EXPULSIONS | Brutalité et complexité dans l’économie globale

expulsions[NRF Essais] « Expulsions. Brutalité et complexité dans l’économie globale » – Saskia Sassen. Saisies, exclusions, expulsions, gaz à effet de serre, nappes phréatiques asséchées… : la violence désormais ordinaire du capitalisme à son stade global.

Traduit de l’anglais (États-Unis) par Pierre Guglielmina.

Expulsions? Entre autres exemples, ce sont neuf millions de familles américaines chassées de leur foyer par la saisie de leur maison suite à la transformation de leur crédit d’accession à la propriété en produits financiers à haut risque ; ces millions d’Européens ou d’Américains du Sud exclus de leur travail suite aux plans d’austérité imposés par des institutions internationales ; ces millions d’éleveurs ou de cultivateurs expulsés de leurs terres parce que leur État les a vendues à un autre afin que celui-ci puisse développer les productions nécessaires à l’alimentation de ses classes moyennes ; ce sont ces gaz à effet de serre que les puissances industrielles et productivistes libèrent à chaque instant ou bien encore ces nappes phréatiques asséchées par les procédés ravageurs d’extraction du gaz de schiste.
Nombre de spécialistes, aveuglés par la complexité, verront dans cette énumération des mots en laisse. Faisant fi des frontières comme de nos catégories impuissantes désormais à penser le monde que nous faisons (Nord contre Sud ; riches contre pauvres ; mauvais usage de la technologie ou pathologies dérivées de la financiarisation affolée de l’économie, etc.), Saskia Sassen montre que derrière cette apparente diversité s’opère une terrible convergence : la violence désormais ordinaire du capitalisme à son stade global s’explique par un modèle, un concept – celui d’expulsion.
C’est ainsi qu’il convient de nommer la logique qui préside à l’économie globalisée.

Découvrez les premières pages : bit.ly/1P0y9sG

Lançamento do livro “O Morcego Bibliotecário | Carmen Zita Ferreira

morcego

A escritora ouriense Carmen Zita Ferreira lançou hoje o seu mais recente livro, “O Morcego Bibliotecário” da editora Trinta Por Uma Linha. Uma “história com asas” ilustrada por Paulo Galindro e que foi apresentada no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Ourém.
O momento contou com a atuação do Coral Infantil e Juvenil de Ourém e com a presença de muito público, além do Presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca.
Antes da tradicional sessão de autógrafos, o público teve ainda oportunidade de ouvir a história “O Morcego Bibliotecário” e apreciar a ilustrações do mesmo.
Sobre o livro, “O Morcego Bibliotecário” escreveu Valter Hugo Mãe:
“Tem nas mãos uma obra de arte. A desmistificação dos morcegos enunciada belissimamente por Carmen Zita Ferreira e vista com esplendor por Paulo Galindro. Este livro é um luxo. Dá vontade de casar a autora com o ilustrador e rezar que nunca mais se larguem um do outro para que nunca mais parem de nos maravilhar.”

A História da Caralhota de Almeirim | in “O Culto da Mesa”

caralhotas_zorate‘Para quem não sabe o que é uma caralhota, é um pão caseiro, idêntico à merendeira, muito guloso e saboroso. Deixa água na boca quando acompanhado com sopa de pedra, com uma bifana ou simplesmente com um pequeno pedaço de manteiga.

O nome desta iguaria vem de tempos passados, “culpa” da tradição popular. Antigamente, em Almerim, os populares chamavam caralhotas aos borbotos da lã. Nessa altura, em quase todas as casas existia um forno e cozia-se o pão. Quando se tirava a massa, para depois ir para o forno, no fundo do alguidar ficavam bocadinhos de massa, idênticos a borbotos de lã. A essas pequenas bolas os populares chamavam de caralhotas. Daí vem o nome actual do pão que pode saborear nos restaurantes de Almeirim.

http://cultodamesa.blogspot.pt/2011/04/historia-da-caralhota.html

Os Cascalhos dos Poços Íntimos do Livro de Poesia “Alvéolos de Petit Pavê” de Ricardo Pozzo | Silas Corrêa Leite

pozzoBreve Resenha Crítica

Os Cascalhos dos Poços Íntimos do Livro de Poesia “Alvéolos de Petit Pavê” de Ricardo Pozzo

“Agora não pergunto mais pra onde vai a estrada(…)/
Agora não espero mais aquela madrugada(…)/
O brilho cego de paixão e fé, faca amolada/”

(Fé Cega, Faca Amolada, Milton Nascimento)

As vezes brinco de dizer que a Poesia é o meu “sábio chinês” que me resgatou do cárcere privado sem porcelana da vida vã, me cuidou como um triste cachorro craquento da pá virada, e ainda me preserva frutado como uma bananeira que já deu goiaba. Desacelerações de partículas na parte, poesia pode ser tudo e nada ao mesmo tempo, paradoxalmente isso mesmo: criar Poesia propriamente dita. Ou, talvez, Poesia é… ponhamos:  varreção de fragmentos e chorumes de subterrâneos mal resolvidos para debaixo do tapete dos palavrórios… O aparato técnico para mim, perdão, é não ter aparato técnico nenhum, as vias acadêmicas às vezes tripudiam sobre o inominável e matam a arte-criação. A subjetividade é, aqui e ali, um lampejo, ou ainda faz desandar a polenta da arte com lume neutro. Todas as alternativas são apenas alter-nativas… Aliás, a própria vida é uma poesia esperando tradução. A Poesia tem que ser levada até o mais extremo, ou não seria poesia, seria rima, ritmo, metáfora, e eu gosto da santa loucura-lucidez da poesia, que revisita os bulbos inomináveis das entranhas da angústia-vívere, da solidão-coivara, da tristeza-coxia e do terrível e indizível medo de sobreviver; como um dezelo íntimo, um ranço tácito, uma cruz que se extravasa na arte como cicatriz, na poesia como fermento, na criação como um tabule de mixórdia, feito então – como sequela – uma assustadora levitação lustral. Curto e grosso, a poesia também pode ser casca de banana-caturra no trapézio, a casca de tangerina na linha do horizonte, o arco-íris marrom, o chute na canela da escurez, a placa de sinalização estrambólica das erratas de percurso acidentado, o humor irônico dos suicidas, a própria faca de dois legumes das metáforas barulhadas, e ainda assim e por isso mesmo, talvez, as iluminuras de desvairados inutensílios com impropriedades de incompletudes, mais os bulbos paraexistenciais. Talvez até, um liquidificador de ideias mais as fugas das tentativas de abismos da vida como achadouros de cintilâncias…

Continuar a ler

Populismo vs República | Gloria Álvarez | Introdução de José Filipe da Silva

Com esta intervenção, de Glória Álvarez, fica quase tudo dito sobre o populismo que avassala a América latina e não só. Uma brilhante intervenção que disseca o sistema político e seus vícios, apontando, de forma brilhante, uma das possíveis soluções. O diagnóstico aponta o eterno calcanhar de Aquiles, tudo passa por uma revolução cultural. O poder de comunicação e síntese e a clareza da intervenção, tornam este vídeo imperdível.
Gloria Álvarez (Cidade da Guatemala, 09/03/1985) é uma cientista política guatemalteca conhecida por ser uma defensora do “libertarianismo” e uma das principais críticas do populismo na América Latina.

José Filipe da Silva

Fleuve de cendres | Véronique Bergen

fleuve_de_cendres20100424Obsédé par les fêlures de son amante, une femme se perd dans de singulières joutes passionnelles sur fond d’océan… Comment endurer les cinglantes lignes de fuite de Chloé, amazone à la troublante armure? Comment déchiffrer les langues intimes de son journal, vertigineuse tour de Babel intérieure dans laquelle cette dernière s’est enfermée à double tour? Comment surtout découvrir le code secret à même de pénétrer les mystérieux écrits d’Ossip, son grand-oncle survivant des camps qui vient de se jeter dans le mer? Au fil des jours se précise un tragique roman familial : la disparition des siens durant l’orgie de sang de la Seconde Guerre mondiale, l’interminable silence du dieu des Etoiles jaunes… D’une écriture visionnaire, Véronique Bergen conjugue les mille énigmes d’une passion à une hallucinatoire traversée des pulsions barbares du XXe siècle. Creusant les méandres d’un inépuisable panthéisme amoureux, elle nous happe dans la flamboyante folie de la guerre. – 4ème de couverture –
(date de publication : août 2008)

Centro Nacional de Cultura | Conversas de Fátima – Portugal 1917 | 12 de janeiro – 20h00 – Hotel D. Gonçalo – Fátima

cnc-ourem

 

 

 

 

 

Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém e Guilherme d’ Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura

Ciclo de jantares-conferência ” Conversas de Fátima: Portugal 1917 – Estado, Sociedade – Razão e Fé” – 12 de janeiro | 20h00 Hotel D. Gonçalo – Fátima

No âmbito das comemorações do Centenário das Aparições – Contributo da Sociedade Civil – realiza-se a partir de janeiro de 2016, o 1º ciclo de ” Conversas de Fátima: Portugal 1917 – Estado, Sociedade – Razão e Fé”.

O jantar com o tema “Internacionalização: Fátima no Mundo” é o primeiro de um ciclo de jantares-conferência que decorrerão ao longo de 2016 e de 2017.

Serão oradores do primeiro jantar-conferência Paulo Fonseca, Presidente da Câmara Municipal de Ourém e Guilherme d’Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura.

Este evento é organizado pelo Centro Nacional de Cultura e conta com o apoio do Município de Ourém. A participação na iniciativa tem o custo de 20€ e as inscrições devem ser efetuadas junto do Centro Nacional de Cultura ou através do email tferreiragomes@cnc.pt.

Portugal é um país de escritores ricos | Alexandra Lucas Coelho in “Público”

alexandra lucas coelho

1. Há quase 20 anos um poema de Nuno Moura dizia Portugal é um país de poetas ricos. Hoje podemos dizer mais, Portugal é um país de escritores ricos. Ao contrário dos alemães, que não têm onde cair mortos e são pagos sempre que vão fazer uma leitura para poderem continuar a escrever, ou dos pelintras dos ingleses, que em 2015 bateram o recorde de candidaturas a subsídios de escrita, os portugueses são tão ricos que não precisam de dinheiro para pesquisar um livro, nem para viver enquanto o escrevem. Entretanto, dão o seu tempo a câmaras, bibliotecas, festivais, centros e demais instituições cada vez mais envolvidas na promoção da literatura. Em suma, se os escritores portugueses já não precisavam de dinheiro, em 2016 também já não precisam de tempo. Superaram a fase da criação, estão em pleno criacionismo: o livro é um PDF de Deus, vem já revisto e tudo.

2. Eis a ficção que tende a enredar estes abastados imortais que cada vez mais não escrevem a futura literatura portuguesa. Há dois motivos para falar deles agora: primeiro, Portugal voltou a ter Ministério da Cultura, e se o actual Governo fez disso bandeira há que cobrá-la na prática, ver como lidará com a falta de meios e equipas exauridas; segundo, nunca em Portugal tantas câmaras, bibliotecas e instituições com orçamentos se envolveram tanto na promoção da literatura. O Ministério da Cultura pode, por exemplo, retomar de alguma forma as bolsas de criação literária. Câmaras, bibliotecas e instituições com orçamento podem apoiar a criação. E esses apoios devem coexistir com meios novos na Internet, porque não asseguram o mesmo, como explicarei adiante.

