ORIGEM DO POVO GREGO | in Estudos Históricos

A origem dos gregos é um tema que envolve mitos e verdades, pois não há uma única resposta definitiva sobre como esse povo se formou e se desenvolveu. Os gregos antigos não se consideravam um povo unificado, mas sim um conjunto de cidades-Estados independentes, que compartilhavam uma língua, uma religião e uma cultura comuns. No entanto, eles também tinham diferenças políticas, sociais e econômicas entre si, e muitas vezes entravam em conflito pelo domínio de territórios e recursos.

Segundo a mitologia grega, os primeiros habitantes da Grécia foram os titãs, seres gigantescos que governavam o mundo antes dos deuses olímpicos. Os titãs foram derrotados por Zeus e seus irmãos, que passaram a reinar no Olimpo. Os deuses, então, criaram os homens à sua imagem e semelhança, e os ensinaram as artes, as ciências e as leis. Os gregos se consideravam descendentes dos deuses, e atribuíam a eles a origem de suas cidades, de seus heróis e de seus costumes.

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O Neandertal em Nós | Revelando o último mistério de nossa origem

Dizia-se que ele era o ‘Primeiro Europeu’, nosso irmão místico da era do gelo. Ninguém sabe exatamente por que ele desapareceu há 30.000 anos. Foi em 1856 que os primeiros ossos deste homem pré-histórico foram descobertos na Alemanha. Desde aquela época, o Neandertal está cercado de mistério. Quanto dele ainda existe dentro de nós? Por mais de 13 anos, cientistas do Instituto Max-Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig têm trabalhado na decifração do genoma Neandertal. Direção: Tamara Spitzing, Jörg Müllner

TIMGAD – BATNA – ARGÉLIA

A maior cidade romana construída fora da Itália. E a mais bem conservada.

No ano 100, durante o reinado do imperador romano Trajano (r. 98–117), o general Lúcio Munácio Galo fundou a colônia de Tamúgados. Seu nome completo era: Colônia Marciana Trajana Tamúgados e destinava-se a aumentar a área de domínio, influência e de negócios de Roma naquela região, além de proporcionar proteção para as rotas comerciais e aos habitantes da região contra ataques de nômades vindos do sul.[3] Ao longo dos anos desenvolveu-se e de colônia transformou-se numa típica e estruturada cidade romana, com tavernas, lojas, fórum e um grande teatro.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tingade (ver fotos aqui)

A NATO E A REVOLUÇÃO DE ABRIL | Francisco Seixas da Costa | in Facebook

(Dedico este texto ao Nuno Santos Silva, valente capitão de Abril, que sei que me lê por aqui, a quem eu desafio a imaginar quem é a figura que retrato nesta história)

Com o seu papel catalizador da reação ocidental à ação russa na Ucrânia, a NATO tem andado muito na baila. A possibilidade do regresso de Trump à presidência americana está a provocar algumas interrogações sobre o futuro da aliança de que Portugal faz parte desde 1949, em especial se se olhar para aquilo que foi o seu comportamento perante a segurança europeia, durante o seu primeiro, e até agora único, mandato. Logo veremos, até porque não há nada que, pela nossa parte, possa ser ser feito no sentido de alterar o rumo que as coisas vierem a ter.

Nestes 50 anos do 25 de Abril, deixo memória de um episódio que julgo curioso, ligado à NATO, passado entre agosto e setembro de 1974. Repito: há cerca de meio século.

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MUDANÇA DE ENDEREÇO DO BLOG DASCULTURAS | NOVO = www.dasculturas.pt

Por motivo de ataque informático, perdemos o endereço anterior. Assim, o novo endereço, pelo menos durante três (3) anos, prazo que foi pago para o seu uso, será: https://www.dasculturas.pt. Ou seja, deixámos o ( .com ) e passámos para o ( .pt ), o que, em boa verdade, é muito mais patriótico.

As nossas desculpas pelos distúrbios causados e ânsias provocadas aos nossos mais de 50.000 membros registados e talvez outros tantos ainda não registados.
Um abraço cultural do Vítor Coelho da Silva

Vasco Núñez de Balboa, o primeiro europeu a ver o Oceano Pacífico

Em 15 de janeiro de 1519, Vasco Núñez de Balboa, o primeiro europeu a ver o Oceano Pacífico, foi decapitado. Marco da exploração que foi possível graças às instruções dos guias indígenas.

Em uma expedição complicada cheia de pântanos, chuvas e inimigos, eles fizeram o seu caminho para o que ele chamou de Mar do Sul (Oceano Pacífico). Fernando, o Católico, depois de ouvir as boas novas, reconheceu Núñez de Balboa como o descobridor do Mar do Sul e o governo do Panamá e Cohíba. No entanto, foi a partir deste momento que a inveja e a traição afetaram as façanhas do explorador. Pedro Arias Dávila entraria em cena e as disputas pelas terras recém-descobertas criaram uma inimizade entre os dois exploradores.

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Declaração Universal dos Direitos Humanos

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;

Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do homem;

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Novo Aeroporto de Lisboa | Aeroporto Mário Soares? | Fica a sugestão | Wikipédia

Mário Alberto Nobre Lopes Soares GColTE • GCC • GColL (LisboaCamões7 de dezembro de 1924 – LisboaSão Domingos de Benfica7 de janeiro de 2017) foi um advogado e político português que ocupou os cargos de Primeiro-Ministro de Portugal de 1976 a 1978 e de 1983 a 1985 e de Presidente da República Portuguesa de 1986 até 1996.

Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, Mário Soares iniciou na juventude o seu percurso político, integrando grupos de oposição ao Estado Novo, primeiro como militante de base do Partido Comunista Português e membro de outras estruturas ligadas ao PCP, o MUNAF e o MUD, tendo sido cofundador do MUD Juvenil — e depois na oposição não comunista — Resistência Republicana e Socialista, que funda com dissidentes do PCP e através do qual entrará para o Diretório Democrato-Social. Pela sua atividade oposicionista foi detido 12 vezes pela PIDE — cumprindo cerca de três anos de cadeia (AljubeCaxias e Penitenciária) — e, posteriormente, deportado para São Tomé.[1] Permaneceu nessa ilha até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o regresso a Portugal, sendo, posteriormente às eleições de 1969 — nas quais Soares foi cabeça-de-lista pela CEUD em Lisboa — forçado a abandonar o país, optando pelo exílio em França.[2]

No processo de transição democrática subsequente ao 25 de Abril de 1974 Mário Soares afirmou-se como líder partidário no campo democrático, contra o Partido Comunista, batendo-se de forma intransigente pela realização de eleições. Foi ainda Ministro de alguns dos governos provisórios — destaca-se sobretudo o facto de ter sido Ministro dos Negócios Estrangeiros, logo no I Governo Provisório, associando-se ao processo de descolonização, qualidade em que dirigiu o processo de rápida independência e autodeterminação das províncias ultramarinas, processo esse que ficou para sempre como o ponto menos consensual do seu percurso político.[3]

Vencedor das primeiras eleições legislativas realizadas em democracia, Soares foi Primeiro-Ministro dos dois primeiros governos constitucionais, o I e II governos constitucionais, este último de coligação com o CDS. A sua governação foi marcada pela instabilidade democrática — nomeadamente, pela tensão entre o Governo e o Presidente da República — Conselho da Revolução — pela crise financeira e pela necessidade de fazer face à paralisação da economia ocorrida após o 25 de Abril, que levou o Governo a negociar um grande empréstimo com os EUA. Ao mesmo tempo, foi um período em que o Governo, e Soares em particular, se empenhou em desenvolver contactos com outros líderes europeus, tendentes à adesão de Portugal às Comunidades Europeias.

