Citando Gonçalo M. Tavares in “JL”
“Estamos sós com tudo aquilo que amamos. A nossa solidão tem o tamanho das nossas ligações”
Gonçalo M. Tavares, JL
Infravermelho, de Nancy Huston
A Sextante Editora publica o mais recente romance da escritora canadiana Nancy Huston, Infravermelho, onde, no decurso de uma semana, acompanhamos a vida de uma fotógrafa que procura captar as fragilidades da sociedade e das relações. Através da escrita perspicaz e inteligente da autora, a protagonista deste romance examina um mundo governado por homens, esclarecendo-nos sem piedade a respeito das relações que o dominam. Um livro brilhante, com uma abordagem sensual e libertadora face aos contornos que regem a sociedade atual.
Hoje nas livrarias.
Leia as primeiras páginas aqui.
Vincent Van Gogh
Chiesa Sant’Ignazio a Roma, di Andrea Pozzo
Citando Sophia de Mello Breyner Andresen
Krakow’s story: a Unesco City of Literature built out of books
Paved with poetry … Krakow
To mark Krakow’s appointment as Unesco City of Literature, a set of super-sized, multi-coloured letters were placed in the iconic medieval Marketlplace (“Rynek”), spelling out “Krakow, City of Literature” in Polish (“Miasto literatury”). Overnight, the citizens demonstrated their creative spirit by rearranging the letters to form messages of their own (some not fit to be printed).
Krakow lives and breathes literature. No city could be more eminently qualified for the Unesco title, which is now in its seventh year, withEdinburgh and Norwich among previous recipients. It’s hard to imagine how it can add to its existing plethora of literary events: it hosts two annual international literary festivals, a book fair, and any number ofpoetry readings; it is home to the Polish Book Institute – a superb public organisation which exists to promote Polish literature at home and abroad. It’s also home to several publishing houses, from old and traditional to young and ground-breaking.
Ler mais: http://www.theguardian.com/books/2013/nov/14/krakow-unesco-city-of-literatre … (FONTE)
The Beatles | ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ | the most important rock & roll album ever made
Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band is the most important rock & roll album ever made, an unsurpassed adventure in concept, sound, songwriting, cover art and studio technology by the greatest rock & roll group of all time. From the title song’s regal blasts of brass and fuzz guitar to the orchestral seizure and long, dying piano chord at the end of “A Day in the Life,” the 13 tracks on Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band are the pinnacle of the Beatles’ eight years as recording artists. John Lennon, Paul McCartney, George Harrison and Ringo Starr were never more fearless and unified in their pursuit of magic and transcendence.
A Sentinela | Richard Zimler | por António Ganhão
Tanto ama as margens como as terras
Aonde nunca chegará.
A Sentinela, de Richard Zimler, é um policial surpreendente, lúcido e corajoso. Mais do que abordar a realidade portuguesa atual, Zimler deixa-nos um retrato profundo do ser humano, das suas fragilidades e do seu lado indizível. O caminho iniciático para a idade adulta, esse precipitar em poços profundos, donde somos resgatados pela luz de se ser único na vida de alguém.
Alguns de nós tem uma parte sua por resolver, uma parte que se desdobra numa outra maneira de ser e que por vezes toma conta de nós. Um amigo inventado ou um lado de anjo que nos protege. Mas, em poucos se manifesta a coragem de caminhar até “ao extremo da vida e dar o salto”. Moura, interrogado pelo inspetor Monroe, dá esse salto: opta pela morte para impedir que o seu filho imaginário descubra que lhe matou a mãe.
Klimt’s famous “kiss” on the walls of a devastated building in Syria
Encontro com Escritores e Mediadores de Leitura em Salvador-BA
Em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra, o Plano Municipal do Livro, da Leitura e da Biblioteca de Salvador promove, nos dias 25 e 26 de novembro de 2013, na capital baiana, o I Encontro de Escritores e Mediadores de Leitura, no Centro Cultural da Câmara de Vereadores, na Praça Thomé de Souza. Objetivos: construir debates sobre a participação e contribuição de escritores baianos e suas obras à democratização do acesso à leitura em Salvador, através das escolas da rede municipal.
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA – “SAUDADE – GUITARRA PORTUGUESA”, DE RUI SERRA RIBEIRO
Rui Serra Ribeiro, conta com uma prestigiada carreira pautada pelo sucesso e reconhecida com a atribuição de diversos prémios e menções honrosas.
O artista vai expor a sua obra “Saudade – Guitarra Portuguesa” no próximo dia 23 de Novembro pelas 20h.00 no Teatro Lethes.
A exposição antecede o concerto do grande Mestre António Chainho, o grande impulsionador da fusão deste instrumento musical com os mais diferentes ritmos e culturas, que sobe ao palco do Teatro Lethes pelas 21h.30. Uma oportunidade única de juntar a música com a fotografia, na qual o Mestre António Chainho já tinha colaborado com a escrita do prefácio da exposição.
