Citando Albert Camus

Nous sommes le résultat de vingt siècles d’imagerie chrétienne. Depuis deux mille ans, l’homme s’est vu présenter une image humiliée de lui-même. Le résultat est là. Qui peut dire en tout cas ce que nous serions si ces vingt siècles avaient vu persévérer l’idéal antique avec sa belle figure humaine ?

Albert Camus, Carnets

Genealogias da Cultura | Luís Carmelo | Lançamento dia 12 de Dezembro, 19 horas no Corte Inglês

capa_Cultura_3DbSINOPSE

“Genealogias da Cultura pretende ser uma contribuição para o debate sobre o que é – e o que significa hoje – a cultura. Distanciada dos limites da história ou da antropologia, a obra centra-se sobretudo na área da significação ou, mais canonicamente, da semiótica. Partindo do princípio de que a cultura é sempre uma construção, o livro aborda diversos níveis de tematização do mundo, integrando em dez capítulos matérias tão diversas como as escatologias, as utopias, os programas modernos, a fragmentação das narrativas do nosso dia-a-dia, o culto do património, a crise, o poder das conotações ou ainda o papel da instantaneidade tecnológica na era da rede. Genealogias da Cultura procura levar a cabo um diagnóstico das várias camadas que se organizam na substância de conteúdo que todos partilhamos, numa perspectiva que não é imune à hibridez que cada vez mais se entretece entre local/territorial e global. Uma obra que tenta dinamicamente apurar aquilo que continuamos a designar por “cultura”, muitas vezes como se fosse uma coisa dada, óbvia e definitiva.”

António Guerreiro | “Gonçalo M. Tavares vale por uma literatura inteira”, in Diário Digital

(…)

António Guerreiro adjectivou o livro de “objecto singular com um título excepcional”.

A transversalidade da criação do escritor português levou o crítico literário a afirmar que Gonçalo M Tavares “vale por uma literatura inteira”, pois abarca todos os géneros literários, existentes ou ainda em potência.

“«Atlas do Corpo e da Imaginação» é uma obra de arte total.”

O livro concede a liberdade de ser começado por onde o leitor quiser. O objecto de reflexão é o próprio pensamento: “O que significa pensar?”

O leitor é desafiado a acompanhar o raciocínio sobre a própria linguagem. Esta obra de não-ficção torna visual o pensamento.

LER MAIS: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=671631

atlas

Ulisses | James Joyce

«Ulisses» é um romance de referências homéricas, que recria um dia de Dublin, a quinta-feira de 16 de Junho de 1904, o mesmo em que Joyce conheceu Nora Barnacle, a jovem que viria a ser sua mulher.
Nesse único dia e na madrugada que se lhe seguiu, cruzam-se as vidas de pessoas que deambulam, conversam, tecem intrigas amorosas, viajam, sonham, bebem e filosofam, sendo a maior parte das situações construídas em torno de três personagens. A principal é Leopold Bloom, um modesto angariador de publicidade, homem traído pela mulher, Molly, e, de modo geral, o contrário do heróico Ulisses de Homero.
Joyce começou a escrever esta obra em 1914, recorrendo às três armas que dizia restarem-lhe, «o silêncio, o desterro e a subtileza».
Depois de várias dificuldades editoriais, «Ulisses» seria publicado pela Shakespeare & Company, em Paris, em 1922, no dia de aniversário de Joyce.

«Mais do que a obra de um só homem, “Ulisses” parece de muitas gerações (…). A delicada música da sua prosa é incomparável.» [J. L. Borges, «James Joyce», 1937]

ulisses

Cansaço, Tédio, Desassossego | José Gil

Porque é que Fernando Pessoa faz morrer Caeiro e mais nenhum heterónimo? Ou: como caracterizar o corpo de Caeiro a que o poeta neo-pagão se refere constantemente? Mas inúmeras outras perguntas pedem resposta: porque é que Álvaro de Campos interfere na relação amorosa de Fernando Pessoa e de Ofélia (quando nenhuma relação desse tipo se vislumbra na obra do engenheiro naval)? Porque é que o patrão Vasques se destaca no deserto da paisagem humana do Livro do Desassossego? (…)

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Tu es avec moi, en mes pensées toujours, avec le petit bébé | Lettre de Marlon Brando à Tarita

Eté 1963

Ma cher [sic] petite Tarootu,

Tout d’abord, je t’embrasse bien fort et le [sic] petite chose, là que nous avons fait. Je suis tellement fier de toi. Comme j’ai regretté que je ne peux […] pas être avec toi pour t’aider et tenir ta main à ce moment-là. Tu as fait une chose belle, la plus belle chose qu’une femme peut [sic] faire. Je suis très heureux. ça m’étonne que quand [sic] tu as accouché il a été si vite. Une demi-heure, Léo m’a dit. Est-ce qu’il me ressemble ? Qu’est ce qu’il a comme yeux, cheveux, peau ? J’espère qu’il a ton [sic] couleur parce que tu sais que j’aime pas les blanc [sic] Tahitiens. Je suis tellement anxieux pour [sic] le voir. Il faut que tu m’envoies une jolie photo de lui, comme ça [suit un portrait dessiné à la plume]. Est-ce qu’il a des yeux chinois ?

