Riscos de uma guerra nuclear “são cada vez maiores”, alerta Papa Francisco | in SIC Notícias

O Papa Francisco alertou, este sábado, que são cada vez maiores os riscos de uma guerra nuclear e pediu à comunidade científica que se una pelo desarmamento e numa força para a paz.

“Os riscos para as pessoas e para o planeta são cada vez maiores”, afirmou o Papa, citado pela agência EFE, na cerimónia em que recebeu em audiência, no Vaticano, representantes da Academia Pontifícia das Ciências.

Francisco lembrou que João Paulo II “deu graças a Deus porque, pela intercessão de Maria, o mundo tinha sido salvo da guerra atómica”, para acrescentar que “infelizmente é necessário continuar a rezar por este perigo, que devia ter sido evitado há muito tempo”.

Continuar a ler

Papa Francisco: “para decidir bem, é necessário saber discernir” | in Comunidade Shalom

Na última quarta-feira (31), o Papa Francisco deu início a um novo ciclo de catequeses na Sala Paulo VI. Dessa vez, o Santo Padre abordará o tema do discernimento. “O que significa discernir” foi o tema do primeiro encontro semanal com os fiéis sobre esse novo assunto.

Jesus fala sobre o discernimento

Francisco ensinou que, no Evangelho, Jesus fala do discernimento com imagens tiradas do dia a dia, como no ofício dos pescadores que selecionam os peixes bons e descartam os maus; ou ainda na atividade do comerciante que precisa identificar em meio às pérolas aqueles que têm mais valor. Ou também aquele homem que lavrando uma terra descobre um tesouro e por isso resolve vender tudo para comprar o campo.

“À luz destes exemplos, o discernimento se apresenta como um exercício de inteligência, de perícia e inclusive de vontade, para reconhecer o momento favorável: são estas as condições para fazer uma boa escolha”, disse o Papa.

O Vigário de Cristo ainda acrescendo:

“As decisões são tomadas por cada um de nós. Não há quem a tome por nós. Adultos, livres. Podemos pedir um conselho, pensar, mas a decisão é própria. Não se pode dizer: “Eu perdi isso, porque meu marido decidiu, minha esposa decidiu, meu irmão decidiu”: não! Você deve decidir, cada um de nós deve decidir. Por isso, é importante saber discernir: para decidir bem é necessário saber discernir.”

Papa Francisco explica a relação entre discernimento e afetos

Em sua fala, o Papa ainda comentou a relação entre o discernimento e os afetos.

 “O Evangelho sugere outro aspecto importante do discernimento: ele envolve os afetos. Quem encontrou o tesouro não tem dificuldade de vender tudo, tão grande é a sua alegria. O termo usado pelo evangelista Mateus indica uma alegria totalmente especial, que nenhuma realidade humana pode dar; e com efeito, repete-se em pouquíssimas outras passagens do Evangelho, todas elas relativas ao encontro com Deus. É a alegria dos Magos quando, depois de uma viagem longa e árdua, veem de novo a estrela; é a alegria das mulheres que regressam do sepulcro vazio, depois de ouvir o anúncio da ressurreição, feito pelo anjo. É a alegria de quem encontrou o Senhor.”

No juízo final, Deus fará um discernimento, o grande discernimento, em relação a nós, de acordo com o Papa. Por isso, ele ainda reiterou:

“É muito importante saber discernir: as grandes escolhas podem surgir de circunstâncias à primeira vista secundárias, mas que se revelam decisivas. Numa decisão boa, a vontade de Deus se encontra com nossa vontade; se encontra o caminho atual com o eterno. Tomar uma decisão justa, depois de um caminho de discernimento, é fazer esse encontro: o tempo com o eterno”.

O discernimento é árduo, mas indispensável para viver

“Segundo a Bíblia, não encontramos diante de nós, já embalada, a vida que devemos viver. Deus nos convida a avaliar e a escolher: Criou-nos livres e quer que exerçamos a nossa liberdade. Por isso, discernir é difícil”, sublinhou o Pontífice. Ele ainda explicou que o discernimento é aquela reflexão da mente, do coração que se deve fazer antes de tomar uma decisão.

“O discernimento é árduo, mas indispensável para viver. Requer que eu me conheça, que saiba o que é bom para mim aqui e agora. Exige sobretudo uma relação filial com Deus que nunca impõe a sua vontade, porque quer ser amado, não temido. E o amor só pode ser vivido na liberdade. Para aprender a viver é preciso aprender a amar, e por isso é necessário discernir.”

