Author Archives: Das Culturas
Ciumes | Almada Negreiros
Pierrot dorme sobre a relva junto ao lago. Os cisnes junto d’elle passam sêde, não n’o acordem ao beber.
Uma andorinha travêssa, linda como todas, avôa brincando rente á relva e beija ao passar o nariz de Pierrot. Elle accorda e a andorinha, fugindo a muito, olha de medo atraz, não venha o Pierrot de zangado persegui-la pelos campos. E a andorinha perdia-se nos montes, mas, porque elle se queda, de nôvo volta em zig-zags travêssos e chilreios de troça. E chilreia de troça, muito alto, por cima d’elle. Pierrot já se adormecia, e a andorinha em descida que faz calafrios pousou-lhe no peito duas ginjas bicadas, e fugiu de nôvo.
De contente, ergueu-se sorrindo e de joelhos, braços erguidos, seus olhos foram tão longe, tão longe como a andorinha fugida nos montes.
De repente viu-se cego – os dedos finissimos da Colombina brincavam com elle. Desceu-lhe os dedos aos labios e trocou com beijos o arôma das palmas perfumadas. Depois dependurou-lhe de cada orelha uma ginja, á laia de brincos com joias de carmim. Rolaram-se na relva e uniram as boccas, e já se esqueciam de que as tinham juntas…
– Sabes? Uma andorinha…
E foram de enfiada as graças da ave toda paixão. Pierrot contava enthusiasmado, olhando os montes ainda em busca da andorinha, e Colombina torceu o corpo numa dôr calada e tomou-lhe as mãos.
Havia na relva uma máscara branca de dôr, e a lua tinha nos olhos claros um olhar triste que dizia: Morreu Colombina!
Almada Negreiros, in ‘Frisos – Revista Orpheu nº1’
Maya Plisetskaya | BOLÉRO | Ravel
E elas foram à bica | Inês Salvador
– Olha lá este…
– É giro!
– Põe like nas minhas fotos todas…
– Põe nas dele, não te atrapalhes.
– Deve querer qualquer coisa comigo…
– Olha, não te quero desiludir, mas não excluas o facto de eles porem likes nas fotos todas das moças todas!
– Todas?! Todas, não!
– Tens razão, todas não. Nas que lhe dão ponta. Um nadinha de ponta, vá, já chega.
– Às vezes não entendo, põem likes e comentam em gajas tão feias.
– Também há feias com pinta de serem danadas para a brincadeira e isso conta.
– Opá, às vezes são mesmo tão feias…
– São! Medonhas, bregas, tudo, mas têm um valente par de mamas, que Deus Nosso Senhor compensa e, indo por partes, a logística também conta.
– Ahahah Inês!!!
– Sim?! Já paguei os cafés.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
William Butler Yeats
Life is a long preparation for something that never happens.
William Butler Yeats

