The recent release of Pokemon Go, an augmented reality mobile game attracted much attention, and made the value of its parent company, Nintendo, raise by more than 14 billion dollars. Rarely has the release of a mobile game had so much impact in the media and the financial world.
In large part, this happened because the market (and the world) are expecting this to be the first of many applications that explore the possibilities of augmented reality, a technology that superimposes the perceptions of the real and the virtual world.
Pokemon Go players, instead of staying at home playing with their cellphones, walk around the real world, looking for little monsters that appear in more or less random locations. More advanced players meet in specific places, called gyms, to have their monsters fight each other. Pokemon Go brought augmented reality into the mainstream, and may indeed represent the first of many applications that merge the real and the virtual world. The game still has many limitations in what concerns the use of augmented reality. Exact physical location, below a few feet cannot be obtained, and the illusion is slightly less than perfect. Nonetheless, the game represents a significant usage of augmented reality, a potentially disruptive technology.
Il est le seul algérien à s’être constitué un nom qui demeure indissociable de la culture de son pays, un patronyme que nul ne peut ignorer car, que l’on dise Kateb, ou Yacine, et à fortiori Kateb Yacine, chacun sait de qui on parle.
Son livre le plus célèbre, est un livre testament, dont le titre emblématique est Nejma ,parut au seuil en 1956. C’est un livre différent de ses autres ouvrages, à la foi en raison de sa structure complexe, en miroir, de ses fulgurances et de sa progression décalée. Livre utérin par excellence, livre de pensées complexes et de projection collectives livre d’encre et de sang. Nejma, dont le nom renvoie à une éventuelle cousine, ne cessera d’interroger l’Algérie à laquelle il s’identifie par le genre et dont il transposera le projet existentiel au plan de l’esthétique romanesque.
Dans ce capharnaüm du lendemain de la seconde guerre mondial, là bas, dans la colonie encore docile, Kateb sera durement affecté par les émeutes du 8 mai 1945, à Sétif, là même où la révolution algérienne allait prendre son envol.
D’un côté, la joie des indigènes apprenant la libération de la France valait adhésion explicite : de l’autre les tirailleurs rentrés au Bled commirent un pêcher de lèse-majesté en réclamant avec véhémence que l’on tint au plus haut niveau de l’Etat, les promesses faites au moment où on les enrolait en vue de sauver la patrie menacée par les allemands.
A Europa transformou-se, pela mão da Alemanha, numa “união” de muros de vergonha, de punições e sanções. Uma “união” dirigida por gente ao serviço do mundo financeiro, dos goldman-sachs, durante e depois de ocuparem os cargos da nomenclatura europeia; carreiristas que detestam os povos, os pobres, a democracia, a solidariedade. Para que serve uma Europa assim?
Observes mais ne juges pas… observes et sois tolérant… observes fais ta propre analyse… tu comprendras que les autres ne regardent pas avec ton oeil, mais avec le leur.
Acontece nesse domingo (17.07.2016), a partir das 9 horas, no bairro Sussuarana, em Salvador-BA, a Caminhada Contra Violência e Extermínio de Jovens. Com o lema “Chega de Violência”, a manifestação é promovida pela Pastoral da Juventude, com apoio do Cenpah (Centro de Pastoral Afro Padre Heitor), Grupo Recital Ágape e Grupo de Apoio às Causas Culturais e Sociais (GACCS). A concentração será em frente ao Colégio São Daniel Comboni e seguirá pela Avenida Ulisses Guimarães até o final de linha de Sussuarana, com cartazes, palavras de ordem, apresentações artísticas e culturais focadas em denunciar o desrespeito à vida, contra a violência e a favor dos direitos humanos. O evento faz parte de articulação da Campanha Nacional contra a Violência e o Extermínio de Jovens.
A Bahia ocupa um vergonhoso e triste lugar na lista dos estados que mais violentam os direitos humanos de negros e negras da periferia. Diariamente são noticiados casos de desrespeitos ao direito de ir e vir, dentre outros, a exemplo do ocorrido com o jornalista Eduardo Machado e sua namorada Larissa Fulana de Tal, nas imediações da Calçada, que voltavam da praia com os amigos Willian Costa e Cida Pereira no dia 23 de junho, no bairro da Calçada. Ao tentarem tomar táxis para voltar pra casa, houve recusa dos taxistas, o que gerou um debate e intervenção da polícia militar que prendeu os dois rapazes e circulou por mais de duas horas pela cidade. Enquanto isso, as jovens recorriam a uma rede de contatos para denunciar o desaparecimento dos companheiros que foram localizados na delegacia de flagrantes e soltos por intermediação da defensora pública Vilma Reis. Por conta desse lamentável episódio, um grupo de entidades e ativistas estão se reunindo para protestarem em breve em ato contra a discriminação e a violência, bem como tomar providências judiciais e de políticas públicas a fim de exigir reparação e levantar debate sobre o assunto.
O Conselho de Estado é um órgão de consulta do Presidente da República. Os seus membros, que o integram por inerência de certas funções e por escolha do parlamento ou do chefe do Estado, comprometem-se a guardar absoluto sigilo do que se passa nesse órgão, das suas discussões e, muito em particular, das posições individuais assumidas durante as mesmas.
Contudo, o que se tem visto cada vez mais é a circunstância dessas conversas, que deveriam ser sigilosas, até para preservar a liberdade de cada um de poder ser totalmente franco, acabarem por surgir na praça pública, dias depois, através da imprensa. É um excelente retrato do nível a que chegou a ética cívica da paróquia!
Imagino que os arautos da “transparência” defendam que deveria haver mesmo uma transmissão televisiva em direto das sessões daquele órgão de Estado – “o povo tem o direito de saber!” – mas nunca será demais lembrar que a demagogia no poder não é sinónimo de democracia. Bem pelo contrário!
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
Parece uma história de encantar. Na europa racista dos fortes com os fracos e fracos com os fortes, uma equipa dos PIGS, dos porcos, dos dégueulasse, nojentos, das femme de ménage com bigode e dos pedreiros dos bidonville, ganhou o caneco. Cum caneco.
