Aos 100 anos, Henry Kissinger regressa a Pequim e é recebido pelo Presidente chinês Xi Jinping

Kissinger, que foi assessor de Segurança Nacional e secretário de Estado de Richard Nixon (1969-1974) e Gerald Ford (1974-1977), visitou secretamente Pequim, em julho de 1971, para preparar o estabelecimento de relações diplomáticas e abrir caminho para a histórica visita de Nixon à China, em 1972.

O Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu esta quinta-feira o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, em Pequim, informou a televisão estatal CCTV, sem dar mais detalhes.

Kissinger, que celebrou recentemente o 100.º aniversário, foi o arquiteto da reaproximação histórica entre a China e os Estados Unidos, na década de 1970.

A reunião ocorre numa altura em que a relação bilateral atravessa o pior momento, desde o seu estabelecimento, em 1979, face a uma prolongada guerra comercial e diferendos em torno da soberania do Mar do Sul da China, o estatuto de Taiwan ou questões de Direitos Humanos.

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França | 234.º aniversário anos da Tomada da Bastilha | 14 de julho de 1789 | por Carlos Esperança

Contra Luís XVI, contra a nobreza e contra o clero, o rei já tinha sido obrigado a admitir a autoridade da assembleia que viria a chamar-se Assembleia Nacional Constituinte! A invasão da Bastilha e a consequente Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foram o alicerce da fase inicial da Revolução Francesa.

A Tomada da Bastilha, no dia de hoje, em 1789, foi o ato simbólico de uma nova era, o princípio do fim de uma sociedade anacrónica e o rastilho que incendiou a Europa e deu origem às democracias modernas.

Ninguém ousaria prever que a invasão da grande prisão do Estado, pelo jornalista, Camille Desmoulins, se transformaria na referência histórica e emblemática da vitória da burguesia sobre a nobreza, da legitimidade popular sobre o direito divino, e da República sobre a monarquia.

Hoje, dia nacional da França, 234 anos depois, evoco o dia e saúdo a Revolução Francesa.

Viva a República!

Retirado do Facbook | Mural de Carlos Esperança

Bernini, Teresa de Ávila e Jorge de Sena | por Carlos Esperança

Há na estátua da santa que ornamenta uma das capelas da igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma, a glorificação do génio de Bernini, a feliz simbiose do sagrado e do profano, captada pelo artista nas visões da freira – O “Êxtase de Santa Tereza”.

Ali, em mármore e bronze, na paixão que a devora, explodem hormonas de uma visão mística que a santa frui, com o corpo sôfrego e em chama, trespassada repetidamente no coração pela ponta inflamada de uma lança dourada de um serafim.

A inefável dor espiritual e corporal foi captada por Bernini na apoteose dos sentidos e esculpida na beleza exuberante do barroco.

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HERMÍNIO DA SILVA CAPAZ MANHA, 1923-2023 | por João Querido Manha

Faz hoje 100 anos que nasceu, em Minde, o meu pai, Hermínio da Silva Capaz Manha, o Hermínio da Troça na piação dos charais do Ninhou, o Hermínio das Malhas Bebé na história da indústria têxtil, o senhor Hermínio, simplesmente.
O meu “paizinho” – tratamento de íntimo e exclusivo carinho que as novas gerações urbanas substituíram pelo “papá” universal — foi o melhor filho, melhor irmão, melhor marido e melhor pai que conheci. Infelizmente, só me dei conta disso quando senti, como sinto, a falta dele, porque naquele tempo tudo me parecia normal, partia do princípio de que todos os homens “velhos” morriam na sua hora.
Mas, no dia em que faleceu, fui surpreendido por uma frase, dezenas de vezes ouvida naquelas horas de desnorte e sufoco:
“Era tão novo!”

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Espinosa | O apóstolo da razão | Filme

 Nas palavras do Filósofo Bento de Espinosa: “A mente humana é parte do intelecto infinito de Deus.”

De origem judaica, Bento de Espinosa (1632-1677) nasceu em Amsterdã e teve como primeira formação os estudos sobre o hebraico, mais tarde teve acesso à leitura dos modernos, como BaconHobbes e, principalmente, Descartes. Ganhava a vida polindo lentes para telescópios e microscópios. Vivia com simplicidade, cercado por pessoas identificados com o seu pensamento. Recusou um convite para lecionar na Universidade de Heldelberg – e ter a folga financeira que o trabalho como polidor não permitia – para não renunciar à liberdade de pensamento.
Sua filosofia, classificada como racionalista, constitui um sistema estruturado, concebido segundo o método dedutivo, obtido da geometria. Entre suas principais obras figuram o Tratado teológico-político (1670), o Tratado da correção do intelecto (1622) e a Ética (1677).
O filme é uma produção da Tv Escola e faz um apanhado geral sobre a vida e a obra de Espinosa, para aqueles que queiram conhecer melhor o pensamento do filósofo é uma ótima oportunidade.

BARUCH SPINOZA

Passados mais de trezentos e cinquenta anos desde a
declaração deste anátema, seguimos lendo e relendo
Spinoza. Se a comunidade judaica da qual foi expulso
não mais acolheu suas palavras, um caminho distinto
se abriu a muitos pensadores, cientistas, políticos e
interessados em geral, que encontraram nos escritos do
filósofo … uma inexaurível fonte de estimulação intelectual
e inspiração para um viver ativo e admirável.
Lida e
relida, em momentos e espaços distintos, a obra de
Spinoza oferece-se a interpretações múltiplas, a olhares
que a reconstroem à medida que re-significam o mundo.
Rebeldes frente aos ditames do herem e às forças que
em nossos tempos amesquinham o pensamento, lemos
Spinoza, uma e outra vez. Lemos suas palavras e as
daqueles que lhes conferem novos sentidos.

Carta de Julian Assange ao rei Carlos III

À Sua Majestade Rei Carlos III,

No momento da coroação do meu soberano, achei por bem fazer-vos um convite sincero para comemorar este importante evento visitando o vosso próprio reino dentro de um reino:  a prisão de Belmarsh de Vossa Majestade.

Sem dúvida recordareis as sábias palavras de um famoso dramaturgo:   “A qualidade da misericórdia não é imposta. Ela cai como a suave chuva do céu sobre os lugares abaixo”.

Ah, mas o que saberia aquele bardo de misericórdia diante do acerto de contas no alvorecer do vosso histórico reinado? Afinal, pode-se verdadeiramente conhecer a medida de uma sociedade pelo modo como trata os seus prisioneiros, e o vosso reino certamente esmerou-se a este respeito.

A Prisão de Belmarsh de Vossa Majestade situa-se na prestigiada morada de One Western Way, em Londres, apenas a uma curta distância do Old Royal Naval College, em Greenwich. Quão deleitoso deve ser ter um estabelecimento tão estimado a portar o vosso nome.

“Pode-se verdadeiramente conhecer uma sociedade pelo modo como trata os seus prisioneiros”.

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Encontro La Salle | Abrantes | 27 de Maio, 2023, Sábado

Caros AA de La Salle, Antigos Professores, Antigos Funcionários e Amigos de La Salle:

  Vimos convocar-vos e convidar-vos para o Grande Encontro de AA do Colégio La Salle de Abrantes, a realizar no dia 27 de Maio de 2023, sábado.

          O ponto de encontro será, como de costume, no Antigo Colégio La Salle de Abrantes,  pelas 11 horas, seguindo-se a celebração da Santa Missa , com as habituais intervenções.

           O Almoço/Convívio será no Restaurante  Jardim da Cascata- Alferrarede. O preço final será de 30 euros por pessoa .


            (ver menu mais abaixo).

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O dia da Europa | A Europa somos nós | Carlos Esperança

9 de Maio de 2023

Quando a Europa parece condenada a mergulhar no entardecer, esquecida do Renascimento, do Iluminismo, da Revolução Francesa e das raízes greco-romanas que lhe moldaram o carácter e a trouxeram à vanguarda da civilização, é altura de celebrarmos os princípios humanistas, democráticos e fraternos que, embora debilitados, ainda subsistem.

Instituído em 1985, o Dia da Europa celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da atual União Europeia.

Discordo dos que são contra a União Europeia, reconhecendo-lhes o direito, e também dos que dizem, Europa sim, mas não esta, como se não pudesse haver outra dentro desta, com o urgente aprofundamento da integração económica, social, política e militar, que permitisse reduzir as diferenças entre os países e dentro de cada um deles.

Se a Europa é hoje um espaço conservador e neoliberal, com sinais ainda piores no horizonte, não é culpa da UE, mas dos eleitores dos países que a integram e cujo voto merece respeito pelo melhor que nos resta, a liberdade de expressão, num mundo que parece abdicar dela e da civilização.

Depois da saída do Reino Unido, a maior potência militar e a segunda economia da UE, na angústia que os movimentos neofascistas lançam, é dever dos europeístas defender as suas convicções, certos de que a desintegração da UE é o caminho mais rápido de novas ditaduras e da irrelevância da Europa, esmagada na luta geoestratégica sino-americana, sem qualquer poder político, económico, militar ou diplomático.

Quero a Europa mais unida e integrada e, como moeda, o euro. Pode ter sido um erro aderir à moeda única, mas seria bem pior sair, era saltar de um comboio em alta velocidade.

Não deixemos que sejam os EUA a impor opções comerciais e políticas à UE, com a China, Médio Oriente ou qualquer outro espaço geopolítico ou país. Sejamos nós, europeus, a negociar o nosso destino comum e a defender a Europa de se tornar um satélite dos blocos que se digladiam.

Na mitologia, Zeus, pai dos deuses, raptou-a para a amar e fecundar. Hoje há quem pretenda fecundá-la, sem a amar, com o poder das armas e do dólar, desejoso de a violar.

O Rapto da Europa (Óleo sobre tela) – Rubens – Museu do Prado

Guerre en Ukraine vue par 2 généraux (2S) M. Henri Pinard-Legry et M.Alexandre Lalanne-Berdouticq | 21/04/2023