08 de Setembro de 1504: David, obra-prima de Miguel Ângelo,é colocada em praça pública na cidade de Florença.

Localizado em: Galeria da Academia de Belas Artes de Florença
Endereço: Via Ricasoli, 60, 50122 Firenze FI, Itália

David, obra-prima da escultura renascentista esculpida entre 1501 e 1504 do génio da arte Miguel Ângelo Buonarotti, foi colocada em praça pública, fora do Palazzo della Signoria, sede do governo civil, em Florença, no dia 8 de Setembro de 1504.
É uma escultura de vulto, feita em mármore, mediante técnica de moldagem. Mede 5,17 metros. A estátua representa David, o herói bíblico, tema preferido na arte de Florença. Originalmente criado como parte de uma série de estátuas dos profetas para ser posicionado ao longo do extremo leste da Catedral de Florença.
Devido à natureza do herói que representava, logo passou a simbolizar a defesa das liberdades civis consagradas na República de Florença, uma cidade-estado independente, ameaçada pelos mais poderosos estados rivais e pela hegemonia da família Médici.
A estátua foi movida para o Museu da Academia em Florença, em 1873 e, mais tarde substituída por uma réplica. Em 12 de Novembro de 2010, uma réplica de fibra de vidro do David foi instalada no telhado da Catedral de Florença por um único dia.
Nesse dia ocorreu a disputa pela posse da estátua. Com base numa análise de documentos históricos, o Ministério da Cultura Italiana  reivindicou a posse da estátua em oposição à cidade de Florença, onde sempre esteve localizada. Florença imediatamente se opôs à pretensão.

Continuar a ler

ISABEL II E SUA HERANÇA | Fonte – Washington Post

“Como herdeira aparente e depois rainha, Elizabeth talvez não estivesse a par de todos os detalhes sórdidos das operações realizadas para preservar seu império após o fim da Segunda Guerra Mundial e durante a década de 1960.

Isso inclui contra-insurreições brutais no que hoje são Malásia, Iémen, Chipre e Quênia – onde dezenas de milhares de pessoas foram detidas e torturadas pelas autoridades coloniais enquanto tentavam reprimir o movimento anticolonial Mau Mau.

Esses crimes só tardiamente levaram a um acerto de contas na Grã-Bretanha, com o governo pagando indenizações a algumas vítimas de suas políticas coloniais, enquanto ativistas pressionam pela remoção de estátuas e pela revisão dos currículos escolares que glorificam o império britânico.

Elizabeth se apresentou como a feliz administradora da Commonwealth, agora um bloco de 56 países independentes que todos, em algum momento, foram governados pela coroa britânica. Mas sua história dificilmente era benigna.

Continuar a ler

Walmir Ayala e o inconformismo com a vida | Adelto Gonçalves (*)  

                                                    I
Livro já considerado clássico da Literatura Brasileira, À beira do corpo (São Paulo: Casarão do Verbo/Bookeirão, 2018), do poeta e ficcionista Walmir Ayala (1933-1991), publicado pela primeira vez em 1964, ganha a sua 13ª edição e merece ser conhecido pelas novas gerações. Maior sucesso literário do autor, trata-se de um romance singular, pois, embora considerado ficção, parte de uma tragédia ocorrida na própria vida do autor, que o inspirou a buscar explicação para um incomensurável desatino.
Ou seja, Ayala, quando tinha apenas quatro anos, viu a mãe e seu amante serem assassinados a tiros pelo pai. E, como observa o romancista, roteirista e jornalista Eliezer Moreira (1956), no texto de apresentação da obra, procurou recriar “poeticamente a experiência traumática da infância com uma coragem e autenticidade raras, numa espécie de catarse ou purgação”.
 Um dos escritores brasileiros mais premiados de sua geração, nos vários gêneros literários a que se dedicou, Ayala, inspirado em Machado de Assis (1839-1908) e o seu Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), coloca um “verme” a contar a história do fatídico triângulo amoroso. E que começa por mostrar Bianca, uma jovem de 17 anos, “de uma beleza cobiçada em toda a redondeza”, filha do velho Piero, proprietário de uma chácara de pêssegos, que começa a se preparar para as bodas com um moço pobre da vizinhança, Vicente, dono de uma ferraria.

Continuar a ler

Falecimento | 08-09-2022 | Isabel II do Reino Unido | in Wikipédia

Este artigo ou se(c)ção trata de uma pessoa que morreu recentemente. A informação apresentada pode mudar com frequência. 