Vista di Cannet | Pierre-Auguste Renoir, 1901
Roberto Merrill: “Rendimento Básico Incondicional elimina a armadilha da pobreza”
Roberto Merrill é porta-voz para Portugal da iniciativa de petição que pretende levar o Parlamento Europeu a discutir a introdução do Rendimento Básico Incondicional (RBI), uma prestação do Estado que seria dada todo o cidadão, empregado ou desempregado. Merrill é investigador do Grupo de Teoria Política do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho e também investigador convidado na Universidade Católica de Louvain. Ao Dinheiro Vivo, explicou e defendeu o conceito que transformaria a sociedade.
Bartoon II, pelo TAS
O TAS-Teatro Animação de Setúbal, vai estrear na próxima sexta-feira dia 22 de Novembro às 22:00, a sua 122ª produção – Bartoon II, no renovado Teatro de Bolso. Bartoon II é um original de Carlos Curto, escrito sobre as tiras diárias de Luís Afonso publicadas no jornal Público.
O olhar de Bartoon sobre os dias que se abatem sobre nós. Com tanta tragédia no palco da vida que suba a cena uma comédia.
Mais informação aqui.
Atirar um partido para o meio da esquerda | Por Ana Sá Lopes in “Jornal i”
Rui Tavares foi corajoso quando decidiu avançar com a formação de um novo partido. A acusação feita ao eurodeputado de que está a construir uma nova formação eleitoral só para ser reeleito para o Parlamento Europeu devia ter terminado no dia em que se soube que Tavares recusou integrar as listas do PS. Convenhamos que se o objectivo de Rui Tavares fosse estritamente pessoal, seria cumprido com muito maior eficácia com um simples “sim” à proposta de acolhimento nas listas europeias dos socialistas. Rui Tavares teria o seu problema pessoal resolvido – continuaria tranquilamente a ser deputado europeu, com as facilidades inerentes à integração numa lista do partido que previsivelmente sairá vencedor das eleições europeias.
Mas Rui Tavares não queria, afinal, simplesmente continuar deputado europeu. Ao avançar para a constituição de um partido, ao atirar qualquer coisa para “o meio da esquerda”, optou pela intervenção dura e de alto risco. Ao trocar a certeza de uma eleição fácil nas listas do PS pela disponibilidade para trazer um novo protagonista ao sistema (com todos os riscos de insucesso que a ideia comporta), Rui Tavares mostra que defende algo maior do que “o seu lugar em Estrasburgo”, o mimo que lhe tem sido dirigido pelos opositores – de esquerda, claro.
Avançar para a constituição de um novo partido de esquerda é um projecto difícil e corajoso – num tempo em que o antipartidarismo floresce – embora a desagregação do Bloco de Esquerda possa facilitar a tarefa. Se se juntar parte da “esquerda alegre” que se foi desiludindo com o PS e com o Bloco de Esquerda, à vez, pode haver eleitorado disponível para ser captado por um novo partido.
No entanto, o partido Livre ainda não tem programa e não pode ficar sustentado única e exclusivamente na figura de Rui Tavares e mais duas ou três antigas figuras do Bloco ou do PS. Da reunião deste fim-de-semana ainda não se pode extrair grandes conclusões, com a excepção de que o novo partido vai optar por fórmulas mais abertas de organização (em contra- -ponto com os restantes partidos cada vez mais fechados) e que é “europeísta”, seja lá o que isso for hoje em dia, e que recusa firmemente sair do euro. Mas isto ainda não é um programa para chegar às massas. Os fundadores do partido Livre têm ainda de descobrir respostas para perguntas que o eleitorado lhes vai fazer – como podemos lutar contra a austeridade sem ser através de slogans? O caminho é duro, mas a coragem é de assinalar.
http://www.ionline.pt/iopiniao/atirar-partido-meio-da-esquerda/pag/-1 … (FONTE)
Book Loving Girls | Portraits of Women and Their Favorite Book
Aquilo a que chamamos o mundo ocidental, e particularmente a Europa, estarão sempre em dívida para com a cultura grega. Parece-me legítimo ver na Odisseia o primeiro romance europeu, matriz de todos os outros, e a sua (re)leitura tem-me acompanhado há muitas décadas.
Ulisses é um arquétipo do ser humano em viagem pela vida, e qualquer um se pode identificar com ele, sem medo de cair no pecado da hubris. Daí a persistência e a ressurreição do mito, nas várias literaturas, em diferentes épocas, até à actualidade.
Na Odisseia Ulisses é um homem que considera a vida mortal suficientemente atractiva tal como é, e não aceita trocá-la por nada, nem mesmo pela imortalidade. É portanto uma figura positiva, de afirmação, e a Odisseia é a história de um amor feliz. Ulisses quer voltar, e volta, para casa. Para a mulher amada. Viajante, navegador, homem de perigos e situações-limite, conquistador de cidades, (a ele se deve, na tomada de Tróia, o estratagema do cavalo), sabe usar a inteligência e a racionalidade, mas também a intuição e a astúcia, é capaz de recuar e pensar, mas também de rapidamente captar e apreender novas situações a que se adapta.