É o dia em que o velho continente não é pertença e propriedade do eixo franco-alemão, nem das patroas do 6º arrondissement, nem da Goldman Sachs. Parece uma história de encantar. Uma equipa com um seleccionador humilde, católico devoto e confesso, meio ensimesmado e cachaço tenso, fora do estrelato do dente branco e do cantinho dos special ones, empata, empata, empata. Mas não perde. Não brilha mas não cai. Aguenta firme, não é obra de arte, arquitectura de arrebites e modernices, mas está ali firme, de pedra e cal. Fernando Santos, o engenheiro da electricidade, engenheiro da energia, dizia-se, tinha um único trunfo, o grande sétimo selo Cristiano Ronaldo, atleta de profissão. Parece uma história de encantar. Ninguém queria acreditar. Quase ninguém acreditava. E esse campeonato começado no dia 10 de junho, no dia de Portugal, havia de terminar em França, país hospedeiro mas pouco hospitaleiro.
França-Portugal, final do euro 2016. Foi o dia em que o imigrante português em terra gaulesa, “o avec”, foi, finalmente, vingado. Tantos anos cuspido para as margens, a esfregar latrinas e a ser cinicamente louvado como “grande trabalhador” para, por fim, mostrar aos franceses que está ali por direito. Os franceses estavam a jogar no seu território mas nós também. Paris é o delta da diáspora portuguesa e o Stade de France, ali na Saint-Dennis dos nossos avós, foi construído com as mãos, o sangue, o suor e as lágrimas do trolha tuga. Jogámos em casa.
Uma história para contar. A equipa do comandante discreto e da estrela fulgurante entrou em campo depois de mais vexames. Sanção para aqui, má imprensa desportiva para acolá. Dez minutos e um médio francês, cujo nome nunca ficará para a história, pobre diabo, joga sujo, bem porco, contra CR7. Rei Ronaldo ainda insiste mas acaba por sair lesionado e em lágrimas. Sentado no relvado, enquanto chorava de dor e raiva, uma borboleta poisa-lhe na na pálpebra, como se fosse borboleta com borboleta. Mas não uma bonita, de encher o olho, como a Rainha Alexandra ou a Esmeralda. Uma vulgar traça, um patinho feio do mundo panapanás, como uma selecção degoulasse. A borboleta feiosa beijou o olho choroso do capitão. E o tempo foi bonito.
A equipa tomou-se de revoltas fidagais, gritou chega de humilhações e desdém, basta de rebaixar. Corações ao alto, peito feito, olho vivo e pé ligeiro. Afinal, não estavam decapitados, afinal erguia-se um gigante. Golias tremeu. E quando a morte súbita já espreitava sobre o ombro, Éder, o órfão dos arrabaldes de Coimbra, da Adémia terra de enguias e comboios, outro maldito desta vida e desta selecção, outro herói inesperado, dispara, marca, resolve, ganha, vence. Portugal festeja, finalmente festeja, finalmente alegre. Portugal ergue os seus luso-africanos, luso-brasileiros, os seus luso-franceses e o seu cigano português. Portugal pode ser essa mistura, sopa da pedra, rapa o tacho, desenrasca, safa e já está. Pátria amada, amor de mãe, frança 2016. A memória ficará tatuada. Santos da casa fazem milagres.
Isto do euro foi bom, mas não foi assim tão bom. A euforia não chegou para postar nudes, nem uma ameaça de nude se viu. Nem umas maminhas a assomar no feed, nem um tronco nu de moço a cerveja exibiu por aqui. Parece que foi bom, mas não foi assim tão bom. É que, como sabemos, para ser bom, mesmo bom, tem de fazer tirar a roupa.
Photographie de Jeanine Cahen – prise à l’époque où elle était lycéenne – fournie par les services de police lors de son arrestation en février 1960. Issue d’une famille de résistants, Jeanine Cahen s’engage dans un des réseaux d’aide au FLN. Ceux que l’on appellera les « porteurs de valise » se chargent, entre autres, des fonds versés par les ouvriers algériens de métropole. Quand Jeanine Cahen, 29 ans, professeur de lettres au lycée de jeunes filles de Mulhouse, est arrêtée, elle transportait une somme de 50 000 nouveaux francs, destinée au FLN. Au moment du démantèlement du réseau Jeanson (l’un des plus connus), en février 1960, les Français découvrent l’engagement radical de certains de leurs compatriotes contre la guerre d’Algérie. Le procès des « porteurs de valise », défendus par Mourad Oussedik, Roland Dumas et de nombreux autres avocats, devient une arène politique où s’ouvre le débat sur la légitimité de la « guerre », mot que le président du tribunal interdit de prononcer. De nombreuses personnalités, comme Jean-Paul Sartre, André Mandouze, Claude Bourdet et Paul Teitgen, interviennent pour soutenir l’engagement des militants en faveur de la cause algérienne.
A decisão do Reino Unido (RU) de abandonar a União Europeia (UE) constitui um acontecimento que irá marcar de forma indelével o futuro do processo de integração europeia e colocar desafios cruciais a Portugal. Propomo-nos centrar a atenção no impacto do BREXIT na UE, referindo-nos ao que pensamos poderá vir a ser uma das respostas mais prováveis a essa saída, à posição que Portugal deve assumir face a essa hipótese e a algumas atitudes de curto prazo.
BREXIT, circunstâncias em que ocorre e consequências para a UE
O referendo do RU acontece num período em que três crises sucessivas já tinham corroído a confiança e a adesão ao projeto europeu em vários Estados-Membros (EM). Referimo-nos à crise das dívidas soberanas na zona euro, à crise em torno do acordo de associação da Ucrânia à UE e à crise dos refugiados.
Todas elas foram desencadeadas depois de 2010, num contexto em que a UE foi das macro-regiões mundiais com menor crescimento na última década, perdendo competitividade e revelando-se incapaz de reduzir significativamente o nível de desemprego, em particular da sua população juvenil, não obstante dispor de um vasto mercado interno, encarado pelos Estados Membros (EM) como condição necessária para crescer na fase de globalização.
Em Junho (23), o jornalista Eduardo Machado, a cineasta Larissa Fulana de Tal e os dois amigos Willian Costa e Cida Pereira, aumentaram as estatísticas de homens e mulheres negras vítimas do racismo e da violência policial no estado da Bahia.