Isabel II (em inglêsElizabeth II, nascida Elizabeth Alexandra MaryLondres21 de abril de 1926 — Castelo de Balmoral8 de setembro de 2022) foi rainha do Reino Unido e de mais catorze Estados independentes chamados de Reinos da Comunidade de Nações de 1952 até sua morte em 2022. Foi também a chefe da Commonwealth, uma grande organização intergovernamental composta por 53 países independentes. Ela também foi a primeira monarca feminina soberana da Casa de WindsorGovernadora Suprema da Igreja da Inglaterra e Comandante Suprema das Forças Armadas do Reino Unido. Em alguns de seus outros Estados soberanos, ela possuia o título de Defensora da Fé. O papel político de Isabel II abrangeu grandes áreas. Ela teve funções constitucionais significativas e era uma representante ativa de sua nação perante o mundo.[1] Além disso, sua popularidade pessoal a faz ser um dos ícones notáveis que remetem à cultura britânica.

Continuar a ler

Portugal nas cinzas dos impérios | por Carlos Matos Gomes

Após o bombardeamento do Serviço Nacional de Saúde, com cessar-fogo após a demissão da ministra, numa aberta no dilúvio sobre a Ucrânia, a opinião pública portuguesa foi convocada nos últimos dias para dois acontecimentos significativos do estado em que vivemos: a substituição do primeiro-ministro do Reino Unido e a celebração dos 200 anos do Brasil.

Um cidadão de mediana cultura e interesse pelo que se passa à sua volta perguntaria, com razão, porque diabo me enchem o telejornal com as peripécias da mudança de inquilino da casa do chefe de governo inglês e da celebração dos 200 anos da independência da antiga colónia do Brasil? À primeira vista nada. A Inglaterra é hoje um anexo dos Estados Unidos, o estado vassalo por excelência na Europa; e o Brasil é hoje um enorme Estado com contradições internas — étnicas e sociais — que o inibem de ser uma potência dominante no grande espaço do Atlântico Sul. Esta redução a cinzas dos dois impérios que ampararam Portugal determina o seu (nosso) presente. Pela primeira vez na história Portugal está sem um anteparo, sem um tutor. A União Europeia esvaiu-se e dela restam cinzas.

Continuar a ler

O Idiota. Relatório de primeiras impressões. | Carlos Matos Gomes

Estamos tão idiotizados que discutimos os tostões da esmola e não quem nos colocou na condição de pedintes, se foram idiotas, ou traidores.

Na minha vida solicitaram-me várias vezes um FIR (First Impression Report), um relatório de primeiras impressões. O meu FIR (não o meu feeling) após ouvir a conferência do primeiro-ministro a anunciar medidas extraordinárias de apoio à crise que já vivemos e que se vai agravar foi lembrar-me de uma obra clássica da literatura russa (tinha de ser), «O Idiota», de Dostoievsky.

Não, o idiota não é António Costa. O Idiota é quem nos meteu nesta camisa de onze varas de empobrecimento, miséria que necessita de uma esmola nacional e transeuropeia para ser suportável. De repente os europeus estamos todos a esmolar, de Portugal à Polónia, à Hungria, aos países bálticos, todas de mão estendida para receber uma esmola maior ou menor.

E ninguém se questiona quem foi o Idiota que nos colocou nesta situação?

O enredo do romance de Dostoievski gira em torno do príncipe Míchkin, criado longe da Rússia devido a epilepsia que após longa permanência na Suíça decide regressar à aos seus domínios, sem a menor ideia do que o aguarda. O príncipe é atirado para situações sobre as quais pouco entende e nas quais as suas supostas qualidades, ou idiotia, causam mais tumulto do que solução. Em diversas passagens da história, a ingenuidade do príncipe roça a estupidez crassa e espanta o leitor, como quando escuta com paciência inacreditável as mentiras do velho general Ívolguin, que jura ter sido pajem de Napoleão; ou quando é acusado por um grupo de jovens liderado por um moribundo de dever metade de sua fortuna a um filho ilegítimo. As referências de Dostoievski para a construção do protagonista foram duas figuras que ultrapassam os limites do senso comum: Dom Quixote e Jesus Cristo.

O Idiota, neste caso, no caso que deu origem às nossas esmolas, é uma figura dúplice, como Janus: a NATO e a UE.

