecer, esquecida do Renascimento, do Iluminismo, da Revolução Francesa e das raízes greco-romanas que lhe moldaram o carácter e a trouxeram à vanguarda da civilização, é altura de celebrarmos os princípios humanistas, democráticos e fraternos que, embora debilitados, ainda subsistem.

Instituído em 1985, o Dia da Europa celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da atual União Europeia.

Discordo dos que são contra a União Europeia, reconhecendo-lhes o direito, e também dos que dizem, Europa sim, mas não esta, como se não pudesse haver outra dentro desta, com o urgente aprofundamento da integração económica, social, política e militar, que permitisse reduzir as diferenças entre os países e dentro de cada um deles.

Se a Europa é hoje um espaço conservador e neoliberal, com sinais ainda piores no horizonte, não é culpa da UE, mas dos eleitores dos países que a integram e cujo voto merece respeito pelo melhor que nos resta, a liberdade de expressão, num mundo que parece abdicar dela e da civilização.

Depois da saída do Reino Unido, a maior potência militar e a segunda economia da UE, na angústia que os movimentos neofascistas lançam, é dever dos europeístas defender as suas convicções, certos de que a desintegração da UE é o caminho mais rápido de novas ditaduras e da irrelevância da Europa, esmagada na luta geoestratégica sino-americana, sem qualquer poder político, económico, militar ou diplomático.

Quero a Europa mais unida e integrada e, como moeda, o euro. Pode ter sido um erro aderir à moeda única, mas seria bem pior sair, era saltar de um comboio em alta velocidade.

Não deixemos que sejam os EUA a impor opções comerciais e políticas à UE, com a China, Médio Oriente ou qualquer outro espaço geopolítico ou país. Sejamos nós, europeus, a negociar o nosso destino comum e a defender a Europa de se tornar um satélite dos blocos que se digladiam.

Na mitologia, Zeus, pai dos deuses, raptou-a para a amar e fecundar. Hoje há quem pretenda fecundá-la, sem a amar, com o poder das armas e do dólar, desejoso de a violar.

O Rapto da Europa (Óleo sobre tela) – Rubens – Museu do Prado

SkyExpert faz queixa a Bruxelas contra o novo aeroporto de Lisboa | JN | por Delfim Machado

SkyExpert argumenta que novo aeroporto vai prejudicar a TAP

Maia, 12/08/2020 – TAP Air Portugal no aeroporto Francisco Sá Carneiro. (Leonel de Castro/Global Imagens)

A empresa de consultoria em transporte aéreo SkyExpert anunciou este domingo que vai apresentar uma queixa na Comissão Europeia contra o futuro aeroporto de Lisboa. A queixa será fundamentada com o impacte ambiental subestimado, a falta de um plano de investimentos em meios de transporte alternativos e a repercussão negativa que o investimento poderá ter na TAP.

https://www.jn.pt/nacional/skyexpert-faz-queixa-a-bruxelas-contra-o-novo-aeroporto-de-lisboa-16310721.html?fbclid=IwAR3zjXt4yD_JRvOLE9S4ajRY9pDDY4MxJb95NTK9ZkOMOw_lmA598IKTRcI

Foto: Leonel de Castro / Global Imagens

LER TAMBÈM:

Carta enviada por João Soares e Pedro Castro, dirigida à senhora Presidente da Comissão de Estudo da Localização do novo aeroporto de Lisboa.

Em memória da minha Mãe no dia 7 de Maio de 2023, Dia da Mãe | Estatueta de Antonieta Roque Gameiro | Poema de Carlos Drummond de Andrade

Para Sempre | Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Uma obra com sabor de conversa descontraída | de Edmar Monteiro Filho | por Adelto Gonçalves

