She’s SO passionated about singing that she keeps on singing to herself even when the song finishes, and then she has this big smile of pure joy on her face. That’s how it looks like when you truly love what you do. She’s brilliant and I love her. Eita Fox
Category Archives: Vítor Coelho da Silva
Guardador de Rebanhos | Fernando Pessoa | Poesia Portuguesa II | Mário Viegas
Mário Viegas ironiza sobre a “popularidade” de Fernando Pessoa, escritor e poeta da primeira metade do século XX; Mário Viegas conversa com “Fernando Pessoa” (personagem interpretada por Mário Viegas) sobre a sua personalidade e obra; 41m50: Mário Viegas declama 10 poemas do livro “Guardador de Rebanhos ” de Alberto Caeiro, acompanhado por António Marques à flauta e a interpretação de Rui Miguel, ator; reconstituição do quadro “Retrato de Fernando Pessoa” de José Almada Negreiros.
Poema à Mãe | Eugénio de Andrade | por Manuel Capitão
Video realizado por Lauro Martins e Manuel Capitão, no âmbito da UC Imagem em Educação, Mestrado Tecnologia Educativa – Universidade do Minho 2012
You Never Can Tell | Chuck Berry
Bruce Springsteen | You Never Can Tell
Madame Butterfly | Maria Callas
The Partisan | Leonard Cohen
This goes out to all brave Partizans from France, Italy, Yugoslavia, Greece… may your resistance never be blamed or forgotten! | Mathias Vogel
BELDROEGAS, UMA SABOROSA E PERFUMADA SAUDADE | António Galopim de Carvalho

(excerto do meu livro “Açordas Migas e Conversas” Âncora Editora, 2018)
A “Portulaca olerácea”, de seu nome científico, que, como lembrou Monarca Pinheiro, “já matou a fome a muita gente”, é uma erva levemente acidulada, de folhas carnudas, por vezes bem grandes e caules tão tenros que se aproveitam quase todos. É boas nas sopas, nas saladas, no esparregado e, até, em jeito de peixinhos-da-horta (com os caules mais grossos).
O meu pai gostava e, sempre que as beldroegas aparecessem na praça do mercado, eu tinha ordem para as comprar e a minha mãe fazia-as, nesse mesmo dia, em sopas de pão com queijo de ovelha, branco, de meia cura, e ovos escalfados.
Continuar a lerLeonard Cohen | A Thousand Kisses Deep
Sabine Devieilhe | The Tales of Hoffmann: Olympia Aria | Offenbach
Canção Amiga | Carlos Drummond de Andrade

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
—
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Continuar a lerSABINE DEVIEILHE | MOZART | LA FLUTE ENCHANTEE | Der hölle Rache
Air de la Folie | Platée de Rameau | Sabine Devieilhe
Bach | Passion selon Saint Matthieu BWV 244 | Aus Liebe will mein Heiland sterben | Sabine Devieilhe
O 25 de Novembro e a sua novembreza | Carlos Matos Gomes

Escrevi há poucos dias um texto sobre o evento de apresentação do franchising português da CNN, realizado no edifício dos Jerónimos, na parte ocupada pelo Museu Arqueológico. Considero que os monumentos nacionais, evocadores do passado, podem e devem ser utilizados para eventos marcantes do presente. E o que se comemorava a 22 de Novembro é marcante em termos de apresentação e representação de um novo poder, da novembreza.
Não tive uma palavra de expetativa sobre o produto que vai entrar no mercado. Portugal é um pequeno país, não produz acontecimentos de relevo mundial, vive uma cómoda paz, felizmente. As notícias sobre Portugal serão sempre casos menores. A primeira página do tabloide Correio da Manhã, ou do site do Sapo explicam a nossa insignificância. Sem ovos não se fazem omeletas e a estação CNN Portugal não fará o milagre de nos colocar no centro de um universo de manipulação informativa, a não ser em caso de grande catástrofe. Espremerá até à última gota os pequenos frutos locais (ia a escrever furtos e também se adequava). A notícia importante no happening dos Jerónimos foram os seus convidados, que se entrevistaram uns aos outros, mesmos os exilados por terem cometido excessos ao trepar.
Continuar a lerPORTUGAL-BRASIL: RAÍZES DO ESTRANHAMENTO | Carlos Fino

EM DESTAQUE NO MUNDO LUSÍADA
Jornalista Carlos Fino lança obra “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento”.
Nova obra do jornalista português traz 500 páginas profusamente ilustradas com imagens de caráter histórico sobre a complexa relação Portugal-Brasil.
Da Redação do “Mundo Lusíada” – um dos principais jornais da comunidade portuguesa no Brasil:
Uma tese de doutoramento em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho e pela Universidade de Brasília do jornalista português residente no Brasil, Carlos Fino, deu vida ao livro “Portugal-Brasil: Raízes do Estranhamento”.
Segundo o autor, a força da relação Brasil-Portugal por via da história, do sangue e da língua, por um lado, contrasta com a permanência de um sentimento de estranhamento e incomunicação. Confrontado com estas duas realidades contraditórias, quis aprofundar o estudo dessas razões.
Em mais de 500 páginas profusamente ilustradas com imagens de caráter histórico sobre a complexa relação Portugal-Brasil, o autor estuda nesse passado comum as razões de um estranhamento e (in)comunicação, como por exemplo, cita um “sentimento antilusitano” que existe disseminado no Brasil.
O livro está em fase de pré-lançamento nos dois países pela Editora LISBON BOOKS – Livraria Atlântico.
Continuar a lerTerras da Beira | Jornal do Fundão, 21-09-2006 e Pedras Soltas (Ed. 2006) | Carlos Esperança

São cada vez mais os mortos que povoam os cemitérios e menos os vivos que restam. Os jovens saíram pelas estradas que invadiram o seu habitat. Fugiram das courelas que irmãos disputavam à sacholada e à facada, dos regatos que secaram a caminho das hortas, da humidade que penetrava as casas e os ossos, e da pobreza que os consumia.
Não há estímulo para permanecer. Não se percebe que as penedias tivessem custado vidas na disputa da fronteira, que homens se tivessem agarrado aos sítios e enchido de filhos as mulheres que lhes suportavam o vinho, a rudeza e os maus tratos.
Continuar a lerGrandes eventos merecem grandes ajuntamentos Carlos Matos Gomes

