No dia-a-dia, o tempo mede-se em horas, minutos e segundos nos mostradores dos nossos relógios de pulso. Na História, mede-se em anos, séculos e milénios, usando, para tal, pergaminhos e outros documentos com significado cronológico. Na Pré-história faz-se outro tanto com base em objectos vários e fala-se de milhares e, nalguns casos, de milhões de anos.
A escala do tempo dilata-se ao historiarmos o passado geológico e ainda mais se recuarmos aos começos do Sistema Solar e do Universo, onde os milhares de milhões de anos marcam as etapas percorridas com uma imprecisão que se esfuma nessa “eternidade”. Mil milhões de anos a mais ou a menos nos primórdios da matéria de que somos feitos representam o mesmo grau de imprecisão do milhão de anos a mais ou a menos no tempo dos dinossáurios, do mais ou menos um ano na história do velho Egipto, ou do mais dia – menos dia, mais minuto – menos minuto, no tempo que estamos a viver. No decurso da nossa existência revemos, sem dificuldade, o nosso tempo, o dos avós e até o da História, mas é com esforço que abarcamos ou evocamos a vastidão do tempo geológico, que só encontra paralelo na imensidão das distâncias astronómicas.
*Entrevista publicada originalmente em 2021, por ocasião do 47º aniversário da Revolução de Abril“
É um dos mais conceituados militares e historiadores da guerra colonial, um Capitão de Abril que nasceu em Vila Nova da Barquinha e estudou no Colégio Nun’Alvares, em Tomar, onde conheceu Salgueiro Maia, de quem ficou grande amigo. A pretexto da homenagem que o município que o viu nascer lhe vai fazer no dia 13 de junho e tendo como pano de fundo a sua participação na Revolução dos Cravos, o mediotejo.net conversou com o Coronel que diz gostar muito da sua terra natal. Aprendeu com a mãe, natural dos Estados Unidos mas de origem açoriana, que “somos dos sítios onde nascemos”.
Carlos Matos Gomes é um Capitão de Abril. Nasceu em 24 de julho de 1946 em Vila Nova da Barquinha e estudou no Colégio Nun’Alvares, em Tomar – aí conheceu Salgueiro Maia, de quem ficou grande amigo, e com quem viria a protagonizar um dos mais importantes episódios da história contemporânea do nosso país.
CONVERSA AVULSA COM UM INTERLOCUTOR IMAGINÁRIOSOBRE A IGREJA, O ENSINO, AS UNIVERSIDADES, O FEUDALISMO, AS CIDADES E OS ARTESÃOS, AO TEMPO DO REI D. AFONSO HENRIQUES.
– O Cristianismo deve ter sido a ponte entre os invasores germânicos e do Norte da Europa e o Império Romano em desvanecimento?!
– Sim. Por outras palavras, foi o elo de ligação entre o paganismo e o mundo romano, que se expandiu pela Europa ocidental, acabando por dar grande poder à Igreja Católica e à figura do Papa.
– Igreja Católica é uma expressão que toda a gente sabe dizer, mas que nem todos sabem o verdadeiro sentido.
– A palavra igreja vem do grego ekklesia, através do latim ecclesia, que significa assembleia. Designa, pois, um edifício destinado a reunir pessoas, mas o seu âmbito alargou-se ao de uma instituição. A palavra católica chegou-nos do grego katholikós, através do latim catholicus, que quer dizer universal. Com o significado das palavras bem explicado, o discurso fica sempre mais claro.
Marcelo Rebelo de Sousa disse que nunca alimentou a “russofobia”, referindo que é um “disparate total” aquilo a que se assistiu quanto à marginalização da história e cultura russa. A intervenção, transmitida pela RTP3, foi feita na universidade de Verão do PSD em Castelo de Vide, Portalegre.
“Independentemente daquilo que se pense sobre a guerra, é um disparate total aquilo a que se assistiu”, de não se tocar mais compositores russos, não se passar mais filmes russos, de toda a história russa ser esquecidae de toda a cultura russa ser omitida, defendeu Marcelo.
“Isso é uma coisa sem senso, e quem pensa assim, quem reage assim, perde boa parte da sua razão quando defende a causa que quer defender. É uma forma estúpida de defender uma causa, que é realmente uma ofensa à inteligência e uma ofensa àquilo que deve ser a nossa visão do mundo”.
É a primeira de duas invasões cesarianas da Grã-Bretanha. Mas César não conseguirá, apesar das vitórias, torná-la província: terá de lidar com as revoltas na Gália continental. Somente Cláudio reduzirá a Grã-Bretanha a uma província real. César, Cláudio e mais tarde os normandos de Guilherme, o Conquistador, serão os únicos invasores bem-sucedidos da Ilha Britânica. E tanto os romanos como os normandos moldarão a cultura inglesa: embora o inglês seja uma língua germânica, a contribuição do latim e do francês será decisiva.
Há algum tempo, alguns professores de inglês tentaram reconstruir a língua inglesa original removendo qualquer contribuição do latim. O resultado foi algo extremamente distorcido do inglês tal como o conhecemos, não apenas no vocabulário, mas também na gramática e na estrutura. Sem mencionar que o primeiro grande herói britânico, Arthur, foi um comandante romano (possivelmente Aurélio Ambrósio) que derrubou os saxões. No entanto, as expedições de César à Grã-Bretanha impressionaram os contemporâneos. Naquela época, era como ir à lua.
Até Catulo, que nunca foi gentil com César, o chama de Magno naquela ocasião.
A Grã-Bretanha era uma ilha remota e selvagem, se você tivesse dito a um contemporâneo de César que aquela ilha se tornaria o centro do maior império da história, ele teria rido na sua cara.
Bruma de oro, el Occidente alumbra La ventana. El asiduo manuscrito Aguarda, ya cargado de infinito. Alguien construye a Dios en la penumbra. Un hombre engendra a Dios. Es un judío De tristes ojos y de piel cetrina; Lo lleva el tiempo como lleva el río Una hoja en el agua declina. No importa. El hechicero insiste y labra A Dios con geometría delicada; Desde su enfermedad, desde su nada, Sigue erigiendo Dios con la palabra. El mas pródigo amor le fue otorgado, El amor que no espera ser amado.
Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986 foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino. Nasceu a 24 Agosto 1899 (Buenos Aires, Argentina), Morreu em 14 Junho 1986 (Genebra, Suíça)
Qui était Jésus ? Peut-on distinguer le Jésus de l’histoire du Jésus de la foi ? Les textes permettent-ils de faire son portrait ? Dans quel contexte politico-religieux a-t-il vécu ? Quel a été son enseignement ? Qu’est-ce qu’un messie ? Quelle idée se fait-il de l’amour ? Qui se cache derrière l’évangile de Jean ? Pour quelles raisons a-t-il été jugé et condamné ? Qui était vraiment Ponce Pilate ? L’histoire peut-elle venir à bout de tous les mystères ? Qu’est-ce que croire ?
Pour aller plus loin : – Jean-Christian Petitfils, Jésus, Fayard, 2011 – Frédéric Lenoir, Le Christ philosophe, Plon, 2007 – Frédéric Lenoir, Comment Jésus est devenu Dieu, Fayard, 2010 – Christiane Rancé, Jésus, Gallimard, 2008 – Jean Staune, Jésus l’enquête, Plon, 2022
Maria Olívia Raposo e Dulce Martins Alves residem em Minde, concelho de Alcanena, e pertencem a duas das famílias homenageadas por terem acolhido crianças austríacas durante o período da 2ª Guerra Mundial. Maria Olívia Raposo ainda mantém contacto com Teresa, uma das poucas crianças refugiadas que esteve na freguesia e que ainda está viva.
