Category Archives: Opinião
ANÁLISE | Vamos com calma, Europa: o avanço da extrema-direita não é inevitável e tem mais fumo que fogo | Paulo Querido in “VamoLáVer”

Há quatro países governados pela extrema-direita que em breve serão três. 84% dos cidadãos comunitários não conhecem governos desses. Balanço da presença dos extremistas em governos e parlamentos.
Começo por uma primeira nota: o objetivo deste levantamento é proporcionar uma visão objetiva da realidade, o que numa época de temperaturas políticas elevadas será facilmente criticado como um “branqueamento” ou uma “desvalorização” do perigo que o crescimento da extrema-direita constitui tanto para os cidadãos dos países europeus como para a União Europeia e para a democracia. Mas não pretendo nada disso, pelo contrário. Trata-se de situar esse crescimento de forma a melhor lidar com ele.
Segunda nota. Deu muito mais trabalho do que supunha à partida a elaboração desta lista. Não tanto pela dificuldade de catalogação: é muito difícil concordarmos sobre que partidos ou governos são de extrema-direita, tendo eu optado pela filiação dos partidos na família europeia ID (Identity and Democracy) onde se juntam CH, Lega Nord, AfD e CH, entre outros e, na sua ausência ou na dúvida, pela informação disponível. Mas porque apesar das pesquisas exaustivas, não consegui encontrar nenhuma lista que servisse de ponto de partida.
Continuar a lerAs estrelas do devorismo | Carlos Matos Gomes

As principais estrelas dos devoristas de Novembro de 75 estão reunidas num ato celebratório em Almada, no Congresso do PSD. A data escolhida é muito apropriada. Estão no tempo certo para celebrar o saque que a contrarrevolução lhes proporcionou, mas argumentam com a liberdade ameaçada e o perigo da guerra civil. Seja. Para mim é matéria dada e para eles é matéria recebida. Voltemos aos nossos bolsos, o lugar onde tradicionalmente trazemos a carteira com todos os nossos cartões, os do dinheiro e os que dizem quem somos, o do cidadãos e o do contribuinte. Para o cerimonial dos devoristas ser perfeito, em vez de um pavilhão em Almada deveriam reunir-se na antiga sede do BPN, na rua Marquês de Fronteira, a grande obra dos devoristas, que hoje são oligarcas impolutos. Mas atrás de uma grande fortuna há sempre um crime. A frase é atribuída de Balzac, e convém recordá-la, porque estes crimes não passam no Correio da Manhã.
O suplemento «Dinheiro Vivo», do Diário de Notícias de 6 de Maio de 2019 apresentava um resumo da situação que está a ser comemorada, como um passo para impor uma ideologia que promova a sua ascensão política ao centro das decisões do Estado e de, a partir dele, ao poder de saque sobre as riquezas nacionais. Os devoristas do 25 de Novembro pretendem celebrar a reconquista da banca e do poder de obrigar o Estado a pagar os riscos dos negócios especulativos, de tornar o negócio da banca sem riscos e com alta rentabilidade. A Banca, é a Banca, estúpidos que se celebra. estamos exatamente no mesmo ponto que levou o fundador da família a confessar o segredo do poder: ‘’Deixem-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importa quem faz as suas leis’’.
Continuar a lerRISCOS PARA AS NOSSAS LIBERDADES | José Pacheco Pereira | 01.05.2016
Três riscos corre hoje a nossa liberdade:

- Primeiro, o risco de perdermos o controlo democrático sobre o nosso país. O risco de que o nosso voto valha menos ou não valha nada. O risco de ter um parlamento que não pode cumprir a sua mais nobre função: decidir sobre o orçamento dos portugueses. O risco de termos também nós, como os colonos americanos no taxation without representation, e fizeram uma revolução por causa disso. O risco de sermos governados de fora, por instituições de dúbio carácter democrático, que decidem sobre matérias de governo, em função de interesses que não são os interesses nacionais, e cujos custos o povo português paga.
2. Segundo, o risco de que o estado abuse dos seus poderes, como já o faz. Não só o estado tem hoje uma panóplia vastíssima de meios para nos controlar e vigiar, como os usa sem respeito pela autonomia, liberdade, identidade dos cidadãos.
Continuar a lerUm “milagre económico”: a descrição da economia portuguesa pelo Nobel da Economia Paul Krugman. | in Jornal Expresso

“Portugal é uma espécie de milagre económico”, diz ao “Jornal de Negócios” Paul Krugman, economista norte-americano que venceu o Nobel em 2008. E como chegámos a este milagre? É “misterioso”
Portugal tem-se mantido forte a nível económico nestes últimos anos, estando melhor que a maioria dos países europeus, mas isso não significa que os problemas tenham acabado ou que esteja livre de riscos. Ainda assim, Paul Krugman, economista norte-americano e prémio Nobel da Economia em 2008, disse que “Portugal é uma espécie de milagre económico”, em entrevista ao “Jornal de Negócios”, publicada esta terça-feira.
Já na comparação com 2013 – ano em que disse que Portugal era um país pobre e com problemas estruturais -, Krugman indica que são “muito menos” os problemas hoje em dia.
Continuar a lerIrmão de Marcelo responde a António Costa e diz que “falta de bom senso” é manter no Governo pessoas “quando já estão descredibilizadas”

Como militante do PS, António Rebelo de Sousa, assumiu por fim que apoiava José Luís Carneiro que “representa a terceira via entre o neoliberalismo conservador e o radicalismo de esquerda”.
António Rebelo de Sousa é irmão do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, mas também é militante socialista. Em declarações à rádio TSF, sábado à noite, no mesmo dia em que esteve reunida a comissão política do PS, António respondeu ao próprio secretário-geral do seu partido que acusou Marcelo de falta de “bom senso”.
“O que eu acho que é falta de bom senso é às vezes manterem-se certas pessoas no Governo quando elas já estão, de alguma forma, descredibilizadas junto da opinião pública e há um sentimento geral de que elas não devem continuar”, afirmou António Rebelo de Sousa, sem referir qualquer nome. No entanto, fica clara a sua discordância da conclusão do primeiro-ministro demissionário, António Costa. Disse ainda à TSF que isso é que era “falta de bom senso, sobretudo quando depois acaba por estar na origem de tudo aquilo que pode haver de pior em termos de evolução dos cenários políticos na vida política portuguesa”.
Continuar a lerPCP pede que se perca menos tempo “em tricas” e mais a responder aos problemas | in LUSA

Lisboa, 19 nov 2023 (Lusa) – O secretário-geral do PCP pediu hoje que se perca menos tempo “em tricas” institucionais e mais na resposta aos problemas da população, considerando “uma falácia” a ideia de que um Governo em gestão não pode agir.
Numa conferência de imprensa de apresentação das conclusões da reunião deste sábado do Comité Central do PCP, em Lisboa, Paulo Raimundo foi questionado sobre as palavras do primeiro-ministro, António Costa, que considerou que o Presidente da República teve falta de “bom senso” ao decidir dissolver o parlamento, considerando que foi uma opção “totalmente despropositada e desnecessária”.
Na resposta, o secretário-geral do PCP referiu que, apesar de o país estar numa crise política, a vida “das pessoas está em crise há muitos meses” e destacou que a decisão do Presidente da República está tomada e não suscita “nenhuma dúvida”.
“Talvez o melhor seja aproveitar este tempo que temos – ainda temos algum tempo – não para perder tempo em tricas, mas sim para perder tempo na resolução dos problemas das pessoas”, defendeu.
Continuar a lerJosé Luís Carneiro elogia “contas certas” de Fernando Medina

O candidato à liderança do PS José Luís Carneiro elogiou hoje o ministro das Finanças, Fernando Medina, pelas “contas certas” do país, salientando que as dívidas são para pagar.
José Luís Carneiro falava aos jornalistas à entrada para a Comissão Nacional do PS, no Parque das Nações, em Lisboa, ocasião em que destacou Fernando Medina, seu apoiante na corrida à liderança dos socialistas, depois de a agência de notação financeira Moody’s, na sexta-feira, ter subido o ‘rating’ de Portugal de ‘Baa2’ para ‘A3‘, com a perspetiva de positiva para estável.
“Quero felicitar o ministro das Finanças, porque a notação financeira do país é muito positiva e representa um sinal de confiança dos investidores no país.
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António Costa desmente Marcelo e deixa dois recados a Belém

Dois dias depois de o Presidente da República ter dito que António Costa lhe pediu para que se encontrasse com a Procuradora-geral da República, o primeiro-ministro demissionário veio agora desmentir Marcelo Rebelo de Sousa. E aproveitou para lançar uma farpa para Belém: “Em oito anos, nunca transmiti publicamente ou comentei publicamente aquilo que são as minhas conversas com o Presidente da República”. Aos jornalistas, durante a Comissão Nacional do PS, António Costa criticou ainda a escolha de Marcelo Rebelo de Sousa em marcar eleições legislativas, acusando o Presidente da República de falta de “bom senso”.
“O Chega não existe para governar, o Chega existe para contestar, para perturbar” (António Costa)
TROPEÇAR NA PRÓPRIA ESPADA | Viriato Soromenho Marques | in DN 18-11-23

Se no futuro alguém escrever a História de 2023, é provável que os atuais acontecimentos portugueses nem mereçam uma nota miudinha de rodapé. Pelo contrário, merece toda a atenção o apuro em que se encontram os EUA, o aliado central de Portugal e maior superpotência militar mundial.
Como sempre acontece com todas as grandes potências em declínio, ocorrem dois fenómenos simultâneos: a) existe uma crença e aposta na força militar, como se este instrumento fosse também um fim em si próprio; b) a incompreensão da supremacia da política sobre a coação das armas, acaba por desperdiçar os próprios sucessos militares, levando ao fracasso dos objetivos estratégicos visados.
Um exemplo contemporâneo da ilusão sobre as virtualidades do poderio militar, concebido como separado de uma política prudente e realista, foi a conduta alemã na II Guerra Mundial. Quanto mais sucessos as forças armadas germânicas obtinham (consideradas as tecnicamente mais competentes da II GM), mais Hitler delas exigia.
Continuar a lerEles não têm perdão! | por Carlos Matos Gomes

O eles são os israelitas. Como já foram os nazis. Os israelitas, os seus chefes, tropas e indivíduos não têm perdão pelo genocídio que estão a cometer. Não é uma questão de julgamento moral, é uma conclusão racional. E não é minha, é de uma filósofa judia: Hanna Arendt.
Em «A condição humana» Arendt tece várias considerações na caraterização do perdão. Ela sustenta que o perdão, assim como a promessa, só possui realidade num contexto de pluralidade, uma vez que se baseiam em experiências que ninguém pode ter consigo mesmo e necessitam de outros. Ninguém se pode perdoar a si mesmo. Para Arendt, a descoberta do papel do perdão tal como o entendemos nas sociedades ocidentais deve-se a Jesus de Nazaré, e ela atribui mais importância ao facto dessa descoberta ter sido feita no âmbito da vida em comum das comunidades do que ao contexto religioso. A relevância atribuída por Jesus Cristo radicaria, segundo Arendt, na experiência política da vida comunitária e resultaria da necessidade e não da moral. Perdoar está associado ao facto de que na vida em comum a ofensa, ao contrário do crime e do mal voluntário, é uma ocorrência quotidiana, e para a vida social ser possível, para que a vida possa continuar e para se restabelecer a teia de relações, é necessário o perdão, desobrigando os homens daquilo que fizeram, desde que com a disposição para mudar de comportamento e recomeçar com uma nova atitude.
Continuar a lerEDITORIAL | Verdad y justicia en Portugal | El País

18-11-2023 | La acusación de la fiscalía que hizo dimitir a António Costa y cuya gravedad rebajó el juez debe aclararse cuanto antes.
El 7 de noviembre una operación judicial contra la corrupción provocó la caída del Gobierno socialista portugués, sustentado por una mayoría absoluta elegida hace menos de dos años. La Fiscalía —que en Portugal tiene una autonomía y unas competencias mayores que en España— ordenó 42 registros, detuvo a cinco personas e informó de que el Tribunal Supremo investigaría al primer ministro, António Costa, para esclarecer su papel en la aprobación de dos explotaciones de litio y un gigantesco centro de datos en Sines, la mayor zona portuaria del país, promovido por una empresa que había contratado como consultor a uno de sus mejores amigos. El primer ministro dimitió de inmediato y, días después, pidió perdón por haber nombrado jefe de gabinete a Vítor Escária, uno de los detenidos, que guardaba 75.800 euros en sobres en su despacho. El presidente de la República decidió convocar elecciones anticipadas el 10 de marzo.
La estabilidad política asociada desde 2015 a la figura de António Costa se hizo añicos.
Continuar a lerOs moderados | os bagageiros e os vendedores de banha de cobra dos neoliberais
O moderado é o neoliberal que serve de bagageiro ao radical fascista e lhe vende a banha de cobra sem assustar a clientela.