Devemos a estas duas  entidades, que podiam ser o idiota do príncipe Míchkin, estarmos hoje a discutir a esmola dos governos. Mas ninguém na Europa, ao anunciar o estado de pedincha em que os cidadãos foram colocados, falou nos idiotas que nos colocaram nesta situação de indignidade.

Estamos tão idiotizados que discutimos os tostões da esmola e não quem nos colocou na condição de pedintes, se foram idiotas, ou traidores.

Retirado do facebook | Mural de Carlos Matos Gomes


Acção de Formação: Avaliação e Reforço de Edifícios Existentes de Betão Armado | FUNDEC/IST

A FUNDEC vai realizar uma acção de formação com o tema “Avaliação e Reforço de Edifícios Existentes de Betão Armado” nos dias 14, 15, 16 e 17 de Setembro, das 9h00 às 18h00, em formato híbrido (presencial no IST e online via Zoom).

Esta acção tem como objectivo transmitir a formação necessária para a avaliação e reforço de edifícios existentes de betão armado tendo em conta o novo enquadramento regulamentar nacional e europeu. Para além dos fundamentos teóricos, a formação terá uma componente prática que envolverá a modelação e análise em regime não-linear de um edifício de betão armado, a avaliação da segurança sísmica da estrutura assim como a definição de intervenções de reforço.

A acção de formação encontra-se estruturada em 2 Módulos:

Módulo 1 – Avaliação Sísmica
Data/hora: 14 e 15 de Setembro, das 9h00 às 18h00
Custo: 400€ + IVA 23% (492€) – Online
Programa e inscrições: aqui

Módulo 2 – Reforço Sísmico
Data/hora: 16 e 17 de Setembro, das 9h00 às 18h00
Custo: 400€ + IVA 23% (492€) – Online
Programa e inscrições: aqui

Para mais informações contacte-nos através do e-mail: fundec@tecnico.ulisboa.pt

Medvedev acusa Alemanha de “declarar uma guerra híbrida” à Rússia

Para Medvedev, a Alemanha é “um país hostil”, que “impôs sanções contra toda a economia da Rússia e seus cidadãos” e que “fornece armas letais à Ucrânia”.

“Noutras palavras, a Alemanha declarou uma guerra híbrida à Rússia. Consequentemente, a Alemanha atua como inimigo da Rússia”,

A propósito, para quando a paz, para quando a amizade entre os povos da Europa e do Mundo?

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2066261/ao-minuto-zaporijia-e-preocupacao-soldados-russos-sem-condicoes

El ángel caído | Obra de Alexandre Cabanel, Francia (1847)

Estudio anatómico del mismísimo Lucifer,
que fue durante un tiempo la mano derecha
de Dios. Inteligentísimo y muy hermoso,
el ángel tenía un pequeño defecto: la soberbia.
Un día tuvo la desastrosa idea de rebelarse
contra su creador al creerse igual que él, y la
cosa no acabó nada bien.

i Cómo has caído de los cielos, Lucero, hijo de la Aurora !
i Has Sido abatido a la tierra dominador de naciones !
Tú que dijiste en tu corazón: Al cielo subiré, por encima de
las estrellas de Dios alzaré mi trono, y me sentaré en el Monte
de la Reunión en el extremo Norte. Subiré a las alturas del nublado,
y seré como el Altísimo.

Continuar a ler

Ucrânia — A última fronteira dos EUA | Carlos Matos Gomes

(e a nossa — mas não nos pediram nenhuma opinião)

A Última Fronteira é um título apelativo para transmitir a ideia de objetivo final de um longo processo de conquista. O título foi usado, por exemplo, num western de 1940, realizado por William Wyler, a propósito da conquista do Oeste pelos europeus; foi o título de um drama romântico realizado por Sean Penn (2016), de relações sentimentais e de limites de consciência, num ambiente africano; foi o título de um conjunto de produtos multimédia da Twentieth Century Fox Film Corporation — Planeta dos Macacos: A Última Fronteira — uma aventura sobre conquista, traição e sobrevivência. Quando os destinos de uma tribo de macacos e um grupo de sobreviventes humanos se cruzam, os seus mundos colidem e as suas vidas são postas em risco. Estão publicados inúmeros livros com o mesmo título, sempre remetendo para um ponto final numa grande ação.