Ao saírem da praia do Cantagalo, na Cidade Baixa, e tentarem exaustivamente usar o serviço de táxi de volta para casa, os quatro jovens disseram ser discriminados pelos taxistas, que se negaram a cumprir a corrida, alegando que estes se encontravam em trajes inadequados para a condução. Na última tentativa de conseguirem um táxi, um dos motoristas acionou a polícia militar, após os jovens questionarem seus direitos de fazerem uso de um serviço público e não entenderem a problematização acerca de suas vestes.
A chegada da polícia, que deveria solucionar o problema, acabou por agravar a situação, conduzindo, coercitivamente, dois dos quatro jovens dentro de uma viatura, sem informar para qual delegacia eles seriam encaminhados.
O episódio citado, resultou na Mobilização de Repúdio à Violência Institucional, realizada, hoje (04.07.2016), no Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), com as presenças de algumas lideranças do Movimento Negro, que discutiram o ocorrido e se articulam para exigir do poder público e das instituições cabíveis que acompanhem e deem importância ao caso.
Como bem sabiam os mitos nunca resistimos ao fascínio de ver a nossa própria imagem duplicada. As novas tecnologias, actuando como sempre, no âmago dos nossos fantasmas e dos nossos medos, deram-nos o instrumento perfeito: o lago portátil, o espelho que se pode colocar no meio da praça publica. As selfies são menos uma expressão da nossa vaidade do que do nosso desespero. Como se, predados pela morte omnipresente, quiséssemos resgatar qualquer coisa da passagem do nosso corpo pelo mundo antes da dissolução, do esquecimento que seremos.
Retirado do Facebook | Mural de Joana Emídio Marques
No momento em que se prevê para breve a conformação do Código dos Contratos Públicos com a transposição da Diretiva Comunitária de 2014, a Ordem dos Engenheiros (OE) e a Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores (APPC) reconhecem a importância da realização deste Debate, não só de interesse para os profissionais e empresas de Engenharia, como para as entidades contratantes e para a economia nacional. Trata-se de um Debate de evidente oportunidade, nomeadamente na discussão que será fomentada sobre os preços anormalmente baixos para os serviços de Engenharia, tanto mais que envolve um grupo bastante representativo dos profissionais qualificados de que o País dispõe e de um setor empresarial que pode continuar a contribuir de modo muito significativo para o PIB nacional.
Elle avait à peine 18 ans : Ajda Nahai, combattante kurde, symbole de la liberté et de la dignité des femmes contre l’esclavage sexuel. Elle se battait contre les djihadistes de Daech aux côtés de milliers d’autres jeunes filles Kurdes. Elle est tombée au combat à Manbij où près de 2.000 terroristes, dont de nombreux en provenance d’Europe, sont toujours encerclés par les forces Kurdes en ce moment. En regardant ce visage souriant, on peut avoir honte parce qu’elle nous renvoie à quelque chose qui nous dépasse, souvent par égoïsme, parfois par racisme, ou tout simplement par indifférence : l’héroïsme ! Elle s’est battue pour sauver le droit de nous regarder en nous souriant, avec ses yeux sombres et profonds. Pour elle seule, ce poème de Victor Hugo :
“demain, dès l’aube, à l’heure où blanchit la campagne,
je partirai. Vois-tu, je sais que tu m’attends.
J’irai par la forêt, j’irai par la montagne.
Je ne puis demeurer loin de toi plus longtemps.
Je marcherai les yeux fixés sur mes pensées,
Sans rien voir au dehors, sans entendre aucun bruit,
Seul inconnu, le dos courbé, les mains croisées,
Triste, et le jour pour moi sera comme la nuit.
Je ne regarderai ni l’or du soir qui tombe,
Ni les voiles au loin descendant vers Harfleur,
Et quand j’arriverai, je mettrai sur ta tombe
Un bouquet de houx vert et de bruyère en fleur.”
After last night’s shock result, for which we must hold responsible the European establishment’s deep contempt for democracy and reason, DiEM25 is more important than ever. It is our democratic movement that will have to forge the bonds of pan-European solidarity necessary to pick up the pieces from the EU’s disintegration.
Brussels-Berlin-Frankfurt (the triangle of real power) will no doubt double down on authoritarianism-with-austerity and just offer a few inconsequential sticks and carrots along the way. We need to confront them before they destroy everything
Meanwhile, the London Tories are in disarray, as is Labour. DiEM25 must be present throughout the UK and Europe, pushing in the direction of anti-austerity, anti-racism and toward a pan-European anti-Brussels block.
I ask all of you, comrades, that you become involved, that you share our message widely: through Twitter, Facebook, other networks and email as well as offline. It is pivotal that you help transmit our sense of urgency and get as many people as possible to support DiEM25’s agenda for a democratic, social and open Europe.
Let us not allow what happened last night demoralise us. On the contrary, let’s strengthen our stance, let’s go out to defend it and promote it now more than ever.
Our time has come and it is essential to involve ourselves with all our strength.
Brexit | Uma pessoa folheia o facebook e depara-se com posts de direitolas todos contentes com o brexit. Parece que ser direitola também é isto, ficar contente quando dá merda. Às vezes penso que os direitolas eram aqueles putos estúpidos que tocavam às campainhas e depois corriam a esconder-se. Depois cresceram e tornaram-se direitolas só para continuar a tocar às campainhas. Ah e tal, a união europeia é um neo marxismo, dizem a ver se parecem menos parvos. É sempre o velho Marx que as paga. Estou quase convencida que para eles também foi Marx quem inventou a campainha. Até parece que ser direitolas é só esta felicidade destrutiva do mau uso do bem comum. A alegria de esfíncter infantil do ou brinco eu ou não brinca ninguém. Um palhaço de um egoísmo que não entende que ter 50% de alguma coisa é melhor que ter 100% de coisa nenhuma. Mas pronto, carreguem, carreguem à vontade, e quando rebentar corram a esconder-se.
J’aime quand tu te tais, parce que tu es comme absente,
et tu m’entends au loin, et ma voix ne t’atteint pas.
On dirait que tes yeux se sont envolés,
et on dirait qu’un baiser t’a clos la bouche
Comme toutes les choses sont remplies de mon âme,
tu émerges des choses pleine de mon âme.
Papillon de rêve, tu ressembles à mon âme
et tu ressembles au mot : mélancolie.
J’aime quand tu te tais et que tu es comme distante.
Et tu es comme plaintive, papillon que l’on berce.