S’il vous plaît, dis-moi la note pour la maternité et toutes les dépenses, je vais t’envoyer de l’argent pour tout ça.

Je vais arriver vers le 14 de juillet. Le moment que [sic] je finis [sic] mon travail, j’arriverai. Je veux que cette lettre arrive avec l’avion, jeudi, et c’est mieux que je m’arrête maintenant pour être sûr.

Tarita, tu es vraiment la Reine maintenant. Tu es avec moi, en mes pensées toujours, avec le petit bébé. Je vais te voir bientôt maintenant.

Je t’embrasse tendrement, j’ai adoré ta lettre.

Tout mon amour, à toi et lui,

Marlon.

P.S. Alice t’embrasse et tout le monde est heureux.

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Vaticano Exclusão e desigualdade “provocarão a explosão”

O papa Francisco alertou hoje que a exclusão e a desigualdade social “provocarão a explosão” da violência, no primeiro documento maior do seu pontificado, onde denuncia um sistema económico mundial injusto.

“Enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade social, na sociedade e entre vários povos, será impossível erradicar a violência. Acusamos os pobres […] da violência, mas, sem igualdade de oportunidades, as diferentes formas de agressão e de guerra encontrarão terreno fértil que, tarde ou cedo, provocará a explosão”, escreveu o papa na exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho em português).

O documento de 142 páginas, o primeiro do género do seu pontificado, dá orientações sobre a nova evangelização, na sequência da assembleia sinodal de outubro de 2012, e, num sentido mais lato, apresenta o programa e as ideias pessoais do papa.

No documento, Francisco critica o sistema económico mundial, que considera não apenas “injusto na sua raiz”, mas que “mata” porque faz predominar a lei do mais forte.

“Como o mandamento de ‘não matar’ põe um limite claro para assegurar o valor da vida humana, hoje temos que dizer não a uma economia da exclusão e da desigualdade. Essa economia mata”, disse o papa.

O papa considerou revoltante que “não seja notícia a morte de frio de um idoso na rua e que o seja uma queda de dois pontos na bolsa” de valores.

“Isso é exclusão”, exclama o papa, que denuncia a “atual cultura do descartar”.

É uma cultura que não só “deita fora a comida quando há gente que passa fome”, como “considera o ser humano um bem de consumo, que se pode usar e logo descartar”.

“Já não se trata simplesmente do fenómeno dos excluídos e explorados, mas de serem considerados restos”, afirma o papa argentino.

Jorge Bergoglio critica também aqueles que “continuam a defender as teorias que sustentam que todo o crescimento económico, favorecido pela liberdade de mercado, consegue por si só maior igualdade e inclusão social no mundo”.

Segundo o papa, “vivemos na idolatria do dinheiro” à qual se junta “uma corrupção ramificada e uma evasão fiscal egoísta, que assumiram dimensões mundiais”.

A par da crise financeira, segundo o papa, há “uma profunda crise antropológica que nega a primazia do ser humano e o substitui por outros ídolos”.

O papa lamenta que enquanto “os ganhos de poucos crescem exponencialmente”, os da maioria estejam “cada vez mais longe do bem-estar dessa minoria feliz”.

Este desequilíbrio social, continua o papa, “provém de ideologias que defendem a autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira” e que estão a negar “o direito de controlo dos Estados, responsáveis por velar pelo bem comum”.

Por isso, o papa dirige-se aos líderes políticos para lhes pedir “uma reforma financeira que não ignore a ética” e para que encarem “este desafio com determinação e visão de futuro”.

“O dinheiro deve servir e não governar”, sentencia o papa, assegurando que apesar de “amar a todos, ricos e pobres” tem a obrigação “de recordar que os ricos devem ajudar os pobres, respeitá-los e promovê-los”.

Numa outra passagem do longo texto, o papa considera que, apesar de ser tão denegrida, a política “é uma das formas mais importantes de caridade”

“Peço ao senhor que nos ofereça mais políticos a quem doa a verdade da vida dos pobres”, disse.

papa

GENERAL VO NGUYEN GIAP (1911-2013) | CLAUSEWITZ NO VIETNAME

GiapMorreu em Outubro passado, com 102 anos de idade, um dos mais extraordinários generais de todos os tempos, e sem dúvida o mais extraordinário general do século XX: Vo Nguyen Giap.