0:00:29 Présentation par Henri Pinard-Legry 0:01:45 Intérêts de la France 0:01:45 Intérêts nationaux des empires 0:02:49 Intérêts communs France-Russie 0:04:19 Normandie Niemen et front de l’Est 0:04:47 Traité du 7 février 1992 0:06:35 Convergences russo-françaises 0:07:50 ”La France a l’intérêt que le monde soit multipolaire” 0:08:50 Kourou 0:09:40 Problématique des russes en Afrique 0:10:36 Matières premières 0:10:46 Leadership américain 0:11:25 Suprématie américaine versus l’Europe souveraine 0:12:25 LCI 0:12:56 Traitement anti-russe par LCI 0:14:25 Guerre d’information 0:15:40 Déficit d’explication 0:16:20 Massacre de Boutcha 0:17:40 Nord Stream ( chez Pujadas) 0:19:48 Présentation par Alexandre Lalanne-Bertoudicq 0:20:18 La guerre n’a pas commencé en 2022 0:21:30 Crimée a toujours été une province russe 0:21:50 Silence des médias occidentaux 0:23:00 Kosovo bombardé sans mandat de l’ONU 0:23:40 800 avions ont bombardé la Serbie 0:24:40 Jurisprudence ”Kosovo” 0:25:57 Le front ukrainien 1600 km long 0:27:40 3/4 du monde n’est pas d’accord avec l’Occident 0:28:30 Durée du conflit 0:29:50 Le problème de la guerre est la volonté américaine 0:30:40 Les cartes du ”Grand Echiquier” de Z.Brzezinski 0:33:00 Arme nucléaire tactique 0:33:00 L’esprit du sacrifice 0:35:12 Poutine ne peut pas perdre son ”Alsace-Lorraine” 0:36:35 Frontière religieuses 0:38:55 ”L’objectif américain est de maintenir leur leadership mondial” M.H Pinard-Legry 0:40:47 Plateau du Golan 0:43:38 Fuites du Pentagone 0:46:20 Personne n’a confiance en infos américaines 0:47:57 Infos sur les brigades ukrainiennes par l’Otan 0:48:00 Pertes russes et gains territoriaux 0:49:54 Les russes liés aux chinois 0:50:24 Prôner le partenariat russe et français 0:51:28 Dernière chance de négociations en janvier 2022 0:53:30 Guerre éclair n’est pas possible en Ukraine 0:54:48 Kherson 0:55:35 Bombardement du Donbass avant le début de la guerre en Ukraine 0:56:54 Forces spéciales anglo-saxonnes et polonaises en Ukraine 0:58:14 Nombre d’obus 0:59:59 Gaz en Ukraine 1:00:15 Russes respectent les contrats 1:01:22 4 groupes américains détiennent les terres ”tchernoziom” 1:02:00 L’aspect nucléaire 1:03:04 Industrie de guerre américaine 1:03:48 Missiles hypersoniques opérationnelles russes 1:05:57 Le militaire obéit toujours au gouvernement 1:06:58 Macron fidèle à la programmation militaire 1:10:45 L’Ukraine n’est pas un intérêt vital pour la France 1:11:40 PIB défense 1:13:17 Nouveaux défis 1:14:30 Planification dans l’armée 1:16:10 Industrie aéronautique française 1:19:20 Grande tradition diplomatique 1:21:34 Rôle des élections américaines pour le conflit en Ukraine

Acordar a gemer | by Manuel S. Fonseca no Jornal de Negócios

Podemos até esquecer-nos da cadeira, mas ninguém esquecerá nunca as pernas de Marlene Dietrich. Não obstante, foi a cadeira que Josef von Sternberg lhe pôs no meio das pernas, no “Anjo Azul”, que lançou a sua carreira.

Quem ia na cadeira da frente, no avião para Los Angeles, era o cineasta Peter Bogdanovich, ao lado dele o actor Ryan O’ Neal. Descobriram que na cadeira atrás ia Marlene. Puseram-se de joelhos, virados para trás, e começaram a falar com a alemã, que já ia em bem mais de 60 anos. E Bogdanovich atreve-se: “As pernas que Miss Dietrich tem!” Ela sorri: “Ó se tenho!” Dá uma palmada numa delas e provoca: “Umas coxas fantásticas.” O’ Neal arrisca: “Eu, na adolescência, sonhava com as suas pernas e acordava a gemer.” “Também eu, meu filho, também eu”, disse-lhe a nostálgica Marlene.

E o que eu queria dizer é que as pernas de Marlene foram incansáveis e insaciáveis. Não se prenderam nesses anos 30, 40 e 50 do século passado com questões de género. Deram-se à felicidade, porventura a algum desapontamento, a mulheres e homens.

Mas foram os olhos de um azul francês do actor Jean Gabin que mais e sempre a prenderam. Vivia com ele em afrontosa maridança, na casa que Gabin alugara a Greta Garbo, que vinha, descobriu Gabin, espiá-los à noite para ver se não lhe escavacam a mobília.

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François Asselineau, Président de l’Union Populaire Républicaine | Otan-Ukraine / Russie, à qui l’histoire donne-t-elle raison ?

PARA MELHOR COMPREENDER A GUERRA NA UCRÂNIA | 10/07/2022

Sem a luz da história, é impossível interpretar corretamente os eventos que ocorrem no solo da atual Ucrânia.


Sans l’éclairage de l’histoire il est impossible d’interpréter correctement les évènements qui se déroulent sur le sol de l’actuelle Ukraine.
En cet été 2022, les risques de dérapage vers un conflit généralisé sont extrêmement élevés, comme ils pouvaient l’être à l’été 1914 et à l’été 1940.

Les conséquences pourraient même en être encore pire puisque nul ne peut garantir qu’une 3e Guerre mondiale ne s’achèverait pas par une Apocalypse nucléaire anéantissant l’humanité.
L’extrême dangerosité de la situation devrait donc inciter les dirigeants politiques et les médias mainstream à calmer le jeu, en s’adressant à la raison des Français et en faisant œuvre d’éducation populaire pour que le plus grand nombre comprenne bien la complexité de la situation.
Tel n’est malheureusement pas le cas. Comme en 1914, les politiques et les médias utilisent le registre des émotions, refusent tout débat intelligent donc nuancé, et versent dans la propagande manichéenne la plus outrancière.
Leur objectif étant de faire accepter aux Français des décisions prises de façon anti-démocratique et qui vont à l’encontre des intérêts supérieurs de la France.

Dans cette vidéo, François Asselineau essaie de corriger cette ambiance délétère et dangereuse.

Il retrace, en la mettant à la portée de tous, l’histoire de ce qui deviendra l’Ukraine pour fournir des clefs de compréhension du conflit entre l’OTAN et la Russie et pour appeler Emmanuel Macron à changer radicalement sa gestion du conflit.

Chapitres

00:00 – Introduction 03:03 – Géographie de la région Histoires des différentes puissances qui se sont partagé les territoires de l’Ukraine actuelle 05:15 – Nord-ouest – République des Deux Nations Pologne – Lituanie 07:01 – Est – Empire russe 11:38 – Sud – Khanat de Crimée 16:42 – Catherine II de Russie et l’expansion de l’Empire russe 21:40 – Les Russes sont fondés à penser qu’ils sont chez eux dans l’est et le sud de l’Ukraine 24:47 – Les bouleversements du XXe siècle, la création de l’Ukraine sous Staline et l’effondrement de l’URSS 30:38 – L’expansion de l’OTAN vers l’est se heurte à la Biélorussie et à l’Ukraine 34:21 – Le double-jeu d’Erdogan 35:24 – Le discours « occidental » ne tient absolument pas compte de l’Histoire 37:25 – Un grand chef d’État doit connaître l’Histoire pour prendre des décisions raisonnables 39:28 – Retour sur la mer d’Azov dans l’imaginaire russe 42:38 – Une solution raisonnable pour sortir du conflit 44:46 – Conclusion

O 25 de Abril valeu a pena? | Carlos Esperança

A pergunta, repetida nos media, sugerida nos cafés e ouvida nas ruas, anda aí, como provocação fascista, espécie de transferência de responsabilidade, oriunda dos herdeiros da ditadura para os que sabem o que lhe devemos.

Perguntar a quem ama a liberdade se esta valeu a pena é a ofensa de quem lhe é alheio, de quem se dava bem com a ditadura ou não faz a mais leve ideia do que foi. É como perguntar a um doente se valeu a pena a cura ou, a um cego, a recuperação da visão.

Os fascistas esforçam-se por minimizar a violência da ditadura, o número dos que morreram e ficaram estropiados na guerra colonial, só os de um lado, do outro não lhes interessa. Essa canalha que reprimiu durante 49 anos a simpatia pelo regime que prendia sem culpa formada, violava a correspondência, torturava adversários e os assassinava, essa súcia, filha do salazarismo, anda por aí, a reescrever a História e a responsabilizar quem teve a nobreza de perdoar aos algozes e cúmplices.

Como foi possível esquecer o Tarrafal, o Campo de S. Nicolau, Caxias, Peniche, Aljube e a Rua António Maria Cardoso? Será possível que, à medida que vão morrendo os que resistiram à ditadura, os herdeiros do ditador passem a esponja sobre o passado negro e o pintem de cor-de-rosa?

E mantêm-se calados os que têm obrigação de os desmascarar? Não há gravações dos gritos de dor e das lágrimas, que recordem as mães de filhos mortos, as mulheres dos maridos presos e as famílias destroçadas por perseguições?

Os próprios capitães de Abril, que tudo deram sem nada pedirem, já são vilipendiados pelos que lhes devem os lugares que ocupam, as sinecuras que distribuem e os negócios sujos de que ficam impunes.

No regresso manso de um fascismo larvar é altura de dizer basta, de varrer os ingratos que devem à democracia os lugares que ocupam, de limpar os órgãos da soberania dos ineptos e dos que se vingam dos que nunca quiseram a democracia, a descolonização e o desenvolvimento, dos que sentem náuseas e têm enxaquecas quando ouvem a voz de Zeca Afonso: Grândola, vila morena…

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança

O Pequeno Príncipe | Antoine de Saint-Exupéry | por António Jorge

Em 1943, Antoine de Saint-Exupéry escreveu o seu livro mais importante, O Pequeno Príncipe (1943), uma fábula infantil para adultos, cuja obra é rica em simbolismo.

O personagem principal do livro vivia sozinho num pequeno planeta, onde existiam três vulcões, dois activos e um já extinto.

Outro personagem representativo é a rosa, cujo orgulho, levou o pequeno príncipe a uma viagem pela terra.

Na viagem, encontrou outros personagens que o levaram ao desvendamento… do sentido da vida. A obra está traduzida e repetidamente reeditada no mundo inteiro.

Antoine de Saint-Exupéry, foi um escritor e ilustrador e piloto francês, nascido em 1900, e autor da famosa obra universal para crianças… que todas deveriam ler… O Pequeno Príncipe.

Morreu na guerra no Mar Mediterrâneo em 1944… aos 44 anos de idade, abatido por um caça da força aérea da Alemanha Hitlariana.

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PS – Há 50 anos | Carlos Esperança

Em 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel (RFA), foi dissolvida a Ação Socialista e fundado o Partido Socialista (PS), que já ultrapassou em anos os que a ditadura nos oprimiu.

Havia sonhos de liberdade nos resistentes antifascistas, mas foi uma bela madrugada de abril que os concretizou, 1 ano depois, sendo militares e não civis a tornar realidade os sonhos.

Vejo na primeira fila o saudoso amigo Joaquim Catanho de Meneses por entre outros rostos de quem vim a ser amigo, nomeadamente António Arnaut e Fernando Vale.

Saúdo os militantes do PS, em especial António Costa, sob ataques concertados do PR, da direita, dos neoliberais do PS e de numerosos trânsfugas.

Neste tempo de incertezas em que, após a pandemia, surgiu a guerra na Ucrânia onde se jogam interesses geoestratégicos globais, o Governo de António Costa é a referência de estabilidade que resiste à infâmia de comentadores, aos videirinhos que cospem no prato que os alimentou e à extrema-direita que explora o medo e incita ao ódio e à revolta.

Parabéns ao PS! Obrigado, António Costa.

Leonardo da Vinci | 15 de abril de 1452 | in Conoce

Leonardo di ser Piero | Nasce em Vinci, Florença.| Mais conhecido como Leonardo da Vinci

Um dia como hoje, mas há 571 anos, nasce em Vinci, localidade de Florença, Grão-Ducado da Toscana, o grande artista, pensador e investigador que, pela sua insaciável curiosidade e genial polifacetado, representa o modelo do sábio renascentista.

Filho de um advogado florentino, que não lhe permitiu conhecer a mãe, uma modesta camponesa.

Formou-se como artista em Florença, mas grande parte da sua carreira desenvolveu-se em outras cidades como Milão, sob o patrocínio do Duque Ludovico Sforza, chamado Moro, ou Roma, onde trabalhou para Julio de Médicis.