Continuar a ler

DANIEL YERGIN | O impacto mundial do gás de xisto dos EUA in negocios.pt

shale-gas-extractionA maior inovação na energia neste século, até agora, tem sido o desenvolvimento do gás de xisto e o recurso associado conhecido como “xisto betuminoso”. A energia de xisto situa-se no topo não apenas pela sua abundância nos Estados Unidos, mas também devido ao seu impacto mundial profundo – como os acontecimentos em 2014 continuarão a demonstrar.
O gás de xisto e o xisto betuminoso nos Estados Unidos estão já a transformar os mercados de energia mundiais e a reduzir quer a competitividade da Europa em comparação com os Estados Unidos quer a competitividade da indústria da China no geral. Trazem também mudanças na política mundial. De facto, como a energia de xisto pode mudar o papel dos Estados Unidos no Médio Oriente está a tornar-se um tema quente em Washington e mesmo no Médio Oriente.

Esta “revolução não-convencional” no petróleo e no gás não chegou rapidamente. A fracturação hidráulica – conhecida como “fracking” – surgiu por volta de 1947, e os esforços iniciais para adaptá-la a xisto denso começou no Texas no início da década de 80. Mas, não foi até ao final dos anos 90 e início da década de 2000 que o tipo específico de fracturação para o xisto, combinado com a perfuração horizontal, foi aperfeiçoada. E não foi até 2008 que o seu impacto na oferta de energia dos Estados Unidos se tornou notável.

Desde então, a indústria desenvolveu-se depressa, com o gás de xisto a representar actualmente 44% da produção total de gás natural dos Estados Unidos. Tendo em conta a oferta abundante, os preços do gás nos Estados Unidos têm descido para um terço daqueles que se verificam na Europa, enquanto a Ásia paga cinco vezes mais. O xisto betuminoso, produzido com a mesma tecnologia do gás de xisto, está a impulsionar a produção de petróleo dos Estados Unidos também, crescendo 56% desde 2008 – um aumento que, em termos absolutos, é superior à produção total de oito dos doze países da OPEP. De facto, a Agência Internacional de Energia prevê que, nos próximos anos, os Estados Unidos ultrapassem a Arábia Saudita e a Rússia e se tornem o maior produtor de petróleo do mundo.

Continuar a ler

‘Nós, poetas de 33’: uma coletânea imperdível | Adelto Gonçalves

Nós

I

       Foi Fernando Mendes Vianna (1933-2006), poeta nascido no Rio de Janeiro, quem teve a ideia de organizar uma antologia com poetas brasileiros nascidos em 1933 e passou-a a Joanyr de Oliveira (1933-2009), que de pronto a aceitou. A princípio, eles iriam organizá-la juntos, mas não se sabe até que ponto Mendes Vianna chegou a trabalhar nela, antes que fosse visitado pela indesejada das gentes, como diria Manuel Bandeira (1886-1968). Assim, a tarefa passaria para os ombros de Joanyr de Oliveira, que, se levaria a cabo a missão, escrevendo-lhe até a nota introdutória, igualmente não conseguiria vê-la impressa.

O próprio Joanyr de Oliveira chegou a encaminhar os originais ao editor Victor Alegria, que assumira o compromisso de publicar o livro diante do corpo sem vida de Mendes Vianna. Colaboraria na edição o poeta Anderson Braga Horta, nascido em 1934, mas “amigo de todos os poetas e o maior dentre todos nós que nos tornamos brasilienses”, no dizer do organizador.

Depois desses percalços, Nós, poetas de 33, de Joanyr de Oliveira, sai agora com apresentação de Kori Bolívia, presidente da Associação Nacional de Escritores (ANE) de 2012 a 2014, e três textos sobre a poesia de Mendes Vianna e um apêndice sobre a vida e a obra do organizador da coletânea.  Da obra ainda faz parte uma fortuna crítica com a opinião de críticos sobre livros do organizador, com destaque para o que diz José Louzeiro (1932) a respeito de O grito submerso (1980). Segundo Louzeiro, os versos “Demônios são anjos/ nas arcadas da ventania” só poderiam partir da concepção de um mestre, pois lembram os de Camilo Peçanha (1867-1926) e Mário de Sá-Carneiro (1890-1916).

Continuar a ler

Carlos Nejar: o espetáculo da palavra | Adelto Gonçalves

adelto02                                                           I

Se como ensina o professor Massaud Moisés (1928), em A criação literária. Prosa II (São Paulo, Editora Cultrix, 19ª ed., 2005), prosa poética é a fusão da poesia e da prosa, caracterizada pela musicalidade, pela metaforização abundante e a divisão da frase em segmentos que recordam a cadência do verso, O feroz círculo do homem (Taubaté-SP, Editora Letra Selvagem, 2015), de Carlos Nejar (1939), preenche todos esses requisitos. Constitui, portanto, um romance escrito inteiramente em prosa poética.

Como observa o jovem escritor, jornalista e crítico Diego Mendes Sousa (1989) no posfácio que escreveu para este livro, em dez capítulos de O feroz círculo do homem, o leitor pode escutar a voz de Carlos Nejar ecoar no pensamento do relator Tibúrcio Dalmar, personagem enveredado na arte de guardar as sombras das almas no sótão de um tenda localizada em Pontal do Orvalho – entre o cimo do monte e as margens do rio João Aragem – que toma a forma de uma Caverna circular, governada pelo enigmático Círculo.

Como logo percebe o culto leitor, o livro recorre à alegoria da caverna, também conhecida como parábola da caverna, mito da caverna ou prisioneiros da caverna, passagem escrita por Platão que se encontra na obra intitulada A República (Livro VII) em que o filósofo grego procura mostrar como o ser humano pode se libertar da condição de escuridão que o aprisiona através da luz da verdade. Nessa obra, Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal.

Continuar a ler

Homenagem a André Carneiro | Itaú Cultural‏

O poeta arrudA e o músico Peri Pane conduzem o espetáculo Confissões do Inexplicável, uma homenagem-performance a André Carneiro, morto em outubro de 2014 e considerado um dos grandes autores de ficção científica do Brasil. Os convidados Luiz Bras, Eunice Arruda, Carlos Rosa, Ava Rocha, Elisa Band e Joana Egypto celebram a obra do autor com leituras de textos, música, dança e VJing.

Com curadoria de Marcelino Freire, o AuTORES EM CENA transforma escritores em atores. Em vez de leituras, o evento propõe espetáculos teatrais baseados nos textos dos autores.

Apresentação gravada no programa AuTORES EM CENA em 19 de junho de 2015, no Itaú Cultural, em São Paulo/SP.

Palácio da Fazenda, um tesouro arquitetônico | Rio de Janeiro | Adelto Gonçalves

                              Convite Lancamento Tesouro (2)

    I

A história do Palácio da Fazenda, construção de 1943 que se destaca na Esplanada do Castelo, no Rio de Janeiro, é o que contam os arquitetos, professores e pesquisadores Helio Brasil e Nireu Cavalcanti em Tesouro (O Palácio da Fazenda, da Era Vargas aos 450 anos do Rio de Janeiro), edição comemorativa e fora do comércio, publicada com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e o apoio das empresas Carvalho Hosken Engenharia, Petróleos Ipiranga, Lopes Machado/BKR Auditores e Top Down Sistemas.

Construído para abrigar o Ministério da Fazenda, o antigo Tesouro da época do Império e Real Erário do tempo colonial, o vetusto prédio tem sido palco de acontecimentos de relevância na história do País e até hoje é o local preferido para despachos ou encontros promovidos pelo ministro da Fazenda, a despeito da transferência do órgão para Brasília quando da inauguração da atual Capital da República.

Considerado patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro, o prédio, projeto do arquiteto Luiz de Moura (1909-?), apresenta uma entrada principal baseada na arquitetura de um templo grego, ocupando uma quadra inteira de 9.360 metros quadrados de terreno e 14 pavimentos de altura. A construção abrange uma área privilegiada na Avenida Presidente Antônio Carlos, no centro da cidade do Rio de Janeiro, destacando-se na paisagem como uma das mais significativas representações do estilo neoclássico, tendo sido seu conjunto arquitetônico tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Continuar a ler

BCE | Aller vers un revenu de base pour relancer l’économie

BCE

La Banque centrale européenne pourrait relancer l’économie en commençant à distribuer un revenu de base.

La zone euro a clairement besoin d’un instrument économique, autant flexible que structurel, qui puisse être utilisé par la banque centrale pour relancer l’économie quand il en est besoin. Une politique s’engageant, même de façon minime, dans la mise en place d’un revenu de base pour le peuple répondrait précisément à ce besoin.

Continuar a ler

ÉTATS-UNIS | Une pétition destinée aux candidats à la présidentielle pour soutenir le principe d’un revenu de base

revenu

Le réseau américain Basic Income Action (Action pour un revenu de base) a lancé début septembre une pétition pour le revenu de base qui sera adressée à tous les candidats déclarés pour les prochaines Présidentielles américaines. Extrait.

Nous vous appelons à soutenir le principe d’un revenu de base qui donnerait à chaque américain une somme d’argent suffisante pour subvenir à ses besoins de base.

Un revenu de base permettrait à chacun d’assurer sa sécurité financière quoi qu’il advienne de son travail ou de l’économie.

Continuar a ler

54 trunfos da literatura mundial

BCL_BertrandA Livraria Bertrand lança baralho de cartas literário, exclusivo.

Jogar com caras conhecidas, cortar uma vaza com um Prémio Nobel ou fazer paciências procurando os escritores de língua portuguesa. Tudo isto é possível, agora que a Livraria Bertrand vende, em exclusivo, o Baralho de Cartas Literário. São 54 cartas, todas ilustradas por André Kano.

Continuar a ler

Projecto para preservar minderico procura financiamento na Internet | O Mirante

dictionaryO Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS) lançou uma campanha para financiar o projecto de revitalização do minderico, variação linguística surgida no século XVII entre fabricantes e vendedores das mantas de Minde, que está em risco de extinção.

Vera Ferreira, linguista e fundadora do CIDLes, dá a cara pela campanha de ‘crowdfunding’ (procura de financiamento colectivo através da Internet) lançada em meados de Agosto em https://hubbub.net/p/minderico para, nomeadamente, conseguir financiamento para manter o ensino da língua na escola de Minde, vila do concelho de Alcanena.

Vera Ferreira disse que a campanha decorre até 15 de Outubro, sendo necessário, para conseguir o financiamento, chegar aos 8.900 euros, verba que permitirá dar uma aula por semana a cada um dos quatro anos do primeiro ciclo, criar o manual de apoio às aulas, dar formação a professores e editar um livro infantil em minderico com ilustrações feitas pelas crianças.

O objectivo mais ambicioso é alcançar uma verba de 12.000 euros, o que permitirá realizar também ‘workshops’ para pais e falantes passivos e editar um livro de receitas tradicionais em minderico.

Vera Ferreira receia que o “défice muito grande de conhecimento” sobre a diversidade linguística existente no mundo (existem 7.000 línguas e quase metade estão em risco de desaparecer), e da importância da preservação do conhecimento e da cultura existente em cada uma delas, venha a dificultar a adesão das pessoas.

Actualmente com 150 falantes activos e cerca de mil passivos (que compreendem mas não falam), o minderico surgiu no século XVII como uma língua secreta, usada por fabricantes e vendedores das mantas de Minde, mas acabou por se tornar no principal meio de comunicação na vila, alargando o vocabulário e o seu âmbito de aplicação (sendo usado em todos os contextos da vida diária).