Nascido numa família de agricultores da província de Quang Binh, Giap aderiu em 1925, com 14 anos apenas, a um movimento de resistência clandestino. Em 1934 ingressou no Partido Comunista. Sofreu uma repressão feroz. A cunhada foi guilhotinada, a sua mulher foi condenada a prisão perpétua e morreu na prisão. Os carrascos assassinaram também o seu pai e duas irmãs. Preso em 1939, conseguiu fugir para a China onde se juntou a Ho Chi Minh. Foi na China que recebeu orientação para formar, do nada, um verdadeiro exército de libertação.

Giap foi jornalista, licenciado em História, professor doutorado em Economia pela Universidade de Hanói, e desempenhou o cargo de ministro da Defesa. Mas nunca teve formação militar académica, ele que refinou o conceito de «Guerra popular prolongada, dividida em três fases: defesa estratégica, guerrilha e contra-ofensiva».
Ainda hoje, passadas quatro décadas sobre a derrota que os EUA sofreram no Vietname, os generais e estrategistas militares norte-americanos têm dificuldade em admiti-lo. Mas, o certo é que Vo Nguyen Giap – pequeno professor de História, intelectual e militante político, autodidacta da guerra e conhecedor profundo das campanhas militares de Napoleão – tornou-se, por actos e vitórias, num dos maiores cabos-de-guerra, não apenas do sangrento século XX, mas também de toda a História.
Foi Giap que desfez o mito da «inultrapassável potência das tropas americanas», desmentindo a crença segundo a qual uma força militar poderosíssima, com armamento sofisticado e ultramoderno, só poderia conduzir à vitória. Giap possuía as características que Carl von Clauzewitz atribui ao génio militar: a capacidade de transcender as regras do momento através da inovação e a importância atribuída às forças morais – a coragem, a resolução, a audácia, a perseverança – ao incutir nas suas tropas, nos seus guerrilheiros e na população em geral, uma fé inquebrantável na causa pela qual combatiam. 
Na notável biografia intitulada Victory at Any Cost – The Genius of Viet Nam’s General Vo Nguyen Giap, publicada em 1997 pelo historiador norte-americano Cecil B. Currey, um dos maiores especialistas da história militar contemporânea, fica provado com toda a evidência que não foi por acaso que as forças combatentes criadas a partir do zero, preparadas e dirigidas por Giap durante 35 anos (1940-1975): ajudaram a varrer as forças japonesas da Indochina (1945); venceram as tropas francesas, ao fim de oito anos de combates, na decisiva batalha de Dien Bien Phu (1954); e derrotaram meio milhão de soldados norte-americanos, bem como a sofisticada parafernália de bombardeiros B-52 e de Rolling Thunder, sentando os EUA à mesa das negociações, depois da ofensiva do Tet (1968), e impondo-lhes a retirada, no final das negociações de Paris (1973).
Giap não era apenas magistral em organização e logística, como admitem alguns generais norte-americanos. Era também magistral em táctica e estratégia, como sublinha Currey. Conhecia tão bem as forças inimigas como conhecia as suas próprias forças. Era capaz de aprender com os seus próprios erros e derrotas. Era hábil e flexível a combater e a vencer inimigos muito superiores e muito diversificados. Combatia de uma maneira defensiva até que um equilíbrio fosse atingido e depois enfrentava os seus inimigos com exércitos massivos capazes de os derrotar. Com sabedoria e perspicácia, concentrava os seus homens e o seu material sobre o centro de gravidade do inimigo. E vencia! 
Noções cruciais de Clausewitz (1780-1831) passaram do papel à prática, no Vietname, graças ao génio político e militar de Giap. «Clausewitz teria estado do seu lado», admite Cecil B. Currey. Agora que está na moda considerar Clausewitz ultrapassado, basta reler os capítulos 6 (Extensão dos meios de defesa) e 26 (O povo em armas) do Livro VI (A Defensiva), da obra-prima que é Da Guerra, para perceber a actualidade de Carl von Clausewitz.

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do01lchemy dal 25 Febbraio 2014 al 2 Marzo 2014 Sede- Teatro Donizetti di Moses Pendleton coreografie Moses Pendleton con Momix produzione Momix, Planeta Momix e Duetto 2000,Photo by Max Pucciariello

