Einstein’s God is the God of Spinoza
Deleuze | Sur Spinoza, séance 4/13
Spinoza – 01 – Short Biography | Spinoza – 02 – God or Nature | Spinoza – 03 – Spinoza’s God vs. Religions’ God | Spinoza – 04 – Causality and Free-Will | Spinoza – 05 – Conatus, Potentia and Desire | Spinoza – 06 – Affections and Affects: Joy, Sadness & Desire
Why Study Baruch Spinoza with Agata Bielik-Robson
LE STOÏCISME | Vaincre nos émotions
What is Spinoza’s God?
Spinoza is one of the most controversial and debated philosophers in the last few centuries. This video attempts to give a very general overview of his perspective on God as well as some ways that it can be interpreted.
The video is a collaboration with the lovely channel “Seekers of Unity”, which you can find here: https://www.youtube.com/channel/UCL9A…
Nietzsche e os Sentidos da Vida | FERNANDO SCHÜLER
Maria Callas & Alfrdo Kraus | La Traviata Lisboa 27.03.1958 IN COLOR!!!
Maria Callas | Cesare Valletti | La Traviata (1958 London live, remastered)
La traviata by Giuseppe Verdi performed in Italian Conductor Nicola Rescigno – 1958(LI) Orchestra – Covent Garden Chorus – Covent Garden Violetta Valery – Maria Callas Flora Bervoix – Marie Collier Annina – Leah Roberts Alfredo Germont – Cesare Valletti Giorgio Germont – Mario Zanasi Gastone – Dermot Troy Dottore Grenvil – David Kelly Barone Douphol – Forbes Robinson Marchese d’Obigny – Ronald Lewis
Maria Callas | ‘La Mamma Morta’ from Philadelphia movie. Rare Footage.
Maria Callas sings “Casta Diva” (Bellini: Norma, Act 1)
Deleuze | Sur Spinoza, séance 3/13
O enigma do tempo e a eternidade no instante | Anselmo Borges | in Diário de Notícias

1- Uma característica essencial do ser humano é que conjugamos os verbos no passado, no presente e no futuro.
Há quem julgue que a salvação está no passado. Há sempre os saudosistas do passado: antigamente é que era bom. É a saudade do Paraíso perdido. Também há aqueles que não querem preocupar-se nem com o passado nem com o futuro. O que há é o presente, o aqui e agora, o agora a que se segue outro agora: a salvação consiste no amor e fruição do presente. Depois, há os sonhadores e os ascetas. Fogem do agora, para refugiar-se no amanhã. Nunca estão no presente, pois a sua morada é só o futuro…
Ora, pensando bem, se, por um lado, não podemos instalar-nos no passado, por outro, ninguém pode abandonar o passado, como se fosse sempre e só o ultrapassado. De facto, quando damos por nós, já lá estamos, o que significa que vimos de um passado que nem sequer dominamos. E temos de aprender com o passado, para, a partir dele, nos decidirmos no presente.
Continuar a lerDeleuze | Sur Spinoza, séance 3/13
Retratos de Julio Cortázar | Un tributo
Natalia Osipova “In Her Hands” « Dans ses Mains » (2019)
Dans ce mini ballet, le rôle de Camilla est joué par Natalia Osipova. Plus précisément, la ballerine a ici deux rôles: Camilla dans la vie et Camilla dans son monde spirituel. Dans la vraie vie, elle sculpte un portrait de son ami (également sculpteur et élève de Rodin) Jesse Limbscombe (ce rôle ultra-court est joué par Léa Jackson) et après son départ, elle parle de son passé (la voix de Camille a été donnée à Agnes Letestu , et la voix de Rodin a été exprimée par un autre acteur). La conversation est vaste, nerveuse, tragique. Et un épisode aussi dramatique dans l’atelier de Camilla est entrecoupé d’une danse de deux sculptures – Camilla elle-même (Rodin l’a sculptée, et ici Osipova représente étonnamment) et la sculpture qu’elle a créée (ou surgit dans son imagination) interprétée par Matthew Ball. sur la musique de Gabriel Fauré: Élégie en ut mineur op 24.
Música | Élégie in C minor, Op. 24 – Molto adagio | Artista | Daria Hovora & Aleth Lamasse
Álbum | Gabriel Fauré, Élégie In C Minor, Op. 24 | Licenciado ao YouTube por
The Orchard Music (em nome de Classical.com Music)
Marilyn Monroe and Jane Russell
While it is true that Hawks’s camera often objectifies Monroe and Russell’s bodies, there is power in their characters’ frank sexuality. These women are very much in control of their bodies and obviously take care in how they present themselves. (The scene where they stride through the ship’s dining room, happily aware that all eyes are on them, comes to mind.) Dorothy and Lorelei are also unafraid to hide their lust, sexual or materialistic. It isn’t a secret that Dorothy loves men, just like it isn’t difficult to tell that Lorelei likes the finer things in life. One of the film’s best moments is when she outright admits to Gus’s father that she wants Gus for his fortune. It isn’t malicious — it’s survival.
At a casual glance, these two showgirls couldn’t be more different. Dorothy, a brunette, is the sardonic, practical one who enjoys chasing good-looking men. Lorelei, meanwhile, is a naive, supposedly dumb blonde who enjoys chasing good-looking diamonds. However, as the film goes on, we see that both women possess an intelligence that goes largely overlooked by the other characters. Fiercely loyal to one another, it becomes clear that Lorelei and Dorothy are the only ones who truly appreciate and understand each other. Dorothy knows that her best friend isn’t stupid, just like Lorelei knows Dorothy isn’t the hard-bitten cynic she pretends to be.
O erótico na literatura portuguesa | Manuel Frias Martins | in Companhia dos Livros