O dia 14 de Agosto de 2023 marca a inauguração do Jardim Alto do Pina, em Minde, mas vai ficar na memória de todos pela emoção vivida durante a cerimónia de homenagem às famílias residentes naquela freguesia do concelho de Alcanena que acolheram crianças refugiadas austríacas da 2ª Guerra Mundial, entre 1939 e 1945. O MIRANTE marcou presença na cerimónia e conversou com Maria Olívia Raposo e Dulce Alves, de 95 e 84 anos, respectivamente, filhas de dois casais que acolheram, durante mais de meio ano, duas meninas de nove anos. À época Dulce tinha 12 anos e Maria Raposo estava perto de completar 20 anos.
No ano 551 antes de Cristo, a 27 de agosto, nasce o filósofo chinês Confúcio, que desenhou os caminhos da ética. É o autor de um princípio partilhado na atualidade: “Não faças aos outros o que não gostas que façam a ti mesmo”.
Confúcio foi um filósofo e pensador chinês, cujo pensamento sublinhava a moralidade, procedimentos corretos nas relações sociais, a justiça e a sinceridade. Estes valores ganharam relevo na China, perante outras doutrinas da Dinastia Han. De acordo com os princípios de Confúcio, deveriam imperar uma lealdade familiar forte (a família deveria ser a base para um governo ideal) e a veneração e respeito para com os idosos. É da autoria de Confúcio um conhecido princípio praticado na atualidade: “Não faças aos outros o que não gostas que façam a ti mesmo”. Trata-se de uma das versões mais remotas da ética da reciprocidade.
A escola filosófica de Confúcio foi seguida pelos seus discípulos, que espalharam estes ideais pelos estudantes – mais tarde, funcionários em diversas cortes reais chinesas. O túmulo de Confúcio localiza-se em Qufu, província de Shandong, na China.
Carmen Dell’Orefice, 92 anos de idade, é um exemplo de charme e elegância, uma verdadeira musa que inspirou os melhores artistas, fotógrafos e estilistas de todo o mundo.
Seis décadas depois, o movimento pelos direitos civis continua em vigor face aos sucessos casos de brutalidade policial contra afroamericanos e às tentativas dos conservadores para minar a participação eleitoral da população negra.
A manifestação teve início com uma série ativistas e políticos nas escadas do Memorial Abraham Lincoln, o mesmo loca onde Luther King proferiu as suas aclamadas palavras em 28 de agosto de 1963, para logo passar por parte da capital norte-americana.
Born in Moscow, Natalia Osipova / Наталья Осипова began formal ballet training at the age of nine. From 1996 to 2004, she studied at the Moscow State Academy of Choreography (The Bolshoi Ballet Academy). From 1995 to 2004 she trained at the Moscow State Academy of Choreography and on graduating entered the corps of the Bolshoi Ballet, where she was promoted to principal in 2010.
In 2011 she left the Bolshoi to join the Mikhailovsky Ballet as a principal. Osipova has appeared as a guest artist with companies around the world. In March 2012 she became a principal of American Ballet Theatre, where she created the title role in Alexei Ratmansky’s The Firebird.
Her awards include Golden Masks for her performances in In the Upper Room (2008) and La Sylphide (2009), Critics’ Circle National Dance Awards (Best Female Dancer, 2007, 2010 and 2014), Positano Dance Awards (Best Female Dancer, 2008 and 2011) and a Benois de la Danse Award (Best Female Dancer, 2008).
Chamar hoje Velho Continente à Europa é um anacronismo. As transformações verificadas nos últimos anos originaram um admirável mundo novo, com mil encantos ainda por descobrir. Da luxuosa Riviera Basca à nova-rica Moscovo da era pós-soviética, dos históricos portos mediterrânicos da Côte D’Azur às montanhas búlgaras ou às capitais do Báltico, o viajante contemporâneo depara-se com a elegância e o charme de lugares históricos, mas descobre também novas tendências e novos mundos, onde palavras como hip, trendy ou cool são termos que caucionam a modernidade. A Casa do Mundo é um livro de apaixonadas narrativas de viagens de um escritor e repórter pasmado com o que o admirável mundo velho tem de novo .
“”Neste livro, o Tiago Salazar mostra de que matéria é feito o seu sonho de viajante. Um homem sozinho na Casa do Mundo, sem nenhuma outra profissão de fé que não a de conhecer o mundo e nele se sentir em casa.”
Ruth Manus é advogada e professora universitária e escreve num blogue num Jornal de S. Paulo.
E escreveu isto sobre Portugal, num texto que deve ser (é !) um orgulho lermos:
«Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas:
Ingratidão e pessimismo.
Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui, embora me pareça que muitos nem percebam.
Não estou dizendo que Portugal seja perfeito.
Nenhum lugar é.
Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém.
Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente.
Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.
Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses.
Cumprindo um festival concebido, como é tão notório, por João Paulo II, de cuja herança se quer afastar, o Papa Francisco veio aqui deixar mais uma mensagem do fim do seu pontificado. Entretanto, agitou-se o país e os sinais locais deste empreendimento têm sido comentados: o custo extravagante e especulativa, o financiamento público (que Espanha evitou), alegando-se que esta é a missão do Estado (queria ver o mesmo num festival muçulmano), a sátira de Bordalo II e a fatwa que sofreu, o frenesim político-eleitoral. Tivemos de tudo. Falta ouvir o Papa e saber o que nos diz sobre a sua Igreja.
O Papa mais popular
O Papa não é o mais popular pelo contraste com o seu antecessor, nem sequer só pela afabilidade que demonstra. Ele é querido por ter aberto as portas aos pobres, por ter condenado a finança “que mata”, por ter dado um passo de aproximação aos homossexuais e, sobretudo, por ter condenado a pedofilia praticada, ocultada e porventura cultivada em setores tão amplos da sua Igreja. Com argúcia política, tem vindo a nomear cardeais reformadores e alguns são personalidades culturais vibrantes. Meticulosamente, tem procurado mudar a doutrina e virá-la para o povo. Tem contra ele uma construção imponente que é o seu palácio, a Igreja Católica.
Portugal é um país que me marcou profundamente. Desde a primeira vez que o visitei, fiquei encantado com a sua beleza, diversidade, cultura e história. Portugal é um país que tem de tudo: praias, montanhas, rios, cidades, aldeias, castelos, monumentos, gastronomia, vinhos, música, arte e literatura. Portugal é um país que sabe acolher os visitantes com simpatia, hospitalidade e generosidade. Portugal é um país que me fez sentir em casa.
Mas agora chegou a hora de me despedir. Depois de vários anos a viver e a trabalhar neste país maravilhoso, tenho de regressar ao meu país de origem. Não foi uma decisão fácil, mas foi necessária por motivos pessoais e profissionais. Sinto uma mistura de emoções: tristeza por deixar um lugar que me deu tantas alegrias e aprendizagens, gratidão por todas as pessoas que conheci e que me ajudaram, saudade por tudo o que vivi e que vou recordar para sempre, esperança por um futuro melhor para mim e para Portugal.
Não sei se algum dia voltarei a Portugal. Talvez como turista, talvez como residente, talvez como amigo. Mas sei que Portugal ficará para sempre no meu coração. Portugal é mais do que um país, é uma parte de mim. Por isso, não digo adeus, mas até sempre. Até sempre, Portugal.