Ler mais: http://booklovingirls.tumblr.com/post/67259859568/aquilo-a-que-chamamos-o-mundo-ocidental-e
Teolinda Gersão – 7 de Outubro de 2013
“A Noite”, de José Saramago – 3 Debates | Teatro da Trindade
LIVRE – Liberdade, Esquerda, Europa, Ecologia | Declaração de Princípios aprovada na reunião de 16 de novembro de 2013
Há cem anos a Europa mergulhou na primeira guerra de um século trágico. Portugal não ficou imune a essa história. Hoje a Europa arrisca-se a falhar na sua promessa de prosperidade partilhada, democracia e direitos fundamentais para todos. Portugal não ficará imune a tal falhanço.Esta é uma história que responsabiliza todos os cidadãos.
É na consciência das difíceis escolhas que esta crise nos coloca que decidimos fundar um partido político assente nos quatro pilares das liberdades e direitos cívicos; da igualdade e da justiça social; do aprofundamento da democracia em Portugal e da construção de uma democracia europeia; e da ecologia, sustentabilidade e respeito pelo meio ambiente.
Ana de Londres, de Cristina Carvalho no PNL
“ANA DE LONDRES” – Edições Parsifal – 2013
Livro incluído no PNL (Plano Nacional de Leitura) como leitura recomendada para os 10º, 11º e 12º anos
Sufocantes, excitantes, únicos e inesquecíveis os anos 60 do século XX. De louca e arriscada travessia.
Em Portugal, vivia-se na ditadura. Londres, um sonho. Londres, o grito de alegria, tudo é novo, nada visto, único, longe, longe, distante de tanto mal!
1961 – Portugal iniciava a Guerra do Ultramar oferecendo a morte como certa a milhares e milhares de rapazes. Nessa altura, a Europa passou de miragem a ponto de esconderijo. E por aqui, mais valia suportar uma ausência de mistério e de segredos, sabendo que eles estavam por aí espalhados, do que sabê-los, em pesadelo, uns mortos, outros perdidos e estropiados nas matas desconhecidas.
Então, eram as mães e os pais e as namoradas e as amigas e as vizinhas e todos, todos sem excepção que procuravam empurrá-los para um outro destino. A angústia, a espera, o desespero eram as expressões do nosso quotidiano, em cada aldeia, em cada cidade, nos bairros, nas ruas, nos prédios, em cada patamar de todos os prédio.
Ana, apaixonada Ana não aguentou a separação, ela em Campo D’Ourique, o seu namorado em Londres. Contra os pais, tristes pais, amedrontados e incrédulos, Ana luta pela sua independência e por um amor que se recusa a perder. Londres é já ali. É só apanhar o comboio.
Foi o que fez.
Este livro conta a história de uma rapariga, de tantas e tantos adolescentes que em plena ditadura portuguesa, num pequeno país a agonizar, sem interesses, sem cultura, sem esperança, sombrio e serôdio de costumes, nada tinha a oferecer. Desaparecer, foi para muitos, a única vida possível.
Cristina Carvalho em “Ana de Londres”
Prefácio de Miguel Real
Capa e ilustrações do interior de Manuel San-Payo
Sobre o Ana de Londres aqui no Acrítico – leituras dispersas
ATLAS DO CORPO E DA IMAGINAÇÃO | BOOK TRAILER | GONÇALO M. TAVARES
Citando Séneca
Perguntas-me qual foi o meu progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo.
(Lucius Annaeus Seneca)
Citando Sónia Cravo
A instituição que acolhia jovens do sexo masculino em situações transitórias estava em obras. Na horta, entre alfaces e couves, um jovem com uma enxada ao ombro, apontada para a terra. A sua expressão de estátua impressionou o homem. Hirto e quieto como um espantalho. Não se via mais ninguém. Durante a conversa com o director, Custódio sentiu a imagem do jovem a rodeá-lo, qual milhafre a voar em círculos largos na sua cabeça. Quando saiu, o espectro reapareceu na horta a dormir em pé, exactamente no mesmo sítio. Custódio fixou-o, olhou-o intensamente, mas não lhe percebeu qualquer reacção. Que fazia ali aquele rapaz?
…
– Anda a caçar toupeiras. Vai para ali ao nascer do sol e fica assim, diz que não se pode mexer, que elas sentem as vibrações. É ele quem cuida da horta. É um bom rapaz, fino e trabalhador.
Deste Lado do Mar Vermelho, de Sónia Cravo, Estampa.
Na escrita da Sónia Cravo somos surpreendidos por personagens insólitos, saídos de um lugar escuso da sua imaginação, tão sólidos que nos parecem sempre ter existido, como se revíssemos neles algo familiar.
Sónia Cravo nasceu em 1977, em Espanha, de pais portugueses. Era criança quando a família regressou a Portugal. Em 2011, o livro Na Senda da Memória assinalou a sua estreia literária.
Divide o tempo entre Aveiro e um pequeno lugar nos arredores, onde cava terra com o mesmo prazer com que escreve.
Leia mais sobre Deste Lado do Mar Vermelho no Acrítico – Leituras dispersas.
Rocamadour Landscape | Félix Vallotton
OS IDIOTAS | romance de Rui Ângelo Araújo
Viaduto do Corgo | Um belo trabalho da Engenharia Portuguesa
O pícaro de Eça de Queiroz em edição ilustrada | Adelto Gonçalves
I
Depois de publicar a edição ilustrada de Clepsydra, de Camilo Pessanha (Lisboa: Livros Horizonte, 2006) e uma antologia ilustrada de Os Maias, de Eça de Queiroz (Lisboa: Parceria Antônia Maria Pereira, 2009), além de outras ilustrações queirozianas em revistas e na Fotobiografia de Eça de Queiroz: vida e obra(São Paulo, Leya, 2010), o arquiteto Rui Campos Matos (1956) acaba de lançar A Relíquia: Uma Antologia Ilustrada (Fortaleza; Fundação Waldemar Alcântara, 2013).