O professor universitário, ensaísta e crítico Manuel Frias Martins analisa a literatura erótica portuguesa num artigo em que passa também em revista o impacto dos fatores sociais, políticos e religiosos na nossa perceção sobre os valores morais dominantes em cada época.
As práticas censórias da ditadura salazarista, amparadas pela norma clerical que moldou a cultura moral portuguesa, e que continua subterraneamente presente em vários recantos do inconsciente da nação, sufocaram a imaginação erótica e muitas das suas expressões literárias possíveis. Cidadãos “virtuosos”, porque inimigos de representações artísticas do corpo, do desejo e do sexo, ocuparam lugares-chave da cultura oficial ou a ela ligados, e a partir dos quais expulsaram a experiência de Eros, denegando em consequência os múltiplos aspetos e possibilidades artísticas do sexo. Esta é a explicação mais simples, mas também a mais adequada, para a escassez de cultores literários do erotismo em Portugal.
Continuar a lerLuz Casal | Piensa En Mi
Deleuze | Sur Spinoza, séance 2/13
Braga Horta | 50 poemas de circunstância | por Adelto Gonçalves

Poeta, contista, ensaísta, tradutor e dono de uma vasta obra, Anderson Braga Horta (1934) acaba de lançar 50 Poemas (50 Gedichte), livro em edição bilíngue em que reúne suas últimas criações com tradução do alemão Curt Meyer-Clason (1910-2012), romancista e memorialista, que se notabilizou como tradutor de autores de diversas línguas, tanto em prosa como em verso, e que no Brasil ficou especialmente conhecido pela tradução que fez de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa (1908-1967). Como deixou expresso em carta de 2004 ao autor, reproduzida na contracapa do livro, Meyer-Clason procurou fazer uma recriação equivalente idiomaticamente ao original, enfrentando dificuldades com neologismos e aliterações próprios do idioma português que só com muito talento conseguiu passar para o alemão.
Continuar a lerPedro Hispano | o português mais poderoso de sempre | in vortexmag

Quem foi Pedro Hispano? O português mais poderoso de sempre viveu na Idade Média e foi o Papa João XXI. Conheça a sua história e como chegou a Papa.
A 20 de setembro de 1276, Pedro Julião (ou Pedro Hispano, como também era conhecido) foi coroado com o nome de Papa João XXI, uma semana depois da sua eleição para o papado, em Viterbo. Esta votação esteve envolvida nalguma agitação, já que o seu predecessor, Adriano V, tinha falecido prematuramente, pouco mais de um mês após a sua eleição.
Numa altura em que na Europa prevaleciam os conflitos e guerras entre vários pequenos reinos e com a ameaça dos muçulmanos à porta, ser Papa significava ser a pessoa mais poderosa do mundo naquela época. Reis, nobres e povo… todos deviam obediência ao sumo pontífice. Era ele quem ditava as leis, estabelecia as regras e mediava conflitos.
Continuar a lerPara o centro, direita volver | Francisco Louçã in Jornal Expresso