A Ucrânia cabe na definição de Última Fronteira para a estratégia dos EUA após o final da URSS, conduzida por Gorbatchev, que morreu há dias. Essa estratégia foi e é clara: Fazer avançar a fronteira dos EUA (através de NATO) até à fronteira Oeste da Rússia. Foi conseguida numa primeira fase com a adesão dos países do ex-Pacto de Varsóvia à UE e à NATO, um papel de recrutamento atribuído ao Reino Unido e que culminou com o avanço de mil quilómetros da fronteira dos EUA até às fronteiras Leste dos Estados Bálticos, da Polónia, República Checa e Eslováquia, Hungria e Roménia.

Continuar a ler

Usina nuclear de Zaporizhia: ONU confirma tentativa de sabotagem ucraniana e agradece à Rússia | (Por Francesca Villasmundo, in Reseau International, 03/09/2022) | in Estátua de Sal

O perigo nuclear que afecta a central de Energodar (Zaporijia), sob constante bombardeamento, continua a ser uma questão fundamental, ainda que a urgência de um possível perigo de explosão tenda a ser posta de lado.

A Energodar e a usina nuclear de Zaporizhia estão sob controle russo desde o início de março. Em agosto, a instalação nuclear foi alvo de ataques regulares de artilharia e drones, que Moscou e Kyiv atribuíram um ao outro. Autoridades ucranianas também alegaram que os militares russos usaram a fábrica como base militar, estacionando armas pesadas lá. Moscou negou as acusações, dizendo que havia apenas guardas levemente armados defendendo a instalação.

Moscou pediu uma visita da AIEA a Zaporizhia, a maior usina nuclear da Europa, desde junho, mas a insistência da Ucrânia de que a missão passe por Kyiv para defender a soberania ucraniana ajudou a adiar a missão até esta semana.

Continuar a ler

Mais biliões para a Ucrânia à medida que a América se desmorona | in Estátua de Sal

(Dr. Ron Paul, in http://www.lewrockwell.com, 23/08/2022, trad. Estátua de Sal)

(Publico este texto como demonstração de que, nos EUA, também há gente acordada opondo-se à política externa de Biden e dos seus sequazes. Ou seja, aqueles que defendem a melhoria das condições de vida na América, para os americanos. E os pastorinhos não venham dizer que o autor, também é putinista…

Estátua de Sal, 24/08/2022)


Há um videoclipe a circular que mostra o presidente Biden falando numa recente cimeira da NATO sobre os sete biliões de dólares que o governo dos EUA havia – há época – fornecido à Ucrânia. Em contraponto há também outro clipe que mostra o estado horrível de várias grandes cidades dos EUA, mormente na Pensilvânia, Califórnia e Ohio. O vídeo das cidades americanas é chocante: paisagens intermináveis ​​de sujeira, lixo, pessoas sem-abrigo, fogueiras na rua, zombies viciados em drogas. Não há qualquer semelhança com a América de que a maioria de nós se lembra.

Ver Biden gabar-se de enviar biliões de dólares para líderes corruptos no exterior, existindo cidades americanas que parecem o Iraque ou a Líbia bombardeados, é em síntese a política externa dos EUA. As elites de Washington dizem ao resto da América que devem “promover a democracia” numa qualquer terra distante. Qualquer um que se oponha é considerado aliado do inimigo escolhido do dia. Este já foi Saddam, depois Assad e Gaddafi. Agora é Putin. O jogo é o mesmo, apenas se alteram os nomes.

Continuar a ler

NA MORTE DE GORBACHEV (1931-2022) | por Carlos Fino

No momento em que é anunciada a morte de Mikhail Gorbachev recordo naturalmente com emoção as imagens e vivências desses dias longínquos de novembro de 1987, em que integrei como tradutor a delegação portuguesa, durante visita oficial à URSS do então Presidente Mário Soares.

Ao entrarmos na sumptuosa sala de São Jorge, no Grande Palácio do Kremlin, toda coberta de seda debruada a ouro tendo apensas as mais imponentes condecorações por coragem e heroísmo militares do tempo de Catarina, a sensação que tive e conservo até hoje foi a de estar num museu de cera, de hieráticas figuras envelhecidas em que de repente havia uma que ganhava vida e falava – Gorbachev.

Havia nele uma mistura de seriedade aparatchik e visão aggionarta que o impulsionavam para a mudança, então ainda sem suspeitar que um dia tudo iria escapar do seu controlo.

Com a simpatia e fina intuição política que o caracterizavam, Soares (que ficou alojado no Kremlin, deferência rara) captou a novidade e aproveitou bem o momento, travando com Gorbachev um diálogo animado e franco, em que Angola foi um dos pontos em destaque.