MAINSTREAM | José Goulão
Mainstream, ao contrário do que rezam certas definições académicas, não é uma cultura de maiorias, de massas, de moda. É um círculo elitista, fechado, dentro do qual se passa tudo o que nos diz respeito sem que tenhamos nada a ver com isso.
Mainstream define a ordem dominante e o resto, incluindo os que julgam pertencer-lhe, seguidores bem comportados, é simples macaqueação.
Mainstream é a política única, a permitida, uma união nacional com as suas alas liberais, é a suserania dos mercados, a sociedade das pessoas virtuais onde nem só da farda de marca vivem as aparências mas também das excentricidades diletantes, são os jornais de referência, as televisões que dão ao público o que o público quer, a literatura de grandes superfícies e lojas de conveniência, os opinion makers, os comentadores oficiais com chancela política e outros que são também oficiais mas sem chancela política almejando que lhes seja concedida, os que ocupam as franjas folclóricas de marginalidade para compor o ramalhete plural e que, começando normalmente por professores dos trabalhadores e do irredentismo democrático, acabam como chefes dos patrões, frequentadores de Bilderberg e compreensivos para com o papel da espionagem ao serviço do poder.
Mainstream é, hoje, a ordem neoliberal com os seus satélites, que giram enquanto forem necessários, é a lei de violar as leis, o direito de atacar os direitos humanos em nome dos direitos humanos, de subverter a democracia em nome da democracia, de governar à direita e à esquerda desde que estejam dentro do mesmo centro, o culto da corrupção e do amiguismo se tudo se passar no interior do círculo dos escolhidos, a selecção natural da competitividade onde só cabem os paquidermes do negócio.
Mainstream é uma ditadura do faz-de-conta porque não se pratica aquilo que diz praticar-se, não se disse aquilo que se disse, jamais se escuta a voz dissonante, raramente se fala verdade em nome da verdade, nunca se faz em benefício do ser humano o que se cria e desenvolve em seu nome.
A ditadura do mainstream é a mais perigosa, porque tarda a ser identificada por aqueles que lhe estão submetidos enquanto age conscientemente para os deformar.
O filho, de Michel Rostain
O primeiro livro de Michel Rostain, O filho, não pretende ser sobre a morte, é antes dedicado à vida. Nas livrarias a a partir de hoje, este romance dá voz a um filho que, após partir, observa o seu pai enquanto este o procura conhecer melhor e entender a sua morte. Apesar de ficção, O filho surgiu como um exercício para o autor ultrapassar o seu
próprio luto.
O resultado surpreendeu os leitores e a crítica, valendo-lhe o Prémio Goncourt para Primeiro Romance 2011.
O filho é um romance íntimo e enternecedor que nos ajuda a perceber que a vida pode dar origem a memórias felizes.
A Filha das Flores, de Vanessa da Mata
Romance de estreia de uma das grandes
figuras da música popular brasileira, chega hoje às livrarias.
A Filha das Flores, romance de estreia de Vanessa da Mata, revela uma
hábil criadora de cenários e de personagens, além de uma superior
destreza linguística capaz de maravilhar todas as cores da língua
portuguesa.
Giza cresce numa pequena cidade brasileira e ajuda, com o seu trabalho,
num negócio de flores muito especial, gerido por Florinda e Margarida que
a tratam como irmã.
Aos 18 anos, Giza apaixona-se por Tito, mas Florinda apressa-se a pôr
um fim à sua paixão.
À medida que Giza vai crescendo, a vila parece ir diminuindo, o que faz
com que ela comece a procurar novos territórios e encontre a «Vila» – um
bairro periférico, detestado pela população em geral. Aí faz novos amigos
que a iniciam na história secreta daquele lugar que se revela estar ligada
à sua própria origem.
MATERIAIS DIVERSOS
The Rolling Stones | Band Of The Year
The Rolling Stones have won Band Of The Year at the Classic Rock Magazine Roll Of Honour Awards!
Ciclo Tiago Guedes | 10 anos de Materiais Diversos
Nu couche de dos | Amedeo Modigliani Italy 1884-1920
Story of Stuff | Completo e legendado em português
Citando Ana Saragoça
A evolução darwiniana parece ter atingido o seu auge: nunca como hoje o polegar oponível foi tão importante, nunca até agora atingira a destreza que elas ostentam a enviar mensagens de texto. Em compensação, a linguagem parece ter regredido aos tempos pré-históricos. As conversas fazem-se com meia dúzia de vocábulos básicos, e a escrita eliminou as vogais, transformando-se numa amálgama quase checa de «X», «W» e «k».
