Acabo de saber que volto a ser accionista de uma companhia de Aviação, e sócio de uns senhores que nem conheço, e a quem pagaremos chorudamente. Eu os meus vizinhos e mais uns milhões de portugueses, do interior, como eu, podemos agora ficar de nariz e olhos no céu, a ver balões e os “nossos” aviões.
Se por acaso tiver de levantar voo, espero que os ditos, não estejam de greve e, que para nós accionistas, o preço seja low low low cost. Se inadvertidamente me tivessem perguntado, diria que não tenho nenhum interesse em ser “dono” duma companhia de aviação, e preferiria que, em lugar dos 1000 e tantos milhões, dinheiro dos contribuintes, agora a pagar, não cortassem a ajuda ao La Salle de Barcelos, que há quase quarenta anos ajuda alunos carenciados de Braga e Barcelinhos.
Não é uma opinião partidária, é apenas a minha opinião.
Rodolfo Miguez Garcia | Antigo Aluno do Colégio La Salle de Abrantes
Tes yeux sont si profonds qu’en me penchant pour boire
J’ai vu les soleils y venir se mirer
S’y jeter à mourir tous les désespérés.
Tes yeux sont si profonds que j’y perds la mémoire.
A Noite da Literatura Europeia apresenta, no dia 4 de junho, em plenas Festas de Lisboa, o serão literário mais popular da capital lisboeta. Organizada por vários institutos culturais europeus sediados em Lisboa e pelas embaixadas representativas, a Noite da Literatura Europeia decorre, mais uma vez, a um sábado, das 19h às 24h, em vários espaços emblemáticos da zona do Carmo/Trindade.
Durante este serão, terão lugar leituras, por 14 atores portugueses, de excertos de obras de 10 escritores europeus. As sessões, de entrada livre, têm a duração de 10 a 15 minutos e repetem-se de meia em meia hora, para o público poder assistir a todas as sessões nos diversos espaços da Noite da Literatura Europeia.
Nesta que é a quarta edição da noite mais literária de Lisboa, há prosa e poesia para todos os gostos dos autores Andrés Trapiello (Espanha), Ann Cotten (Áustria), Bruno Vieira Amaral (Portugal), Dimitris Dimitriadis (Grécia), Filippo Tuena (Itália), Jakub Řehák (República Checa), Léonora Miano (França), Nicolae Prelipceanu (Roménia), Thees Uhlmann (Alemanha) e Tove Jansson (Finlândia)
As sessões de leitura decorrem em locais como a Sala de Extrações da Lotaria da Santa Casa da Misericórdia, o Teatro da Trindade Inatel, ou ainda o Vertigo Café, entre outros espaços, onde atores como Paulo Pires, Mónica Calle ou Pedro Lima vão dar voz, com alma e inspiração, às palavras dos dez autores europeus.
A Noite da Literatura Europeia é uma iniciativa organizada pela EUNIC Portugal, uma rede de institutos culturais e embaixadas, com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal.
Aproxima-se a grande velocidade o próximo Café Ciência “Transportes do Futuro”: dia 27 de Maio de 2016, pelas 21h, no Centro Ciência Viva do Alviela. É a velocidade que tem levado à evolução dos transportes ao longo do tempo, mas também as questões de segurança dos cidadãos e proteção do ambiente. O Professor José Maria André do Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa explica-nos como estão a ser pensados, ao nível científico e tecnológico, os transportes aéreos e terrestres que nos permitirão deslocar com maior rapidez e segurança, no futuro.
Imagine voar de Nova Iorque a Tóquio em 4 horas em vez das 15 ho! ras atuais! Viver em Portugal, sair de casa às 8h30 e começar a trabalhar às 9h00, em Paris. E em Portugal, será que o norte e o sul vão estar ligados apenas por alguns minutos?
Não perca tempo, inscreva-se e junte-se a nós para mais um Café Ciência com olhos postos na Ciência e Tecnologia do futuro.