Recebo, com algum adormecimento, notícias de irritação e de sentimento de ofensa à grandeza da pátria que a festa de inauguração do franchising português do canal de televisão americano CNN tenha sido realizada nuns anexos — que servem de Museu de Arqueologia — do local sagrado do antigo mosteiro dos frades Jerónimos. Um extraordinário monumento manuelino, a par do Convento de Cristo, em Tomar, que celebra as navegações dos portugueses de quinhentos e onde repousam o que se julgam ser os restos mortais de dois génios lusitanos, Luís de Camões e Fernando Pessoa.
Penso que a realização de eventos populares em locais históricos é uma boa técnica de marquetingue cultural, pois leva centenas ou milhares de portugueses a locais que, se não fossem esses tais eventos, nunca os “vivenciariam”, como dizem.
Continuar a lerRichard Wagner: Tristan and Isolde | Prelude and Liebestod | with Daniel Barenboim & Waltraud Meier
WAGNER | Isolde’s Liebestod (Waltraud Meier | Daniel Barenboim + West-Eatern Divan)
Performance from Waltraud Meier, with the Daniel Barenboim
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 7/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 6/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 5/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 4/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 3/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 2/7
Ética | Bento de Espinosa | Darin McNabb | 1/7
MINDE | INAUGURAÇÃO DO MUSEU ROQUE GAMEIRO | 21 Novembro DE 1970
FOI HÁ 51 ANOS QUE FOI INAUGURADO O MUSEU ROQUE GAMEIRO Em 21 de Novembro de 1970 Minde vivia momentos de grande agitação. Foi inaugurado o MUSEU ROQUE GAMEIRO e Minde recebeu a presença do Senhor Presidente da República, Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz.
Os membros da Junta de Freguesia de Minde eram Lourenço Coelho Anjos da Silva, seu Presidente, Manuel da Silva Micaelo e João Almeida Mengas, que lideraram o grupo que se empenhou com grande bairrismo na concretização deste belo projecto. O Presidente da Câmara era o Sr. José Maria Baptista. Recordamos também o Senhor Rogério Venâncio, figura ímpar e marcante da Cultura de Minde, sempre disponível e activo na colaboração com a Junta de Freguesia, tal como todos os membros da Comissão Instaladora do Museu Roque Gameiro. Os Mindericos estiveram orgulhosamente presentes na recepção ao Sr. Presidente da República, na inauguração e no almoço de confraternização que se seguiu. Liderava a Banda da Sociedade Musical Mindense o Sr. Padre Mário Marques dos Anjos, que acompanhou o desfile da população na recepção ao Sr. Presidente da República. Foi bonito. O Pintor Alfredo Roque Gameiro, que nasceu na casa onde foi inaugurado o Museu em 4 de Abril de 1864, tendo falecido em 4 de Agosto de 1935, é considerado o maior pintor aguarelista português.
21-11-2021 | Vítor Coelho da Silva
JORNAL DE MINDE | NOVEMBRO DE 1970
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Continuar a lerOs desespelhos quase esquizocênicos da poética teatral de Daniel Osiecki | por Silas Corrêa Leite

- Quando você recebe “de grátis” alguns livros de um generoso amigo virtual que conheceu pelas artes lítero-culturais das ricas redes sociais, você sempre se sente um privilegiado. Mas, quando você começa a ler aqui e ali, versos e prosas, tudo junto e misturado, você fica atiçado e, pego pelas palavras, e ritmos, em delirantes cenas rápidas, corre, saca e sente que precisa escrever sobre o que viu de lastro e lustre. E foi isso que ocorreu, quando recebi, entre outras obras, o livro “27 episódios diante do espelho” de Daniel Osiecki, de Curitiba Paraná, com o qual tive o prazer de já estar e palavrear em duas Lives, via You Tube da Kotter.
- Daniel Osiecki foi professor universitário, é mestre em teoria Literária, editor-chefe da Revista TXT, organizador de saraus coletivos e apresentador do Programa VIVA LITERATURA no canal do Youtube. Também altamente produtivo assim e assado, autor de Abismo (2009), Sob o signo da noite (2016), fellis (2018), Morre como em um vórtice de sombra (2019), Fora de ordem(2021) e ainda em 2021 este livro de Episódios… Ou seriam, trocadilhando, EPI-sódios? Curto e grosso, poemas-cenas-de-teatro aberto, acidez-solo, e vai por aí a derrama da arte de Daniel na cova dos leões das palavras, atos e fatos, prismas e cenas rápidas. Aliás, EPI-Equipamento de Proteção Individual. Sódio, isso mesmo, o principal ingrediente do sal, que é o cloreto de sódio, importante para a manutenção do equilíbrio do pH do sangue, dos impulsos nervosos e da contração muscular.
From the Herodes Atticus Theater in Athens 1984 | Nana Mouskouri
Handel | Dixit Dominus | Gardiner
George Frideric Handel Dixit Dominus, HWV 232 | Monteverdi Choir English Baroque Soloists | Sir John Eliot Gardiner
Vivaldi Magnificat RV 610 in G minor | Jordi Savall | Le Concert des Nations
Antonio Vivaldi | GLORIA
Solistke: Tatjana Vasle, sopran Neža Vasle, sopran Edita Garčević Koželj, alt Ana Vidmar,
alt Dirigent SLAVEN KULENOVIĆ
Anna Netrebko – Rusalka (Dvořák)
P. Mascagni – “Cavalleria Rusticana”. Regina Coeli. Ainhoa Arteta – Orquesta y Coro Gaos
Handel’s Messiah: For Unto us a Child is Born, Tabernacle Choir
Soliloques | Kateb Yacine