De passagem, soube também lisonjear o interlocutor com uma deslocação ao túmulo do Soldado Desconhecido, junto à muralha do Kremlin, onde prestou homenagem “ao esforço decisivo da URSS para a vitória sobre o nazismo na segunda guerra mundial”.

Apesar de toda agitação social que a Perestroika desencadeou no país, do caos político e dos conflitos armados que acabaram por eclodir em diferentes regiões da ex-URSS, Gorbachev e a direção política a que presidiu conseguiram sempre manter sob controlo o armamento nuclear.

Acreditou porventura demais nas promessas de não expansão da NATO para leste que então lhe foram feitas, acabando por ver desfazer-se o sonho de uma Europa do Atlântico aos Urais – “Nossa Casa Comum”. Mas o mérito do derrube do muro de Berlim, pondo fim à Guerra Fria, é todo seu, ao ter impedido Honecker de reprimir as manifestações populares na Alemanha de Leste.

Gorbachev não é hoje popular na Rússia – apontam-lhe a responsabilidade de ter aberto as portas ao fim do império, como se esse declínio não viesse já de muito antes e ele afinal mais não tivesse tentado do que evitá-lo pela mudança quando era já evidente onde estava conduzindo a estagnação.

Com o seu desaparecimento parece agora morrer também a era de esperança e diálogo a que deu início, com a Europa a mergulhar de novo no confronto, na intolerância e na guerra. Fechou-se a janela de oportunidade aberta por Gorbachev de estabelecer com a Rússia um modus vivendi mutuamente vantajoso com uma perspectiva democrática no horizonte.

Resta desejar que descanse em paz e que a sua ideia de uma Rússia reconciliada com o Ocidente e vice versa ainda possa um dia renascer

CF | Foto: Luís Vasconcelos

Un gazoduc reliant la Russie à la Chine annoncé par Gazprom | 1-9-2022

En prévision de la hausse de la consommation de gaz en Chine, Gazprom lance un nouveau pipeline qui répondrait à cette demande croissante. La décision a été rendue publique sur fond de suspension des livraisons en Europe via le Nord Stream 1.

Le groupe énergétique russe Gazprom commence les travaux de conception d’un gazoduc supplémentaire en direction de la Chine, a déclaré ce 1er septembre son directeur, Alexeï Miller. Le géant gazier russe prévoit une croissance importante de la consommation du combustible bleu dans l’Empire du milieu.

«Au cours des 20 prochaines années, selon les prévisions, l’augmentation de la consommation de gaz en Chine représentera 40% de l’augmentation de la consommation mondiale de gaz. Par conséquent, nous avons signé un autre contrat pour la fourniture de gaz à la Chine. C’est la route de l’Extrême-Orient», a précisé M.Miller.

Alors que les livraisons de gaz russe en Chine semblent avoir de belles perspectives, les volumes des approvisionnements en Europe restent au plus bas depuis plusieurs décennies.

Françoise Bianchi | Edgar Morin: entre Montaigne y Spinoza

Revista Iniciativa Socialista (primeiro período da revista trasversales atual), número 76, verão 2005-2006,
Texto inicialmente apareceu em Estudos Culturais FrancesesEdgar Morin , Universidade de Southampton, 1998, pp. 387-396. Traduzido e publicado com a permissão do autor. Françoise Bianchi é professora da Universidade de Pau e autora de Le fil des idées [Seuil, 2001], uma biografia intelectual de Edgar Morin.

A ideia de relacionar o pensamento de um escritor do século XX com a de seus ilustres antecessores dos séculos XVI e XVII pode ser surpreendente à primeira vista. A priori, tudo separa as obras de Montaigne e Spinoza da de Edgar Morin. São obras que surgiram às vezes muito diferentes para que seu confronto fosse frutífero. Na realidade, não se poderia falar de “filiação”· Incluindo. Para o resto, o que uma obra literária, uma obra filosófica e o trabalho de um sociólogo têm a ver com isso?
Mas aqui não se trata disso, mas sim de aproximar os projetos de escrita e de apontar suas preocupações comuns, aqueles que norteiam o interrogatório, além das mudanças de episteme, utilizando a terminologia de Michel Foucault [1966, 1968], além, sobretudo, das classificações usuais estabelecidas pela história da literatura e da filosofia.