Retrato de uma dama | T.S. Eliot

Entre a fumaça e a neblina de uma tarde de Dezembro,
Aí tens montada a cena — como deverá ser vista —
Assim: “Pertence a ti toda esta tarde”;
E quatro círios na penumbra da sala,
Quatro anéis de luz no teto a coroar nossas cabeças,
Uma atmosfera de tumba de Julieta
Propícia a que tudo se diga, ou a que nada se enuncie.
Digamos que estivéssemos a ouvir o derradeiro polonês
A transmitir os Prelúdios com a ponta de seus dedos e cabelos.
“Tão íntimo este Chopin que julgo deveria sua alma
Ressuscitar apenas entre amigos,
Uns dois ou três, talvez, que sequer lhe roçariam o viço
Polido e arranhado nesta sala de concertos.”
— E de fato as conversas deslizam de mansinho
Entre veleidades e suspiros a custo reprimidos
Em meio a tíbios timbres de violinos
Acompanhados de arcaicos cornetins
E principiam.
“Não sabeis o quanto eles significam para mim, meus amigos,
E como é raro, estranho e raro, encontrar
Numa vida feita de tanto entulho, tanto resto e retalho
(Pois na verdade o odeio… sabes? Não és cego!
Como és vivo e subtil!),
Um amigo que possui tais qualidades,
Que possui e oferece
Tais qualidades sobre as quais arde a amizade.
O quanto importa que te diga isto
— Sem tais amizades — a vida, que cauchemar!
Entre os volteios dos violinos
E as arietas
Dos ásperos cornetins
Um obscuro tantã em meu cérebro começa
Absurdamente a percutir o seu prelúdio,
Obstinada salmodia:
No mínimo, uma estrita “nota imprecisa”.
— Respiremos um pouco, no torpor de uma tragada,
Admiremos os monumentos,
Falemos sobre os fatos mais recentes,
Acertemos nossos relógios pelos relógios das praças.
E sentemo-nos então, por meia hora, a beber nossa cerveja.
II
Agora que florescem os lilases,
Um vaso de lilases tem ela em seu quarto
E um deles trança entre os dedos enquanto fala.
“Ah, meu caro, não sabes, não sabes
O que é a vida, tu, que a subjugas em tuas mãos”
(Lentamente a retorcer o talo de um lilás);
“Deixas que de ti a vida flua, deixas que ela flua
E cruel é a juventude, e nenhum remorso tem
E sorri perante aquilo que sequer consegue ver.”
Sorrio, claro está.
E continuo a tomar chá.
“Mas com aqueles poentes de Abril, que de algum modo recordam
Minha vida já sepulta, e Paris na primavera,
Sinto uma paz infinita, e vejo o mundo
Esplêndido e jovem afinal.”
A voz retorna como a insistente atonia
De um violino quebrado numa tarde de agosto:
“Sempre estou certa de que entendes
Meus sentimentos, sempre certa de que os sentes,
Certa de que, na outra borda do abismo, alcances tua mão.
És invulnerável, não tens o calcanhar de Aquiles.
Vais em frente e, quando triunfas, podes dizer: aqui muitos falharam.
Mas que tenho eu, que tenho eu, meu caro,
Para dar-te que possas receber de mim?
Amizade e simpatia apenas
De quem já quase chega ao fim da vida.
Estarei sentada aqui servindo chá aos amigos…”
Ponho meu chapéu: como posso, pusilânime, exigir satisfações
Por haver ela dito o que me disse?
Me encontrarás todas as manhãs nos jardins públicos
A ler histórias em quadradinhos e a página desportiva.
Em particular, anoto:
Uma condessa inglesa sobe ao palco,
Um grego é morto num bailado polonês,
Outro acusado de desfalque bancário confessou.
Mantenho minha postura
E mantenho-me controlado
Salvo se um realejo, a martelar mecânico uma escala,
Repisa uma cediça canção familiar
Com o aroma de jacintos a fluir pelo jardim
Relembrando coisas que alguém já desejou.
Estarão certas ou erradas tais ideias?
III
Cai a noite de Outubro; regressando como outrora,
Excepto por uma leve sensação de estar inquieto,
Galgo os degraus e giro a maçaneta da porta
E sinto como se houvesse subido de quatro as escadas.
“Com que então viajas? E quando voltas?
Ora, que pergunta mais tola!
Dificilmente o saberias.
Hás de achar muito o que aprender lá fora.”
Caiu-me lento o sorriso entre objectos antigos.
“Poderás talvez escrever-me?”
Por um segundo subiu-me o sangue à cabeça
Como se assim eu calculasse este momento.
“Tenho-me surpreendido com frequência ultimamente
(Mas nossos princípios ignoram sempre nossos fins!)
Por jamais nos havermos tornado amigos.”
Senti-me como quem sorrisse, e ao voltar percebi,
De repente, sua vítrea expressão.
Perdi todo o controle; e em trevas na verdade mergulhamos.
“Eu disse o mesmo para todos, todos os nossos amigos,
Estavam todos certos de que nossos sentimentos
Poderiam conjugar-se tão intimamente!
Eu mesma dificilmente o entendo.
Deixemos que isto fique agora à sua sorte.
Escreverás, de quando em vez.
E talvez nem demores tanto a fazê-lo.
Estarei sentada aqui, servindo chá aos amigos.”
E devo então trocar de forma a cada instante
Para dar-lhe afinal uma expressão… dançar, dançar
Como faria um urso bailarino,
Tagarelar como um papagaio, rilhar os dentes como um bugio.
Respiremos um pouco, no torpor de uma tragada.
Bem! E se ela morresse numa tarde qualquer,
Numa tarde enevoada e cinzenta, num encardido e róseo crepúsculo;
Se ela morresse e me deixasse aqui sentado, a caneta entre os dedos.
A névoa a cair sobre os telhados;
Por um momento me perco em dúvidas,
Já que não sei o que sentir ou se o entendo,
Se sou um sábio ou simplesmente um tolo, cedo ou tarde…
Não colheria ela algum lucro, afinal?
Essa melodia culmina com uma “agonia de outono”
E já que aqui falamos de agonia
— Algum direito a sorrir eu teria?
T.S. Eliot
Bom dia Charlies | Inês Salvador
Bom dia Charlies, sobre homofobia venho contar-vos o seguinte:
Em tempos idos, e por tempos do Super Bowl, pus na minha capa deste estranho sistema em que nos encontramos, uma foto dos New England Patriots. Para os mais distraídos, estamos a falar de futebol americano. O Super Bowl é o evento desportivo mais assistido no Estados Unidos e o segundo em audiência no mundo, logo a seguir à Liga dos campeões da UEFA. Um jogador de futebol americano é um jogador de futebol americano, e nesse sentido não há nada a tirar ou a acrescentar, porque é perfeito. A foto dos New England Patriots era isso mesmo, perfeita, esmagadora no que à beleza masculina refere. Era uma foto de balneário, um olimpo de deuses gregos americanos. E para que disso não houvesse dúvidas, alguns estavam nús, outros meio despidos, quase despidos, estrategicamente colocados para que nada demais se pudesse ver. Pois, meus Queridos Charlies, logo que pus a foto na capa, o meu chat inundou-se de msgs que me pediam que retirasse a foto, porque a exibição daquele “orgulho gay” era chocante e estava a chocar a malta. Não respondi e fui bloqueando gente, ao mesmo tempo que a foto era continuamente denunciada. Sabemos que vivemos na lama, rodeados de boçalidade, que a maioria das pessoas não é lida, não é viajada e o que melhor as distingue é o arroto, mais ou menos azedo, mas, caramba, passam o tempo a olhar para a televisão, não conseguem aprender qualquer coisinha?! Não. Não reconhecem uma imagem do super bowl e associam a beleza masculina, a nudez masculina, à homossexualidade, como se fosse tudo mau, a beleza, a nudez, e a homossexualidade. Se não fosse trágico, até tinha graça, que o que estes badochas querem é gajas boas, como se as gajas boas não se tivessem melhor que fazer. Isto para dizer, que tenho mais fé no pai natal do que em movimentos de indignação e que a minha fé nos homens é bastante reduzida. E não me venham cá falar em valores, porque para partilhar valores é preciso tê-los. Quando me dizem “não temos os mesmos valores”, sou quase sempre forçada a concordar, não é possível ter valores em comum com quem não tem valores nenhuns.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Pablo Neruda | J’aime la mansuétude
J’aime la mansuétude et lorsque j’entre
sur le seuil d’une solitude
j’ouvre les yeux et les remplis
de la douceur de sa paix.
J’aime la mansuétude par-dessus toutes
les choses de ce monde.
Je trouve dans la quiétude des choses
un chant immense et muet.
Et tournant les yeux vers le ciel
je trouve dans les tremblements des nuages,
dans l’oiseau qui passe et le vent
la grande douceur de la mansuétude.

Muddy Waters & The Rolling Stones – Baby Please Don’t Go – Live At Checkerboard Lounge
LINDA GAIL LEWIS | GREAT BALLS OF FIRE
The Making of Amadeus
vegetarianos, vegans e afins | Inês Salvador
A uns certos vegetarianos, vegans e afins
Ponto de ordem e esclarecimento, que isto, às vezes, cansa:
1) – O peixe não é um vegetal! Por mais bem amanhado, em filete, com corte de chef, embrulhado em algas, se ainda não repararam, o peixe não é vegetal!
2) – Quem põe os ovos são as galinhas e quem dá leite são as vacas! As vacas e as galinhas não são um vegetal! Também há outros animais que põem ovos e outros animais que dão leite. Nos mamíferos todas as fêmeas dão leite. Nós, as mulheres, também damos leite, é uma questão de emprenharmos e parirmos, que ficamos a dar leite, tal como as fêmeas das outras espécies de mamíferos. Se vos der para mamar noutro lado, e não se acanhem, também dá leite, é uma questão de lhe apanharem o jeito.
O Amor é mais falado do que vivido e por isso vivemos um tempo de secreta angústia | Zygmunt Bauman
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.
O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.
Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.
Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.
O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”.
Zygmunt Bauman | sociólogo polaco
Jerry Lee Lewis & Chuck Berry | Roll Over Beethoven (Live 1986)
Ton rire | Pablo Neruda