                                                                               I
                O conto é um autêntico paradigma da “arte do implícito”, como preconizava o saudoso professor Massaud Moisés (1928-2018) em suas memoráveis aulas na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP), pois, como observa também em A criação literária. Prosa II (São Paulo, Editora Cultrix, 2005, p. 33), isto pressupõe que o “eu” do narrador esteja presente, ainda quando a narrativa está situada na terceira pessoa. Afinal, como ensinava o mestre, “o implícito consiste na recusa do realismo fotográfico, em favor de notações sutis em que a superfície das coisas, das palavras e dos acontecimentos, é a dimensão visível de uma esfera íntima, inacessível ao olhar e ao registro positivo”.
            Este introito vem a propósito do conto que abre o livro O acorde insensível de Deus (São Paulo, Editora Laranja Original, 2022), de Edmar Monteiro Filho, e dá título à obra. Trata-se de um texto extenso, de 60 páginas, que poderia ser definido também como uma novela, mas que, acima de tudo, serve para mostrar a maturidade literária a que o seu autor chegou, depois de publicar vários livros de contos e um romance, além de ganhar vários prêmios literários e alcançar o doutoramento em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2018.

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Guerre en Ukraine vue par 2 généraux (2S) M. Henri Pinard-Legry et M.Alexandre Lalanne-Berdouticq | 21/04/2023

0:00:29 Présentation par Henri Pinard-Legry 0:01:45 Intérêts de la France 0:01:45 Intérêts nationaux des empires 0:02:49 Intérêts communs France-Russie 0:04:19 Normandie Niemen et front de l’Est 0:04:47 Traité du 7 février 1992 0:06:35 Convergences russo-françaises 0:07:50 ”La France a l’intérêt que le monde soit multipolaire” 0:08:50 Kourou 0:09:40 Problématique des russes en Afrique 0:10:36 Matières premières 0:10:46 Leadership américain 0:11:25 Suprématie américaine versus l’Europe souveraine 0:12:25 LCI 0:12:56 Traitement anti-russe par LCI 0:14:25 Guerre d’information 0:15:40 Déficit d’explication 0:16:20 Massacre de Boutcha 0:17:40 Nord Stream ( chez Pujadas) 0:19:48 Présentation par Alexandre Lalanne-Bertoudicq 0:20:18 La guerre n’a pas commencé en 2022 0:21:30 Crimée a toujours été une province russe 0:21:50 Silence des médias occidentaux 0:23:00 Kosovo bombardé sans mandat de l’ONU 0:23:40 800 avions ont bombardé la Serbie 0:24:40 Jurisprudence ”Kosovo” 0:25:57 Le front ukrainien 1600 km long 0:27:40 3/4 du monde n’est pas d’accord avec l’Occident 0:28:30 Durée du conflit 0:29:50 Le problème de la guerre est la volonté américaine 0:30:40 Les cartes du ”Grand Echiquier” de Z.Brzezinski 0:33:00 Arme nucléaire tactique 0:33:00 L’esprit du sacrifice 0:35:12 Poutine ne peut pas perdre son ”Alsace-Lorraine” 0:36:35 Frontière religieuses 0:38:55 ”L’objectif américain est de maintenir leur leadership mondial” M.H Pinard-Legry 0:40:47 Plateau du Golan 0:43:38 Fuites du Pentagone 0:46:20 Personne n’a confiance en infos américaines 0:47:57 Infos sur les brigades ukrainiennes par l’Otan 0:48:00 Pertes russes et gains territoriaux 0:49:54 Les russes liés aux chinois 0:50:24 Prôner le partenariat russe et français 0:51:28 Dernière chance de négociations en janvier 2022 0:53:30 Guerre éclair n’est pas possible en Ukraine 0:54:48 Kherson 0:55:35 Bombardement du Donbass avant le début de la guerre en Ukraine 0:56:54 Forces spéciales anglo-saxonnes et polonaises en Ukraine 0:58:14 Nombre d’obus 0:59:59 Gaz en Ukraine 1:00:15 Russes respectent les contrats 1:01:22 4 groupes américains détiennent les terres ”tchernoziom” 1:02:00 L’aspect nucléaire 1:03:04 Industrie de guerre américaine 1:03:48 Missiles hypersoniques opérationnelles russes 1:05:57 Le militaire obéit toujours au gouvernement 1:06:58 Macron fidèle à la programmation militaire 1:10:45 L’Ukraine n’est pas un intérêt vital pour la France 1:11:40 PIB défense 1:13:17 Nouveaux défis 1:14:30 Planification dans l’armée 1:16:10 Industrie aéronautique française 1:19:20 Grande tradition diplomatique 1:21:34 Rôle des élections américaines pour le conflit en Ukraine