De Montaigne

Embora seja estranho começar com isso, quero salientar que Edgar Morin é marrano, como Montaigne. Claro, por razões históricas bem conhecidas, uma memória familiar e comunitária estava presente que no século XVI não foi invocada, exceto talvez em alguma alusão amigável e codificada, como a que Edgar Morin [entrevista pessoal, 12/6/1996] acredita presente na carta de Montaige ao seu pai na qual ele relata as palavras de La Boêtie em seu leito de morte dirigindo-se ao padre que acabou de dizer missa: “Eu ainda quero dizer estas palavras em sua presença: eu protesto que como fui batizado e vivi, então eu quero morrer sob a fé e religião que Moisés implantou pela primeira vez no Egito, que os santos padres então receberam na Judéia, e que de mãos dadas, pelo passar do tempo, foi trazido para a França” [Montaigne, 1962].
Qualquer que seja o escopo exato dessas palavras, Montaigne, o Gascon, também era um espírito universal, cuja curiosidade o fez se abrir para outras culturas, e que, o que quer que Barrès diga, não tinha medo de estabelecer contato com o que estava além das fronteiras de sua terra natal [Montaigne 2003, I-31, III-6, III-9].

Continuar a ler

Gosto muito de si | A senhora é Bonita como o SNS e como a minha Mãe | Paulo Anjos

Não sei quem é o Paulo Anjos. Mas sei que gostaria de ter subscrito o que escreveu. Acrescentaria talvez apenas uma frase – vivam as mulheres, vivam as mães!

Bem haja o Paulo, bem haja Marta Temido (vcs)

Gosto muito de si

Se eu lhe pudesse escrever, dir-lhe-ia que me faz lembrar a Mulher que mais admirei na vida e por quem vivo sempre profundamente apaixonado, a minha Mãe.

Não só por o seu ar frágil , nem pela cor dos seus cabelos, nem por terem olhos da mesma cor e por serem Bonitas , nao.

Mas pela paixão que entrega aos outros, pela luta incansável de querer tratar, de querer curar.

Sabe, a minha Mãe trabalhou no SNS até à morte, e dava tudo por ele , dava tudo fora dele.

Sabe , às vezes eu zangava-me com ela, porque depois de um dia de trabalho , ainda pegava na mala e ia dar uma injeção a um senhor que morava na outra avenida , ainda ia fazer o penso aquela senhora do bairro 25 de Abril , de caminho passava por um pateo do bairro da Comenda para ir algaliar o senhor que morava no pateo , todos os dias, todos os dias era assim , apenas se iam mudando os itinerários.

Acompanho a senhora de longe, sabendo que está cercada por escassos meios , mas caramba , que culpa tem a senhora por décadas de desinvestimento no seu , no meu , no nosso SNS.

Que culpa tem pelas opções de sermos o país da Europa (percapita)com mais Kms de auto estradas de construírem a maior ponte da Europa no sítio mais largo do rio, que culpa a senhora tem dos milhões e milhões gastos em desvarios de banqueiros e em bancos privados , que culpa tem de nao ter médicos , porque centenas e centenas de jovens nao tiveram média de 19 ponto qualquer coisa ,só porque num teste de física ou química tiveram apenas 17 valores e foram obrigados a seguir outras carreiras ou a ir pra outros paises , que culpa é essa que lhe põe nos braços ?

Sabe , eu tenho imenso orgulho em si, porque a senhora nao dispara sobre quem todos os dias , do alto da canalhice a enche de tiros e mina as suas horas de trabalho.

Sabe , eu sou e vou ser-lhe eternamente agradecido pelo seu esforço gigante.

A senhora é Bonita como o SNS e como a minha Mãe.

Obrigado

Paulo Anjos | 27 de Janeiro de 2021 


Há pouco ao abrir isto ,descobri que anda novamente a circular um texto meu de Janeiro 2021, tudo bem.

Hoje , tenho por Marta Temido ainda mais estima e consideração.

Tenho ainda a sorte de amigos que a este propósito partilham cenas do Brecht.


“Um dia, Brecht escreveu um daqueles diamantes breves que rasgam a noite sem contemplações.

Escapei aos tubarões

Abati os tigres

Fui devorado

Pelos percevejos.

Marta Temido conquistou legitimidade para o fazer seu.”


Paulo Anjos | 01/09/2022

Breve Resenha Crítica | “O BRILHO DAS ESTRELAS CADENTES” de Sebastião Pereira da Costa.