Líder da oposição entre 1979 e 1983, no ano de 1982, Mário Soares conduziu o PS ao acordo com o PSD e o CDS (que então formavam um governo chefiado por Francisco Pinto Balsemão) para levar a cabo a revisão constitucional de 1982, que permitiu a extinção do Conselho da Revolução, a criação do Tribunal Constitucional e o reforço dos poderes da Assembleia da República.

Foi, de novo, Primeiro-Ministro do IX governo, do chamado Bloco Central, num período marcado por uma nova crise financeira e pela intervenção do FMI em Portugal, e pela formalização da adesão de Portugal à CEE.

Depois destas experiências governativas, Mário Soares viria a ser Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996 — venceu de forma tangente, e à segunda volta, as eleições presidenciais de 1986, contra Diogo Freitas do Amaral, e com larga maioria as de 1991, em que contou não só com o apoio do PS como do PSD, de Cavaco Silva. Sendo o primeiro civil a exercer o cargo de Presidente da República, deixou patente um novo estilo presidencial, promovendo a proximidade com as populações e a projeção de Portugal no estrangeiro; sendo marcado ao mesmo tempo pela tensão política com os governos de Cavaco Silva e pelo polémico caso TDM (Teledifusão de Macau).[2]

https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Soares

HIPÁCIA DE ALEXANDRIA | Helena Vasconcelos, Humilhação e Glória

«Hipácia (o nome significa “a maior”) de Alexandria foi uma matemática distinta, especialista em álgebra e mecânica. Nasceu em 370 d.C. e era filha de Teon, um professor da Universidade de Alexandria que era filósofo, astrónomo, matemático e diretor do museu. Hipácia viveu sob o jugo do Império Romano, cuja jurisdição compreendia o Egito e, evidentemente, Alexandria, centro do conhecimento. Mas a sua formação pode dizer-se que era grega, o que a torna ainda mais fascinante. Foi a tradição do racionalismo grego que levou os seus estudos suficientemente longe para que se tornasse aquilo que o seu pai desejava para ela e que ela própria se propunha alcançar: um ser perfeito que combinava em si um corpo e uma mente perfeitamente sãos. Ao que parece, Hipácia era extremamente bela e igualmente talentosa, tendo partido para Atenas, ainda muito jovem, para estudar com Plutarco. Quando regressou a Alexandria, a sua fama ultrapassava as fronteiras do mundo antigo. Era conhecida por conseguir decifrar os mais complicados problemas matemáticos, sendo consultada amiúde pelas mais brilhantes cabeças do mundo. 

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Uma viagem ao fim do mundo | de Paulo Roberto Pereira | por Adelto Gonçalves

Capa, lombada, quartacapa e orelhas do Livro “Atas do Quinto Seminário da Primeira Volta ao Mundo: a Estadia da Frota no Rio de Janeiro”

Ensaios mostram como a expedição de Fernão de Magalhães/Juan Sebastián Elcano foi o ponto de partida para o atual processo de globalização.
     I
            O Rio de Janeiro foi o primeiro porto visitado nas Américas pela expedição empreendida pelo navegador português Fernão de Magalhães (1480-1521) e pelo espanhol Juan Sebastián Elcano (1476-1526) em 1519-1522, que entraria para a história como a primeira viagem de circum-navegação mundial.  Para celebrar esse acontecimento de cinco séculos que trouxe uma nova visão do mundo e comprovou que a Terra é redonda, foi realizado o Seminário Internacional do 5º Centenário da Primeira Volta ao Mundo, nos dias 12 e 13 de dezembro de 2019, no auditório do Museu Histórico Nacional, n o Rio de Janeiro, com palestras de historiadores do Brasil, Espanha, Portugal, Argentina, Chile, Peru e Uruguai e o apoio do Instituto Camões, de Lisboa, e do Instituto Cervantes, de Madrid, e dos consulados desses países.

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A Inquisição na Europa e nas Américas

A Inquisição foi uma instituição criada pela Igreja Católica para perseguir ideias que pudessem perverter o cristianismo. Além de defender a fé católica, a Inquisição acabou sendo usada para perseguir inimigos políticos e engordar os cofres de reis e de religiosos. Ela não ficou só restrita à Europa, ela se espalhou junto com os espanhóis e portugueses por suas colônias e chegou até o Brasil, onde teve no Padre Antônio Vieira um forte inimigo.

Pepe Escobar: Maravilhas da Ásia Central e a Grande Parceria Eurasiática / Yuliana Titaeva

O analista geopolítico e jornalista internacional brasileiro, Pepe Escobar, fala sobre o conceito da “Grande Eurásia”: * Integração eurasiática como expressão prática da geopolítica continental; * Crescimento econômico do Uzbequistão e do Cazaquistão; * O novo “grande jogo” na Ásia Central; * O papel da Rússia no processo de “integração de integrações” e no estabelecimento de uma nova ordem mundial. Além disso, neste episódio, há muitas informações interessantes sobre o passado e o presente da VDNKh, a principal exposição da União Soviética e Rússia.

SNS – Serviço Nacional de Saúde | António Galopim de Carvalho

Num tempo que estamos a viver e a assistir à degradação (senão, mesmo, à tentativa de destruição) do nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS), em vésperas de comemorarmos os 50 anos de liberdade, em que populismos sem projectos consequentes se digladiam pela conquista do poder, pouco se fala de António Arnaut (1936-2018), Homem bom, que ficou na História como o “pai” desta que é, unanimemente, considerada a maior realização do 25 e Abril.

Advogado de profissão, Arnaut iniciou-se na vida política, em 1965, como militante da Acção Socialista Portuguesa, tendo sido um dos fundadores do Partido Socialista, em Bad Münstereifel, na Alemanha, em 1973, e um seu dirigente até 1983.

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Pourquoi les Grecs posaient leurs mains sur leurs testicules ? 

Le mot testicule vient du latin « testis », qui signifie témoin. Ainsi on dit que, dans la Grèce antique, les témoins lors des procès devaient jurer de dire la vérité en posant leurs mains sur leurs bourses. D’ailleurs il existe le proverbe romain “Testis unus, testis nullus”, ce qui signifie «Un témoin, pas de témoin». Si une seule personne était présente lors d’un évènement alors son témoignage ne valait rien. Il devait y avoir en plus un autre tiers.

Par analogie on a dit que dans lors d’une agression sexuelle il y a un agresseur, le pénis, un agressé (un vagin par exemple) et un témoin (les testicules). D’où leur importance. On pose les mains dessus car ce sont elles le tiers, le témoin, celui qui a tout vu.

Même si cette toute dernière interprétation est contestée, différents passages de la Bible confirme le geste en question. Quand un individu y jure de dire la vérité, il met effectivement sa main sur le haut de ses cuisses. Il pourrait s’agir là d’une façon pudique d’exprimer l’idée de mains posées sur les testicules.

Quoi qu’il en soit, la racine entre témoin et testicule est bien la même, testis, on l’a dit. Et ce, à la fois chez les Romains et les Grecs.

En anglais c’est encore plus clair, puisque le verbe « témoigner » se dit « testify », encore plus proche donc de « testicule ».