As inscrições são gratuitas, obrigatórias e poderão ser efetuadas através do 249 881 805 ou info@alviela.cienciaviva.pt Número máximo de inscrições: 70
Nascido em 1952 como escola de formação dos Irmãos de La Salle, desde 1981 que obteve contrato de associação com o Ministério da Educação e abriu portas com duas turmas do 5.º Ano. Hoje tem 18 turmas, do 5.º ao 12.º Ano.
A Congregação de S. João Baptista de La Salle é uma Comunidade de homens bons. De grandes educadores e formadores. Cultos e humanistas. Abertos ao mundo.
“Hoy, la gran familia de La Salle consta de 5 000Hermanos, que junto con 84 000 educadores y numeroos colaboradores laicos ayudan en cerca de 1 000 centros educativos en 80 países. Ochocientos cincuenta mil alumnos, niños, jóvenes y aun adultos, reciben la mejor educación posible en las aulas de La Salle.”
Da série: um poema, uma música! Ouvir… e ler! Experiência interessante!
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos
Ser poeta não é uma ambição minha
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita cousa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do sol,
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas idéias,
Ou olhando para as minhas idéias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predileta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer cousa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
Do livro “O Guardador de Rebanhos”
Quem Poderá Calcular a Órbita da sua Própria Alma?As pessoas cujo desejo é unicamente a auto-realização, nunca sabem para onde se dirigem. Não podem saber. Numa das acepções da palavra, é obviamente necessário, como o oráculo grego afirmava, conhecermo-nos a nós próprios. É a primeira realização do conhecimento. Mas reconhecer que a alma de um homem é incognoscível é a maior proeza da sabedoria. O derradeiro mistério somos nós próprios. Depois de termos pesado o Sol e medido os passos da Lua e delineado minuciosamente os sete céus, estrela a estrela, restamos ainda nós próprios. Quem poderá calcular a órbita da sua própria alma?
GRANDE ENCONTRO DOS ANTIGOS ALUNOS DE LA SALLE DE PORTUGAL
DATA: 28 DE MAIO DE 2016, último sábado de Maio.
LOCAL: COLÉGIO LA SALLE – Casa Mãe de La Salle – Barcelos.
A Família lassalista vai encontrar-se na sua casa-mãe, em Barcelinhos de Barcelos, terra dos valentes homens dos Alcaides de Faria.
E da justiça reposta pelo canto do galo. A lenda situa esse momento de justiça e de perdão na Quinta do Galo, onde hoje se instala o nosso Colégio. E o Galo de Barcelos é Portugal.
Je vous écris ce soir pour vous dire que je suis vraiment désolée, mais cela doit cesser. Ça ne pourra jamais marcher. En réalité, je ne veux pas être uniquement la femme d’à côté — je veux aussi quelqu’un pour être l’homme à mes côtés.
Et le fait est que moi je ne suis pas mariée. J’ai passé des moments incroyables à vous voir nu tout en sachant que vous étiez notre président, mais je crois que jusqu’à ce que je me marie, ça ne pourra jamais fonctionner. Je suis vraiment désolée M. JFK. Je le suis vraiment profondément.
J’avais réservé une chambre au nom de « Aloha, Señora Baise est de retour et vous invite à la nuit de la baise », mais je l’ai annulée ce matin. J’espère seulement que vous penserez à moi la prochaine fois que vous aurez une maîtresse.
Partindo da idéia de que poesia é algo muito subjetivo, logo é muito difícil dizer o que é, muitas vezes, grandemente bom ou grandemente ruim, vem-se aqui falar de um poeta brasileiro de produção poética (e também ensaística) consolidada, por já ter muitos livros publicados, além do fato de já haver falecido.
Enfim o que se pretende aqui é fazer uma súmula da produção poética deste autor, percorrendo todos os seus livros de poesia, no que se pôde ler obviamente, e tentando localizar devidamente o lugar de Ivan Junqueira dentro da poesia brasileira (e talvez, até além disso).