CE QU’EN DIT L’ÉDITEUR “ – Je suis étudiant. Mais je n’ai pas envie de continuer. Je voudrais écrire. – Ah, ça tombe bien, moi je suis imprimeur. Apporte moi tes poèmes.”
Cet homme extraordinaire, mon premier éditeur, s’appelait Carlavan. Il était en faillite, après avoir dirigé l’imprimerie du Réveilbônois, journal du soir à Annaba. Commeil lui restait un stock de papier, il a décidé de finir en beauté, en publiant un jeune poète inconnu.
C’est ainsi qu’il a imprimé “Soliloques” en mille exemplaires qu’il m’a remis, sans rien me demander en échange. Ces poèmes de jeunesse datent de presque un demi-siècle. On y retrouve deux thèmes majeurs : l’amour et la révolution, dans une première ébauche de l’œuvre qui allait suivre. En un mot, “Soliloques”, ce n’est pas encore Nedjma, mais c’est son acte de naissance.” Extrait de l’introduction de Kateb Yacine, écrite quelque temps avant sa mort.
Os Lusíadas, (Canto IX, 83) | Luis Vaz de Camões
Oh, que famintos beijos na floresta,
E que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves! Que ira honesta,
Que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã e na sesta,
Que Vénus com prazeres inflamava,
Melhor é exprimentá-lo que julgá-lo,
Mas julgue-o quem não pode exprimentá-lo.

Nana Mouskouri | Only Time will tell 1989
Nana Mouskouri plus grands succès en direct 2018
Beethoven | Moonlight Sonata (Full) No. 14 in C Sharp Minor, Eric Zivian fortepiano (original) 4K
Vicent Niclo & Nana Mouskouri: ” Je chante avec toi Liberté ” | 300 Chœurs chantent les airs classiques
Dancing is the poetry of the foot | Natalia Osipova
“ Natalia Osipova in rehearsal for ‘La Nuit des Etoiles’ gala, 2014. Photo via Dansomanie, by ” Omg is that Cesar Corrales behind her.

10 GOLS QUE A CIÊNCIA NÃO PODE EXPLICAR
REM | Everybody Hurts Legendado
SEM PALAVRAS NÃO HÁ PENSAMENTO | Título de Carlos Fino

“La disparition progressive des temps (subjonctif, passé simple, imparfait, formes composées du futur, participe passé…) donne lieu à une pensée au présent, limitée à l’instant, incapable de projections dans le temps.
La généralisation du tutoiement, la disparition des majuscules et de la ponctuation sont autant de coups mortels portés à la subtilité de l’expression.
Supprimer le mot «mademoiselle» est non seulement renoncer à l’esthétique d’un mot, mais également promouvoir l’idée qu’entre une petite fille et une femme il n’y a rien.
Moins de mots et moins de verbes conjugués c’est moins de capacités à exprimer les émotions et moins de possibilité d’élaborer une pensée.
Des études ont montré qu’une partie de la violence dans la sphère publique et privée provient directement de l’incapacité à mettre des mots sur les émotions.
Sans mot pour construire un raisonnement, la pensée complexe chère à Edgar Morin est entravée, rendue impossible.
Plus le langage est pauvre, moins la pensée existe.
L’histoire est riche d’exemples et les écrits sont nombreux de Georges Orwell dans 1984 à Ray Bradbury dans Fahrenheit 451 qui ont relaté comment les dictatures de toutes obédiences entravaient la pensée en réduisant et tordant le nombre et le sens des mots.
Il n’y a pas de pensée critique sans pensée. Et il n’y a pas de pensée sans mots.
Continuar a lerMozart | Requiem (Orchestre National de France | James Gaffigan)
James Gaffigan dirige l’Orchestre national de France et le Choeur de Radio France dans le Requiem en ré mineur K.626 de Wolfgang Amadeus Mozart, avec la soprano Marita Solberg, la mezzo-soprano Karine Deshayes, le ténor Joseph Kaiser, et la basse Alexander Vinogradov. Concert enregistré le 29 juin 2017 en direct de la basilique de Saint-Denis dans le cadre du Festival de saint-Denis.
00:00 – Début du concert 01:19 – I. Introïtus 02:00 – Requiem 05:46 – II. Kyrie 08:13 – III. Sequentia. Dies Irae 10:09 – Tuba mirum 13:29 – Rex tremendae 15:31 – Recordare 20:27 – Confutatis 22:49 – Lacrimosa 25:52 – IV. Offertorium Domine Jesu Hostias 32:52 – V. Sanctus 34:30 – VI. Benedictus 38:52 – VII. Agnus Dei 41:45 – VIII. Communio – Lux Aeterna
Symphony No. 9 | Beethoven
London Symphony Orchestra, cond. Josef Krips
Soloists: Jennifer Vyvyan (EDIT), Soprano Shirley Verret, Mezzo-Soprano Rudolph Petrak, Tenor Donaldson Bell, Bass
Biografía Ludwig Van Beethoven
Beethoven pese a la profunda desesperanza que experimentó se inspiró para realizar la sinfonía cumbre de su carrera, la novena, apasionada y optimista, fue escrita por un Ludwig sordo que no podía vencer la miseria de la vida diaria, la finalizó basándose en el poema “Oda a la alegría” de Schiller que era un elevado himno a un Dios virtuoso y la hermandad entre todos los hombres. Enfermo, intentó escribir una décima sinfonía en un último gesto de poder ante la adversidad pero su propia imperfección heredada lo venció, ¿lo volveremos a ver? eso queda entre Jehová Dios y usted.
Leonardo Da Vinci | Documental de la BBC
Requiem de Fauré | Ensemble Orchestral de Paris | Choeur Accentus
LA TRAVIATA | Coro di zingarelle e mattadori | Giuseppe Verdi
Macbeth | Witches Chorus (The Royal Opera Chorus; Verdi)
CONVERSAS DE GEODINÂMICA EXTERNA | António Galopim de Carvalho