Citons également une autre hypothèse selon laquelle les testicules s’appellent ainsi car elles sont le « témoin » de la virilité des hommes. Et comme “testis” est agrémenté d’une forme en “culus” qui renvoie à toutes les «petites» choses, testiculus veut dire : petit témoin. Aussi certains affirment que les testiculus sont le petit témoin des grandes choses accomplies par le pénis !

Soulignons enfin, comme le dit Odon Vallet dans un ouvrage intitulé Le honteux et le sacré que « dans d’innombrables civilisations, les hommes prêtent serment en portant la main à leurs parties intimes”.

Illustration : Le Doryphore, copie romaine de l’original de Polyclète /  (Musée Archéologique de Naples)

Polyclète, artiste grecque de la période dite « classique » (Vème siècle avant J.-C.), théorise l’idéal physique dans sa représentation plastique. Le Doryphore est la consécration de ses recherches anatomiques et ses mesures restèrent célèbres et eurent une influence non négligeable sur l’ensemble de l’histoire de l’art.

Lições de 2015 | História de António Filipe | in Jornal Expresso, 04-12-2023

O que se passou entre 2015 e 2019 na vida política nacional encerra lições valiosas que não podem deixar de ser tidas em conta no momento em que o país enfrenta um novo ato eleitoral em 10 de março de 2024

Ao admitir na noite das eleições de outubro de 2015 que o PS só não formaria Governo se não quisesse, Jerónimo de Sousa abriu uma fase na vida política nacional que muitos consideravam impossível.

Relembremos a fita do tempo: a coligação PSD/CDS tinha sido a força política mais votada e Pedro Passos Coelho já tinha assumido a vitória apesar da coligação ter perdido a maioria absoluta de que dispôs entre 2011 e 2015. A formação de um novo Governo PSD/CDS teria de contar pelo menos com a abstenção do PS.

O PS, pela voz de António Costa, já tinha assumido a derrota e felicitado o vencedor. Preparava-se para ficar na oposição, sem esclarecer qual seria a sua atitude relativamente ao Governo que se viesse a formar, e o que estava no horizonte do PS era um ajuste de contas interno que levaria certamente à substituição do Secretário-geral. A ideia posteriormente construída de que António Costa já tinha congeminado antecipadamente a possibilidade de formar Governo com o apoio dos Partidos de esquerda não passa de uma fantasia que o discurso da noite de 10 de outubro de 2015 claramente desmente.

O BE tinha obtido um bom resultado, mesmo acima do que era previsível umas semanas antes, mas também já tinha assumido que o seu papel naquela legislatura seria o de oposição ao Governo que se viesse a formar.

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“A nossa história é um estendal de ocasiões perdidas”, escreveu Eduardo Lourenço a Mário Soares. | in Expresso

“A nossa história é um estendal de ocasiões perdidas ou falhadas, e esta mesma constância constitui assunto de meditação”, escreveu Eduardo Lourenço a Mário Soares em junho de 1972, em letra miúda, difícil de decifrar, numa carta que analisa “aquele estranho e admirável povo que nos coube”. O filósofo e pensador enaltecia, então, a recente publicação em França do livro “Portugal Amordaçado” (“Le Portugal Baillonné”), que classificou como o “romance político da nossa geração e de agora em diante o espelho em que cada membro dela é obrigado a rever-se para descobrir os fios da sua própria aventura nesse campo”.

O livro, que foi inicialmente publicado em França, em abril de 1972, pela editora Calmann-Lévy, abanou o Portugal marcelista e foi comentado por todos, de François Mitterrand a Francisco Sá Carneiro, que o apreciou “muitíssimo” e o definiu como “testemunho lúcido e franco sobre a situação inalterada” de um país que gritava em surdina contra a Guerra Colonial e a falta de liberdade.

Fiodor Dostoievski | Anna Dostoievskaia

Carta de 1876, de Fiodor Dostoievski (11 de Novembro de 1821 — 9 de Fevereiro de 1881) a Anna Dostoievskaia ou Anna Grigórievna Snítkina (12 de Setembro de 1846 – 9 de Junho de 1918).

”Minha Anuska, onde foste buscar a ideia de que és uma mulher como outra qualquer? Tu és uma mulher rara, e, além do mais, a melhor de todas as mulheres. Tu própria não sonhas as qualidades que tens. Não só diriges a casa e as minhas coisas, como a nós todos, caprichosos e enervantes, a começar por mim e a acabar no Aléxis. Nos meus trabalhos desces ao mais pequeno pormenor, não dormes o suficiente, ocupada com a venda dos meus livros e com a administração do jornal. Contudo, conseguimos apenas economizar alguns copeques — quanto aos rublos, onde estão eles? 

Mas a teu lado nada disso tem importância. Devias ser coroada rainha, e teres um reino para governar: juro-te que o farias melhor que ninguém. Não te falta inteligência, bom senso, sentido da ordem e, até… coração. Perguntas como posso eu amar uma mulher tão velha e feia como tu. Aí, sim, mentes. Para mim és um encanto, não tens igual, e qualquer homem de sentimentos e bom gosto to dirá, se atentar em ti. Por isso é que às vezes sinto ciúmes. Tu própria nem sabes a maravilha que são os teus olhos, o sorriso e a animação que pões na conversa. O mal é saíres poucas vezes, se não ficarias admirada com o teu êxito. Para mim é melhor assim — no entanto, Anuska, minha rainha, sacrificaria tudo, até os meus ataques de ciúmes, se quisesses sair e distraíres-te. Sim, muito gostaria que te divertisses. E se tivesse ciúmes, vingava-me querendo-te ainda mais. 

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Manuel Maria Barbosa du Bocage

Conta-se que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do quintal. Chegando lá, constatou que um ladrão tentava levar os seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:

Oh, bucéfalo anácrono! Não te interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo… mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.

E o ladrão, confuso, diz: Doutor, afinal levo ou deixo os patos?

Os Devoristas de Novembro | Carlos Matos Gomes

O que comemora quem comemora o 25 de Novembro de 1975 em 2023 e quem o comemora e com que finalidade?

O 25 de Novembro tem o «Documento dos Nove» como carta constitucional. Constituiu o máximo denominador comum das forças que se opunham a uma revolução, no sentido de rutura com a hierarquia de valores num dado modo de produção,, de distribuição de riqueza e de representação política . O seu objetivo declarado foi o estabelecimento da Ordem e Liberdade. Ordem é uma palavra agregadora de militantes conservadores, avessos a mudanças, a não ser as do tempo. Tal como Liberdade, quando, como era o caso, surge associada ao perigo da ditadura comunista. Os conceitos de Ordem e a Liberdade na Quinta da Marinha, nos arredores de Lisboa e na Foz do Douro, são muito diferentes dos conceitos de Ordem e Liberdade no bairro de Chelas e da Quinta do Conde, na região de Lisboa, ou nos bairros das Fontaínhas, ou do Aleixo, no Porto.

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O Colosso de Rodes |  Uma das  maravilhas do mundo antigo! | By Maru Rodríguez

 🌹 No coração do Mediterrâneo, entre a Grécia e a Turquia, ergue-se a ilha de Rodes, famosa na antiguidade por ter albergado uma das sete maravilhas do mundo antigo: o Colosso de Rodes.  Esta monumental estátua de bronze, dedicada ao deus grego Hélios, não só deixou uma marca indelével na história, mas também serve como um testemunho impressionante da habilidade artística e técnica da antiga civilização grega.