Tu peux m’ôter le pain,
m’ôter l’air, si tu veux:
ne m’ôte pas ton rire.
Ne m’ôte pas la rose,
le fer que tu égrènes
ni l’eau qui brusquement
éclate dans ta joie
ni la vague d’argent
qui déferle de toi.
De ma lutte si dure
je rentre les yeux las
quelquefois d’avoir vu
la terre qui ne change
mais, dès le seuil, ton rire
monte au ciel, me chercha
et ouvrant pour moi toutes
les portes de la vie.
A l’heure la plus sombre
égrène, mon amour,
ton rire, et si tu vois
mon sang tacher soudain
les pierres de la rue,
ris : aussitôt ton rire
se fera pour mes mains
fraîche lame d’épée.
Dans l’automne marin
fais que ton rire dresse
sa cascade d’écume,
et au printemps, amour,
que ton rire soit comme
la fleur que j’attendais,
la fleur guède, la rose
de mon pays sonore.
Moque-toi de la nuit,
du jour et de la lune,
moque-toi de ces rues
divagantes de l’île,
moque-toi de cet homme
amoureux maladroit,
mais lorsque j’ouvre, moi,
les yeux ou les referme,
lorsque mes pas s’en vont,
lorsque mes pas s’en viennent,
refuse-moi le pain,
l’air, l’aube, le printemps,
mais ton rire jamais
car alors j’en mourrais.
Pablo Neruda
Citação | Gabriel Garcia Màrquez
Silvia Perez Cruz | Tonada de luna llena
Citação | Henry Van Dyke
Le temps est trop lent pour ceux qui attendent,
Trop rapide pour ceux qui ont peur,
Trop long pour ceux qui sont dans la peine,
Trop court pour ceux qui se réjouissent,
Mais pour ceux qui aiment, le temps c’est l’éternité.
(Henry Van Dyke – 1852/1933)

Tina Turner & Chuck Berry | Rock n roll music
CHUCK BERRY & KEITH RICHARDS | Nadine
Frida Kahlo
Frida Kahlo est une artiste peintre mexicaine. A l’âge de 6 ans, elle souffre de poliomyélite (sa jambe droite s’atrophie et son pied ne grandit plus) puis elle souffre de “spina bifida” (malformation congénitale) et enfin, en 1925, elle est victime d’un grave accident de bus (son abdomen et sa cavité pelvienne sont transpercés par une barre de métal + 11 fractures à sa jambe droite, pied droit cassé, bassin, côtes et colonne vertébrale brisés). Elle devra subir de nombreuses interventions chirurgicales et de nombreux séjours à l’hôpital. Après son accident, elle se forme elle-même à la peinture. Tout cela est l’élément déclencheur de la longue série d’autoportraits qu’elle réalisera. En effet, sur 143 tableaux, 55 relèvent de ce genre. En 1929, elle épouse Diego Rivera, de 21 ans son aîné, mondialement connu pour ses peintures murales. Elle a de nombreuses relations extraconjugales, notamment avec des femmes. Des liaisons avec des hommes sont connues comme Léon Trosky, liaison courte mais passionnée. La fin de sa vie sera difficile : on lui ampute la jambe droite puis elle est affaiblie par une grave pneumonie et décède en 1954, à 47 ans. Les derniers mots dans son journal seront ” “j’espère que la sortie sera joyeuse… et j’espère bien ne jamais revenir.” Elle a été incinérée car elle ne souhaitait pas être enterrée couchée, ayant trop souffert dans cette position au cours de ses nombreux séjours à l’hôpital. Le nouveau billet de 500 pesos mexicains en circulation depuis le 30 août 2010 est à son effigie car elle est devenue une icône.
“Ils pensaient que j’étais une surréaliste, mais je ne l’étais pas. Je n’ai jamais peint de rêves, j’ai peint ma réalité.” (Frida Khalo)
AVES DE INCÊNDIO | Raquel Serejo Martins

Teho Teardo & Blixa Bargeld | The Empty Boat
Portugal lá fora | André Barata in “Económico”
Marcelo Rebelo de Sousa faz bem ao deslocar o 10 de Junho da ordem simbólica da força e do poder do Estado para a dos laços das comunidades.
Paradas e desfiles das forças armadas diante do seu comandante supremo ficam melhor a Coreias e a potências cheias de tédio assertivo. Voltas a Portugal, cada ano uma cidade, convêm mais ao ciclismo ou ao calendário presidencial, desde que em qualquer outro dia do ano. Por princípio, as celebrações oficiais do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, deviam ser celebradas fora do país. Porque as comunidades estão lá fora, são alguns milhões e representam uma dimensão do país que depende sobretudo, e de quase nada mais, de laços de reconhecimento e afecto.
Marcelo Rebelo de Sousa faz bem portanto, ao deslocar o 10 de Junho da ordem simbólica da força e do poder do Estado para a dos laços das comunidades. Parece óbvio, mas o incrível é ser a primeira vez que o 10 de Junho sai do país. E também faz bem em levar as comemorações oficiais para Paris — a mais populosa cidade “portuguesa” fora de fronteiras — e em condecorar portugueses, luso-descendentes e franceses que se notabilizaram por fortalecerem e darem novos sentidos a esses laços. Por exemplo, os quatro portugueses que, no momento do atentado no Bataclan, não hesitaram abrir as portas dos seus prédios para abrigar quem procurava escapar do horror e da morte.
E claramente não terá passado despercebida ao Presidente a feliz coincidência de Paris iniciar o Europeu de futebol a 10 de Junho. Na ordem simbólica dos laços comunitários, o futebol há muito transcendeu o bafio do tempo da outra senhora. Goste-se muito ou pouco de futebol, é a actividade onde Portugal ganha maior projecção cosmopolita. Não apenas por Cristiano Ronaldo ser, de longe, o português mais conhecido em todo o mundo, fazendo com que muitas outras línguas pronunciem o nome do nosso país, mas sobretudo porque os dias de selecção nacional são de facto dias que restabelecem o convívio de uma comunidade sem fronteiras, de anseios e esperanças comuns, que vai merecendo o nome do nosso país na nossa língua.
André Barata – in “Económico” – Retirado do Mural de André Barata
Beijo levado pelo vento
DiEM25 Everywhere in Europe
Dear DiEMer,
DiEM25 has been making big strides forward in the past 10 days. We bring you news:
1. From the UK referendum campaign and London
2. From the Spanish electoral campaign and Barcelona
3. From Julian Assange and Brussels
4. From DiEM25 local groups everywhere
1. The UK referendum campaign and London
DiEM25’s “Vote In” event in London showed the growing power of our movement:
– around a thousand people attending in London
– DSCs hosting simultaneous events in 7 countries to watch the livestream and discuss the UK’s role in Europe – the Lisbon event was even attended by Pedro Mexia, cultural advisor to the Portuguese President
– many new DiEM25 members, including Labour’s Shadow Chancellor of the Exchequer (Finance Minister of the UK), John McDonnell – read the news here!
TUDO O QUE NOS DÃO | Pedro Teixeira Neves
O país mobiliza-se, a nação exalta, os Media atropelam-se e pelam-se por uma imagem daqueles que partem e sobre quem impende a defesa de tão insigne missão. O exacto alcance histórico do momento é difícil de mensurar. O presidente e os mais altos representantes do país revelam para as câmaras uma confiança e um orgulho sem limites. Que se acabou o miserabilismo, a comodista atitude dos fracos e resignados, a indolência. A fisionomia dos homens e das mulheres altera-se às notícias dos heróis, chora-se por uma mialgia infame. Há angústia, sofrimento, páginas dos jornais choram a possibilidade de uma dor na coxa. Mas eis que o mister sossega as fileiras, minando o pessimismo e a palidez de sentimentos. Viva, grita o povo com um entusiasmo raramente na história entrevisto, insuspeito mesmo. A histeria é meridional. Um câmara man morreu ao descuidar-se e cair de cima da mota onde fazia cobertura em directo do estacionamento do autocarro que transportava os heróis para o estágio. Terá honras de Estado e de estádio no seu funeral, a família será convidada a assistir à grande final, assim nela o país se faça representar. E sorrirá, e receberá aplausos, lágrimas de elevação, elevação! Milhares e milhares retemperam a cor à alma por séculos esmaecida, o povo confunde-se com as classes mais altas, gritam em uníssono o gestor de empresas e o estivador, o empreendedor e o desempregado fabril, o administrador e o sapateiro. Há notícias de um golo, uma mulher sonha um filho tatuado, velhinhas tremem às imagens de um torso desnudo, acham tudo uma benção dos tempos, que nos seus tempos os bravos rapazes da nação não tinham aquelas compleições. Eis o ambiente cunhado pela alegria em torno dos heróis. Se for desta, sim, então haverá a nação de reerguer-se e um peditório nacional almejará reunir em tempo recorde os fundos necessários à construção de um novo Panteão.
Retirado do Facebook | Mural de Pedro Teixeira Neves
Alison Balsom – Italian Concertos | Georgia May Jagger