À atenção dos professores de geologia e geografia, dos estudantes universitários e demais interessados
BIOSFERA
Têm sido muitos os manuais de ensino que, ao longo dos anos, referiram com menos ou mais pormenor os trabalhos dos biólogos russo Aleksandr Oparine (1894-1980) e inglês John B. Haldane (1892-1964) e dos químicos norte americanos Stanley Miller (1930-2007) e Harold Urey (1892-1981). Falou-se do surgimento de certas substâncias, como açúcares simples, ácidos gordos, glicerina, aminoácidos e bases azotadas. Disse-se que e outras moléculas, acumuladas nos mares ainda quentes, poderiam ter constituído as primeiras fases de um longo caminho percorrido pela evolução pré-biológica, também conhecida por evolução molecular abiótica. Dos compostos recém-criados, uns teriam sido preservados, outros destruídos, ou recombinados, em função do ambiente, ao longo dos tempos que antecederam a aparição dos primeiros seres vivos. Este tipo de fenómenos terá conduzido à génese de substâncias sucessivamente mais complexas, podendo certos minerais, como os das argilas, terem contribuído para a formação de certas moléculas características dos seres vivos.
Continuar a lerDebate entre Mário Soares e Álvaro Cunhal | COMPLETO
El mejor baile de pareja de la Historia | Eleanor Powell y Fred Astaire
Nunca volvieron a bailar juntos. Pero cuando lo hicieron, en 1940, se escribió la mejor página de la historia del baile. Eleanor Powell y Fred Astaire parecían la sombra de cada uno. Él nunca tuvo una pareja más competitiva y perfecta. Ella era él. Aquí les vemos al son del Begin the Beguine, la inmortal melodía de Cole Porter. Comenta brevemente la escena Frank Sinatra.
Un seguidor de este canal opina que Rita Hayworth era mejor bailarina que Eleanor Powell, y que bordó la Bossa Nova junto a Fred Astaire.
Quiero, al hilo de esto, matizar varias cosas: Rita tenía buen tipo y bailaba muy dignamente, pero nunca fue –para los estudios de cine– una experta del baile, como sí Eleanor Powell, quien, como Fred Astaire, Donald O’Connor, Ray Bolger, Gene Kelly, Vera-Ellen y otros grandes, se especializaron en ello. Cada cual en lo suyo. Es verdad que Fred sintió a Rita como su mejor pareja de baile, pero ella no puede competir con la maestría de la Powell en esta escena. Además, nunca bailaron la Bossa Nova juntos Fred y Rita, aunque se le haya puesto después esta melodía a alguna secuencia con ambos.
Rita Hayworth bailaba con mucho estilo, pero en este ámbito solo nos la dejaron conocer a medias.
En realidad, Eleanor Powell no formó pareja con Fred Astaire. Solo bailaron juntos en esta ocasión. Puede que Fred la tuviera mucho respeto, dada la altísima perfección de ella. Además, Eleanor se retiró pronto del mundo del espectáculo para convertirse en señora de Glenn Ford. Estoy de acuerdo con que Astaire tuvo otras buenas parejas, la más elegante, sin duda, Cyd Charisse, maravilla clásica en sus piernas infinitas. Cyd venía de otro estilo, el ballet clásico, lo mismo que Leslie Caron (quien acompañó a Fred en “Papá piernas largas”), y eso aportaba mucha clase al ritmo de temas como “Bailando en la oscuridad” (Dancing in the Dark), de “The Band Wagon” (1953).
Nicolau Breyner: a morte não o matou | Luís Osório

1.
Lembrei-me hoje de Nicolau Breyner.
Estava a tomar o pequeno-almoço e ocorreu-me que não lhe telefono há muito tempo – só ao fim de alguns segundos me veio à cabeça que o Nicolau já partiu quase há seis anos.
Deixe-me contar duas ou três coisas.
Ele merece bem que o recordemos.
Não acham?
2.
Foi num dia chuvoso e a sua casa parecia triste, pelo menos foi o que achei quando lá estive. Entrevistei-o durante umas quantas horas e julgámos sair do encontro como amigos. Disse-lhe: podes ter a certeza de que te vou telefonar, deixa passar umas semanas porque isto não acaba aqui. Não eram palavras de circunstância, estava mesmo convencido de que assim seria e ele, ainda à porta, respondeu no mesmo tom. Mas não. Nunca mais lhe telefonei. Reencontrei-o algumas vezes, trocámos abraços e sorrisos cúmplices. Nada mais.
Continuar a lerRenée Fleming and Dmitri Hvorostovsky in Moscow, 2006. В Большом зале Московской консерватории
Quatre manières de lire l’“Éthique” de Spinoza | Philosophie Magazine

Éthique, ce livre phare de la philosophie, publié après la mort de Baruch Spinoza et interdit quelques mois plus tard, impressionne par son ambition et sa difficulté. Comment, pourtant, entrer dans ce texte fascinant ? Nous vous proposons un guide de lecture, et quatre façons de s’y plonger.
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L’Éthique de Spinoza est un livre à part dans la philosophie, ne serait-ce que par son aspect formel qui prend modèle sur les Éléments de géométrie d’Euclide. En adoptant un « ordre géométrique », l’Éthique fait le choix audacieux de considérer « les actions des hommes et leurs appétits comme s’il était question de lignes, de surface ou de corps » (IIIe partie, préface, traduction P.-F. Moreau) et donc de démontrer toutes ses propositions à partir de certains axiomes et définitions initiales, à coups de CQFD. Éthique se présente donc comme un système où tout est logiquement établi. Sans introduction, ni prologue, ni avertissement de quelque nature que ce soit qui permettrait d’en savoir plus sur les intentions de Spinoza, l’expérience du contact avec les premières pages peut se révéler si brutale qu’elle a découragé plus d’un lecteur. Cependant, ce livre a été interprété dans des directions si diverses, voire opposées – certains y voyant une apologie de l’athéisme, d’autres un ouvrage presque mystique, d’autres encore un manuel de luttes sociales ou un guide de développement personnel – qu’il serait dommage de s’en remettre aux commentateurs. Voici donc quatre lectures possibles de ce monument.
Continuar a lerOcupação Literária em Salvador | Casa do Benin recebe Ocupação Ani é 10