O número de falantes diminuiu drasticamente nos últimos 40 anos, muito devido ao declínio da população e à crise da indústria têxtil, e o seu uso foi-se restringindo a contextos familiares, sobretudo entre os mais velhos.

O trabalho de revitalização do minderico foi iniciado em 2000, no âmbito do trabalho de pesquisa que a linguista desenvolveu integrado na tese de doutoramento que fez na Alemanha e que permitiu construir a candidatura aprovada em 2008 pela Fundação Volkswagen para um projecto que decorreu entre 2009 e 2011.

Rendimento básico incondicional

Rendimento-Basico

O que é | http://rendimentobasico.pt

O Rendimento Básico Incondicional é uma prestação atribuída a cada cidadão, independentemente da sua situação financeira, familiar ou profissional, e suficiente para permitir uma vida com dignidade.

Um RBI é:
– Universal – não discrimina ninguém, todos o recebem
– Incondicional – um direito para todos, sem burocracias
– Individual – garante autonomia às pessoas em situação vulnerável
– Suficiente – para viver com dignidade

O objetivo deste site é informar e promover a discussão sobre o rendimento básico incondicional em Portugal, para que possam ser encontradas as melhores formas de organizar e implementar este sistema.

Varoufakis: “Não abandonei o navio. Ele é que mudou de rumo” | Por Christos Tsiolkas, The Monthly

varoufakis_11Numa longa entrevista a um escritor grego-australiano, o ex-ministro das Finanças faz revelações surpreendentes, como o ambiente de depressão que encontrou no gabinete do primeiro-ministro na noite da vitória do “não”, em contraste com a euforia das ruas, e a confidência pessoal de Schäuble de que não assinaria o acordo se fosse o ministro grego. Por Christos Tsiolkas, The Monthly

(Retirado do site Esquerda.net)

Descendo a rua do meu estúdio, nos subúrbios do Norte de Melbourne, há um pequeno café ao lado de uma tabacaria. Ambos são propriedade de australianos de origem grega. Na semana anterior ao povo grego ter votado se queria aceitar a nova rodada de medidas de austeridade exigidas pela troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) de forma a libertar fundos de resgate, os donos dos estabelecimentos afixaram nas montras uma série de folhas A4 em preto e branco. Cada folha tinha uma palavra em destaque, OXI – “não” em grego.

Na manhã de 6 de julho, levantei-me antes do amanhecer, entrei na Internet e liguei a televisão, ao mesmo tempo cheio de ansiedade e temeroso de saber as notícias: o resultado teria consequências não só para a manutenção da Grécia na eurozona mas também para a própria definição de uma Europa unida. O resultado do referendo foi um OXI esmagador. Uma hora depois ainda tentava identificar porque sentia esta combinação de medo, temor e êxtase, enquanto observava as imagens vindas de Atenas de multidões em júbilo, percebi que estava a experimentar sensações que quase esquecera que podiam existir: esperança e otimismo políticos. A nação grega tinha refutado uma lógica económica quase universal, que exonerava o sistema financeiro da responsabilidade pela maior catástrofe económica desde a Grande Depressão. Era uma lógica que exigia que as pessoas comuns pagassem os erros de cálculo dos mercados globais, uma lógica que limpava as dívidas dos bancos mas não permitia tal indulgência em relação aos efeitos paralisantes da dívida nas nações individuais.

Uma semana depois, as minhas esperança e otimismo tinham-se dissipado, na medida em que o governo de coligação, dirigido pelo partido de esquerda Syriza de Alexis Tsipras, parecia à beira de aceitar os termos de um resgate que fora rejeitado pelo seu próprio povo.

Yanis Varoufakis está ao telefone. O carismático ministro das Finanças renunciara ao cargo logo a seguir à divulgação dos resultados do referendo. Varoufakis, economista de extensa carreira académica, tem dupla nacionalidade grega e australiana, depois de ter passado uma década a trabalhar na Universidade de Sydney. O seu estatuto de outsider no clube político da União Europeia, a sua recusa de usar linguagem tecnocrática ou de conformar-se com o estilo burocrático, provocavam uma constante irritação nas negociações com a troika. Mas, de muitas formas, o forte resultado do referendo pode ser visto como uma validação da sua tática e frontalidade.

A primeira coisa que lhe perguntei foi como se sentiu na noite da votação, e como se sente uma semana depois.

“Permita-me que descreva o momento que se seguiu ao anúncio do resultado” [do referendo de 5 de julho], começa. “Faço uma declaração no ministério das Finanças e depois dirijo-me às instalações do primeiro-ministro, o Maximos [residência oficial do primeiro-ministro grego], para encontrar-me com Alexis Tsipras e o resto do Ministério.”

“Posso dizer que estava eufórico. Este ‘não’ – Oxi – sonante, inesperado, era como um raio de luz que atravessa uma escuridão espessa e muito profunda. Estava encantado. Passeava pelas salas, alegre, trazendo comigo essa incrível energia do povo no exterior. Tinham superado o medo, e esse sentimento fazia-me sentir a flutuar no ar. Mas no momento em que entrei no Maximos, toda essa sensação simplesmente desapareceu. Reinava lá também uma atmosfera elétrica, mas carregada de negatividade. Era como se a direção tivesse sido deixada para trás pelo povo. E a sensação que senti foi de terror: ‘Que fazemos agora?’”

E a reação de Tsipras? As palavras de Varoufakis são medidas. Insiste que não diminuiu a sua amizade e respeito pelo primeiro-ministro cercado. Mas a tristeza e o desapontamento são evidentes na sua resposta.

“Podia dizer que ele estava desalentado. Era uma grande vitória, que eu creio que ele realmente saboreava, profundamente, mas que não podia gerir. Sabia que o seu gabinete não podia geri-la. Era claro que havia elementos no governo que o pressionavam. Em poucas horas, ele já fora pressionado pelas principais figuras do governo para transformar o ‘não’ num ‘sim’, para capitular”.

Por lealdade a Tsipras e para honrar uma promessa que lhe fez, Varoufakis não cita nomes. Mas diz-me que havia eminências pardas no interior do frágil governo de coligação “que estavam a contar com o referendo como uma estratégia de saída, não como uma estratégia de combate”.

“Quando me dei conta disso, disse-lhe que tinha uma escolha clara: usar os 61,5% de votos ‘não’ como uma energia, ou capitular. E disse-lhe, antes que pudesse responder, ‘se optares pela segunda, vou-me embora. Renunciarei se escolheres a estratégia de desistir. Não vou puxar o tapete, mas vou evaporar-me na noite.”

Continuar a ler

“A corrupção é prática tão antiga quanto o Brasil” | Rivaldo Chinem

Adelto-GoncalvesAutor das biografias dos poetas Gonzaga e Bocage, o pesquisador Adelto Gonçalves desvenda a estrutura judiciária na capitania de São Paulo (1709-1822) em livro que ajuda a entender as relações entre Estado e Justiça e o movimento político que o País vive hoje

                                                                                                           Rivaldo Chinem (*)

Adelto Gonçalves, 63 anos, é jornalista desde 1972, com passagens pelos jornais A Tribuna, de Santos, O Estado de S. Paulo e Folha da Tarde e pela Editora Abril. É doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa e mestre em Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano-americana pela Universidade de São Paulo (usp). Seu trabalho de doutorado Gonzaga, um poeta do Iluminismo, sobre Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), foi publicado em 1999 pela Editora Nova Fronteira, do Rio de Janeiro.

Em 1999, com bolsa de pós-doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp), desenvolveu em Portugal projeto sobre a vida e a obra do poeta Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805), publicado em 2003 pela Editorial Caminho, de Lisboa, sob o título Bocage – o perfil perdido.

Foi professor titular da Universidade Paulista (Unip), nos cursos de Direito e Pedagogia, e da Universidade Santa Cecília (Unisanta), no curso de Jornalismo, em Santos. É autor também de Mariela Morta (Ourinhos, Complemento, 1977), Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio, 1981; Taubaté-SP, Editora Letra Selvagem, 2015), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2003), Fernando Pessoa: a voz de Deus (Santos, Editora da Unisanta, 1997) e Tomás Antônio Gonzaga (Rio de Janeiro/São Paulo, Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012).

Continuar a ler

HOJE | Paulo Querido | de 2ª a 6ª feira | magnifíco!

HojeO QUE É

Os microprocessadores e a internetprovocaram uma revolução económica, social epolítica que afeta cada vez mais indústrias e atividades. Hoje é uma publicação multi-canal focada nas mudanças e nos seus efeitos.

Hoje dá especial atenção à tecnologia e ao seu impacto nos media, no trabalho e emprego, naenergia, na educação, na vida das cidades.

Todos os dias lemos uma média de 100 peças, entre papers, artigos e notícias. Desse turbilhão escolhemos os mais interessantes. O que importa ler hoje para preparar o amanhã.

De segunda a sexta, enviamos-lhe a newslettercom o essencial das mudanças em curso nas nossas vidas.

https://hoje.li

MIL: MOVIMENTO INTERNACIONAL LUSÓFONO

logo MIL 300Apoiado por muitas das mais relevantes personalidades da nossa sociedade civil, o MIL é um movimento cultural e cívico registado notarialmente no dia quinze de Outubro de 2010, que conta já com mais de 30 milhares de adesões de todos os países e regiões do espaço lusófono. Entre os nossos órgãos, eleitos em Assembleia Geral, inclui-se um Conselho Consultivo, constituído por uma centena de pessoas, representando todo o espaço da lusofonia. Defendemos o reforço dos laços entre os países e regiões do espaço lusófono – a todos os níveis: cultural, social, económico e político –, assim procurando cumprir o sonho de Agostinho da Silva: a criação de uma verdadeira comunidade lusófona, numa base de liberdade e fraternidade.
SEDE: Palácio da Independência, Largo de São Domingos, nº 11 (1150-320 Lisboa)

Caso pretenda aderir ao MIL, envie-nos um e-mail: adesao@movimentolusofono.org (indicar nome e área de residência). Para outros assuntos: info@movimentolusofono.org.

Portal: http://www.movimentolusofono.org
Blogue: http://www.mil-hafre.blogspot.com
Páginas “facebook”:
http://www.facebook.com/groups/2391543356/
http://www.facebook.com/groups/168284006566849/
Nossos vídeos:
http://www.youtube.com/movimentolusofono

Minderico | Dicionário Bilingue Piação – Português

Livro PiaçãoTitulo: Dicionário Bilingue Piação – Português

Autores: Ferreira, Vera / Schulze, Ilona / Carvalho Vicente, Paulo / Bouda, Peter

ISBN: 978-989-97819-0-0

Editora: CIDLeS

Sinopse

O Dicionário Bilingue Piação – Português, criado e editado pelo CIDLeS – Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social, é o primeiro dicionário de minderico no sentido lexicográfico do termo. O minderico é uma língua ameaçada falada em Minde e Mira de Aire, Portugal, (código ISO [drc]), por uma comunidade de 150 falantes activos e 1000 falantes passivos. Este dicionário bilingue e bidireccional (Minderico – Português / Português – Minderico), com um total de 2254 entradas, não se limita à versão impressa, sendo acompanhado também por uma versão digital multimédia adquirida automaticamente com a compra desta obra. Através da versão digital terá acesso a um conjunto de informações adicionais que complementam a edição em papel, nomeadamente elementos áudio de cada lexema, exemplos contextualizados com áudio, vídeos que exemplificam a utilização da língua, fotografias e detalhes extra que contextualizam e fundamentam a etimologia de cada lexema.