Nos próximos tempos vamos ouvir falar muitas vezes de moderados e de radicais extremistas. Convém falarmos acerca das propriedades e dos êxitos dos moderados. Do contributo que deram à humanidade e que pretendem continuar a dar.
Vários livros ao longo dos tempos têm referido a “hora dos lobos” — Um, de Harald Jahner: A Alemanha depois da guerra. Um país em dissolução. Pessoas dispersas, desalojados, ocupantes, culpados. Pilha-se, rouba-se, inventam-se novas identidades. Outro, Alcateia, de Carlos de Oliveira.
Moderado é um título valioso nesta hora de lobos. O moderado é um género de canivete suíço da política ou um daqueles bonés americanos de basebol: one size fits all. Serve a todas as cabeças. Qual é a razão do sucesso dos moderados? O êxito dos moderados é que eles contribuem para a redução do ser humano à condição de animal doméstico, afável, obediente, crente no que lhe é fornecido como alimento espiritual pelos grandes meios de manipulação ao serviço dos poderes de facto, as grandes corporações e os seus clubes. É um ser acrítico e banal.
Continuar a lerLíder do Partido Socialista Europeu iliba António Costa e repreende a Justiça portuguesa | in ECO

António Costa era há muito apontado para um cargo europeu, mas essa hipótese parecia ter caído por terra quando se demitiu depois de ser visado numa investigação judicial, na sequência de um caso que envolve o seu “melhor amigo” e o chefe de gabinete. Porém, a hipótese continua em cima da mesa, pelo menos para os socialistas europeus. O secretário-geral do Partido Socialista Europeu (PSE) assegura que a reputação de Costa “permanece intacta”.
Giacomo Filibeck, secretário-geral do PSE, refere ao jornal Politico que o primeiro-ministro português tem “a reputação de um político honesto que coloca sempre acima de si a integridade das instituições”.
Continuar a lerFim do apoio ocidental pode dar à Rússia oportunidade para vencer guerra – Análise | in LUSA

O Institute for the Study of War (ISW), um centro de análise com sede nos Estados Unidos, explicou que a atual “guerra posicional” na Ucrânia “não se baseia numa paridade permanente na capacidade militar entre a Rússia e a Ucrânia, que continuará indefinidamente, independentemente do apoio ocidental a Kiev”.
“Resulta, pelo contrário, de limitações autoimpostas às tecnologias que o Ocidente tem estado disposto a fornecer à Ucrânia e de restrições à base industrial de defesa russa resultantes, em grande parte, da relutância do Presidente russo, Vladimir Putin, até agora, em comprometer totalmente a Rússia nesta guerra”, explicou este instituto na sua análise enviada em comunicado.
Continuar a lerOperação influencer: STJ deve esclarecer situação penal de Costa depressa e antes das eleições, diz Santos Silva | in LUSA

Lisboa, 15 nov 2023 (Lusa) – O presidente da Assembleia da República considerou hoje que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) tem de esclarecer depressa, antes das eleições, a situação penal do primeiro-ministro, frisando que o caso abriu uma crise política.
“É um caso muitíssimo grave e é muito importante que se esclareça o mais depressa possível. Creio que temos o direito de pedir ao STJ que seja lesto na realização do inquérito”, declarou Augusto Santos Silva.
Esta posição foi defendida pelo ex-ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiro em entrevista à RTP3, depois de questionado sobre o processo judicial que conduziu à demissão de António Costa das funções de primeiro-ministro.
Continuar a lerPerante o horror, o silêncio de Deus | por Anselmo Borges, in DN 04-11-2023

Actualmente, porque, com a televisão, temos acesso às imagens, talvez seja sobretudo perante os horrores das guerras que se pode ficar estarrecido perante o silêncio de Deus. São bombardeamentos que não deixam pedra sobre pedra, que matam indiscriminadamente homens, mulheres, crianças, e ficamos esmagados sobretudo pela dor, o clamor, as lágrimas, a desorientação das crianças inocentes. Onde está Deus?
Joseph Ratzinger, chamado aos 17 anos para o serviço militar do Reich, foi desertor e prisioneiro dos americanos. Já Papa Bento XVI, como já aqui escrevi, esteve em Auschwitz e fez um discurso dramático e deveras emocionante: “Tomar a palavra neste lugar de horror, de crimes contra Deus e contra o ser-humano sem precedentes na História, é quase impossível, e é particularmente difícil e deprimente para um cristão, para um Papa que procede da Alemanha. Num lugar como este faltam as palavras; no fundo, só há espaço para um atónito silêncio, um silêncio que é um grito interior para Deus: Por que te calaste? Por que quiseste tolerar tudo isto? Onde estava Deus nesses dias? Por que se calou?”
Continuar a lerRequiem for the American Dream with Noam Chomsky DOCUMENTARY Politics, Philosophy
Thank you to all of the people who made this video possible, and thank you so much for posting this video. This is the most important critical analysis of america ever made. Noam Chomsky: the definition of a wise and decent human being
Directed by: Peter D. Hutchinson, Kelly Nyks, Jared P. Scott Starring: Noam Chomsky
25/02/2023 | REQUIEM FOR THE AMERICAN DREAM is the definitive discourse with Noam Chomsky, widely regarded as the most important intellectual alive, on the defining characteristic of our time – the deliberate concentration of wealth and power in the hands of a select few. Through interviews filmed over four years, Chomsky unpacks the principles that have brought us to the crossroads of historically unprecedented inequality – tracing a half-century of policies designed to favour the most wealthy at the expense of the majority – while also looking back on his own life of activism and political participation. Profoundly personal and thought-provoking, Chomsky provides penetrating insight into what may well be the lasting legacy of our time – the death of the middle class and swan song of functioning democracy. A potent reminder that power ultimately rests in the hands of the governed, REQUIEM is required viewing for all who maintain hope in a shared stake in the future.
A glória da amizade é ser apenas presente Miguel Esteves Cardoso, in ‘Explicações de Português’

“A decadência da amizade entre nós deve-se à instrumentalização que tem vindo a sofrer. Transformou-se numa espécie de maçonaria, uma central de cunhas, palavrinhas, cumplicidades e compadrios. É por isso que as amizades se fazem e desfazem como se fossem laços políticos ou comerciais. Se alguém «falta» ou «não corresponde», se não cumpre as obrigações contratuais, é logo condenado como «mau» amigo e sumariamente proscrito. Está tudo doido. Só uma miséria destas obriga a dizer o óbvio: os amigos são as pessoas de que nós gostamos e com quem estamos de vez em quando. Podemos nem sequer darmo-nos muito, ou bem, com elas. Ou gostar mais delas do que elas de nós. Não interessa. A amizade é um gosto egoísta, ou inevitabilidade, o caminho de um coração em roda-livre.
Os amigos têm de ser inúteis. Isto é, bastarem só por existir e, maravilhosamente, sobrarem-nos na alma só por quem e como são. O porquê, o onde e o quando não interessam. A amizade não tem ponto de partida, nem percurso, nem objectivo. É impossível lembrarmo-nos de como é que nos tornámos amigos de alguém ou pensarmos no futuro que vamos ter.
A glória da amizade é ser apenas presente. É por isso que dura para sempre; porque não contém expectativas nem planos nem ansiedade”.
OS TINTUREIROS/AS | por José Gabriel

É assim: se se promove uma manifestação de milhares de pessoas por uma boa causa, tudo o que dela veremos, se tivermos sorte, serão uns segundos num recanto de um telejornal.
Se, pela mesma causa, um atrevido – ou uma atrevida – numa sessão mais ou menos solene, atirar uns borrifos de tinta a um ministro, deixando-lhe na caxemira do fatinho umas manchas, terá direito a abertura de telejornais, comentários de treta ou até com incursões psicossociológicas às profundezas da mente do/a autores, quiçá com uns pozinhos de psicanálise para totós. Mas a causa é falada, o efeito é conseguido.
Continuar a ler“No horizonte temos maus tempos à vista, por isso é bom o Governo comece a entesourar agora e que reduza a dívida pública” | Miguel Sousa Tavares | in CNN e TVI

Na “5º Coluna”, o espaço de comentário no Jornal Nacional da TVI, Miguel Sousa Tavares analisou as medidas previstas no Orçamento do Estado para 2024, considerando que este orçamento “tem várias coisas: umas são originais, outras são boas e outras são coisas que a ver vamos”. Por exemplo, “o fim das cativações é uma coisa original, porque durante muito tempo era o que impedia que houvesse investimento público”. Depois, diz o comentador, “é importante que pela primeira vez o Governo tenha criado um fundo de investimento estrutural, qye vai ser financiado, entre outras coisas, por receitas que virão da Brisa e por aquilo que sobra do orçamento excedentário – é importante, primeiro, porque está já a guardar dinheiro para quando acabar o dinheiro do PRR, e, segundo, porque estou de acordo com o princípio que Fernando Medina enunciou: quando há alguma folga orçamental o que devemos fazer? investir ou guardar para os tempos maus? Eu acho que no horizonte temos maus tempos à vista, por isso é bom o Governo comece a entesourar agora e que reduza a dívida pública.”
PRECISAMOS MESMO DE UM NOVO AEROPORTO? | RAZÃO E PRECONCEITO | por Viriato Soromenho Marques – DN
Como disse Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Sobretudo, quando o preconceito alimenta uma restrita, mas influente, rede de interesses envolta na retórica do interesse nacional.»

«Numa notável crónica, Daniel Deusdado demonstrou de modo fundamentado e convincente a insensatez da insistência em construir na Margem Sul qualquer aeroporto complementar ao da Portela (DN, 07 03 2021). Mesmo antes da pandemia, todo este processo – que agora ainda fica mais desfocado com o ressuscitar da falsa opção entre Montijo e Alcochete – estava à partida programado para dar um resultado favorável, independentemente dos fortíssimos factores contrários: as irregularidades no processo de avaliação ambiental (tanto na vertente da protecção da biodiversidade como dos impactos das alterações climáticas); a falta de objectividade do Ministério do Ambiente; as objecções dos representantes dos pilotos sobre os enormes riscos colocados à segurança de aeronaves e passageiros; uma análise custo-benefício irrealista…
Continuar a lerPOIS É! | Francisco Seixas da Costa

A causa ucraniana vive, desde o início do conflito, numa insuperável contradição: os democratas e amantes da liberdade que a apoiam sentem o desconforto de encontrarem, do mesmo lado da barricada, gente que, em tudo o resto, está nos antípodas das suas opções cívicas e políticas.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
6 Outubro 2023
Ai, a dívida | A ilusão da “folga orçamental” | por Vital Moreira, 11-09-2023

1. Pode parecer estranho regressar aqui aos alertas para o problema da dívida pública, quando o seu peso no PIB está a diminuir substancialmente e tudo indica que este ano haverá um excedente orçamental, e quando toda a gente, Governo e oposição, incluindo o PR, entende que há margem para reduzir os impostos. Penso, porém, que a “folga orçamental” é, em grande parte, ilusória e não tem fundamentos duradouros.
Por um lado, ela é produto de um excecional acréscimo das receitas públicas, mercê do processo inflacionista e da maciça transferência de fundos da UE no âmbito do PRR, que cobrem grande parte da despesa de investimento público e que estimulam o crescimento da economia. Por outro lado, o bom comportamento da economia e do emprego reduz a despesa social e aumenta a receita fiscal.
O que surpreende, nestas condições especialmente favoráveis, não é que haja “contas certas”, mas sim que elas não sejam robustamente excedentárias, levando à redução do próprio stock da dívida pública.
2. Ora, estes ventos favoráveis não vão durar sempre.
Continuar a lerE o terramoto habitacional ainda vai no adro | Francisco Louçã, in Expresso

Um dos aspetos interessantes da evolução do discurso político é a franqueza com que alguns interesses sociais são hoje enunciados. É um novo padrão: em vez da universalidade, mesmo que camuflando uma divisão (“os portugueses de bem”), notam-se agora deslizes para estratégias do pionés. Veja-se o exemplo dos liberais: o seu pionés são os donos do Alojamento Local, a quem prometem mais dinheiro. O do governo é mais vasto: quer uma subida prolongada do preço da habitação, para seduzir este setor dos empresários do AL, de promotores imobiliários e de construtores de luxo e beneficiar o turismo, que entende ser o destino de Portugal. O resultado é um terramoto habitacional e o debate recente sobre uma medida – a proibição de compra de casa por não-residentes que não sejam emigrantes – faz luz sobre o assunto.
Se o mercado existisse, funcionaria?
Continuar a ler𝖮𝖲 𝖬𝖤𝖭𝖲𝖠𝖦𝖤𝖨𝖱𝖮𝖲 𝖣𝖠 𝖯𝖱𝖮𝖯𝖠𝖦𝖠𝖭𝖣𝖠 𝖳𝖮𝖱𝖯𝖤 | 𝙊𝙨 𝙘𝙖𝙩𝙖𝙫𝙚𝙣𝙩𝙤𝙨 𝙙𝙤 𝘾𝙤𝙢𝙚𝙣𝙩á𝙧𝙞𝙤 | 𝖯𝗈𝗋 𝖢𝖺𝗋𝗅𝗈𝗌 𝖡𝗋𝖺𝗇𝖼𝗈 (𝖬𝖺𝗃𝗈𝗋-𝖦𝖾𝗇𝖾𝗋𝖺𝗅)