Alison Balsom plays Haydn – Bach – Debussy
ALISON BALSOM | IESTYN DAVIES | Sound the Trumpet | Nastassja Kinski | Georgia May Jagger


Bob Marley | Jean Paul Sartre


Nastassja Kinski
Nastassja Kinski (1960)
The daughter of a maniac cinema legend, Klaus Kinski, the German actress obtained her début (non-speaking) role in Wim Wender’s film, The Wrong Move, in 1974 after the director’s wife had discovered the precocious beautiful 12 year old girl in a nightclub. She then appeared in a number of other films such as To the Devil, a Daughter, in 1976, in which she could be seen nude despite being a minor. It was Roman Polanski with his film Tess, in 1979 that turned the sensual ingénue into a recognised and admired star. She moved on to American films such as Francis Ford Coppola’s One from the Heart and the erotic horror cult film, Cat People, in 1982 – both films turned the actress into a strong object of desire along a popular Richard Avedon shoot for which she posed nude with a snake. In 1984, she reunited with Wim Wenders for one of art house cinema’s favourites, Paris, Texas, a film in which her beauty and subtle emotions were deeply emphasized. The actress soon returned to quite forgettable European films, mostly scrutinized for her relationship with legendary music producer, Quincy Jones. Fleeing the limelight to concentrate on her personal life, Nastassja Kinski then only appeared in supporting roles on television and a little number of films such as Father’s Day, in 1997. Is it because of her melancholic childhood facing a terrifying tyrannical father and a fragile hippie-like mother did the actress turn into a delicate and evanescent figure? With her mysterious and secret personality, Nastassja Kinski incarnates the image of an artist more than a film star. A poetic muse enliven by an iconic crimson red mohair sweater…

Chuck Berry | You Never Can Tell
It was a teenage wedding, and the old folks wished them well
You could see that Pierre did truly love the madamoiselle
And now the young monsieur and madame have rung the chapel bell,
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
They furnished off an apartment with a two room Roebuck sale
The coolerator was crammed with TV dinners and ginger ale,
But when Pierre found work, the little money comin’ worked out well
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
They had a hi-fi phono, boy, did they let it blast
Seven hundred little records, all rock, rhythm and jazz
But when the sun went down, the rapid tempo of the music fell
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
They bought a souped-up jitney, ‘twas a cherry red ’53,
They drove it down to Orleans to celebrate the anniversary
It was there that Pierre was married to the lovely madamoiselle
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
3,4 e 5 Junho | Sexta, Sábado e Domingo | JAZZMINDE 2016

a pior das discriminações | Inês Salvador
Andam por aí a dizer que o Príncipe Carlos de Inglaterra é gay, como se isso fosse uma coisa má. Que tristeza de mundo este em que a orientação sexual serve de motivo de conversa, serve para vender revistas. Já agora, se ainda não repararam, o Príncipe Carlos é branco, de raça branca, não é de outra raça qualquer, e não, não é possível que se venha a descobrir outra raça ao Príncipe Carlos, porque se fosse, também se descobria, e também como se isso fosse uma coisa má, que não é, é indiferente. Nada disto devia ter importância nenhuma, a importância que tem é porque o Príncipe Carlos não é pobre. Se fosse pobre e gay já não tinha importância nenhuma, porque a pior das discriminações, a mais terrível, a mais segregadora, é a discriminação económica, a discriminação socioeconómica, a de estatuto social, de classe social, o que lhe queiram chamar. O Príncipe Carlos, se fosse pobre, não era gay, a ser, não passaria de um paneleiro qualquer.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Honky Tonk Woman | Sheryl Crow with The Rolling Stones
Crossroads Guitar festival 2007 | Sheryl Crow & Eric Clapton
(You Never Can Tell) C’est La Vie | Emmylou Harris
Roy Orbison | “Only the Lonely” from Black and White Night
Roy Orbison | Oh, Pretty Woman
Uma Viagem à Índia | Gonçalo M. Tavares in “Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura”
O autor de “Uma Viagem à Índia”, Gonçalo M. Tavares, conta que a ideia desta obra “partiu da ideia de responsabilidade em relação ao passado”. Acrescentando que, para si, “o que diferencia o homem e o bicho é esta capacidade de memória das gerações anteriores”. “Esta ideia de conservar a memória”, precisou.
Admitiu a “aproximação amorosa” em relação a ‘Os Lusíadas’ e acrescenta que deseja “deixar sinais para gerações futuras”.
“Uma Viagem à Índia” (ed. Caminho) é um livro que, segundo o escritor, pede uma mudança de posição do leitor por obrigar este a arranjar uma nova posição para ler e pela possibilidade de ler fragmentos, a possibilidade de “abrir ao acaso e ler”.
O livro começou a ser escrito em 2003 e a sua revisão final demorou um ano.
VER AQUI : http://www.snpcultura.org/vol_uma_viagem_a_india.html
(Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura)
Jorja Chalmers | If there is something
Vienna Opera House, Bryan Ferry World Tour 2011
Anticomunista, obrigada! | Clara Ferreira Alves in “Jornal Expresso”
Não estava à espera neste ponto da minha vida e neste ponto do século XXI, dobrado o século XX há uns aninhos, de ver aparecer a acusação. Anticomunismo. Parece que qualquer pessoa que não confie na bondade intrínseca de um acordo de governo com o Partido Comunista Português é anticomunista. Confesso ter nostalgia de muitas coisas, mas não desta. A de repensar o anticomunismo privado. Sou ou não anticomunista? E se for? A questão não é meramente ideológica, é existencial. É, por assim dizer, teológica. Cheguei à conclusão, depois de muito matutar, de que sou anticomunista. Acredito na economia de mercado, no capitalismo regulado e na iniciativa privada.
Não acredito na coletivização da propriedade e da economia, na eliminação da competição nem na taxação intensiva do capital. O atual Partido Comunista não partilha estas minhas convicções. É coletivista, e foi sempre, ao contrário do que nos querem convencer, pragmático.
Citação | Alfred de Musset
Ana Cristina Silva | 14 anos de vida literária