Projeto reúne exposição, oficina e performances a partir do universo literário do escritor Nelson Maca
Lançado em julho, o primeiro romance do escritor Nelson Maca é tema da Ocupação Ani é 10, que será aberta no dia 17 de novembro e integra a programação especial da Casa do Benin na Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô. A ocupação reúne exposição com imagens e textos, mostra de videoclipes, performances poéticas e oficina com o ilustrador paulista Alexandre De Maio, que deu vida ao personagem no livro Ani Todos os Fela do Mundo. Pelas mãos de Alexandre, o garoto criado no Engenho Velho de Brotas, que se torna um astro da música internacional, ganha cores, formas e muita vida.
Com atividades até fevereiro, a Ocupação Ani é 10 tem como ponto de partida o romance, mas passeia por outros livros do autor, sempre explorando a relação entre a palavra e a imagem. A mostra principal, no primeiro andar, reúne trechos, orelha, posfácio, capa e 15 ilustrações de Ani, em painéis de 50 cm X 70 cm, mostrando sua iniciação nos caminhos da música sacra do candomblé e da música pop. Personagens como o mestre percussionista baiano Jorjão Bafafé, o dançarino Negrizu e os músicos Fela Kuti e James Brown fazem parte dos ensinamentos do garoto e estão em destaque na exposição.
Continuar a lerIngres / Le Bain turc | Amours saphiques
Dans cette vidéo, je vous présente Jean-Auguste Dominique Ingres, sa vie, ses amis, son parcours, les peintres qu’il admirait, ces passions… nous passons tout au peigne fin afin de comprendre comment il a pu devenir l’homme qui a bouleversé le monde de l’art.
Mata Hari | Holanda
Mata Hari era o nome artístico de Margaretha Geertruida MacLeod da Holanda. Mata Hari era uma exótica dançarina holandesa e sua beleza entrará para a história. Muitas mulheres tentaram imitar sua aparência original nos anos que se seguiram.

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História da minha viagem rumo ao socialismo | Helena Pato


Em 1964, com o fascismo no seu pleno, eu tinha 25 anos, ia a caminho de me tornar uma marxista-leninista convicta e militava fervorosamente nas fileiras do PCP. Para mim era sagrada a frase «um terço dos países do mundo e dois terços da humanidade vivem em regimes socialistas» e nunca duvidava de que o Socialismo seria o destino de toda Humanidade. Lembro-me de que sonhava com a oportunidade de, alguma vez no futuro, poder conhecer de perto o mais avançado desses países, a «pátria-mãe» das sociedades sem classes. Não havia de morrer sem ver o socialismo com os meus próprios olhos. O dia em que me comunicaram que iria integrar a delegação portuguesa ao Fórum da Juventude, em Moscovo, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Éramos dez – apenas duas raparigas – e nem todos militantes do partido. Saídos quase todos de Portugal e a conta- -gotas, concentrámo-nos, na maioria, em Paris. Aí se planeou cuidadosamente essa viagem à União Soviética e aí ficou (em turismo) um dos companheiros, ido de Lisboa, desistente por na reunião preparatória se ter apercebido do risco de ser preso no regresso ao país.
A 13 de Setembro, ainda era Verão na Europa ocidental, voei sozinha para Moscovo e trajada tão primaveril quanto me pedia a minha alma, pois não houve por perto uma criatura informada ou sensata, que me desse um lamiré acerca do frio rigoroso que, por essa altura, já se fazia sentir nas redondezas dos Montes Urais. Nevava quando desci a escada do avião, e não exagero se disser que a temperatura rondava os 15 graus negativos. Atravessei a pista em sandálias, de manga curta e casaquinho de malha, envolvida pela aba do casaco de pele de raposa, que vestia a opulenta cama rada russa, destacada para me receber na pista do aeroporto. Poucos minutos depois, colada à Elena – assim se chamava –, eu entrava, superprotegida, num sonho, numa história fantástica, construída nas muitas leituras de romances de Gorki e nos manuais de Lenine. No balcão da polícia ouvi falar russo pela primeira vez e o vozear dos funcionários transportou-me para as canções populares da revolução de 1917. «O socialismo começou aqui!» – pensei, enquanto a minha simpática acompanhante recusava, no tom firme do poder, a entrega do meu passaporte à polícia, facultando-lhes uma folha à parte, dobrada em quatro, destinada a ser carimbada, conforme o combinado entre a funcionária do meu partido e a Embaixada Soviética em Paris. Tudo muito bem delineado, já que, era sabido, carimbo de entrada num país socialista dava prisão pela PIDE no regresso a Portugal. Os enormes prédios na ampla e longuíssima avenida que percorri após a saída do aeroporto – primeiro eu e, nos dias seguintes, os restantes jovens portugueses – deixaram-nos embasbacados: naturais de um Portugal pobre e provinciano, nunca víramos nada as sim, e o nosso olhar estava particularmente desperto para admirar as glórias do socialismo.
Continuar a lerA 6 de Novembro de 1772, Marquês de Pombal institui o ensino primário oficial

Com o iluminismo, surge em Portugal uma certa necessidade de instruir. A alfabetização da população começa a ser considerada cada vez mais importante e, na tentativa de realizar esta ambição, o país passa por várias reformas a nível do ensino, ao longo do reinado de D.José I. Estas visavam melhorar a situação escolar em que a Companhia de Jesus havia deixado o país e possibilitar a todos o acesso à instrução. Quem se encarregou de realizar o projecto reformista foi o Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, que aspirava à instituição de um ensino estatal e laico. É de especial importância referir que muitas das reformas implantadas pelo estadista foram influenciadas, quer pelo tempo que este passara no estrangeiro, quer pelos novos pensamentos iluministas.
Continuar a lerL’appartenance réligieuse des Français