E, pronto, Rui Rio arrasou as previsões, o aparelho e as conveniências do seu principal opositor externo, o primeiro-ministro. Fica assim definido o quadro das eleições de janeiro, com um PSD a procurar somar votos do centro por via da polarização à direita, com o PS a procurar votos de centro usando a guerra contra as esquerdas, que procuram impedir aquele salto para o bloco central, com o PAN a oferecer-se tanto ao PS quanto ao PSD e com o CDS a lutar pela sobrevivência face ao Chega, que insinua um convite a Telmo Correia. Tudo no seu lugar, mas ainda sobram algumas incógnitas.
Continuar a lerDeleuze | Sur Spinoza, séance 1/13
SPINOZA | Dieu n’attend rien de nous | Charles Robin
Spinoza est surtout connu pour sa vision déterministe du monde. Mais il est également l’un des rares philosophes à s’être opposé frontalement à la tradition religieuse de son époque. Pour lui, Dieu n’est pas un être séparé du monde et juge de nos actions. Coup de projecteur sur une philosophie aussi originale que captivante.
Charles Robin est précepteur et enseignant en philosophie, français et mathématiques. Depuis plusieurs années, il accompagne des élèves de tous niveaux dans leur parcours scolaire. Ses élèves l’apprécient pour son franc parler, son sens de l’écoute et sa capacité à rendre claires des notions parfois complexes. Son projet, à terme, est de créer une école populaire autonome dans laquelle seraient valorisés les savoirs fondamentaux, les arts et l’initiative collective.
Natalie Portman e Yuval Noah Harari in conversation
Leiradella e a Capitu portuguesa | por Adelto Gonçalves

Além do teatro, do ensaio e do roteiro para vídeo, cinema e televisão, Cunha de Leiradella (1934), ao curso de uma longa vida bem vivida, sempre cultivou igualmente o romance e o conto, gêneros a que mais se dedicou, como bem sabe quem já compulsou a sua biografia. Em Isto não é um romance, porém, chega a um ponto em que inaugura um gênero, pois se trata de um conto que parece ter escapado ao controle do escritor, alcançando as dimensões físicas de um romance. Talvez venha daí a opção por tal título, embora o leitor possa concluir também que este texto não conta a história de um amor exaltado, como bem se afiguraria a um romance tradicional, mas de um amor frustrado, que não houve. É a história de um homem que não conseguiu se realizar na vida sentimental e faz um relato confessional de seu passado melancólico.
Mais uma vez, a personagem principal de um texto de Leiradella é Eduardo da Cunha Júnior, que, em outras obras, já foi vendedor de livros, dramaturgo, engenheiro, executivo e detetive. Desta vez, o alter ego do autor é um cidadão que, licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, filho de um comerciante bem-sucedido, nunca saiu da confortável casa em que nasceu nem precisou ir à luta para ganhar a vida, vivendo dos rendimentos e dos bens que os pais teriam deixado, e que se define como “um parasita social que não é pago com dinheiro público”.
Continuar a lerAlbert Einstein | Leçon de vie

Un jour, Albert Einstein a écrit sur tableau :
9 x 1 = 9
9 x 2 = 18
9×3 = 27
9×4 = 36
9×5 = 45
9 x 6 = 54
9 x 7 = 63
9 x 8 = 72
9 x 9 = 81
9 x 10 = 91
Le chuchotement a soudainement commencé dans la salle parce qu’Einstein s’est trompé.
La bonne réponse est : 9×10=90
Tous ses élèves se moquaient de lui. Einstein a attendu que tout le monde se taise et a dit: “Même si j’ai résolu neuf problèmes correctement, personne ne m’a félicité. Mais quand j’ai fait une erreur, tout le monde a commencé à rire.”
“Cela signifie que même si une personne réussit, la communauté remarquera sa moindre erreur et elle l’aimera. Alors ne laissez pas la critique détruire vos rêves. La seule personne qui ne fait jamais d’erreurs est celle qui ne fait rien.”
Laissons-nous bercer par l’écume des jours, mon amour … | Hanane Trinel

Sans clepsydre, ni sablier, sans horloge, ni pendule, sans attendre le crépuscule, Amira s’inquiète de l’heure, elle l’observe.
Son visage adoré est son cadran solaire.
Hélas, elle le vois qui lui annonce que le rêve, aussi sublime fut-il ces deux dernières semaines, s’est déjà achevé, qu’il va devoir se lever, se rhabiller, son bagage boucler, qu’il va l’embrasser, et puis, encore une fois, à mille lieues d’elle, être obligé de s’en retourner.
Il es allé, son magicien, ce soir-là, jusqu’à prendre au mot cette phrase de Boris VIAN qu’elle lui avait envoyée, si innocemment :
« Je voudrais que tu sois là
Que tu frappes à la porte
Et tu me dirais c’est moi
Devine ce que j’apporte
Et tu m’apporterais toi. »
Continuar a lerO homem Massa | Günther Anders | ′′ A obsolescência do homem ′′ 1956 | via Manuel Tavares