Contra Luís XVI, contra a nobreza e contra o clero, o rei já tinha sido obrigado a admitir a autoridade da assembleia que viria a chamar-se Assembleia Nacional Constituinte! A invasão da Bastilha e a consequente Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foram o alicerce da fase inicial da Revolução Francesa.
A Tomada da Bastilha, no dia de hoje, em 1789, foi o ato simbólico de uma nova era, o princípio do fim de uma sociedade anacrónica e o rastilho que incendiou a Europa e deu origem às democracias modernas.
Ninguém ousaria prever que a invasão da grande prisão do Estado, pelo jornalista, Camille Desmoulins, se transformaria na referência histórica e emblemática da vitória da burguesia sobre a nobreza, da legitimidade popular sobre o direito divino, e da República sobre a monarquia.
Hoje, dia nacional da França, 234 anos depois, evoco o dia e saúdo a Revolução Francesa.
Há na estátua da santa que ornamenta uma das capelas da igreja de Santa Maria della Vittoria, em Roma, a glorificação do génio de Bernini, a feliz simbiose do sagrado e do profano, captada pelo artista nas visões da freira – O “Êxtase de Santa Tereza”.
Ali, em mármore e bronze, na paixão que a devora, explodem hormonas de uma visão mística que a santa frui, com o corpo sôfrego e em chama, trespassada repetidamente no coração pela ponta inflamada de uma lança dourada de um serafim.
A inefável dor espiritual e corporal foi captada por Bernini na apoteose dos sentidos e esculpida na beleza exuberante do barroco.
Faz hoje 100 anos que nasceu, em Minde, o meu pai, Hermínio da Silva Capaz Manha, o Hermínio da Troça na piação dos charais do Ninhou, o Hermínio das Malhas Bebé na história da indústria têxtil, o senhor Hermínio, simplesmente. O meu “paizinho” – tratamento de íntimo e exclusivo carinho que as novas gerações urbanas substituíram pelo “papá” universal — foi o melhor filho, melhor irmão, melhor marido e melhor pai que conheci. Infelizmente, só me dei conta disso quando senti, como sinto, a falta dele, porque naquele tempo tudo me parecia normal, partia do princípio de que todos os homens “velhos” morriam na sua hora. Mas, no dia em que faleceu, fui surpreendido por uma frase, dezenas de vezes ouvida naquelas horas de desnorte e sufoco: “Era tão novo!”
No momento da coroação do meu soberano, achei por bem fazer-vos um convite sincero para comemorar este importante evento visitando o vosso próprio reino dentro de um reino: a prisão de Belmarsh de Vossa Majestade.
Sem dúvida recordareis as sábias palavras de um famoso dramaturgo: “A qualidade da misericórdia não é imposta. Ela cai como a suave chuva do céu sobre os lugares abaixo”.
Ah, mas o que saberia aquele bardo de misericórdia diante do acerto de contas no alvorecer do vosso histórico reinado? Afinal, pode-se verdadeiramente conhecer a medida de uma sociedade pelo modo como trata os seus prisioneiros, e o vosso reino certamente esmerou-se a este respeito.
A Prisão de Belmarsh de Vossa Majestade situa-se na prestigiada morada de One Western Way, em Londres, apenas a uma curta distância do Old Royal Naval College, em Greenwich. Quão deleitoso deve ser ter um estabelecimento tão estimado a portar o vosso nome.
“Pode-se verdadeiramente conhecer uma sociedade pelo modo como trata os seus prisioneiros”.
Carioca não é só um termo que define quem nasceu na cidade do Rio de Janeiro, pois pode ser estendido também a quem vive (ou viveu) por muitos anos naquela cidade, ou seja, é, antes de tudo, um estado de espírito. É o que se pode comprovar em Rio, da Glória à Piedade (Rio de Janeiro/Santarém-Portugal, 2023), obra que, organizada pelo arquiteto, romancista e contista Hélio Brasil (1931), reúne textos do próprio organizador e de outros dez autores que, embora alguns deles nascidos em outros Estados e um deles em Portugal, têm uma paixão única: o amor pela antiga capital da República do Brasil.
Nascida espontaneamente de conversas entre amigos, todos ligados às letras, esta obra reúne gêneros variados, desde crônicas e poemas a textos sobre história, memórias pessoais e urbanas, escritos às instâncias do organizador, que pediu a cada amigo que comparecesse com três textos e, se possível, com alguns poemas.
Caros AA de La Salle, Antigos Professores, Antigos Funcionários e Amigos de La Salle:
Vimos convocar-vos e convidar-vos para o Grande Encontro de AA do Colégio La Salle de Abrantes, a realizar no dia 27 de Maio de 2023, sábado.
O ponto de encontro será, como de costume, no Antigo Colégio La Salle de Abrantes, pelas 11 horas, seguindo-se a celebração da Santa Missa , com as habituais intervenções.
O Almoço/Convívio será no Restaurante Jardim da Cascata- Alferrarede. O preço final será de 30 euros por pessoa .
Quando a Europa parece condenada a mergulhar no entardecer, esquecida do Renascimento, do Iluminismo, da Revolução Francesa e das raízes greco-romanas que lhe moldaram o carácter e a trouxeram à vanguarda da civilização, é altura de celebrarmos os princípios humanistas, democráticos e fraternos que, embora debilitados, ainda subsistem.
Instituído em 1985, o Dia da Europa celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da atual União Europeia.
Discordo dos que são contra a União Europeia, reconhecendo-lhes o direito, e também dos que dizem, Europa sim, mas não esta, como se não pudesse haver outra dentro desta, com o urgente aprofundamento da integração económica, social, política e militar, que permitisse reduzir as diferenças entre os países e dentro de cada um deles.
Se a Europa é hoje um espaço conservador e neoliberal, com sinais ainda piores no horizonte, não é culpa da UE, mas dos eleitores dos países que a integram e cujo voto merece respeito pelo melhor que nos resta, a liberdade de expressão, num mundo que parece abdicar dela e da civilização.
Depois da saída do Reino Unido, a maior potência militar e a segunda economia da UE, na angústia que os movimentos neofascistas lançam, é dever dos europeístas defender as suas convicções, certos de que a desintegração da UE é o caminho mais rápido de novas ditaduras e da irrelevância da Europa, esmagada na luta geoestratégica sino-americana, sem qualquer poder político, económico, militar ou diplomático.
Quero a Europa mais unida e integrada e, como moeda, o euro. Pode ter sido um erro aderir à moeda única, mas seria bem pior sair, era saltar de um comboio em alta velocidade.
Não deixemos que sejam os EUA a impor opções comerciais e políticas à UE, com a China, Médio Oriente ou qualquer outro espaço geopolítico ou país. Sejamos nós, europeus, a negociar o nosso destino comum e a defender a Europa de se tornar um satélite dos blocos que se digladiam.
Na mitologia, Zeus, pai dos deuses, raptou-a para a amar e fecundar. Hoje há quem pretenda fecundá-la, sem a amar, com o poder das armas e do dólar, desejoso de a violar.
O Rapto da Europa (Óleo sobre tela) – Rubens – Museu do Prado
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento.
Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra – mistério profundo – de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
0:00:29 Présentation par Henri Pinard-Legry 0:01:45 Intérêts de la France 0:01:45 Intérêts nationaux des empires 0:02:49 Intérêts communs France-Russie 0:04:19 Normandie Niemen et front de l’Est 0:04:47 Traité du 7 février 1992 0:06:35 Convergences russo-françaises 0:07:50 ”La France a l’intérêt que le monde soit multipolaire” 0:08:50 Kourou 0:09:40 Problématique des russes en Afrique 0:10:36 Matières premières 0:10:46 Leadership américain 0:11:25 Suprématie américaine versus l’Europe souveraine 0:12:25 LCI 0:12:56 Traitement anti-russe par LCI 0:14:25 Guerre d’information 0:15:40 Déficit d’explication 0:16:20 Massacre de Boutcha 0:17:40 Nord Stream ( chez Pujadas) 0:19:48 Présentation par Alexandre Lalanne-Bertoudicq 0:20:18 La guerre n’a pas commencé en 2022 0:21:30 Crimée a toujours été une province russe 0:21:50 Silence des médias occidentaux 0:23:00 Kosovo bombardé sans mandat de l’ONU 0:23:40 800 avions ont bombardé la Serbie 0:24:40 Jurisprudence ”Kosovo” 0:25:57 Le front ukrainien 1600 km long 0:27:40 3/4 du monde n’est pas d’accord avec l’Occident 0:28:30 Durée du conflit 0:29:50 Le problème de la guerre est la volonté américaine 0:30:40 Les cartes du ”Grand Echiquier” de Z.Brzezinski 0:33:00 Arme nucléaire tactique 0:33:00 L’esprit du sacrifice 0:35:12 Poutine ne peut pas perdre son ”Alsace-Lorraine” 0:36:35 Frontière religieuses 0:38:55 ”L’objectif américain est de maintenir leur leadership mondial” M.H Pinard-Legry 0:40:47 Plateau du Golan 0:43:38 Fuites du Pentagone 0:46:20 Personne n’a confiance en infos américaines 0:47:57 Infos sur les brigades ukrainiennes par l’Otan 0:48:00 Pertes russes et gains territoriaux 0:49:54 Les russes liés aux chinois 0:50:24 Prôner le partenariat russe et français 0:51:28 Dernière chance de négociations en janvier 2022 0:53:30 Guerre éclair n’est pas possible en Ukraine 0:54:48 Kherson 0:55:35 Bombardement du Donbass avant le début de la guerre en Ukraine 0:56:54 Forces spéciales anglo-saxonnes et polonaises en Ukraine 0:58:14 Nombre d’obus 0:59:59 Gaz en Ukraine 1:00:15 Russes respectent les contrats 1:01:22 4 groupes américains détiennent les terres ”tchernoziom” 1:02:00 L’aspect nucléaire 1:03:04 Industrie de guerre américaine 1:03:48 Missiles hypersoniques opérationnelles russes 1:05:57 Le militaire obéit toujours au gouvernement 1:06:58 Macron fidèle à la programmation militaire 1:10:45 L’Ukraine n’est pas un intérêt vital pour la France 1:11:40 PIB défense 1:13:17 Nouveaux défis 1:14:30 Planification dans l’armée 1:16:10 Industrie aéronautique française 1:19:20 Grande tradition diplomatique 1:21:34 Rôle des élections américaines pour le conflit en Ukraine
Podemos até esquecer-nos da cadeira, mas ninguém esquecerá nunca as pernas de Marlene Dietrich. Não obstante, foi a cadeira que Josef von Sternberg lhe pôs no meio das pernas, no “Anjo Azul”, que lançou a sua carreira.
Quem ia na cadeira da frente, no avião para Los Angeles, era o cineasta Peter Bogdanovich, ao lado dele o actor Ryan O’ Neal. Descobriram que na cadeira atrás ia Marlene. Puseram-se de joelhos, virados para trás, e começaram a falar com a alemã, que já ia em bem mais de 60 anos. E Bogdanovich atreve-se: “As pernas que Miss Dietrich tem!” Ela sorri: “Ó se tenho!” Dá uma palmada numa delas e provoca: “Umas coxas fantásticas.” O’ Neal arrisca: “Eu, na adolescência, sonhava com as suas pernas e acordava a gemer.” “Também eu, meu filho, também eu”, disse-lhe a nostálgica Marlene.
E o que eu queria dizer é que as pernas de Marlene foram incansáveis e insaciáveis. Não se prenderam nesses anos 30, 40 e 50 do século passado com questões de género. Deram-se à felicidade, porventura a algum desapontamento, a mulheres e homens.
Mas foram os olhos de um azul francês do actor Jean Gabin que mais e sempre a prenderam. Vivia com ele em afrontosa maridança, na casa que Gabin alugara a Greta Garbo, que vinha, descobriu Gabin, espiá-los à noite para ver se não lhe escavacam a mobília.
PARA MELHOR COMPREENDER A GUERRA NA UCRÂNIA | 10/07/2022
Sem a luz da história, é impossível interpretar corretamente os eventos que ocorrem no solo da atual Ucrânia.
Sans l’éclairage de l’histoire il est impossible d’interpréter correctement les évènements qui se déroulent sur le sol de l’actuelle Ukraine. En cet été 2022, les risques de dérapage vers un conflit généralisé sont extrêmement élevés, comme ils pouvaient l’être à l’été 1914 et à l’été 1940.
Les conséquences pourraient même en être encore pire puisque nul ne peut garantir qu’une 3e Guerre mondiale ne s’achèverait pas par une Apocalypse nucléaire anéantissant l’humanité. L’extrême dangerosité de la situation devrait donc inciter les dirigeants politiques et les médias mainstream à calmer le jeu, en s’adressant à la raison des Français et en faisant œuvre d’éducation populaire pour que le plus grand nombre comprenne bien la complexité de la situation. Tel n’est malheureusement pas le cas. Comme en 1914, les politiques et les médias utilisent le registre des émotions, refusent tout débat intelligent donc nuancé, et versent dans la propagande manichéenne la plus outrancière. Leur objectif étant de faire accepter aux Français des décisions prises de façon anti-démocratique et qui vont à l’encontre des intérêts supérieurs de la France.
Dans cette vidéo, François Asselineau essaie de corriger cette ambiance délétère et dangereuse.
Il retrace, en la mettant à la portée de tous, l’histoire de ce qui deviendra l’Ukraine pour fournir des clefs de compréhension du conflit entre l’OTAN et la Russie et pour appeler Emmanuel Macron à changer radicalement sa gestion du conflit.
Chapitres
00:00 – Introduction 03:03 – Géographie de la région Histoires des différentes puissances qui se sont partagé les territoires de l’Ukraine actuelle 05:15 – Nord-ouest – République des Deux Nations Pologne – Lituanie 07:01 – Est – Empire russe 11:38 – Sud – Khanat de Crimée 16:42 – Catherine II de Russie et l’expansion de l’Empire russe 21:40 – Les Russes sont fondés à penser qu’ils sont chez eux dans l’est et le sud de l’Ukraine 24:47 – Les bouleversements du XXe siècle, la création de l’Ukraine sous Staline et l’effondrement de l’URSS 30:38 – L’expansion de l’OTAN vers l’est se heurte à la Biélorussie et à l’Ukraine 34:21 – Le double-jeu d’Erdogan 35:24 – Le discours « occidental » ne tient absolument pas compte de l’Histoire 37:25 – Un grand chef d’État doit connaître l’Histoire pour prendre des décisions raisonnables 39:28 – Retour sur la mer d’Azov dans l’imaginaire russe 42:38 – Une solution raisonnable pour sortir du conflit 44:46 – Conclusion
A pergunta, repetida nos media, sugerida nos cafés e ouvida nas ruas, anda aí, como provocação fascista, espécie de transferência de responsabilidade, oriunda dos herdeiros da ditadura para os que sabem o que lhe devemos.