Comecemos pelo seu livro “Os mortos”, que segundo um crítico literário que agora foge à memória, seria um livro pronto a ser publicado, àquela época (precisamente 1964). Algo que parece ser característico da poesia de Ivan Junqueira e vai percorrendo todos os seus livros de poesia é uma amena poesia. Para ser mais claro, citem-se seus versos: “Minha mãe chorando no fundo da noite / Apunhalou o sono de Deus”. Esse poema é do seu livro “Os mortos”. O tema metafísico, divino é muito presente na poesia de Ivan Junqueira, inclusive pelo fato da morte já ser fato presente muito cedo na sua vida (fala-se de seus parentes), muito parecido com Manuel Bandeira (poeta muito prezado pelo Ivan) aliás, (infelizmente não se tem o dado confirmado da morte precoce dos seus parentes, mas recorda-se isso de uma de suas entrevistas dadas).
Um dos principais efeitos de um jornalismo debilitado é um fluxo informativo mais pobre e mais dependente da lógica ‘ele-disse-isto-e-tu-o-que-dizes?’ do que de trabalho de verificação e enquadramento autónomos. No fundo, um sector dos média frágil pouco mais consegue do que dar ‘tempo de antena’ a vozes que se confrontam, deixando de lado (por falta de meios, desânimo ou cedência a interesses que ajudam a pagar contas) leituras mais largas e plurais da realidade.
O que, por estes dias, acontece em torno de uma decisão recente do ministério da Educação é um exemplo bem claro disto mesmo. Um número significativo de órgãos de informação nacionais optaram por ‘fazer render’ até à exaustão o filão informativo do protesto organizado de algumas empresas privadas que operam no sector ao mesmo tempo que se iam esquecendo de explicar aos leitores, ouvintes ou telespectadores o que está realmente em causa.
No barulho que se criou – e que deliberadamente se ampliou quando, por exemplo, se filmou, com óbvia combinação prévia, através de um drone, uma inscrição no pátio de um escola – muito facilmente se perdeu o contacto com a verdade e, sobretudo, com a missão essencial do jornalismo.
Foi muito difícil perceber (há, ainda assim, algumas excepções que nos vão ajudando), por entre tanta informação truncada ou ostensivamente falsa e por entre tanta opinião estridentemente apegada a uma ideologia radical de desmantelamento a qualquer preço da escola pública, que as empresas eventualmente afetadas pela tão polémica medida governamental são 80, num universo de 2773 (ou seja, 3 por cento das instituições privadas de Ensino).
Foi igualmente complicado perceber que os contratos de associação são, pela sua natureza, vínculos precários de prestação de serviço – são apenas uma das cinco formas de ligação do Estado ao Ensino Privado e servem para suprir uma dificuldade de serviço público momentânea (não são, por isso, contratos com base nos quais se possam, com honestidade, desenvolver quaisquer estratégias de equilíbrio financeiro de empresas privadas).
O jornalismo precisa, naturalmente, de dar expressão pública a vozes distintas mas não pode correr o risco de ser apenas a sua correia de transmissão. Sejam elas quais forem. O jornalismo deve, sobretudo nos dias que correm, assegurar-nos uma mediação relevante, confrontando declarações políticas com factos concretos e trabalhando de modo próprio para nos ‘mostrar’ a complexidade de cada situação, afastando-se, assim, da adesão a um registo que não faz parte da nossa tradição em tempo de democracia – o de uma ação direta panfletária a favor desta ou daquela ‘causas’.
Vamos comemorar o Dia Internacional da Biodiversidade, no próximo dia 21 de Maio, a partir das 17h, no Centro Ciência Viva do Alviela.
A cultura popular diz que os anfíbios são nojentos, viscosos e peçonhentos. Já os répteis têm a fama de serem animais perigosos com as suas mordidelas dolorosas e venenos mortais. Quem é que nunca ouviu dizer que os morcegos são animais do demónio, que bebem sangue, enrolam-se nos cabelos, e são sinónimo de azar ou doença?
Jael Palhas (Projeto Charcos com Vida) e Maria João Silva(CCVAlviela) explicam-nos qual a origem destes mitos e crenças populares e de que forma afetam a conservação destes anim! ais. Sabia que a ciência tem provado que são úteis ao homem e essenciais nos ecossistemas?
Traga um pequeno lanche pois fazemos um piquenique convívio enquanto aguardamos pelo final do dia para observação da biodiversidade noturna: noite dos morcegos e visita a um charco.