A «operação especial» levada a cabo pela Rússia na Ucrânia tem captado a atenção internacional e, em particular, a europeia. Desde a primeira hora que considero ser a solução diplomática o caminho para a paz. Contudo, uma máquina de propaganda bem oleada tem passado a ideia de que era possível uma vitória ucraniana rápida e fácil, o que não coincide com os factos. Apesar desta realidade ser cada vez mais incontornável, os mensageiros dessa propaganda, que repetiram e amplificaram a vitória ucraniana como certa dizendo tudo e o seu contrário, contribuíram para a manipulação da opinião pública que, no momento presente, é confrontada com o falhanço da estratégia de Biden e com a necessidade de uma solução política.
Continuar a ler“Onde vamos parar se formos financiar a habitação?” questiona a Comissão Europeia | in Lusa e RTP


A Comissária Europeia Elisa Ferreira considerou hoje difícil que sejam canalizados novos fundos no imediato para o problema da habitação, admitindo que, no futuro, possa haver fundos da coesão para esse objetivo se sujeitos a visão de longo prazo.© Fornecido por RTP.
“A habitação é um poço sem fundo. Onde vamos parar se formos financiar a habitação? Não quer dizer que não o possamos fazer, temos de trabalhar muito bem para que, sem uma lógica de fundo de reequilíbrio, não se vá gastar verbas preciosas. (…) Convém não criar um instrumento que seja água no deserto”, disse durante uma entrevista promovida pelo Clube de Jornalistas, em parceria com a agência Lusa e a Escola Superior de Comunicação Social, no âmbito dos 50 anos das comemorações do 25 de Abril e dos 40 anos do clube.
“No imediato vai ser difícil, mas quem sabe”, acrescentou, pois a Comissão Europeia não decide sozinha e discute as áreas a intervir com o Parlamento Europeu e os governos.
Continuar a lerMarcelo | Decisão do BCE é “dor de cabeça para governos” e “favorece radicalismos” | in DN.pt


O Presidente da República considerou que a decisão do BCE de subir novamente as taxas de juro “é uma dor de cabeça para todos os governos” e que no plano político favorece os radicalismos e populismos.
Em declarações aos jornalistas à entrada do Centro Canadiano de Arquitetura, em Montreal, durante a sua visita oficial ao Canadá, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que falta na mensagem do Banco Central Europeu (BCE) “um sinal de esperança” e qualificou a sua posição como “muito rígida”.
Segundo o chefe de Estado, “isto é penalizador para todos os governos, todos os governos”, e “o Governo português tem feito o que pode em termos de ajudas sociais neste colete de forças, mas sempre com o BCE a dizer em geral aos governos para fazerem menos de ajudas sociais”.
O Presidente da República apontou a linha seguida pelo BCE como “um colete de forças europeu” que “é uma dor de cabeça para todos os governos e para todos os cidadãos europeus”.
Continuar a lerQuanto vale a União Europeia? Vale mais ou menos que Israel? Ou que o Japão? Ou que a Coreia do Sul? Ou que Taiwan? | por Carlos Matos Gomes

Estas são as minhas interrogações depois de ler o que saiu na comunicação social a propósito do discurso do estado da União Europeia apresentado pela presidente da respetiva comissão!
A resposta da presidente da Comissão Europeia fintou-me. Respondeu com promessas de salvação baseada em desejos, em crenças, em fé à minha boa vontade de entender o que ia nas cabeças das altas instâncias da União. o Discurso, o que li e ouvi dele, recordou-me o texto do capataz da propriedade de aristocratas franceses, à patroa: a propriedade está a arder, mas tudo vai bem, europeus. Tout va bien, madame la marquise.
Mas, ao contrário da carta do administrador da propriedade à marquesa a comunicar o desastre, é, neste caso, a Madame da União Europeia que afirma aos súbditos que tudo vai bem, embora a propriedade esteja a arder.
Continuar a lerONU | crise na habitação mina confiança dos jovens no sistema político | Volker Türk, Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos | in Lusa

“Acabar com o problema dos sem-abrigo e garantir Habitação a Preços Acessíveis estão firmemente integrados nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. São também um imperativo dos direitos humanos” | Crise na habitação faz com que jovens não confiem nos políticos | © Foto de Ev na Unsplash |
11 de setembro de 2023
Sessão de abertura da 54.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que decorre até 13 de outubro em Genebra, Suíça.
O alto comissário das Nações Unidas para os direitos humanos advertiu esta segunda-feira (11 de setembro de 2023) que a “aparente indiferença” dos dirigentes políticos relativamente à crise no acesso à habitação, “especialmente evidente em grande parte do mundo industrializado”, mina a confiança dos jovens nos políticos.
Continuar a lerCarlos Moedas considera que falta a Portugal “audácia para fazer coisas” | in LUSA

O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, considera que falta a Portugal “audácia para fazer coisas” e “não ter medo de fazer coisas”, referiu na Universidade de verão do Instituto +Liberdade, em Fátima.
“Aquilo que falta muito no nosso país é a audácia para fazer coisas, não ter medo de fazer coisas, de dizer coisas, não ter medo dos outros, não ter medo da hierarquia e não ter medo do sistema que está à nossa volta”, afirmou o autarca do PSD, em Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém.
Carlos Moedas exemplificou com a ideia de Lisboa ser a capital da inovação e trazer para a capital a Fábrica dos Unicórnios, “ideia que até foi ridicularizada” por alguns. “Atraímos 12 unicórnios. Tínhamos sete em Portugal. Por que é que vieram? Porque alguém, e uma equipa, tiveram a audácia de não ter medo de os ir buscar”, frisou.
O autarca defendeu que a liderança política moderna deve assentar em três pilares, aqueles que também o regem: impacto, intimidade e inspiração.
Continuar a lerFrancisco Louçã diz que desigualdade social, guerra e clima impõem ameaça de “agressividade extrema” | Lusa/RTP

“Vivemos ameaçados por uma agressividade extrema, que é o extremismo de uma guerra, a ameaça do desastre climático, o `apartheid` social, a desigualdade social o enriquecimento de alguns para o empobrecimento de muitas pessoas, a desigualdade entre homens e mulheres”, considerou Francisco Louçã.
O bloquista falava à agência Lusa no final de uma “aula”, com base em imagens, pinturas e cartazes, em que falou do que leva “da utopia à distopia”, uma aula enquadrada no Fórum Socialismo, que decorre em Viseu, e marca a `rentrée` política do Bloco de Esquerda.
“Vivemos numa sociedade que se torna muito opressiva e muito ameaçadora. A segurança das pessoas, a tranquilidade das pessoas é violentada permanentemente pelo aumento dos juros ou pela dificuldade de alugar um quarto para os filhos, ou pelos empregos precários, ou salários baixos. A vida é um susto”, acrescentou.
Continuar a lerHPA – HABITAÇÃO DE PREÇOS ACESSÍVEIS | reflexão/sugestão | Resposta do PCP

Caro amigo
Registámos o conjunto de ideias e sugestões avançadas, contudo queremos sublinhar 3 aspectos:
1) Sem prejuízo do papel das Câmaras Municipais sublinhamos que de acordo com a Constituição da República Portuguesa cabe ao Estado ter o papel nuclear de assegurar o direito de todos viverem numa habitação condigna. De facto só o Estado está em condições de se assumir como grande promotor público de habitação intervindo no mercado de arrendamento com rendas compatíveis com o rendimento disponível das famílias.
2) A emergência de por fim à lei dos despejos/Cristas e limitar o valor das rendas
3) Impor à banca que o aumento contínuo das taxas de juro (impostas pelo BCE) sejam suportadas pelos bancos que continuam a acumular lucros fabulosos
Por último queremos crer que o problema da diferença de opinião entre as diversas forças políticas reside nos interesses de classe que cada um defende, ora PS, PSD, CDS,CH e IL partilham e suportam interesses comuns ou seja os grandes e poderosos, a especulação imobiliária em confronto com a maioria que é classe trabalhadora.
Com os melhores cumprimentos,
O Gabinete Técnico do Secretariado do Comité Central
08/09/2023
Aeroporto de Lisboa: no fio da navalha entre a ambição ou a mania das grandezas | José Furtado | Jornal O Mirante

A Comissão Técnica “Independente” (CTI) autoproclama-se ambiciosa na observação das soluções aeroportuárias. Para fazer jus à ambição, escolhe uma localização (CT Alcochete) que custa o dobro da ampliação mais cara da história da aviação.
Já é público que a CTI tem uma visão muito ambiciosa, a qual até serviu para justificar a exclusão de soluções aeroportuárias pela sua pequenez. Mas não disse ao país o tamanho comparativo do seu ego.
Para o país poder ter a noção da dimensão do ego da CTI, a comparação será com os casos mundiais extremos: a) na ampliação da plataforma aeroportuária, com Osaka-Kansai, a mais cara até hoje e b) na “cidade-aeroportuária”, com o primeiro aeroporto em carga (Hong Kong) antes da pandemia.
Continuar a ler1) HUB Alverca longo-curso / Portela médio-curso | ver também textos 2) e 3)

Esta é uma proposta autónoma-independente promovendo o desenvolvimento de Lisboa como HUB intercontinental de tráfego aéreo, e capaz de rapidamente resolver o presente obstáculo aeroportuário ao crescimento turístico de Portugal, sem comprometer a segurança / competitividade / sustentabilidade no horizonte da concessão aeroportuária (ano 2062).
Tem como principais objectivos: (clicar e abrir o artigo em Continuar a ler)
Colocado inicialmente em 23 de Março de 2023
Continuar a lerPresidente da República defende que jovens são “realidade prioritária” | in ECO.pt

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou esta sexta-feira as medidas de apoio aos jovens, anunciadas pelo primeiro-ministro e secretário-geral do PS na Academia Socialista, realçando que são uma prioridade.
“Para jovens, o leque de medidas tem aspetos muito positivos, uns mais marcantes e mais amplos num espetro, outros num universo mais pequeno. Agora, não há dúvida que os jovens são uma realidade prioritária em termos económicos e sociais“, afirmou o Chefe de Estado, em declarações transmitidas pela RTP3.
Marcelo respondia aos jornalistas acerca das medidas que António Costa anunciou na noite de quarta-feira para a geração mais qualificada e “realizada” de sempre, com o objetivo de a “agarrar” ao país.
Entre elas constam a devolução de um ano de propinas por cada ano de trabalho em Portugal, IRS zero para os rendimentos de primeiro ano no mercado laboral, passe de transportes grátis para jovens até aos 23 anos, apoio entre 200 e 300 euros (consoante o conselho) ao alojamento escolar para estudantes deslocados e um cheque-livro para cada cidadão que reside em Portugal e faça 18 anos.
História de Joana Abrantes Gomes
Reflexão dominical | Sobre “diálogos” políticos

Verificamos que são constantes as críticas que os Partidos fazem às leis e decisões que os Governos implementam. É normal, é democrático, está previsto na Constituição a liberdade de opinar e criticar. Mas sempre que, e concretizando, os Partidos criticam e mesmo votam contra leis de quem está no Governo, deveria ser, ao menos moralmente obrigatório, apresentar medidas corretivas e/ou mesmo leis inteiramente diferentes.
E damos um exemplo recente: a atual Maioria do Parlamento votou e aprovou a chamada Lei “Mais Habitação”. Todos os Partidos votaram contra. Mas ainda hoje não nos deram a conhecer as suas propostas de decretos-lei que contrapropõem. Falam, gritam, estridentemente botam discursos com “palavras” feitas contra o que foi aprovado. Mas raramente dizem como fariam e/ou apresentam alternativas claras e completas.
Está mal, meus senhores. É anti-democrático na forma e no conteúdo e na atuação. E dão uma prova declarada de “má-fé”.
As estridências discursivas são ridículas. E hipócritas quando não são acompanhadas de imediato com soluções alternativas bem explícitas.
Ganhem maneiras, minhas senhoras e meus senhores Políticos. Sejam simplesmente democratas. E respeitem o Povo que vos elege.
Vítor Coelho da Silva | 03-09-2023
Pensamento | Marco Aurélio

Marcelo Rebelo Sousa diz que a “russofobia” é “estúpida” | in ECO

Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca alimentou a “russofobia”, referindo que é um “disparate total” aquilo a que se assistiu quanto à marginalização da história e cultura russa. A intervenção, transmitida pela RTP3, foi feita na universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, Portalegre.
“Independentemente daquilo que se pense sobre a guerra, é um disparate total aquilo a que se assistiu”, de não se tocar mais compositores russos, não se passar mais filmes russos, de toda a história russa ser esquecida e de toda a cultura russa ser omitida, defendeu Marcelo.
“Isso é uma coisa sem senso, e quem pensa assim, quem reage assim, perde boa parte da sua razão quando defende a causa que quer defender. É uma forma estúpida de defender uma causa, que é realmente uma ofensa à inteligência e uma ofensa àquilo que deve ser a nossa visão do mundo”.
Continuar a lerPortugal: porquê o país do salário de mil euros?