 🌹 A construção do Colosso de Rodes começou por volta de 292 AC.  e levou mais de 12 anos para ser concluído.  Foi erguido para comemorar o sucesso da defesa da ilha contra um cerco militar inimigo.  A estátua tinha aproximadamente 33 metros (110 pés) de altura e ficava no porto da cidade de Rodes, permitindo a entrada e saída de navios entre as pernas estendidas.

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The Beatles | Now And Then | The Last Beatles Song (Short Film) | 02-12-2023

Now and Then’s eventful journey to fruition took place over five decades and is the product of conversations and collaborations between the four Beatles that go on to this day. The long mythologised John Lennon demo was first worked on in February 1995 by Paul, George and Ringo as part of The Beatles Anthology project but it remained unfinished, partly because of the impossible technological challenges involved in working with the vocal John had recorded on tape in the 1970s. For years it looked like the song could never be completed. But in 2022 there was a stroke of serendipity. A software system developed by Peter Jackson and his team, used throughout the production of the documentary series Get Back, finally opened the way for the uncoupling of John’s vocal from his piano part. As a result, the original recording could be brought to life and worked on anew with contributions from all four Beatles. This remarkable story of musical archaeology reflects The Beatles’ endless creative curiosity and shared fascination with technology. It marks the completion of the last recording that John, Paul and George and Ringo will get to make together and celebrates the legacy of the foremost and most influential band in popular music history.

O Senhor Primeiro Ministro António Costa recebe petição para instalar escultura a evocar Mário Soares nos jardins de São Bento | in LUSA

Lisboa, 01 nov 2023 (Lusa) – Dezenas de personalidades de diferentes áreas políticas assinam uma petição a solicitar ao primeiro-ministro, António Costa, a instalação em 2024 de uma escultura a evocar Mário Soares nos jardins do Palacete de São Bento, em Lisboa.

Esta petição, que a agência Lusa divulga, foi dinamizada pelo histórico socialista António Campos e pelo atual secretário-geral da UCCLA (União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa), Vítor Ramalho.

É assinada, entre outros, por membros do Conselho de Estado como Manuel Alegre e o cientista António Damásio, bem como pelo fundador do CDS e atual presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, e pelo antigo ministro social-democrata Ângelo Correia.

Destaque, ainda, para a presença na lista de subscritores de Mota Amaral, fundador do PSD, antigo presidente do Governo Regional dos Açores e da Assembleia da República, assim como do antigo ministro, dirigente e autarca do PSD António Capucho e do padre Vítor Melícias.

Na petição, sugere-se que a escultura evocativa de Mário Soares, a instalar nos jardins do Palacete de São Bento, seja da autoria de Leonel Moura.

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Fotografias raras mostram como era a Palestina antes do nascimento de Israel | in Público

Ana Marques Maia 17 de Outubro de 2023

As fotografias históricas que compõem esta fotogaleria levantam o véu sobre a história do território antes da ratificação da “solução de dois estados” da ONU.

“Uma terra sem povo para um povo sem uma terra.” O slogan foi repetido à exaustão, ao longo do século XX, pelo movimento sionista e pelos apoiantes do sionismo para mobilizar a imigração judaica para a Palestina. As fotografias do arquivo do Library of Congress Eric and Edith Matson, tiradas entre 1898 e 1946 e fornecidas ao P3 pelo Palestine Photo Project, contam, no entanto, uma história diferente. A Palestina era, no século XIX e XX, antes do nascimento do Estado de Israel, em 1948, um território habitado por centenas de milhares de pessoas e vivia, segundo a Enciclopédia Britannica, “um renascimento árabe”. 

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O pai político do 25 de Novembro foi Mário Soares | por António Campos, in Facebook

A ignorância política da Ana Gomes.

O pai político do 25 de Novembro foi Mário Soares.

Em Março de 1975 Mário Soares demite-se de Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo presidido por Vasco Gonçalves. Em junho numa das maiores manifestações após o 25 de Abril, na Fonte Luminosa, Mário Soares denunciou o ataque político á Liberdade conquistada no 25 de Abril pelo PCP.

No verão 24 jornalistas são demitidos do Diário de Notícias pelo Saramago com quem tive uma violenta discussão.

No Verão surge o grupo dos nove no exército comandados pelo Melo Antunes, em dissidência com os ataques às liberdades conquistadas no 25 de Abril.

Em meados de Novembro há o cerco à Assembleia da República.

Passados poucos dias é nomeado Vasco Lourenço para o comando da região militar de Lisboa.

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5 de Outubro | Dia da Proclamação da República em Portugal em 1910

1143 — Realiza-se em Zamora (Leão) a conferência de mesmo nome, pela qual é reconhecida pelo rei Afonso VII de Leão e Castela a independência de Portugal.

Aguarela de Alfredo Roque Gameiro, pintor Minderico, natural de Minde, Concelho de Alcanena, Portugal

NOTAS SOLTAS DE UM DOMINGO DE OUTUBRO Fernando Couto e Santos | Facebook 01/10/2023

1-A Livraria Leya na Buchholz – que reabriu após obras de remodelação – promoveu esta semana uma série de conferências e outras iniciativas para assinalar os oitenta anos da famosa Livraria lisboeta. Sejamos claros: apesar dos esforços louváveis do grupo Leya que reergueu em 2010 a Livraria das cinzas da antiga Buchholz que havia encerrado em 2009, a vida nem sempre é um eterno recomeço e com o encerramento da velha Buchholz perdeu-se toda uma filosofia de livraria que durante décadas foi um símbolo de um certo cosmopolitismo literário que Lisboa em boa verdade não tinha ou tinha tão – só à guisa de ilhas muito dispersas – quiçá pequenas aldeias gaulesas -aqui ou acolá.

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Dostoiévski | 11 de novembro de 1821 a 9 de fevereiro de 1881

Nietzsche: O único psicólogo com quem aprendi alguma coisa foi Dostoiévski.

Freud: Se não fosse Dostoiévski, a psicanálise teria que esperar um pouco.

Einstein: Dostoiévski me deu mais do que qualquer outro cientista, até mesmo Gauss.

Albert Camus: Pela primeira vez depois de ler Crime e Castigo, senti uma certa dúvida sobre a minha capacidade. Considerei seriamente a possibilidade de desistir deste trabalho.

Cemal Süreya: Li Dostoiévski e não tive paz desde aquele dia.

Stefan Zweig: Dostoiévski é o psicólogo dos psicólogos.” “Dostoiévski penetrou mais profundamente no mundo subterrâneo do inconsciente do que médicos, advogados, peritos criminais e psicopatas”, diz e acrescenta. O limite final de toda a humanidade não é ninguém senão Dostoiévski.

Murathan Mungan: Dostoiévski nos ensinou a misericórdia muito melhor do que nossas mães e pais.

Um jovem pede a Oğuz Atay que lhe recomende um livro.

A resposta de Oğuz Atay é clara: “Primeiro leia Dostoiévski, termine. Depois venha…

Nem Descobrimentos nem Expansão | Pedro Lains | in Diário de Notícias | 29 Abril 2018

29 Abril 2018 | MUSEU DA HISTÓRIA DE PORTUGAL 

Nem Descobrimentos nem Expansão: aquilo que é preciso é um Museu da História de Portugal. E um museu em que primeiro se pensem os conteúdos e só depois o edifício.