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BERTRAND RUSSEL | por AS Curvelo-Garcia

Nascido em 1872 no País de Gales e falecido em 1970, foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos do século XX que, em vários momentos na sua vida, se considerou um liberal, um socialista e um pacifista.

A sua postura em vários temas foi bastante controversa.

Até à sua morte, a sua voz teve sempre grande autoridade moral, tendo sido um crítico influente das armas nucleares e da guerra dos USA no Vietnam: foi bem um líder carismático da minha geração.

Em 1950, recebeu o Prémio Nobel da Literatura, “em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais ele lutou por ideais humanitários e pela liberdade do pensamento”.

Russell iniciou seus estudos de Filosofia na Universidade de Cambridge, em 1890, tornando-se membro do Trinity College em 1908.

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O número usado por DEUS para criar o MUNDO


Você sabia que existe um número que está presente simplesmente em tudo? Da ponta do seu nariz à sua nuca, do centro da Via Lactea até sua extremidade, do miolo do girassol ao fim de sua pétala? Não? Qual seria esse número? Descubra agora mesmo: Conheça o número usado por DEUS para criar o MUNDO apresentado por Ivan Lima.

A História e outras histórias | Carlos Esperança

Há a História escrita por historiadores e a história contada pelos redatores dos manuais escolares. A primeira é uma ciência e baseia-se em documentos, a segunda é o veículo de propaganda de quem detém o poder. Raramente coincidem.

Nos 4 anos da instrução primária aprendi na catequese a odiar judeus, hereges, maçons, apóstatas e comunistas. Na escola juntei a esses ódios de estimação, sem necessidade de orar contra os destinatários, os moiros e castelhanos. Aos 10 anos, fiz a comunhão solene, vestido de cruzado, e acabei fustigado com quatro sacramentos.

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A ORIGEM DA EXPRESSÃO ′′AS PAREDES TÊM OUVIDOS” | in HISTÓRIA E CULTURA NO MUNDO

Esta frase, empregada quando alguém prefere não revelar nenhum segredo em voz alta, nasceu, aparentemente, na França durante a perseguição dos hugonotes – Protestantes franceses de doutrina calvinista – que terminou com um terrível massacre iniciado na noite de San Bartolomeu em 24 de agosto de 1572 em Paris.

O massacre na capital francesa durou pelo menos uma semana, e se espalhou para outras partes do reino, onde persistiu até o outono.

A história conta que, durante a segunda metade do século XVI, Catarina de Médici – rainha consorte da França – que foi uma das pessoas que incitou os católicos a levarem a cabo a matança, era muito desconfiada, e para poder Espionar melhor as pessoas de quem mais suspeitava, mandou instalar nas paredes de diferentes quartos do Palácio Real dispositivos acústicos (alguns dizem que se tratavam de paredes falsas, tipo drywall, pelas quais se podia ouvir o que estava sendo falado no quarto ao lado).

Porém, assim que o recurso foi descoberto, entre os membros da corte e a servidão, passaram a dizer que ‘as paredes tinham ouvidos’. E assim, com o tempo, a expressão passou a ser provérbio. E daí nasceu o dizer que ′′ lhes murs ont des oreilles ′′ ou ′′ as paredes ouvem “.

“A albarda” | Autor: Pierre Subleyras (1730) | Museu Hermitage, São Petersburgo

O grande literato Jean de la Fontaine escreveu uma fábula sobre um pintor muito ciumento que suspeitava que a sua esposa lhe era infiel.

Para impedir que a sua esposa tivesse relações com outro homem na sua ausência, pintava-lhe um burro debaixo do seu umbigo, desta forma, se lhe fosse infiel, o burro seria apagado e o engano seria descoberto. Certamente, sua esposa o traiu, o que o marido não contava é que o amante também era pintor e além disso, estava tão confiante no seu talento que, a esposa e ele fizeram amor, pois tinha certeza que seria capaz de copiar perfeitamente o jumento que tinha pintado o marido.

Quando terminam, o pintor começa a pintar um burro na barriga da esposa, entusiasmado com a sua obra, pinta ao burro uma albarda (mochila que carregam as feras de carga) Quando o marido chega, descobre o engano, pois ele não tinha pintado nenhuma albarda no burro…

Moral? Talvez… Se copiarmos seremos descobertos ou talvez a vontade de superar o próximo possa nos prejudicar… Excesso de criatividade, talvez? Tire suas próprias conclusões!

Título: “A albarda”

Autor: Pierre Subleyras | Realização: 1730 | Localização: Museu Hermitage, São Petersburgo.

Alta Cultura | Retirado do Facebook | Mural de Izabel Binhares Lopes

Crimes sexuais na Igreja Católica, uma tragédia anunciada e consolidada há séculos | por Paulo Mendes Pinto | in Público/Opinião

Paulo Mendes Pinto é o Coordenador da área de Ciência das Religiões na Un. Lusófona, onde é o responsável pelo projecto REC-XXI – Religiões, Educação e Cidadania (desde 2018), onde dirigiu o Mestrado (2007-2011) e a Licenciatura em Ciência das Religiões (2007-2017). É assessor da administração da Un. Lusófona e Director-Geral do Conselho Superior Académico do Grupo Lusófona.

Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões (2015-18) e fundador da European Academy for Religions (2017). Ver restante biografia aqui: https://cienciadasreligioes.ulusofona.pt/investigadores/paulo-mendes-pinto/


O nosso olhar tende sempre a focar-se no momento presente. É nele que temos as nossas mais diretas e imediatas questões. Contudo, quase tudo o que fazemos se relaciona com o passado, com as tradições, as heranças, a cultura. Não é que devamos relativizar, no sentido de desvalorizar, os atos com base nas justificações do passado, mas devemos tentar compreender como, por vezes, os atos do presente são legitimados e tornados, dentro das instituições, normais através de atitudes que se arrastam ao longo de séculos.

O espanto que hoje vemos nas palavras de muitos políticos e clérigos é apenas o resultado, ou de uma franca e clara ignorância, ou a máscara que importa colocar para não ver recair sobre si o mau olhar da opinião pública. Ainda ecoam na nossa memória as declarações de desvalorização de Manuel Linda, por exemplo, em 2019 (declarações à TSF a 20 de abril).

Contrariamente à postura de negação em que a Igreja Católica Portuguesa esteve, como se em Portugal nada se tivesse passado, ao contrário do que sucedera em tantos outros países, o quadro é verdadeiramente endémico e vem de uma normalidade comportamental cimentada ao longo de séculos.

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OS DOIS LOBOS | (uma lenda dos índios Cherokee)

Um jovem guerreiro, indignado e com muita raiva, chega junto de seu avô contando que sofreu uma injustiça de um amigo.

O avô ouve-o e responde:

– Deixa-me contar-te uma história…

Eu também já algumas vezes, senti grande ódio daqueles que me fizeram sofrer, sem qualquer arrependimento daquilo que me fizeram.

Todavia, o ódio corrói mas não fere o inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que o inimigo morra…

Na verdade, dentro de cada um de nós vivem dois lobos..Um deles é bom e não magoa. Vive em harmonia com todos à sua volta e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isso, e da maneira correta.

Mas com o outro lobo, já não é assim! …

Ele vive cheio de raiva! As mais pequenas coisas lançam-no num ataque de ira!

Ele briga com todos o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não consegue pensar, porque a sua raiva e o seu ódio são enormes…

Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos, pois ambos tentam dominar o nosso espírito….

O jovem olhou intensamente nos olhos do seu avô e perguntou:

– E qual deles é que vence, avô?

O avô sorri e responde baixinho:

– Vence aquele que nós alimentarmos!

Boris Johnson, Joe Biden, UE, NATO, USA, Canadá, Japão

Imanol Alvarez | Facebook | 2 de Outubro de 2022

Na hipócrita sociedade ocidental essa é uma invasão legítima… na hipócrita sociedade ocidental uns refugiados são vítimas inocentes da guerra, enquanto outros já são considerados terroristas a querer entrar na Europa.

Na hipócrita sociedade ocidental existem crimes de guerra na Ucrânia, enquanto na Palestina são considerados danos colaterais.

Na hipócrita sociedade ocidental não decretam sanções ao regime israelita, nem o acusam de crimes de guerra.

Alexandra Araújo | Facebook | 02-03-2023

UM ANO DE ESTUPIDEZ HUMANA | Miguel Sousa Tavares in Expresso, 24-02-2023

Um ano depois, a Ucrânia, sobretudo as suas pequenas cidades e aldeias do interior, continua a ser paulatinamente devastada e nem Putin conseguiu a rápida vitória que teria previsto nem a NATO conseguiu, por interposto Zelensky, correr com os russos da Ucrânia.

No terreno, a guerra de artilharia levada a cabo incansavelmente por ambos os lados, e sem saída militar à vista, é mantida, do lado russo, pelo envio constante de cada vez mais soldados para a morte e, do lado ucraniano, por uma tão persistente exigência de mais armas ao Ocidente que se atingiu a situação jamais vista de exaustão de munições nos arsenais da NATO.

Entretanto, a continuação da guerra devora economicamente a Europa e num só dia gasta-se 10 vezes mais em armas na Ucrânia do que aquilo que seria necessário para acorrer a oito milhões de sírios que dormem ao relento e morrem de fome e frio, sem auxílios internacionais, depois do terramoto de há três semanas.

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A Guarda e o Padre Isidro | Carlos Esperança

Crónica (7463 carateres) – Texto definitivo para o novo livro

O padre Isidro, feita a 4.ª classe, saiu de Vila Cova à Coelheira para entrar no seminário. Ordenado padre pelo eterno bispo da Guarda, D. José (III) Alves Matoso (1914 / 52), pastoreou Panoias de Cima onde levou o latim e a palavra do Senhor aos paroquianos do Barracão, Cerdeiral, Panoias de Baixo, Panoias do Meio, Póvoa de São Domingos, Prados e Valcovo, anexas da sede de freguesia, ampliando ainda o exercício do múnus a Gata, Monte Barro Sequeira e outras aldeias cheias de crianças e de fé.

Aguentou durante anos a chuva, o vento, a neve e as confissões nas aldeias paupérrimas onde levou o viático a moribundos, tornou cristãos os neófitos, celebrou missas, deu a comunhão, casou nubentes, fez procissões, cantou nos enterros e encomendou as almas dos que se finaram a aspergir-lhes o caixão com água benta derramada do hissope.

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Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni | Rui Simplício

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni faleceu em Roma a 18 de fevereiro de 1564, mais conhecido simplesmente como Michelangelo ou Miguel Ângelo, foi um pintor, escultor, poeta, anatomista e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.

Desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma, onde viveram os seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em Florença. Tendo o seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais representativas. A sua carreira desenvolveu-se na transição do Renascimento para o maneirismo, e o seu estilo sintetizou influências da arte da Antiguidade clássica, do primeiro Renascimento, dos ideais do humanismo e do neoplatonismo, centrado na representação da figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com enorme pujança.

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Guerra, desinformação e democracia | Carlos Branco, Major-general e Investigador do IPRI-NOVA 17 Fevereiro 2023

Para além da verdade, também a democracia está a ser vítima desta guerra. A divergência de pensamento transformou-se em delito de opinião.

Tornou-se banal admitir que a verdade é a primeira vítima da guerra. Na maioria dos casos, é um reconhecimento pouco útil porque não ajuda a aumentar as defesas contra a mentira. Não nos coloca de sobreaviso. Não eleva os níveis de alerta. Isso aplica-se ao processo comunicacional relacionado com o conflito na Ucrânia, que nos envolveu nos últimos meses.