Opera gala: great arias from Rossini, Verdi, Puccini, Donizetti, Bellini, Lehár and others

(00:00) Gioachino Rossini: Overture from L’ITALIANA IN ALGERI (08:10) Gioachino Rossini: “La calunnia è un venticello” from IL BARBIERE DI SIVIGLIA (Štefan Kocán, bass) (13:22) Giuseppe Verdi: “Sempre libera” from LA TRAVIATA (Marina Rebeka, soprano & Pavol Breslik, tenor) (17:28) Jules Massenet: “Pourquoi me réveiller” from WERTHER (Piotr Beczala, tenor) (20:32) Umberto Giordano: “Nemico della patria” from ANDREA CHÉNIER (Franz Grundheber, baritone) (26:07) Umberto Giordano: “La mamma morta” from ANDREA CHÉNIER (Angela Marambio, soprano) (33:23) Richard Wagner: “Mannenruf” from GÖTTERDÄMMERUNG (Matti Salminen, bass & Chorus of the Deutsche Oper Berlin) (44:26) Giacomo Puccini: “O mio babbino caro” from GIANNI SCHICCHI (Agnes Baltsa, mezzo-soprano) (47:09) Gioachino Rossini: “Cruda sorte“ from L’ITALIANA IN ALGERI (Agnes Baltsa, mezzo-soprano) (51:08) Gaetano Donizetti: “Una furtiva lagrima” from L’ELISIR D’AMORE (Pavol Breslik, tenor) (55:57) Giacomo Puccini: “Sì. Mi chiamano Mimì” from LA BOHÈME (Krassimira Stoyanova, soprano) (1:01:06) Vincenzo Bellini: “Ah! Non credea mirarti… Ah! Non giunge” from LA SONNAMBULA (Nino Machaidze, soprano & Chorus of the Deutsche Oper Berlin) (1:09:45) Franz Lehár: “Lippen schweigen” from DIE LUSTIGE WITWE (Pavol Breslik, tenor) (1:13:08) Franz Lehár: “Freunde, das Leben ist lebenswert” from GIUDITTA (Piotr Beczala, tenor) (1:17:07) Franz Lehár: “Dein ist mein ganzes Herz” from DAS LAND DES LÄCHELNS (Nino Machaidze, Angela Marambio, Marina Rebeka & Krassimira Stoyanova, soprano; Agnes Baltsa, mezzo-soprano; Piotr Beczala & Pavol Breslik, tenor; Franz Grundheber, baritone; Štefan Kocán & Matti Salminen, bass)

Acordar a gemer | by Manuel S. Fonseca no Jornal de Negócios

Podemos até esquecer-nos da cadeira, mas ninguém esquecerá nunca as pernas de Marlene Dietrich. Não obstante, foi a cadeira que Josef von Sternberg lhe pôs no meio das pernas, no “Anjo Azul”, que lançou a sua carreira.

Quem ia na cadeira da frente, no avião para Los Angeles, era o cineasta Peter Bogdanovich, ao lado dele o actor Ryan O’ Neal. Descobriram que na cadeira atrás ia Marlene. Puseram-se de joelhos, virados para trás, e começaram a falar com a alemã, que já ia em bem mais de 60 anos. E Bogdanovich atreve-se: “As pernas que Miss Dietrich tem!” Ela sorri: “Ó se tenho!” Dá uma palmada numa delas e provoca: “Umas coxas fantásticas.” O’ Neal arrisca: “Eu, na adolescência, sonhava com as suas pernas e acordava a gemer.” “Também eu, meu filho, também eu”, disse-lhe a nostálgica Marlene.

E o que eu queria dizer é que as pernas de Marlene foram incansáveis e insaciáveis. Não se prenderam nesses anos 30, 40 e 50 do século passado com questões de género. Deram-se à felicidade, porventura a algum desapontamento, a mulheres e homens.

Mas foram os olhos de um azul francês do actor Jean Gabin que mais e sempre a prenderam. Vivia com ele em afrontosa maridança, na casa que Gabin alugara a Greta Garbo, que vinha, descobriu Gabin, espiá-los à noite para ver se não lhe escavacam a mobília.