Guimarães Rosa | Carta com letra “C” | Revista Pazes
Consul caro colega Cabral
Compareço, confirmando chegada cordial carta.
Contestando, concordo, contente, com cambiamento comunicações conjunto colegas, conforme citada consolidação confraria camaradagem consular.
Conte comigo: comprometo-me cumprir cabalmente, cabralmente condições compendiadas cláusulas contexto clássico código. (Contristado, cumpre-me consolidação coligar cordialmente conjunto colegas?… crês?… crédulo!… considera:… ”cobra come cobra!…” coletividade cônsules compatrícios contém, corroendo cerne, contubérnios cubiçosos, clãs, críticos, camarilhas colitigantes… contrastando, contam-se, claro, corretos contratipos, capazes, camaradas completos.) Concluindo: contentemo-nos com correspondermo-nos, caro Cabral, como coirmãos compreensivos, colaborando com colegas camaradas, combatendo corja contumaz!…
Edifice | Choreographed and performed by Carmine De Amicis and Harriet Waghorn
Genesis | Dancing with the Moonlit Knight
“Can you tell me where my country lies?”
said the unifaun to his true love’s eyes.
“It lies with me!” cried the Queen of Maybe
– for her merchandise, he traded in his prize.
Quando uma pessoa se põe a ler a “imperensa” | Inês Salvador
Hoje de manhã, li num qualquer jornal, já não me lembro qual foi e não tenho pena, que o espião português estaria há tempo sob suspeita por, entre outros comportamentos, ter um perfil pouco discreto nas redes sociais, o que é impróprio a quem ocupa aquelas funções. Pois, a mim, nunca me passaria pela cabeça que um perfil pouco discreto nas redes sociais fosse o de um espião. Já aqueles perfis falsos, outros verdadeiros, talvez, mas surgidos do nada, estranhamente muito amiguinhos, bons, queridos, mas sempre incoerentes, fazem-me pensar em espionagem do tipo doméstico, mais conhecida por coscuvilhice, e também em voyeurismo e outros casos de evidente tara mais severa. Mas isto sou eu, que não percebo nada de espionagem. Uma coisa é certa, as redes sociais estão a matar tudo, e, pelos vistos, também as secretas, ou então é a “imperensa” que já está morta e ainda ninguém lhe disse. É que a mim também me acontece inventar quando não sei o que dizer, não tive foi tanta sorte com a imaginação como algumas pessoas que escrevem em jornais.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Madredeus | O Pastor
Andrea Breton




Genesis (Peter Gabriel) | I Know What I Like (In Your Wardrobe)
Olhares…
ORDEM DOS ENGENHEIROS | A Região Sul Informa: Conselho Diretivo promove exposição de fotografias premiadas de Adriano Neves

A Região Sul inaugura, no dia 31 de maio, a exposição A Vastidão nas Grandes Paisagens, com fotografias de Adriano Neves, membro efetivo da Ordem dos Engenheiros (OE).
Por que presentear crianças com livros?
Porque as crianças gostam de histórias. Porque, no fundo, cada vida é uma história. E ao espreitar as páginas de um livro, as crianças abrem os olhos para as inúmeras histórias de vida das pessoas.
Laurent Moreau

Cory Henry | JazzMinde 2016

Vem dos Estados Unidos, estará pela 1ª vez em Portugal, é o teclista dos Snarky Puppy, e apresenta-nos o seu novo álbum.
Chama-se CORY HENRY e em 2014 ganhou o Grammy Award Winner for Best R&B Performance (Snarky Puppy with Lalah Hathaway).
Será o último concerto da sua digressão europeia. e será ele que encerrará a noite de Sábado.
A primeira parte do serão será preenchida por JOÃO BARRADAS no acordeão e JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA no piano.
No final da noite haverá uma Jam SESSION
Bilhetes on-line: http://www.minde.eu/jazz/
Palco Fábrica: Diário 15.00 / Pass Festival 25.00
Palco Natura – gratuito
Em defesa do Colégio La Salle de Barcelos | Rodolfo Miguez Garcia
Acabo de saber que volto a ser accionista de uma companhia de Aviação, e sócio de uns senhores que nem conheço, e a quem pagaremos chorudamente. Eu os meus vizinhos e mais uns milhões de portugueses, do interior, como eu, podemos agora ficar de nariz e olhos no céu, a ver balões e os “nossos” aviões.
Se por acaso tiver de levantar voo, espero que os ditos, não estejam de greve e, que para nós accionistas, o preço seja low low low cost. Se inadvertidamente me tivessem perguntado, diria que não tenho nenhum interesse em ser “dono” duma companhia de aviação, e preferiria que, em lugar dos 1000 e tantos milhões, dinheiro dos contribuintes, agora a pagar, não cortassem a ajuda ao La Salle de Barcelos, que há quase quarenta anos ajuda alunos carenciados de Braga e Barcelinhos.
Não é uma opinião partidária, é apenas a minha opinião.
Rodolfo Miguez Garcia | Antigo Aluno do Colégio La Salle de Abrantes
Paul McCartney & Bruce Springsteen – I Saw Her Standing There & Twist And Shout
Louis Aragon | “Les yeux d’Elsa” 1942
Noite da Literatura Europeia | 4 de junho | Lisboa, zona do Carmo/Trindade
A Noite da Literatura Europeia apresenta, no dia 4 de junho, em plenas Festas de Lisboa, o serão literário mais popular da capital lisboeta. Organizada por vários institutos culturais europeus sediados em Lisboa e pelas embaixadas representativas, a Noite da Literatura Europeia decorre, mais uma vez, a um sábado, das 19h às 24h, em vários espaços emblemáticos da zona do Carmo/Trindade.
Durante este serão, terão lugar leituras, por 14 atores portugueses, de excertos de obras de 10 escritores europeus. As sessões, de entrada livre, têm a duração de 10 a 15 minutos e repetem-se de meia em meia hora, para o público poder assistir a todas as sessões nos diversos espaços da Noite da Literatura Europeia.
Nesta que é a quarta edição da noite mais literária de Lisboa, há prosa e poesia para todos os gostos dos autores Andrés Trapiello (Espanha), Ann Cotten (Áustria), Bruno Vieira Amaral (Portugal), Dimitris Dimitriadis (Grécia), Filippo Tuena (Itália), Jakub Řehák (República Checa), Léonora Miano (França), Nicolae Prelipceanu (Roménia), Thees Uhlmann (Alemanha) e Tove Jansson (Finlândia)
As sessões de leitura decorrem em locais como a Sala de Extrações da Lotaria da Santa Casa da Misericórdia, o Teatro da Trindade Inatel, ou ainda o Vertigo Café, entre outros espaços, onde atores como Paulo Pires, Mónica Calle ou Pedro Lima vão dar voz, com alma e inspiração, às palavras dos dez autores europeus.
A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa organizada pela EUNIC Portugal, uma rede de institutos culturais e embaixadas, com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal.
Bruce Springsteen | You Never Can Tell
Centro Ciência Viva do Alviela – CARSOSCÓPIO | 20 de Maio de 2016 | CAFÉ CIÊNCIA | Transportes do futuro
CAFÉ CIÊNCIA | Transportes do futuroAproxima-se a grande velocidade o próximo Café Ciência “Transportes do Futuro”: dia 27 de Maio de 2016, pelas 21h, no Centro Ciência Viva do Alviela. É a velocidade que tem levado à evolução dos transportes ao longo do tempo, mas também as questões de segurança dos cidadãos e proteção do ambiente. O Professor José Maria André do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa explica-nos como estão a ser pensados, ao nível científico e tecnológico, os transportes aéreos e terrestres que nos permitirão deslocar com maior rapidez e segurança, no futuro.
Imagine voar de Nova Iorque a Tóquio em 4 horas em vez das 15 ho! ras atuais! Viver em Portugal, sair de casa às 8h30 e começar a trabalhar às 9h00, em Paris. E em Portugal, será que o norte e o sul vão estar ligados apenas por alguns minutos?
Não perca tempo, inscreva-se e junte-se a nós para mais um Café Ciência com olhos postos na Ciência e Tecnologia do futuro.
As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
Número máximo de inscrições: 70
Mais informação em www.alviela.cienciaviva.pt
Ao vivo em Lisboa dia 26 de Maio e com vídeo surpresa | Rogério Charraz