Passado quase um ano de hostilidades, é tempo de confrontarmos os factos com os discursos. Este exercício deve ser feito independentemente de convicções pessoais, ou do apoio que se dê a uma ou à outra fação. O facto de a esmagadora maioria da comunicação social estar do lado da causa ucraniana, por muito justa que seja, não legitima nem justifica a promoção sistemática de propaganda.

Qualquer declaração do Governo ucraniano, assim como de algumas outras fontes, como sejam os serviços secretos ingleses, transformados neste conflito em agência noticiosa, é automaticamente considerada uma verdade absoluta inquestionável, por mais ilógica e inverosímil que seja. Fica isenta de contraditório, averiguação e certificação.

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O admirável mundo dos pastores | Carlos Matos Gomes

Tomemos à letra as afirmações das três religiões do Livro. Em todas elas o Deus é o Criador e todas têm um pastor, os judeus têm Moisés que trouxe da montanha os mandamentos, os Católicos têm Cristo e os muçulmanos Maomé. Para estas religiões a humanidade é o rebanho de um Senhor. É desta interpretação da humanidade que resultam todas as formas de domínio. Só muda a tecnologia.

Ao longo dos tempos a tarefa de pastorear o rebanho foi executada por profetas com a atividade certificada, pregadores, missionários, papas, ayatolhas, rabinos e por atores que exerciam a pastorícia por conta própria, génios, feiticeiros, adivinhos, bruxos e bruxas, videntes que com maior ou menor êxito participaram na massificação e na crença de uma verdade e de um pensamento único. Estes pastores determinavam o comportamento do rebanho, as modas, o que comer e quando, nada de porco, jejum e abstinência às sextas, ou aos sábados, o comprimento das saias das mulheres, a barba dos homens, as cerimónias dos casamentos, dos funerais, os dias de trabalho, os animais sagrados e os de companhia, nada de cães, estabeleciam interditos e aconselhavam sobre saúde e higiene, lavar as mãos e o traseiro, por exemplo, regulavam os processo de exercer a justiça do Criador e de levar as almas para o paraíso, crucificar, queimar, apedrejar, até existia um manual do torturador para impor respeito ao rebanho.

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Quem Ganhará o Futuro? | João Gomes

Demora muito tempo para se perceberem que as classificações, as estatísticas passadas e as previsões futuras da atividade económica das nações ao redor do mundo, projetadas por instituições ocidentais, principalmente como o FMI, o BCE e outras, estão contaminadas e, em alguns casos, são fraudulentas, para dar a impressão errada aos leitores. Isso não é diferente de como o Facebook, as pesquisa do Google, do YouTube, ou o que emite o governo dos EUA e principalmente todos os canais de média, que também projetam as notícias fortemente tendenciosas para adequar as agendas das pessoas que controlam essas instituições.

Recentemente usei algum tempo e esforço para perceber a economia da Rússia e descobrir como é que esse país, não só está a lutar contra o poder coletivo de todas as nações ocidentais mais alguns não-ocidentais (por exemplo, o Japão), sendo que a economia da Rússia é menos de um vigésimo do coletivo ocidental e a guerra moderna é altamente dependente da economia, industrial, base de recursos e detalhes científicos das partes envolvidas. No papel, o ocidente coletivo tem mais de vinte vezes a economia, e uma alta capacidade financeira, social e industrial. A Rússia tem sido frequentemente descrita de forma desprezível como um país que é pouco mais do que uma nação que tem fontes de energia, governado por um ditador déspota.

Se a previsão económica e os cálculos da base industrial estiverem corretos, então, considerando o ataque a todas as frentes, militares, económicos e tudo mais, dirigido contra a Rússia pelos EUA/OTAN, então a Rússia deveria ter sido desmembrada, cortada e devorada um mês após o início das hostilidades. Mas, pelo que parece, o ocidente coletivo está falhando redondamente. Isto é um forte indício de que a projeção ocidental da maioria dos dados, incluindo a economia, é fraudulenta e tem vindo a desinformar as pessoas sobre os factos e a enganá-las no caminho.

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Não à guerra NATO/EUROPA Ocidental contra a RÚSSIA

Emmanuel Macron e António Costa deveriam apoiar a declaração de Scholz. Recusa absoluta de guerra entre NATO e RÚSSIA.

Os países Europeus devem suspender o envio de armas. E afirmá-lo claramente a Joe Biden/USA

Os USA e seu CMI que façam a guerra sozinhos. Têm poder suficiente para isso. Não podem servir-se da EUROPA para o fazer.

Arte de Amedeo Bocchi, “Melancolia” 1932

O HOMEM QUE SALVOU O MUNDO – Stanislav Petrov | Viriato Soromenho Marques | Opinião/DN

Quase duas gerações depois do fim da guerra-fria, eis-nos de regresso a uma escalada bélica que tem como limite a sombria possibilidade de uma hecatombe nuclear.

Num artigo recente no Financial Times, John Tornhill analisava o debate que está a ser travado nos EUA para dar mais tempo aos decisores que sejam confrontados com um aviso, eventualmente falso, de ataque com mísseis balísticos, de modo a evitar o risco de uma guerra por acidente. Tornhill recordou, a propósito, a decisão do tenente-coronel soviético Stanislav Petrov (1939-2017), que em 26 de setembro de 1983 terá evitado a morte violenta de centenas de milhões de pessoas.

Em 1983 as tensões entre o Ocidente, liderado pelos EUA do vigoroso Reagan, e a URSS do debilitado Yuri Andropov estavam num pico de tensão alarmante.

Como se não bastasse a corrida aos armamentos na Europa – a chamada crise dos euromísseis – a 1 de setembro o voo 007 das Korean Air Lines, depois de ter violado o espaço aéreo soviético, acabou por ser abatido pela aviação de Moscovo. Os erros de navegação do avião civil e a precipitação do piloto do SU-15 transformaram um incidente menor numa tragédia em que pereceram 269 pessoas.

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Adam: Giselle (The Royal Ballet)

Giselle remains one of the most popular Romantic ballets of all time. The story brings together an engaging mix of human passions, supernatural forces, and the transcendent power of self-sacrificing love. The production by Sir Peter Wright catches the atmosphere of this great Romantic ballet, especially in the perfection of its White Act, with ghostly maidens drifting through the forest in spectacular patterns — one of the most famous of any scenes for the corps de ballet. Giselle dances with lightness and fragility, giving the impression of floating through the mist. This is one of The Royal Ballet’s most loved and admired productions, faithful to the spirit of the 1841 original yet always fresh at each revival.

This performance features former Bolshoi star and now Royal Ballet principal Natalia Osipova in a breath-taking interpretation of the title role. Giselle: Natalia Osipova Albrecht: Carlos Acosta Orchestra of the Royal Opera House Choreography Marius Petipa after Jean Coralli and Jules Perrot Conductor Boris Gruzin Recorded live at the Royal Opera House, January 2014

Scholz e Macron pedem um fortalecimento da “soberania” da União Europeia | História de Lusa | in ECO.pt

O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, apelaram hoje ao fortalecimento da “soberania” da União Europeia e da sua capacidade para moldar a ordem internacional, posição defendida na véspera de um Conselho de Ministros franco-alemão.

A UE enfrenta um desafio essencial de “garantir que a Europa se torne ainda mais soberana e tenha capacidades geopolíticas para moldar a ordem internacional”, referiram os dois governantes no diário Frankfurter Allgemeine Zeitung, antes do 60.º aniversário do Tratado do Eliseu, que será celebrado no domingo com um programa que inclui um conselho de ministros conjunto.

Para Macron e Scholz, a Europa deve investir mais nas suas Forças Armadas e na sua indústria de armamento. “As melhores capacidades europeias e um pilar europeu mais forte dentro da NATO também nos tornam um parceiro mais forte no Atlântico e nos Estados Unidos – mais bem equipados, mais eficientes e mais poderosos”, apontaram.

O tratado com o nome do palácio presidencial francês foi assinado em 22 de janeiro de 1963, em Paris, pelos então chefe de Estado da França, Charles de Gaulle (1890-1970), e de Governo da Alemanha Ocidental, o chanceler Konrad Adenauer (1876-1967). O acordo, considerado como um exemplo de reconciliação entre antigos inimigos, estabeleceu mecanismos de consulta e cooperação em política externa, integração económica e militar, e intercâmbio de formação de estudantes.

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Era tão bom governar sem povo | por Francisco Louçã in Jornal Expresso, 20-01-2023

Dois do poemas mais conhecidos de Bertolt Brecht, que de algum modo resumem as agruras da sua vida, foram dedicados a governantes em momentos cruciais da história. Um deles, da década de 1930, parodia os discursos do governo nazi, abrindo com os seguintes versos: “Todos os dias os ministros dizem ao povo/ Como é difícil governar. Sem os ministros/ O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima”, e sabem como continua. O outro foi escrito duas décadas depois, a propósito da repressão do governo estalinista contra a revolta popular que começou em Berlim-Leste, concluindo que “O povo perdeu a confiança do governo/ E só à custa de esforços redobrados/ Poderá recuperá-la. Mas não seria/ Mais simples para o governo/ Dissolver o povo/ E eleger outro?”. Nos dois casos e em circunstâncias diferentes, os poemas respondem a tiranias. No entanto, há nesta poesia um outro traço comum, para além da sátira do discurso justificativo da prepotência, que é a desconstrução da distância. Em política, e muito atento, Brecht obrava de modo contrário ao que propunha em teatro: no primeiro caso queria denunciar e destruir a opressão baseada na distância do poder, no outro queria criar distância para evitar a identificação alienada dos espetadores com quem representava uma peça que não constituía a realidade. A realidade é suja, o teatro queria ser épico; uma engana, o outro mostra.

O processo de ocultação e de justificação narcísica pelos governantes, em todo o caso, não é uma particularidade da tirania que Brecht combatia nos dois casos. Sob formas variadas, é a própria essência da ocupação do espaço público pelo discurso do poder, ou do seu investimento na criação de um senso comum conformista. A política económica portuguesa e europeia é um exemplo transparente desse modo de dominar.