Muitos países tiveram passados grandiosos. Apenas alguns exemplos próximos de nós servem. A Dinamarca já foi um império, a Turquia, o centro do Império Otomano e, claro, a Grã-Bretanha, que já foi o maior império que o mundo alguma vez conheceu. Portugal teve três impérios, cuja história é muito importante e o público sabe isso, porque sente o seu reflexo. Mas é preciso ir mais longe.

Quem estuda um aspecto específico da história da Expansão cedo reconhece que o mundo lá fora dá atenção a dois ou três aspectos e a pouco mais. Certo que Vasco da Gama e António Vieira são figuras de craveira mundial. Mas já muito poucos saberão quem foi Pedro Nunes ou o nónio. Dizer isto é reconhecer que o país é grande, mas à sua dimensão.

Então, será preciso um museu para mostrar quem foi Pedro Nunes? A pergunta pode ser respondida com uma outra: precisamos de um museu do Império Otomano ou da Expansão dinamarquesa? Precisamos de um museu do Império Britânico?

Pedir um museu da Expansão é pormo-nos exactamente ao nível dos que no passado tanto vangloriaram os Descobrimentos.

Os governos da monarquia liberal do século XIX, da República e do Estado Novo usaram os impérios como forma de se justificar perante os cidadãos. Seguramente foi o Estado Novo que mais o fez, com a Exposição do Mundo Português, em 1940, ou as comemorações henriquinas, em 1960. Queremos continuar nessa senda? A discussão do nome de um museu sobre este tema esconde esta questão. Faz o mesmo apenas mudando o nome.

O país precisa de um museu da História de Portugal. Um museu da presença no território que hoje é Portugal dos povos antigos, do Império Romano, das gentes muçulmanas, da reconquista cristã, da formação do Estado medieval e, claro, dos Descobrimentos e da Expansão. Precisa de um museu que mostre e explique a união dinástica com Espanha, a Restauração, o absolutismo, o liberalismo, a República, o Estado Novo, a democracia e o que somos hoje.

Um museu que mostre as origens diversas de um país diverso num mundo diverso, de Viriato a Marco Paulo. Um museu de um período específico da história do país, escolhido por razões enraizadas num passado menos aberto, empobrece o país – e o próprio período que deveria enaltecer. E não seria alargando o âmbito do tema que o projecto melhoraria, pois do que não precisamos mesmo é de ver a história do país – e do mundo – através do binóculo da Expansão.

A teoria desta coisa tem uma tradução prática. Nunca haverá peças suficientes para um museu dos Descobrimentos ou da Expansão. Não há um número suficiente de objectos por aí espalhados à espera de serem reunidos. Não é uma triste realidade, é a realidade. Não há vestígios de uma única nau; o número de instrumentos de navegação é escasso; não há um espólio de Bartolomeu Dias, de Vasco da Gama ou de Pedro Nunes. Há cartas, documentos, pinturas e outras coisas, que faria sentido reunir. E há objectos que podem representar os mundos a que os navegadores e os comerciantes chegaram. Mas tudo isso não encherá um museu. Um museu da Expansão seria sempre um museu com mais ideias do que objectos, em que a ausência de materiais seria compensada por ideias, textos, conceitos. O mesmo não se aplica ao todo milenar que é a história de Portugal.

Todas as boas ideias já foram inventadas. Uma nação que já foi grande territorialmente, que já foi uma grande potência europeia, e que hoje é grande por aquilo que sabe fazer, a Dinamarca, tem o seu Museu de História Nacional. Exemplar, aliás. Com um museu da História de Portugal podíamos compreender os vários tempos históricos das pessoas e dos povos que viveram neste canto de Europa, e colocar os Descobrimentos e a Expansão no contexto nacional e internacional apropriado. Mas primeiro os conteúdos e depois o edifício, já que o país – sobretudo, Lisboa – já tem um número suficiente de obras de regime vazias, algumas feitas de propósito para serem “museus”.

Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico

Pedro Lains in Diário de Notícias


SUGESTÃO

PARQUE TEMÁTICO | História de Portugal de 1143 a 2023, com Figuras de Cera e Efeitos Especiais

Este Museu incluiria os Descobrimentos e a Revolução do 25 de Abril.

Imaginemos, por exemplo, a Partida de Vasco da Gama com a sua armada saindo do cais de Belém a caminho da India. Que cena poderemos imaginar recorrendo à tecnologia de efeitos especiais!

Vítor Coelho da Silva, 26-09-2023

https://dasculturas.com/category/museu-dos-descobrimentos/

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A QUEDA DAS MÁSCARAS | Hugo Dionísio 

Ele entrou, em passo inseguro de quem está marcado pelo peso da História…. Poderia ser confundido com Biden, na forma como se arrastou pela sala e pela forma como dormiu na sessão. Mas estava no Canadá! Contudo, tal como fariam com Biden, a sala de pé, em uníssono, aplaudiu o subitamente célebre “convidado”. 

Cada um dos 338 presentes, na Câmara baixa (Casa dos Comuns) do Parlamento, vigorosamente aplaudiu, assumindo a responsabilidade pelo peso histórico que a situação, em si, exigia. O momento era irrepetível, especial, único na sua essência. Afinal, desde há mais de 78 anos, que uma figura com a identidade política em questão, era recebida em apoteose, num qualquer Parlamento. O aplauso eufórico a um combatente da 2ª grande guerra, com 98 anos, era em si uma oportunidade única. Já não restam muitos, e da qualidade do homenageado, ainda menos. Nunca se sabe se mais alguma vez, aqueles 338 “diligentes” parlamentares, voltarão a ter tal oportunidade.

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𝐋𝐢𝐬𝐞 𝐌𝐞𝐢𝐭𝐧𝐞𝐫: 𝐀 𝐌𝐮𝐥𝐡𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐃𝐢𝐯𝐢𝐝𝐢𝐮 𝐨 Á𝐭𝐨𝐦𝐨 | Texto e pesquisa por Fagner Oliveira

Era uma época em que o mundo estava borbulhando mudanças, à beira de um abismo que separava o conhecimento humano do desconhecido. Estamos nos anos 1930, uma era de descobertas científicas e crescente tensão global. Em meio a esse cenário incerto, uma mulher brilhante e dedicada estava prestes a fazer uma das maiores contribuições para a ciência do século XX. Seu nome? Lise Meitner.

Lise Meitner nasceu em Viena, Áustria, em 1878, em uma época em que as mulheres tinham acesso limitado à educação superior e eram excluídas da maioria das instituições científicas. Mas Lise era uma mente indomável, cheia de curiosidade e determinação. Ela enfrentou todas as barreiras impostas às mulheres na ciência e, com resiliência e paixão, abriu caminho até se tornar uma das maiores físicas nucleares de todos os tempos.

Meitner era conhecida por sua colaboração próxima com Otto Hahn, um químico alemão, ao longo de muitos anos. Juntos, eles investigaram os segredos do núcleo atômico, mergulhando profundamente no átomo e explorando o que havia ali. Suas pesquisas os levaram a algo que ninguém poderia ter previsto: a fissão nuclear.

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LUA | 20 de julho de 1969 | Retirado do Facebook, autoria José Valente.

Ao que parece, a Lua em que os americanos alunaram nos anos 60 do século passado, não é a mesma Lua onde alunou o veículo indiano. Vamos ouvir falar muito sobre este estranho caso.

“Dados estranhos do Chandrayaan-3. As perguntas aos EUA sobre a aterragem lunar tornaram-se mais numerosas,

Uma fotografia da superfície lunar tirada pela nave indiana Chandrayaan-3, que pousou com sucesso no final de agosto, durou alguns minutos na conta da ISRO antes de ser rapidamente apagada.