O QUE ANDO A LER | Pedro Lima, Adjunto de Economia do Jornal Expresso.
Assume-se como “o novo livro do desassossego” e acaba de ser lançado: “Portugal: porquê o país do salário de mil euros?”, parte de um primeiro diagnóstico, feito em 2002 e organizado por Luís Valadares Tavares, Abel Mateus e Francisco Sarsfield Cabral, com o título “Reformar Portugal. 17 estratégias de mudança”. O mesmo Luís Valadares Tavares juntou-se agora a um seu ex-aluno, o também professor universitário João César das Neves, para analisar os avanços e recuos dos últimos 20 anos, sob o mote de “seis grandes ambições”: o rendimento dos trabalhadores, a desigualdade social, o planeamento das infraestruturas, a saúde, a educação e as finanças públicas.
A ideia foi identificar “seis bloqueios ao desenvolvimento”, que passam pelo Estado, pela produtividade, pela lei laboral, pela saúde, pela educação e pelo mercado de capitais, o que fazem numa conversa em que vão alternando os papéis de entrevistador e de entrevistado. É na qualidade de entrevistado que César das Neves nos recorda, logo no início, que “Portugal é um país indiscutivelmente rico” mas apesar disso “a nossa economia ainda está assolada por graves contrastes, sendo o nível de salários um dos mais gritantes”. “Assim que chegámos ao grupo de cima, apagámos a chama, danificando fortemente as nossas ambições”. Eis o ponto de partida para esta análise à economia portuguesa.
General Raul Luís Cunha | Uma Razão para o apoio dos EUA à Ucrânia

Qual é uma das razões porque os EUA estão a enviar tanto armamento para a Ucrânia? Seguramente não se trata de caridade cristã. O que acontece simplesmente é que três grandes multinacionais americanas compraram a Zelensky 17 milhões de hectares das férteis terras negras da Ucrânia.
Essas multinacionais são a Cargill, a Du Pont e a Monsanto (que embora formalmente seja uma empresa germano-australiana, tem capital americano). Cerca de cinco por cento das terras agrícolas da Ucrânia também foram compradas pela China.
Para se ter uma ideia aproximada de a quanto correspondem 17 milhões de hectares, basta pensar que toda a Itália tem 16,7 milhões de hectares de terras agrícolas. Ou seja, aquelas três empresas americanas compraram mais terras agrícolas aráveis na Ucrânia do que as existentes na Itália.
E quem são os acionistas dessas três empresas? Sempre os mesmos: Vanguard, Blackrock, Blackstone. Ou seja, as mesmas 3 empresas financeiras que controlam quase todos os bancos do mundo, bem como todas as grandes empresas de armamento do globo. Ou seja, têm sempre os sus lucros garantidos.
Por isso mesmo, já no período que antecedeu a eclosão da guerra na Ucrânia, houve um forte aumento dos preços das rações (Cargill e Du Pont) e dos fertilizantes (Monsanto-Bayer) – isto porque foram informadas sobre tudo o que se iria passar.
Os meios de comunicação social do ocidente divulgam e fazem a propaganda da guerra, obviamente – pois pertencem às mesmas Vanguard, Blackrock e Blackstone. E Biden quer prosseguir a guerra – porque, também obviamente, foi eleito por essa mesma poderosa tríade.
Retirado do Facebook | Mural de Raul Luís Cunha
Chico Buarque define solidão

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo… Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar… Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos… Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente… Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado… Isto e circunstância!
Solidão é muito mais do que isto…
SOLIDÃO é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Francisco Buarque de Holanda (Poeta, compositor e cantor)
Juventude Comunista Portuguesa | JMJ | DN

A JMJ, enquanto momento de grande dimensão juvenil representa um potencial espaço de partilha, reflexão e convergência em defesa de valores como a paz, a fraternidade, o combate à pobreza, precariedade e às desigualdades, a que a JCP atribui uma importância redobrada.
O dado mais surpreendente nesta adesão – aliás publicamente salientado pelo Presidente da República – foi uma nota publicada no Twitter pela JCP, a organização de juventude dos comunistas: “A JMJ, enquanto momento de grande dimensão juvenil representa um potencial espaço de partilha, reflexão e convergência em defesa de valores como a paz, a fraternidade, o combate à pobreza, precariedade e às desigualdades, a que a JCP atribui uma importância redobrada.”
Mas o próprio PCP salientou no seu site a presença do seu secretário-geral, Paulo Raimundo, no encontro que o Papa teve, no CCB, com as autoridades nacionais, sublinhando que produziu um discurso “com significado”, nomeadamente na “condenação” das “dificuldades e da precariedade que muitos jovens enfrentam” – “preocupações” que têm “muita relevância”. A esta nota, os comunistas relacionaram ainda uma outra, com vídeo, onde João Ferreira, vereador dos comunistas em Lisboa, associou o partido ao “acolhimento da cidade de Lisboa aos muitos milhares de jovens” que vieram à JMJ, dizendo ainda que o chefe da Igreja Católica produziu “palavras com significado que sublinhamos e valorizamos”.
09/08/2023 | Diário de Notícias
HABITAÇÃO PARA TODOS – TEMA DE UMA VIDA | João Paciência, Arquitecto

Era um dos temas sempre sublinhados por um dos meus mestres mais queridos e combativos !
Que com a Paz, Pão, Trabalho, Saúde e Habitação, se reproduziam num refrão aparentemente esquecido, mas malgré tout, integrado na nossa Constituição !
E a Habitação aí está de novo a vir da nossa memória a tornar-se absolutamente urgente resolver !
Agora filtrada por concursos, filtrados por plataformas electrónicas, filtrada por muitos e muitos gabinetes que são obrigados a fazer projectos completos com custos e tempos e contratos leoninos, de responsabilidades e tramitação impossíveis, filtrados por leis e artigos, que assustam quem se queira atrever a tentar !
E muitos se recusam, quando era tão simples poder escolher uma ideia que explicitasse uma boa solução em planta dos fogos a construir e de uma imagem que dignificasse uma rua, uma praça, o que fosse !
Ideia que se podia pedir fosse feita numa simples semana, num simples esboço que, feita a escolha evitando a entrega direta, pudesse então dar suporte ao desenvolvimento do projeto, com ou sem a participação logo articulada com um candidato construtor, e assim avançar rápido para a sua concretização urgente !
Ressalvando-se sempre todas as obrigações legais e temporais planificadas atempadamente!
Retirado do Facebook | Mural de João Paciência , Arquitecto

Álvaro de Campos: “Ora porra!”

Ora porra!
Então a imprensa portuguesa é
que é a imprensa portuguesa?
Então é esta merda que temos
que beber com os olhos?
Filhos da puta! Não, que nem
há puta que os parisse.
Raul Luís Cunha | As posições dos comentadores militares sobre o conflito na Ucrânia

Aproveitando e copiando uma grande parte do notável texto, em resposta aos dislates do coronel DFA, pelo meu amigo MGen Carlos Branco (a quem pedi autorização para o efeito) e após introduzir as necessárias alterações para o referir à minha pessoa e acrescentar algo da minha lavra, especialmente o adjectivar que me é característico, produzi o artigo que se segue e que mais uma vez importa salientar – só foi possível graças ao extraordinário talento do meu Camarada:
“As posições dos comentadores militares sobre o conflito na Ucrânia podem ser, em termos genéricos, divididas em dois grupos, cujos fundamentos reflectem, curiosamente, as suas experiências profissionais. De um lado estão os que estiveram na guerra e, do outro, os que não estiveram (ter passado pela ex-Jugoslávia, quando já não havia guerra, ou mesmo no Afeganistão, mas sem sair do alojamento, não conta como guerra). As vivências pessoais parecem afectar o modo como se percepcionam os acontecimentos. Se é que é possível enquadrar a posição dos indefectíveis apologistas do Zelensky, ela é mais característica do segundo grupo.
É infantil reduzir o presente conflito ucraniano a uma conveniente fórmula maniqueísta e despojá-lo da complexidade que ele encerra. Os bons contra os maus; de um lado, os invadidos, do outro, os invasores. Será, talvez, uma mensagem forte para efeitos de Comunicação Estratégica, porque é simples e fácil de ser apreendida, mas não é útil para ajudar a compreender um conflito complexo.
Continuar a lerAeroporto da Portela | Vítor Coelho da Silva, Engº Civil
NOTA (mais recente) – Seria de reanalisar TAMBÉM o aproveitamento de ALVERCA como complementar à Portela – (Pista actual com 2,95 Kms e espaço para nova pista no Mouchão da Póvoa) ver VISTA DE PÁSSARO


O Aeroporto da Portela/Humberto Delgado, em Lisboa, foi inaugurado a 15 de outubro de 1942 (há 80 anos), e é o maior aeroporto português e um dos maiores do sul da Europa, estando dotado de duas pistas, uma de 3805 metros e outra de 2400 metros.
O Aeroporto da Portela serve de base às duas principais companhias aéreas portuguesas, a TAP e a Portugália.
Precisa de mais uma pista (de 4 kms) – e haverá espaço para a fazer a poente – puxando pelos pergaminhos da Engenharia Portuguesa, uma das melhores do Mundo, recorrendo eventual e parcialmente a pista em viaduto, caso necessário, como se fez no Aeroporto da Madeira.
Precisa também de mais estacionamentos para os aviões junto a esta nova pista. (CONTINUA)
Continuar a ler1) Habitação acessível | por Luiz Sá Pessoa, Engº Civil

Sobre esta matéria tenho a fazer os seguintes comentários:
1. Todos os portugueses querem habitações mais baratas.
2. O Estado, pela mão do governo , controla os custos finais em mais de 80% e sem a ação deste, com competência e medidas adequadas, tudo o resto será perda de tempo.
Embora o diagnóstico esteja feito há muito tempo, vale a pena revisitar a receita da necessária ação do governo para reduzir os custos das habitações. Terá que incidir em:
a) redução do IVA para 6% nos materiais e nos fornecimentos de serviços;
b) redução dos prazos para resposta dos serviços públicos para análise e aprovação de estudos e projectos;
c) alteração da nova lei dos solos urbanos que transformou todos os solos urbanizáveis em solos rústicos, o que diminui a oferta de terrenos para construção e faz aumentar o seu custo;
Continuar a lerAeroporto | Ministro das Infraestruturas defende seriedade do estudo da Comissão Independente

RTP – LUSA | 17/07/2023
O ministro das Infraestruturas recusou hoje que exista falta de transparência no trabalho da Comissão Técnica Independente de avaliação do novo aeroporto, defendendo a seriedade do estudo e mostra-se confiante de que não haverá atrasos na entrega.
João Galamba falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, quando foi questionado sobre o trabalho dos peritos que estão a avaliar a localização do futuro aeroporto.
O ministro das Infraestruturas negou qualquer tipo de conflito com o facto da coordenadora da Comissão Técnica Independente (CTI), Rosário Partidário, ter feito parte da equipa do LNEC que esteve no estudo que depois levou a uma das opções em 2008.
Continuar a lerGUERRA, DESINFORMAÇÃO E DEMOCRACIA | do Major-General Carlos Branco

A propósito do silêncio obscurantista da (des) Comunicação (anti) Social acerca da visita OFICIAL do Presidente de Cuba a Portugal, relembra-se o artigo do Major-general Carlos Branco de Fev de 2023, mais atual que nunca.
“A manipulação informativa turva a cognição e impede que se percepcione a realidade com clareza. Inibe a clarividência e impossibilita-nos irremediavelmente de compreender o outro.
O raciocínio reduz-se a um corrupio de preconceitos.”
“…. quando informação e manipulação se misturam num pântano de insalubridade é clara a conclusão: a democracia está moribunda…. “
“Para além da verdade, também a democracia está a ser vítima desta guerra. A divergência de pensamento transformou-se em delito de opinião”.
Santos Silva avisa Governo: atenção aos jovens e às políticas públicas | in Expresso