Masoquismo

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Maria Callas, La Divina | Greatest Opera Arias | Tosca, La Traviata, Norma, La Bohème… | 1h58m53s

MARIA CALLAS – OPERA ARIAS

00:00 UNA VOCE POCO FA • Gioacchino Rossini “Il Barbiere Di Siviglia” 06:48 VISSI D’ARTE • Giacomo Puccini “Tosca” 10:04 ADDIO DEL PASSATO • Giuseppe Verdi “La Traviata” 13:31 SICILIANA • Giuseppe Verdi “I Vespri Siciliani” 17:30 CASTA DIVA • Vincenzo Bellini “Norma” 24:45 SÌ, MI CHIAMANO MIMÌ • Giacomo Puccini “La Bohème” 29:32 UN BEL DÌ VEDREMO • Giacomo Puccini “Madama Butterfly” 34:02 AH, FORS’È LUI – SEMPRE LIBERA • Giuseppe Verdi “La Traviata” 42:21 PACE, PACE MIO DIO • Giuseppe Verdi “La Forza Del Destino” 48:46 QUAL FIAMMA AVEA NEL GUARDO • Ruggero Leoncavallo “I Pagliacci” 53:28 EBBEN NE ANDRÒ LONTANA • Alfredo Catalani “La Wally” 58:16 MIO BABBINO CARO • Giacomo Puccini “Gianni Schicchi” 1:00:48 MADRE MIA • Amilcare Ponchielli “La Gioconda” 1:02:41 QUANDO, RAPITO IN ESTASI • Gaetano Donizetti “Lucia Di Lammermoor” 1:07:41 TACEA LA NOTTE PLACIDA • Giuseppe Verdi “Il Trovatore” 1:13:50 SPARGI D’AMARO PIANTO • Gaetano Donizetti “Lucia di Lammermoor” 1:18:00 GIASON! DEI TUOI FIGLI LA MADRE • Luigi Cherubini “Medea” 1:25:27 SIGNORE, ASCOLTA • Giacomo Puccini “Turandot” 1:27:56 OMBRA LEGGERA • Giacomo Meyerbeer “Il Perdono Di Ploermel” 1:33:35 SUICIDIO! • Amilcare Ponchielli “La Gioconda” 1:38:11 CARO NOME • Giuseppe Verdi “Rigoletto” 1:44:56 HO VISTO IL FIGLIO SUL MATERNO SEN • Richard Wagner “Parsifal” 1:52:44 UNA MACCHIA È QUI TUTTORA • Giuseppe Verdi “Macbeth”

POEMA DE MARIA EUGÉNIA CUNHAL, DEDICADA A SEU IRMÃO, ÁLVARO CUNHAL

QUANDO VIERES

Encontrarás tudo como quando partiste.

A mãe bordará a um canto da sala

Apenas os cabelos mais brancos

E o olhar mais cansado.

O pai fumará o cigarro depois do jantar

E lerá o jornal.

Quando vieres

Só não encontrarás aquela menina de saias curtas

E cabelos entrançados

Que deixaste um dia.

Mas os meus filhos brincarão nos teus joelhos

Como se te tivessem sempre conhecido.

Quando vieres

nenhum de nós dirá nada

mas a mãe largará o bordado

o pai largará o jornal

as crianças os brinquedos

e abriremos para ti os nossos corações.

Pois quando tu vieres

Não és só tu que vens

É todo um mundo novo que despontará lá fora

Quando vieres.

Maria Eugénia Cunhal, in “Silêncio de Vidro”

Os Leopardos de Davos | por Carlos Matos Gomes

O Ocidente reuniu-se em Davos para decidir a emprego dos Carros de Combate (tanks) Leopardo na Ucrânia. O título parece cabalístico, mas não encontrei melhor para resumir o atual estado da guerra que está a decorrer na Ucrânia. Ler as entrelinhas da imprensa internacional ajuda a perceber.

O jornal Le Monde de 18 de Janeiro publicava: “No Forum económico de Davos o fim da mundialização (globalização) está na cabeça de todos. A guerra comercial entre a China e os Estados –Unidos assim como a corrida às subvenções estatais para manter ou recuperar as fábricas (reindustrialização) serão os temas principais da reunião. (Protecionismo liderado pelos Estados Unidos). A mundialização morreu, a livre troca morreu, reconheceu o patrão do fabricante de chips TSMC diante do presidente Biden, e dos patrões da Apple, AMD ou Nvidia, alguns dos seus principais clientes. Biden, ao intensificar a guerra comercial contra a China desencadeada por Trump deu o golpe de misericórdia na globalização, interditando as exportações de tecnologia para a China e despejando torrentes de subsídios do Estado (liberal?) para atrair empresas de regresso à América depois da moda da deslocalização”.

Em conclusão, a verdadeira guerra trava-se entre os Estados Unidos e a China, que já tem um PIB superior. A globalização foi um estratagema para os Estados Unidos imporem a sua supremacia e durou enquanto lhes conveio. Os crentes no neoliberalismo vão ter de se reconverter, virar casacas e cantar loas e salmos ao protecionismo. As Business Scholl, que funcionaram como madrassas do neoliberalismo vão passar a estudar Marx e Keynes, do antecedente proscritos.

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Beethoven | 9ª Sinfonia | Ode a Alegria | Hino oficial da União Européia

Ode à Alegria é uma das canções mais populares do piano. Tornou-se mesmo o hino oficial da União Européia porque celebra a fraternidade e a unidade. Originalmente inspirado no poema de Friedrich Von Schiller An die Freude, escrito em 1785, a quarta parte da Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, transformou o poema em música em 1824.

É urgente o Amor | Eugénio de Andrade | Nascimento 19 de janeiro de 1923

Nasceu há 100 anos, na Póvoa de Atalaia, Fundão, mas radicou-se no Porto onde viveu quase toda a sua vida.

Identificou-se profundamente com a cidade, mas nunca renegou a sua ligação íntima com o mundo rural onde foi criado. Era – É – o poeta do corpo, da terra, do amor.

Apesar de nos ter deixado fisicamente em 2005, mantém, por isso, uma presença indelével.

Obrigado Eugénio de Andrade.

“É urgente o Amor,

É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.

É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,

e a luz impura até doer.

É urgente o amor,

É urgente permanecer.”

Reirado do Facebook | Mural de Manuel Pizarro

Messi ou Maradona: Lionel Scaloni elege o melhor

Entrevistado pela estação de rádio espanhola COPE, o treinador argentino Lionel Scaloni escolheu o melhor entre Lionel Messi e Diego Armando Maradona: “Se eu tivesse de escolher um entre estes dois seria Leo. Tenho uma ligação especial com ele. Ele é o melhor jogador de todos os tempos, embora Maradona também fosse obviamente fantástico.”

ARTURO PÉREZ-REVERTE | Estão a apagar a História dos planos curriculares dos jovens

“O problema que há hoje na Europa, em Espanha e em Portugal é que estão a apagar a História dos planos curriculares dos jovens, e estes crescem sem saber História. Se não se conhece a História, não se tem ferramentas para se conhecer o presente. Somos o que somos porque fomos o que fomos no passado, e Espanha e Portugal não se explicam sem todos esses séculos de memória. Não ensinar a História aos jovens, não os levar a museus onde vejam quadros, a origem de onde tudo vem, é condená-los à orfandade, e, quando alguém é órfão, qualquer um pode dizer que é seu pai, é esse o perigo. Um órfão é muito manipulável. Estamos a criar gerações de órfãos, e isso é muito triste e muito perigoso.”

MOZART’S LETTERS

* Mozart wrote nearly 650 compositions – According to Kochel’s counting ( 1863 ) REQUIEM IN D Minor is the 626 piece Mozart composed.

* Over and above this activity he also found time to pen more than 1200 letters, making him one of the most prolific writers of his era.

Numerous love letters to his wife Constanze, his father Leopold, his sister Nannerl, his friend composer Joseph Haydn …, have come down to us.

– He loved to play with words, not only in his native German but in French and occasionally Italian as well.

Mozart wielded words as easily as he did musical notes.

Sometimes he played with the words themselves. For example, he often jokingly signed letters Trazom Gnagflow, his name in retrograde.

– Mozart’s letters show he knew his worth as a musical genius even though he always came up empty handed i job hunts:

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O povo português na arte de Álvaro Cunhal | in vermelho.org.br | por Cezar Xavier

Faz 17 anos que perdemos o revolucionário Álvaro Cunhal. Além de seu legado no coração do povo português, seu humanismo estético está na arte deixada para apreciação. 14/06/2022

Faz 17 anos que o mundo perdeu Álvaro Cunhal, em 13 de junho de 2005. Ainda que um gigante revolucionário do povo português, Cunhal também era um poeta, sempre refletindo sobre arte, mesmo no cárcere, onde não deixou de expressar-se por meio de desenhos. Desta forma, olhar para seus sinuosos desenhos dramáticos e sombrios, retratando seu Portugal sob a ditadura de Salazar, é uma forma de evocar sua luta. Mesmo na escuridão da prisão, enxergava a realidade de seu povo melhor que aqueles que estavam fora dela. A liberdade nem sempre está na possibilidade de ir e vir.

Dez anos sem a presença inspiradora de Álvaro Cunhal

O amigo e camarada Rogério Ribeiro relata de quando acompanhou-o em viagens na apresentação do seu livro A arte, o artista e a sociedade. “Era comovente ver o seu entusiasmo quando propunha à plateia que ouvisse um pequeno trecho gravado. Uma voz feminina, cantando, elevava-se como uma lâmina aguda ganhando o silêncio da sala, numa breve melodia de rara beleza pela extensão e pela qualidade e timbre da voz. Depois perguntava: Sabem o que ouviram? Não é uma diva, é uma camponesa de Trás-os-Montes num canto de trabalho”.

Álvaro Cunhal, uma vida de luta pela liberdade e o socialismo

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Actriz | Jane Russel

Ernestine Jane Geraldine Russell (21 de junho de 1921 – 28 de fevereiro de 2011) foi uma atriz, cantora e modelo norte-americana. Ela foi um dos principais símbolos sexuais de Hollywood nas décadas de 1940 e 1950. Ela estrelou em mais de 20 filmes.

Russell mudou-se do Meio-Oeste para a Califórnia, onde teve seu primeiro papel no cinema em The Outlaw (1943), de Howard Hughes. Em 1947, Russell mergulhou na música antes de retornar aos filmes. Depois de estrelar em vários filmes na década de 1950, incluindo Gentlemen Prefer Blondes (1953), Russell retornou novamente à música enquanto completava vários outros filmes na década de 1960.

Russell se casou três vezes, adotou três filhos e, em 1955, fundou o Waif, o primeiro programa internacional de adoção. Ela recebeu vários elogios por suas realizações no cinema. Sua mão e pegadas foram imortalizadas no pátio do Teatro Chinês de Grauman. Uma estrela com seu nome foi colocada na Calçada da Fama de Hollywood.

https://en.wikipedia.org/wiki/Jane_Russell

Dia de recordar Simone de Beauvoir (9 de janeiro de 1908 -14 de abril de 1986) | Bertrand Livreiros

Conhecida como ícone feminista, Simone de Beauvoir foi escritora, ativista, professora, socióloga e filósofa (apesar de nunca se ter considerado como tal). Tendo escrito sobre os mais variados assuntos, desde romances a ensaios, é pelo livro O Segundo Sexo, um verdadeiro tratado sobre a condição da mulher ao longo da História, que é mais conhecida. Neste, escreveu uma das suas ideias mais célebres, marcada pela sua teoria existencialista de que a existência antecede a essência: Não se nasce mulher, torna-se mulher.

Sugestão: O Segundo Sexo – vol. 1

Disponível aqui: bit.ly/segundo_sexo_

Mário Soares – 6.º aniversário da sua morte (Texto atualizado) | por Carlos Esperança

Foram homens notáveis os líderes dos partidos que moldaram a arquitetura do regime. Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro e Freitas do Amaral, representando cada um interesses de classe divergentes e visões diferentes do mundo, constituíram uma plêiade de políticos à altura dos heroicos capitães de Abril.

As circunstâncias fazem os homens, mas há homens que ajustam as circunstâncias e se projetam na História dos povos. Soares é um exemplo paradigmático.

Mário Soares foi, nos seus defeitos e virtudes, à semelhança de Churchill, Roosevelt ou De Gaulle, um político de dimensão internacional e a figura que deixou maiores marcas nesta segunda República que devemos ao MFA.

Combatente antifascista, sofreu perseguições, prisões e exílios até se tornar o homem de Estado e a grande referência da República nascida em 25 de Abril de 1974.