Mas há muito mais questões sobre os EUA e a sua missão Apollo à Lua em 1969-1972, e nem sequer por essa razão.

Sim, toda a gente esperava ver que a bandeira americana não estava lá. Até agora, não ficámos convencidos. Mas há dois outros factos indiscutíveis que vieram do veículo lunar indiano.

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Pensar na importância da independência da Guiné-Bissau para Portugal talvez mereça cinco minutos de leitura. | Carlos Matos Gomes

24 de Setembro de 1973 — O PAIGC, Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, declarava a independência unilateral da colónia portuguesa da Guiné, numa cerimónia realizada na região do Boé, no Leste. A independência seria reconhecida por cerca de oitenta estados e a Guiné seria admitida com o estatuto de observador na ONU.

Amílcar Cabral havia anunciado em 1972 esta declaração de independência. Seria assassinado por elementos do PAIGC, em Conakry, em Janeiro de 1973. A direção do PAIGC que substituiu Amílcar Cabral, chefiada por Luís Cabral, com Aristides Pereira e Nino Vieira, procurou legitimar-se como seus sucessores numa união conjuntural de interesses, realizando ações militares de grande envergadura, a designada Operação Amílcar Cabral, com ataques a guarnições portuguesas na fronteira norte — Guidaje — e na fronteira sul — Guileje. O mês de Maio de 1973 ficaria conhecido como o do “Inferno dos 3 G’s”. As forças portuguesas sofreram baixas significativas e perderam a guarnição de Guileje, que foi ocupada pelo PAIGC.

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UM MILHÃO DE ANOS, UMA MIGALHA NO TEMPO DA TERRA | António Galopim de Carvalho

No dia-a-dia, o tempo mede-se em horas, minutos e segundos nos mostradores dos nossos relógios de pulso. Na História, mede-se em anos, séculos e milénios, usando, para tal, pergaminhos e outros documentos com significado cronológico. Na Pré-história faz-se outro tanto com base em objectos vários e fala-se de milhares e, nalguns casos, de milhões de anos.

 A escala do tempo dilata-se ao historiarmos o passado geológico e ainda mais se recuarmos aos começos do Sistema Solar e do Universo, onde os milhares de milhões de anos marcam as etapas percorridas com uma imprecisão que se esfuma nessa “eternidade”. Mil milhões de anos a mais ou a menos nos primórdios da matéria de que somos feitos representam o mesmo grau de imprecisão do milhão de anos a mais ou a menos no tempo dos dinossáurios, do mais ou menos um ano na história do velho Egipto, ou do mais dia – menos dia, mais minuto – menos minuto, no tempo que estamos a viver. No decurso da nossa existência revemos, sem dificuldade, o nosso tempo, o dos avós e até o da História, mas é com esforço que abarcamos ou evocamos a vastidão do tempo geológico, que só encontra paralelo na imensidão das distâncias astronómicas.

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Frases de Filósofos | in “Toda Matéria”

Algumas frases de filósofos sobre o conceito de filosofia:

  • A admiração é própria da natureza do filósofo; e a filosofia deriva apenas da estupefacção.” (Platão)
  • “Se queres a verdadeira liberdade, deves fazer-te servo da filosofia.” (Epicuro)
  • A superstição põe o mundo em chamas, a filosofia apaga-as.” (Voltaire)
  • Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”. (Kant)
  • Um pouco de filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religião.” (Bacon)
  • O truque da filosofia é começar por algo tão simples que ninguém ache digno de nota e terminar por algo tão complexo que ninguém entenda.” (Bertrand Russell)
  • A filosofia é a que nos distingue dos selvagens e bárbaros; as nações são tanto mais civilizadas e cultas quanto melhor filosofam seus homens.” (Descartes)
  • Temos na filosofia uma medicina muito agradável, pois, nas outras, sentimos o bem-estar apenas depois da cura; esta faz bem e cura ao mesmo tempo.” (Michel de Montaigne)
  • O primeiro raciocínio do homem é de natureza sensitiva… os nossos primeiros mestres de filosofia são os nossos pés, as nossas mãos, os nossos olhos.” (Rousseau)
  • A filosofia é a arte de formar, de inventar, de fabricar conceitos… O filósofo é o amigo do conceito, ele é conceito em potência… Criar conceitos sempre novos é o objeto da filosofia.” (Deleuze e Guattari)
  • https://www.todamateria.com.br/o-que-e-filosofia/

Historiador defende Fátima para Património da Humanidade | in DN.pt

A revelação surgiu através da tese que deu origem à obra lançada na quarta-feira, na base do doutoramento de Marco Daniel Duarte, atual diretor do Departamento de Estudos do Santuário de Fátima e responsável também pelo Museu do Santuário.

O historiador de arte Vítor Serrão defendeu na quarta-feira à noite em Fátima, no distrito de Santarém, a candidatura do Santuário a Património da Humanidade da UNESCO, pela qualidade do conjunto monumental e artístico ali existente.

Na apresentação do livro “Fátima e a criação artística: o Santuário e a Iconografia”, da autoria de Marco Daniel Duarte, Vítor Serrão considerou o Santuário de Fátima “uma obra de arte digna de ganhar lugar de destaque no património da humanidade”, sugerindo a proposta à UNESCO.

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Carlos Matos Gomes: “Não é preciso outro 25 de Abril porque não é preciso nenhum salvador” | por Paula Mourato, 30 de Março 2022 | in mediotejo.net

*Entrevista publicada originalmente em 2021, por ocasião do 47º aniversário da Revolução de Abril

É um dos mais conceituados militares e historiadores da guerra colonial, um Capitão de Abril que nasceu em Vila Nova da Barquinha e estudou no Colégio Nun’Alvares, em Tomar, onde conheceu Salgueiro Maia, de quem ficou grande amigo. A pretexto da homenagem que o município que o viu nascer lhe vai fazer no dia 13 de junho e tendo como pano de fundo a sua participação na Revolução dos Cravos, o mediotejo.net conversou com o Coronel que diz gostar muito da sua terra natal. Aprendeu com a mãe, natural dos Estados Unidos mas de origem açoriana, que “somos dos sítios onde nascemos”.

Carlos Matos Gomes é um Capitão de Abril. Nasceu em 24 de julho de 1946 em Vila Nova da Barquinha e estudou no Colégio Nun’Alvares, em Tomar – aí conheceu Salgueiro Maia, de quem ficou grande amigo, e com quem viria a protagonizar um dos mais importantes episódios da história contemporânea do nosso país.

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9 de Setembro de 1973 | 50 anos | 25 de Abril, sempre! E para todos! | Lusa/Nuno Veiga | vcs

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa colocam cravos na lapela na evocação dos 50 anos do Movimento dos Capitães, em Viana do Alentejo.

Desta forma, GOVERNAR em conciliação e amizade, é a melhor forma de se comemorar o 25 de Abril e de se governar o País.

FESTA DO AVANTE! | Miguel Esteves Cardoso

“Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do Avante! Estas são as mais populares: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

Já é a Segunda vez que lá vou e posso garantir que não é nada dessas coisas e que não só é escusado como perigoso fingir que é. Porque a verdade verdadinha é que a Festa do Avante faz um bocadinho de medo.

O que se segue não é tanto uma crónica sobre essa festa como a reportagem de um preconceito acerca dela – um preconceito gigantesco que envolve a grande maioria dos portugueses. Ou pelo menos a mim.