Esprits révoltés : Frantz Fanon et Édouard Glissant | in France Culture

Frantz Fanon en 1960 (à gauche) et Édouard Glissant en 1958 (à droite)• Crédits : UPI / INTERCONTINENTALE – AFP
Regards croisés sur la trajectoire, l’engagement et la lutte de deux penseurs de la décolonisation, Frantz Fanon et Édouard Glissant.
Esprits révoltés ! En 1961, Frantz Fanon fait paraître Les Damnés de la terre, aux Éditions François Maspero, avec une préface de Jean-Paul Sartre. Dès les premières mots, nous sommes saisis : “Libération nationale, renaissance nationale, restitution de la nation au peuple, Commonwealth, quelles que soient les rubriques utilisées ou les formules nouvelles introduites, la décolonisation est toujours un phénomène violent.” Les Damnés de la terre, quel ouvrage ! Frantz Fanon meurt peu de temps après la parution. A-t-il imaginé combien son ouvrage allait inspirer, par-delà sa mort, tant de générations ?
Continuar a lerPELÉ • Melhores Gols, Dribles e Passes
‘Os 3 minutos mais incríveis da história do futebol’ – Brasil x URSS, Copa 1958
John Lennon meets Paul McCartney
Tom Hanks’ Amazing Clint Eastwood Impression – The Graham Norton Show
Tom Hiddleston Imita Robert DeNiro – The Graham Norton Show
QUENTIN TARANTINO: Dancing the Pulp Fiction Twist (The Graham Norton Show) | Pulp Fiction (1994) Behind the scenes – Quentin Tarantino Dancing
Pulp Fiction detrás de cámaras escena de baile en Jack Rabbit Slims
La famosa escena de baile en Pulp Fiction, detrás de cámaras donde se puede ver cómo Tarantino dirige a su equipo dentro de esta ya clásica escena del cine moderno. Con John Travolta como Vincent Vega y Uma Thurman como Mia Wallace. Sacada del DVD Collectors Edition de Pulp Fiction.
Quem são os filhos da Madrugada? | Novo livro de Anabela Mota Ribeiro chega em Novembro

26 personalidades que formam um retrato do que se fez em Portugal
em tantos anos de democracia quanto os de ditadura.
Sinopse:
Uma coletânea de entrevistas realizadas por Anabela Mota Ribeiro onde o objetivo é dar a conhecer ao leitor,
personagens que marcam a vida quotidiana da democracia Portuguesa. Pessoas que de alguma forma têm a sua vida
marcada pelos efeitos de 48 anos de ditadura e que lutam para que a realidade da democracia em nada se pareça com
o que foi vivido no período que a antecedeu.
Continuar a lerO DEUS DE ESPINOZA E DE ALBERT EINSTEIN (PT) | LE DIEU DE SPINOZA ET ALBERT EINSTEIN (FR)


O DEUS DE ESPINOZA E DE ALBERT EINSTEIN (PT)
Você sabia que quando Einstein deu uma conferência em várias universidades dos EUA, a pergunta recorrente que os alunos fizeram foi:
– Você acredita em Deus?
E ele sempre respondia:
Eu acredito no Deus de Spinoza.
Quem não leu Spinoza não entendia a resposta.
Baruch De Spinoza foi um filósofo holandês considerado um dos três grandes racionalistas do século da filosofia, junto com o francês Descartes.
Este é o Deus/Natureza de Spinoza (Dieu sive Natura)
Continuar a lerOpera gala: great arias from Rossini, Verdi, Puccini, Donizetti, Bellini, Lehár and others
W.A. Mozart | Ave verum corpus (flash mob)
Mozart Laudate Dominum | Katherine Jenkins
À procura do túmulo de Vergílio (Nápoles, Outubro 2021) Frederico Lourenço

Desde que descobri – já não sei como – que existe em Nápoles um lugar tido como o túmulo de Vergílio, não me largou mais a ideia de ir lá prestar homenagem ao deus maior do meu panteão. Graças ao talento organizacional do André, foi possível pôr essa aventura em marcha durante uma curta estadia em Itália. O problema foi perceber onde, em Nápoles, se situava o túmulo, já que toda a investigação que eu tinha feito (com a leitura de artigos eruditos em revistas de filologia clássica) me deixara sempre uma impressão confusa. O túmulo era em Posillipo (a colina nobre de Nápoles onde vivera a aristocracia na época romana – e o próprio Vergílio, muito provavelmente – e onde vivem agora os «calciatori», vedetas do futebol), ou no sopé da colina, em Piedigrotta?
E em qual dos dois parques napolitanos dedicados a Vergílio é que se situaria? No «Parco Virgiliano» ou no «Parco Vergiliano»? (Nunca nos livraremos do problema Vergílio/Virgílio…)
Continuar a lerEpístola sobre o que celebramos hoje | Todos os Santos. Há festa no Olimpo.

A ideia de a Igreja Católica Romana, através do Papa Bonifácio IV, no século sétimo, de dedicar o Panteão dos deuses romanos a todos os santos do cristianismo, de promover um festival de santos, o que na neolinguagem poderia ser uma Rave de santidade, foi e é, porventura, bem intencionada, mas não deixa de ser desanimadora.
Olhando a história da humanidade, e não só o seu presente, desde há quinze séculos que em vez de esperança, apesar dos esforços e sacrifícios de todos os santos, mártires, virgens, doutores, o que temos é um percurso do homem lobo do homem e predador da natureza. Os santos não conseguiram que o homem ganhasse, se não bondade e virtude, pelo menos juízo.
Este dia de Todos os Santos de 2021 não é diferente dos anteriores e não será, presume-se, diferente dos do futuro. No caso, todos os grandes santos do momento estiveram reunidos na cimeira do G-20 e partiram em voo de Roma para Glasgow, a fim de tratarem das ameaças das alterações climáticas que os santos que estiveram nas anteriores celebrações causaram com a sua ganância e perversidade, explorando recursos até os humanos comuns, os que não obtiveram reconhecimento de santidade, terem decidir se querem desaparecer afogados ou gaseados.
Entretanto, os atuais santos e os seus arcanjos, os que à volta deles surgem nos ecrãs de televisão e nas páginas de jornais gordinhos, a tocar trombetas, já fizeram desaparecer das preocupações as tristes figuras que lhes poderiam entortar a auréola dourada que paira sobre as suas cabeças e borrar as asinhas que os fazem flutuar.
De repente, os santos do momento, através dos seus mágicos manipuladores da realidade, fizeram desparecer as vergonhosas imagens do Afeganistão, por exemplo. Como estarão os homens e mulheres do Afeganistão a celebrar o dia de Todos os Santos? E os migrantes do Mediterrâneo? E os sírios? E os palestinianos? E os hondurenhos e haitianos? Não há, como parece evidente, santos que lhes valham. Nem todos juntos.
Sendo os santos tão historicamente inúteis o que celebramos hoje nos vários templos e púlpitos? Que som sai dos sinos?
Born 1946; retired military, historian Carlos Matos Gomes
Palácio Nacional da Ajuda