Foi em 1956 que o filósofo judeu alemão Günther Anders escreveu essa reflexão premonitória:
′′ Para sufocar antecipadamente qualquer revolta, não deve ser feito de forma violenta. Métodos arcaicos como os de Hitler estão claramente ultrapassados. Basta criar um condicionamento coletivo tão poderoso que a própria ideia de revolta já nem virá à mente dos homens. O ideal seria formatar os indivíduos desde o nascimento limitando suas habilidades biológicas inatas…
Em seguida, o acondicionamento continuará reduzindo drásticamente o nível e a qualidade da educação, reduzindo-a para uma forma de inserção profissional. Um indivíduo inculto tem apenas um horizonte de pensamento limitado e quanto mais seu pensamento está limitado a preocupações materiais, medíocres, menos ele pode se revoltar.
Continuar a lerJean-Christophe Spinosi | Tribute to Eddie Van Halen & Antonio Vivaldi
Jean-Christophe Spinosi | “Il gardellino” | Vivaldi
Encontros Filosóficos | A Ética: Baruch Espinoza pelo Professor Doutor Renato Garibaldi Mauri | UNASP FM
A ideia de DEUS do filósofo SPINOZA
Livro ESPANTALHOS, Ensaios e afins | Silas Corrêa Leite

Os ossos e ócios dos espantalhos do estupendo literato ADEMIR DEMARCHI
Breve Resenha Crítica
-Eu já o conhecia de outras plagas e sítios, das redes sociais e do próprio nome forte nas lidas da literatura contemporânea de um modo geral. Aqui e ali, volta e meia nos acercamos, mas, aqui e ali também não deu liga de presto, até que, finalmente, num desses sadios contatos que as redes sociais graciosamente propiciam, e, vai lá, agregamento feito, conexão confirmada, e ele generosamente me mandou alguns de seus portentosos livros, que, claro, sentindo-me honrado com a gentileza, e, de cara, garrei a ler, primeiro o livraço ESPANTALHOS, 312 pgs, 2017, Nave Editora de SC. Foi a gota d´água, quero dizer, foi o tsunami literário me encantando, leitor voraz…
Continuar a lerPatricia JANEČKOVÁ | Voi che sapete | Wolfgang Amadeus Mozart
Hélène Grimaud 2/3 Rachmaninov piano concerto No.2 in C minor, op.18 [Adagio sostenuto]
Helene Grimaud – Interview – English version
Carlos Paredes | Verdes Anos
OPERA PLANET | Cecilia Bartoli | ‘Agitata da due venti’ | Vivaldi
She’s SO passionated about singing that she keeps on singing to herself even when the song finishes, and then she has this big smile of pure joy on her face. That’s how it looks like when you truly love what you do. She’s brilliant and I love her. Eita Fox
Guardador de Rebanhos | Fernando Pessoa | Poesia Portuguesa II | Mário Viegas
Mário Viegas ironiza sobre a “popularidade” de Fernando Pessoa, escritor e poeta da primeira metade do século XX; Mário Viegas conversa com “Fernando Pessoa” (personagem interpretada por Mário Viegas) sobre a sua personalidade e obra; 41m50: Mário Viegas declama 10 poemas do livro “Guardador de Rebanhos ” de Alberto Caeiro, acompanhado por António Marques à flauta e a interpretação de Rui Miguel, ator; reconstituição do quadro “Retrato de Fernando Pessoa” de José Almada Negreiros.
Poema à Mãe | Eugénio de Andrade | por Manuel Capitão
Video realizado por Lauro Martins e Manuel Capitão, no âmbito da UC Imagem em Educação, Mestrado Tecnologia Educativa – Universidade do Minho 2012
You Never Can Tell | Chuck Berry
Bruce Springsteen | You Never Can Tell
Madame Butterfly | Maria Callas
The Partisan | Leonard Cohen
This goes out to all brave Partizans from France, Italy, Yugoslavia, Greece… may your resistance never be blamed or forgotten! | Mathias Vogel
BELDROEGAS, UMA SABOROSA E PERFUMADA SAUDADE | António Galopim de Carvalho

(excerto do meu livro “Açordas Migas e Conversas” Âncora Editora, 2018)
A “Portulaca olerácea”, de seu nome científico, que, como lembrou Monarca Pinheiro, “já matou a fome a muita gente”, é uma erva levemente acidulada, de folhas carnudas, por vezes bem grandes e caules tão tenros que se aproveitam quase todos. É boas nas sopas, nas saladas, no esparregado e, até, em jeito de peixinhos-da-horta (com os caules mais grossos).
O meu pai gostava e, sempre que as beldroegas aparecessem na praça do mercado, eu tinha ordem para as comprar e a minha mãe fazia-as, nesse mesmo dia, em sopas de pão com queijo de ovelha, branco, de meia cura, e ovos escalfados.
Continuar a lerLeonard Cohen | A Thousand Kisses Deep
Sabine Devieilhe | The Tales of Hoffmann: Olympia Aria | Offenbach
Canção Amiga | Carlos Drummond de Andrade