Todos os democratas acabaram por votar nele, pelo menos uma vez. A sua dimensão de Estadista e o amor à liberdade fizeram dele o alvo dos afetos e dos ódios que perduram na ignóbil petição à Assembleia da República, certamente assinada pela escória fascista, a pedir aos deputados a recusa do seu nome na toponímia de um aeroporto.

É também por isso que, tendo estado tantas vezes do lado oposto ao seu, sinto o dever patriótico de lhe render a mais viva homenagem no 1.º aniversário da sua morte.

Mário Soares, republicano, laico e democrata, foi o maior vulto desta segunda República Portuguesa.

Luís Vaz de Camões e Os Lusíadas | Um passeio pela História | por João Luis Gomes

Filho de Simão Vaz de Camões, e Ana de Sá, da pequena nobreza, Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa por volta de 1524, e era descendente de Vasco Pires de Camões, um trovador galego, guerreiro e fidalgo, que se mudara para Portugal em 1370. Camões teve uma boa e sólida educação, e ainda jovem teria recebido um sólida educação nos moldes clássicos da época, dominando latim, literatura e história e tendo recebido grande parte da sua formação na Universidade de Coimbra.

Camões era um conhecido boémio frequentador da corte de D. João III, onde era reconhecido como poeta lírico, enquanto ao mesmo tempo se envolvia, segundo a tradição, em amores com damas da nobreza e, possivelmente, plebeias também, pois a sua vida boémia levava-o a frequentar frequentemente as tavernas de Lisboa. Reza a história que por conta de amor frustrado, autoexilou-se no Norte de África, alistando-se como soldado em Ceuta onde ficou dois anos e onde perdeu o olho direito numa batalha.

Posteriormente decide partir para a India, comprovado por um documento datado de 1550 em que o dá como alistado para viajar: “Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, moradores em Lisboa, na Mouraria; escudeiro, de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses… entre os homens de armas”.

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PELÉ é o único jogador que ultrapassou os limites da lógica | Johan Cruyff

🇳🇱Cruyff: “Pelé é o único jogador que ultrapassou os limites da lógica”.

🇬🇧Ferguson: “Pelé é o melhor jogador de todos os tempos”.

🇦🇷Di Stefano: “Pelé era melhor que Messi e Cr7″.

🇩🇪Franz Beckenbauer: “Pelé é o melhor jogador de todos os tempos, é o jogador mais completo que já vi”.

🇦🇷Menotti: “Quando falarmos de futebol a Pelé não o ponhas nunca porque Pelé é de outro planeta. É uma mistura de Cruyff, Maradona, Di Stefano e Leo Messi.”

🇦🇷Gatti: “A Pelé tem que separá-lo, depois pode falar dos outros”.

🇦🇷Basile: “Pelé foi o melhor jogador que vi jogar, não vi nada parecido”.

🇧🇷Rivelino: “Para o meu Pelé é de outro mundo”.

🇫🇷Just Fontaine: “Quando vi Pelé jogar, soube que devia pendurar as botas”.

🇬🇧Bobby Charlton: “Às vezes sinto que o futebol foi inventado para este jogador mágico”.

🇬🇧Bobby Moore: “Pelé foi o jogador mais completo que já vi. Magia no ar. Rápido e poderoso, corria mais do que qualquer outro jogador. Parecia um gigante dentro do campo. Equilíbrio perfeito e visão impossível.”

🇧🇷Ronaldo: “Concordo com todos que Pelé tem sido o melhor e o maior”.

🇦🇷Maradona: “Pelé pode ser o melhor de todos os tempos”.

🇵🇹Cristiano Ronaldo: “Pelé só haverá um no mundo”.

🇮🇹 Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa dos anos 70. Pensei: “É feito de carne e osso, como eu.” Eu estava errado.”

🇮🇹Fachetti, zagueiro italiano na Copa México de 1970: “Subimos juntos, fora de tempo, a cabecear uma bola. Eu era mais alto e mais impulso. Quando desci no chão, olhei para cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, em cima, acenando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.”

🇫🇷Platini: “Está Pelé o homem e depois Pelé o jogador de futebol, e jogar como Pelé é jogar como Deus”.

A última dança do rei ⚽🏆⬇️

Camarón de la Isla e Tomatito | Malaga 1990 completo

Elwes pez del Tiétar

Qué decir? De Tomatito: Su pulgar, su expresividad, a veces gozando, a veces penando… Gran flamenco. Maestro de maestros. Pa’quitarse el sombrero. De Camarón: Poco puedo añadir que no se haya dicho ya… Puro, el más grande. Capaz de llorar por bulerías y de sonreír por soleá. Inspiración y orgullo. Gracias a los dos Josés por darnos el mejor concierto flamenco de la historia (y que Paco me perdone por mis palabras) ️

2022 à la minute  –  On my own | Carlos Matos Gomes

Gosto mais da frase em inglês — on my own — do que em português: só comigo.

A minha intenção ao escrever este texto sobre o ano de 2022 é a mesma dos solitários que fazem desenhos na areia: entreterem-se enquanto falam consigo próprios. Depois, quem passa olha, se lhe apetecer acrescenta, apaga, ou distorce. E segue o seu caminho. A nova maré levará a obra. O desenhador irá olhar o vazio para lá do horizonte.

Bom ano de 2023.

Personalidades portuguesas:

– Marta Temido, a sua equipa e o SNS. A frágil ministra, juntamente com o seu sereno secretário de Estado, enfrentaram o mais poderoso e desapiedado gangue do planeta: o dos industriais e comerciantes da saúde. Os Serviços Nacionais de Saúde são uma ofensa inadmissível para os mercadores dos medicamentos, dos hospitais e clinicas, dos laboratórios e fábricas de equipamentos. Marta Temido e o seu secretário, mais da Diretora Geral da Saúde enfrentaram-nos. Se tivessem a mais pequena sombra no seu currículo, nas suas vidas privadas estariam entregues aos bichos, aos liberais! E nós, os cidadãos, com eles.

– Os “uberistas”, sejam os condutores de automóveis sejam os distribuidores de comida às costas que respondem às app e aos Tm. São os novos escravos, sem esquecer os importados para os trabalhos agrícolas. Eles antecipam o futuro das sociedades ditas desenvolvidas, e neoliberais, a par dos “colaboradores” em teletrabalho e dos robôs.

Personalidades Internacionais:

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O suicídio da social-democracia — onde está a Internacional Socialista? | Carlos Matos Gomes

Minhas amigas e meus amigos, com antecipadas desculpas por este texto fora de moda e de época. Os tempos de celebrações são de esquecimento e despreocupação. O mundo andará sem nós. Não parece fazer sentido falar da morte ou da hibernação, ou da hasta mais ou menos pública, ou de OPA mais ou menos hostil,  de uma certa ideia de governo dos povos, simpática, por sinal, e agradável, como é, ou foi a social democracia europeia no pós-guerra. 

Dentro de dias teremos um ano novo no calendário. O impasse em que estamos não terminará com a mudança de folha. Os meus desejos sinceros de Bom Ano Novo não têm, infelizmente, o poder de alterar a realidade. Este texto não apresenta boas notícias, e não é por eu ser um pessimista, mas porque estou como o homem velho no cimo da montanha de que falava Nietzsche em Assim Falava Zaratustra, vejo os vales e as nuvens no horizonte. Um Bom Ano e desculpem o incómodo. Há com certeza leituras mais animadoras e mais adequadas à época. Que raio de lembrança: a cataplesia da social-democracia no Natal!

Mas, boas festas para todos.

Carlos Matos Gomes


As burguesias: industriais, proprietários de bens de raiz, de rendimentos palpáveis, comerciantes regionais, altos funcionários foram o motor das sociedades capitalistas e demoliberais que tomaram o poder na Europa após as revoluções dos séculos XVIII em França, na Inglaterra e na Alemanha e no século XX na Rússia. Foram as classes médias europeias (as burguesias) que decidiram o colonialismo para se apropriarem das matérias-primas de África e que estiveram na origem de duas guerras mundiais.

O colonialismo e a Segunda Guerra estão na raiz da atual ordem no mundo. O colonialismo resultou das necessidades de matérias primas pela indústria da revolução industrial e a Segunda Guerra resultou das respostas das burguesias nacionais aos movimentos operários (os camponeses transformados em operários — proletários) que geraram o complexo fenómeno que por facilidade designamos comunismo. O nazismo foi uma resposta ao comunismo, a outra foi a social-democracia — os católicos referem a democracia cristã e a encíclica Rerum Novarum, do papa Leão XIII e publicada em 1891, mas esta é mais uma “orientação” para limitar a exploração gerada pelo liberalismo capitalista do que para alterar a ordem social e a hierarquia das classes.

(Adivinho o comentário: compara o nazismo à social-democracia! — não, o que quero dizer é que o mesmo problema (no caso a revolta dos proletários) pode originar diferentes soluções políticas e que reconhecer a diversidade de opções é a base do pluralismo. Depois há soluções melhores, piores e péssimas.)

Partindo desses pressupostos, chegamos ao artigo de Alexis Corbiére no Nouvelle Observateur, L’Obs para os amigos e ao artigo de Novembro: Porque não sou social-democrata.

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Amílcar Cabral e a Ordem da Liberdade  |  a visão do futuro de Marcelo Rebelo de Sousa

Dia 10 de Dezembro, no âmbito de uma visita a Cabo Verde para participar na cerimónia de doutoramento Honoris Causa a título póstumo de Amílcar Cabral, o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou com o colar da Ordem da Liberdade o fundador do PAIGC, o partido independentista da Guiné e Cabo Verde.

A Ordem da Liberdade é uma ordem honorífica portuguesa, criada após o 25 de Abril de 1974, que se destina a distinguir serviços relevantes prestados na defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação do Homem e à causa da liberdade. A Ordem da Liberdade pode ser atribuída a entidades portuguesas e estrangeiras.

Amílcar Cabral cumpre com distinção os requisitos. Apenas por curiosidade, à data da morte e durante toda a sua vida, Amílcar Cabral foi oficialmente cidadão da República Portuguesa! Mais, foi um cidadão da luta pela dignidade de todos os povos do mundo, em particular dos que estiveram sujeitos ao domínio do colonialismo. No pós-Segunda Guerra Mundial, como resultado da nova ordem internacional, da perda de centralidade da Europa, da emergência de novos valores entre os povos do mundo, impôs-se o Movimento Descolonizador como novo paradigma e o colonialismo foi considerado pela Assembleia Geral das Nações Unidas um crime contra a humanidade!

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A NATO E AS ORIGENS DA GUERRA NA UCRÂNIA | Embaixador americano John Matlock Jr

Artigo publicado pelo embaixador americano John Matlock Jr., em fevereiro deste ano, recordando o erro que foi a desnecessária expansão da NATO para leste e o perigo extremo de um confronto com a Rússia a que nos poderia – pode levar a situação na Ucrânia.

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Após a queda da União Soviética, eu disse ao Senado que a expansão nos levaria até onde estamos hoje.

Jack F. Matlock Jr. , Embaixador

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Hoje enfrentamos uma crise evitável entre os Estados Unidos e a Rússia que era previsível, intencionalmente precipitada, mas pode ser facilmente resolvida pela aplicação do bom senso.

Mas como chegamos a este ponto?

Permitam-me, como alguém que participou das negociações que acabaram com a Guerra Fria, trazer um pouco da história para lidar com a crise atual.