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Viriato Soromenho Marques | O melhor da condição humana | in DN/Opinião, 22 Abril 2023 

Quando a política entra demasiado nas nossas vidas, causando guerra e sofrimento, em vez de paz e justiça, isso significa, quase sempre, que aqueles a quem foram entregues os destinos dos povos estão a trair, por motivos diversos, a confiança que lhes foi depositada.

Hoje quero sair desse pior da humanidade – a má política feita por gente que sem ela seria invisível – para dar lugar ao melhor da humanidade, aquela que se transcende pela arte, pela poesia, pelo pensamento.

Noite de estreia da peça de Florian Zeller, O Filho, no Teatro Aberto em Lisboa. Quando o pano caiu na última cena, o público permaneceu num silêncio hirto e comovido, apenas quebrado por um longo e reiterado aplauso, quando os atores se apresentaram, finalmente, perante os espectadores. Depois do imenso sucesso de A Mãe (2010) e de O Pai (2012), O Filho (2018) é claramente a obra mais trágica da trilogia de Zeller. Um enredo simples: um pai (Paulo Pires) separa-se da sua mulher (Cleia Almeida) para começar uma nova relação (Sara Matos). Um filho adolescente (Rui Pedro Silva), vivendo com a mãe, afasta-se da escola e dá sinais de desinteresse pela vida. O pai e a nova companheira recebem o filho, empenhando-se para o apoiar. Só falta o coro para declarar o império do destino… Numa entrevista, Florian Zeller explica como o pai é o agente maior desse processo. Ele está de tal modo convicto da sua culpa que descarta outros apoios, nomeadamente médicos, para o mal do filho, tomando decisões erradas. Diz Zeller: “é ao lutar [o pai] com todas as forças contra o seu destino que o cumpre inescusavelmente.” O excelente desempenho dos atores é servido por uma versão, cenografia e encenação de grande qualidade da responsabilidade de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos.

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François Asselineau, Président de l’Union Populaire Républicaine | Otan-Ukraine / Russie, à qui l’histoire donne-t-elle raison ?

PARA MELHOR COMPREENDER A GUERRA NA UCRÂNIA | 10/07/2022

Sem a luz da história, é impossível interpretar corretamente os eventos que ocorrem no solo da atual Ucrânia.


Sans l’éclairage de l’histoire il est impossible d’interpréter correctement les évènements qui se déroulent sur le sol de l’actuelle Ukraine.
En cet été 2022, les risques de dérapage vers un conflit généralisé sont extrêmement élevés, comme ils pouvaient l’être à l’été 1914 et à l’été 1940.

Les conséquences pourraient même en être encore pire puisque nul ne peut garantir qu’une 3e Guerre mondiale ne s’achèverait pas par une Apocalypse nucléaire anéantissant l’humanité.
L’extrême dangerosité de la situation devrait donc inciter les dirigeants politiques et les médias mainstream à calmer le jeu, en s’adressant à la raison des Français et en faisant œuvre d’éducation populaire pour que le plus grand nombre comprenne bien la complexité de la situation.
Tel n’est malheureusement pas le cas. Comme en 1914, les politiques et les médias utilisent le registre des émotions, refusent tout débat intelligent donc nuancé, et versent dans la propagande manichéenne la plus outrancière.
Leur objectif étant de faire accepter aux Français des décisions prises de façon anti-démocratique et qui vont à l’encontre des intérêts supérieurs de la France.

Dans cette vidéo, François Asselineau essaie de corriger cette ambiance délétère et dangereuse.

Il retrace, en la mettant à la portée de tous, l’histoire de ce qui deviendra l’Ukraine pour fournir des clefs de compréhension du conflit entre l’OTAN et la Russie et pour appeler Emmanuel Macron à changer radicalement sa gestion du conflit.