Elaborado numa perspectiva interdisciplinar, o dicionário, ao contrário dos demais, alia a história, os estudos culturais e sociais e a informática à linguística. Para tal foi feita uma inventariação exaustiva do léxico minderico, recorrendo sempre a dados primários (resultantes do trabalho directo com os informantes sob a forma de entrevistas (livres e com estímulo) e gravações de eventos comunicativos com e sem participação activa do investigador), a fontes linguísticas, históricas, geográficas e culturais existentes e a resultados de investigação anteriormente desenvolvida. Os dados primários, complementados com dados secundários já existentes (como por exemplo, as explicações de alguns lexemas apresentadas pelos autores/editores dos glossários desenvolvidos no passado pela comunidade), permitem-nos retratar de forma mais fidedigna a realidade linguística que o minderico representa.

Mais do que um simples dicionário, o Dicionário Bilingue Piação – Português é uma enciclopédia do minderico.

LINK para aquisição online: http://www.cidles.eu/shop/order-dicion%C3%A1rio-bilingue-pia%C3%A7%C3%A3o-portugu%C3%AAs/

Motel 29 com Pedro Almeida Vieira

Motel29_PAM

PEDRO ALMEIDA VIEIRA convida ANA PEREIRINHA; VÍTOR QUELHAS e JORGE SILVA.

Participação especial de PAULA CANDEIAS e ISAC MINERVAS (um de cada vez e a seu tempo, no devido contexto).

Pedro Almeida Vieira nasceu em Coimbra em 1969 e já fez muito e eventualmente há-de fazer mais. Tendo feito muito significa então que já tem no seu currículo alguns «ex»: ex-investigador universitário (ISA e ICS), ex-ambientalista (LPN e Quercus), ex-jornalista (Grande Reportagem e Expresso, entre outros) e só não é ex-engenheiro porque o título é vitalício por concessão de universidade pública (Évora), pese embora o dito curso (Engenharia Biofísica) já nem seja ministrado. É ainda ex-fumador (desde Agosto do ano passado). Não é, porém, aficionado de ex-votos.

Continuar a ler

Gnaisse – o novo romance de Luís Carmelo

Gnaisse_convite_LCVem aí o meu próximo romance. Vai ser lançado hoje, na Barraca (Cinearte / a Santos). Intitula-se ‘Gnaisse‘ e será lançado pelo Valério Romão e pelo Raul Henriques. É o meu 12º publicado. O tempo foge (e reencontra-se). Espero que toda/o(s) apareçam por lá. (Luís Carmelo)

Continuar a ler

Prémios Jovens Músicos 2015

Ant2_PJM2015Decorrem as inscrições para o prémio Jovens Amigos 2105 promovido pela Antena 2.

A Rádio e Televisão de Portugal, através da Antena 2, organiza em 2015 a 29ª Edição do Prémio Jovens Músicos (PJM), destinado a músicos portugueses e a músicos estrangeiros residentes em Portugal.

Consulte o regulamento aqui.

Mapa Mudo – labirinto poético

Mapa_Mudo_LC

Um devaneio alimentado durante trinta anos. O intricado credível de cidades imaginadas num planeta possível. Sem legendas ou sinalética, não existem vetores que conduzam o visitante recém-chegado. Todas as direções lhe estão abertas: a descoberta transforma-se uma experiência pessoalíssima. O tricotado destas cidades, onde podemos reconhecer ruas, bairros, zonas agrícolas, marinas, aeroportos, estádios de futebol e até uma base militar, não seguiu um plano premeditado. Como todas as cidades, o seu traçado foi crescendo, evoluindo de acordo com o gosto dos tempos. Zonas históricas foram arrasadas para dar lugar a novas e largas avenidas. Em exposição na galeria Abysmo. O autor considera a possibilidade de organizar visitas guiadas. A não perder.

Continuar a ler

António Saragoça, O Homem que Emprestava Sorrisos

António SaragoçaAntónio Saragoça, um fotografo espontâneo.

É certo que cada pessoa é inigualável e cada artista tem o seu próprio universo, que nos pode deixar visitar, para nosso privilégio. Porém, o António Saragoça, mais do que qualquer outro que terá passado pelas paredes da Pickpocket, incorporou a sua vivência ao acto de fotografar e aceitou que a fotografia se imiscuísse na sua vida com uma humanidade e permeabilidade apenas comparável com a que a sua própria comunidade assimilou o Saragoça fotógrafo.

Continuar a ler

50 anos da Praça da Canção – Itália

Tavola_Rotonda_MAManuel Alegre viaja amanhã para Itália onde, primeiro em Vicenza e depois em Pádua, participará em duas sessões comemorativas dos 50 anos da Praça da Canção.

No domingo, dia 12, em Vicenza, na Galeria Palazzo Leoni Montannari, Manuel Alegre estará presente numa sessão integrada no Festival Mundial de Poesia, mas nesse dia inteiramente dedicada aos 50 anos da Praça da Canção, durante a qual actores e cantores italianos declamarão e interpretarão, musicalmente, alguns dos poemas que constam no livro.

Continuar a ler

Manual de Felicidade para Neuróticos

Manual_Felicidade_NA

O escritor Gaspar Stau e o psiquiatra Amadeu Amaro são encarregados pela União Europeia de realizar um Manual de Felicidade para Neuróticos. Pelas suas conversas, viagens e encontros passam as mais variadas pessoas e histórias que inspiram ao estranho duo estratégias criativas de buscar a felicidade. Mas não poderá ela encontrar-se também em estudos científicos, na nostalgia proustiana de um publicitário ou mesmo num prato de carne de alguidar com migas de espargos? Entre o neurótico Gaspar, que duvida constantemente da possibilidade de terminarem o Manual, e o espalhafatoso Amadeu, que a maior parte das vezes nem se lembra do seu nome, vai nascendo uma amizade singular, alimentada pelo fascínio que ambos sentem pelas coisas boas da vida.

Continuar a ler

“Congresso da Cidadania. Ruptura e Utopia para a Próxima Revolução Democrática”

cdc

Celebramos os 40 anos do 25 de Abril. Durante um ano celebrámos os valores de Abril de Liberdade, de Justiça, de Solidariedade. Durante um ano a Associação 25 de Abril promoveu, incentivou, acompanhou e participou em acções onde os portugueses, por todo o país e onde quer que se encontrem no mundo, reafirmaram a sua vontade em construir uma sociedade regida pelos valores do que se pode resumir a uma palavra: dignidade.

Dignidade foi o objectivo que os militares referiram desde os primeiros tempos da conspiração que iria culminar no acto decisivo em 25 de Abril de 1974. Logo nos seus primeiros documentos de intenções, os militares do 25 de Abril afirmaram o seu propósito de restituir a dignidade ao povo português. Era essa intenção que os motivava. Era essa, como é hoje, a força que os determinava e determina.

Os três “D” contidos no Programa do MFA são os da Dignidade. Democratizar, para derrubar uma ditadura que oprimia e infamava a dignidade de homens e mulheres livres. Desenvolver, para assegurar a vida digna a cada um dos cidadãos, a dignidade de ter educação, uma habitação, um trabalho justamente remunerado, assistência na doença, na invalidez, na velhice, a dignidade de relações económicas que impeçam a indigna oposição entre os que tudo têm e os que nada possuem. Descolonizar, para que Portugal se integrasse como uma Nação digna na comunidade internacional, respeitando o direito dos outros povos, conquistando para si um lugar entre os que defendem a paz, o respeito pelos valores, a supremacia do entendimento, a criação de um sistema internacional que promova uma justa troca de bens e riquezas, que promova o desenvolvimento sustentado.

Continuar a ler

Festival de Artes Performativas de Sintra – PERIFERIAS

Periferias

A programação dos espectáculos deste ano do Periferias estende-se por todo o dia, está vocacionada para todas as faixas etárias e é, como de costume, transversal quanto às áreas artísticas.

As tardes e as manhãs das TerçaS, QuintaS e SábadoS, serão dedicados a espectáculos vocacionados para a infância, em locais suRPREsa entre a Estefânea e a Vila; as noites, na CASa de TeATRO, sempre às 21,30h, serão apresentados os espectáculos e às qUartas e sextAs-feiRas, serão apresentados, respectivamente, no Café Legendary e no Restaurante Chefe Pinto´s novos criadores e espectáculos de música.

Para além dos espectáculos, a 4ª edição do Periferias incluirá, uma exposição de trajes do teatro tradicional de S. Tomé e Príncipe, o TcHiLoLi, em parceria com a Fundação Roçamundo/Cacau, de S. Tomé; uma Feira do Livro cuja maioria dos títulos é sobre ArteS do EspectáculO, iniciativa esta em parceria com uma das poucas livrarias que ainda resiste em Sintra, a Dharma e ainda uma OfiCiNa de DaNçAs AFRIcanas, orientada pelo actor moçambicano Santana Diaz Santana.

Saiba mais aqui.

MIGUEL REAL | Alemanha é “a âncora de uma futura Europa”

Miguel RealMiguel Real afirma que Portugal é governado por uma classe política “relativamente medíocre”, numa União Europeia que se transformou “numa empresa de negócios” dominada por burocratas que esqueceram o sonho. Acredita que o futuro da Europa está na sua singularidade: a classe média, cujo “esteio” e “grande baluarte” do futuro é a Alemanha.

Aos 61 anos, o filósofo, ensaísta e romancista Miguel Real lança mais um romance. Agora, em vez de ficcionar sobre a actualidade ou sobre a história, constrói uma utopia ficcional em que projecta o futuro: O Último Europeu, Edições D. Quixote.

Olhando para o que poderá ser o mundo em 2284, Miguel Real questiona e reflecte sobre o presente, as opções, as tendências, as divergências, as diferenças, os conflitos, as contradições. É um retrato duro das sociedades modernas e dos riscos que elas comportam, em especial a Europa, sobre cujo presente este pensador tem um olhar crítico.