Todos os dias nos dizem que a guerra pode ser iminente na Ucrânia. As tropas russas, dizem-nos, estão se concentrando nas fronteiras da Ucrânia e podem atacar a qualquer momento. Os cidadãos americanos estão sendo aconselhados a deixar a Ucrânia e os dependentes da equipe da embaixada americana estão sendo evacuados. Enquanto isso, o presidente ucraniano alertou contra o pânico e deixou claro que não considera uma invasão russa iminente. Vladimir Putin negou que tenha qualquer intenção de invadir a Ucrânia. Sua exigência é que cesse o processo de inclusão de novos membros na OTAN e que a Rússia tenha a garantia de que a Ucrânia e a Geórgia nunca serão membros.

O presidente Biden se recusou a dar tal garantia, mas deixou claro sua disposição de continuar discutindo questões de estabilidade estratégica na Europa. Enquanto isso, o governo ucraniano deixou claro que não tem intenção de implementar o acordo alcançado em 2015 para submeter as províncias de Donbass na Ucrânia com um alto grau de autonomia local – um acordo com Rússia, França e Alemanha que os Estados Unidos endossaram.

Essa crise era evitável?

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Marcelo dá recado à UE e recorda que há outros focos de guerra | in Notícias ao Minuto

Para Marcelo Rebelo de Sousa, a paz tem um significado concreto, salientando que “não há paz sem desenvolvimento, sem justiça económica e social, sem liberdade”.

O Presidente da República considerou hoje que a União Europeia esteve em “autocontemplação” e “continua a não saber encontrar maneira de se relacionar com África”, relembrando que, além da Ucrânia, há outros focos no mundo que ameaçam a paz.

Marcelo Rebelo de Sousa assumiu esta posição na Igreja de São Domingos, em Lisboa, onde inaugurou, em conjunto com a ministra da Defesa Nacional, uma mostra expositiva alusiva à vigília da Capela do Rato, que começou em 30 de dezembro de 1972, e participou numa conversa sobre o tema “A Paz é Possível: afirmação impossível?”, organizada pela Comissão Comemorativa dos 50 anos do 25 de abril.

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A decadência da sociedade ocidental | por António Jorge

A Europa Ocidental, é hoje uma realidade sem futuro, por ser um tipo de sociedade desumana que é dirigida por mentirosos e psicopatas políticos-sociais criminosos ao serviço de quem os usa.

A palavra Democracia tão abusivamente utilizada, é apenas propaganda feita para iludir e enganar idiotas e propagandistas pagos pelo sistema.

Só não vê quem não quer… onde está o futuro… que não se vê… mesmo com óculos graduados?

– Basta-nos ver o que não devíamos ter de ver… os programas televisivos idiotizados, vazios de interesse cultural e social, para perceber a realidade a que chegamos.

Não se trata de um desabafo circunstancial… ou de critica política, nem de uma noite mal dormida… Não tive nenhum pesadelo… mas acordado e a pensar que tipo de sociedade é esta?

Empurram-nos para a guerra, sem ninguém se meter com nós e justificado por traições e mentiras feitas contra os povos da Europa Ocidental, através de comissários políticos que ninguém elegeu em nome do povo ordeiro… que como carneiros seguem a caminho do matadouro e enganados por tanta mentira sórdida à solta.

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O ESTRANHO DESAPARECIMENTO DA OSCE | por Carlos Matos Gomes

O que aconteceu à OSCE? Finou-se em segredo! Raptaram-na? O desaparecimento da OSCE tem um significado: a tentativa dos EUA de impedir o multilateralismo nas relações internacionais.

A guerra na Ucrânia, é um dos resultados do desaparecimento da OSCE e da reposição da ordem bipolar — bons e maus; nós e os outros — da guerra fria. O desaparecimento sem dor nem deixar rasto da OSCE é a vitória da política de confronto, de alinhamentos, da ideia de quem não é por mim é conta mim, da visão do mundo a preto e branco. Os atuais dirigentes europeus enfiaram a Europa nesse beco sem nada terem perguntado aos europeus. Antes pelo contrário, ludibriando-os, iludindo-os, metendo questões inconvenientes debaixo do tapete. Onde está OSCE?

A OSCE — a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa — desapareceu. Segundo as notícias antigas, incluindo do governo português no seu site, a dita criatura havia nascido na sequência de um processo político, iniciado em 1973, intitulado “Conferência para a Segurança e Cooperação na Europa” (CSCE), que visava melhorar o clima entre o bloco soviético e o bloco NATO, e reforçado em 1990, com a “Carta de Paris para uma nova Europa”, adotada na sequência do fim da União Soviética.

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O recorde de Eusébio e os coreanos | João Querido Manha

“Colored” e “olhos em bico” foram duas expressões que aprendi em 1966, por altura do histórico Eusébio versus Coreia do Norte. Eram usadas nos jornais que me ensinaram a ler, sobretudo o Diário Popular, como compreensíveis e lógicas, carinhosas até, sem vislumbre de xenofobia ou ódio. Era o “velho normal”.

Dos coreanos, dizia-se meio a brincar, meio a sério, que eram todos iguais, que todos se chamavam Park qualquer coisa, que talvez tivessem substituído os onze da primeira parte por outros onze ao intervalo e que podia ter sido isso, não a sua qualidade atlética nem o efeito surpresa, a provocar a eliminação prematura da poderosa Itália. Quando a “equipa da Disney”, como lhe chamou Otto Glória pela comicidade dos passinhos de corrida, vencia Portugal por 3-0 aos 25 minutos de jogo, esses eram os comentários que ouvia à minha volta: “olhem como eles correm, parece que são mais que os nossos e ao intervalo ainda vão trocá-los por outros iguais, isto não devia ser permitido!”

Mas a fé em Eusébio, aquele ‘sprint’ com bola pelo lado esquerdo até ser derrubado dentro da área, a frieza a marcar os penaltis, a tranquilidade corajosa, o cavalheirismo na vitória, a liderança natural e a classe insuperável tudo dissolveram, como uma barrela ao preconceito. A maior reviravolta da história dos campeonatos do Mundo, um recorde irrepetível!

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1640 | DEANA BARROQUEIRO

(O POETA, O PROSADOR, A PROFESSA E O PREGADOR)


«1640» é o título do que considero o meu principal romance, que me levou 13 anos a fazer, embora alternando com outros de mais fácil construção. É a data em que os portugueses dos três Estados – povo, clero e nobreza – se revoltaram contra o governo dos burocratas, a mando de um Rei estrangeiro (D. Filipe IV de Espanha),, que os humilhava e esmagava, e soltaram o grito de liberdade, elegendo um Rei português, Dom João IV, para tomar o destino do país nas suas mãos, defendê-lo dos predadores e fazê-lo sair da crise pelos seus próprios meios.
A acção decorre num período de cinquenta anos (1617-1667), riquíssimo em acontecimentos, dramas e personagens, num Portugal esgotado que tentava desesperadamente sobreviver como país independente, acossado por nações inimigas – a Espanha e as suas aliadas –, mas também pelas «amigas» de longa data, como a Inglaterra e a França, que impuseram condições esmagadoras em troca da sua ajuda.

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O Trapaceiro de Kiev | por António Jorge

Pela boca morre o peixe… e o trapaceiro… também.

– O comediante no poder em Kiev… sentenciou que só negociaria a paz com a Rússia, depois de Putin sair de cena… com um seu substituto… e que a seu tempo há-de surgir, porque nada nem ninguém é eterno

Obviamente… que pelo tempo, a sua decisão será confirmada… o tempo não tem tempo certo… e sempre se renova… ele sabe que Putin um dia… não se sabe quando, deixará de ser o presidente da Rússia!

Até lá… bem pode esperar sentado… até que o frio congele e despedace e destrua completamente a Ucrânia!

E tudo nos parece indicar… que o comediante demagogo, que Não se pode levar a sério… apesar da sua farsa criminosa…

– E assim… cabe em primeiro lugar ao povo ucraniano por razões de sobrevivência coletiva e decência política, libertar-se do coveiro… e enterrar o passado corrente de morte em massa e de todo o tipo de desgraças associadas… e eram… e são escusadas.

– Charlin Chaplin, apesar de ter sido comediante… e o maior de sempre em toda a história da sétima arte, deixou frases muito célebres e importantes na defesa da humanidade… porém, é preciso saber ser artista… e distinguir a vida virtual, da vida real.

A frase de Chaplin, de que o Mundo é um palco onde cada um representa o melhor que pode e sabe… Não estava a querer dizer que todos somos actores e estamos sempre a representar… Mas antes, a dar como exemplo para entender a vida.

A vida do povo ucraniano, é um Drama de morte, dirigido por um cómico… numa trama tragicómica de um povo entregue à aventura louca, e a precisar desesperadamente de quem o tire de cena, alimentado pelo sadismo de uns e os holofotes da fama perversa da desumanidade, na projeção macabra da arrogância de psicopatas, alimentada pela irresponsabilidade e cinismo mercenário da mentira organizada da comunicação social ocidental e de quem a usa.

Pôr fim à farsa, pelo direito dos povos à verdade.

Libertem o povo ucraniano dos seus algozes e falsos amigos de lá e de cá…

António Jorge – editor

Porto e Luanda

Retirado do Facebook | Mural de António Jorge

O Maestro do 25 de Novembro de 1975 | por Carlos Matos Gomes

Os acontecimentos da História são notas para várias sinfonias e distintas interpretações. A História conta-se através da interpretação de temas. A realidade transmitida pelos acontecimentos é apenas um tema conduzido por um maestro através dos executantes da orquestra que dirige.

O golpe de Estado 25 de Abril de 1974 e o processo político que o continuou até ele culminar no golpe de Estado de 25 de Novembro, um clássico putsch militar para alterar um regime, podem ser analisados como uma peça musical com vários andamentos, intérpretes, e um maestro que recebeu uma partitura com um tema: transformar um pequeno “perturbador rebelde” num menino invisível e bem comportado. Francisco da Costa Gomes recebeu essa partitura em Helsínquia, na Conferência para Segurança e Cooperação Europeia, no Verão de 1975, das mãos dos senhores do mundo dessa época, Gerald Ford, Leónidas Breshnev e os dirigentes da troika europeia, a Alemanha, a França e o Reino Unido. O 25 de Novembro constituiu o último andamento da sinfonia, em Moderato.

O 25 de Abril de 1974 foi um golpe militar da total responsabilidade de uma fação das forças armadas portuguesas para derrubar um regime de ditadura que levara o país a um beco sem saída com uma guerra colonial. A execução golpe não teve interferências estrangeiras. A ação dos “capitães” processou-se sem “autorização” de Estados estrangeiros, nem apoios externos.

Já o processo político desencadeado pelo 25 de Abril de 1974 teve, esse sim, fortíssimas intervenções externas até ao seu epílogo, em 25 de Novembro de 1975.

O derrube da ditadura portuguesa e a instauração de um regime de liberdade e de direitos políticos alterava a situação na Península Ibérica, onde conviviam duas ditaduras, e podia motivar fenómenos idênticos de intervenção democrática nas Forças Armadas de Espanha, com o ressuscitar de conflitos vindos da sangrenta Guerra Civil. Portugal era membro da NATO, um membro fundador e fiel, qualquer alteração política em Portugal e, mais ainda, causada por militares, implicava uma intervenção da NATO e em especial dos Estados Unidos. A Europa vivia ainda um momento de entusiasmo com o reforço da CEE devido à entrada do Reino Unido, existia um clima de détente na Guerra Fria, com a preparação de acordos de limitação de armas e forças entre a NATO/Estados Unidos e a URSS, que iriam conduzir aos Acordos de Helsínquia, que nem Gerald Ford e Kissinger, nem Breshnev queriam ver perturbados pela agitação num pequeno e periférico país, e, por fim, decorria o processo de descolonização com os negociações para a independência de Angola, a última joia da coroa do colonialismo europeu, cujo domínio interessava às duas superpotências, mas também, a toda a África Austral, à China e a Cuba.