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
—
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Continuar a lerSABINE DEVIEILHE | MOZART | LA FLUTE ENCHANTEE | Der hölle Rache
Air de la Folie | Platée de Rameau | Sabine Devieilhe
Bach | Passion selon Saint Matthieu BWV 244 | Aus Liebe will mein Heiland sterben | Sabine Devieilhe
O 25 de Novembro e a sua novembreza | Carlos Matos Gomes

Escrevi há poucos dias um texto sobre o evento de apresentação do franchising português da CNN, realizado no edifício dos Jerónimos, na parte ocupada pelo Museu Arqueológico. Considero que os monumentos nacionais, evocadores do passado, podem e devem ser utilizados para eventos marcantes do presente. E o que se comemorava a 22 de Novembro é marcante em termos de apresentação e representação de um novo poder, da novembreza.
Não tive uma palavra de expetativa sobre o produto que vai entrar no mercado. Portugal é um pequeno país, não produz acontecimentos de relevo mundial, vive uma cómoda paz, felizmente. As notícias sobre Portugal serão sempre casos menores. A primeira página do tabloide Correio da Manhã, ou do site do Sapo explicam a nossa insignificância. Sem ovos não se fazem omeletas e a estação CNN Portugal não fará o milagre de nos colocar no centro de um universo de manipulação informativa, a não ser em caso de grande catástrofe. Espremerá até à última gota os pequenos frutos locais (ia a escrever furtos e também se adequava). A notícia importante no happening dos Jerónimos foram os seus convidados, que se entrevistaram uns aos outros, mesmos os exilados por terem cometido excessos ao trepar.
Continuar a lerPORTUGAL-BRASIL: RAÍZES DO ESTRANHAMENTO | Carlos Fino

EM DESTAQUE NO MUNDO LUSÍADA
Jornalista Carlos Fino lança obra “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento”.
Nova obra do jornalista português traz 500 páginas profusamente ilustradas com imagens de caráter histórico sobre a complexa relação Portugal-Brasil.
Da Redação do “Mundo Lusíada” – um dos principais jornais da comunidade portuguesa no Brasil:
Uma tese de doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e pela Universidade de Brasília do jornalista português residente no Brasil, Carlos Fino, deu vida ao livro “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento”.
Segundo o autor, a força da relação Brasil-Portugal por via da história, do sangue e da língua, por um lado, contrasta com a permanência de um sentimento de estranhamento e incomunicação. Confrontado com estas duas realidades contraditórias, quis aprofundar o estudo dessas razões.
Em mais de 500 páginas profusamente ilustradas com imagens de caráter histórico sobre a complexa relação Portugal-Brasil, o autor estuda nesse passado comum as razões de um estranhamento e (in)comunicação, como por exemplo, cita um “sentimento antilusitano” que existe disseminado no Brasil.
O livro está em fase de pré-lançamento nos dois países pela Editora LISBON BOOKS – Livraria Atlântico.
Continuar a lerTerras da Beira | Jornal do Fundão, 21-09-2006 e Pedras Soltas (Ed. 2006) | Carlos Esperança

São cada vez mais os mortos que povoam os cemitérios e menos os vivos que restam. Os jovens saíram pelas estradas que invadiram o seu habitat. Fugiram das courelas que irmãos disputavam à sacholada e à facada, dos regatos que secaram a caminho das hortas, da humidade que penetrava as casas e os ossos, e da pobreza que os consumia.
Não há estímulo para permanecer. Não se percebe que as penedias tivessem custado vidas na disputa da fronteira, que homens se tivessem agarrado aos sítios e enchido de filhos as mulheres que lhes suportavam o vinho, a rudeza e os maus tratos.
Continuar a lerGrandes eventos merecem grandes ajuntamentos Carlos Matos Gomes