Ler entrevista:  http://www.publico.pt/politica/noticia/alemanha-e-a-ancora-de-uma-futura-europa-1686786

Gente muito cá de casa – Setúbal

muito_ca_casa_AC

GENTE MUITO CÁ DE CASA | São escritores, artistas visuais, músicos, editores, autores das mais variadas disciplinas que se encontraram connosco na Casa Da Cultura | Setúbal. Baptizámos estes encontros com um nome que alude à própria convivência neste espaço de encontro da cidade: Muito cá de casa. Pretendemos conviver com quem insiste em conceber projectos pessoais de qualidade. Apresentámos livros, mostrámos ilustrações, montámos exposições, falámos de apoios à cultura e da falta deles. Estivemos sempre com os protagonistas por perto. Gente muito cá de casa que dá cartas e ganha apostas nesta nossa casa colectiva. Também as fotografias são um trabalho de autor. Um olhar pessoal sobre este pessoal. Antonio Correia pôs mãos à obra. Ou seja, pôs as mãos na máquina e captou estes olhares mostrando-os com um à-vontade que os torna muito cá de casa mesmo. Muitos destes autores vão estar na abertura da exposição. Abre sábado e fica por cá até ao fim do mês. Convidados. Apareçam.
José Teófilo Duarte www.blogoperatorio.blogspot.com

António Dacosta no CAM

A exposição do centenário do nascimento de António Dacosta (Angra do Heroísmo, 1914 – Paris, 1990) acompanha a publicação do catálogo raisonné digital do artista – primeiro catálogo digital produzido sobre um artista português e iniciativa pioneira na área da investigação artística e das novas plataformas digitais. Visitar aqui: www.dacosta.gulbenkian.pt

  Continuar a ler

António Gedeão no AJA

Gedeao_AJA_JTAja Lisboa vai evocar António Gedeão. Uma exposição elaborada para a Galeria da Casa Da Cultura | Setúbal, e mostrada por lá no segundo mês de vida da Casa, vai agora estar nas bonitas instalações da Associação José Afonso em Lisboa. Vão lá estar também a escritora Cristina Carvalho, a declamadora Eugénia Alves e o cantor Samuel Quedas. É no próximo domingo, dia 11. Apareçam.
José Teófilo Duarte www.blogoperatorio.blogspot.com

Cuidar do Cão da Estrela – de Manuela Paraíso

Cao_Serra_Estrela_JTO livro é assinado por Manuela Paraíso. Estamos mais habituados a associar o seu nome à divulgação musical na rádio e na imprensa escrita. Agora resolveu escrever um livro sobre o cão da Serra da Estrela. São dicas para cuidar do bicho. Como criadora sabe bem o que lhe faz falta. Para a ajudar na apresentação vão estar Fátima Rolo Duarte, artista visual, e Sérgio Cardeira, director clínico do Hospital Veterinário de Setúbal. É na próxima sexta-feira, dia 9, às 22 horas, na Casa Da Cultura | Setúbal. Convidados. Apareçam.
José Téofilo Duarte – www.blogoperatorio.blogspot.com

NOCTURNO, o romance de Chopin – em braille

Nocturno_CC
NOCTURNO, o romance de Chopin”, de Cristina Carvalho, publicado por Sextante / Porto Editora, recomendado no Plano Nacional de Leitura (PNL) para o ensino secundário encontra-se agora – desde hoje – disponibilizado em braille na Biblioteca Nacional de Portugal para leitores invisuais.

Depois da edição em audiolivro, leitura com duração de 4 horas e 57 minutos pela escritora Maria Manuel Viana, chega-nos numa outra forma de acessibilidade. Também está disponibilizado como livro digital.

Sinopse
Como um piano solitário em que o artista desenha os quadros musicais de melodias e harmonias com timbres, ritmos e tempos diversos, assim foi desenhado este romance polícromo, tecido de amores e paixões, que conta a vida de Chopin, desde o seu nascimento em 1 de Março de 1810, na Polónia, até à sua morte, em 17 de Outubro de 1849, em Paris. Uma história feita de subtilezas, paixões intensas, escuras intrigas, vivências e amizades sinceras, presenças e saudades.

JOSÉ RUY — 70 ANOS A DESENHAR – Setúbal

José Ruy_CasDaCult_SetJOSÉ RUY — 70 ANOS A DESENHAR | José Ruy começou a publicar desenhos regularmente na imprensa há setenta anos. Assinalam-se hoje19 dia 19. Publicou o seu primeiro desenho no semanário O Mosquito. Publicação muito popular na altura, que mostrava histórias em capítulos, assinadas por vários autores. José Ruy nunca mais parou. Passeou o seu talento pelas mais prestigiadas páginas da imprensa ilustrada. Mas não ficou por aí. Desenvolveu intenso trabalho pessoal. Desenhou inúmeros álbuns, contando as histórias da História de Portugal.
Em Fevereiro e Março deste ano andou por Setúbal. Fez uma exposição de um seu trabalho a reeditar — Fernão Mendes Pinto e a sua Peregrinação —, na galeria da Casa Da Cultura | Setúbal, e foram promovidos vários encontros com todos os que o quiseram ouvir. Convívios memoráveis.

Continuar a ler

A Viagem do Elefante – na Fundação José Saramago

A-Viagem-Do-Elefante_cvt_js

Na próxima quarta-feira, dia 17 de dezembro, às 18:30, será apresentado no auditório da Fundação José Saramago o livro A Viagem do Elefante em banda desenhada, um trabalho de João Amaral inspirado na obra homónima de José Saramago.

A apresentação deste álbum ficará a cargo de Pilar del Río, que no prefácio da obra escreveu: «o caminho até Viena é tortuoso: João Amaral sabe-o bem porque o esteve a desenhar durante mais de dois anos passo a passo. […] João Amaral estudou muito bem aquilo que José Saramago havia escrito e logo que o soube com todas as letras pintou-o para que nada na sua banda desenhada fosse falso.»

Leia mais aqui.

COLE©TIVO NAU – Oito autores e um Raimundo.

Livros_C_NauO Cole©tivo Nau iniciou um projecto em que todos os autores escrevem um conto com a mesma frase de abertura e o mesmo protagonista, a partir de apenas dois dados: o nome – Raimundo – e a origem – Cuba do Alentejo.
É com este projecto que se inicia a colaboração da NAU com o site Das Letras. A partir do próximo dia 15 de Dezembro de 2014, e com uma regularidade quinzenal ( aos dias 15 e 30 de cada mês), cada um dos autores da NAU dará a conhecer o seu Raimundo, de quem se dizia conhecer muito mundo.

Saiba mais no Das Letras.

Filipe Morato Gomes – Cronista de Viagens

fmgomes_bolg

Filipe Morato Gomes define-se como uma espécie de viajante profissional.

Tenho, atualmente, 43 anos e muita experiência de viagem acumulada. Já dei duas voltas ao mundo, estive em quase 100 países e estou certo de que essa experiência pode ser útil para os que, como tu, querem também descobrir o mundo. Estejas a dar os primeiros passos ou a desbravar novas e mais desafiantes geografias.
Quero, especialmente, inspirar-te.

Continuar a ler

De Corpo Inteiro

DeCorpoInteiro_RRNo próximo dia 3 de dezembro, quarta-feira, pelas 18:30, realiza-se na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, no Porto, a sessão de lançamento do livro Rui Rio – de corpo inteiro, da autoria de Mário Jorge Carvalho. Com a presença de Rui Rio, a apresentação do livro ficará a cargo de Daniel Bessa.
Prefaciado por Nuno Morais Sarmento e com posfácio de Fernando Neves de Almeida, Rui Rio – de corpo inteiro apresenta o retrato do homem e as ideias do político através de inúmeras conversas que Mário Jorge Carvalho manteve com Rui Rio ao longo do ano de 2014 e de testemunhos de quase meia centena de pessoas (desde amigos, colegas e apoiantes a críticos e opositores políticos), procurando o autor responder às muitas perguntas que se colocam sobre Rui Rio e as suas ideias.

Continuar a ler

Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres

Assinalando o dia 25 de Novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promove uma ação de sensibilização através de plataformas online. Esta ação passa pela partilha de fotos (“selfies”) no Instagram, acompanhadas da mensagem “Basta que me batas uma vez”.

Continuar a ler

As Criadas – de Jean Genet por ArteViva

AS Criadas AV

AS CRIADAS, de Jean Genet.
Encenação de Carina Silva. Em Cena de Novembro 2014 a Janeiro 2015

Duas criadas, uma Senhora. Duas Senhoras, uma criada. Uma Senhora que é criada, uma criada que é Senhora, ou serão duas? Uma Senhora prestes a ser assassinada pelas criadas mascaradas de Senhora. Duas criadas oprimidas, pobres, invejosas. Querem os vestidos, querem a riqueza. A vontade é alimentada pelo desespero. Duas aspirantes a Senhora.
Uma Senhora que não sabe… não saberá? Entre o “silencioso arroto do lava-loiça” e a Senhora e “a sua estola, as suas pérolas, as suas lágrimas, os seus suspiros, a sua doçura”, há máscaras, mentiras, segredos e angústias.

Continuar a ler

Os Livros da Revolução – Casa da Cultura de Setúbal

DEBATES2

As mudanças políticas e sociais iniciadas em 25 de Abril de 1974 estão bem documentadas em registos históricos e em literatura que relata, ficciona e festeja a acção militar que pôs fim a uma ditadura que durou quase meio século.  A repressão foi castradora. A censura foi inimiga da inteligência. O analfabetismo foi aliado do regime que tolheu futuros e  provocou anátemas.

Recordamos o dia de Abril em que tudo aconteceu, em Outubro, mês em que outra ruptura histórica pôs fim, há um século atrás,  ao despotismo patético de condes e barões de um sistema caduco e retrógado. 

Abril em Outubro foi a marca que desenhámos para fechar a porta das comemorações dos quarenta anos do 25 de Abril. Contamos com a presença de protagonistas, de jornalistas que deram as notícias em primeiro mão e de historiadores que trabalharam os relatos dos protagonistas. Vamos conversar com eles na Casa da Cultura. Casa que nasceu no local onde o Círculo Cultural de Setúbal transformou cultura em coisa viva. Como deve ser a cultura. Círculo que resistiu aos atropelos perpetrados pelo serôdio regime. Vamos recordar festejando. Festejaremos o fim do  obscurantismo. Sempre. (José Teófilo Duarte)

O Muito cá de Casa é uma iniciativa da DDLX e da Câmara Municipal de Setúbal – Divisão de Cultura, Jornal SemMais e BlogOperatório.

TÁBULA RASA | A negação contemporânea da natureza humana | Steven Pinker

tabula-rasa-b-iext12983200Steven Pinker é um dos mais respeitados nomes da ciência cognitiva e dos estudos da linguagem aplicados à neurociência. Seus ensaios têm grande aceitação na comunidade acadêmica e também no público em geral. Em Tábula rasa, Pinker enfrenta o debate “natureza versus criação”.
O autor ataca três dogmas fortemente arraigados na cultura ocidental: a idéia de que a mente de um recém-nascido é uma “tábula rasa” a ser preenchida pelos pais e pela sociedade; a concepção de que o homem em seu estado primitivo é um bom selvagem; e a crença de que a alma imaterial dotada de livre-arbítrio é a única responsável pelas ações do indivíduo.
O autor descreve a evolução histórica dessas três idéias, originadas respectivamente das concepções de John Locke, de Rousseau e da religião. Pinker demonstra como elas se estabeleceram de forma inquestionável até comporem uma espécie de “doutrina oficial”, que hoje influencia não só a criação dos filhos, mas também a vida política.
Pinker recorre a autores como Darwin, Kant, Shakespeare e até a personagens dos quadrinhos, como Calvin e Haroldo, para defender a idéia de uma natureza humana alicerçada na biologia. Segundo essa concepção, o ser humano nasce equipado com um conjunto de informações genéticas que direciona o seu desenvolvimento. Em cada indivíduo, a natureza humana, regida pela biologia, sofre influências da cultura e da sociedade – e é da interação de ambas que resultam personalidade e comportamento.

“Arrebatador, erudito e divertido – e muito persuasivo” – Time

“Um livro extraordinário: claro, implacável e empolgante” – The Washington Post

MATERIAIS DIVERSOS | OFERTA DE EMPREGO – PRODUTOR/A EXECUTIVO/A | produção e difusão

header_logoA Materiais Diversos é uma associação cultural sem fins lucrativos que tem como missão incentivar a investigação e experimentação artísticas e sensibilizar o público para as artes performativas, com especial enfoque na dança. Integra a rede europeia de apoio ao desenvolvimento coreográfico europeu Open Latitudes, bem como a Rede de Estruturas de Dança nacional. No quadriénio 2013-2016, a MD é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/Secretário de Estado da Cultura – DGArtes e pelos os Municípios de Alcanena, Torres Novas e Cartaxo, domiciliada no espaço Alkantara (Lisboa) e em Minde (Alcanena). A actividade da MD desenvolve-se em três eixos: Produção e difusão de projectos associados; Festival Materiais Diversos; e Programação Regular nos Municípios de Torres Novas e Cartaxo. O/a produtor/a executivo/a irá integrar o núcleo de difusão e produção, dedicado aos projectos associados dos criadores Filipa Francisco, Lander Patrick, Marcelo Evelin, Sofia Dias & Vítor Roriz. O/a produtor/a representará a Materiais Diversos na sua relação com os criadores e os seus colaboradores e com parceiros de difusão, nomeadamente estruturas de acolhimento. Deverá estabelecer e manter relações harmoniosas entre todas as partes, respeitando as necessidades específicas de cada projecto/artistas em difusão e as condições acordados com a estrutura de acolhimento.