Dançando ao som de “You Never Can Tell” | Chuck Berry – 1964 | John Travolta and Uma Thurman
Colégio La Salle | Barcelinhos | Barcelos | Portugal
Nascido em 1952 como escola de formação dos Irmãos de La Salle, desde 1981 que obteve contrato de associação com o Ministério da Educação e abriu portas com duas turmas do 5.º Ano. Hoje tem 18 turmas, do 5.º ao 12.º Ano.
A Congregação de S. João Baptista de La Salle é uma Comunidade de homens bons. De grandes educadores e formadores. Cultos e humanistas. Abertos ao mundo.
“Hoy, la gran familia de La Salle consta de 5 000 Hermanos, que junto con 84 000 educadores y numeroos colaboradores laicos ayudan en cerca de 1 000 centros educativos en 80 países. Ochocientos cincuenta mil alumnos, niños, jóvenes y aun adultos, reciben la mejor educación posible en las aulas de La Salle.”
https://www.facebook.com/colegio.lasalle.1

Anoushka Shankar | Lasya
Bonito!
A Hot Summer Night With Donna – 1983 | Donna Summer | State Of Independence
DONNA SUMMER state of independence | Eu Nunca Guardei Rebanhos, por Alberto Caeiro/Fernando Pessoa
Da série: um poema, uma música! Ouvir… e ler! Experiência interessante!
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
Do livro “O Guardador de Rebanhos”
Ian Anderson | Plays Orchestral Jethro Tull
Porquê?
Citando Shakespeare
Hell is empty and all the devils are here
William Shakespeare, The Tempest
Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma? | Oscar Wilde
Quem Poderá Calcular a Órbita da sua Própria Alma?As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?
Oscar Wilde, in ‘De Profundis’
Querem uma Luz Melhor que a do Sol! | Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”
Ah querem uma luz melhor que a do sol!
Querem campos mais verdes que estes!
Querem flores mais belas que estas que vejo!
A mim este sol, estes campos, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontento,
O que quero é um sol mais sol que o sol,
O que quero é campos mais campos que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores que estas flores —
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!
Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos”