Chapitres

00:00 – Introduction 03:03 – Géographie de la région Histoires des différentes puissances qui se sont partagé les territoires de l’Ukraine actuelle 05:15 – Nord-ouest – République des Deux Nations Pologne – Lituanie 07:01 – Est – Empire russe 11:38 – Sud – Khanat de Crimée 16:42 – Catherine II de Russie et l’expansion de l’Empire russe 21:40 – Les Russes sont fondés à penser qu’ils sont chez eux dans l’est et le sud de l’Ukraine 24:47 – Les bouleversements du XXe siècle, la création de l’Ukraine sous Staline et l’effondrement de l’URSS 30:38 – L’expansion de l’OTAN vers l’est se heurte à la Biélorussie et à l’Ukraine 34:21 – Le double-jeu d’Erdogan 35:24 – Le discours « occidental » ne tient absolument pas compte de l’Histoire 37:25 – Un grand chef d’État doit connaître l’Histoire pour prendre des décisions raisonnables 39:28 – Retour sur la mer d’Azov dans l’imaginaire russe 42:38 – Une solution raisonnable pour sortir du conflit 44:46 – Conclusion

Carlos Matos Gomes | Penso em coisas simples | Só penso em coisas muito simples | 30/04/2023

Penso em coisas simples. Só penso em coisas muito simples. Só vejo grupos de coristas e bailarinos com muitas lantejoulas e muita disposição para se venderem à porta dos camarins – como há 50 anos no Parque Mayer. Ou em festas de arromba com champanhe, que os negócios vão de vento em popa.

Conclusões de 5 minutos de TV em 15 dias:

  1. Localização do Aeroporto de Lisboa: Qual será a localização? Aquela que os promotores oferecerem melhores comissões. A decisão será de quem melhor souber distribuir o bolo. O ministro que defendia o TGV já foi à vida. Estava a empatar o negócio. A luta é por derrubar este governo, ou recrutar um ministro manejável! É do que se trata. Os locutores e os comentadores bem tentam disfarçar… mas trata-se dos negócios dos tipos que pagam a publicidade das TV! Dos casacas!
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EUA-CHINA: O PANDA DO DESENTENDIMENTO | por Carlos Fino

Nas últimas décadas, muitos partidos do centro-esquerda, assim como do centro-direita, abraçaram uma versão neoliberal da globalização do mercado que gerou ganhos para quem está no topo. E isso deixou a maioria dos trabalhadores, na verdade entre 50% a 60% da população, com poucos ganhos — se é que com alguns! Foi por isso que assistimos a uma estagnação salarial e à perda de postos de trabalho nas últimas quatro ou cinco décadas.

Como uma panda gigante se tornou símbolo das tensões entre EUA e China

Media americano e chinês divergem sobre devolução da ursa Ya Ya a país natal após 20 anos no zoológico de Memphis

SÃO PAULO

A panda gigante Ya Ya é praticamente uma americana honorária —nascida em Pequim em 2000, ela foi enviada para os Estados Unidos quando tinha só dois anos de idade.

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Aeroporto | O que é que a margem Sul tem? | Rosália Amorim, Diretora do Diário de Notícias | 28 ABR 2023

De repente, quais cogumelos, na margem Sul surgiram ainda mais localizações possíveis para o novo aeroporto de Lisboa.

Além de Montijo e Alcochete, ambas já conhecidas, ontem foram escolhidas para estudo Rio Frio (curiosamente, uma das hipóteses mais antigas, já analisada no tempo do Estado Novo), também Pegões (a mais inesperada, mas que tem área livre e fica próxima dos terrenos do campo de tiro de Alcochete e poderá servir os interesses de quem ali já adquiriu terrenos) e ainda Poceirão (localização já apontada nos tempos de José Sócrates quando planeou o TGV como ligação ferroviária de Lisboa a Madrid, passando por Elvas) onde está prevista uma grande plataforma logística de carga, planeada já desde os tempos de governantes como Mário Lino e Ana Paula Vitorino.

Em comum o que têm todas estas cinco hipóteses? A obrigatoriedade de se atravessar o rio Tejo através das duas pontes existentes, cujo monopólio é da Lusoponte (detida pela Vinci e que, por seu turno, detém a concessão da ANA que gere os aeroportos de Portugal) ou então através da construção de uma nova ponte rodoferroviária que poderá ligar Lisboa, via Chelas, ao Barreiro, uma alternativa que já tinha sido equacionada nos longínquos anos 90 do século passado, nos governos de Cavaco Silva quando Ferreira do Amaral era ministro.