Continuar a ler

Festival Materiais Diversos 2014 | Apresentação | 1 de Setembro – 18h00 – Fábrica de Cultura – Minde

materiais
O Festival Materiais Diversos decorre de 18 a 27 de Setembro e temos muito gosto em convidá-lo/a para a conferência de imprensa do próximo dia 1 de Setembro, às 18h00, na Fábrica de Cultura, em Minde. Queremos partilhar consigo os pormenores desta programação de Dança, Teatro e Música que preencherá durante duas semanas Minde, Torres Novas, Alcanena e Cartaxo com uma nova vida.

A 6.ª edição do FMD\2014 será a mais internacional apresentada até hoje. Mas terá também dois espectáculos desenvolvidos com a comunidade e um conjunto de actividades paralelas como conferências, workshops, cinema e DJs.

A conferência terá a presença do director artístico do FMD\2014, Tiago Guedes, e de artistas do Festival.
Por favor, confirme a sua presença até 29 de Agosto através deste email ou contacte:
Assessoria de Imprensa – Tiago Mansilha
(+351) 91 558 66 35
tiago.mansilha@materiaisdiversos.com

Fernando, em Pessoa – com José Nobre

Pessoa02José Nobre recria Fernando Pessoa no Café das Artes, no próximo dia 29 pelas 23:30, na casa da Cultura de Setúbal. O Das Culturas quis saber mais.

Que Fernando, em Pessoa, é este? Um último heterónimo?

É o próprio, o ortónimo. Pensei primeiramente em ‘compor’ um Álvaro de Campos e dizer a ‘Tabacaria’, mas depois achei mais interessante ser o Fernando, ele mesmo, em Pessoa, a ler, não só a ‘Tabacaria’ como outros escritos de outros heterónimos. Torna a experiência mais rica.

A envolvência cénica do ‘Café das Artes’ convida à descontração, como concebeu este espetáculo?

Claro que é um espetáculo muito descontraído, contrariando um pouco a essência tímida e angustiada do poeta. Aqui o Sr. Fernando sai do armário, ou por outra, vasculha poemas no seu famoso baú e trá-los à luz do presente, compara-os, estabelece pontes entre alguns e conclui que andou dizendo as mesmas coisas durante toda a sua vida, usando diferentes vozes.

Continuar a ler

Minde | Cursos de revitalização de línguas ameaçadas | Entre 11 e 15 de agosto e 18 e 23 de Agosto

mimderico_top1
Dois cursos internacionais de verão dedicados à programação informática para línguas sem recursos digitais e à documentação e revitalização de línguas ameaçadas vão decorrer, no mês de agosto, em Minde, Alcanena, anunciou hoje a organização.

A escola de verão “Codificação para comunidades linguísticas” vai trabalhar na criação de respostas para a falta de hardware em línguas ameaçadas (por exemplo, teclados) e software (para transliteração e completação de texto, por exemplo) “para que os mais diversos idiomas possam ser utilizados no dia-a-dia sob recursos adequados”, disse à Lusa a presidente do Centro Interdisciplinar de Documentação Linguística e Social (CIDLeS).

Segundo Vera Ferreira, “das cerca de 7.000 línguas faladas atualmente no mundo uma língua morre, em média, por mês”, o que se deve, segundo a linguista, a uma “forte tendência de aprender e usar apenas as principais línguas, como inglês, alemão e francês, especialmente nas comunicações eletrónicas”.

O objetivo da escola de verão “é dar às pessoas a capacidade de usar a sua língua materna na comunicação eletrónica de todos os dias”, enfatizou, lembrando que o minderico, língua em extinção em Minde, tem hoje cerca de 100 falantes ativos, dos quais apenas 24 são falantes fluentes.

“É um exemplo de uma língua que está ameaçada e que necessita de novas ferramentas que a protejam e defendam, mantendo-a e expandindo-a por novas vias de comunicação”, disse.

A decorrerem entre os dias 11 e 15 de agosto e 18 e 23 de agosto, os cursos vão decorrer na Quinta da Malgueira, em Minde, e vão contar com a participação de mais de 70 alunos, investigadores e professores de países como o Japão, Austrália, Camarões, Índia, Noruega, Nigéria, Alemanha, Islândia e Estados Unidos da América.

Coreógrafo Tiago Guedes escolhido para novo director do Rivoli

tiago guedesO coreógrafo e bailarino Tiago Guedes é o vencedor do concurso público para encontrar o futuro director do Teatro Municipal do Porto – Rivoli e Campo Alegre. A decisão foi conhecida ao final do dia desta terça-feira, mas a Câmara do Porto não a quis comentar por estarem ainda a correr prazos decorrentes do concurso.

Dos quatro candidatos admitidos à segunda fase do concurso público, só três propostas foram consideradas. Por ordem classificativa ficaram, assim, ordenados, Tiago Guedes, José Luis Ferreira e Ana Figueira. A proposta de Pedro Jordão foi excluída por não conter a assinatura digital essencial à aceitação do processo.

Na primeira fase do concurso, Tiago Guedes já se destacara dos restantes candidatos, obtendo quase o dobro da pontuação conseguida, na altura, pelo segundo classificado, o director do S. Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, José Luis Ferreira. Contudo, o arranque da segunda fase previa que as pontuações previamente alcançadas não contassem para a avaliação final, partindo os candidatos em igualdade de circunstâncias.

Ver mais: http://www.publico.pt/local/noticia/coreografo-tiago-guedes-escolhido-para-novo-director-do-rivoli-1661246?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=
Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29

O Fim da Civilização Atual, segundo a NASA

planeta-terra-02-64172Um estudo da NASA prevê o fim da atual civilização, afirmando que, o mundo tal como o conhecemos, não vai durar mais que algumas décadas.

A conclusão deste estudo patrocinado pela NASA refere que a civilização industrial se está a aproximar do fim, devido à exploração não sustentável de recursos energéticos e à desigualdade económica e social.
Financiado pela NASA e divulgado pelo jornal britânico The Guardian, o estudo assegura que a atual civilização industrial está condenada a desaparecer nas próximas décadas por razões que, para os críticos observadores da dinâmica civilizacional não serão surpreendentes – surpreendente é, isso sim, o facto de ser a própria NASA a assumir o impacto social generalizado das assimetrias socio-económicas e de desenvolvimento… isto porque as razões apontadas para esta conclusão consistem no reconhecimento da existência de uma exploração não sustentável dos recursos energéticos e numa insustentável desigualdade na distribuição da riqueza.

O grupo de investigadores liderados pelo matemático Safa Motesharri estudaram os fatores que levaram ao declínio das antigas civilizações e concluíram que o “processo de progresso e declínio das civilizações é, na verdade, um ciclo recorrente ao longo da história”, cita o The Guardian. Os investigadores estudaram a dinâmica homem-natureza das várias civilizações que desapareceram ao longo dos séculos e identificaram os fatores (população, clima, água, agricultura e energia) que melhor explicam o declínio civilizacional e que configuram contribuir de forma decisiva para determinar o risco do fim da atual civilização, uma vez que podem levar ao colapso civilizacional quando, ao convergirem, geram “uma exploração prolongada dos recursos energéticos” – com evidente influência no clima e no equilíbrio ecológico. Além disso, a “a estratificação económica da sociedade em elites e massa” é outro dos problemas que contribuem para o fim de um ciclo. Segundo os investigadores, estes fenómenos sociais desempenharam, ao longo dos anos, um “papel central no processo do colapso civilizacional”, constituindo-se também como fatores que vão levar a atual sociedade industrial ao fim.

A título de comentário desta notícia que já tem uns meses, resta dizer que, afinal!, a capacidade humana de percepção, compreensão, adaptação e reajustamento é muito mais reduzida do que desejaríamos e que a nossa competência global de sobrevivência não revela nenhum dote eficaz para a garantir!… Aliás, se assim não fosse, como poderíamos justificar e aceitar que uma sociedade tecnologicamente desenvolvida, assente em estruturas económicas e financeiras interdependentes internacionalmente, integre, sem efetivos esforços de correção, a fome, a guerra, a violação das mulheres, os maus tratos a crianças e idosos, a violência social, a pobreza, o desemprego, a degradação do respeito pelos Direitos Humanos, a destruição dos serviços públicos de saúde, educação e proteção social ou que, por exemplo, num pequeno país europeu como Portugal, todos os dias, 80 famílias deixem de poder pagar as prestações da casa, aumentando, exponencial e potencialmente, o número de pessoas sem abrigo ou cada vez mais expostas à vulnerabilidade da exploração multifacetada da economia paralela?!

LER MAIS AQUI:

http://www.leituras.eu/out.php?u=http%3A%2F%2Foglobo.globo.com%2Fsociedade%2Fciencia%2Fnasa-preve-que-planeta-esta-beira-do-colapso-11917406

Viajar en el tiempo se convierte en una realidad?

Investigadores de Australia declaran que los fotones pueden moverse a través del tiempo. Físicos simulan el envío de partículas de luz cuántica al pasado por primera vez en la historia.
4c4c7e8f1f55325b9f26838037502ca3_article
Un grupo de investigadores de la Universidad de Queensland, en Australia, simularon cómo dos fotones viajando en el tiempo interactúan, lo que sugiere que podría ser posible saltar a través del tiempo al menos a nivel cuántico, informa ‘DailyMail’.

El estudio, dirigido por el estudiante de doctorado Martin Ringbauer, utilizó fotones, partículas individuales de luz, para simular las partículas cuánticas que viajan a través del tiempo. En la simulación, el equipo de investigación examinó dos posibles resultados de un experimento con un fotón viajando en el tiempo.

El ‘fotón uno’ viajaría a través de un agujero de gusano (también conocido como puente de Einstein-Rosen) hacia el pasado e interactuaría con su versión anterior. El ‘fotón dos’ viaja a través del espacio-tiempo normal, pero interactúa con un fotón que se ha quedado atascado en un bucle de tiempo de un agujero de gusano, conocido como curva cerrada de tipo tiempo.

La simulación del comportamiento del ‘fotón dos’ permitió investigar el comportamiento del ‘fotón uno’ y los resultados revelaron que el viaje en el tiempo podría ser posible en un nivel cuántico.

Sin embargo, se desconoce si esta misma simulación podría demostrar la posibilidad de viajar en el tiempo de partículas más grandes o grupos de partículas como átomos, indica la revista científica ‘The Speaker’.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/ciencias/view/131909-viaje-tiempo-realidad

Palestra “Stop ao uso e abuso de drogas” | 26 de junho às 18h30 | na Biblioteca de Alcanena

Para assinalar o Dia Internacional da Luta Contra o Abuso e Tráfico de Drogas, a Biblioteca Municipal de Alcanena promove uma Palestra, dia 26 de junho a partir da 18…h30. Esta iniciativa conta com o apoio do Centro de Saúde de Alcanena e com a Guarda Nacional Republicana.