É preciso “ultrapassar estrangulamentos”, nas “políticas orientadas para a juventude mas também no conjunto das políticas públicas”. Augusto Santos Silva alerta que “salto na generalização da educação” implica conseguir “reter talento”
Alguns dos problemas essenciais que o país enfrenta – a começar pelo “estrangulamento” no acesso ao mercado de habitação – têm a juventude no centro e é urgente atuar em várias frentes. O aviso é de Augusto Santos Silva, ex-ministro de António Costa e hoje Presidente do Parlamento, que este sábado falou para uma plateia de jovens no 38º aniversário do Conselho Nacional da Juventude.
“É muito importante que esse trabalho se faça, não só no que diz respeito às políticas especificamente orientadas para a juventude, mas também ao conjunto das políticas públicas porque alguns dos problemas essenciais que enfrentamos e que temos de resolver têm a juventude e os jovens no centro”, alertou Santos Silva, apontando “quatro questões decisivas para o futuro próximo do país”.
Continuar a lerQuanto à habitação … | Luís Campos
Caro Victor e Colegas:
Acompanho regularmente o blogue “Das Culturas”, e quero parabenizar-te pelo trabalho que vens desenvolvendo sobre o tema da habitação, bem como o do novo aeroporto de Lisboa. Sobre este tecerei algumas considerações em breve. Quanto à habitação, o seu elevado custo deve-se principalmente ao custo dos terrenos, impostos, taxas e taxinhas, uma vez que o custo da construção está mais ou menos estável, apesar de ter aumentado nos últimos tempos devido à inflação. Na minha perspectiva, o Estado ( Governos, autarquias e outras entidades) deveria disponibilizar os terrenos a custo zero, fazer os respectivos loteamentos, e infraestruturas. Seguidamente abrir concurso público para projetos e construção. Os fogos seriam apenas para alugar com rendas limitadas (quem não se lembra das rendas limitadas a 720 e 1110 escudos no tempo da outra senhora).
Seria dada a opção ao construtor de ficar com o rendimento das rendas pagando o respectivo imposto , ou estas reverteriam para o Estado. Só com a intervenção do Estado será possível acabar, se não no seu todo, mas pelo menos numa grande parte, com a especulação imobiliária. Não é possível que no bairro de Alvalade, onde moro, um apartamento com 70 anos ou mais (daqueles de renda de 720 escudos) esteja a ser comercializado a 5.000 € /m2, ou a 25€/m2 e mais, de aluguer !!!! É um absurdo !!
Haja vontade política para o fazer. Mas …
Um abraço a todos
Luís Campos | 13/07/2023
FERNANDO SANTO | DA CRISE ÀS SOLUÇÕES | in Revista FRONTLINE

Para que o preço da habitação esteja ajustado ao rendimento das famílias, é necessário que o custo total de produção também esteja, o que não sucede por diversas razões. É portanto necessário inverter o atual sistema, reduzindo ou eliminando os custos que têm contribuído para aumentar os preços.
A produção de Mais Habitação, a que acrescento, Mais Ajustada ao rendimento das famílias, exige (i) a construção de Mais Habitação Pública, para os que não têm recursos; (ii) Mais Habitação com Rendas Acessíveis, a promover pelo Estado, autarquias e iniciativa privada, para os que precisam de apoio e (iii) Requalificação e reabilitação dos edifícios públicos devolutos que possam ser destinados a habitação. Ora, para o preço estar ajustado ao rendimento das famílias é necessário que o custo total de produção também esteja, o que não sucede por diversas razões. É portanto necessário inverter o atual sistema, reduzindo ou eliminando os custos que têm contribuído para aumentar os preços.
Não pode haver habitação acessível com custos inacessíveis. Esta é uma questão incontornável na abordagem das soluções, conforme procurarei transmitir neste texto, uma vez que a proposta de lei apresentada pelo Governo omite esta questão.
Para além do aumento da produção de habitação com custos mais baixos, importa também incrementar a oferta privada para arrendamento, atendendo à crescente mobilidade das famílias, número de divórcios e situações que justificam não comprar uma casa.
Continuar a lerNem que todo o PRR fosse usado em habitação resolveria o problema | Ricardo Paes Mamede | in Idealista.pt

Para o economista Ricardo Paes Mamede, não podemos esperar que PRR resolva todos os problemas da habitação em Portugal.
Lusa, 21 Fevereiro 2023
O economista Ricardo Paes Mamede considera que, “nem que todo o dinheiro” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fosse alocado à habitação, isso “resolveria os problemas” existentes em Portugal, reconhecendo porém respostas no plano aos “desafios estruturais”. Em entrevista à agência Lusa, em Lisboa, o professor universitário não está preocupado com os atrasos na execução, embora frise a necessidade de acompanhamento e diz que o PRR é uma forma de a União Europeia compensar o baixo investimento público de mais de uma década.
“Nunca o PRR nesta área conseguiria — nem que todo o dinheiro do PRR fosse dedicado à habitação — resolver os problemas de habitação em Portugal, porque o dinheiro que o PRR tem [previsto] não serviria para Portugal atingir sequer um terço daquilo que é a proporção de habitação social que existe em alguns países do norte da Europa”, afirma Ricardo Paes Mamede.
Continuar a lerUcrânia: PCP diz que Portugal deve obrigar intervenientes a encontrarem solução | in LUSA

Seia, Guarda, 08 jul 2023 (Lusa) – O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, defendeu hoje que Portugal deve pressionar os intervenientes na guerra da Ucrânia a sentarem-se à mesa e a encontrarem uma solução, ao invés de continuar a instigar o conflito.
“O que nós precisamos é que o Estado português, até cumprindo a Constituição, se empenhe, com todos os meios que tiver, para obrigar os intervenientes na guerra a encontrarem uma solução”, referiu.
No final de um comício que decorreu esta tarde em São Romão, no concelho de Seia, o líder do PCP sublinhou aos jornalistas que Portugal deveria “investir tudo” na procura da paz, ao invés de instigar à guerra.
“Deveria pressionar para termos os intervenientes da guerra, a Rússia, a NATO, a União Europeia, sentados à mesa para encontrarem uma solução do conflito”, acrescentou.
Continuar a lerA guerra na Ucrânia e o fim do estado social europeu | Carlos Matos Gomes

Quem se submete aceita a lei do senhor. Os atuais dirigentes da União Europeia optaram por se integrarem na estratégia dos EUA e submeterem-se à sua ordem. Essa submissão não é apenas de ordem militar, é antes de tudo de ordem civilizacional.
A substituição do modelo social europeu do Estado de Bem-Estar teve inicio com Tatcher e os ingleses estiveram sempre na condução desse processo até ao Brexit e agora como os agentes dos EUA na condução das posições europeias quanto à guerra que aqueles travam com a Rússia na Ucrânia.
A destruição do estado social e sua substituição pelo individualismo neoliberal está em curso em toda a Europa com o ataque aos grandes sistemas públicos. Os primeiros alvos têm sido os serviços nacionais de saúde de cada Estado, seguir-se-ão os sistemas de previdência e segurança social e a escola pública.
Os ingleses sempre à frente. A Inglaterra assumiu a missão de fazer da Europa um Estado complementar e vassalo dos Estados Unidos. Isso significa não só a integração da Europa no sistema militar dos EUA, através da NATO, mas a importação do modelo económico e social do neoliberalismo reinante nos EUA.
Continuar a lerFelipe González defiende que gobierne la lista más votada para evitar el bloqueo político

El expresidente del Gobierno, Felipe González, ha irrumpido de lleno en el debate sobre los pactos electorales posicionándose a favor de seguir la fórmula de la lista más votada. El modelo que demanda Alberto Núñez Feijóo, para no tener que depender de Vox, y que rechaza Pedro Sánchez al considerar que el 23-J se vota un proyecto del PP con los de Santiago Abascal o del PSOE con la plataforma de Yolanda Díaz. Para Felipe González, sin embargo, la tendencia a romper los “pactos de centralidad” tiene como resultado que “el país se debilita, se polariza, pierde fuerza y credibilidad tanto interna como internacionalmente”. Este es el escenario en el que estamos ahora, lamenta, para pedir que “busquemos soluciones en las que la lista más votada sea aceptable cuando no haya otra opción. ¿Qué pedimos a cambio de permitir gobernar? No pedir nada. Si no pides nada, tendrán que llegar a acuerdos en cada proyecto de ley y en el presupuesto”.
Esta es la reflexión que el expresidente socialista lanza en el prólogo del monográfico de Nueva Revista, editada por UNIR en colaboración con la Fundación Felipe González, y que lleva por título Pactos. González propone la fórmula de la lista más votada como mal menor ante el hipotético bloqueo político que impide explorar otros grandes acuerdos entre PSOE y PP que tilda como “pactos de centralidad”.
Continuar a lerPrighozin humilha Putin? | “Não encontro qualquer sinal de fraqueza”, considera Ana Evans | in Jornal Expresso

Avanço do grupo Wagner aconteceu sem se perceber, ao certo, se alguma coisa, de facto, aconteceu. Para além disso, a rapidez e tranquilidade com que a marcha dos mercenários foi travada demonstra pacificidade e tranquilidade do Kremlin.
Continuar a ler«Nunca, jamais, em tempo algum» | José Pacheco Pereira | in Público

O PSD E A SUA MULETA CHEGA
Dois fragmentos da crónica de José Pacheco Pereira saída hoje no Público com o título «Nunca, jamais, em tempo algum»:
«(…) A actual direcção do PSD não quer impedir a possibilidade de um entendimento com o Chega para garantir um Governo PSD, com uma frase taxativa, e é por isso que anda com rodeios de confusão e ambiguidade. É também pelos rodeios que percebemos que essa hipótese está mais que presente na cabeça dos actuais dirigentes do PSD, que sabem que não haverá maioria absoluta e que é pouco provável que os eleitos da IL cheguem para ter uma maioria de governo. Mais sabem que, no modo como as coisas estão, os eleitos do Chega vão ser suficientes, e é por isso que se anda a enganar o povo com vacuidades ambíguas.
Tudo será feito em nome do “anti-socialismo”, princípio que, para um PSD muito radicalizado à direita, se considera permitir e valer tudo. Na verdade, permite apenas chegar ao poder, e às benesses do poder que uma parte do aparelho do PSD deseja (…). Com os militantes como massa de manobra, pouco lhes importa a perda de qualquer honra passada, ou coerência política e ideológica, pelo apoio venenoso do Chega. E o Chega sabe que pode esperar sentado que o PSD ir-lhe-á pedir qualquer esmola. E ele far-se-á caro, porque também sabe que nessa altura tem o PSD na mão. Qualquer manual de Ciência Política explica para os totós que numa aliança deste tipo, mesmo minimalista que seja, é o partido mais pequeno mas indispensável que manda, que tem o outro capturado. (…)»
A paz justa na Ucrânia | Carlos Branco, Major-general e Investigador do IPRI-NOVA | in O Jornal Económico

Goste-se ou não, não é à luz do Direito Internacional, da moral ou dos sentimentos de justiça ou injustiça que o resultado do conflito vai ser determinado.
A obtenção de uma paz justa para o conflito na Ucrânia surgiu recentemente no léxico de alguns spin doctors.
A palavra “paz” transporta uma noção de compreensão, harmonia. Ornamenta a dialética. O súbito “abandono” seletivo do discurso belicista precisa, no entanto, de ser dissecado. Estes seres não passaram de falcões a pombas do dia para a noite. Não vêm propor uma solução de soma positiva. Para eles, paz justa é a paz nos termos de Kiev, i.e., a vitória de Kiev em toda a linha, em particular, a adesão da Ucrânia à NATO, e a retirada completa e total das tropas russas de todo o território ucraniano.
Por ser subjetivo, o conceito de “paz justa” é de pouca utilidade. Não nos ajuda a compreender os acontecimentos. A sua apreciação depende do lado da barricada onde se está entrincheirado, é preconceituoso.
Continuar a lerIntoxicação da opinião pública | José Pacheco Pereira | in Público

Intoxicação da opinião pública
Se pensam que o efeito negativo das mentiras de Galamba e Pinheiro são os únicos estragos causados nos portugueses, não se esqueçam do efeito arruaceiro de como alguns deputados intervêm na CPI.
Intoxicação da opinião pública
Eu tinha jurado a mim próprio não falar das audições dos últimos dias na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da TAP, tal é o grau de intoxicação da opinião pública que todos, actores, perguntadores, jornalistas e comentadores, provocam. O que escrevi recentemente sobre o modo como, no afã de derrubar o Governo, se está a estuporar a democracia era suficiente, porque nada mudou e é minha convicção que nada vai mudar. Nem penso que haja qualquer eficácia em chamar a atenção, quanto estamos longe de qualquer mecanismo normal numa democracia, como o escrutínio, ou a exigência de responsabilidades políticas para quem as tem.
Do mesmo modo, as regras do jornalismo desapareceram do espaço público, substituídas por um tratamento comicieiro e politicamente motivado e orientado, que, por falta de alternativa, deixa todos entregues à intoxicação.
É como as drogas que criam habituação.
https://www.publico.pt/2023/05/20/opiniao/opiniao/intoxicacao-opiniao-publica-2050315
O DEVE E O HAVER | por Francisco Seixas da Costa