Assim, nas nove soluções futuras são admitidas as hipóteses de Portela + Alcochete, Pegões, Portela + Pegões e Rio Frio + Poceirão, a que se juntam as hipóteses já antes apontadas de Portela + Montijo, Montijo Hub + Portela, Alcochete, Portela + Santarém e Santarém.

Foram afastadas completamente as hipóteses de Beja, Monte Real e Alverca.

O que se criticou no tempo de Sócrates, com o argumento de que o país não tinha dinheiro, nem para uma nova ponte sobre o Tejo nem para um TGV, parece agora ressuscitar. Se o aeroporto ficar na margem Sul e o Poceirão surgir, no mínimo, como nova área logística, torna-se para muitos inevitável que terá de se avançar com a obra da nova travessia do Tejo e com o comboio.

A quem interessa esta hipótese mais cara? O Estado tem capital para isso?

Nos critérios de escolha da Comissão Técnica Independente estiveram a proximidade da capital, a possibilidade de expansão e a facilidade de acesso ao comboio. Quanto a este último critério, a única localização bem servida é Santarém através da Linha do Norte, exceto se a nova travessia rodoferroviária do Tejo se tornar uma realidade. Até ao fim do ano estará tudo estudado e, nessa altura, o governo deverá optar. Os dados estão lançados, a decisão é política.

Diretora do Diário de Notícias

VACA PROFANA – Microcontos assustadores pra boi não dormir, de Silas Corrêa Leite

A “vaca profana” da barbárie da civilização/Da sociedade hipócrita, pântano da condição humana/Planeta terra, vaca profana no aterro sanitário do espaço/Onde estão depositados todos os vermes/Vaca profana em palavras, atos, consumos e pertencimentos/Estátuas, cofres, palácios, igrejas, de um lado/miséria, fome, guetos, becos, cortiços, palafitas e miseráveis de outro lado/E a sagrada vaca profana do “lucro-fóssil” e do consumo-ração/Com o “medo-rabo” sociedade anônima/Que veio das cavernas e para as cavernas do futuro de infovias efêmeras/E singrará/Assim na terra como no céu de todas as vacas profanas/entre sóis, luas e agonias em verso e prosa. SCL, in, Feridos Venceremos, Berrar é Humano.

Os textos diferenciados de Silas Corrêa Leite, professor premiado, blogueiro premiado, e escritor premiado em verso e prosa, agora de novo e sequencialmente apronta seu mais emergente rebento, um livro de dezenas de seus melhores microcontos assustadores, nanonarrativas insurgentes, pondo os cornos pra fora da manada, afinal, viver não é só abanar o rabo.

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O 25 de Abril valeu a pena? | Carlos Esperança

A pergunta, repetida nos media, sugerida nos cafés e ouvida nas ruas, anda aí, como provocação fascista, espécie de transferência de responsabilidade, oriunda dos herdeiros da ditadura para os que sabem o que lhe devemos.

Perguntar a quem ama a liberdade se esta valeu a pena é a ofensa de quem lhe é alheio, de quem se dava bem com a ditadura ou não faz a mais leve ideia do que foi. É como perguntar a um doente se valeu a pena a cura ou, a um cego, a recuperação da visão.

Os fascistas esforçam-se por minimizar a violência da ditadura, o número dos que morreram e ficaram estropiados na guerra colonial, só os de um lado, do outro não lhes interessa. Essa canalha que reprimiu durante 49 anos a simpatia pelo regime que prendia sem culpa formada, violava a correspondência, torturava adversários e os assassinava, essa súcia, filha do salazarismo, anda por aí, a reescrever a História e a responsabilizar quem teve a nobreza de perdoar aos algozes e cúmplices.

Como foi possível esquecer o Tarrafal, o Campo de S. Nicolau, Caxias, Peniche, Aljube e a Rua António Maria Cardoso? Será possível que, à medida que vão morrendo os que resistiram à ditadura, os herdeiros do ditador passem a esponja sobre o passado negro e o pintem de cor-de-rosa?