Et tu m’entends au loin, et ma voix ne t’atteint pas:
laisse-moi me taire avec ton silence.
Laisse-moi aussi te parler avec ton silence,
clair comme une lampe, simple comme un anneau.
Tu es comme la nuit, silencieuse et constellée.
Ton silence est d’étoile, si lointain et si simple.
J’aime quand tu te tais, parce que tu es comme absente,
distante et dolente, comme si tu étais morte.
Un mot alors, un sourire suffisent,
et je suis heureux, heureux que ce ne soit pas vrai.
Corps de femme, blanches collines, cuisses blanches,
l’attitude du don te rend pareil au monde.
Mon corps de laboureur sauvage, de son soc
a fait jaillir le fils du profond de la terre.
je fus comme un tunnel. Déserté des oiseaux,
la nuit m’envahissait de toute sa puissance.
pour survivre j’ai dû te forger comme une arme
et tu es la flèche à mon arc, tu es la pierre dans ma fronde.
Mais passe l’heure de la vengeance, et je t’aime.
Corps de peau et de mousse, de lait avide et ferme.
Ah! le vase des seins! Ah! les yeux de l’absence!
ah! roses du pubis! ah! ta voix lente et triste!
Corps de femme, je persisterai dans ta grâce.
Ô soif, désir illimité, chemin sans but!
Courants obscurs où coule une soif éternelle
et la fatigue y coule, et l’infinie douleur.
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.
há coisas piores do que
estar só
mas costuma levar décadas
até que o percebamos
e frequentemente
quando o conseguimos
é demasiado tarde
e nada pior
do que
ser demasiado tarde.
Scientists and spiritual minds have told us for decades that the universe is within us. Since the odds of exploring outer space as an astronaut are not favorable, we have decided to explore the universe within us. As well as a place we know less about than the cosmos: the ocean. We present to you our next series: deep discovery
Pierrot dorme sobre a relva junto ao lago. Os cisnes junto d’elle passam sêde, não n’o acordem ao beber.
Uma andorinha travêssa, linda como todas, avôa brincando rente á relva e beija ao passar o nariz de Pierrot. Elle accorda e a andorinha, fugindo a muito, olha de medo atraz, não venha o Pierrot de zangado persegui-la pelos campos. E a andorinha perdia-se nos montes, mas, porque elle se queda, de nôvo volta em zig-zags travêssos e chilreios de troça. E chilreia de troça, muito alto, por cima d’elle. Pierrot já se adormecia, e a andorinha em descida que faz calafrios pousou-lhe no peito duas ginjas bicadas, e fugiu de nôvo.
De contente, ergueu-se sorrindo e de joelhos, braços erguidos, seus olhos foram tão longe, tão longe como a andorinha fugida nos montes.
De repente viu-se cego – os dedos finissimos da Colombina brincavam com elle. Desceu-lhe os dedos aos labios e trocou com beijos o arôma das palmas perfumadas. Depois dependurou-lhe de cada orelha uma ginja, á laia de brincos com joias de carmim. Rolaram-se na relva e uniram as boccas, e já se esqueciam de que as tinham juntas…
– Sabes? Uma andorinha…
E foram de enfiada as graças da ave toda paixão. Pierrot contava enthusiasmado, olhando os montes ainda em busca da andorinha, e Colombina torceu o corpo numa dôr calada e tomou-lhe as mãos.
Havia na relva uma máscara branca de dôr, e a lua tinha nos olhos claros um olhar triste que dizia: Morreu Colombina!
Almada Negreiros, in ‘Frisos – Revista Orpheu nº1’
– Olha lá este…
– É giro!
– Põe like nas minhas fotos todas…
– Põe nas dele, não te atrapalhes.
– Deve querer qualquer coisa comigo…
– Olha, não te quero desiludir, mas não excluas o facto de eles porem likes nas fotos todas das moças todas!
– Todas?! Todas, não!
– Tens razão, todas não. Nas que lhe dão ponta. Um nadinha de ponta, vá, já chega.
– Às vezes não entendo, põem likes e comentam em gajas tão feias.
– Também há feias com pinta de serem danadas para a brincadeira e isso conta.
– Opá, às vezes são mesmo tão feias…
– São! Medonhas, bregas, tudo, mas têm um valente par de mamas, que Deus Nosso Senhor compensa e, indo por partes, a logística também conta.
– Ahahah Inês!!!
– Sim?! Já paguei os cafés.
Entre a fumaça e a neblina de uma tarde de Dezembro,
Aí tens montada a cena — como deverá ser vista —
Assim: “Pertence a ti toda esta tarde”;
E quatro círios na penumbra da sala,
Quatro anéis de luz no teto a coroar nossas cabeças,
Uma atmosfera de tumba de Julieta
Propícia a que tudo se diga, ou a que nada se enuncie.
Digamos que estivéssemos a ouvir o derradeiro polonês
A transmitir os Prelúdios com a ponta de seus dedos e cabelos.
“Tão íntimo este Chopin que julgo deveria sua alma
Ressuscitar apenas entre amigos,
Uns dois ou três, talvez, que sequer lhe roçariam o viço
Polido e arranhado nesta sala de concertos.”
— E de fato as conversas deslizam de mansinho
Entre veleidades e suspiros a custo reprimidos
Em meio a tíbios timbres de violinos
Acompanhados de arcaicos cornetins
E principiam.
“Não sabeis o quanto eles significam para mim, meus amigos,
E como é raro, estranho e raro, encontrar
Numa vida feita de tanto entulho, tanto resto e retalho
(Pois na verdade o odeio… sabes? Não és cego!
Como és vivo e subtil!),
Um amigo que possui tais qualidades,
Que possui e oferece
Tais qualidades sobre as quais arde a amizade.
O quanto importa que te diga isto
— Sem tais amizades — a vida, que cauchemar!
Entre os volteios dos violinos
E as arietas
Dos ásperos cornetins
Um obscuro tantã em meu cérebro começa
Absurdamente a percutir o seu prelúdio,
Obstinada salmodia:
No mínimo, uma estrita “nota imprecisa”.
— Respiremos um pouco, no torpor de uma tragada,
Admiremos os monumentos,
Falemos sobre os fatos mais recentes,
Acertemos nossos relógios pelos relógios das praças.
E sentemo-nos então, por meia hora, a beber nossa cerveja.