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Hedy Lamarr | La mujer que inventó el WI-FI|

La mujer más bella del mundo del cine: gracias a ella tenemos Wi-Fi. Su nombre era Hedy Lamarr.
Ella era una mujer judía vienesa con la pasión por la tecnología y vocación por el teatro y cine.
Hedy Lamarr, además de ser una actriz muy exitosa, había practicado ingeniería eléctrica en su tiempo libre en el estudio de su casa.
La invención de Lamarr, “tecnología de espectro ensanchado”, era un sistema de salto de señal que evitaba que los enemigos interfirieran con las señales de radio entre un barco y sus torpedos.
Lo creó para ayudar a luchar contra los nazis. Lo que pocos sospechaban en Hollywood era que la hermosa morena que protagonizó junto a Spencer Tracy o Clark Gable era también una extraordinaria ingeniera de comunicaciones, capaz de inventar y patentar un sistema beeper para misiles.
El gobierno de los Estados Unidos rechazó el invento durante la Segunda Guerra Mundial, solo para recuperarlo en el momento de la crisis cubana.
En resumen, si hoy podemos conectarnos de forma inalámbrica con celulares, PC y tabletas a las redes, se lo debemos a ella, la mujer más hermosa del mundo.
Hedy Lamarr fue el epítome de la belleza y el cerebro en una época en que solo uno de ellos era apreciado en las mujeres.

Gracias Divina Hedy Lamarr !

Retirado do Facebook | Mural de Literatura y psicoanalisis

Eu tenho um discurso de sonho | Martin Luther King + Martin Luther King Jr. Nobel Peace Prize Acceptance Speech

Eu tenho um sonho “é um discurso público que foi entregue pelo ativista dos direitos civis americano Martin Luther King Jr. durante a Marcha sobre Washington por Empregos e Liberdade em 28 de agosto de 1963, na qual ele pediu direitos civis e econômicos e um fim para Nos EUA, entregues a mais de 250 mil defensores dos direitos civis dos degraus do Lincoln Memorial, em Washington, DC, o discurso foi um momento decisivo do movimento pelos direitos civis e um dos discursos mais emblemáticos da história norte-americana.

Acordo de Belfast | Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

 Acordo de Belfast (também conhecido por Acordo da Sexta-feira Santa) foi assinado em Belfast em 10 de abril de 1998 pelos governos britânico e irlandês e apoiado pela maioria dos partidos políticos norte-irlandeses.[1][2][3][4][5] O acordo tinha por finalidade acabar com os conflitos entre nacionalistas e unionistas sobre a questão da união da Irlanda do Norte com a República da Irlanda, ou sua continuação como parte do Reino Unido.[1][3]

O acordo foi aprovado pela maioria dos votantes tanto na Irlanda do Norte como na República da Irlanda, chamados a pronunciar-se em referendos separados, em maio de 1998.[1][2][4][5]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Belfast

A crise na Ucrânia não é sobre a Ucrânia; é sobre a Alemanha | Mike Whitney | 31 de Outubro de 2022

Retirado de https://Geopol.pt

Artigo de 11 de fevereiro de 2022, duas semanas antes da invasão russa da Ucrânia

Por Mike Whitney

Aí está, preto no branco: A equipa de Biden quer “levar a Rússia a uma resposta militar” a fim de sabotar o Nord Stream


Acrise ucraniana não tem nada a ver com a Ucrânia. Trata-se da Alemanha e, em particular, de um gasoduto que liga a Alemanha à Rússia chamado Nord Stream 2. Washington vê o gasoduto como uma ameaça à sua primazia na Europa e tem tentado sabotar o projecto constantemente. Mesmo assim, o Nord Stream avançou e está agora totalmente operacional e pronto a ser utilizado. Assim que os reguladores alemães fornecerem a certificação final, as entregas de gás terão início. Os proprietários e empresas alemãs terão uma fonte fiável de energia limpa e barata, enquanto a Rússia verá um impulso significativo nas suas receitas de gás. É uma situação vantajosa para ambas as partes.

O establishment da política externa dos EUA não está satisfeito com estes desenvolvimentos. Eles não querem que a Alemanha se torne mais dependente do gás russo porque o comércio constrói confiança e a confiança leva à expansão do comércio. À medida que as relações se tornam mais quentes, mais barreiras comerciais são levantadas, os regulamentos são flexibilizados, as viagens e o turismo aumentam, e uma nova arquitectura de segurança evolui. Num mundo onde a Alemanha e a Rússia são amigos e parceiros comerciais, não há necessidade de bases militares dos EUA, não há necessidade de armas e sistemas de mísseis caros fabricados pelos EUA, e não há necessidade da NATO. Também não há necessidade de transacções de energia em dólares americanos, nem de armazenar os tesouros americanos para equilibrar as contas. As transacções entre parceiros comerciais podem ser conduzidas nas suas próprias moedas, o que irá precipitar um acentuado declínio no valor do dólar e uma mudança dramática no poder económico.

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A Liberdade do Herman | por Carlos Matos Gomes

Escrevi sobre a genialidade de Herman José e referi um extraordinário sketch em que ele desmonta a farsa dos comentadores de televisão e da manipulação que está a ser produzida sobre a guerra da Ucrânia. Esses “nacos informativos” são atentados reais à liberdade dos cidadãos, na medida em que foi instaurada a censura e sobre duas formas, uma, direta, proibindo a informação de uma das partes envolvidas, e outra, mais perversa, através da imposição do pensamento único, do silêncio, da intimidação dos que não seguem a verdade oficial.

O texto provocou, felizmente, vários comentários, alguns deles sobre a curta lista de génios que eu estabeleci para mim, acrescentando outros, casos de Almada Negreiros, Paredes, Siza Vieira, Saramago, Eça. Tenho por todos os nomeados admiração, mas Herman é, para mim, diferente, não só porque ele abriu novos caminhos, deu novas expressões à arte de representar, mas fundamentalmente porque penetrou em camadas da sociedade mais resistentes à mudança, aos de muita baixa literacia, de pouca instrução escolar, aos integristas religiosos, tanto quanto no grupo dos mais privilegiados e convencidos. Ele rompeu a muralha construída ao longo de séculos de obscurantismo religioso, cultural, de violência política, de hierarquias sociais, de ideias feitas sobre a epopeia portuguesa. Ele, sozinho e com a sua equipa, foi o Monty Python da sociedade portuguesa, sendo certo que esta não é dotada do sentido de humor e de autocrítica da inglesa e os ingleses têm uma longa tradição de produção teatral que não se resume a Shakespeare.

Herman conseguiu com o seu génio e com o seu prestígio abrir uma fenda nas muralhas do conservadorismo de antigo regime em que Portugal vivia (e em parte vive) e abrir a sociedade à liberdade de questionar os tabus. Reveja-se o Herman Enciclopédia.

Essa subversão que Herman promoveu é hoje inaceitável pelos poderes instituídos. Essa subversão é e está a ser sufocada pela mediocridade acrítica e até quase pornográfica de programas do tipo Big Brother, de telenovelas de enredo de cordel e de muita bola, de informação formatada pelas agências de comunicação e pelos lóbis dos negócios e das corporações.

Dirão os crentes e adeptos do pensamento único: existe pluralidade de informação, pois em Portugal estão no ar três estações de TV, cada uma com vários canais e todos os portugueses podem escolher. É um sofisma primário. Como dizer que uma centopeia pelo facto de ter cem patas tem uma maior opção de escolha do que uma galinha, que só tem dois. Na realidade o que se verifica é que estamos caídos na velha expressão de democracia de Henry Ford quando lançou o Ford T: os clientes são livres de escolher a cor, desde que seja preto. Os mesmos fornecedores de doutrina, como os antigos caixeiros viajantes, circulam com a mesma mercadoria entre jornais, rádios e televisões.

Um pouco de história. A SIC, a primeira estação privada, começou a emitir em 1992, pertencia e pertence ao grupo Impresa, do milionário Francisco Balsemão, proprietário do Expresso, o semanário mais influente na sociedade portuguesa. O seu primeiro diretor foi Emídio Rangel, um jornalista da liberdade e da responsabilidade. A TVI começou em 1993, propriedade da Igreja Católica através da União das Misericórdias e de outros acionistas a ela ligados.

Os grandes momentos de Herman José na televisão, de pluralidade e crítica politica e social, decorreram até ao ano de 1997, na RTP, com a «Herman Enciclopédia». Pelo meio decorreu uma polémica de tentativa de imposição de censura a propósito de episódio sobre a Última Ceia, que Joaquim Furtado repeliu.

Talvez seja coincidência, mas em 1997 a Media Capital, do milionário Pais do Amaral, torna-se acionista de referência da TVI, que passara da Igreja para um grupo colombiano e mais tarde para a Prisa, o grupo espanhol que entra no capital. A TVI passa a ser uma estação populista — isto é, defensora de um regime de lucros e poderes oligárquicos nacionais e internacionais, sob a capa de uma grande liberalidade de costumes e de cultura de massas. O típico truque de colocar uma pin-up na capa e defender os lucros dos grandes grupos e a hierarquia de classes dos tabloides ingleses. Emídio Rangel saiu da SIC em 2001, em conflito com Balsemão, que queria transformar a estação num instrumento de domínio político com audiências populares através do pograma de intimidades Big Brother, que foi transformado em santo milagreiro da TVI.

Na atualidade, no novo espetro de aparente diversidade da oferta, as televisões venderam e vendem todas o mesmo produto ideológico — de que as longas temporadas de cometário político conservador a cargo de Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes, ou de Paulo Portas e a avassaladora presença do futebol são prova. A política reduzida aos golpes baixos, ao boato e à calhandrice e muita bola!

Desta “ordem unida”, e desta barreira contra a critica e a verdadeira pluralidade, escapava o programa Contra-Informação, um formato derivado dos Spitting Image da ITV britânica e no Guignols de l’info do Canal+ francês, mas que não resistiram à uniformização e ao respeitinho que é muito bonito do cavaquismo e terminou em 2010.

Herman foi deixado à sua sorte, isto é, os poderes empurraram-no subtilmente para as margens, negando os meios para os programas que ele poderia fazer e substituindo-os por “coisas” de baixo custo e baixa qualidade, até quase desaparecer, remetido ao circuito de festas e romarias pela província. A versão neoliberal da democracia não o tolera. Ao Herman José, os patrões das televisões preferem uns animadores esforçados que esbracejam e gritam em cima de palcos improvisados acompanhados por umas moças de carnes exuberantes.

Esta escolha das Tvs e dos seus espetadores não é a bem do povo, não é dar ao povo o que o povo quer ver e ouvir (quis ver e ouvir Herman), mas é sim um revelador da decadência da nossa exigência democrática, da aceitação passiva do apodrecimento cultural em que vivemos resignadamente. Revela que estamos como o burro da frase de velha sabedoria: comemos palha, basta que no-la saibam dar. E «eles» sabem! E sabem que programas como os de Herman lhes dificultavam a tarefa.

Carlos Matos Gomes | 31-10-2022