Perguntar a quem ama a liberdade se esta valeu a pena é a ofensa de quem lhe é alheio, de quem se dava bem com a ditadura ou não faz a mais leve ideia do que foi. É como perguntar a um doente se valeu a pena a cura ou, a um cego, a recuperação da visão.
Os fascistas esforçam-se por minimizar a violência da ditadura, o número dos que morreram e ficaram estropiados na guerra colonial, só os de um lado, do outro não lhes interessa. Essa canalha que reprimiu durante 49 anos a simpatia pelo regime que prendia sem culpa formada, violava a correspondência, torturava adversários e os assassinava, essa súcia, filha do salazarismo, anda por aí, a reescrever a História e a responsabilizar quem teve a nobreza de perdoar aos algozes e cúmplices.
Como foi possível esquecer o Tarrafal, o Campo de S. Nicolau, Caxias, Peniche, Aljube e a Rua António Maria Cardoso? Será possível que, à medida que vão morrendo os que resistiram à ditadura, os herdeiros do ditador passem a esponja sobre o passado negro e o pintem de cor-de-rosa?
E mantêm-se calados os que têm obrigação de os desmascarar? Não há gravações dos gritos de dor e das lágrimas, que recordem as mães de filhos mortos, as mulheres dos maridos presos e as famílias destroçadas por perseguições?
Os próprios capitães de Abril, que tudo deram sem nada pedirem, já são vilipendiados pelos que lhes devem os lugares que ocupam, as sinecuras que distribuem e os negócios sujos de que ficam impunes.
No regresso manso de um fascismo larvar é altura de dizer basta, de varrer os ingratos que devem à democracia os lugares que ocupam, de limpar os órgãos da soberania dos ineptos e dos que se vingam dos que nunca quiseram a democracia, a descolonização e o desenvolvimento, dos que sentem náuseas e têm enxaquecas quando ouvem a voz de Zeca Afonso: Grândola, vila morena…
Em 1943, Antoine de Saint-Exupéry escreveu o seu livro mais importante, O Pequeno Príncipe (1943), uma fábula infantil para adultos, cuja obra é rica em simbolismo.
O personagem principal do livro vivia sozinho num pequeno planeta, onde existiam três vulcões, dois activos e um já extinto.
Outro personagem representativo é a rosa, cujo orgulho, levou o pequeno príncipe a uma viagem pela terra.
Na viagem, encontrou outros personagens que o levaram ao desvendamento… do sentido da vida. A obra está traduzida e repetidamente reeditada no mundo inteiro.
Antoine de Saint-Exupéry, foi um escritor e ilustrador e piloto francês, nascido em 1900, e autor da famosa obra universal para crianças… que todas deveriam ler… O Pequeno Príncipe.
Morreu na guerra no Mar Mediterrâneo em 1944… aos 44 anos de idade, abatido por um caça da força aérea da Alemanha Hitlariana.
Em 1973, na cidade alemã de Bad Munstereifel (RFA), foi dissolvida a Ação Socialista e fundado o Partido Socialista (PS), que já ultrapassou em anos os que a ditadura nos oprimiu.
Havia sonhos de liberdade nos resistentes antifascistas, mas foi uma bela madrugada de abril que os concretizou, 1 ano depois, sendo militares e não civis a tornar realidade os sonhos.
Vejo na primeira fila o saudoso amigo Joaquim Catanho de Meneses por entre outros rostos de quem vim a ser amigo, nomeadamente António Arnaut e Fernando Vale.
Saúdo os militantes do PS, em especial António Costa, sob ataques concertados do PR, da direita, dos neoliberais do PS e de numerosos trânsfugas.
Neste tempo de incertezas em que, após a pandemia, surgiu a guerra na Ucrânia onde se jogam interesses geoestratégicos globais, o Governo de António Costa é a referência de estabilidade que resiste à infâmia de comentadores, aos videirinhos que cospem no prato que os alimentou e à extrema-direita que explora o medo e incita ao ódio e à revolta.
Esta frase, empregada quando alguém prefere não revelar nenhum segredo em voz alta, nasceu, aparentemente, na França durante a perseguição dos hugonotes – Protestantes franceses de doutrina calvinista – que terminou com um terrível massacre iniciado na noite de San Bartolomeu em 24 de agosto de 1572 em Paris.
O massacre na capital francesa durou pelo menos uma semana, e se espalhou para outras partes do reino, onde persistiu até o outono.
A história conta que, durante a segunda metade do século XVI, Catarina de Médici – rainha consorte da França – que foi uma das pessoas que incitou os católicos a levarem a cabo a matança, era muito desconfiada, e para poder Espionar melhor as pessoas de quem mais suspeitava, mandou instalar nas paredes de diferentes quartos do Palácio Real dispositivos acústicos (alguns dizem que se tratavam de paredes falsas, tipo drywall, pelas quais se podia ouvir o que estava sendo falado no quarto ao lado).
Porém, assim que o recurso foi descoberto, entre os membros da corte e a servidão, passaram a dizer que ‘as paredes tinham ouvidos’. E assim, com o tempo, a expressão passou a ser provérbio. E daí nasceu o dizer que ′′ lhes murs ont des oreilles ′′ ou ′′ as paredes ouvem “.
Um jovem guerreiro, indignado e com muita raiva, chega junto de seu avô contando que sofreu uma injustiça de um amigo.
—
O avô ouve-o e responde:
– Deixa-me contar-te uma história…
Eu também já algumas vezes, senti grande ódio daqueles que me fizeram sofrer, sem qualquer arrependimento daquilo que me fizeram.
Todavia, o ódio corrói mas não fere o inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que o inimigo morra…
Na verdade, dentro de cada um de nós vivem dois lobos..Um deles é bom e não magoa. Vive em harmonia com todos à sua volta e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isso, e da maneira correta.
Mas com o outro lobo, já não é assim! …
Ele vive cheio de raiva! As mais pequenas coisas lançam-no num ataque de ira!
Ele briga com todos o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não consegue pensar, porque a sua raiva e o seu ódio são enormes…
Algumas vezes é difícil conviver com estes dois lobos, pois ambos tentam dominar o nosso espírito….
O jovem olhou intensamente nos olhos do seu avô e perguntou:
Na hipócrita sociedade ocidental essa é uma invasão legítima… na hipócrita sociedade ocidental uns refugiados são vítimas inocentes da guerra, enquanto outros já são considerados terroristas a querer entrar na Europa.
Na hipócrita sociedade ocidental existem crimes de guerra na Ucrânia, enquanto na Palestina são considerados danos colaterais.
Na hipócrita sociedade ocidental não decretam sanções ao regime israelita, nem o acusam de crimes de guerra.
Para além da verdade, também a democracia está a ser vítima desta guerra. A divergência de pensamento transformou-se em delito de opinião.
Tornou-se banal admitir que a verdade é a primeira vítima da guerra. Na maioria dos casos, é um reconhecimento pouco útil porque não ajuda a aumentar as defesas contra a mentira. Não nos coloca de sobreaviso. Não eleva os níveis de alerta. Isso aplica-se ao processo comunicacional relacionado com o conflito na Ucrânia, que nos envolveu nos últimos meses.
Passado quase um ano de hostilidades, é tempo de confrontarmos os factos com os discursos. Este exercício deve ser feito independentemente de convicções pessoais, ou do apoio que se dê a uma ou à outra fação. O facto de a esmagadora maioria da comunicação social estar do lado da causa ucraniana, por muito justa que seja, não legitima nem justifica a promoção sistemática de propaganda.