A droga é uma das principais causas de morte entre os jovens Europeus. Estima-se que morreram mais de 70,000 pessoas na Europa por “overdose” na primeira década do século 21.

Para mais informações é favor contactar a Biblioteca através do 249891207.

Cartaz_STOP ao use e abuso de DROGAS

Lançamento do livro “Puramente Simples” de Bruno Dias | 28 de Junho de 2014 | na Biblioteca Municipal de Alcanena

Puramente Simples_Bruno Dias

Lançamento do livro “Puramente Simples” de Buno Dias – 28 de Junho de 2014 – na BMA
No dia 28 de Junho, às 15H00, terá lugar o lançamento do livro “Puramente Simples” de Bruno Dias, na Biblioteca Municipal Dr. Carlos Nunes Ferreira de Alcanena. A apresentação será feita pelo Sr. Vicente Batalha.

Para mais informações é favor contactar a Biblioteca através do 249891207

Correntes d’Escritas fora de tempo | Póvoa do Varzim

ceO Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim, reabriu as portas depois de um longo processo de recuperação. Em Fevereiro do próximo ano, será aí o palco das Correntes d’Escritas, mas quem puder estar pela Póvoa no próximo dia 18 de Junho, às 21:30, poderá acompanhar uma mesa fora de tempo das Correntes. Os participantes serão Ana Luísa Amaral, Gastão Cruz, Lídia Jorge e Manuel Jorge Marmelo, todos autores distinguidos com o Prémio Literário Casino da Póvoa/ Correntes d’Escritas, moderados por Carlos Quiroga. O tema é tirado de Viagens na Minha Terra, de Almeida Garrett: “Há livros, e conheço muitos, que não deviam ter título, nem o título é nada neles”. A entrada, como de costume, é gratuita.

http://www.cm-pvarzim.pt/areas-de-atividade/povoa-cultural/cine-teatro-garrett/programa-reabertura-1

Carlos César| entrevista ao jornal i

14014804812269
Carlos César diz que “a certeza da vitória nas legislativas foi albalroada por uma fortíssima indeterminação”

Carlos César foi eleito presidente do Governo Regional dos Açores em 1996, conquistando um território que foi do PSD durante 20 anos. Abandonou o governo regional em 2012, mas o PS, agora com o seu delfim Vasco Cordeiro, voltou a conseguir maioria absoluta. É o responsável pelo turnout no arquipélago do laranja para o rosa e está entre aquele lote de socialistas que podem reclamar “vitórias históricas”. Segundo o ex-presidente do Governo Regional dos Açores, não foi esse o caso da vitória de domingo. Declara o apoio à candidatura de António Costa à liderança e admite que se Seguro permanecer a vitória do PS nas legislativas está em causa.

Apoia a candidatura de António Costa à liderança do PS. Porquê?

Conheço António Costa desde os tempos em que ele era um estudante do ensino secundário. É um político experimentado em contextos políticos e de administração múltiplos e exigentes, rigoroso, liderante, comprometido com a verdade e agregador. Acresce que na sociedade eleitoral portuguesa suscita um empolgamento e uma convicção de vitória que António José Seguro não tem projectado. Não se pense, porém, que esta minha apreciação compromete a minha convicção de que Seguro seria, caso viesse a ser primeiro-ministro, um governante mais capaz e mais humanista do que Passos Coelho. Mas estou humildemente convencido que António Costa será, nesses como noutros aspectos, melhor.

Continuar a ler

As responsabilidades de Rui Rio e António Costa | José Pacheco Pereira in Jornal Público

Tirando Rio e Costa, não há nos partidos quem possa dar corpo a uma alternativa que dê esperança ao país.

antoniocosta3 rui rio 02

 

 

 

 

 

A profundidade do pântano da vida política portuguesa adensa-se todos os dias. Quando Guterres falou de pântano, estava apenas a temer a “coisa” e a ver se não entrava nela. Pode-se considerar que já lá tinha os pés, mas uma parte considerável do corpo ainda se encontrava fora, embora a responsabilidade de Guterres em perder a última oportunidade de sair sem dor do “monstro” seja enorme. Mas se o plano inclinado continuava, a alternância política como mecanismo renovador e dador de esperança ainda existia.

Continuar a ler

Debate “Estado Social – De Todos para Todos”

estado-social-debate-FLL
No próximo sábado, 31 de maio, André Barata, e Renato Carmo estarão presentes num debate na 84ª Feira do Livro de Lisboa subordinado ao tema “Estado Social – De Todos para Todos”, com base no livro homónimo organizado por estes dois membros do Grupo de Contacto do LIVRE.

São também convidados do debate: o historiador Rui Tavares, também do Grupo de Contacto do LIVRE, o deputado João Galamba e psicóloga Joana Amaral Dias.

O debate inicia-se às 15h00 na Praça Laranja.

O livro “Estado Social – De Todos para Todos” (Tinta da China), foi recentemente lançado e resulta de reflexões resultantes da Conferência Vencer a Crise com o Estado Social e com a Democracia, organizada pelo Congresso Democrático das Alternativas a 11 de maio de 2013 no Fórum Lisboa.

A Cantar e a Contar | O Mito de Orfeu‏ | RUI VIEIRA NERY

orfeu
O MITO de ORFEU.

Com RUI VIEIRA NERY

Com a participação de ALDINA DUARTE, a realizar na próxima quinta-feira, 29 de Maio, 2014, às 18:30H

Centro Cultural de Belém, Lisboa

Nada mais apropriado para o fecho do Ciclo A CANTAR e a CONTAR, 2014, do que a conferência do Professor RUI VIEIRA NERY dedicada ao MITO de ORFEU. A Música sara as feridas da alma – e do corpo – e a história do apaixonado sedutor que, com a sua lira, aquietava e enfeitiçava o Cosmos – a terra, os céus, os oceanos, o mundo subterrâneo, os mortais e os imortais, os seres humanos, as plantas e os animais, enquanto mantinha , inalterável , o seu amor por Eurídice – tem atravessado os tempos como uma poderosa alegoria. Orfeu, o músico por excelência, foi também o homem que quebrou o tabu e ousou olhar o Invisível.

Entrada livre. Sala Luís de Freitas Branco

A Cantar e a Contar

A partir de uma ideia de ALDINA DUARTE, este ciclo, centrado na figura da cantora e intitulado genericamente A CANTAR e a CONTAR, regressou em 2014 com mais convidados e mais quatro sessões. Com a moderação de Helena Vasconcelos e a partir da relação de excelência entre os grandes textos da Literatura, a Música e o Canto, cada sessão desenvolver-se-á a partir da visão muito particular das personalidades convidadas as quais, pela sua sabedoria, sensibilidade e inteligência ajudarão a iluminar e engrandecer estes encontros, tendo por base os temas propostos.

Boaventura Sousa Santos | “Estar na Europa nestas condições é uma prisão”

SARA DIAS OLIVEIRA 26/05/2014 – 07:30 in Jornal Público
Boaventura-Sousa-SantosBoaventura de Sousa Santos, director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, constata que a Europa da coesão social acabou e que a troika despromoveu Portugal, acentuando-lhe o estatuto de país semi-periférico.
O sociólogo de Coimbra avisa que, dentro de cinco anos, poderemos ter uma sociedade irreconhecível. E acusa o Governo de apresentar opções políticas como fatalidades.

Três anos de austeridade, de cortes. Como será o país no pós-troika?
Portugal carrega a condição de semi-periférico no contexto europeu há vários séculos. O pós-troika vem mostrar que esta condição vai durar muito mais tempo e que o objectivo que se pretendeu com a integração na União Europeia – tentar ver se Portugal saía desse estatuto – não foi possível. E a tentativa foi tão mal gerida que ficámos pior. Não ganhámos nada em termos da nossa posição no sistema mundial, não ganhámos nada com a integração na União Europeia e ficámos pior, porque perdemos os instrumentos que poderiam, de alguma maneira, provocar uma retoma significativa da nossa economia e da nossa sociedade. Portugal não é ainda um país subdesenvolvido, mas tem mais características de subdesenvolvido do que antes. Tínhamos passado a ser um país de imigrantes, voltámos a ser um país de emigrantes. Tínhamos direitos sociais no domínio do trabalho, velhice, educação e saúde, que têm sido precarizados de modo a que Portugal se pareça, cada vez mais, com um país subdesenvolvido ou do terceiro mundo. Este conceito de “pós-troika” precisava de uma análise semântica. O pós-troika foi criado por uma certa ideia nacionalista que existe no Governo, que foi amplificada simbolicamente como retoma da soberania nacional. Assim, quem não quer o pós-troika? Todos querem. O que não estão a ver é que a troika vai ficar, deixou tudo planeado.

Continuar a ler

24 Maio 2014 | Bula ‘Manifestis Probatum’ fez 835 Anos

Roma atrasou o reconhecimento da existência soberana de Portugal durante décadas (36 anos, exactamente) mas acabou por ter de a reconhecer! Fê-lo com a bula ‘Manifestis Probatum’, emitida a 23 de Maio de 1179 pelo Papa Alexandre III, que reconhece Afonso Henriques como “Ilustre Rei dos Portugueses” e seu “excelso domínio, o reino de Portugal”… E reconhece a validade ao Tratado de Zamora de 5 Outubro 1143 em que Afonso VII de Leão e Castela reconhece Portugal como reino independente e Afonso Henriques como seu “rex”… Quase no fim da sua vida, Afonso Henriques obtinha mais uma vitória, agora sobre a má vontade do Vaticano e seus papas pró-castelhanos, e ganhava uma guerra que vinha desde 1139, quando os seus guerreiros o haviam proclamado Rei de Portugal nos campos de Ourique.
bula

Rui Tavares | Chegámos ao início da aventura

livreOntem, ao discursar na sede de campanha do LIVRE, improvisando perante tanta gente que ainda há poucos meses não imaginava que iria fazer um partido junta, saiu-me uma frase em que não tinha pensado antes, mas que está na essência do nosso projeto político: “peço-vos que nunca digamos uma palavra em que não acreditemos”.

O projeto do LIVRE está em trazer conteúdo à política e significado a algumas palavras que foram esvaziadas pela política sem conteúdo. Há palavras que só ganham vida se estivermos dispostos a agir por elas. E, nos últimos anos, demasiadas palavras foram esvaziadas. Não basta falar de democracia, é preciso praticá-la — e por isso fizemos primárias abertas. Não basta falar de mudança, é preciso ser a mudança — e por isso usamos a democracia deliberativa como método. Não basta falar de Europa — é preciso explicar o que fazer com ela, e por isso temos o programa mais completo e bem fundamentado destas eleições.

O objetivo é ter uma política que deixe de tratar os cidadãos como se eles tivessem uma mera câmara de eco no lugar da cabeça. E aventura só agora começou. Há tantas palavras a preencher de significado nos dias de hoje. Há quem fale de patriotismo, sem estar disposto a modificar a sua tática partidária quando o país está em risco. Há quem fale de europeísmo, quando viu a pior crise abater-se sobre a Europa e não levantou a sua voz contra a política de vistas curtas que nos dominou. Há quem fale de esquerda, e recuse admitir que a esquerda será sempre uma aliança de diferentes — de todos os que não são ricos nem poderosos — cujo objetivo é mudar o mundo presente, e não digladiar-se em disputas bizantinas sobre quem é mais puro no reino dos céus.