E mantêm-se calados os que têm obrigação de os desmascarar? Não há gravações dos gritos de dor e das lágrimas, que recordem as mães de filhos mortos, as mulheres dos maridos presos e as famílias destroçadas por perseguições?

Os próprios capitães de Abril, que tudo deram sem nada pedirem, já são vilipendiados pelos que lhes devem os lugares que ocupam, as sinecuras que distribuem e os negócios sujos de que ficam impunes.

No regresso manso de um fascismo larvar é altura de dizer basta, de varrer os ingratos que devem à democracia os lugares que ocupam, de limpar os órgãos da soberania dos ineptos e dos que se vingam dos que nunca quiseram a democracia, a descolonização e o desenvolvimento, dos que sentem náuseas e têm enxaquecas quando ouvem a voz de Zeca Afonso: Grândola, vila morena…

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança

O Pequeno Príncipe | Antoine de Saint-Exupéry | por António Jorge

Em 1943, Antoine de Saint-Exupéry escreveu o seu livro mais importante, O Pequeno Príncipe (1943), uma fábula infantil para adultos, cuja obra é rica em simbolismo.

O personagem principal do livro vivia sozinho num pequeno planeta, onde existiam três vulcões, dois activos e um já extinto.

Outro personagem representativo é a rosa, cujo orgulho, levou o pequeno príncipe a uma viagem pela terra.

Na viagem, encontrou outros personagens que o levaram ao desvendamento… do sentido da vida. A obra está traduzida e repetidamente reeditada no mundo inteiro.

Antoine de Saint-Exupéry, foi um escritor e ilustrador e piloto francês, nascido em 1900, e autor da famosa obra universal para crianças… que todas deveriam ler… O Pequeno Príncipe.

Morreu na guerra no Mar Mediterrâneo em 1944… aos 44 anos de idade, abatido por um caça da força aérea da Alemanha Hitlariana.

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José Miguel Júdice: “Marcelo queria e ainda quer que António Costa nos governe até 2026”

Segundo o comentador, o primeiro-ministro “está vivo e não é de menosprezar”, tem “uma maioria absoluta e sabe que o Presidente é medroso” e não dissolverá o Parlamento para convocar novas eleições legislativas. As Causas tiveram emissão na SIC Notícias a 18 de abril.

PS – Há 50 anos | Carlos Esperança

Em 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel (RFA), foi dissolvida a Ação Socialista e fundado o Partido Socialista (PS), que já ultrapassou em anos os que a ditadura nos oprimiu.

Havia sonhos de liberdade nos resistentes antifascistas, mas foi uma bela madrugada de abril que os concretizou, 1 ano depois, sendo militares e não civis a tornar realidade os sonhos.

Vejo na primeira fila o saudoso amigo Joaquim Catanho de Meneses por entre outros rostos de quem vim a ser amigo, nomeadamente António Arnaut e Fernando Vale.

Saúdo os militantes do PS, em especial António Costa, sob ataques concertados do PR, da direita, dos neoliberais do PS e de numerosos trânsfugas.

Neste tempo de incertezas em que, após a pandemia, surgiu a guerra na Ucrânia onde se jogam interesses geoestratégicos globais, o Governo de António Costa é a referência de estabilidade que resiste à infâmia de comentadores, aos videirinhos que cospem no prato que os alimentou e à extrema-direita que explora o medo e incita ao ódio e à revolta.

Parabéns ao PS! Obrigado, António Costa.

Leonardo da Vinci | 15 de abril de 1452 | in Conoce

Leonardo di ser Piero | Nasce em Vinci, Florença.| Mais conhecido como Leonardo da Vinci

Um dia como hoje, mas há 571 anos, nasce em Vinci, localidade de Florença, Grão-Ducado da Toscana, o grande artista, pensador e investigador que, pela sua insaciável curiosidade e genial polifacetado, representa o modelo do sábio renascentista.

Filho de um advogado florentino, que não lhe permitiu conhecer a mãe, uma modesta camponesa.

Formou-se como artista em Florença, mas grande parte da sua carreira desenvolveu-se em outras cidades como Milão, sob o patrocínio do Duque Ludovico Sforza, chamado Moro, ou Roma, onde trabalhou para Julio de Médicis.

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