II
Agora que florescem os lilases,
Um vaso de lilases tem ela em seu quarto
E um deles trança entre os dedos enquanto fala.
“Ah, meu caro, não sabes, não sabes
O que é a vida, tu, que a subjugas em tuas mãos”
(Lentamente a retorcer o talo de um lilás);
“Deixas que de ti a vida flua, deixas que ela flua
E cruel é a juventude, e nenhum remorso tem
E sorri perante aquilo que sequer consegue ver.”
Sorrio, claro está.
E continuo a tomar chá.
“Mas com aqueles poentes de Abril, que de algum modo recordam
Minha vida já sepulta, e Paris na primavera,
Sinto uma paz infinita, e vejo o mundo
Esplêndido e jovem afinal.”
A voz retorna como a insistente atonia
De um violino quebrado numa tarde de agosto:
“Sempre estou certa de que entendes
Meus sentimentos, sempre certa de que os sentes,
Certa de que, na outra borda do abismo, alcances tua mão.
És invulnerável, não tens o calcanhar de Aquiles.
Vais em frente e, quando triunfas, podes dizer: aqui muitos falharam.
Mas que tenho eu, que tenho eu, meu caro,
Para dar-te que possas receber de mim?
Amizade e simpatia apenas
De quem já quase chega ao fim da vida.
Estarei sentada aqui servindo chá aos amigos…”
Ponho meu chapéu: como posso, pusilânime, exigir satisfações
Por haver ela dito o que me disse?
Me encontrarás todas as manhãs nos jardins públicos
A ler histórias em quadradinhos e a página desportiva.
Em particular, anoto:
Uma condessa inglesa sobe ao palco,
Um grego é morto num bailado polonês,
Outro acusado de desfalque bancário confessou.
Mantenho minha postura
E mantenho-me controlado
Salvo se um realejo, a martelar mecânico uma escala,
Repisa uma cediça canção familiar
Com o aroma de jacintos a fluir pelo jardim
Relembrando coisas que alguém já desejou.
Estarão certas ou erradas tais ideias?
III
Cai a noite de Outubro; regressando como outrora,
Excepto por uma leve sensação de estar inquieto,
Galgo os degraus e giro a maçaneta da porta
E sinto como se houvesse subido de quatro as escadas.
“Com que então viajas? E quando voltas?
Ora, que pergunta mais tola!
Dificilmente o saberias.
Hás de achar muito o que aprender lá fora.”
Caiu-me lento o sorriso entre objectos antigos.
“Poderás talvez escrever-me?”
Por um segundo subiu-me o sangue à cabeça
Como se assim eu calculasse este momento.
“Tenho-me surpreendido com frequência ultimamente
(Mas nossos princípios ignoram sempre nossos fins!)
Por jamais nos havermos tornado amigos.”
Senti-me como quem sorrisse, e ao voltar percebi,
De repente, sua vítrea expressão.
Perdi todo o controle; e em trevas na verdade mergulhamos.
“Eu disse o mesmo para todos, todos os nossos amigos,
Estavam todos certos de que nossos sentimentos
Poderiam conjugar-se tão intimamente!
Eu mesma dificilmente o entendo.
Deixemos que isto fique agora à sua sorte.
Escreverás, de quando em vez.
E talvez nem demores tanto a fazê-lo.
Estarei sentada aqui, servindo chá aos amigos.”
E devo então trocar de forma a cada instante
Para dar-lhe afinal uma expressão… dançar, dançar
Como faria um urso bailarino,
Tagarelar como um papagaio, rilhar os dentes como um bugio.
Respiremos um pouco, no torpor de uma tragada.
Bem! E se ela morresse numa tarde qualquer,
Numa tarde enevoada e cinzenta, num encardido e róseo crepúsculo;
Se ela morresse e me deixasse aqui sentado, a caneta entre os dedos.
A névoa a cair sobre os telhados;
Por um momento me perco em dúvidas,
Já que não sei o que sentir ou se o entendo,
Se sou um sábio ou simplesmente um tolo, cedo ou tarde…
Não colheria ela algum lucro, afinal?
Essa melodia culmina com uma “agonia de outono”
E já que aqui falamos de agonia
— Algum direito a sorrir eu teria?
Bom dia Charlies, sobre homofobia venho contar-vos o seguinte:
Em tempos idos, e por tempos do Super Bowl, pus na minha capa deste estranho sistema em que nos encontramos, uma foto dos New England Patriots. Para os mais distraídos, estamos a falar de futebol americano. O Super Bowl é o evento desportivo mais assistido no Estados Unidos e o segundo em audiência no mundo, logo a seguir à Liga dos campeões da UEFA. Um jogador de futebol americano é um jogador de futebol americano, e nesse sentido não há nada a tirar ou a acrescentar, porque é perfeito. A foto dos New England Patriots era isso mesmo, perfeita, esmagadora no que à beleza masculina refere. Era uma foto de balneário, um olimpo de deuses gregos americanos. E para que disso não houvesse dúvidas, alguns estavam nús, outros meio despidos, quase despidos, estrategicamente colocados para que nada demais se pudesse ver. Pois, meus Queridos Charlies, logo que pus a foto na capa, o meu chat inundou-se de msgs que me pediam que retirasse a foto, porque a exibição daquele “orgulho gay” era chocante e estava a chocar a malta. Não respondi e fui bloqueando gente, ao mesmo tempo que a foto era continuamente denunciada. Sabemos que vivemos na lama, rodeados de boçalidade, que a maioria das pessoas não é lida, não é viajada e o que melhor as distingue é o arroto, mais ou menos azedo, mas, caramba, passam o tempo a olhar para a televisão, não conseguem aprender qualquer coisinha?! Não. Não reconhecem uma imagem do super bowl e associam a beleza masculina, a nudez masculina, à homossexualidade, como se fosse tudo mau, a beleza, a nudez, e a homossexualidade. Se não fosse trágico, até tinha graça, que o que estes badochas querem é gajas boas, como se as gajas boas não se tivessem melhor que fazer. Isto para dizer, que tenho mais fé no pai natal do que em movimentos de indignação e que a minha fé nos homens é bastante reduzida. E não me venham cá falar em valores, porque para partilhar valores é preciso tê-los. Quando me dizem “não temos os mesmos valores”, sou quase sempre forçada a concordar, não é possível ter valores em comum com quem não tem valores nenhuns.