Quer saber toda a verdade sobre anfíbios, répteis e morcegos? Aventure-se e faça uma caminhada noturna connosco. Vamos conhecer as criaturas da noite!
As inscrições são obrigatórias e têm um custo de 3? por participante.
Na sequência da publicação do Despacho Normativo 1-H/2016 e da intenção do Governo em reduzir significativamente o número de turmas das escolas com Contrato de Associação, a Direção da Associação de Antigos Alunos de La Salle, em defesa do projeto educativo do Colégio La Salle de Barcelos, apela a que:
1) – Sejam respeitados os contratos de associação celebrados por um período de 3 anos letivos, e contesta que os mesmos contratos se refiram apenas às turmas em início de ciclo em 2015/2016.
2) – Seja permitida a continuidade do projeto educativo do Colégio, que acolhe crianças de todos os extratos sociais, incluindo crianças desinseridas do meio familiar ou em situação de risco social chegando, na maioria dos anos letivos, aos 60% de alunos com Apoio Social Escolar.
3) – Não se interrompam os acordos e protocolos estabelecidos, no sentido de proporcionar escolaridade assistida de modo particular a jovens institucionalizados do Lar de Acolhimento – Colégio S. Caetano de Braga – tendo em conta que foi o Centro de Segurança Social de Braga a patrocinar esta solução, e que mereceu a autorização da Direcção Regional de Educação do Norte. Desde o início desse protocolo aumentou, significativamente, o sucesso escolar dessas crianças e jovens com a obtenção de diversas licenciaturas.
4) – Igualmente apela-se a que se prossiga o protocolo estabelecido com a Casa doMenino Deus, de Barcelos, pelo qual as crianças institucionalizadas dessa instituição frequentam a escolaridade obrigatória no Colégio La Salle.
5) – Seja respeitada a liberdade de escolha das famílias, em particular as de menor rendimento.
6) – Que seja levado em conta algumas referências históricas:
– O Colégio La Salle começou a funcionar no ano lectivo de 1981-1982, sempre numa basa de gratuitidade. Nessa altura não havia qualquer outra escola pública ou privada nem em Barcelinhos nem em nenhuma freguesia barcelense da margem esquerda do rio Cávado. Constituiu um regozijo público a instauração do ensino nesta área geográfica.
– Quando o Ministério da Educação decidiu abrir a Escola Preparatória Rosa Ramalho, a pedido do Ministério, os dois primeiros anos funcionaram nas instalações do Colégio La Salle, a título gratuito.
Sendo o Estado uma pessoa de bem e de bom senso, estamos convencidos que honrará este passado de colaboração.
Finalmente:
1) – A Associação de Antigos Alunos de La Salle congratula-se com a Assembleia Municipal de Barcelos, pelo apoio inequívoco prestado ao Colégio La Salle.
2) – Os Antigos Alunos de La Salle estão convencidos, pela sua própria experiência, que os valores cultivados neste colégio imprimem um carácter único e próprio à formação humana e académica dos seus alunos, contribuindo para uma sociedade justa, coesa e desenvolvida.
Barcelos, 5 de Maio de 2016.
Carlos Borrego, Presidente da Direcção da Associação de Antigos Alunos La Salle de Portugal.
1) – Quando vejo pessoas de família, família chegada, família nuclear, mães e filhas, irmãos, marido e mulher, a falarem umas com as outras pelo mural do facebook, a perguntarem por onde andam, a desejarem melhoras, porque uma delas está doente, a dizerem que se “love” muito umas às outras e kisses e bonecos com corações, a prometerem que não se abandonam, que estarão sempre juntas, em selfies conjuntas a fazer bico de pato e fazem disto as novas fotos de “família”, selfies de “família” estudadas para publicar aqui numa pratica regular… A “família feliz” que não é um prato do restaurante chinês. A família feliz que sabe de quem mora lá em casa pelo facebook, que fala pelo facebook, no mural, nos comentários que todos lêem… Fico, sei lá, nem sei o que diga, perplexa, vá, pode ser.. Por favor, digam-me que não tenho motivo para ficar. Por favor, digam-me que sou eu que não acompanho a evolução dos novos tempos do que devem ser os laços familiares.