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Damian Tierney Photography

O CRÍTICO PÓSTUMO | António Guerreiro in Ípsilon 22.11.2013

A crítica, especialmente a crítica literária dos jornais e revistas, está moribunda. Sobre ela, o mais urgente que há a discutir é o seu fim. Quem, por profissão, capricho ou relação interessada com a coisa literária continua a fazer a vez do crítico deverá saber que a sua condição é a de crítico póstumo. Se não chegou ainda a essa conclusão, nem chega a ser póstumo, é mais uma personagem de histórias de fantasmas para adultos. E quanto mais póstuma é a condição da crítica, mais enfáticos e patéticos são os gestos com que ela dá sinais de vida. Os críticos tornam-se puras manifestações tipológicas (de que este texto, que só pode ser lido como um exercício de auto-reflexão, é um exemplo óbvio): há os melancólicos, os canonizadores, os avaliadores, os mediadores, os animadores do gosto, os caçadores de tendências e os que são tudo isto ou várias coisas ao mesmo tempo porque tal é preciso num meio em que a procura é escassa e a autonomia reduzida. As razões para este estado de coisas são muitas e não falta bibliografia sobre o assunto. Detenhamo-nos num único aspecto: o facto de os críticos já não procurarem a legitimação dos seus pares. Descrevendo com maior rigor a situação, o que se passa é que as páginas de crítica literária e de divulgação de livros (dos jornais e revistas) dirigem-se a um público muito mais vasto do que o dos leitores cultos ou até especializados. Dir-se-á que sempre foi assim, e é verdade. Mas o ponto a que se chegou (num processo que se acelerou, quando se deu o completo domínio da cultura de massas e as próprias elites foram permeáveis a ela) é aquele em que se prescindiu completamente da autoridade que só pode ser outorgada pelos pares. O capital simbólico passou a ser adquirido fora do campo específico a que pertence o crítico (o mesmo vale, aliás, para os escritores). A situação paradoxal com que hoje estamos confrontados é esta: aqueles a quem se devia dirigir em primeiro lugar a crítica, aqueles que, em última instância, detêm o poder de legitimá-la e de prolongar o diálogo que ela deveria estabelecer, foram excluídos ou excluíram-se voluntariamente porque o discurso deixou de lhes dizer respeito. Póstumo, o crítico fala para um público que se ausentou, para um “povo que falta”, para usarmos uma expressão tão citada de Klee. A alternativa consiste em entrar na tagarelice – se não esteve nela desde sempre – que lhe permite (a ele e à publicação onde escreve) imaginar que tem um público numeroso. Daí o paradoxo: os suplementos literários são concebidos em grande parte (não exclusivamente, é certo), para um público de leitores ocasionais, em relação aos quais o crítico é uma espécie de conselheiro, isto é, um publicitário. Este sistema funciona, mas tem de vez em quando alguns sobressaltos: é quando surge alguém, com alguma autoridade, alguém que é um par respeitado, e vem dizer que se sente escandalizado com o curso da tagarelice. Prescindir do juízo dos pares, dispensar a sua função legitimadora, colocá-los à distância, não procurar a autorização conferida pelas regras do campo específico da disciplina ou da actividade intelectual que se exerce – tudo isso resulta num obscurantismo disfarçado de entretenimento. Nestas condições, a tagarelice não será interrompida porque quem estaria em condições de a denunciar já se demitiu até de entrar nos lugares onde ela reina e se por acaso ou imprudência se cruza com ela limita-se a virar a cabeça para o lado. Não tenhamos ilusões: o crítico pode hoje ser inócuo e medíocre impunemente porque se ausentaram os que o podiam criticar.

http://ipsilon.publico.pt … (FONTE)

E se de repente um quadro de REMBRANDT ganhasse vida?‏

E se de repente um quadro de REMBRANDT ganhasse vida num centro comercial? Num centro comercial em Breda, na Holanda, os clientes foram surpreendidos pelo soar do alarme e um fugitivo à solta. Estupefactos e meio assustados,ninguém estava a perceber o que se estava a passar, enquanto várias personagens do século XVII surgiam.No final, tudo ficou explicado. Tratava-se de um flash mob que serviu para celebrar o retorno do quadro «A ronda noturna», uma das mais famosas obras do pintor holandês Rembrandt, pintada entre 1640 e 1642, ao museu Rijksmuseum. Onze helden zijn terug!

Materiais Diversos | Tiago Guedes | PASSATEMPO Produtor(a) por um dia

Trabalhar com o inesperado, ultrapassar os problemas, suplantar dificuldades, resolver no momento, assegurar a todos os intervenientes condições para a obra acontecer é um dos trabalhos da produção. O que está por trás do que vês enquanto esperas o começo do espectáculo na plateia ?

Queremos mostrar e proporcionar a uma pessoa ser “produtor por um dia”: o dia é o da ante-estreia do HOJE, a nova criação do Tiago Guedes, dia 30, próximo sábado, pelas 21.30, no Teatro Virgínia em Torres Novas. E que dia !!! E que azáfama !
A REGRA // envia por mensagem privada uma frase criativa que englobe as palavras HOJE / CAOS / COLCHÕES
DEVER DO VENCEDOR // convida 2 amigos para o espectáculo
O PRÉMIO // acompanhar a produção horas antes da estreia com tudo o que isso engloba / 1 convite para o espectáculo / Jantar
O passatempo termina quarta-feira pelas 23.00!