Qualquer declaração do Governo ucraniano, assim como de algumas outras fontes, como sejam os serviços secretos ingleses, transformados neste conflito em agência noticiosa, é automaticamente considerada uma verdade absoluta inquestionável, por mais ilógica e inverosímil que seja. Fica isenta de contraditório, averiguação e certificação.
A leitura foi realizada para celebrar o lançamento de dois dos livros mais importantes da obra de José Saramago pela Companhia das Letras, “Memorial do Convento” e “Levantado do Chão”.
Demora muito tempo para se perceberem que as classificações, as estatísticas passadas e as previsões futuras da atividade económica das nações ao redor do mundo, projetadas por instituições ocidentais, principalmente como o FMI, o BCE e outras, estão contaminadas e, em alguns casos, são fraudulentas, para dar a impressão errada aos leitores. Isso não é diferente de como o Facebook, as pesquisa do Google, do YouTube, ou o que emite o governo dos EUA e principalmente todos os canais de média, que também projetam as notícias fortemente tendenciosas para adequar as agendas das pessoas que controlam essas instituições.
Recentemente usei algum tempo e esforço para perceber a economia da Rússia e descobrir como é que esse país, não só está a lutar contra o poder coletivo de todas as nações ocidentais mais alguns não-ocidentais (por exemplo, o Japão), sendo que a economia da Rússia é menos de um vigésimo do coletivo ocidental e a guerra moderna é altamente dependente da economia, industrial, base de recursos e detalhes científicos das partes envolvidas. No papel, o ocidente coletivo tem mais de vinte vezes a economia, e uma alta capacidade financeira, social e industrial. A Rússia tem sido frequentemente descrita de forma desprezível como um país que é pouco mais do que uma nação que tem fontes de energia, governado por um ditador déspota.
Se a previsão económica e os cálculos da base industrial estiverem corretos, então, considerando o ataque a todas as frentes, militares, económicos e tudo mais, dirigido contra a Rússia pelos EUA/OTAN, então a Rússia deveria ter sido desmembrada, cortada e devorada um mês após o início das hostilidades. Mas, pelo que parece, o ocidente coletivo está falhando redondamente. Isto é um forte indício de que a projeção ocidental da maioria dos dados, incluindo a economia, é fraudulenta e tem vindo a desinformar as pessoas sobre os factos e a enganá-las no caminho.
Morre em São Petersburgo o professor Vadim Kopyl, diretor do Centro Lusófono Camões, que coordenou a publicação de obras de vários autores portugueses e brasileiros.
I Vítima de uma bronquite, faleceu, dia 30 de janeiro de 2023, o professor Vadim Kopyl Alekseevich (1941-2023), doutor em Filologia Românica e diretor do Centro Lusófono Camões, da Universidade Estatal Pedagógica Hertzen, de São Petersburgo, entidade voltada para o ensino da Língua Portuguesa e que tem publicado vários livros de autores portugueses e brasileiros em russo. As obras facilitam o aprendizado tanto de alunos russos como de lusófonos, pois trazem uma página em português seguida de outra com o mesmo texto em russo. Criado por empenho do professor Kopyl, o Centro Lusófono Camões foi inaugurado a 16 de junho de 1999, em ato prestigiado pelo embaixador de Portugal, José Luís Gomes, e pela embaixadora do Brasil, Teresa Maria Machado Quintella, e passou a funcionar dentro do campus da Universidade Hertzen, que é formado por vários palácios adaptados às necessidades de ensino, no centro histórico de São Petersburgo.
Quase duas gerações depois do fim da guerra-fria, eis-nos de regresso a uma escalada bélica que tem como limite a sombria possibilidade de uma hecatombe nuclear.
Num artigo recente no Financial Times, John Tornhill analisava o debate que está a ser travado nos EUA para dar mais tempo aos decisores que sejam confrontados com um aviso, eventualmente falso, de ataque com mísseis balísticos, de modo a evitar o risco de uma guerra por acidente. Tornhill recordou, a propósito, a decisão do tenente-coronel soviético Stanislav Petrov (1939-2017), que em 26 de setembro de 1983 terá evitado a morte violenta de centenas de milhões de pessoas.
Em 1983 as tensões entre o Ocidente, liderado pelos EUA do vigoroso Reagan, e a URSS do debilitado Yuri Andropov estavam num pico de tensão alarmante.
Como se não bastasse a corrida aos armamentos na Europa – a chamada crise dos euromísseis – a 1 de setembro o voo 007 das Korean Air Lines, depois de ter violado o espaço aéreo soviético, acabou por ser abatido pela aviação de Moscovo. Os erros de navegação do avião civil e a precipitação do piloto do SU-15 transformaram um incidente menor numa tragédia em que pereceram 269 pessoas.
Giselle remains one of the most popular Romantic ballets of all time. The story brings together an engaging mix of human passions, supernatural forces, and the transcendent power of self-sacrificing love. The production by Sir Peter Wright catches the atmosphere of this great Romantic ballet, especially in the perfection of its White Act, with ghostly maidens drifting through the forest in spectacular patterns — one of the most famous of any scenes for the corps de ballet. Giselle dances with lightness and fragility, giving the impression of floating through the mist. This is one of The Royal Ballet’s most loved and admired productions, faithful to the spirit of the 1841 original yet always fresh at each revival.
This performance features former Bolshoi star and now Royal Ballet principal Natalia Osipova in a breath-taking interpretation of the title role. Giselle: Natalia Osipova Albrecht: Carlos Acosta Orchestra of the Royal Opera House Choreography Marius Petipa after Jean Coralli and Jules Perrot Conductor Boris Gruzin Recorded live at the Royal Opera House, January 2014
O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, apelaram hoje ao fortalecimento da “soberania” da União Europeia e da sua capacidade para moldar a ordem internacional, posição defendida na véspera de um Conselho de Ministros franco-alemão.
A UE enfrenta um desafio essencial de “garantir que a Europa se torne ainda mais soberana e tenha capacidades geopolíticas para moldar a ordem internacional”, referiram os dois governantes no diário Frankfurter Allgemeine Zeitung, antes do 60.º aniversário do Tratado do Eliseu, que será celebrado no domingo com um programa que inclui um conselho de ministros conjunto.
Para Macron e Scholz, a Europa deve investir mais nas suas Forças Armadas e na sua indústria de armamento. “As melhores capacidades europeias e um pilar europeu mais forte dentro da NATO também nos tornam um parceiro mais forte no Atlântico e nos Estados Unidos – mais bem equipados, mais eficientes e mais poderosos”, apontaram.
O tratado com o nome do palácio presidencial francês foi assinado em 22 de janeiro de 1963, em Paris, pelos então chefe de Estado da França, Charles de Gaulle (1890-1970), e de Governo da Alemanha Ocidental, o chanceler Konrad Adenauer (1876-1967). O acordo, considerado como um exemplo de reconciliação entre antigos inimigos, estabeleceu mecanismos de consulta e cooperação em política externa, integração económica e militar, e intercâmbio de formação de estudantes.