Nós não podemos continuar a esperar que o significado desça sobre estas palavras como quem reza pela chuva. Temos de ser nós a fazer algo por estas palavras: solidariedade, justiça, progresso, futuro, liberdade. Temos uma responsabilidade perante elas, que é uma responsabilidade perante nós mesmos e os nossos concidadãos. Queremos viver numa política em que haja correspondência entre o que se diz e o que se faz. E, por uma vez, basta querer para se começar a fazer.

Nestas semanas explicámos o “porquê” do LIVRE — porque era necessário um partido mais aberto, mais democrático, mais libertário, com uma voz autónoma para a ecologia, no meio da esquerda portuguesa. Para logo depois explicar o “para quê”: para que serve votar no LIVRE, eleger deputados e deputadas que implementarão o nosso programa legislativa, e fazer do LIVRE uma surpresa que tenha impacto na formação de governo em Portugal.

E ontem juntámos ao “porquê” e ao “para quê”, mais duas palavras: o “contra” e o “como”.

O “contra” é uma palavra muito importante. Não se pode viver sem recusar, não se pode ser pessoa sem poder dizer não, sem desobedecer. Mas cada “contra” encerra em si uma responsabilidade política: a do “como”. Não se pode estar contra sem ao menos tentar procurar um “como”: como sair da situação em que nós encontramos, como combater o que nos aflige, como reformular as regras do jogo, como ser a mudança que queremos fazer.

Tenho muito orgulho de estar num partido que a cada momento leva a sério essas palavras: porquê, para quê, contra, como. Temos brio em explicar claramente o que queremos fazer com cada uma delas.

Agora chegámos ao início da aventura. Vamos pela primeira vez apresentar-nos ao voto dos nossos concidadãos, com um sorriso estampado na cara. Nós não acreditamos só na democracia; gostamos dela. Vamos contentes ao encontro dela. Estamos contentes porque fizemos uma campanha digna, porque falámos do futuro e da Europa (e de Portugal nela), porque não nos deixámos desviar do nosso caminho, porque não fizemos um único ataque pessoal, não caímos numa única controvérsia artificial ou inflacionada, não perdemos um segundo com aquilo que não interessava. Ao invés de jogar para a agenda mediática das próximas 24 horas, pensámos e falámos sempre dos próximos 5 anos.

E agora falta uma hora para fechar a campanha. É a hora dos últimos telefonemas, dos últimos panfletos, dos últimos argumentos. Estamos bem perto de conseguir mudar a política portuguesa. Falem com toda a gente que puderem nestes minutos. Expliquem o que é este partido, o que ele pode fazer, como ele pode melhorar a democracia, como os seus deputados e deputadas no PE legislarão para mudar a Europa. Persuadam muitos, convençam todos os que puderem.

Só vos peço uma coisa: que nunca digam uma palavra em que não acreditem.

Rui Tavares

Como o Capital Financeiro conquistou o Mundo | José Nascimento Rodrigues

capa190-bBREVE HISTÓRIA DE CINCO REVOLUÇÕES FINANCEIRAS
Do “papel-voador” na China aos algoritmos que dominaram Wall Street

A emergência do capital e do capitalismo é comummente associada ao processo de acumulação primitiva ligado à Revolução Industrial, no Reino Unido. Mas, na realidade, é muito mais antiga. A China e o império muçulmano foram o berço de inovações de mercado e financeiras que se estenderam por séculos. A cronologia que se publica percorre mais de um milénio de história desde a criação por mercadores chineses do “papel-voador”, no final do distante Império Tang, aos algoritmos financeiros que conquistaram Wall Street em pleno século XXI e fazem tremer o sistema financeiro surpreendido com derrocadas-relâmpago. Inclui-se uma passagem obrigatória pelo papel globalizador da Expansão portuguesa nos séculos XV e XVI, que atrairia a alta finança europeia para o Atlântico e transformaria o “português de ouro” manuelino em divisa internacional.

Este livro tem dois objectivos: Por um lado, projectar um filme rápido sobre a história mais do que milenar do nascimento e expansão do capital financeiro, através das revoluções que liderou desde o final do século VIII. A sua história está cheia de inovações surpreendentes. Não se trata de uma história breve do dinheiro, nem dos bancos, nem da política monetária soberana. Mas dos principais capítulos da projecção estratégica deste segmento do capitalismo.

Por outro lado, ressaltar que a financeirização é a maior mu­dança estrutural no capitalismo nos últimos dois séculos. Com­preender esse fenómeno é hoje crucial.

Ricardo Araújo Pereira apoia Livre para viabilizar “combinações à esquerda”

euro-stars-papoila-770x598Já era tempo de os portugueses poderem candidatar-se a eleições sem estarem reféns de uma direcção partidária. Esta é uma das ideias que Ricardo Araújo Pereira vai usar para justificar o apoio que decidiu dar ao partido Livre e à reeleição de Rui Tavares como deputado europeu.

A dirigente do Livre Marta Loja Neves confirmou ao PÚBLICO que o humorista gravou um tempo de antena que irá para o ar na SIC na próxima terça-feira. Durante cerca de dois minutos, Ricardo Araújo Pereira, que não tem filiação partidária, justifica a opção com a crença de que o Livre “viabiliza novas combinações à esquerda”. Uma esquerda, diz, “que não abdique dos seus princípios, mas que não atire a governação para os braços da direita.”

http://www.publico.pt/politica/noticia/ricardo-araujo-pereira-apoia-livre-para-viabilizar-combinacoes-a-esquerda-1636414 … (FONTE)

Lisboa convida – Restaurante Fidalgo

O sítio Lisboa Convida Brasil, guia das melhores compras em Lisboa, recomenda o restaurante Fidalgo.

De portas abertas desde 1971, este restaurante pequeno e familiar é um valor seguríssimo para quem procura boa comida portuguesa. Pratos tradicionais bem confeccionados e bom ambiente numa sala recentemente renovada. O Sr. Eugénio é a alma da casa e acolhe os clientes com brio e profissionalismo. Frequentado por jornalistas, intelectuais e artistas que não saem sem deixar um rabisco na toalha de mesa.

Este restaurante fica situado no Bairro Alto, não muito longe da saída do Metro do Chiado e da Praça de Camões.

Saiba mais aqui.

Cole©tivo Nau – novos autores unidos

Teorema_9789724746289_os_olhos_de_tiresias-miniA paixão pela literatura a unir oito novos autores portugueses. São o Cole©tivo NAU – Novos Autores Unidos.

o Cole©tivo NAU tem por objetivo principal defender a valorização dos novos autores portugueses e a promoção geral da literatura escrita em língua portuguesa. Este projeto assume-se como parceiro de livreiros, editoras, blogues literários, comunidades de leitores, e demais entidades e indivíduos que apreciem e apoiem os novos autores portugueses.

O Cole©tivo NAU terá uma tripulação máxima de 12 marujos; cada autor ocupará o cargo de timoneiro durante um mês, período em que a sua obra será destacada pelo Cole©tivo.
Quando um marujo do Cole©tivo NAU publicar o seu quarto romance transitará automaticamente para um posto honorário, cedendo a sua vaga efetiva a um novo autor.

Cristina Drios apresenta o seu Os Olhos de Tirésias como primeiro timoneiro deste projeto.

Conheça o projeto aqui.

DIVULGAÇÃO | O LIVRE precisa de ajuda!

livre_logo_1
Caros signatários do Manifesto para uma Esquerda Livre:

O LIVRE precisa de ajuda!

Se cada um de nós ajudar com 10 ou 20 euros ou até mais, conforme as possibilidades nestes tempos que sabemos difíceis para a maioria, o LIVRE terá as condições necessárias para fazer uma boa campanha.

Os dados bancários são os abaixo apresentados.

No descritivo da transferência deve indicar “donativo campanha PE 2014”.

LIVRE CAMPANHA PE 2014

MONTEPIO GERAL

LISBOA – ARCO CEGO

NIB: 0036 0063 99100083599 02

IBAN: PT50 0036 0063 9910 0083 5990 2

BIC : MPIOPTPL

Muito obrigado & Saudações LIVREs,

A equipa do LIVRE

ATENÇÃO!

Alertamos para os seguintes artigos previstos na lei de Financiamento dos Partidos Políticos e das Campanhas Eleitorais:

Os partidos políticos não podem receber doações em nome de pessoas colectivas nacionais ou estrangeiras;
Os partidos políticos não podem receber doações anónimas;
Os partidos políticos só podem receber doações por cheque ou transferência bancária;
O valor máximo permitido por doador é de 10480,50 euros.

Para mais informações consulte a lei de financiamento dos partidos em: http://www.parlamento.pt/Legislacao/Documents/Legislacao_Anotada/
FinanciamentoPartidosPoliticosCampanhasEleitorais_Anotado.pdf

CoolBooks a nova editora digital

CoolBooksCoolbooks, uma chancela digital para editar novos autores.

Na véspera do Dia Mundial do Livro, o Grupo Porto Editora avança com novo projeto editorial na descoberta de novos autores de língua portuguesa e com o futuro no horizonte.

O Grupo Porto Editora passa a ter no seu portefólio uma nova chancela: a Coolbooks (www.coolbooks.pt), criada com o objetivo de dar a conhecer novos autores de língua portuguesa e editando, em exclusivo, em suporte digital.

Continuar a ler

Baptista-Bastos editado na Bulgária

BB

A prestigiosa editora Ferrago Print, de Sófia, Bulgária, vai publicar o romance de Baptista-Bastos Viagem de um Pai e de um Filho pelas Ruas da Amargura, em tradução de Sidónia Poljarieva, professora e investigadora de literatura portuguesa.
Esta obra é a quarta do autor editada naquele país, depois de As Palavras dos Outros, Cão Velho entre Flores e O Cavalo a Tinta-da-China.
De salientar, igualmente, que o romance Cão Velho entre Flores foi, há anos, o livro mais requisitado na Biblioteca Municipal de Sófia.

 

O Segredo do Hidroavião

CONVITE_SegredoHidroaviao

No dia 16 de Julho de 1948, o hidroavião Miss Macau fazia mais uma viagem entre Macau e Hong Kong. Entre os passageiros embarcados estava um grupo de chineses que haveria de tentar sequestrar o hidroavião, fazendo com que este se despenhasse nas águas do mar, matando tripulação e passageiros. O único sobrevivente seria assassinado anos depois, junto à porta da cadeia, após a sua libertação. Por que razão?

Continuar a ler

Centro Ciência Viva do Alviela | CARSOSCÓPIO | 15 de Março de 2014

Basic RGBNo dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. O Centro Ciência Viva do Alviela, situado junto à maior nascente cársica do país, assinala este dia com uma saída de campo e um dia bem passado nos Olhos de Água do Alviela. “Alviela, (quase) tudo uma questão de água” revela-nos o papel erosivo e construtivo da água, nas regiões calcárias. Bacias sedimentares, formação de grutas, chaminés de fada, fósseis de ambiente, poluição da água e traçado de um rio, são alguns dos muitos aspetos a abordar e a visualizar durante o percurso.

Este percurso pedestre, que se estende ao longo de 5kms, tem início no Centro Ciência Viva do Alviela, com a visita à exposição interativa “Carso”, onde ficamo! s a saber como a água moldou a região do Maciço Calcário Estremenho. Pomos os pés a caminho e percorremos o percurso interpretativo dos Olhos de Água do Alviela, descemos à praia fluvial e observamos a forma do rio Alviela e, em Monsanto, descobrimos porque surge a nascente do Alviela, no local onde se encontra.

Não perca esta saída de campo e venha caminhar com ciência!

Continuar a ler