Com o romance autoral “O BRILHO DAS ESTRELAS CADENTES”, Sebastião Pereira da Costa está consagrado e brilhantemente escrito nas estrelas

O escritor é aquele que se dedica profissionalmente a fazer arte usando como matéria-prima a língua, o texto, sua inspiração e muita criatividade.

Daniele Fernanda Feliz Moreira

Especialista em Linguística, Letras e Artes (CEFETRJ, 2013)

-Ler SPC, ou Sebastião Pereira da Costa, é antes de tudo e a bem dizer, sempre um deleite. Maroto jornalista de histórico insurgente, critico social voraz e feroz, pena pesada como dizem os arqui-inimigos historiais,um jornalista político primoroso, também literato de naipe com outros livros de renome publicados, ou mesmo do primeiro de estreia, NÃO VERÁS NENHUM PAÍS COMO ESTE com prefácio de FHC, SPC, entre Itararé, onde nasceu rebento no Bairro de Santa Cruz dos Lopes, e Itapeva da Faxina, mais acessos aqui e ali em lutas, conflitos e vitórias em Sampa da força que ergue e destrói coisas belas, como bem cantou Caetano Veloso, SPC de mala e cuia e calibre fezhistórias que, finalmente, nesse seu último livro, registra como ousadia, encanto e primor, que é de seu estilo e modus operandi.

-Li quase todos os livros dele, baita aprendizado de escrita e fluente narrativa gostosa  com escola no jornalismo regional, então, ler O Brilho das Estrelas Cadentes também foi um prazer, de cara sapequei cento e poucas páginas de puro desfrute, aqui e ali rindo  gostoso, e rindo alto de como jocosamente e com estilo garboso, puta literato no auge, floreou umas narrativas de apreendencias infanto-juvenis em escopo afetivo-sexual primário e inocente, dando corda na imaginação do leitor. Fui na fiúza. Primeira parte, para ler, reler e rir novamente, contando dos amigos as doces letras em desbunde…

Continuar a ler

Sergueï Lavrov affirme que la Russie n’a personne sur qui compter | in msn.com

Le ministre des Affaires étrangères russe a précisé que l’objectif des pays occidentaux était « d’affaiblir » et « démembrer » le système de son pays.

Il a déclaré : « Comme nous pouvons le constater, la réaction de l’Occident à la mise en œuvre des objectifs de l’opération militaire spéciale montre clairement que, dès le début, les tâches de l’Occident étaient globales et visaient à affaiblir, et, comme certains politologues occidentaux l’admettent, à démembrer notre pays. »

Il a ajouté : « À l’époque que nous vivons actuellement, et c’est précisément une époque, une longue période historique, nous devons être prêts à réaliser que nous ne pouvons compter que sur nous-mêmes. »

Le politique a aussi rappelé que 80% des pays n’adhèrent pas aux sanctions imposées à la Russie.

Il a expliqué : « Et ce, malgré les pressions colossales exercées quotidiennement sur les gouvernements de ces pays afin de les forcer à rejoindre le courant dominant de la politique anti-russe et russophobe. »

BRANDOS COSTUMES | O Estado Novo, a PIDE e os intelectuais | por Luís Reis Torgal

NOTA DE IMPRENSA

Sinopse:
Tendo como base as mais variadas fontes, mas sobretudo os arquivos da PVDE/PIDE/DGS, esta obra analisa osprocessos da polícia política de figuras «exemplares» no panorama cultural  português, como Tomás da Fonseca, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Miguel Torga, Soeiro Pereira Gomes, Fernando Namora, Jorge de Sena, Natália Correia e Luís de Sttau Monteiro.
Sobre o coordenador:
Luís Reis Torgal, nascido em Coimbra em 1942, é professor catedrático aposentado da Universidade de Coimbra e membro fundador do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra (CEIS20). Publicou diversas obras e artigos sobre vários temas de várias épocas, entre elas o tempo do Estado Novo. Neste âmbito destaca-se a obra Estados Novos, Estado Novo (Coimbra: Imprensa da Universidade, 2009). O seu último livro, integrado no Bicentenário da Revolução de 1820, intitula-se Essa Palavra Liberdade… (Lisboa: Temas e Debates, 2021).
Sobre o livro:
Género: História / História em Geral | Formato: 15×23,5 cm |Nº de páginas: 480| 1ª edição: setembro de 2022
| Encadernação: Mole | PVP: 20,90€ | ISBN: 9789896447472
Para mais informações, contacte o Gabinete de Comunicação da Temas e Debates:
Carolina Paiva (carolina.paiva@bertrand.pt)