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UMA LONGA CONVERSA | António Galopim de Carvalho

CONVERSA AVULSA COM UM INTERLOCUTOR IMAGINÁRIOSOBRE A IGREJA, O ENSINO, AS UNIVERSIDADES, O FEUDALISMO, AS CIDADES E OS ARTESÃOS, AO TEMPO DO REI D. AFONSO HENRIQUES.

– O Cristianismo deve ter sido a ponte entre os invasores germânicos e do Norte da Europa e o Império Romano em desvanecimento?!

– Sim. Por outras palavras, foi o elo de ligação entre o paganismo e o mundo romano, que se expandiu pela Europa ocidental, acabando por dar grande poder à Igreja Católica e à figura do Papa.

– Igreja Católica é uma expressão que toda a gente sabe dizer, mas que nem todos sabem o verdadeiro sentido.

– A palavra igreja vem do grego ekklesia, através do latim ecclesia, que significa assembleia. Designa, pois, um edifício destinado a reunir pessoas, mas o seu âmbito alargou-se ao de uma instituição. A palavra católica chegou-nos do grego katholikós, através do latim catholicus, que quer dizer universal. Com o significado das palavras bem explicado, o discurso fica sempre mais claro.

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BASTASTE TU | Maria Eugénia Cunhal 

Bastou aquele gesto

Da tua mão tocar tão docemente a minha

Pra nascerem raízes

Que me prendem à terra e me alimentam

Nas horas mais vazias

Bastou aquele olhar

O teu olhar tão brando, prolongando-se um pouco sobre o meu

Para iluminar as noites em que a lua se esconde

E a escuridão envolve um mundo sem sentido.

Bastou esse teu jeito de sorrir,

Um sorriso em que vejo despontar a confiança

Na vida não vivida, nas emoções ainda não sentidas,

Nos passos que ressoam noutros passos

Bastaste tu.

Maria Eugénia Cunhal | In “Silêncio de Vidro”

Marcelo Rebelo Sousa diz que a “russofobia” é “estúpida” | in ECO

Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca alimentou a “russofobia”, referindo que é um “disparate total” aquilo a que se assistiu quanto à marginalização da história e cultura russa. A intervenção, transmitida pela RTP3, foi feita na universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, Portalegre.

“Independentemente daquilo que se pense sobre a guerra, é um disparate total aquilo a que se assistiu”, de não se tocar mais compositores russos, não se passar mais filmes russos, de toda a história russa ser esquecida e de toda a cultura russa ser omitida, defendeu Marcelo.

“Isso é uma coisa sem senso, e quem pensa assim, quem reage assim, perde boa parte da sua razão quando defende a causa que quer defender. É uma forma estúpida de defender uma causa, que é realmente uma ofensa à inteligência e uma ofensa àquilo que deve ser a nossa visão do mundo”.

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26 de agosto de 55 AC | Júlio César invade a Grã-Bretanha. | in Presente de Grego

É a primeira de duas invasões cesarianas da Grã-Bretanha. Mas César não conseguirá, apesar das vitórias, torná-la província: terá de lidar com as revoltas na Gália continental. Somente Cláudio reduzirá a Grã-Bretanha a uma província real. César, Cláudio e mais tarde os normandos de Guilherme, o Conquistador, serão os únicos invasores bem-sucedidos da Ilha Britânica. E tanto os romanos como os normandos moldarão a cultura inglesa: embora o inglês seja uma língua germânica, a contribuição do latim e do francês será decisiva.

Há algum tempo, alguns professores de inglês tentaram reconstruir a língua inglesa original removendo qualquer contribuição do latim. O resultado foi algo extremamente distorcido do inglês tal como o conhecemos, não apenas no vocabulário, mas também na gramática e na estrutura. Sem mencionar que o primeiro grande herói britânico, Arthur, foi um comandante romano (possivelmente Aurélio Ambrósio) que derrubou os saxões. No entanto, as expedições de César à Grã-Bretanha impressionaram os contemporâneos. Naquela época, era como ir à lua.

Até Catulo, que nunca foi gentil com César, o chama de Magno naquela ocasião.

A Grã-Bretanha era uma ilha remota e selvagem, se você tivesse dito a um contemporâneo de César que aquela ilha se tornaria o centro do maior império da história, ele teria rido na sua cara.

Retirado do Facebook | Mural de Presente de Grego

Baruch Spinoza | Jorge Luis Borges

Bruma de oro, el Occidente alumbra
La ventana. El asiduo manuscrito
Aguarda, ya cargado de infinito.
Alguien construye a Dios en la penumbra.
Un hombre engendra a Dios. Es un judío
De tristes ojos y de piel cetrina;
Lo lleva el tiempo como lleva el río
Una hoja en el agua declina.
No importa. El hechicero insiste y labra
A Dios con geometría delicada;
Desde su enfermedad, desde su nada,
Sigue erigiendo Dios con la palabra.
El mas pródigo amor le fue otorgado,
El amor que no espera ser amado.

Jorge Luis Borges | “Poesía Completa”, pág. 461 | Debolsillo, 3ª. edição, 2016

Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986 foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino. Nasceu a 24 Agosto 1899 (Buenos Aires, Argentina), Morreu em 14 Junho 1986 (Genebra, Suíça)

LE ROMAN D’UNE VIE | JÉSUS

Qui était Jésus ? Peut-on distinguer le Jésus de l’histoire du Jésus de la foi ? Les textes permettent-ils de faire son portrait ? Dans quel contexte politico-religieux a-t-il vécu ? Quel a été son enseignement ? Qu’est-ce qu’un messie ? Quelle idée se fait-il de l’amour ? Qui se cache derrière l’évangile de Jean ? Pour quelles raisons a-t-il été jugé et condamné ? Qui était vraiment Ponce Pilate ? L’histoire peut-elle venir à bout de tous les mystères ? Qu’est-ce que croire ?

Pour aller plus loin : – Jean-Christian Petitfils, Jésus, Fayard, 2011 – Frédéric Lenoir, Le Christ philosophe, Plon, 2007 – Frédéric Lenoir, Comment Jésus est devenu Dieu, Fayard, 2010 – Christiane Rancé, Jésus, Gallimard, 2008 – Jean Staune, Jésus l’enquête, Plon, 2022

Homenageadas famílias de Minde que receberam crianças austríacas durante 2ª Guerra Mundial | in Jornal “O Mirante”

Maria Olívia Raposo e Dulce Martins Alves residem em Minde, concelho de Alcanena, e pertencem a duas das famílias homenageadas por terem acolhido crianças austríacas durante o período da 2ª Guerra Mundial. Maria Olívia Raposo ainda mantém contacto com Teresa, uma das poucas crianças refugiadas que esteve na freguesia e que ainda está viva.

O dia 14 de Agosto de 2023 marca a inauguração do Jardim Alto do Pina, em Minde, mas vai ficar na memória de todos pela emoção vivida durante a cerimónia de homenagem às famílias residentes naquela freguesia do concelho de Alcanena que acolheram crianças refugiadas austríacas da 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. O MIRANTE marcou presença na cerimónia e conversou com Maria Olívia Raposo e Dulce Alves, de 95 e 84 anos, respectivamente, filhas de dois casais que acolheram, durante mais de meio ano, duas meninas de nove anos. À época Dulce tinha 12 anos e Maria Raposo estava perto de completar 20 anos.