“Todos os dias são Meus”, de Ana Saragoça – Editorial Estampa
Ana Saragoça nasceu em Viana do Alentejo em 1966. Frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa e formou-se como atriz pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Em paralelo com a carreira teatral, trabalhou sempre como tradutora, atividade que exerce a tempo inteiro desde 2002. Participou em várias antologias de contos, e, em 2012, Todos os Dias São Meus, o seu primeiro romance (Editorial Estampa), bem como A Mãe da Noiva, o seu primeiro texto para teatro, estreado em Outubro no Teatro Rápido. Em 2013, estreou as peças Não Sou Eu, És Tu, no Teatro Rápido e Sem Rede, pela Companhia de Teatro Chão de Oliva, tendo lançado ainda o livro Quando fores Mãe Vais Ver (Editorial Planeta Manuscrito).
O “Lá Vai Alho” da nossa infância
Citando Vanessa da Mata
O céu dali é mais bonito, mais largo e profundo do que em qualquer outro lugar. Enquanto um contava a saga da luta entre os dois seres gigantes – a noite e o dia -, vez por outra eu contava a minha versão: «Nossa Senhora borda o maior céu para nós, em um tecido que não se anuncia em acabar. É como se existisse um céu para cada noite e para cada lugar, para nos fazer companhia. Nossa Senhora nos deu este. O dia não morre, ela apenas o tapa para dormirmos num tecido grosso e milenar. Os furinhos no pano velho fazem com que a luz o atravesse e não nos deixe totalmente no breu .»
A Filha das Flores, de Vanessa da Mata – Quetzal (nas livrarias a dia 15)
Vanessa da Mata nasceu no Mato Grosso, em 1976. É uma compositora e cantora galardoada com um Grammy. Lançou quatro álbuns, e as suas canções «Ai, Ai, Ai», «Boa Sorte» e «Amado» ocuparam, sucessivamente, o primeiro lugar do top brasileiro. Vanessa da Mata participou num programa da MTV e foi considerada uma das 25 mulheres mais criativas, em 2007. A Filha das Flores é o seu primeiro romance.
I Dreamed A Dream Performed by Anne Hathaway | Les Misérables
Anne Hathaway’s embarrassing but funny story about Daniel Craig
Anne Hathaway’s rap
Dança
Je t’aime avec fureur | Lettre d’Auguste Rodin à Camille Claudel
D’Auguste Rodin, né le 12 novembre 1840, qu’a retenu la postérité ? Son œuvre monumentale, la porte de l’Enfer, le Baiser, le Rodin balzacien ou son idylle tragique et sublime avec Camille Claudel. De cette relation passionnée et déchirante, qui conduira la jeune femme à la folie, l’asile et la mort, le maître exprime dans cette lettre la fureur et la violence d’un amour dévorant.
1886
Ma féroce amie,
Ma pauvre tête est bien malade, et je ne puis plus me lever le matin. Ce soir, j’ai parcouru (des heures) sans te trouver nos endroits. que la mort me serait douce ! et comme mon agonie est longue. Pourquoi ne m’as-tu pas attendu à l’atelier. où vas-tu ? à quel douleur, j’étais destiné. J’ai des moments d’amnésie où je souffre moins, mais aujourd’hui, l’implacable douleur reste. Camille ma bien aimée malgré tout, malgré la folie que je sens venir et qui sera votre oeuvre, si cela continue. Pourquoi ne me crois-tu pas ? J’abandonne mon Salon [ou : Dalou ?] la sculpture ; Si je pouvais aller n’importe où, un pays où j’oublierai, mais il n’y en a pas. Il y a des moments où franchement je crois que je t’oublierai. Mais en un seul instant, je sens ta terrible puissance. Aye pitié méchante. Je n’en puis plus, je ne puis plus passer un jour sans te voir. Sinon l’atroce folie. C’est fini, je ne travaille plus, divinité malfaisante, et pourtant je t’aime avec fureur.
Ballerina Project
Para Sempre | Carlos Drummond de Andrade
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade
Aguarela de Steve Hanks
Wassily Kandinsky | Pintura
DETAIL OF A COLUMN FROM SAINT PETER’S BALDACCHINO | BY BERNINI, 1624-33 | LOCATED IN ROME (Vatican) Italy
Apetece(s)-me uma loucura | Apanhas-me? Ou cais comigo?
Défice Democrático em colóquio.

A Associação cívico-política + D = Democracia em Movimento e o Dr. Nelson Carvalho vão levar a cabo, numa iniciativa conjunta, um colóquio com o mote: “Défice democrático – representação, participação, reforma do sistema político?”.
Serão oradores o Dr. André Freire, o Dr. José Gusmão, a Dra. Luísa Mesquita e o Dr. Pedro Mourão.
Estão todos convidados a estarem presentes neste que é um espaço de debate aberto.
Vai ser no dia 30 de novembro (sábado), entre as 15.30 e as 18.30 na sala da Assembleia Municipal, na Ex-Escola Prática de Cavalaria, em Santarém.
O estacionamento é gratuito.