TGuedes

Dancers Over 40

TamaraFormer Royal Ballet principal and current English National Ballet director Tamara Rojo photographed by Rick Guest

SemyonSemyon Chudin and Viktoria Tereshkina – Off Your Toes

ElenaElena & Fenia Tsikitikou

SilSil y Oli in Tango by Tim V

Krakow’s story: a Unesco City of Literature built out of books

Krakow, Unesco City of Literature

Paved with poetry … Krakow

To mark Krakow’s appointment as Unesco City of Literature, a set of super-sized, multi-coloured letters were placed in the iconic medieval Marketlplace (“Rynek”), spelling out “Krakow, City of Literature” in Polish (“Miasto literatury”). Overnight, the citizens demonstrated their creative spirit by rearranging the letters to form messages of their own (some not fit to be printed).

Krakow lives and breathes literature. No city could be more eminently qualified for the Unesco title, which is now in its seventh year, withEdinburgh and Norwich among previous recipients. It’s hard to imagine how it can add to its existing plethora of literary events: it hosts two annual international literary festivals, a book fair, and any number ofpoetry readings; it is home to the Polish Book Institute – a superb public organisation which exists to promote Polish literature at home and abroad. It’s also home to several publishing houses, from old and traditional to young and ground-breaking.

Ler mais: http://www.theguardian.com/books/2013/nov/14/krakow-unesco-city-of-literatre … (FONTE)

The Beatles | ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ | the most important rock & roll album ever made

Sgt_Peppers_Lonely_Hearts_Club_BandSgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band is the most important rock & roll album ever made, an unsurpassed adventure in concept, sound, songwriting, cover art and studio technology by the greatest rock & roll group of all time. From the title song’s regal blasts of brass and fuzz guitar to the orchestral seizure and long, dying piano chord at the end of “A Day in the Life,” the 13 tracks on Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band are the pinnacle of the Beatles’ eight years as recording artists. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison and Ringo Starr were never more fearless and unified in their pursuit of magic and transcendence.

Read more: http://www.rollingstone.com/music/lists/500-greatest-albums-of-all-time-20120531/the-beatles-sgt-peppers-lonely-hearts-club-band-20120531#ixzz2lJFDhMZk

A Sentinela | Richard Zimler | por António Ganhão

SentinelaCalmo é o riacho que

Tanto ama as margens como as terras

Aonde nunca chegará.

A Sentinela, de Richard Zimler, é um policial surpreendente, lúcido e corajoso. Mais do que abordar a realidade portuguesa atual, Zimler deixa-nos um retrato profundo do ser humano, das suas fragilidades e do seu lado indizível. O caminho iniciático para a idade adulta, esse precipitar em poços profundos, donde somos resgatados pela luz de se ser único na vida de alguém.

Alguns de nós tem uma parte sua por resolver, uma parte que se desdobra numa outra maneira de ser e que por vezes toma conta de nós. Um amigo inventado ou um lado de anjo que nos protege. Mas, em poucos se manifesta a coragem de caminhar até “ao extremo da vida e dar o salto”. Moura, interrogado pelo inspetor Monroe, dá esse salto: opta pela morte para impedir que o seu filho imaginário descubra que lhe matou a mãe.

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Encontro com Escritores e Mediadores de Leitura em Salvador-BA

Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, o Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca de Salvador promove, nos dias 25 e 26 de novembro de 2013, na capital baiana, o I Encontro de Escritores e Mediadores de Leitura, no Centro Cultural da Câmara de Vereadores, na Praça Thomé de Souza. Objetivos: construir debates sobre a participação e contribuição de escritores baianos e suas obras à democratização do acesso à leitura em Salvador, através das escolas da rede municipal.

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Roberto Merrill: “Rendimento Básico Incondicional elimina a armadilha da pobreza”

robRoberto Merrill é porta-voz para Portugal da iniciativa  de petição que pretende levar o Parlamento Europeu a discutir a introdução do Rendimento Básico Incondicional (RBI), uma prestação do Estado que seria dada todo o cidadão, empregado ou desempregado. Merrill é investigador do Grupo de Teoria Política do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho e também investigador convidado na Universidade Católica de Louvain. Ao Dinheiro Vivo, explicou e defendeu o conceito que transformaria a sociedade.

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Atirar um partido para o meio da esquerda | Por Ana Sá Lopes in “Jornal i”

Rui TavaresRui Tavares foi corajoso quando decidiu avançar com a formação de um novo partido. A acusação feita ao eurodeputado de que está a construir uma nova formação eleitoral só para ser reeleito para o Parlamento Europeu devia ter terminado no dia em que se soube que Tavares recusou integrar as listas do PS. Convenhamos que se o objectivo de Rui Tavares fosse estritamente pessoal, seria cumprido com muito maior eficácia com um simples “sim” à proposta de acolhimento nas listas europeias dos socialistas. Rui Tavares teria o seu problema pessoal resolvido – continuaria tranquilamente a ser deputado europeu, com as facilidades inerentes à integração numa lista do partido que previsivelmente sairá vencedor das eleições europeias.