Recebo, com algum adormecimento, notícias de irritação e de sentimento de ofensa à grandeza da pátria que a festa de inauguração do franchising português do canal de televisão americano CNN tenha sido realizada nuns anexos — que servem de Museu de Arqueologia — do local sagrado do antigo mosteiro dos frades Jerónimos. Um extraordinário monumento manuelino, a par do Convento de Cristo, em Tomar, que celebra as navegações dos portugueses de quinhentos e onde repousam o que se julgam ser os restos mortais de dois génios lusitanos, Luís de Camões e Fernando Pessoa.
Penso que a realização de eventos populares em locais históricos é uma boa técnica de marquetingue cultural, pois leva centenas ou milhares de portugueses a locais que, se não fossem esses tais eventos, nunca os “vivenciariam”, como dizem.
Continuar a lerRichard Wagner: Tristan and Isolde | Prelude and Liebestod | with Daniel Barenboim & Waltraud Meier
WAGNER | Isolde’s Liebestod (Waltraud Meier | Daniel Barenboim + West-Eatern Divan)
Performance from Waltraud Meier, with the Daniel Barenboim
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 7/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 6/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 5/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 4/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 3/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 2/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 1/7
MINDE | INAUGURAÇÃO DO MUSEU ROQUE GAMEIRO | 21 Novembro DE 1970
FOI HÁ 51 ANOS QUE FOI INAUGURADO O MUSEU ROQUE GAMEIRO Em 21 de Novembro de 1970 Minde vivia momentos de grande agitação. Foi inaugurado o MUSEU ROQUE GAMEIRO e Minde recebeu a presença do Senhor Presidente da República, Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz.
Os membros da Junta de Freguesia de Minde eram Lourenço Coelho Anjos da Silva, seu Presidente, Manuel da Silva Micaelo e João Almeida Mengas, que lideraram o grupo que se empenhou com grande bairrismo na concretização deste belo projecto. O Presidente da Câmara era o Sr. José Maria Baptista. Recordamos também o Senhor Rogério Venâncio, figura ímpar e marcante da Cultura de Minde, sempre disponível e activo na colaboração com a Junta de Freguesia, tal como todos os membros da Comissão Instaladora do Museu Roque Gameiro. Os Mindericos estiveram orgulhosamente presentes na recepção ao Sr. Presidente da República, na inauguração e no almoço de confraternização que se seguiu. Liderava a Banda da Sociedade Musical Mindense o Sr. Padre Mário Marques dos Anjos, que acompanhou o desfile da população na recepção ao Sr. Presidente da República. Foi bonito. O Pintor Alfredo Roque Gameiro, que nasceu na casa onde foi inaugurado o Museu em 4 de Abril de 1864, tendo falecido em 4 de Agosto de 1935, é considerado o maior pintor aguarelista português.
21-11-2021 | Vítor Coelho da Silva
JORNAL DE MINDE | NOVEMBRO DE 1970
clicar no link
ver 32 fotos alusivas ao evento
Continuar a lerOs desespelhos quase esquizocênicos da poética teatral de Daniel Osiecki | por Silas Corrêa Leite

- Quando você recebe “de grátis” alguns livros de um generoso amigo virtual que conheceu pelas artes lítero-culturais das ricas redes sociais, você sempre se sente um privilegiado. Mas, quando você começa a ler aqui e ali, versos e prosas, tudo junto e misturado, você fica atiçado e, pego pelas palavras, e ritmos, em delirantes cenas rápidas, corre, saca e sente que precisa escrever sobre o que viu de lastro e lustre. E foi isso que ocorreu, quando recebi, entre outras obras, o livro “27 episódios diante do espelho” de Daniel Osiecki, de Curitiba Paraná, com o qual tive o prazer de já estar e palavrear em duas Lives, via You Tube da Kotter.
- Daniel Osiecki foi professor universitário, é mestre em teoria Literária, editor-chefe da Revista TXT, organizador de saraus coletivos e apresentador do Programa VIVA LITERATURA no canal do Youtube. Também altamente produtivo assim e assado, autor de Abismo (2009), Sob o signo da noite (2016), fellis (2018), Morre como em um vórtice de sombra (2019), Fora de ordem(2021) e ainda em 2021 este livro de Episódios… Ou seriam, trocadilhando, EPI-sódios? Curto e grosso, poemas-cenas-de-teatro aberto, acidez-solo, e vai por aí a derrama da arte de Daniel na cova dos leões das palavras, atos e fatos, prismas e cenas rápidas. Aliás, EPI-Equipamento de Proteção Individual. Sódio, isso mesmo, o principal ingrediente do sal, que é o cloreto de sódio, importante para a manutenção do equilíbrio do pH do sangue, dos impulsos nervosos e da contração muscular.
From the Herodes Atticus Theater in Athens 1984 | Nana Mouskouri
Handel | Dixit Dominus | Gardiner
George Frideric Handel Dixit Dominus, HWV 232 | Monteverdi Choir English Baroque Soloists | Sir John Eliot Gardiner
Vivaldi Magnificat RV 610 in G minor | Jordi Savall | Le Concert des Nations
Antonio Vivaldi | GLORIA
Solistke: Tatjana Vasle, sopran Neža Vasle, sopran Edita Garčević Koželj, alt Ana Vidmar,
alt Dirigent SLAVEN KULENOVIĆ
Anna Netrebko – Rusalka (Dvořák)
P. Mascagni – “Cavalleria Rusticana”. Regina Coeli. Ainhoa Arteta – Orquesta y Coro Gaos
Handel’s Messiah: For Unto us a Child is Born, Tabernacle Choir
Soliloques | Kateb Yacine