100 anos de Cunhal
Álvaro Cunhal foi uma figura misteriosa. Parece criação literária. Aliás, as histórias que contou em livro relevam sempre personagens que se confundem com ele próprio. A opção pela defesa de um ideal levou-o a viver, no tempo da ditadura, permanentemente em risco. Já tinha vivido mais de metade da sua vida quando conheceu a liberdade na terra onde nasceu. O mistério deve-se a essa constante resistência. Quem discordava de Salazar tinha que viver escondido. Ou estar calado. Cunhal não estava para aí virado. Fez da luta política maneira de existir. Vida difícil e complicada mas em permanente busca de conhecimento. Conheceu mundo e revelou o que conheceu. Ilustrou, pintou, escreveu, discutiu arte. Discordo de algumas opiniões sobre assuntos que também me são gratos. Mas realço, acima de tudo, nesta altura em que se comemora o centenário do seu nascimento, a capacidade de resistir à mediocridade fascista com cultura e com a coragem de acreditar em outros caminhos. Há quem, mesmo neste momento de comemoração, insista na ideia de que, como dirigente comunista, defendia outra ditadura. Acontece que Álvaro Cunhal esteve preso anos a fio, incomunicável, por combater o regime criminoso de Salazar. Os seus adversários políticos nunca viveram semelhante experiência. Dificilmente saberão do que falam. Há alturas em que deveriam ficar calados.
José Teófilo Duarte
(Imagem: Retrato por Eduardo Gageiro)
www.blogoperatorio.blogspot.com
Casa de Cultura de Setúbal – Nova temporada do Muito Cá de Casa.
MUITO CÁ DE CASA | NOVA TEMPORADA | Regressam dia 15 os encontros Muito Cá de Casa, na Casa da Cultura, em Setúbal. Abrem-se as portas da Casa a um setubalense. O conhecido actor Carlos Rodrigues, mais conhecido na terra por Manuel Bola, edita novo livro de poesia. Esta publicação inicia uma nova marca editorial – Muito Cá de Casa – que já tem em carteira mais três edições: um livro de inéditos de Miguel Castro, outro de Carlos César e um outro de homenagem a José Afonso.
O Muito cá de Casa é uma iniciativa da DDLX e da Câmara Municipal de Setúbal – Divisão de Cultura, e conta com a colaboração de PNet Literatura, livraria Culsete e BlogOperatório.
Gustav Klimt | The Kiss | (detail) 1907-08
Salvar a Europa em dez anos | Projecto Ulisses
Este é o tempo necessário para implementar um novo plano de desenvolvimento e crescimento dos países do Sul da Europa. É o que consideram os eurodeputados que estão na génese do Projeto Ulisses.
(…)
Ler mais: http://visao.sapo.pt/salvar-a-europa-em-dez-anos=f756332#ixzz2kEoUGPcE
Berlim | 9 Novembro 1989
Orazio Lomi Gentileschi (1563-1639) | The Lute Player
The Room in Which Was Born Shakespeare | Henry Wallis (1830-1916)
Projecto Ulisses | Apresentação de Rui Tavares
Citando Richard Zimler
“Ernie fazia-me festas no cabelo. A minha gratidão por esse simples carinho era tão grande que abarcava quarenta anos do nosso passado comum e tinha ainda espaço para o momento presente. Endireitei-me na cadeira e deixei que os braços delgados e fortes de Ernie me enlaçassem, pois agora estava certo de que eu era feito de coisas que nunca tinha desejado – coisas partidas a que não continuaria agarrado.”
A Sentinela, de Richard Zimler, é um policial surpreendente, lúcido e corajoso. Mais do que abordar a realidade portuguesa atual, Zimler deixa-nos um retrato profundo do ser humano, das suas fragilidades e do seu lado indizível. O caminho iniciático para a idade adulta, esse precipitar em poços profundos, donde somos resgatados pela luz de se ser único na vida de alguém.
Habermas no país das desigualdades estruturais | GUSTAVO CARDOSO in Jornal Público
O título deste artigo tem algumas semelhanças com o título da obra de Hergé,Tintin no país dos sovietes, mas a semelhança termina aí. Jurgen Habermas não é um repórter personagem de banda desenhada, mas sim um filósofo e sociólogo, e ao contrário de Hergé, que não esteve na Rússia quando desenhou essa primeira obra do seu herói Tintin, Habermas esteve na passada semana em Lisboa e conhece bem o nosso país, a Alemanha e a Europa.
Le monde du tittytainment
Le mot tittytainment a été utilisé pour la première fois par l’idéologue néolibéral Zbigniew Brzezinski en 1995 lors d’une réunion de la Fondation Gorbatchev. Le 27 septembre, la ville de San Francisco a vu affluer 500 personnes qui devaient suggérer une politique globale pour le nouveau siècle.
Parmi les participants, on pouvait compter Mikhaïl Gorbatchev, Margaret Thatcher, George H. W. Bush, Bill Gates et Zbigniew Brzezinsk (conseiller pour la sécurité nationale auprès de Jimmy Carter de 1977 à 1981).
Ce jour-là, la plupart des congressistes à l’hôtel Fairmont sont parvenus à la conclusion suivante : au nouveau millénaire, 20 % de la population active suffira à faire fonctionner l’économie mondiale et 80 % de la population restante sera superflue.
Tiago Guedes | 10 anos
Tiago Guedes | Materiais Diversos
Natalie Portman
Lettre d’Albert Camus à René Char | “On parle de la douleur de vivre. Mais ce n’est pas vrai, c’est la douleur de ne pas vivre qu’il faut dire.”