J’aime la mansuétude et lorsque j’entre
sur le seuil d’une solitude
j’ouvre les yeux et les remplis
de la douceur de sa paix.
J’aime la mansuétude par-dessus toutes
les choses de ce monde.
Je trouve dans la quiétude des choses
un chant immense et muet.
Et tournant les yeux vers le ciel
je trouve dans les tremblements des nuages,
dans l’oiseau qui passe et le vent
la grande douceur de la mansuétude.
Ponto de ordem e esclarecimento, que isto, às vezes, cansa:
1) – O peixe não é um vegetal! Por mais bem amanhado, em filete, com corte de chef, embrulhado em algas, se ainda não repararam, o peixe não é vegetal!
2) – Quem põe os ovos são as galinhas e quem dá leite são as vacas! As vacas e as galinhas não são um vegetal! Também há outros animais que põem ovos e outros animais que dão leite. Nos mamíferos todas as fêmeas dão leite. Nós, as mulheres, também damos leite, é uma questão de emprenharmos e parirmos, que ficamos a dar leite, tal como as fêmeas das outras espécies de mamíferos. Se vos der para mamar noutro lado, e não se acanhem, também dá leite, é uma questão de lhe apanharem o jeito.
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman declara que vivemos em um tempo que escorre pelas mãos, um tempo líquido em que nada é para persistir. Não há nada tão intenso que consiga permanecer e se tornar verdadeiramente necessário. Tudo é transitório. Não há a observação pausada daquilo que experimentamos, é preciso fotografar, filmar, comentar, curtir, mostrar, comprar e comparar.
O desejo habita a ansiedade e se perde no consumismo imediato. A sociedade está marcada pela ansiedade, reina uma inabilidade de experimentar profundamente o que nos chega, o que importa é poder descrever aos demais o que se está fazendo.
Em tempos de Facebook e Twitter não há desagrados, se não gosto de uma declaração ou um pensamento, deleto, desconecto, bloqueio. Perde-se a profundidade das relações; perde-se a conversa que possibilita a harmonia e também o destoar. Nas relações virtuais não existem discussões que terminem em abraços vivos, as discussões são mudas, distantes. As relações começam ou terminam sem contato algum. Analisamos o outro por suas fotos e frases de efeito. Não existe a troca vivida.
Ao mesmo tempo em que experimentamos um isolamento protetor, vivenciamos uma absoluta exposição. Não há o privado, tudo é desvendado: o que se come, o que se compra; o que nos atormenta e o que nos alegra.
O amor é mais falado do que vivido. Vivemos um tempo de secreta angústia. Filosoficamente a angústia é o sentimento do nada. O corpo se inquieta e a alma sufoca. Há uma vertigem permeando as relações, tudo se torna vacilante, tudo pode ser deletado: o amor e os amigos.
“Estamos todos numa solidão e numa multidão ao mesmo tempo”.
Tu peux m’ôter le pain,
m’ôter l’air, si tu veux:
ne m’ôte pas ton rire.
Ne m’ôte pas la rose,
le fer que tu égrènes
ni l’eau qui brusquement
éclate dans ta joie
ni la vague d’argent
qui déferle de toi.
De ma lutte si dure
je rentre les yeux las
quelquefois d’avoir vu
la terre qui ne change
mais, dès le seuil, ton rire
monte au ciel, me chercha
et ouvrant pour moi toutes
les portes de la vie.
A l’heure la plus sombre
égrène, mon amour,
ton rire, et si tu vois
mon sang tacher soudain
les pierres de la rue,
ris : aussitôt ton rire
se fera pour mes mains
fraîche lame d’épée.
Dans l’automne marin
fais que ton rire dresse
sa cascade d’écume,
et au printemps, amour,
que ton rire soit comme
la fleur que j’attendais,
la fleur guède, la rose
de mon pays sonore.
Moque-toi de la nuit,
du jour et de la lune,
moque-toi de ces rues
divagantes de l’île,
moque-toi de cet homme
amoureux maladroit,
mais lorsque j’ouvre, moi,
les yeux ou les referme,
lorsque mes pas s’en vont,
lorsque mes pas s’en viennent,
refuse-moi le pain,
l’air, l’aube, le printemps,
mais ton rire jamais
car alors j’en mourrais.
Le temps est trop lent pour ceux qui attendent,
Trop rapide pour ceux qui ont peur,
Trop long pour ceux qui sont dans la peine,
Trop court pour ceux qui se réjouissent,
Mais pour ceux qui aiment, le temps c’est l’éternité.
Frida Kahlo est une artiste peintre mexicaine. A l’âge de 6 ans, elle souffre de poliomyélite (sa jambe droite s’atrophie et son pied ne grandit plus) puis elle souffre de “spina bifida” (malformation congénitale) et enfin, en 1925, elle est victime d’un grave accident de bus (son abdomen et sa cavité pelvienne sont transpercés par une barre de métal + 11 fractures à sa jambe droite, pied droit cassé, bassin, côtes et colonne vertébrale brisés). Elle devra subir de nombreuses interventions chirurgicales et de nombreux séjours à l’hôpital. Après son accident, elle se forme elle-même à la peinture. Tout cela est l’élément déclencheur de la longue série d’autoportraits qu’elle réalisera. En effet, sur 143 tableaux, 55 relèvent de ce genre. En 1929, elle épouse Diego Rivera, de 21 ans son aîné, mondialement connu pour ses peintures murales. Elle a de nombreuses relations extraconjugales, notamment avec des femmes. Des liaisons avec des hommes sont connues comme Léon Trosky, liaison courte mais passionnée. La fin de sa vie sera difficile : on lui ampute la jambe droite puis elle est affaiblie par une grave pneumonie et décède en 1954, à 47 ans. Les derniers mots dans son journal seront ” “j’espère que la sortie sera joyeuse… et j’espère bien ne jamais revenir.” Elle a été incinérée car elle ne souhaitait pas être enterrée couchée, ayant trop souffert dans cette position au cours de ses nombreux séjours à l’hôpital. Le nouveau billet de 500 pesos mexicains en circulation depuis le 30 août 2010 est à son effigie car elle est devenue une icône.