Na manhã de 1 de Novembro de 1755, a Família Real estava na sua Quinta de Belém quando eclodiu o Terramoto e a residência oficial régia- Paço da Ribeira foi fortemente atingida. O rei D. José I ficou em pânico e recusou-se a voltar a morar em edifícios construídos “em pedra e cal”.
A urgência da construção de um novo Palácio e o facto da Família Real ter sobrevivido ao cataclismo por se encontrar na zona de baixa sismicidade de Belém/Ajuda, justificou a escolha do local: o alto da colina da Ajuda.
O Palácio, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos, ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca. O novo Paço, habitável desde 1761, veio a ser a residência da Corte durante cerca de três décadas. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu por completo esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio.
Coube a Manuel Caetano de Sousa, Arquitecto das Obras Públicas, a tarefa de projectar um novo palácio de pedra e cal, que foi traçado ainda de acordo com as tendências arquitectónicas do Barroco. Mais tarde a construção passaria por outras intervençoes arquitectónicas. Para saber mais sobre esta história, basta acessar o link : http://www.pnajuda.imc-ip.pt/…/historia/ContentDetail.aspx
fontes:
texto – Palácio Nacional da Ajuda
imagem – IMC- Palácio Nacional da Ajuda
Legenda da imagem: Palácio da Ajuda, Portugal, Enrique Casanova, século XIX (2ª metade), Ass.: «CA», Aguarela sobre papel, 20 x 27,5 cm, Aquisição: BTA,1991, Palácio Nacional da Ajuda, inv. 54502
Retirado do Facebook | Mural de Projeto Memória
Sir Paul McCartney and Bruce Springsteen Live At Hyde Park 2012
Carl Perkins, George Harrison, Eric Clapton, Ringo Star | Medley – 9/9/1985 – Capitol Theatre
This clip is historic. Carl Perkins, George Harrison (who snagged/developed Carl’s licks to make his own sound), Eric who played with Carl during a Derek & the Dominos set on the Johnny Cash Show (YouTube it), Dave Edmunds, Ringo, cats from the Stray Cats, & Rosanne Cash.
The joy on their faces says it all! And George in awe, having the time off his life, looking at Carl for Daddy’s approval. And he got it! Thx for the upload!
Natalia Osipova and David Hallberg in ” Valse Triste ” | Pulp Fiction – Dance Scene

Carta aos meus filhos sobre Freitas do Amaral (onde se fala do CDS) | por Luís Osório

1.
Sabem o que sou politicamente.
Sou do mesmo lugar onde sempre me encontraram.
Mas sabem também da minha vontade que sejam abertos para o mundo, a vontade que escutem todas as partes, que conheçam as histórias de mulheres e homens que não pensam como eu.
Nestes dias em que se anuncia a morte do CDS gostaria de vos falar de um homem que morreu há dois anos, os mais velhos sabem quem foi, os outros um dia saberão.
Chamava-se Diogo Freitas do Amaral
2.
Foi um vencedor.
Um vencedor que não marcou golos como os gigantes do futebol, um vencedor que perdeu as batalhas políticas mais importantes da sua vida, um vencedor que viveu os últimos anos da sua vida condenado pelas elites políticas e jornalísticas ao estatuto de personagem secundário.
É um interessante paradoxo.
Fundou o CDS. Mas no CDS não gostavam dele. Chegaram a tirar a sua fotografia da sede, Paulo Portas condenou-o ao ostracismo. Como antes condenara Lucas Pires.
Interessante que agora são os mesmos que condenaram Freitas do Amaral ao esquecimento a rasgarem as vestes contra a incrível falta de democracia interna e memória por parte da nova liderança.
Continuar a ler162 livros essenciais da literatura mundial | por Revista Prosa Verso e Arte
“O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê.”
Umberto Eco

Não foi fácil escolher, mas aqui está uma lista com 162 grandes títulos da literatura mundial, incluindo obras nacionais e latino-americanas.
A lista apresentada pela Revista Prosa, Verso e Arte tem por objetivo tanto estimular a leitura dos clássicos, como incentivar que os leitores e leitoras produzam suas próprias listas.
1. O Nome da Rosa – Umberto Eco (1980)
2. O Pêndulo de Foucault – Umberto Eco (1988)
3. O Estrangeiro– Albert Camus (1942)
4. A Peste – Albert Camus (1947)
5. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley (1932)
6. 1984 – George Orwell (1949)
7. A Revolução dos Bichos – George Orwell (1945)
8. Os Irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski (1880)
9. Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski (1866)
Continuar a lerCathédrale du Sacré-Cœur d’Alger
Notas sobre a situação política | por Paulo Querido | Título de Vítor Coelho da Silva

O Governo cometeu algum erro gravíssimo? Não. Um conjunto de desastres? Não.
A pandemia foi mal gerida? Não.
Algum ministro foi julgado num escândalo de corrupção? Não.
Casos, houve. Há sempre casos. Mas houve algum caso grave, tipo terramoto político, capaz de abanar as intenções de voto? Capaz de alterar o rumo? Não se vislumbrou nem vislumbra. É de tal forma que as alminhas andam a agitar a sombra do acidente de Eduardo Cabrita há meses, em loop, um disco riscado, uma cassete triste — o ponto é: uma cassete única e um casinho lamentável, lamentavelzinho, inho. Grau 2 na escala de Richter política.
As finanças, como estão? As contas públicas estão bem e recomendam-se.
A economia está mal? Nem na cabeça do mais empedernido ayatollah da direita, o que inclui o Sol e i, quase toda a SIC, Observador, grande parte da TVI, metade do Expresso, pelo menos. A realidade é que Portugal está a crescer.
A crescer mais do que a previsão. A crescer acima da média europeia.
Continuar a lerEdgar Morin: “Estamos caminhando como sonâmbulos em direção à catástrofe”