Albert Camus, né il y a exactement 100 ans, restera comme une figure singulière dans la culture et l’histoire : immense écrivain, penseur à la fois engagé et en rupture avec son époque et, fait rare, homme d’exception, à la hauteur d’une oeuvre lumineuse et nécessaire. Son chemin aura croisé l’aventure d’un autre homme d’exception, René Char, poète sibyllin et résistant. Après la publication de L’homme révolté, attaqué de toutes parts, c’est dans cette amitié que Camus se réfugie, comme en témoigne cette lettre magnifique.
Citando Oscar Wilde
Um grande poeta, um poeta realmente grande, é a menos poética de todas as criaturas. Mas os poetas inferiores são absolutamente encantadores. Quanto piores são as suas rimas, mais pitorescos eles parecem. Só o facto de ter publicado um livro de sonetos de segunda ordem torna um homem deveras irresistível. Vive a poesia que não pode escrever. Os outros escrevem a poesia que não ousam realizar.
O Retrato de Dorian Gray
Tertúlias de Lisboa | Sábado dia 9 Novembro 2013
Adriano Moreira (sobre Portugal) | com Anabela Mota Ribeiro
Estamos na iminência de uma revolução em Portugal, justamente porque esses que apontou, juntos, já são capazes de dar um murro na mesa?
Tenho admirado a maneira ordeira e não-partidária com que as reacções se têm verificado. Mas penso que a população portuguesa atingiu o limite da pressão fiscal. Quando vemos os suicídios, as mães que se atiram da janela com os filhos para não os deixar cá, quando as coisas chegam a estes extremos, lembro-me disto: a fome não é um dever constitucional. Sabido isto, a inquietação aumenta dia-a-dia. Não preciso de dizer mais palavras.
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Haicai
Sting | ne me quitte pas
Rodrigo Leão e Lula Pena | Passion
she’s a rainbow | rolling stones
Citando Aldous Huxley
“Ynari | A menina das cinco tranças” de Ondjaki e Danuta Wojciechowska
Pittori Italiani dell’Ottocento
A Europa pode estar a desinteressar-se pela cultura e Portugal está na liderança
O nível de envolvimento dos portugueses nas actividades culturais caiu em todas as vertentes analisadas pelo Eurobarómetro sobre Cultura. Seja ler um livro, assistir a um concerto ou ir ao cinema. Portugal está em todas elas abaixo da média europeia. Só 6% dos portugueses têm um elevado grau de envolvimento na cultura.
Autor Desconhecido
A Identidade de um País | José Pacheco Pereira
Tenho muita dificuldade em discutir o que é que é a identidade de um país. Portugal é um país pequeno (mesmo quando teve uma dimensão imperial), periférico. Para chegar a qualquer sítio onde havia, como diria Eça de Queirós, “civilização”, tinha que se passar por Espanha. Esse carácter paroquial e periférico é muito acentuado pela pobreza.
O facto de ser um país pequeno e pobre também significa que somos todos primos uns dos outros. Estamos todos uns em cima dos outros. Ou estamos todos a ocupar um lugar para o qual há dez candidatos. Temos muita inveja socializada, falta de espírito crítico, dificuldade em respirar liberdade.
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Argélia | Arqº João Paciência
A Arte de Sonhar | André Barata e Miguel Real | 9 NOV 2013 (sábado), 17 horas | LIVRARIA LER DEVAGAR
There Are (Probably) Billions of Earth-Like Planets in the Universe
“When I began searching for exoplanets,” Geoff Marcy told me last year, “everybody said I was crazy.” Back then—in the 1990s, when “planet hunting” was new and, as its name might suggest, somewhat exotic—the notion of finding planets that existed outside our solar system seemed to have as much to do with science fiction as with science. The Times wrote articles noting that “a few skeptics still question whether these objects, called exoplanets, qualify as true planets.”
No Teatro Aberto
Citando Oscar Wilde
“People sometimes inquire what form of government is most suitable for an artist to live under. To this question there is only one answer. The form of government that is most suitable to the artist is no government at all. Authority over him and his art is ridiculous.”
(Oscar Wilde)
Pintura | Clotilde Fava
Quand un petit garçon vole la vedette au pape
Albert Camus | Conferência | Casa Fernando Pessoa
My Sweet Lord | Concert For George Harrison
Ficha Técnica:
Na guitarra acústica, Eric Clapton,
Na guitarra elétrica, o filho de George Harrison,
No piano, Paul McCartney,
Na primera bateria,Ringo Star,
Na segunda bateria, Phill Collins,
Na segunda guitarra elétrica, Tom Petty,
No órgão e interpretando a primeira voz, o incrível Billy Preston.
Entre as vocalistas do coro está Linda Eastman,esposa de Paul McCartney.
– Também estavam presentes nesse concerto:
Bob Dylan,
Ravi Shankar,
Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas
dos Beatles, assim como todo grupo ‘The Cream’ de Eric Clapton.
Todos um pouco gordos e enrrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70.
Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto Beatle; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravações dos Beatles.