“Ils pensaient que j’étais une surréaliste, mais je ne l’étais pas. Je n’ai jamais peint de rêves, j’ai peint ma réalité.” (Frida Khalo)
Marcelo Rebelo de Sousa faz bem ao deslocar o 10 de Junho da ordem simbólica da força e do poder do Estado para a dos laços das comunidades.
Paradas e desfiles das forças armadas diante do seu comandante supremo ficam melhor a Coreias e a potências cheias de tédio assertivo. Voltas a Portugal, cada ano uma cidade, convêm mais ao ciclismo ou ao calendário presidencial, desde que em qualquer outro dia do ano. Por princípio, as celebrações oficiais do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, deviam ser celebradas fora do país. Porque as comunidades estão lá fora, são alguns milhões e representam uma dimensão do país que depende sobretudo, e de quase nada mais, de laços de reconhecimento e afecto.
Marcelo Rebelo de Sousa faz bem portanto, ao deslocar o 10 de Junho da ordem simbólica da força e do poder do Estado para a dos laços das comunidades. Parece óbvio, mas o incrível é ser a primeira vez que o 10 de Junho sai do país. E também faz bem em levar as comemorações oficiais para Paris — a mais populosa cidade “portuguesa” fora de fronteiras — e em condecorar portugueses, luso-descendentes e franceses que se notabilizaram por fortalecerem e darem novos sentidos a esses laços. Por exemplo, os quatro portugueses que, no momento do atentado no Bataclan, não hesitaram abrir as portas dos seus prédios para abrigar quem procurava escapar do horror e da morte.
E claramente não terá passado despercebida ao Presidente a feliz coincidência de Paris iniciar o Europeu de futebol a 10 de Junho. Na ordem simbólica dos laços comunitários, o futebol há muito transcendeu o bafio do tempo da outra senhora. Goste-se muito ou pouco de futebol, é a actividade onde Portugal ganha maior projecção cosmopolita. Não apenas por Cristiano Ronaldo ser, de longe, o português mais conhecido em todo o mundo, fazendo com que muitas outras línguas pronunciem o nome do nosso país, mas sobretudo porque os dias de selecção nacional são de facto dias que restabelecem o convívio de uma comunidade sem fronteiras, de anseios e esperanças comuns, que vai merecendo o nome do nosso país na nossa língua.
André Barata – in “Económico” – Retirado do Mural de André Barata
DiEM25 has been making big strides forward in the past 10 days. We bring you news:
1. From the UK referendum campaign and London
2. From the Spanish electoral campaign and Barcelona
3. From Julian Assange and Brussels
4. From DiEM25 local groups everywhere
1. The UK referendum campaign and London
DiEM25’s “Vote In” event in London showed the growing power of our movement:
– around a thousand people attending in London
– DSCs hosting simultaneous events in 7 countries to watch the livestream and discuss the UK’s role in Europe – the Lisbon event was even attended by Pedro Mexia, cultural advisor to the Portuguese President
– many new DiEM25 members, including Labour’s Shadow Chancellor of the Exchequer (Finance Minister of the UK), John McDonnell – read the news here!
O país mobiliza-se, a nação exalta, os Media atropelam-se e pelam-se por uma imagem daqueles que partem e sobre quem impende a defesa de tão insigne missão. O exacto alcance histórico do momento é difícil de mensurar. O presidente e os mais altos representantes do país revelam para as câmaras uma confiança e um orgulho sem limites. Que se acabou o miserabilismo, a comodista atitude dos fracos e resignados, a indolência. A fisionomia dos homens e das mulheres altera-se às notícias dos heróis, chora-se por uma mialgia infame. Há angústia, sofrimento, páginas dos jornais choram a possibilidade de uma dor na coxa. Mas eis que o mister sossega as fileiras, minando o pessimismo e a palidez de sentimentos. Viva, grita o povo com um entusiasmo raramente na história entrevisto, insuspeito mesmo. A histeria é meridional. Um câmara man morreu ao descuidar-se e cair de cima da mota onde fazia cobertura em directo do estacionamento do autocarro que transportava os heróis para o estágio. Terá honras de Estado e de estádio no seu funeral, a família será convidada a assistir à grande final, assim nela o país se faça representar. E sorrirá, e receberá aplausos, lágrimas de elevação, elevação! Milhares e milhares retemperam a cor à alma por séculos esmaecida, o povo confunde-se com as classes mais altas, gritam em uníssono o gestor de empresas e o estivador, o empreendedor e o desempregado fabril, o administrador e o sapateiro. Há notícias de um golo, uma mulher sonha um filho tatuado, velhinhas tremem às imagens de um torso desnudo, acham tudo uma benção dos tempos, que nos seus tempos os bravos rapazes da nação não tinham aquelas compleições. Eis o ambiente cunhado pela alegria em torno dos heróis. Se for desta, sim, então haverá a nação de reerguer-se e um peditório nacional almejará reunir em tempo recorde os fundos necessários à construção de um novo Panteão.