2) – Sobrancelhas tatuadas como auto-estradas, extensões de pestanas, algumas já caíram, estão a precisar de manutenção, estão com aquele aspecto de garfo desdentado que olha para nós, extensões de cabelo, madeixas feitas com lixívia, unhas de gel, a do dedo anelar é diferente das outras na cor, tem brilhos, bonecos, desenhos, evidências descaradas de silicone a assomar no decote, lip gloss escarlate, um saco vuiitton e ténis brancos. Opá, isto logo de manhã, isto a qualquer hora, mas logo de manhã… Gostos são gostos, mas este registo de produto derivado do futebol indústria é atordoante… Bom, é só para dizer que gosto mais de cinema europeu, que parecendo que não, tem tudo a ver por não ter nada a ver. Coisas da estética, do refinement.
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
… Da praia onde foram felizes
Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens…
Há mulheres que são maré em noites de tardes
e calma.
Não negues o estio
as acácias abrem-se para as mãos
e Afrodite lava-se na fonte fria
junto ao parthénon.
Entra pela manhã
colhe a flor rosácea da luz
e desliza devagar
sobre a carícia das rosas
no ventre da água.
Solta os cabelos aos vendavais
do fogo
e morre sobre as brasas
que os deuses colhem.
citação 1 – A propósito de não ter ido à inauguração do Túnel do Marão, Pedro Passos Coelho disse que “nunca” esteve numa obra de inauguração enquanto liderou o Governo. Sobre isto quero dizer que nunca estreei um par de sapatos, não uso maquilhagem, nunca fui para os copos e nunca falhei uma ida ao ginásio.
citação 2 – Informação | José Sócrates e o Túnel do Marão
Nas televisões estão a inaugurar o túnel do Marão ou estão a inaugurar o José Sócrates? É que cada vez que tento ver o túnel do Marão, o que me mostram é o José Sócrates, que sendo um homem que uma moça gosta de ver, e não sabendo e não sendo da minha conta, mas pensando eu de que, não é exatamente o túnel do Marão e já se terá inaugurado no que achou que se devia inaugurar.
Televisões, só hoje já vi o José Sócrates vinte vezes, é possível mostrarem também o túnel do Marão?
citação 3 – Da semana que passou
“Sem o “oval” do meu sócio não decido nada… Nãaaa, nem pensar, sem o “oval” do meu sócio não avanço”, um senhor sobre tomar uma decisão.
“Obrigada, foi muito “explícida”, p’ra mim está “explícido”, ficou tudo muito explícido”, um senhor a quem dei uma informação.
“Isso não tem “anexo” nenhum, não faz sentido, são coisas sem “anexo”, não pode ser”, um senhor ao tomar conhecimento de um procedimento.
“Eu meto sempre no segundo buraco, também gosto no primeiro, mas meto sempre no segundo, dantes metia no primeiro, mas agora aleija-me, até faz ferida”, uma moça sobre colocar um brinco na orelha que tem três furos.
No IKEA há almôndegas vegetarianas, 4,99€/kg
O Amor continua lindo, a vida é bela, embora esteja de chuva.
Bom fim-de-semana!
07.05.2016 | Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
A crónica seguinte tenta repor a verdade histórica sobre a aldeia de La Salle, onde irredutíveis Lusitanos resistiram à invasão e ocupação Romana, durante muitas Luas e Sóis, e por quem sois.
Consultados papiros de linho no arquivo histórico de Barce- Linhus e as notas do arquivo musical de Valha Dó Li, é agora possível repor a história com factos tão verdadeiros, que parecem mentira. Facto indesmentível é que a aldeia não suportou o cerco eternamente, mas também não abdicou do seu desígnio. Ora leiam:
Corria o ano de LXXIV do império Romano de Facius II. A aldeia Lusitana de La Salle em Abra Antes, permanecia inexpugnável, e os seus ocupantes dedicavam-se exclusivamente às tarefas diárias de adquirir conhecimentos, habilidades e valores morais, para levar e ensinar a outros povos.