Ellen Page
Citando Guimarães Rosa
Mini Poema
Museu d’Aguarela Roque Gameiro | Minde | Certificação Herity
Lançamento do livro “Dois dedos de conversa” de Carmen Zita Ferreira, com ilustrações de Sara Cunha
A Tropelias & Companhia tem o prazer de convidar V.ª Ex.ª para o lançamento do livro “Dois dedos de conversa” de Carmen Zita Ferreira, com ilustrações de Sara Cunha, no próximo dia 17 de novembro, pelas 16h, na sede da APDAF (Associação para a promoção e desenvolvimento do apoio à família), na Rua Santa Teresa de Ourém (junto à escola do 1.º Ciclo), em Ourém.
A obra será apresentada pelo Doutor João Manuel Ribeiro e o evento contará com a atuação do Coral Infantil e Juvenil de Ourém.
Street Art | by Alaniz
Angélique Namaika: Ganhadora do Prêmio Nansen 2013
A ganhadora do Prêmio Nansen 2013 é a Irmã Angélique Namaika, uma freira congolesa que atua na remota região nordeste da República Democrática do Congo (RDC) ajudando milhares de mulheres vítimas da brutal violência sexual e de gênero praticada pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA, em inglês) e outros grupos.
À frente do Centro para Reintegração e Desenvolvimento, a Irmã Angélique Namaika já ajudou a transformar a vida de mais de duas mil mulheres e meninas que foram forçadas a deixar suas casas e sofreram abusos, principalmente pelo grupo rebelde LRA. Muitas destas mulheres trazem histórias de sequestro, trabalho forçado, espancamento, assassinato, estupro e outras violações de direitos humanos.
Prémio PEN Clube de Narrativa 2012
O romance de estreia de João Bouza da Costa, Travessa
d’Abençoada, acaba de ser agraciado com o Prémio P.E.N. de
Narrativa para o ano de 2012.
Travessa d’Abençoada é um romance que acompanha os diversos
protagonistas e acontecimentos que têm lugar numa travessa típica de
Lisboa, durante 24 horas.
Aquando da publicação deste livro, em janeiro de 2012, o crítico
literário Miguel Real escreveu no Jornal de Letras: «Lamentamos que
não exista já o Prémio Literário Cidade de Lisboa, Travessa
d’ Abençoada merecia-o em absoluto, retrato em perfeição da nova
Lisboa habitada por um cidadão cosmopolita, universalista e tolerante,
não já a antiga capital imperial e africanista ou colonialista, não já a
Lisboa heroica e épica propagada pelo Estado Novo, pesada de
edifícios majestáticos, antes moderna e europeia carregada de idosos
(as doenças e a solidão da terceira idade retratadas no romance), de
casais pobres e ricos (o novo condomínio de luxo em contraste com as
casas envelhecidas dos prédios de reboco à vista), de pessoas
diferentes (a criança autista), de estrangeiros (a mulher do tradutor),
de vícios (a agonia dos drogados), de maquiavelismo (o empreiteiro
reles que atormenta o “Orelhas” para ele abandonar a casa), numa
mistura de tradição (os frangos assados o fado as roupas das
senhoras velhas…) com rock e música erudita, onde se ouve ao
mesmo tempo um refrão clássico e um verso de Rilke.»
Lettre de Frederico Fellini à un Jésuite : « Mes films ne naissent pas sur une trame logique, mais sur une dimension d’amour ».
Frederico Fellini, né le 20 janvier 1920 et décédé le 31 octobre 1993, fut l’un des plus grands réalisateurs du cinéma européen : pilier du néoréalisme italien, auteur de chefs-d’œuvre tels que La Dolce Vita, La Strada ou Huit et demi, sa personnalité joviale et sa production artistique marginale en font une figure à part. Dans cette lettre à un Jésuite – correspondant très éloigné de l’univers du réalisateur – Fellini s’attache alors à définir son œuvre et les enjeux magnifiques de son travail : « faire se dessiner un sourire sur un visage en pleurs ».
Mon Père, vous avez bien voulu me demander quelques notes sur la conception spirituelle de mon monde filmique.
Il n’est pas facile de répondre à cette question, car je ne me suis jamais donné pour tâcher d’exposer, dans mes films, une conception particulière de la vie.
Prémio PEN Clube de Ensaio 2012
Salazar e o Poder – A Arte de Saber Durar foi vencedor do prémio PEN Clube de Ensaio 2012.
Fernando Rosas deixa-nos uma visão lúcida e desprendida de atavismos morais. Bem documentado, este livro, espelha o trabalho de quem dedicou uma vida académica a este período da história de Portugal e sempre procurou saber como Salazar sobrevivera durante tanto tempo. Não o teria conseguido por recurso a um exercício excessivamente autoritário ou repressivo, mas por uma sábia conduta de quem conhece a verdadeira natureza dos portugueses e, tirando partido disso, se lhes impôs como líder desejado e providencial. Uma obra indispensável ao conhecimento deste período da história de Portugal que, nos dias de hoje, muitos gostariam de ver repetida.
leia mais no Acrítico – leituras dispersas
Citando Eduardo Pitta
(…) Tudo isto dá a medida do grau zero da política actual. E não escapa ninguém.
(Eduardo Pitta)


























