Mas Rui Tavares não queria, afinal, simplesmente continuar deputado europeu. Ao avançar para a constituição de um partido, ao atirar qualquer coisa para “o meio da esquerda”, optou pela intervenção dura e de alto risco. Ao trocar a certeza de uma eleição fácil nas listas do PS pela disponibilidade para trazer um novo protagonista ao sistema (com todos os riscos de insucesso que a ideia comporta), Rui Tavares mostra que defende algo maior do que “o seu lugar em Estrasburgo”, o mimo que lhe tem sido dirigido pelos opositores – de esquerda, claro.

Avançar para a constituição de um novo partido de esquerda é um projecto difícil e corajoso – num tempo em que o antipartidarismo floresce – embora a desagregação do Bloco de Esquerda possa facilitar a tarefa. Se se juntar parte da “esquerda alegre” que se foi desiludindo com o PS e com o Bloco de Esquerda, à vez, pode haver eleitorado disponível para ser captado por um novo partido.

No entanto, o partido Livre ainda não tem programa e não pode ficar sustentado única e exclusivamente na figura de Rui Tavares e mais duas ou três antigas figuras do Bloco ou do PS. Da reunião deste fim-de-semana ainda não se pode extrair grandes conclusões, com a excepção de que o novo partido vai optar por fórmulas mais abertas de organização (em contra- -ponto com os restantes partidos cada vez mais fechados) e que é “europeísta”, seja lá o que isso for hoje em dia, e que recusa firmemente sair do euro. Mas isto ainda não é um programa para chegar às massas. Os fundadores do partido Livre têm ainda de descobrir respostas para perguntas que o eleitorado lhes vai fazer – como podemos lutar contra a austeridade sem ser através de slogans? O caminho é duro, mas a coragem é de assinalar.

http://www.ionline.pt/iopiniao/atirar-partido-meio-da-esquerda/pag/-1 … (FONTE)

Book Loving Girls | Portraits of Women and Their Favorite Book

Aquilo a que chamamos o mundo ocidental, e particularmente a Europa, estarão sempre em dívida para com a cultura grega. Parece-me legítimo ver na Odisseia o primeiro romance europeu, matriz de todos os outros, e a sua (re)leitura tem-me acompanhado há muitas décadas.

Ulisses é um arquétipo do ser humano em viagem pela vida, e qualquer um se pode identificar com ele, sem medo de cair no pecado da hubris. Daí a persistência e a ressurreição do mito, nas várias literaturas, em diferentes épocas, até à actualidade.

Na Odisseia Ulisses é um homem que considera a vida mortal suficientemente atractiva tal como é, e não aceita trocá-la por nada, nem mesmo pela imortalidade. É portanto uma figura positiva, de afirmação, e a Odisseia é a história de um amor feliz. Ulisses quer voltar, e volta, para casa. Para a mulher amada. Viajante, navegador, homem de perigos e situações-limite, conquistador de cidades, (a ele se deve, na tomada de Tróia, o estratagema do cavalo), sabe usar a inteligência e a racionalidade, mas também a intuição e a astúcia, é capaz de recuar e pensar, mas também de rapidamente captar e apreender novas situações a que se adapta.

Ler mais: http://booklovingirls.tumblr.com/post/67259859568/aquilo-a-que-chamamos-o-mundo-ocidental-e

Teolinda

Teolinda Gersão – 7 de Outubro de 2013

LIVRE – Liberdade, Esquerda, Europa, Ecologia | Declaração de Princípios aprovada na reunião de 16 de novembro de 2013

LIVREHá cem anos a Europa mergulhou na primeira guerra de um século trágico. Portugal não ficou imune a essa história. Hoje a Europa arrisca-se a falhar na sua promessa de prosperidade partilhada, democracia e direitos fundamentais para todos. Portugal não ficará imune a tal falhanço.Esta é uma história que responsabiliza todos os cidadãos.
É na consciência das difíceis escolhas que esta crise nos coloca que decidimos fundar um partido político assente nos quatro pilares das liberdades e direitos cívicos; da igualdade e da justiça social; do aprofundamento da democracia em Portugal e da construção de uma democracia europeia; e da ecologia, sustentabilidade e respeito pelo meio ambiente.

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O pícaro de Eça de Queiroz em edição ilustrada | Adelto Gonçalves

I

Depois de publicar a edição ilustrada de Clepsydra, de Camilo Pessanha (Lisboa: Livros Horizonte, 2006) e uma antologia ilustrada de Os Maias, de Eça de Queiroz (Lisboa: Parceria Antônia Maria Pereira, 2009), além de outras ilustrações queirozianas em revistas e na Fotobiografia de Eça de Queiroz: vida e obra(São Paulo, Leya, 2010), o arquiteto Rui Campos Matos (1956) acaba de lançar A Relíquia: Uma Antologia Ilustrada (Fortaleza; Fundação Waldemar Alcântara, 2013).