00:00 UNA VOCE POCO FA • Gioacchino Rossini “Il Barbiere Di Siviglia” 06:48 VISSI D’ARTE • Giacomo Puccini “Tosca” 10:04 ADDIO DEL PASSATO • Giuseppe Verdi “La Traviata” 13:31 SICILIANA • Giuseppe Verdi “I Vespri Siciliani” 17:30 CASTA DIVA • Vincenzo Bellini “Norma” 24:45 SÌ, MI CHIAMANO MIMÌ • Giacomo Puccini “La Bohème” 29:32 UN BEL DÌ VEDREMO • Giacomo Puccini “Madama Butterfly” 34:02 AH, FORS’È LUI – SEMPRE LIBERA • Giuseppe Verdi “La Traviata” 42:21 PACE, PACE MIO DIO • Giuseppe Verdi “La Forza Del Destino” 48:46 QUAL FIAMMA AVEA NEL GUARDO • Ruggero Leoncavallo “I Pagliacci” 53:28 EBBEN NE ANDRÒ LONTANA • Alfredo Catalani “La Wally” 58:16 MIO BABBINO CARO • Giacomo Puccini “Gianni Schicchi” 1:00:48 MADRE MIA • Amilcare Ponchielli “La Gioconda” 1:02:41 QUANDO, RAPITO IN ESTASI • Gaetano Donizetti “Lucia Di Lammermoor” 1:07:41 TACEA LA NOTTE PLACIDA • Giuseppe Verdi “Il Trovatore” 1:13:50 SPARGI D’AMARO PIANTO • Gaetano Donizetti “Lucia di Lammermoor” 1:18:00 GIASON! DEI TUOI FIGLI LA MADRE • Luigi Cherubini “Medea” 1:25:27 SIGNORE, ASCOLTA • Giacomo Puccini “Turandot” 1:27:56 OMBRA LEGGERA • Giacomo Meyerbeer “Il Perdono Di Ploermel” 1:33:35 SUICIDIO! • Amilcare Ponchielli “La Gioconda” 1:38:11 CARO NOME • Giuseppe Verdi “Rigoletto” 1:44:56 HO VISTO IL FIGLIO SUL MATERNO SEN • Richard Wagner “Parsifal” 1:52:44 UNA MACCHIA È QUI TUTTORA • Giuseppe Verdi “Macbeth”
O Ocidente reuniu-se em Davos para decidir a emprego dos Carros de Combate (tanks) Leopardo na Ucrânia. O título parece cabalístico, mas não encontrei melhor para resumir o atual estado da guerra que está a decorrer na Ucrânia. Ler as entrelinhas da imprensa internacional ajuda a perceber.
O jornal Le Monde de 18 de Janeiro publicava: “No Forum económico de Davos o fim da mundialização (globalização) está na cabeça de todos. A guerra comercial entre a China e os Estados –Unidos assim como a corrida às subvenções estatais para manter ou recuperar as fábricas (reindustrialização) serão os temas principais da reunião. (Protecionismo liderado pelos Estados Unidos). A mundialização morreu, a livre troca morreu, reconheceu o patrão do fabricante de chips TSMC diante do presidente Biden, e dos patrões da Apple, AMD ou Nvidia, alguns dos seus principais clientes. Biden, ao intensificar a guerra comercial contra a China desencadeada por Trump deu o golpe de misericórdia na globalização, interditando as exportações de tecnologia para a China e despejando torrentes de subsídios do Estado (liberal?) para atrair empresas de regresso à América depois da moda da deslocalização”.
Em conclusão, a verdadeira guerra trava-se entre os Estados Unidos e a China, que já tem um PIB superior. A globalização foi um estratagema para os Estados Unidos imporem a sua supremacia e durou enquanto lhes conveio. Os crentes no neoliberalismo vão ter de se reconverter, virar casacas e cantar loas e salmos ao protecionismo. As Business Scholl, que funcionaram como madrassas do neoliberalismo vão passar a estudar Marx e Keynes, do antecedente proscritos.
Ode à Alegria é uma das canções mais populares do piano. Tornou-se mesmo o hino oficial da União Européia porque celebra a fraternidade e a unidade. Originalmente inspirado no poema de Friedrich Von Schiller An die Freude, escrito em 1785, a quarta parte da Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven, transformou o poema em música em 1824.
Nasceu há 100 anos, na Póvoa de Atalaia, Fundão, mas radicou-se no Porto onde viveu quase toda a sua vida.
Identificou-se profundamente com a cidade, mas nunca renegou a sua ligação íntima com o mundo rural onde foi criado. Era – É – o poeta do corpo, da terra, do amor.
Apesar de nos ter deixado fisicamente em 2005, mantém, por isso, uma presença indelével.
Abrantes, 09/12/2017, Restaurante Santa Isabel. Um must ! 9 amigos que foram colegas de liceu nos anos 60 do século XX. E que permanecem amigos.
Da esquerda para a direita, da frente para trás.
Rodolfo Miguez Garcia (no topo), Paulo Sousa, José Parreira, António Bruges, Vítor Coelho da Silva, José Luciano, Miguel do Pego, Joaquim Felício e Alexandre Cordeiro
Falecimento: António José Mota Paim de Bruges, 17-01-2023
Av. de Roma, Lisboa – Portugal | Aluno do Colégio La Salle de Abrantes anos 1962/1969.
Entrevistado pela estação de rádio espanhola COPE, o treinador argentino Lionel Scaloni escolheu o melhor entre Lionel Messi e Diego Armando Maradona: “Se eu tivesse de escolher um entre estes dois seria Leo. Tenho uma ligação especial com ele. Ele é o melhor jogador de todos os tempos, embora Maradona também fosse obviamente fantástico.”
Coletânea reconstitui os primeiros passos da criação do grupo Picaré e traz depoimentos e poemas dos participantes
I Para assinalar a passagem da quarta década da aparição de um movimento literário e artístico que marcou época não apenas no Litoral paulista mas em boa parte do Estado e até do País, o poeta Raul Christiano organizou a Coletânea Picaré – 40 anos de Poesia & Artes (Santos, Realejo Livros, 2022), que, além de uma longa introdução que contextualiza o surgimento daquele grupo, traz depoimentos e peças poéticas de 38 dos 57 ativistas que fizeram parte daquela multiação literária. Ativista cultural, Christiano foi, em 1979, ao lado de Rafael Marques Ferreira, à época recém-ingressados na Faculdade de Comunicação (Facos) da Universidade Católica de Santos (UniSantos), um dos fundadores do grupo Picaré, que encerrou suas atividades em 1983, e um dos participantes ativos das chamadas gerações do mimeógrafo e da poesia marginal nos anos 1970 e 1980. Como observa Christiano na introdução, o movimento Picaré tentou romper com o academicismo, sem deixar de manter uma política de boa vizinhança com escritores e entidades literárias já estabelecidas. Não se pode esquecer que, à época, o Brasil vivia sob os rigores de uma ditadura militar (1964-1985), marcada pela repressão às liberdades democráticas, com censura, perseguição política, torturas e mortes, inclusive com a presença disfarçada de agentes dos órgãos repressores nas salas de aulas da Facos. Mas, ao mesmo tempo, aquela seria uma época de muit a curtição e desbunde, especialmente em São Paulo, a partir da ação de jovens que fizeram das pichações e grafites o espaço para as suas manifestações artísticas e políticas.
Faz 17 anos que perdemos o revolucionário Álvaro Cunhal. Além de seu legado no coração do povo português, seu humanismo estético está na arte deixada para apreciação. 14/06/2022
Faz 17 anos que o mundo perdeu Álvaro Cunhal, em 13 de junho de 2005. Ainda que um gigante revolucionário do povo português, Cunhal também era um poeta, sempre refletindo sobre arte, mesmo no cárcere, onde não deixou de expressar-se por meio de desenhos. Desta forma, olhar para seus sinuosos desenhos dramáticos e sombrios, retratando seu Portugal sob a ditadura de Salazar, é uma forma de evocar sua luta. Mesmo na escuridão da prisão, enxergava a realidade de seu povo melhor que aqueles que estavam fora dela. A liberdade nem sempre está na possibilidade de ir e vir.