Uma coisa devo começar por creditar, com toda a justiça, a Marcelo Rebelo de Sousa, ao longo destes mais de sete anos: um responsável apego à estabilidade e a uma certa conceção do interesse do Estado. Foi isso que, aquando da sua reeleição, me levou a votar nele.
Uma coisa de há muito coloco a seu débito: uma exagerada propensão para, em cada momento, pretender representar, a partir de Belém, o que julga ler como o sentimento, médio ou maioritário, dos portugueses, atitude que configura uma espécie de “populismo do bem”.
O presidente da República não é um barómetro ecoador da “vox populi”. É alguém que, tendo de ter isso sempre em devida conta, tem a obrigação política de ajudar a orientar os portugueses a entenderem que a política é a arte do possível, através da intermediação que o lugar que ocupa lhe permite fazer, junto do governo e das forças políticas. A sua autoridade vem daí, não do facto de ser um mero refletor das sondagens. Como alguém dizia, as sondagens não vêm na Constituição e não têm uma dignidade formal na vida da República.
Pode entender-se o sentimento de desagrado do presidente perante o facto do primeiro-ministro não ter acolhido a sua sugestão sobre o futuro de um ministro. Até se pode perceber-se que, dessa forma, tivesse a intenção de proteger historicamente a instituição Presidência, na balança institucional de poderes. Mas parece algo inconforme com o sentido de Estado a que nos tinha habituado ter-se “vingado”, da forma que o fez, tentando arrasar a credibilidade pública do governante, que vai ser o executante de políticas que ele sabe serem essenciais no quadro da ação imediata do Estado, adubando deliberadamente o ambiente negativo da comissão parlamentar de inquérito.
Retirado do Facebook | Mural Francisco Seixas da Costa
Guerre en Ukraine vue par 2 généraux (2S) M. Henri Pinard-Legry et M.Alexandre Lalanne-Berdouticq | 21/04/2023
0:00:29 Présentation par Henri Pinard-Legry 0:01:45 Intérêts de la France 0:01:45 Intérêts nationaux des empires 0:02:49 Intérêts communs France-Russie 0:04:19 Normandie Niemen et front de l’Est 0:04:47 Traité du 7 février 1992 0:06:35 Convergences russo-françaises 0:07:50 ”La France a l’intérêt que le monde soit multipolaire” 0:08:50 Kourou 0:09:40 Problématique des russes en Afrique 0:10:36 Matières premières 0:10:46 Leadership américain 0:11:25 Suprématie américaine versus l’Europe souveraine 0:12:25 LCI 0:12:56 Traitement anti-russe par LCI 0:14:25 Guerre d’information 0:15:40 Déficit d’explication 0:16:20 Massacre de Boutcha 0:17:40 Nord Stream ( chez Pujadas) 0:19:48 Présentation par Alexandre Lalanne-Bertoudicq 0:20:18 La guerre n’a pas commencé en 2022 0:21:30 Crimée a toujours été une province russe 0:21:50 Silence des médias occidentaux 0:23:00 Kosovo bombardé sans mandat de l’ONU 0:23:40 800 avions ont bombardé la Serbie 0:24:40 Jurisprudence ”Kosovo” 0:25:57 Le front ukrainien 1600 km long 0:27:40 3/4 du monde n’est pas d’accord avec l’Occident 0:28:30 Durée du conflit 0:29:50 Le problème de la guerre est la volonté américaine 0:30:40 Les cartes du ”Grand Echiquier” de Z.Brzezinski 0:33:00 Arme nucléaire tactique 0:33:00 L’esprit du sacrifice 0:35:12 Poutine ne peut pas perdre son ”Alsace-Lorraine” 0:36:35 Frontière religieuses 0:38:55 ”L’objectif américain est de maintenir leur leadership mondial” M.H Pinard-Legry 0:40:47 Plateau du Golan 0:43:38 Fuites du Pentagone 0:46:20 Personne n’a confiance en infos américaines 0:47:57 Infos sur les brigades ukrainiennes par l’Otan 0:48:00 Pertes russes et gains territoriaux 0:49:54 Les russes liés aux chinois 0:50:24 Prôner le partenariat russe et français 0:51:28 Dernière chance de négociations en janvier 2022 0:53:30 Guerre éclair n’est pas possible en Ukraine 0:54:48 Kherson 0:55:35 Bombardement du Donbass avant le début de la guerre en Ukraine 0:56:54 Forces spéciales anglo-saxonnes et polonaises en Ukraine 0:58:14 Nombre d’obus 0:59:59 Gaz en Ukraine 1:00:15 Russes respectent les contrats 1:01:22 4 groupes américains détiennent les terres ”tchernoziom” 1:02:00 L’aspect nucléaire 1:03:04 Industrie de guerre américaine 1:03:48 Missiles hypersoniques opérationnelles russes 1:05:57 Le militaire obéit toujours au gouvernement 1:06:58 Macron fidèle à la programmation militaire 1:10:45 L’Ukraine n’est pas un intérêt vital pour la France 1:11:40 PIB défense 1:13:17 Nouveaux défis 1:14:30 Planification dans l’armée 1:16:10 Industrie aéronautique française 1:19:20 Grande tradition diplomatique 1:21:34 Rôle des élections américaines pour le conflit en Ukraine
Viriato Soromenho Marques | O melhor da condição humana | in DN/Opinião, 22 Abril 2023

Quando a política entra demasiado nas nossas vidas, causando guerra e sofrimento, em vez de paz e justiça, isso significa, quase sempre, que aqueles a quem foram entregues os destinos dos povos estão a trair, por motivos diversos, a confiança que lhes foi depositada.
Hoje quero sair desse pior da humanidade – a má política feita por gente que sem ela seria invisível – para dar lugar ao melhor da humanidade, aquela que se transcende pela arte, pela poesia, pelo pensamento.
Noite de estreia da peça de Florian Zeller, O Filho, no Teatro Aberto em Lisboa. Quando o pano caiu na última cena, o público permaneceu num silêncio hirto e comovido, apenas quebrado por um longo e reiterado aplauso, quando os atores se apresentaram, finalmente, perante os espectadores. Depois do imenso sucesso de A Mãe (2010) e de O Pai (2012), O Filho (2018) é claramente a obra mais trágica da trilogia de Zeller. Um enredo simples: um pai (Paulo Pires) separa-se da sua mulher (Cleia Almeida) para começar uma nova relação (Sara Matos). Um filho adolescente (Rui Pedro Silva), vivendo com a mãe, afasta-se da escola e dá sinais de desinteresse pela vida. O pai e a nova companheira recebem o filho, empenhando-se para o apoiar. Só falta o coro para declarar o império do destino… Numa entrevista, Florian Zeller explica como o pai é o agente maior desse processo. Ele está de tal modo convicto da sua culpa que descarta outros apoios, nomeadamente médicos, para o mal do filho, tomando decisões erradas. Diz Zeller: “é ao lutar [o pai] com todas as forças contra o seu destino que o cumpre inescusavelmente.” O excelente desempenho dos atores é servido por uma versão, cenografia e encenação de grande qualidade da responsabilidade de João Lourenço e Vera San Payo de Lemos.
Continuar a lerCarlos Matos Gomes | Penso em coisas simples | Só penso em coisas muito simples | 30/04/2023

Penso em coisas simples. Só penso em coisas muito simples. Só vejo grupos de coristas e bailarinos com muitas lantejoulas e muita disposição para se venderem à porta dos camarins – como há 50 anos no Parque Mayer. Ou em festas de arromba com champanhe, que os negócios vão de vento em popa.
Conclusões de 5 minutos de TV em 15 dias:
- Localização do Aeroporto de Lisboa: Qual será a localização? Aquela que os promotores oferecerem melhores comissões. A decisão será de quem melhor souber distribuir o bolo. O ministro que defendia o TGV já foi à vida. Estava a empatar o negócio. A luta é por derrubar este governo, ou recrutar um ministro manejável! É do que se trata. Os locutores e os comentadores bem tentam disfarçar… mas trata-se dos negócios dos tipos que pagam a publicidade das TV! Dos casacas!
José Miguel Júdice: “Marcelo queria e ainda quer que António Costa nos governe até 2026”
Segundo o comentador, o primeiro-ministro “está vivo e não é de menosprezar”, tem “uma maioria absoluta e sabe que o Presidente é medroso” e não dissolverá o Parlamento para convocar novas eleições legislativas. As Causas tiveram emissão na SIC Notícias a 18 de abril.
As vozes da Bíblia | Frederico Lourenço

Ou …
(Sobre mim, a minha liberdade de ler e entender as Escrituras – e de falar sobre elas – e a minha liberdade na escolha dos critérios com que estou a fazer a minha tradução da Bíblia).
Acredito que Jesus de Nazaré realmente existiu. (E digo isto apesar de já não me considerar formalmente cristão).
Acredito que Jesus interveio publicamente na Galileia e na Judeia, de uma forma que terá sido surpreendente e inovadora no contexto do judaísmo da época. Acredito que isso terá mudado a vida de muitas pessoas que ouviram o som real da voz dele; e acredito que Jesus foi crucificado em Jerusalém na década de 30 do século I.
No entanto, a metodologia histórica que escolhi seguir na minha tradução da Bíblia não me obriga a discutir se Jesus foi uma figura histórica (permitindo-me, porém, admitir que sim). O historicismo da minha metodologia incide na atitude perante os textos: obriga-me a considerar cada livro da Bíblia como entidade histórica própria, que existiu com identidade independente antes de se ter formado aquilo que veio a ser a Bíblia. Por outras palavras, não leio o Antigo Testamento pelo filtro do Novo Testamento, porque os livros do Antigo Testamento foram escritos antes de existir Novo Testamento. Não leio a Escritura judaica pelo filtro do cristianismo pela mesma razão histórica: para mim, o Antigo Testamento não é um «prelúdio» nem um «prenúncio» do Novo Testamento.
Continuar a lerJesus e o Judaísmo | Artigo de Henry Sobel | in ihu.unisinos.br


29 Novembro 2019
“A figura de Jesus tem sido, infelizmente, um empecilho no relacionamento entre cristãos e judeus, uma justificativa para exclusão mútua, uma fonte de atrito e ressentimento. É de fundamental importância que Jesus seja reconhecido como um elo essencial entre os dois credos. Jesus é a ponte através da qual toda a cristandade passa a ser incluída como descendente de Abraão e, portanto, co-herdeira, juntamente com os judeus, do seu grandioso legado espiritual”, escreve Henry Sobel, rabino e ex-presidente da Congregação Israelita Paulista (CIP), recentemente falecido.
O texto foi publicado originalmente em: Aquino, M. F. (Org) Jesus de Nazaré. Profeta da liberdade e da esperança. São Leopoldo: Editora Unisinos, 1999, pp. 89-104.
Eis o artigo.
Confesso que hesitei antes de aceitar o convite da Editora Unisinos para escrever este artigo. Afinal, Jesus é a figura máxima da cristandade e tive receio de penetrar em seara alheia. Mas, pensando bem, a seara não é de todo alheia, como veremos em seguida. Mesmo assim, traço estas linhas com profunda humildade, pisando em ovos, ciente de que a relação entre Jesus e o Judaísmo é das mais delicadas.
Continuar a lerRobert Kennedy Jr no Twitter em 4/4/2023

O colapso da influência dos EUA sobre a Arábia Saudita e as novas alianças do Reino com a China e o Irã são emblemas dolorosos do fracasso abjeto da estratégia neoconservadora de manter a hegemonia global dos EUA com projeções agressivas de poder militar.
A China deslocou o Império Americano projetando habilmente, em vez disso, o poder econômico. Na última década, nosso país gastou trilhões bombardeando estradas, portos, pontes e aeroportos.
A China gastou o equivalente construindo o mesmo em todo o mundo em desenvolvimento. A guerra na Ucrânia é o colapso final do efêmero “século americano” dos neoconservadores.
Os projetos neoconservadores no Iraque e na Ucrânia custaram US$ 8,1 trilhões, esvaziaram nossa classe média, fizeram do poder militar e da autoridade moral dos EUA motivo de chacota, empurraram a China e a Rússia para uma aliança invencível, destruíram o dólar como moeda global, custaram milhões de vidas e nada fizeram para promover a democracia ou ganhar amizades ou influência.
QUEM COMEÇOU A GUERRA? | por Carlos Fino
01/10/2022

“Quem começou a guerra?” – perguntam-me aqui com frequência, querendo com isso dizer que foi a Rússia, porque foi ela que invadiu a Ucrânia, e não o contrário, devendo portanto merecer condenação universal.
.A invasão foi russa – disso não há dúvidas. Já quanto a saber quem começou a guerra, a resposta é mais complexa – na verdade, o conflito não começou em fevereiro deste ano – se quisermos ser verdadeiros e honestos, teremos de reconhecer que começou em 2014, com o derrube de um presidente eleito – em eleições reconhecidas pela OSCE.
Foi aí que verdadeiramente tudo começou, com o recurso à violência e o envolvimento de milícias neonazis. Desde então nunca mais houve paz, porque o regime instalado em Kíev escolheu a força em vez do diálogo para lidar com as regiões russófonas e russófilas do leste que não aceitaram a mudança e a ela resistiram.
Portanto, teremos que diferenciar – quem invadiu foi a Rússia, mas quem deu início ao processo com recurso à violência, recusando sempre o diálogo, foi a Ucrânia. Além do mais, o regime ucraniano não é nem mais democrático nem menos corrupto que o regime russo.
Não há só bons de um lado e maus do outro. As responsabilidades têm que ser repartidas. Não queiram por isso transformar a questão numa cruzada, em que todos teríamos de alinhar por um dos lados, ajoelhar, beijar a cruz e partir para a guerra. Eles são todos eslavos e têm a mesma origem – são primos desavindos, que se odeiam e estão agora em disputa por território – eles que se entendam sem nos levarem para uma guerra nuclear.
Recuso, por isso, a chantagem moral permanente dos que, achando que têm toda a razão, se recusam a ver o outro. Não à guerra, não à censura e manipulação da informação, não à discriminação por motivos de nacionalidade. Negociações e Paz!
As dez chagas da Igreja | Padre Anselmo Borges | Opinião/DN
Concluindo: Se houver a convicção funda da importância da Igreja, cuja missão é levar e entregar, por palavras e obras, a mensagem de Jesus à humanidade de cada tempo, para a vida das pessoas e das sociedades, estas questões não poderão deixar de ser debatidas com “liberdade e audácia”.