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Confúcio | filósofo e pensador chinês

No ano 551 antes de Cristo, a 27 de agosto, nasce o filósofo chinês Confúcio, que desenhou os caminhos da ética. É o autor de um princípio partilhado na atualidade: “Não faças aos outros o que não gostas que façam a ti mesmo”.

Confúcio foi um filósofo e pensador chinês, cujo pensamento sublinhava a moralidade, procedimentos corretos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam relevo na China, perante outras doutrinas da Dinastia Han. De acordo com os princípios de Confúcio, deveriam imperar uma lealdade familiar forte (a família deveria ser a base para um governo ideal) e a veneração e respeito para com os idosos. É da autoria de Confúcio um conhecido princípio praticado na atualidade: “Não faças aos outros o que não gostas que façam a ti mesmo”. Trata-se de uma das versões mais remotas da ética da reciprocidade.

A escola filosófica de Confúcio foi seguida pelos seus discípulos, que espalharam estes ideais pelos estudantes – mais tarde, funcionários em diversas cortes reais chinesas. O túmulo de Confúcio localiza-se em Qufu, província de Shandong, na China.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conf%C3%BAcio

Martin Luther King, Jr.’s “I Have A Dream” Speech | History | 28 de Agosto 1963

Seis décadas depois, o movimento pelos direitos civis continua em vigor face aos sucessos casos de brutalidade policial contra afroamericanos e às tentativas dos conservadores para minar a participação eleitoral da população negra.

A manifestação teve início com uma série ativistas e políticos nas escadas do Memorial Abraham Lincoln, o mesmo loca onde Luther King proferiu as suas aclamadas palavras em 28 de agosto de 1963, para logo passar por parte da capital norte-americana.

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84 Times Natalia Osipova Made Me Say Wow / Наталья Осипова

Born in Moscow, Natalia Osipova / Наталья Осипова began formal ballet training at the age of nine. From 1996 to 2004, she studied at the Moscow State Academy of Choreography (The Bolshoi Ballet Academy). From 1995 to 2004 she trained at the Moscow State Academy of Choreography and on graduating entered the corps of the Bolshoi Ballet, where she was promoted to principal in 2010.

In 2011 she left the Bolshoi to join the Mikhailovsky Ballet as a principal. Osipova has appeared as a guest artist with companies around the world. In March 2012 she became a principal of American Ballet Theatre, where she created the title role in Alexei Ratmansky’s The Firebird.

Her awards include Golden Masks for her performances in In the Upper Room (2008) and La Sylphide (2009), Critics’ Circle National Dance Awards (Best Female Dancer, 2007, 2010 and 2014), Positano Dance Awards (Best Female Dancer, 2008 and 2011) and a Benois de la Danse Award (Best Female Dancer, 2008).

Obras completas II | A Casa do Mundo | Tiago Salazar | Prefácio de Miguel Sousa Tavares

Chamar hoje Velho Continente à Europa é um anacronismo. As transformações verificadas nos últimos anos originaram um admirável mundo novo, com mil encantos ainda por descobrir. Da luxuosa Riviera Basca à nova-rica Moscovo da era pós-soviética, dos históricos portos mediterrânicos da Côte D’Azur às montanhas búlgaras ou às capitais do Báltico, o viajante contemporâneo depara-se com a elegância e o charme de lugares históricos, mas descobre também novas tendências e novos mundos, onde palavras como hip, trendy ou cool são termos que caucionam a modernidade. A Casa do Mundo é um livro de apaixonadas narrativas de viagens de um escritor e repórter pasmado com o que o admirável mundo velho tem de novo . 

“”Neste livro, o Tiago Salazar mostra de que matéria é feito o seu sonho de viajante. Um homem sozinho na Casa do Mundo, sem nenhuma outra profissão de fé que não a de conhecer o mundo e nele se sentir em casa.”

Miguel Sousa Tavares

Simone de Beauvoir | Pensamentos

1 – Não se pode escrever nada com indiferença.

2 – Querer ser livre é também querer livres os outros.

3 – O homem é livre; mas ele encontra a lei na sua própria liberdade.

4 – É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.

5 – A mulher é tão necessária à alegria do homem e ao seu triunfo, que se pode dizer que, se ela não existisse, os homens a teriam inventado.

II) SPINOZA en 12 minutos. DIOS, ETICA, CONOCIMIENTO, CONATO. Resumen en pizarra. Filosofía Racionalista | Cristian Deck

A pesar de haber recibido una educación ligada a la religión judía, demostró una actitud crítica frente a estas enseñanzas y fue autodidacta en matemáticas y filosofía cartesiana, aprendiendo de las ideas y obras de Copérnico, Galileo, Kepler y Descartes.

Fue el primero en emplear lo que llamamos una visión «crítico-histórica» de la Biblia, negando que estuviera inspirada por Dios. Cuando leemos la Biblia debemos tener siempre presente la época en la fue escrita.

A diferencia de Descartes, Spinoza no tiene una concepción dualista de la realidad. Decimos que es monista, porque reconduce toda la naturaleza y todas las circunstancias de la vida a una sola sustancia.

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1) Filosofia e Natureza: Baruch de Espinosa, com Fernando Dias Andrade | Série “Quem Somos Nós?”

Filosofia e Natureza, quer investigar a nossa relação com o mundo natural. A “filosofia” do título sugere uma referência mais ampla, aludindo ao estudo de questões fundamentais sobre nossa existência. Mas o primeiro programa foca a questão do ponto de vista da filosofia stricto sensu: na visão do holandês Baruch de Espinosa e com análise do doutor e professor de filosofia Fernando Dias Andrade.

Portugal aos olhos de uma brasileira | Ruth Manus

Ruth Manus é advogada e professora universitária e escreve num blogue num Jornal de S. Paulo. 

E escreveu isto sobre Portugal, num texto que deve ser (é !) um orgulho lermos:

«Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas:

Ingratidão e pessimismo.

Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui, embora me pareça que muitos nem percebam.

Não estou dizendo que Portugal seja perfeito.

Nenhum lugar é.

Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém.

Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente.

Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.

Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses.

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O problema do Papa é a sua Igreja | Francisco Louçã | in Jornal Expresso

Cumprindo um festival concebido, como é tão notório, por João Paulo II, de cuja herança se quer afastar, o Papa Francisco veio aqui deixar mais uma mensagem do fim do seu pontificado. Entretanto, agitou-se o país e os sinais locais deste empreendimento têm sido comentados: o custo extravagante e especulativa, o financiamento público (que Espanha evitou), alegando-se que esta é a missão do Estado (queria ver o mesmo num festival muçulmano), a sátira de Bordalo II e a fatwa que sofreu, o frenesim político-eleitoral. Tivemos de tudo. Falta ouvir o Papa e saber o que nos diz sobre a sua Igreja. 

O  Papa mais popular

O Papa não é o mais popular pelo contraste com o seu antecessor, nem sequer só pela afabilidade que demonstra. Ele é querido por ter aberto as portas aos pobres, por ter condenado a finança “que mata”, por ter dado um passo de aproximação aos homossexuais e, sobretudo, por ter condenado a pedofilia praticada, ocultada e porventura cultivada em setores tão amplos da sua Igreja. Com argúcia política, tem vindo a nomear cardeais reformadores e alguns são personalidades culturais vibrantes. Meticulosamente, tem procurado mudar a doutrina e virá-la para o povo. Tem contra ele uma construção imponente que é o seu palácio, a Igreja Católica.

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