Originally recorded by Jon and Vangelis for their 1981 album The Friends of Mr Cairo, “State of Independence” was released as a single the same year but did not chart. The song subsequently became better known when Donna Summer released a cover version a year later in 1982, which became a Top Twenty UK single (and repeated the same feat 14 years later when issued as a remixed version in 1996) and becoming a Number One hit in the Netherlands. In 1992, a third version of the song – retitled “Spiritual High (State of Independence)” – was recorded and released as a single by Moodswings, with vocals by The Pretenders lead singer Chrissie Hynde.
Porque está em causa o futuro do Colégio La Salle de Barcelos, por motivo de não atribuição ao Colégio de novas turmas, quebrando o Contrato de Associação com o Ministério da Educação, venho solicitar a vossa presença para um reunião a realizar na próxima 5ª feira, dia 5, às 21 horas, no Colégio La Salle.
Temas para a reunião:
1 – Colaboração a prestar pela AAALaSALLE na defesa do Colégio e no direito à livre escolha.
2 – Preparação do Grande Encontro La Salle de Portugal – na casa mãe-Colégio de Barcelos, a realizar no próximo dia 28 de Maio,sábado.
Colega. Vem defender o La Salle!
Se não puderes estar presente, manda uma mensagem para o meu mail – carlosoliveiraborrego@hotmail.com -, com sugestões.
Abraço Lassalista
Carlos Borrego
(Presidente da Associação dos Antigos Alunos de La Salle)
HISTÓRIAS EM PONTO DE CONTAR – 20 desenhos de AMADEO DE SOUZA – CARDOSO
MARIA ALBERTA MENÉRES e ANTÓNIO TORRADO escreveram este livro, lançado em Portugal pela editora ASSÍRIO E ALVIM
Se na maior parte dos casos as ilustrações servem de complemento ao texto, nestas Histórias em Ponto de Contar a situação é a inversa. Assim, o ponto de partida para a narrativa são os vinte desenhos de Amadeo de Souza – Cardoso, ligados pelo texto que, como se adverte desde o início, não quer limitar aquilo que vemos, mas apenas fornecer uma interpretação possível. Para saborear tantas vezes quantas a imaginação quiser.
A cada esquina há uma loja do indiano, de indianos, que está lá sempre um grupo deles e nunca são os mesmos. Uma espécie de lojas de conveniência, muito convenientes, abertas até à meia noite a vender um pouco de tudo. De tudo mesmo, e neste sentido não falta lá nada. Os morangos são ótimos. Em todas as lojas dos indianos há imensos morangos e são sempre deliciosos. Passando pelas lojas dos indianos, entrando nas lojas dos indianos, dá-se logo pelo cheiro dos morangos. Parece que os indianos são especialistas em vender morangos. Pena que não sejam também especialistas na venda de champagne. Champagne e morangos é uma boa definição do que a vida deve ser.
John Thornton, the former president of Goldman Sachs (GS), who likes to take the long view, says he’s “feeling uneasy” about the global economy right now and thinks we’re living on borrowed time.
Taking the long view is one of those easier-said-than-done propositions, right? For instance, while you might think that the economy has pretty much recovered from
the Great Recession of 2008, one prominent financier thinks the problems that caused that big meltdown have been papered over and will come back to hurt us again. And then there’s the little issue of China’s economy surpassing ours soon. John Thornton, the former president of Goldman Sachs (GS), who likes to take the long view, says he’s “feeling uneasy” about the global economy right now and thinks we’re living on borrowed time.
Prince, véritable légende du rock, s’est éteint le jeudi 21 avril 2016. En juin 1984, il adresse cette lettre à une jeune fan, Annalisa Masters, juste après la sortie de son sixième album, Purple Rain — une note émouvante longtemps restée accrochée aux murs du Hard Rock Cafe de Minneapolis.
Chère Annalisa,
C’est vraiment sympa de ta part de m’avoir écrit. Je n’ai pas toujours le temps de répondre mais tes lettres ont véritablement ensoleillé ma journée.
Tu es adorable. Je suis heureux de t’avoir pour amie. Si tu apprécies la vidéo, attends de voir le film. J’en suis très fier. J’espère que toi aussi.