GRANDE ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL | 28 DE MAIO DE 2016
GRANDE ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL
DATA: 28 DE MAIO DE 2016, último sábado de Maio.
LOCAL: COLÉGIO LA SALLE – Casa Mãe de La Salle – Barcelos.
A Família lassalista vai encontrar-se na sua casa-mãe, em Barcelinhos de Barcelos, terra dos valentes homens dos Alcaides de Faria.
E da justiça reposta pelo canto do galo. A lenda situa esse momento de justiça e de perdão na Quinta do Galo, onde hoje se instala o nosso Colégio. E o Galo de Barcelos é Portugal.
Lettre de Marilyn Monroe à JFK, président des États-Unis,
6 juillet 1962
Bonsoir M. JFK,
Je vous écris ce soir pour vous dire que je suis vraiment désolée, mais cela doit cesser. Ça ne pourra jamais marcher. En réalité, je ne veux pas être uniquement la femme d’à côté — je veux aussi quelqu’un pour être l’homme à mes côtés.
Et le fait est que moi je ne suis pas mariée. J’ai passé des moments incroyables à vous voir nu tout en sachant que vous étiez notre président, mais je crois que jusqu’à ce que je me marie, ça ne pourra jamais fonctionner. Je suis vraiment désolée M. JFK. Je le suis vraiment profondément.
J’avais réservé une chambre au nom de « Aloha, Señora Baise est de retour et vous invite à la nuit de la baise », mais je l’ai annulée ce matin. J’espère seulement que vous penserez à moi la prochaine fois que vous aurez une maîtresse.
Avec tout mon amour,
Marilyn
VER AQUI: Des Lettres
BREVE ESTUDO SOBRE O POETA IVAN JUNQUEIRA | por Glauber de Oliveira
Partindo da idéia de que poesia é algo muito subjetivo, logo é muito difícil dizer o que é, muitas vezes, grandemente bom ou grandemente ruim, vem-se aqui falar de um poeta brasileiro de produção poética (e também ensaística) consolidada, por já ter muitos livros publicados, além do fato de já haver falecido.
Enfim o que se pretende aqui é fazer uma súmula da produção poética deste autor, percorrendo todos os seus livros de poesia, no que se pôde ler obviamente, e tentando localizar devidamente o lugar de Ivan Junqueira dentro da poesia brasileira (e talvez, até além disso).
Comecemos pelo seu livro “Os mortos”, que segundo um crítico literário que agora foge à memória, seria um livro pronto a ser publicado, àquela época (precisamente 1964). Algo que parece ser característico da poesia de Ivan Junqueira e vai percorrendo todos os seus livros de poesia é uma amena poesia. Para ser mais claro, citem-se seus versos: “Minha mãe chorando no fundo da noite / Apunhalou o sono de Deus”. Esse poema é do seu livro “Os mortos”. O tema metafísico, divino é muito presente na poesia de Ivan Junqueira, inclusive pelo fato da morte já ser fato presente muito cedo na sua vida (fala-se de seus parentes), muito parecido com Manuel Bandeira (poeta muito prezado pelo Ivan) aliás, (infelizmente não se tem o dado confirmado da morte precoce dos seus parentes, mas recorda-se isso de uma de suas entrevistas dadas).
O barulho causado por um jornalismo panfletário | Luís António Santos in Rádio Renascença
Um dos principais efeitos de um jornalismo debilitado é um fluxo informativo mais pobre e mais dependente da lógica ‘ele-disse-isto-e-tu-o-que-dizes?’ do que de trabalho de verificação e enquadramento autónomos. No fundo, um sector dos média frágil pouco mais consegue do que dar ‘tempo de antena’ a vozes que se confrontam, deixando de lado (por falta de meios, desânimo ou cedência a interesses que ajudam a pagar contas) leituras mais largas e plurais da realidade.
O que, por estes dias, acontece em torno de uma decisão recente do ministério da Educação é um exemplo bem claro disto mesmo. Um número significativo de órgãos de informação nacionais optaram por ‘fazer render’ até à exaustão o filão informativo do protesto organizado de algumas empresas privadas que operam no sector ao mesmo tempo que se iam esquecendo de explicar aos leitores, ouvintes ou telespectadores o que está realmente em causa.
No barulho que se criou – e que deliberadamente se ampliou quando, por exemplo, se filmou, com óbvia combinação prévia, através de um drone, uma inscrição no pátio de um escola – muito facilmente se perdeu o contacto com a verdade e, sobretudo, com a missão essencial do jornalismo.
Foi muito difícil perceber (há, ainda assim, algumas excepções que nos vão ajudando), por entre tanta informação truncada ou ostensivamente falsa e por entre tanta opinião estridentemente apegada a uma ideologia radical de desmantelamento a qualquer preço da escola pública, que as empresas eventualmente afetadas pela tão polémica medida governamental são 80, num universo de 2773 (ou seja, 3 por cento das instituições privadas de Ensino).
Foi igualmente complicado perceber que os contratos de associação são, pela sua natureza, vínculos precários de prestação de serviço – são apenas uma das cinco formas de ligação do Estado ao Ensino Privado e servem para suprir uma dificuldade de serviço público momentânea (não são, por isso, contratos com base nos quais se possam, com honestidade, desenvolver quaisquer estratégias de equilíbrio financeiro de empresas privadas).
O jornalismo precisa, naturalmente, de dar expressão pública a vozes distintas mas não pode correr o risco de ser apenas a sua correia de transmissão. Sejam elas quais forem. O jornalismo deve, sobretudo nos dias que correm, assegurar-nos uma mediação relevante, confrontando declarações políticas com factos concretos e trabalhando de modo próprio para nos ‘mostrar’ a complexidade de cada situação, afastando-se, assim, da adesão a um registo que não faz parte da nossa tradição em tempo de democracia – o de uma ação direta panfletária a favor desta ou daquela ‘causas’.
Luís António Santos in Rádio Renascença
Festival Culturel Européen Algérie

Pascal Wintz plays Georgia On My Mind
Asaf Avidan | Small Change Girl
She can make the birds and bees
get down on their little knees
she can whisper to the breeze
and make her tear the bark off trees
She can make a fog horn ring
she can make the mountains swing
she will make you clip your wing
she can teach your tears to sing
She’s just a small change girl X4
but she’s a world to me
She can turn her flesh to steel
but she can’t get her scars to heal
she can make you think she’s real
she can make a diamond peel
she can get your bed to shrink
she can get your ears to blink
she can get you eyes to think
and she can get a horse to drink
She’s just a small change girl X4
but she’s a world to me
Sexo Tântrico | A Origem