O padre italiano Antonio Rosmini foi um notável filósofo e teólogo do século XIX, que, perante as transformações que então se operavam, escreveu, por amor à Igreja, em 1832, um livro famoso com o título Delle cinque plaghe della Santa Chiesa (Sobre as cinco chagas da Santa Igreja). Desgraçadamente, a obra foi condenada e colocada no Index Librorum Prohibitorum (Catálogo dos livros proibidos). Mas, lentamente, a sua memória foi reabilitada e até foi beatificado em 2007 por Bento XVI. Em síntese, quais eram essas chagas? “O distanciamento entre o clero e o povo (na vida e na liturgia — não esquecer que as celebrações litúrgicas eram em latim); a fraca formação do clero, tanto no plano cultural como espiritual; a desunião entre os bispos; a intromissão da política na nomeação dos bispos; a riqueza acumulada pela Igreja”.
Na esteira de Rosmini, o padre espanhol Luis Pose Regueiro, historiador da Igreja, acaba de publicar em Religión Digital, “as dez chagas da Igreja”. Baseado no essencial do seu texto, deixo aí uma reflexão sobre essas chagas.
1. O tradicionalismo e o individualismo. Vivemos em tempos de confusão, incerteza, perplexidade, e, neste quadro, há a tentação de “refugiar-se anacronicamente na segurança do antes” — sempre se fez assim — ou então “isolar-se” no que cada um considera o correcto e mais seguro. Ora, o que se impõe é ir ao Evangelho e procurar “um caminho o mais possível comum”, seguindo o velho princípio: “nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em tudo, caridade.”
Continuar a lerDid Einstein believe in God? | MARCELO GLEISER | com tradução para português e francês

Here’s what Einstein meant when he spoke of cosmic dice and the “secrets of the Ancient One”.
- To celebrate Einstein’s birthday this past Sunday, we examine his take on religion and spirituality.
- Einstein’s disapproval of quantum physics revealed his discontent with a world without causal harmony at its deepest levels: The famous “God does not play dice.”
- He embraced a “Spinozan God,” a deity that was one with nature, within all that is, from cosmic dust to humans. Science, to Einstein, was a conduit to reveal at least part of this mysterious connection, whose deeper secrets were to remain elusive.
Given that March 14th is Einstein’s birthday and, in an uncanny coincidence, also Pi Day, I think it’s appropriate that we celebrate it here at 13.8 by revisiting his relationship with religion and spirituality. Much has been written about Einstein and God. Was the great scientist religious? What did he believe in? What was God to Einstein? In what is perhaps his most famous remark involving God, Einstein expressed his dissatisfaction with the randomness in quantum physics: he “God doesn’t play dice” quote. The actual phrasing, from a letter Einstein wrote to his friend and colleague Max Born, dated December 4, 1926, is very revealing of his worldview:
Quantum mechanics is very worthy of regard. But an inner voice tells me that this is not the true Jacob. The theory yields much, but it hardly brings us close to the secrets of the Ancient One. In any case, I am convinced that He does not play dice.
Continuar a lerFriedrich Nietzsche

Un mondialiste peut en cacher un autre: Kissinger et Poutine | par Modeste Schwarz (1/2) | Le Courrier des Stratèges

UM MUNDIALISTA PODE ESCONDER OUTRO – KISSINGER E PÚTIN
Modeste Schwarz defende aqui uma tese paradoxal: Putin é discípulo de Kissinger. Isso significa que ele não é o imperialista que muitos querem ver nele. Mas ele não seria, entretanto, esse “De Gaulle russo” que os soberanistas franceses nele querem ver. Aqui está a primeira parte de uma análise de alta qualidade filosófica, em sintonia com os debates intelectuais internacionais – e muito distante do provincianismo.
par courrier-strateges 5 mars 2023
Modeste Schwarz défend ici une thèse paradoxale: Poutine est un disciple de Kissinger. Cela veut dire qu’il n’est pas l’impérialiste que beaucoup veulent voir en lui. Mais qu’il ne serait pas, pour autant, ce « de Gaulle russe » que les souverainistes français veulent voir en lui. Voici la première partie d’une analyse de haute tenue philosophique, en phase avec les débats intellectuels internationaux – et très loin du provincialisme germano-pratin.
Continuar a lerPutin está ganhando? A ordem mundial está mudando a seu favor | Pedro Frankopan | The Spectator

Não se trata da Ucrânia, mas da ordem mundial”, disse Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, um mês após a invasão. “O mundo unipolar está irremediavelmente recuando para o passado … Um mundo multipolar está nascendo.” Os EUA não são mais a polícia do mundo, em outras palavras – uma mensagem que ressoa em países que há muito desconfiam do poder americano. A coalizão central do Ocidente pode permanecer sólida, mas não conseguiu conquistar muitos dos países que se recusaram a escolher lados. A missão diplomática de Moscou de construir laços e aprimorar uma narrativa na última década rendeu dividendos.
Olhe para a África. Em março do ano passado, 25 Estados africanos dos 54 se abstiveram ou não votaram em uma moção da ONU condenando a invasão, apesar da enorme pressão das potências ocidentais. Sua recusa em ficar do lado claramente da Ucrânia foi testemunho dos esforços diplomáticos contínuos da Rússia no mundo em desenvolvimento.
Há um ano, Naledi Pandor, ministra das Relações Exteriores da África do Sul, pediu à Rússia que se retirasse. Após a visita de Lavrov há algumas semanas, Pandor foi perguntada se ela havia repetido esse sentimento ao seu homólogo russo. Tinha sido “apropriado” no ano passado, disse ela, mas repeti-lo agora “me faria parecer bastante simplista e infantil”. Pandor então elogiou a “crescente relação econômica bilateral” entre Pretória e Moscou, e os dois países marcaram o aniversário da guerra com exercícios militares conjuntos.
Moscou se apresenta como um bastião da estabilidade em um mundo enlouquecido, mesmo quando procura tornar o mundo mais louco.
Continuar a lerO que está a acontecer no Congo? | João Melo, 21 Fevereiro 2023 | in DN

Oleste do Congo Democrático é palco há trinta anos de um conflito alimentado por milícias rebeldes (atuam na região mais de uma centena de grupos armados), o que já causou mais de 10 milhões de mortos, além de um sem número de atrocidades de que os cidadãos são alvo todos os dias. A ONU destacou para a região uma missão de paz com cerca de 14 mil efetivos, a qual, entretanto, se tem mostrado absolutamente ineficaz.
O Papa Francisco esteve recentemente na região e, num dos seus encontros, esteve com alguns dos sobreviventes desse trágico conflito, alguns dos quais exibindo as marcas das sevícias de que foram alvo. O líder máximo da Igreja Católica não poupou nas palavras para acusar os interesses estrangeiros que tentam dividir o referido país, a fim de continuar a explorar criminosamente as suas enormes riquezas. “Há uma noção — que sai do inconsciente de tantas culturas e pessoas — que África deve ser explorada. Isso é terrível. A exploração política deu lugar a um ‘colonialismo económico’ e igualmente escravizador”, disse ele.
“O veneno da ganância manchou os diamantes [da RDC] com sangue”, afirmou o Papa Francisco, para depois fazer um apelo que deverá calar fundo no coração e na mente de todos: — “Parem de sufocar África: não é uma mina a ser explorada, nem uma terra a ser saqueada.” O Sumo Pontífice não tem dúvidas: o que se passa na República Democrática do Congo é “um genocídio esquecido”.
Continuar a lerO FIM DA GUERRA NA UCRÂNIA | Carlos Branco | Opinião/ DN

(…) o que pode sugerir a existência de um acordo entre Washington e Moscovo, não só sobre a forma como devem decorrer os acontecimentos, mas também sobre o futuro do conflito. As conversações de alto nível em Ancara entre o diretor da CIA William Burns e o seu homólogo russo poderão ter servido esse propósito (…)
Comentários de altos funcionários da Administração Biden na Comunicação Social de referência sugerem-nos algumas pistas sobre o que poderá ser um possível fim da guerra na Ucrânia. Nessa linha, o Financial Times refere que o secretário de Defesa Lloyd Austin “foi bastante claro quando disse que temos uma janela de tempo reduzida para ajudar os ucranianos a preparar uma ofensiva.”
Continuar a lerGuerra, desinformação e democracia | Carlos Branco, Major-general e Investigador do IPRI-NOVA 17 Fevereiro 2023
Para além da verdade, também a democracia está a ser vítima desta guerra. A divergência de pensamento transformou-se em delito de opinião.

Tornou-se banal admitir que a verdade é a primeira vítima da guerra. Na maioria dos casos, é um reconhecimento pouco útil porque não ajuda a aumentar as defesas contra a mentira. Não nos coloca de sobreaviso. Não eleva os níveis de alerta. Isso aplica-se ao processo comunicacional relacionado com o conflito na Ucrânia, que nos envolveu nos últimos meses.
Passado quase um ano de hostilidades, é tempo de confrontarmos os factos com os discursos. Este exercício deve ser feito independentemente de convicções pessoais, ou do apoio que se dê a uma ou à outra fação. O facto de a esmagadora maioria da comunicação social estar do lado da causa ucraniana, por muito justa que seja, não legitima nem justifica a promoção sistemática de propaganda.
Qualquer declaração do Governo ucraniano, assim como de algumas outras fontes, como sejam os serviços secretos ingleses, transformados neste conflito em agência noticiosa, é automaticamente considerada uma verdade absoluta inquestionável, por mais ilógica e inverosímil que seja. Fica isenta de contraditório, averiguação e certificação.
Continuar a lerPepe Escobar explica o pânico do império #01 / 06/02/2023 + Pepe Escobar explica o pânico do império #02 / 10/02/2023
A propósito de manifestações e da vitória de Pirro | por Carlos Matos Gomes

Os governos europeus são hoje instrumentos das oligarquias americanas, sem excepção que se possa apontar. Em Inglaterra, que desde o governo Tatcher é o consulado geral dos EUA na Europa, está deliberadamente instalado o caos antes da imposição (natural) de uma nova ordem para criar uma sociedade que se antevê disfuncional como a dos EUA.
Porque vamos às manifestações? A pergunta coloca duas questões, uma de ação individual e imediata: pelo sentimento de estarmos a ser mal retribuídos, mal servidos, agredidos e logo exigimos aquilo a que entendemos ter direito! Outra de ordem geral, coletiva, de médio e longo prazo, de reflexão sobre as consequências do tudo e já na nossa sociedade. Em princípio todo o assalariado tem razões para se manifestar, mas os resultados não são idênticos para todos, os elementos que obtêm maior sucesso com as reivindicações são os pertencentes às corporações que prestam serviços de maior relevo social, técnicos de setores críticos. A satisfação destas corporações causa réplicas noutras, criando uma espiral do agravamento das desigualdades e causando a médio e longo prazo o enfraquecimento do Estado, que apesar das suas debilidades perante os poderes fáticos das oligarquias financeiras, ainda é o que resta aos cidadãos como local de expressar a sua vontade.
Continuar a lerPepe Escobar: Why the Price Cap on Russian Oil Failed
O admirável mundo dos pastores | Carlos Matos Gomes

Tomemos à letra as afirmações das três religiões do Livro. Em todas elas o Deus é o Criador e todas têm um pastor, os judeus têm Moisés que trouxe da montanha os mandamentos, os Católicos têm Cristo e os muçulmanos Maomé. Para estas religiões a humanidade é o rebanho de um Senhor. É desta interpretação da humanidade que resultam todas as formas de domínio. Só muda a tecnologia.
Ao longo dos tempos a tarefa de pastorear o rebanho foi executada por profetas com a atividade certificada, pregadores, missionários, papas, ayatolhas, rabinos e por atores que exerciam a pastorícia por conta própria, génios, feiticeiros, adivinhos, bruxos e bruxas, videntes que com maior ou menor êxito participaram na massificação e na crença de uma verdade e de um pensamento único. Estes pastores determinavam o comportamento do rebanho, as modas, o que comer e quando, nada de porco, jejum e abstinência às sextas, ou aos sábados, o comprimento das saias das mulheres, a barba dos homens, as cerimónias dos casamentos, dos funerais, os dias de trabalho, os animais sagrados e os de companhia, nada de cães, estabeleciam interditos e aconselhavam sobre saúde e higiene, lavar as mãos e o traseiro, por exemplo, regulavam os processo de exercer a justiça do Criador e de levar as almas para o paraíso, crucificar, queimar, apedrejar, até existia um manual do torturador para impor respeito ao rebanho.
Continuar a lerCarlos Esperança: “Todas as religiões são igualmente falsas e nocivas” | 12 de Fevereiro de 2014