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MAINSTREAM | José Goulão

A ditadura do mainstream é elegante, bem falante, civilizada, polida, tolerando muito bem os programados excessos. Porém, é impiedosa, ou não fosse uma ditadura para os que não têm a bem aventurança de pertencer à ordem, afinal a maioria dos que habitam a comunidade de onde ela emana.
Mainstream, ao contrário do que rezam certas definições académicas, não é uma cultura de maiorias, de massas, de moda. É um círculo elitista, fechado, dentro do qual se passa tudo o que nos diz respeito sem que tenhamos nada a ver com isso.
Mainstream define a ordem dominante e o resto, incluindo os que julgam pertencer-lhe, seguidores bem comportados, é simples macaqueação.
Mainstream é a política única, a permitida, uma união nacional com as suas alas liberais, é a suserania dos mercados, a sociedade das pessoas virtuais onde nem só da farda de marca vivem as aparências mas também das excentricidades diletantes, são os jornais de referência, as televisões que dão ao público o que o público quer, a literatura de grandes superfícies e lojas de conveniência, os opinion makers, os comentadores oficiais com chancela política e outros que são também oficiais mas sem chancela política almejando que lhes seja concedida, os que ocupam as franjas folclóricas de marginalidade para compor o ramalhete plural e que, começando normalmente por professores dos trabalhadores e do irredentismo democrático, acabam como chefes dos patrões, frequentadores de Bilderberg e compreensivos para com o papel da espionagem ao serviço do poder.
Mainstream é, hoje, a ordem neoliberal com os seus satélites, que giram enquanto forem necessários, é a lei de violar as leis, o direito de atacar os direitos humanos em nome dos direitos humanos, de subverter a democracia em nome da democracia, de governar à direita e à esquerda desde que estejam dentro do mesmo centro, o culto da corrupção e do amiguismo se tudo se passar no interior do círculo dos escolhidos, a selecção natural da competitividade onde só cabem os paquidermes do negócio.
Mainstream é uma ditadura do faz-de-conta porque não se pratica aquilo que diz praticar-se, não se disse aquilo que se disse, jamais se escuta a voz dissonante, raramente se fala verdade em nome da verdade, nunca se faz em benefício do ser humano o que se cria e desenvolve em seu nome.
A ditadura do mainstream é a mais perigosa, porque tarda a ser identificada por aqueles que lhe estão submetidos enquanto age conscientemente para os deformar.

Je t’aime avec fureur | Lettre d’Auguste Rodin à Camille Claudel

D’Auguste Rodin, né le 12 novembre 1840, qu’a retenu la postérité ? Son œuvre monumentale, la porte de l’Enfer, le Baiser, le Rodin balzacien ou son idylle tragique et sublime avec Camille Claudel. De cette relation passionnée et déchirante, qui conduira la jeune femme à la folie, l’asile et la mort, le maître exprime dans cette lettre la fureur et la violence d’un amour dévorant.

1886

Ma féroce amie,

Ma pauvre tête est bien malade, et je ne puis plus me lever le matin. Ce soir, j’ai parcouru (des heures) sans te trouver nos endroits. que la mort me serait douce ! et comme mon agonie est longue. Pourquoi ne m’as-tu pas attendu à l’atelier. où vas-tu ? à quel douleur, j’étais destiné. J’ai des moments d’amnésie où je souffre moins, mais aujourd’hui, l’implacable douleur reste. Camille ma bien aimée malgré tout, malgré la folie que je sens venir et qui sera votre oeuvre, si cela continue. Pourquoi ne me crois-tu pas ? J’abandonne mon Salon [ou : Dalou ?] la sculpture ; Si je pouvais aller n’importe où, un pays où j’oublierai, mais il n’y en a pas. Il y a des moments où franchement je crois que je t’oublierai. Mais en un seul instant, je sens ta terrible puissance. Aye pitié méchante. Je n’en puis plus, je ne puis plus passer un jour sans te voir. Sinon l’atroce folie. C’est fini, je ne travaille plus, divinité malfaisante, et pourtant je t’aime avec fureur.

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Para Sempre | Carlos Drummond de Andrade

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

Aguarela de Steve Hanks

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Salvar a Europa em dez anos | Projecto Ulisses

projecto ulissesEste é o tempo necessário para implementar um novo plano de desenvolvimento e crescimento dos países do Sul da Europa. É o que consideram os eurodeputados que estão na génese do Projeto Ulisses.