Nos charcos e nas grutas – mitos ou realidade? | Centro Ciência Viva do Alviela | 21 de Maio, 17 horas
Vamos comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, no próximo dia 21 de Maio, a partir das 17h, no Centro Ciência Viva do Alviela.A cultura popular diz que os anfíbios são nojentos, viscosos e peçonhentos. Já os répteis têm a fama de serem animais perigosos com as suas mordidelas dolorosas e venenos mortais. Quem é que nunca ouviu dizer que os morcegos são animais do demónio, que bebem sangue, enrolam-se nos cabelos, e são sinónimo de azar ou doença?
Jael Palhas (Projeto Charcos com Vida) e Maria João Silva(CCVAlviela) explicam-nos qual a origem destes mitos e crenças populares e de que forma afetam a conservação destes anim! ais. Sabia que a ciência tem provado que são úteis ao homem e essenciais nos ecossistemas?
Traga um pequeno lanche pois fazemos um piquenique convívio enquanto aguardamos pelo final do dia para observação da biodiversidade noturna: noite dos morcegos e visita a um charco.
Quer saber toda a verdade sobre anfíbios, répteis e morcegos? Aventure-se e faça uma caminhada noturna connosco. Vamos conhecer as criaturas da noite!
As inscrições são obrigatórias e têm um custo de 3? por participante.
Mais informações através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt
(Mais)
ASSOCIAÇÃO DE ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL | CONTRATO DE ASSOCIAÇÃO | COMUNICADO
Na sequência da publicação do Despacho Normativo 1-H/2016 e da intenção do Governo em reduzir significativamente o número de turmas das escolas com Contrato de Associação, a Direção da Associação de Antigos Alunos de La Salle, em defesa do projeto educativo do Colégio La Salle de Barcelos, apela a que:
1) – Sejam respeitados os contratos de associação celebrados por um período de 3 anos letivos, e contesta que os mesmos contratos se refiram apenas às turmas em início de ciclo em 2015/2016.
2) – Seja permitida a continuidade do projeto educativo do Colégio, que acolhe crianças de todos os extratos sociais, incluindo crianças desinseridas do meio familiar ou em situação de risco social chegando, na maioria dos anos letivos, aos 60% de alunos com Apoio Social Escolar.
3) – Não se interrompam os acordos e protocolos estabelecidos, no sentido de proporcionar escolaridade assistida de modo particular a jovens institucionalizados do Lar de Acolhimento – Colégio S. Caetano de Braga – tendo em conta que foi o Centro de Segurança Social de Braga a patrocinar esta solução, e que mereceu a autorização da Direcção Regional de Educação do Norte. Desde o início desse protocolo aumentou, significativamente, o sucesso escolar dessas crianças e jovens com a obtenção de diversas licenciaturas.
4) – Igualmente apela-se a que se prossiga o protocolo estabelecido com a Casa do Menino Deus, de Barcelos, pelo qual as crianças institucionalizadas dessa instituição frequentam a escolaridade obrigatória no Colégio La Salle.
5) – Seja respeitada a liberdade de escolha das famílias, em particular as de menor rendimento.
6) – Que seja levado em conta algumas referências históricas:
– O Colégio La Salle começou a funcionar no ano lectivo de 1981-1982, sempre numa basa de gratuitidade. Nessa altura não havia qualquer outra escola pública ou privada nem em Barcelinhos nem em nenhuma freguesia barcelense da margem esquerda do rio Cávado. Constituiu um regozijo público a instauração do ensino nesta área geográfica.
– Quando o Ministério da Educação decidiu abrir a Escola Preparatória Rosa Ramalho, a pedido do Ministério, os dois primeiros anos funcionaram nas instalações do Colégio La Salle, a título gratuito.
Sendo o Estado uma pessoa de bem e de bom senso, estamos convencidos que honrará este passado de colaboração.
Finalmente:
1) – A Associação de Antigos Alunos de La Salle congratula-se com a Assembleia Municipal de Barcelos, pelo apoio inequívoco prestado ao Colégio La Salle.
2) – Os Antigos Alunos de La Salle estão convencidos, pela sua própria experiência, que os valores cultivados neste colégio imprimem um carácter único e próprio à formação humana e académica dos seus alunos, contribuindo para uma sociedade justa, coesa e desenvolvida.
Barcelos, 5 de Maio de 2016.
Carlos Borrego, Presidente da Direcção da Associação de Antigos Alunos La Salle de Portugal.
A “família feliz” | “produto derivado do futebol indústria” | Inês Salvador
1) – Quando vejo pessoas de família, família chegada, família nuclear, mães e filhas, irmãos, marido e mulher, a falarem umas com as outras pelo mural do facebook, a perguntarem por onde andam, a desejarem melhoras, porque uma delas está doente, a dizerem que se “love” muito umas às outras e kisses e bonecos com corações, a prometerem que não se abandonam, que estarão sempre juntas, em selfies conjuntas a fazer bico de pato e fazem disto as novas fotos de “família”, selfies de “família” estudadas para publicar aqui numa pratica regular… A “família feliz” que não é um prato do restaurante chinês. A família feliz que sabe de quem mora lá em casa pelo facebook, que fala pelo facebook, no mural, nos comentários que todos lêem… Fico, sei lá, nem sei o que diga, perplexa, vá, pode ser.. Por favor, digam-me que não tenho motivo para ficar. Por favor, digam-me que sou eu que não acompanho a evolução dos novos tempos do que devem ser os laços familiares.
2) – Sobrancelhas tatuadas como auto-estradas, extensões de pestanas, algumas já caíram, estão a precisar de manutenção, estão com aquele aspecto de garfo desdentado que olha para nós, extensões de cabelo, madeixas feitas com lixívia, unhas de gel, a do dedo anelar é diferente das outras na cor, tem brilhos, bonecos, desenhos, evidências descaradas de silicone a assomar no decote, lip gloss escarlate, um saco vuiitton e ténis brancos. Opá, isto logo de manhã, isto a qualquer hora, mas logo de manhã… Gostos são gostos, mas este registo de produto derivado do futebol indústria é atordoante… Bom, é só para dizer que gosto mais de cinema europeu, que parecendo que não, tem tudo a ver por não ter nada a ver. Coisas da estética, do refinement.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Poema | Sophia de Mello Breyner Andresen

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
… Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Charo Manzano | Compania Pasion Gitana por Bulerias con Joaquin Cortes
Manolo Sanlucar y Charo Manzano | De Muleta
Heidi Elva | The Heart Is A Lonely Hunter
Afrodite | Maria Isabel Fidalgo
Não negues o estio
as acácias abrem-se para as mãos
e Afrodite lava-se na fonte fria
junto ao parthénon.
Entra pela manhã
colhe a flor rosácea da luz
e desliza devagar
sobre a carícia das rosas
no ventre da água.
Solta os cabelos aos vendavais
do fogo
e morre sobre as brasas
que os deuses colhem.
maria isabel fidalgo
Helmut Newton com Monica Bellucci
Peter Gabriel – Sledgehammer | Com Paula Cole
ouvir com auscultadores, por favor | magnifíco
Citações (3) | Inês Salvador
citação 1 – A propósito de não ter ido à inauguração do Túnel do Marão, Pedro Passos Coelho disse que “nunca” esteve numa obra de inauguração enquanto liderou o Governo. Sobre isto quero dizer que nunca estreei um par de sapatos, não uso maquilhagem, nunca fui para os copos e nunca falhei uma ida ao ginásio.
citação 2 – Informação | José Sócrates e o Túnel do Marão
Nas televisões estão a inaugurar o túnel do Marão ou estão a inaugurar o José Sócrates? É que cada vez que tento ver o túnel do Marão, o que me mostram é o José Sócrates, que sendo um homem que uma moça gosta de ver, e não sabendo e não sendo da minha conta, mas pensando eu de que, não é exatamente o túnel do Marão e já se terá inaugurado no que achou que se devia inaugurar.
Televisões, só hoje já vi o José Sócrates vinte vezes, é possível mostrarem também o túnel do Marão?
citação 3 – Da semana que passou
“Sem o “oval” do meu sócio não decido nada… Nãaaa, nem pensar, sem o “oval” do meu sócio não avanço”, um senhor sobre tomar uma decisão.
“Obrigada, foi muito “explícida”, p’ra mim está “explícido”, ficou tudo muito explícido”, um senhor a quem dei uma informação.
“Isso não tem “anexo” nenhum, não faz sentido, são coisas sem “anexo”, não pode ser”, um senhor ao tomar conhecimento de um procedimento.
“Eu meto sempre no segundo buraco, também gosto no primeiro, mas meto sempre no segundo, dantes metia no primeiro, mas agora aleija-me, até faz ferida”, uma moça sobre colocar um brinco na orelha que tem três furos.
No IKEA há almôndegas vegetarianas, 4,99€/kg
O Amor continua lindo, a vida é bela, embora esteja de chuva.
Bom fim-de-semana!
07.05.2016 | Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Camaron de La Isla, Tomatito, Moraito Chico, Morenito de Illora, Charo Manzano | Soy gitano
Peter Gabriel with Paula Cole | Don t Give Up
ouvir com auscultadores, por favor | magnifíco
Peter Gabriel | In Your Eyes
ouvir com auscultadores, por favor | magnifíco