CE QU’EN DIT L’ÉDITEUR “ – Je suis étudiant. Mais je n’ai pas envie de continuer. Je voudrais écrire. – Ah, ça tombe bien, moi je suis imprimeur. Apporte moi tes poèmes.”
Cet homme extraordinaire, mon premier éditeur, s’appelait Carlavan. Il était en faillite, après avoir dirigé l’imprimerie du Réveilbônois, journal du soir à Annaba. Commeil lui restait un stock de papier, il a décidé de finir en beauté, en publiant un jeune poète inconnu.
C’est ainsi qu’il a imprimé “Soliloques” en mille exemplaires qu’il m’a remis, sans rien me demander en échange. Ces poèmes de jeunesse datent de presque un demi-siècle. On y retrouve deux thèmes majeurs : l’amour et la révolution, dans une première ébauche de l’œuvre qui allait suivre. En un mot, “Soliloques”, ce n’est pas encore Nedjma, mais c’est son acte de naissance.” Extrait de l’introduction de Kateb Yacine, écrite quelque temps avant sa mort.
Os Lusíadas, (Canto IX, 83) | Luis Vaz de Camões
Oh, que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves! Que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é exprimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode exprimentá-lo.

Nana Mouskouri | Only Time will tell 1989
Nana Mouskouri plus grands succès en direct 2018
Beethoven | Moonlight Sonata (Full) No. 14 in C Sharp Minor, Eric Zivian fortepiano (original) 4K
The Genius of Beethoven | Sonata No.14
Vicent Niclo & Nana Mouskouri: ” Je chante avec toi Liberté ” | 300 Chœurs chantent les airs classiques
Dancing is the poetry of the foot | Natalia Osipova
“ Natalia Osipova in rehearsal for ‘La Nuit des Etoiles’ gala, 2014. Photo via Dansomanie, by ” Omg is that Cesar Corrales behind her.

10 GOLS QUE A CIÊNCIA NÃO PODE EXPLICAR
REM | Everybody Hurts Legendado
SEM PALAVRAS NÃO HÁ PENSAMENTO | Título de Carlos Fino

“La disparition progressive des temps (subjonctif, passé simple, imparfait, formes composées du futur, participe passé…) donne lieu à une pensée au présent, limitée à l’instant, incapable de projections dans le temps.
La généralisation du tutoiement, la disparition des majuscules et de la ponctuation sont autant de coups mortels portés à la subtilité de l’expression.
Supprimer le mot «mademoiselle» est non seulement renoncer à l’esthétique d’un mot, mais également promouvoir l’idée qu’entre une petite fille et une femme il n’y a rien.
Moins de mots et moins de verbes conjugués c’est moins de capacités à exprimer les émotions et moins de possibilité d’élaborer une pensée.
Des études ont montré qu’une partie de la violence dans la sphère publique et privée provient directement de l’incapacité à mettre des mots sur les émotions.
Sans mot pour construire un raisonnement, la pensée complexe chère à Edgar Morin est entravée, rendue impossible.
Plus le langage est pauvre, moins la pensée existe.
L’histoire est riche d’exemples et les écrits sont nombreux de Georges Orwell dans 1984 à Ray Bradbury dans Fahrenheit 451 qui ont relaté comment les dictatures de toutes obédiences entravaient la pensée en réduisant et tordant le nombre et le sens des mots.
Il n’y a pas de pensée critique sans pensée. Et il n’y a pas de pensée sans mots.
Continuar a lerMozart | Requiem (Orchestre National de France | James Gaffigan)
James Gaffigan dirige l’Orchestre national de France et le Choeur de Radio France dans le Requiem en ré mineur K.626 de Wolfgang Amadeus Mozart, avec la soprano Marita Solberg, la mezzo-soprano Karine Deshayes, le ténor Joseph Kaiser, et la basse Alexander Vinogradov. Concert enregistré le 29 juin 2017 en direct de la basilique de Saint-Denis dans le cadre du Festival de saint-Denis.
00:00 – Début du concert 01:19 – I. Introïtus 02:00 – Requiem 05:46 – II. Kyrie 08:13 – III. Sequentia. Dies Irae 10:09 – Tuba mirum 13:29 – Rex tremendae 15:31 – Recordare 20:27 – Confutatis 22:49 – Lacrimosa 25:52 – IV. Offertorium Domine Jesu Hostias 32:52 – V. Sanctus 34:30 – VI. Benedictus 38:52 – VII. Agnus Dei 41:45 – VIII. Communio – Lux Aeterna
Symphony No. 9 | Beethoven
London Symphony Orchestra, cond. Josef Krips
Soloists: Jennifer Vyvyan (EDIT), Soprano Shirley Verret, Mezzo-Soprano Rudolph Petrak, Tenor Donaldson Bell, Bass
Biografía Ludwig Van Beethoven
Beethoven pese a la profunda desesperanza que experimentó se inspiró para realizar la sinfonía cumbre de su carrera, la novena, apasionada y optimista, fue escrita por un Ludwig sordo que no podía vencer la miseria de la vida diaria, la finalizó basándose en el poema “Oda a la alegría” de Schiller que era un elevado himno a un Dios virtuoso y la hermandad entre todos los hombres. Enfermo, intentó escribir una décima sinfonía en un último gesto de poder ante la adversidad pero su propia imperfección heredada lo venció, ¿lo volveremos a ver? eso queda entre Jehová Dios y usted.
Leonardo Da Vinci | Documental de la BBC
Requiem de Fauré | Ensemble Orchestral de Paris | Choeur Accentus
LA TRAVIATA | Coro di zingarelle e mattadori | Giuseppe Verdi
Macbeth | Witches Chorus (The Royal Opera Chorus; Verdi)
CONVERSAS DE GEODINÂMICA EXTERNA | António Galopim de Carvalho