O amigo e camarada Rogério Ribeiro relata de quando acompanhou-o em viagens na apresentação do seu livro A arte, o artista e a sociedade. “Era comovente ver o seu entusiasmo quando propunha à plateia que ouvisse um pequeno trecho gravado. Uma voz feminina, cantando, elevava-se como uma lâmina aguda ganhando o silêncio da sala, numa breve melodia de rara beleza pela extensão e pela qualidade e timbre da voz. Depois perguntava: Sabem o que ouviram? Não é uma diva, é uma camponesa de Trás-os-Montes num canto de trabalho”.
Ernestine Jane Geraldine Russell (21 de junho de 1921 – 28 de fevereiro de 2011) foi uma atriz, cantora e modelo norte-americana. Ela foi um dos principais símbolos sexuais de Hollywood nas décadas de 1940 e 1950. Ela estrelou em mais de 20 filmes.
Russell mudou-se do Meio-Oeste para a Califórnia, onde teve seu primeiro papel no cinema em The Outlaw (1943), de Howard Hughes. Em 1947, Russell mergulhou na música antes de retornar aos filmes. Depois de estrelar em vários filmes na década de 1950, incluindo Gentlemen Prefer Blondes (1953), Russell retornou novamente à música enquanto completava vários outros filmes na década de 1960.
Russell se casou três vezes, adotou três filhos e, em 1955, fundou o Waif, o primeiro programa internacional de adoção. Ela recebeu vários elogios por suas realizações no cinema. Sua mão e pegadas foram imortalizadas no pátio do Teatro Chinês de Grauman. Uma estrela com seu nome foi colocada na Calçada da Fama de Hollywood.
Conhecida como ícone feminista, Simone de Beauvoir foi escritora, ativista, professora, socióloga e filósofa (apesar de nunca se ter considerado como tal). Tendo escrito sobre os mais variados assuntos, desde romances a ensaios, é pelo livro O Segundo Sexo, um verdadeiro tratado sobre a condição da mulher ao longo da História, que é mais conhecida. Neste, escreveu uma das suas ideias mais célebres, marcada pela sua teoria existencialista de que a existência antecede a essência: Não se nasce mulher, torna-se mulher.
Foram homens notáveis os líderes dos partidos que moldaram a arquitetura do regime. Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro e Freitas do Amaral, representando cada um interesses de classe divergentes e visões diferentes do mundo, constituíram uma plêiade de políticos à altura dos heroicos capitães de Abril.
As circunstâncias fazem os homens, mas há homens que ajustam as circunstâncias e se projetam na História dos povos. Soares é um exemplo paradigmático.
Mário Soares foi, nos seus defeitos e virtudes, à semelhança de Churchill, Roosevelt ou De Gaulle, um político de dimensão internacional e a figura que deixou maiores marcas nesta segunda República que devemos ao MFA.
Combatente antifascista, sofreu perseguições, prisões e exílios até se tornar o homem de Estado e a grande referência da República nascida em 25 de Abril de 1974.
Todos os democratas acabaram por votar nele, pelo menos uma vez. A sua dimensão de Estadista e o amor à liberdade fizeram dele o alvo dos afetos e dos ódios que perduram na ignóbil petição à Assembleia da República, certamente assinada pela escória fascista, a pedir aos deputados a recusa do seu nome na toponímia de um aeroporto.
É também por isso que, tendo estado tantas vezes do lado oposto ao seu, sinto o dever patriótico de lhe render a mais viva homenagem no 1.º aniversário da sua morte.
Mário Soares, republicano, laico e democrata, foi o maior vulto desta segunda República Portuguesa.
Filho de Simão Vaz de Camões, e Ana de Sá, da pequena nobreza, Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa por volta de 1524, e era descendente de Vasco Pires de Camões, um trovador galego, guerreiro e fidalgo, que se mudara para Portugal em 1370. Camões teve uma boa e sólida educação, e ainda jovem teria recebido um sólida educação nos moldes clássicos da época, dominando latim, literatura e história e tendo recebido grande parte da sua formação na Universidade de Coimbra.
Camões era um conhecido boémio frequentador da corte de D. João III, onde era reconhecido como poeta lírico, enquanto ao mesmo tempo se envolvia, segundo a tradição, em amores com damas da nobreza e, possivelmente, plebeias também, pois a sua vida boémia levava-o a frequentar frequentemente as tavernas de Lisboa. Reza a história que por conta de amor frustrado, autoexilou-se no Norte de África, alistando-se como soldado em Ceuta onde ficou dois anos e onde perdeu o olho direito numa batalha.
Posteriormente decide partir para a India, comprovado por um documento datado de 1550 em que o dá como alistado para viajar: “Luís de Camões, filho de Simão Vaz e Ana de Sá, moradores em Lisboa, na Mouraria; escudeiro, de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses… entre os homens de armas”.
Cruyff: “Pelé é o único jogador que ultrapassou os limites da lógica”.
Ferguson: “Pelé é o melhor jogador de todos os tempos”.
Di Stefano: “Pelé era melhor que Messi e Cr7″.
Franz Beckenbauer: “Pelé é o melhor jogador de todos os tempos, é o jogador mais completo que já vi”.
Menotti: “Quando falarmos de futebol a Pelé não o ponhas nunca porque Pelé é de outro planeta. É uma mistura de Cruyff, Maradona, Di Stefano e Leo Messi.”
Gatti: “A Pelé tem que separá-lo, depois pode falar dos outros”.
Basile: “Pelé foi o melhor jogador que vi jogar, não vi nada parecido”.
Rivelino: “Para o meu Pelé é de outro mundo”.
Just Fontaine: “Quando vi Pelé jogar, soube que devia pendurar as botas”.
Bobby Charlton: “Às vezes sinto que o futebol foi inventado para este jogador mágico”.
Bobby Moore: “Pelé foi o jogador mais completo que já vi. Magia no ar. Rápido e poderoso, corria mais do que qualquer outro jogador. Parecia um gigante dentro do campo. Equilíbrio perfeito e visão impossível.”
Ronaldo: “Concordo com todos que Pelé tem sido o melhor e o maior”.
Maradona: “Pelé pode ser o melhor de todos os tempos”.
Cristiano Ronaldo: “Pelé só haverá um no mundo”.
Tarciso Burnigch, zagueiro italiano que marcou Pelé na final da Copa dos anos 70. Pensei: “É feito de carne e osso, como eu.” Eu estava errado.”
Fachetti, zagueiro italiano na Copa México de 1970: “Subimos juntos, fora de tempo, a cabecear uma bola. Eu era mais alto e mais impulso. Quando desci no chão, olhei para cima, perplexo. Pelé ainda estava lá, em cima, acenando a bola. Parecia que podia ficar no ar o tempo que quisesse.”
Platini: “Está Pelé o homem e depois Pelé o jogador de futebol, e jogar como Pelé é jogar como Deus”.
Qué decir? De Tomatito: Su pulgar, su expresividad, a veces gozando, a veces penando… Gran flamenco. Maestro de maestros. Pa’quitarse el sombrero. De Camarón: Poco puedo añadir que no se haya dicho ya… Puro, el más grande. Capaz de llorar por bulerías y de sonreír por soleá. Inspiración y orgullo. Gracias a los dos Josés por darnos el mejor concierto flamenco de la historia (y que Paco me perdone por mis palabras) ️