Presidente da Associação Ateísta Portuguesa questiona ligação do Estado à Igreja Católica.
O presidente da Associação Ateísta Portuguesa já foi católico e ainda não conseguiu a anulação do batismo. No entanto, o que mais inquieta Carlos Esperança, de 71 anos, ex-professor primário e reformado de uma farmacêutica, são os laços entre o Estado e as religiões.
A religião continua a ser o ópio do povo?
Não diria que é propriamente o ópio do povo, mas é frequentemente um detonador de ódios. Teria dúvidas em usar essa frase de Marx, mas também não a repudio, mesmo sem subscrever o marxismo.
Continuar a lerJimmy Dore Brings ANTI-WAR Message To Fox News
• 02/02/2023 • #TheJimmyDoreShowIt’s rare to hear a genuine, full-throated anti-war message on American television, much less on Fox News, but Tucker Carlson’s audience heard that message loud and clear thanks to the latest appearance by Jimmy Dore. Jimmy called out the corruption, the warmongering, the deception and the profiteering as the U.S. military industrial complex and its lackeys in government and media push for war with China. Jimmy and Americans’ Comedian Kurt Metzger discuss why Tucker is the only broadcaster open to sharing Jimmy’s anti-war message with his audience.
Free Julian Assange: Noam Chomsky, Dan Ellsberg & Jeremy Corbyn Lead Call at Belmarsh Tribunal
672 361 visualizações 23/01/2023 #DemocracyNow | Former British Labour leader Jeremy Corbyn, Pentagon Papers whistleblower Daniel Ellsberg, famed linguist and dissident Noam Chomsky and others gave testimony Friday at the Belmarsh Tribunal in Washington, D.C., calling on President Biden to drop charges against Julian Assange. The WikiLeaks founder has been languishing for close to four years in the harsh Belmarsh prison in London while appealing extradition to the United States. If convicted in the United States, Julian Assange could face up to 175 years in jail for violating the U.S. Espionage Act for publishing documents that exposed U.S. war crimes in Iraq and Afghanistan. Friday’s event was held at the National Press Club and co-chaired by Democracy Now! host Amy Goodman. We spend the hour featuring compelling excerpts from the proceedings.
John Mearsheimer | THE US CREATES CONFLICT FOR THE WORLD
• 02/02/2023 | John Joseph Mearsheimer is an American political scientist and international relations scholar, who belongs to the realist school of thought. He is the R. Wendell Harrison Distinguished Service Professor at the University of Chicago. He has been described as the most influential realist of his generation.
Pode um ateu ser admirador do Papa Francisco? | Carlos Esperança

Parafraseando o Papa, prefiro um católico humanista a um ateu malformado. Prefiro os que defendem os direitos humanos aos que os atropelam, as religiões que defendem a paz às que praticam terrorismo, os líderes que denunciam a exploração dos países africanos, aos que procuram pela força das armas submetê-los, os que levam uma mensagem de paz aos que trazem uma encomenda de armamento.
Francisco está no Congo, onde forças do Estado Islâmico (EI) assassinam e estropiam os cristãos, católicos e protestantes. Já denunciou a apropriação dos seus recursos por países ricos e a violência sectária que atinge o País.
Francisco é um homem corajoso e bom. A crença do idealista e o materialismo do ateu não nos separam, une-nos igual desejo da paz, harmonia e justiça social. Agora que Bento 16 morreu, já debilitado de saúde, passou a ser o único Papa, o Papa a quem este ateu tem a honra de homenagear e desejar sucesso na viagem corajosa ao Congo depois de a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) ter estado à beira de um novo cisma.
A luta entre Bento XVI e Francisco foi a ponta do iceberg que emergiu após o funesto e longo pontificado de JP2, que os corifeus da direita reacionária incensaram, e da continuidade do papa B16, muito mais inteligente e arguto, que o temor da Cúria fez abdicar da tiara sem renunciar às crenças.
O cardeal guineense Robert Sarah, que JP2 nomeou arcebispo aos 34 anos, um clérigo profundamente reacionário, foi apoiado pela ala mais retrógrada dos cardeais para ser o primeiro papa negro, mas um discreto jesuíta atravessou-se nos seus desígnios.
Quem vê a Igreja católica sul-americana, com bispos progressistas, em contraste com o clero espanhol, italiano, húngaro, polaco, austríaco ou francês, percebe que não há só a luta pelo poder, mas um confronto ideológico que passa pela sociedade, onde se jogam posições geoestratégicas e a consolidação da direita neoliberal e fascistoide, que domina os EUA e grassa em numerosos países europeus.
Francisco foi a pomba caída no ninho de falcões que povoavam o Vaticano, e viram o poder esvaziado e as suas posições reacionárias postas em xeque.
Continuar a lerDESABAFOS | Tiago Salazar

A montra das redes sociais permite à grande mole, que não tem acesso à escrita e vox pública (jornais, revistas, livros…), a divulgação das suas dores, revoltas, triunfos, egos, alergias e alegrias. Escrever é uma forma de terapia como dar peidos ao vento, dançar ou dar murros e pontapés num saco ou colchão. Não requer nenhuma espécie de dom ou vocação. Quem relê o que escreve (sem plágio, imitação ou recurso ao pensamento alheio), mesmo de forma atabalhoada, deve rever-se.
É aqui que está a honestidade intelectual. O facto de ter livros publicados e de me conotarem com um escritor (amador), só me obriga a uma maior responsabilidade. Parto do princípio de que vou ser lido com mais atenção (ou maior exigência). A escrita sai como me chegam os pensamentos (e as emoções que nascem dos pensamentos ou os antecedem). Para vir aqui partilhar escritos como este tenho um fundamento: uma vontade de mobilizar o(s) leitor(es) a reler, a guardar, a partilhar, a debater o tema de fundo. Para hoje, o tema de fundo é a mania dos portugueses de viverem acima das possibilidades.
Continuar a lerQuem Ganhará o Futuro? | João Gomes

Demora muito tempo para se perceberem que as classificações, as estatísticas passadas e as previsões futuras da atividade económica das nações ao redor do mundo, projetadas por instituições ocidentais, principalmente como o FMI, o BCE e outras, estão contaminadas e, em alguns casos, são fraudulentas, para dar a impressão errada aos leitores. Isso não é diferente de como o Facebook, as pesquisa do Google, do YouTube, ou o que emite o governo dos EUA e principalmente todos os canais de média, que também projetam as notícias fortemente tendenciosas para adequar as agendas das pessoas que controlam essas instituições.
Recentemente usei algum tempo e esforço para perceber a economia da Rússia e descobrir como é que esse país, não só está a lutar contra o poder coletivo de todas as nações ocidentais mais alguns não-ocidentais (por exemplo, o Japão), sendo que a economia da Rússia é menos de um vigésimo do coletivo ocidental e a guerra moderna é altamente dependente da economia, industrial, base de recursos e detalhes científicos das partes envolvidas. No papel, o ocidente coletivo tem mais de vinte vezes a economia, e uma alta capacidade financeira, social e industrial. A Rússia tem sido frequentemente descrita de forma desprezível como um país que é pouco mais do que uma nação que tem fontes de energia, governado por um ditador déspota.

Se a previsão económica e os cálculos da base industrial estiverem corretos, então, considerando o ataque a todas as frentes, militares, económicos e tudo mais, dirigido contra a Rússia pelos EUA/OTAN, então a Rússia deveria ter sido desmembrada, cortada e devorada um mês após o início das hostilidades. Mas, pelo que parece, o ocidente coletivo está falhando redondamente. Isto é um forte indício de que a projeção ocidental da maioria dos dados, incluindo a economia, é fraudulenta e tem vindo a desinformar as pessoas sobre os factos e a enganá-las no caminho.
Continuar a lerNão à guerra NATO/EUROPA Ocidental contra a RÚSSIA
Emmanuel Macron e António Costa deveriam apoiar a declaração de Scholz. Recusa absoluta de guerra entre NATO e RÚSSIA.
Os países Europeus devem suspender o envio de armas. E afirmá-lo claramente a Joe Biden/USA
Os USA e seu CMI que façam a guerra sozinhos. Têm poder suficiente para isso. Não podem servir-se da EUROPA para o fazer.

Arte de Amedeo Bocchi, “Melancolia” 1932
A Cor do Dinheiro | Ao Nascer do Dia – 27/01/2023
Pierre de Gaulle : “Ils ont détruit la France de mon grand-père !”
16/01/2023 | #SudRadio | Avec Pierre de Gaulle, petit-fils du général de Gaulle
JMJ | JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE

O Sr. Presidente da Câmara de Lisboa, o Engº Civil e Economista Carlos Moedas, é um homem experiente e inteligente. É o Presidente da maior Câmara de Portugal, tem poderes e capacidade suficientes para liderar e controlar este processo. Que, para bem do País, deverá correr bem. Estima-se que aproximadamente 1 milhão e quinhentos mil jovens de todo o mundo virão a Portugal. Vai ser uma entrada maciça de divisas, muito benéfica para a Economia do País. Mas, e sobretudo, vai dar uma visibilidade tremenda a Portugal. E deixará uma zona nobre da cidade equipada para futuros grandes espetáculos e todo o tipo de encontros populares.
Carlos Moedas não deve alimentar a avidez e segundas intenções de muitos dos jornalistas do País. Deve explicar, sim, quanto baste e avançar. Avançar liderando com firmeza toda a Organização. Em meu entender não deve cair na mesma tentação do Sr. Presidente da República alimentando, por vezes demais, a coscuvilhice jornalística e dos “profissionais” das redes sociais.
O processo é imparável. Haverá erros? Provavelmente. Tentem emendar e seguir em frente. Sempre em frente.
Eu não duvido que irá correr bem.
Vítor Coelho da Silva | 26-02-2023
Professor John Maersheimer sobre o conflito na Ucrânia
12/03/2022
O mundo fragmentado caminha como sonâmbulo para a III Guerra Mundial | Pepe Escobar

As auto-proclamadas “elites” de Davos têm medo. Estão assustadas. Nas reuniões desta semana do Fórum Económico Mundial, o articulador-mor Klaus Schwab – exibindo a sua marca registada de vilão estilo Bond – insistiu reiteradamente acerca de um imperativo categórico: precisamos de “Cooperação num Mundo Fragmentado“.
Se bem que o seu diagnóstico da “mais crítica fragmentação” em que o mundo está agora afundado seja previsivelmente sombrio, Herr Schwab sustenta que “o espírito de Davos é positivo” e que, no final, todos nós poderemos viver felizes numa “economia verde sustentável”.
O que Davos tem conseguido nesta semana é inundar a opinião pública com novos mantras. Há o “O Novo Sistema” que, considerando o fracasso abjeto do Great Reset (Grande Reinicialização), agora assemelha-se a uma atualização apressada do – avariado – sistema operativo atual.
Davos precisa de novo hardware, novas capacidades de programação, até mesmo de um novo vírus. Mas por enquanto tudo o que está disponível é uma “poli-crise”: ou, na linguagem de Davos, um “cluster de riscos globais relacionados com efeitos combinados”.
Em linguagem simples: uma tempestade perfeita
Continuar a lerA NOSSA GUERRA DOS OUTROS | Francisco Seixas da Costa

Amigos estrangeiros não europeus com quem jantei no início desta semana, chegados a Portugal há breves dias, mostravam-se verdadeiramente espantados com a quantidade de tempo que a guerra na Ucrânia ocupa nas nossas televisões. E porque entendem português, notaram também que a nossa comunicação social, de forma clara e sem disfarce, tomou partido nesta guerra, não escondendo estar ao lado da Ucrânia, mantendo, ao mesmo tempo, uma forte acrimónia no tocante à Rússia.
Expliquei-lhes que esse era também, à evidência, um sentimento maioritário no país. Mas também lhe disse que há por cá quem não goste da causa da Ucrânia, quem simpatize com os russos ou, muito simplesmente, esteja sempre do lado contrário àquele em que estão os americanos.
Um deles perguntou-me então se, no passado, em outros grandes conflitos internacionais, sem envolvimento direto de Portugal, o país, mediático e não só, também ficara tão fortemente inclinado para um dos lados. Disse-lhes que, ao que me recordava, nunca tal tinha acontecido em tempo de democracia (o outro não conta para o que aqui conta).
Esta parece ser, de facto, a primeira vez em que os portugueses acabam por fazer sua uma guerra de outros.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
Messi ou Maradona: Lionel Scaloni elege o melhor

Entrevistado pela estação de rádio espanhola COPE, o treinador argentino Lionel Scaloni escolheu o melhor entre Lionel Messi e Diego Armando Maradona: “Se eu tivesse de escolher um entre estes dois seria Leo. Tenho uma ligação especial com ele. Ele é o melhor jogador de todos os tempos, embora Maradona também fosse obviamente fantástico.”