Sara Rodrigues, em Estrasburgo – in Visão
9:45 Quinta feira, 7 de Novembro de 2013
(…)
‘New Green Deal’
À imagem do New Deal, que foi uma resposta do presidente norte-americano Franklin Roosevelt ao crash de 1929, através do apoio a políticas de recuperação económica, os membros do Projeto Ulisses querem fazer um New Green Deal, com prazo de execução de dez anos, assente em três conceitos: política industrial ecológica, com  redução das emissões de CO2; política social inclusiva; rerregulamentação macroeconómica que termine com o peso excessivo do setor das finanças e assegure que esse setor se mantenha controlável e reflita a economia real.”Estes países têm uma disponibilidade de energias renováveis muito grande: sol, vento, mar, biomassa”, observa Raual Romeva, eurodeputado espanhol do Grupo Os Verdes. Por isso, afirma, “tem de se investir em políticas públicas que facilitem a sua exportação”. Mas não só, já que “sem a participação das sociedades não se fazem reformas”, faz notar Nikos Chrysogelos. Assim, acrescenta, o Ulisses “pode promover o aprofundamento do diálogo entre as sociedades e os seus atores sociais com o intuito de se chegar a um plano alternativo”. A cooperação e a solidariedade entre países pode ser, desta forma, a solução.

(…)

Ler mais: http://visao.sapo.pt/salvar-a-europa-em-dez-anos=f756332#ixzz2kEoUGPcE

Habermas no país das desigualdades estruturais | GUSTAVO CARDOSO in Jornal Público

O título deste artigo tem algumas semelhanças com o título da obra de Hergé,Tintin no país dos sovietes, mas a semelhança termina aí. Jurgen Habermas não é um repórter personagem de banda desenhada, mas sim um filósofo e sociólogo, e ao contrário de Hergé, que não esteve na Rússia quando desenhou essa primeira obra do seu herói Tintin, Habermas esteve na passada semana em Lisboa e conhece bem o nosso país, a Alemanha e a Europa.

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Le monde du tittytainment

Le mot tittytainment a été utilisé pour la première fois par l’idéologue néolibéral Zbigniew Brzezinski en 1995 lors d’une réunion de la Fondation Gorbatchev. Le 27 septembre, la ville de San Francisco a vu affluer 500 personnes qui devaient suggérer une politique globale pour le nouveau siècle.

Parmi les participants, on pouvait compter Mikhaïl Gorbatchev, Margaret Thatcher, George H. W. Bush, Bill Gates et Zbigniew Brzezinsk (conseiller pour la sécurité nationale auprès de Jimmy Carter de 1977 à 1981).

Ce jour-là, la plupart des congressistes à l’hôtel Fairmont sont parvenus à la conclusion suivante : au nouveau millénaire, 20 % de la population active suffira à faire fonctionner l’économie mondiale et 80 % de la population restante sera superflue.

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Lettre d’Albert Camus à René Char | “On parle de la douleur de vivre. Mais ce n’est pas vrai, c’est la douleur de ne pas vivre qu’il faut dire.”

Albert Camus, né il y a exactement 100 ans, restera comme une figure singulière dans la culture et l’histoire : immense écrivain, penseur à la fois engagé et en rupture avec son époque et, fait rare, homme d’exception, à la hauteur d’une oeuvre lumineuse et nécessaire. Son chemin aura croisé l’aventure d’un autre homme d’exception, René Char, poète sibyllin et résistant. Après la publication de L’homme révolté, attaqué de toutes parts, c’est dans cette amitié que Camus se réfugie, comme en témoigne cette lettre magnifique.

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Adriano Moreira (sobre Portugal) | com Anabela Mota Ribeiro

Estamos na iminência de uma revolução em Portugal, justamente porque esses que apontou, juntos, já são capazes de dar um murro na mesa?       

Tenho admirado a maneira ordeira e não-partidária com que as reacções se têm verificado. Mas penso que a população portuguesa atingiu o limite da pressão fiscal. Quando vemos os suicídios, as mães que se atiram da janela com os filhos para não os deixar cá, quando as coisas chegam a estes extremos, lembro-me disto: a fome não é um dever constitucional. Sabido isto, a inquietação aumenta dia-a-dia. Não preciso de dizer mais palavras.

Ler mais: http://anabelamotaribeiro.pt/67950.html (FONTE)

A Identidade de um País | José Pacheco Pereira

pacheco-pereiraTenho muita dificuldade em discutir o que é que é a identidade de um país. Portugal é um país pequeno (mesmo quando teve uma dimensão imperial), periférico. Para chegar a qualquer sítio onde havia, como diria Eça de Queirós, “civilização”, tinha que se passar por Espanha. Esse carácter paroquial e periférico é muito acentuado pela pobreza.

O facto de ser um país pequeno e pobre também significa que somos todos primos uns dos outros. Estamos todos uns em cima dos outros. Ou estamos todos a ocupar um lugar para o qual há dez candidatos. Temos muita inveja socializada, falta de espírito crítico, dificuldade em respirar liberdade.

Ler mais: http://anabelamotaribeiro.pt/67397.html … (FONTE)