À atenção dos professores de geologia e geografia, dos estudantes universitários e demais interessados
BIOSFERA
Têm sido muitos os manuais de ensino que, ao longo dos anos, referiram com menos ou mais pormenor os trabalhos dos biólogos russo Aleksandr Oparine (1894-1980) e inglês John B. Haldane (1892-1964) e dos químicos norte americanos Stanley Miller (1930-2007) e Harold Urey (1892-1981). Falou-se do surgimento de certas substâncias, como açúcares simples, ácidos gordos, glicerina, aminoácidos e bases azotadas. Disse-se que e outras moléculas, acumuladas nos mares ainda quentes, poderiam ter constituído as primeiras fases de um longo caminho percorrido pela evolução pré-biológica, também conhecida por evolução molecular abiótica. Dos compostos recém-criados, uns teriam sido preservados, outros destruídos, ou recombinados, em função do ambiente, ao longo dos tempos que antecederam a aparição dos primeiros seres vivos. Este tipo de fenómenos terá conduzido à génese de substâncias sucessivamente mais complexas, podendo certos minerais, como os das argilas, terem contribuído para a formação de certas moléculas características dos seres vivos.
Continuar a lerDebate entre Mário Soares e Álvaro Cunhal | COMPLETO
El mejor baile de pareja de la Historia | Eleanor Powell y Fred Astaire
Nunca volvieron a bailar juntos. Pero cuando lo hicieron, en 1940, se escribió la mejor página de la historia del baile. Eleanor Powell y Fred Astaire parecían la sombra de cada uno. Él nunca tuvo una pareja más competitiva y perfecta. Ella era él. Aquí les vemos al son del Begin the Beguine, la inmortal melodía de Cole Porter. Comenta brevemente la escena Frank Sinatra.
Un seguidor de este canal opina que Rita Hayworth era mejor bailarina que Eleanor Powell, y que bordó la Bossa Nova junto a Fred Astaire.
Quiero, al hilo de esto, matizar varias cosas: Rita tenía buen tipo y bailaba muy dignamente, pero nunca fue –para los estudios de cine– una experta del baile, como sí Eleanor Powell, quien, como Fred Astaire, Donald O’Connor, Ray Bolger, Gene Kelly, Vera-Ellen y otros grandes, se especializaron en ello. Cada cual en lo suyo. Es verdad que Fred sintió a Rita como su mejor pareja de baile, pero ella no puede competir con la maestría de la Powell en esta escena. Además, nunca bailaron la Bossa Nova juntos Fred y Rita, aunque se le haya puesto después esta melodía a alguna secuencia con ambos.
Rita Hayworth bailaba con mucho estilo, pero en este ámbito solo nos la dejaron conocer a medias.
En realidad, Eleanor Powell no formó pareja con Fred Astaire. Solo bailaron juntos en esta ocasión. Puede que Fred la tuviera mucho respeto, dada la altísima perfección de ella. Además, Eleanor se retiró pronto del mundo del espectáculo para convertirse en señora de Glenn Ford. Estoy de acuerdo con que Astaire tuvo otras buenas parejas, la más elegante, sin duda, Cyd Charisse, maravilla clásica en sus piernas infinitas. Cyd venía de otro estilo, el ballet clásico, lo mismo que Leslie Caron (quien acompañó a Fred en “Papá piernas largas”), y eso aportaba mucha clase al ritmo de temas como “Bailando en la oscuridad” (Dancing in the Dark), de “The Band Wagon” (1953).