Retirado do Facebook | Mural de Pedro Teixeira Neves
The daughter of a maniac cinema legend, Klaus Kinski, the German actress obtained her début (non-speaking) role in Wim Wender’s film, The Wrong Move, in 1974 after the director’s wife had discovered the precocious beautiful 12 year old girl in a nightclub. She then appeared in a number of other films such as To the Devil, a Daughter, in 1976, in which she could be seen nude despite being a minor. It was Roman Polanski with his film Tess, in 1979 that turned the sensual ingénue into a recognised and admired star. She moved on to American films such as Francis Ford Coppola’s One from the Heart and the erotic horror cult film, Cat People, in 1982 – both films turned the actress into a strong object of desire along a popular Richard Avedon shoot for which she posed nude with a snake. In 1984, she reunited with Wim Wenders for one of art house cinema’s favourites, Paris, Texas, a film in which her beauty and subtle emotions were deeply emphasized. The actress soon returned to quite forgettable European films, mostly scrutinized for her relationship with legendary music producer, Quincy Jones. Fleeing the limelight to concentrate on her personal life, Nastassja Kinski then only appeared in supporting roles on television and a little number of films such as Father’s Day, in 1997. Is it because of her melancholic childhood facing a terrifying tyrannical father and a fragile hippie-like mother did the actress turn into a delicate and evanescent figure? With her mysterious and secret personality, Nastassja Kinski incarnates the image of an artist more than a film star. A poetic muse enliven by an iconic crimson red mohair sweater…
It was a teenage wedding, and the old folks wished them well
You could see that Pierre did truly love the madamoiselle
And now the young monsieur and madame have rung the chapel bell,
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
They furnished off an apartment with a two room Roebuck sale
The coolerator was crammed with TV dinners and ginger ale,
But when Pierre found work, the little money comin’ worked out well
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
They had a hi-fi phono, boy, did they let it blast
Seven hundred little records, all rock, rhythm and jazz
But when the sun went down, the rapid tempo of the music fell
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
They bought a souped-up jitney, ‘twas a cherry red ’53,
They drove it down to Orleans to celebrate the anniversary
It was there that Pierre was married to the lovely madamoiselle
“C’est la vie”, say the old folks, it goes to show you never can tell
Andam por aí a dizer que o Príncipe Carlos de Inglaterra é gay, como se isso fosse uma coisa má. Que tristeza de mundo este em que a orientação sexual serve de motivo de conversa, serve para vender revistas. Já agora, se ainda não repararam, o Príncipe Carlos é branco, de raça branca, não é de outra raça qualquer, e não, não é possível que se venha a descobrir outra raça ao Príncipe Carlos, porque se fosse, também se descobria, e também como se isso fosse uma coisa má, que não é, é indiferente. Nada disto devia ter importância nenhuma, a importância que tem é porque o Príncipe Carlos não é pobre. Se fosse pobre e gay já não tinha importância nenhuma, porque a pior das discriminações, a mais terrível, a mais segregadora, é a discriminação económica, a discriminação socioeconómica, a de estatuto social, de classe social, o que lhe queiram chamar. O Príncipe Carlos, se fosse pobre, não era gay, a ser, não passaria de um paneleiro qualquer.
O autor de “Uma Viagem à Índia”, Gonçalo M. Tavares, conta que a ideia desta obra “partiu da ideia de responsabilidade em relação ao passado”. Acrescentando que, para si, “o que diferencia o homem e o bicho é esta capacidade de memória das gerações anteriores”. “Esta ideia de conservar a memória”, precisou.
Admitiu a “aproximação amorosa” em relação a ‘Os Lusíadas’ e acrescenta que deseja “deixar sinais para gerações futuras”.
“Uma Viagem à Índia” (ed. Caminho) é um livro que, segundo o escritor, pede uma mudança de posição do leitor por obrigar este a arranjar uma nova posição para ler e pela possibilidade de ler fragmentos, a possibilidade de “abrir ao acaso e ler”.
O livro começou a ser escrito em 2003 e a sua revisão final demorou um ano.
Não estava à espera neste ponto da minha vida e neste ponto do século XXI, dobrado o século XX há uns aninhos, de ver aparecer a acusação. Anticomunismo. Parece que qualquer pessoa que não confie na bondade intrínseca de um acordo de governo com o Partido Comunista Português é anticomunista. Confesso ter nostalgia de muitas coisas, mas não desta. A de repensar o anticomunismo privado. Sou ou não anticomunista? E se for? A questão não é meramente ideológica, é existencial. É, por assim dizer, teológica. Cheguei à conclusão, depois de muito matutar, de que sou anticomunista. Acredito na economia de mercado, no capitalismo regulado e na iniciativa privada.
Não acredito na coletivização da propriedade e da economia, na eliminação da competição nem na taxação intensiva do capital. O atual Partido Comunista não partilha estas minhas convicções. É coletivista, e foi sempre, ao contrário do que nos querem convencer, pragmático.
“Qu’y a-t-il de plus léger qu’une plume ? La poussière. Et de plus léger que la poussière ? Le vent. Et de plus léger que le vent ? La femme. Et de plus léger que la femme ? Rien.” (Alfred de Musset – “La quenouille de Barbeine” – 1835)
“Can you tell me where my country lies?”
said the unifaun to his true love’s eyes.
“It lies with me!” cried the Queen of Maybe
– for her merchandise, he traded in his prize.
Hoje de manhã, li num qualquer jornal, já não me lembro qual foi e não tenho pena, que o espião português estaria há tempo sob suspeita por, entre outros comportamentos, ter um perfil pouco discreto nas redes sociais, o que é impróprio a quem ocupa aquelas funções. Pois, a mim, nunca me passaria pela cabeça que um perfil pouco discreto nas redes sociais fosse o de um espião. Já aqueles perfis falsos, outros verdadeiros, talvez, mas surgidos do nada, estranhamente muito amiguinhos, bons, queridos, mas sempre incoerentes, fazem-me pensar em espionagem do tipo doméstico, mais conhecida por coscuvilhice, e também em voyeurismo e outros casos de evidente tara mais severa. Mas isto sou eu, que não percebo nada de espionagem. Uma coisa é certa, as redes sociais estão a matar tudo, e, pelos vistos, também as secretas, ou então é a “imperensa” que já está morta e ainda ninguém lhe disse. É que a mim também me acontece inventar quando não sei o que dizer, não tive foi tanta sorte com a imaginação como algumas pessoas que escrevem em jornais.
A Região Sul inaugura, no dia 31 de maio, a exposição A Vastidão nas Grandes Paisagens, com fotografias de Adriano Neves, membro efetivo da Ordem dos Engenheiros (OE).
A exibição estará patente aos Membros da OE, e ao público em geral, até ao dia 30 de junho, no átrio do auditório, no horário de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 18h00.
Porque as crianças gostam de histórias. Porque, no fundo, cada vida é uma história. E ao espreitar as páginas de um livro, as crianças abrem os olhos para as inúmeras histórias de vida das pessoas.
Vem dos Estados Unidos, estará pela 1ª vez em Portugal, é o teclista dos Snarky Puppy, e apresenta-nos o seu novo álbum.
Chama-se CORY HENRY e em 2014 ganhou o Grammy Award Winner for Best R&B Performance (Snarky Puppy with Lalah Hathaway).
Será o último concerto da sua digressão europeia. e será ele que encerrará a noite de Sábado.
A primeira parte do serão será preenchida por JOÃO BARRADAS no acordeão e JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA no piano.
No final da noite haverá uma Jam SESSION
Bilhetes on-line: http://www.minde.eu/jazz/
Palco Fábrica: Diário 15.00 / Pass Festival 25.00
Palco Natura – gratuito