Traduzido do site TerraEco
O que fazer neste período de crise aguda? Indignar-se, certamente. Mas, acima
de tudo, aja. Aos 98 anos, o filósofo e sociólogo nos convida a resistir ao
ditame da urgência. Para ele, a esperança está próxima.
Por que a velocidade está tão arraigada no funcionamento de nossa
sociedade?
A velocidade faz parte do grande mito do progresso que anima a civilização
ocidental desde os séculos 18 e 19. A idéia subjacente é que agradecemos a
ela por um futuro cada vez melhor. Quanto mais rápido formos em direção a
esse futuro, melhor, é claro.
É neste contexto que as comunicações, econômicas e sociais, e todos os tipos
de técnicas que possibilitaram a criação de transporte rápido se multiplicaram.
Penso em particular no motor a vapor, que não foi inventado por razões de
velocidade, mas em servir a indústria ferroviária, que se tornou cada vez mais
rápida.
Tudo isso é correlativo por causa da multiplicação de atividades e torna as
pessoas cada vez mais com pressa. Estamos numa época em que a
cronologia se impõe.
Georges Brassens | Les passantes | À toutes les femmes qu’on aime
32 ème anniversaire de la disparition de Kateb Yacine | Souâd Kedri

Romancier visionnaire et homme de théâtre “témoin de son temps”… Que penserait Kateb Yacine de l’Algérie d’AUJOURD’HUI ?
Je vous propose de lire un extrait du Dialogue avec Jean-Marie Serreau, dans Le Poète comme un boxeur (Seuil, 1994) :
« Le vrai poète, même dans un courant progressiste, doit manifester des désaccords. S’il ne s’exprime pas pleinement, il étouffe. Telle est sa fonction. Il fait sa révolution à l’intérieur de la révolution ; il est, au sein de la perturbation, l’éternel perturbateur. Son drame, c’est d’être mis au service d’une lutte révolutionnaire, lui qui ne peut ni ne doit composer avec les apparences du jour. Le poète, c’est la révolution à l’état nu, le mouvement même de la vie dans une incessante explosion. »
Repose en paix !
Photo du net
Mohammed Dib parle de Kateb Yacine
O chumbo do OE-2022 – Até aqui cheguei… Carlos Esperança

Hesitei entre o título «J’accuse…», do artigo de Émile Zola na sequência do caso Dreyfus e o desabafo de José Saramago perante a prisão política de mais um intelectual por um regime que defendia. Optei pelo segundo, mais de acordo com a revolta sentida com o chumbo do OE-2022, no rescaldo da maior crise económica, financeira, social e sanitária de um século, e cujo desfecho é ainda imprevisível.
Não me senti desiludido. A desilusão é o argumento romântico que os trânsfugas usam para justificar uma deserção. Eu não desertei nem mudei de campo. Sinto revolta pelo desfecho da votação e uma enorme solidariedade por António Costa, que arrostou com o azedume e a chantagem de Cavaco Silva para provar que a direita não tem o alvará para decidir a dimensão do Arco do Poder, tal como nenhum partido de Esquerda o tem para rotular quem é ou não de esquerda e, muito menos, quem é democrata.
A decisão feriu interesses dos mais necessitados, do país, dos autarcas, e o bom senso. Um orçamento que podia ainda ser melhorado em fase da especialidade, mesmo pelos que julgam que todos os limites são possíveis, do endividamento ao défice, da utopia ao aventureirismo, podiam ainda obter ganhos. Preferiram chumbar, sem apelo, o OE.
Continuar a lerPoema escrito por Mário Soares a Maria Barroso, em 1962, quando se encontrava detido na prisão do Aljube.

Para ti
Meu amor
Levanto a voz
No silêncio
Desta solidão em que me encontro
Sei que gostas de ouvir
A minha voz
Feita de palavras ternas e doces
Que invento para ti
Nos momentos calmos
Em que estamos sós
Sei que me ouves
Agora…
… uma vez mais
Apesar da distância
E do silêncio
Opera esse milagre
Simples
Como tudo o que é natural.
[Na fotografia: Mário Soares e Maria Barroso em 1958]
ANÁLISE DA PINTURA GUERNICA | PABLO PICASSO | por Roseli Paulino | @arteeartistas

Considerada uma das mais importantes obras produzidas no século XX, Guernica, de Pablo Picasso, não é somente uma pintura; é um documento histórico. Em determinado momento ela fala sobre si e nesse momento podemos identificar traços de uma época distante, analisar aspectos políticos, culturais e sociais de um período conturbado.
– Qual a mensagem que o pintor quis passar??? Ele foi definitivo em seu poema onde relata os horrores que retratou nessa tela:
“Gritos das crianças, gritos das mulheres, gritos dos pássaros, gritos das flores, gritos das camas, gritos das árvores e pedras, gritos dos tijolos, dos móveis, dos carros, das cadeiras, dos cortinados, das panelas, dos gatos e do papel, gritos dos cheiros, que se propagam um após o outro, gritos do fumo, que pica nos ombros, gritos que cozem na grande cadeira, e da chuva de pássaros que inundam o ar.”
No início de 1937, em plena Guerra Civil espanhola, o mestre do cubismo Pablo Picasso, recebeu como encomenda do governo republicano de Madri um afresco destinado ao Pavilhão Espanhol na Exposição Internacional, celebrada naquele ano em Paris. Mas Picasso, em suas próprias palavras, atravessava “a pior época” de sua vida no campo pessoal e artístico. No fim de abril, quando ocorreu o bombardeio de Guernica , o artista estava sem inspiração, até ficar sabendo do ocorrido.

Toda expressão artística está profundamente ligada à História. Na tela, o artista deposita toda sua consternação. A obra, ainda atual, está presente na memória da humanidade.
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