Félicitations pour avoir fini le lycée. Je suis sûr que tu t’en es mieux sorti que moi. Je n’étais pas très bon à l’école, j’étais trop occupé à écouter l’herbe pousser.
Intelectual italiano, romancista e filósofo, autor de “O pêndulo de Foucault” e “O Nome da Rosa” morreu em 19 de fevereiro, aos 84 anos; ‘O fascismo eterno ainda está ao nosso redor, às vezes em trajes civis’, diz Eco
A Revista Samuel reproduz o texto de Umberto Eco Ur-Fascismo, produzido originalmente para uma conferência proferida na Universidade Columbia, em abril de 1995, numa celebração da liberação da Europa:
‘O Fascismo Eterno’
Em 1942, com a idade de dez anos, ganhei o prêmio nos Ludi Juveniles (um concurso com livre participação obrigatória para jovens fascistas italianos — o que vale dizer, para todos os jovens italianos). Tinha trabalhado com virtuosismo retórico sobre o tema: “Devemos morrer pela glória de Mussolini e pelo destino imortal da Itália?” Minha resposta foi afirmativa. Eu era um garoto esperto.
Audrey Justine Tautou (Beaumont, 9 de agosto de 1976[1] ) é uma atriz francesa, mundialmente conhecida por protagonizar a produção francesa O fabuloso destino de Amélie Poulain (Le fabuleux destin d’Amélie Poulain, 2001). Na França, contudo, já era reconhecida por sua atuação em Vénus beauté (institut) (1999), seu primeiro longa-metragem. Desde 2009 é a nova cara do perfume Chanel Nº 5.
Fin stratège, orateur hors pair, brillant politicien et homme de lettres prolifique – couronné par le prix Nobel de littérature en 1953 –, Winston Churchill fut l’une des grandes figures du xxe siècle. En 1908, il épousa Clementine Hozier, avec laquelle il échangea des milliers de lettres, notes et télégrammes.
Cet ouvrage présente un choix de correspondance en temps de guerre, offrant un aperçu incomparable, non seulement de la vie personnelle du couple, mais aussi de leurs jugements sur la politique et les personnalités du moment, ainsi que sur le cours de deux conflits mondiaux. On y lit leurs espoirs, leurs ambitions, leurs déceptions. S’y révèle également la grande implication de Clementine – « Clemmie » – dans la carrière de son mari, et son rôle de conseillère avisée. Enfin, on y découvre – et c’est le fondement même de ce dialogue épistolaire qui dura cinquante-six ans – le lien d’amour indéfectible qui unissait ces deux êtres.
1. Salgueiro Maia exigiu ser sepultado em campa rasa e sem honras de Estado. Maia comandou a coluna de tanques que saiu de Santarém e que teve a delicadeza, o civismo, o sonho de parar num semáforo antes de derrubar a mais longa ditadura da Europa. Primeira imagem do 25 de Abril: a cara de menino de Salgueiro Maia. Primeiro gesto da dimensão do irreal: respeitar o vermelho, olhos postos no verde, numa noite ainda escura.
Poderia Salgueiro Maia adivinhar que passados 22 anos sobre a sua morte, e rentes aos 40 anos desse dia inaugural, falaríamos da trasladação dos seus restos mortais para o Panteão? Porque foi tão explícita e veemente a decisão no seu testamento? Campa rasa e sem honras de Estado. Como quem quer deixar o Estado de fora disto. Ele que comandou no terreno uma operação genial para mudar o Estado e torná-lo, de novo, parte disto. E, sobretudo, a campa rasa, sem os arrebiques e salamaleques que também acompanham a morte, algumas mortes.
Uma campa de pessoa do povo. Maia tinha orgulho em ser povo. Foi por ele, povo, que disse as famosas palavras: “Como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos.”
Correram os anos. Maia recusou cargos e honrarias, o Estado recusou pensão à sua família. Estudou Ciências Políticas. Desiludiu-se com o outro estado a que chegámos, depois de tudo se ter levantado de uma folha branca, e ainda tão longe deste estado a que chegámos.
Resumo: Este trabalho procura resgatar os nove anos da administração de D. Bernardo José Maria de Lorena e Silveira à frente da capitania de São Paulo (1788-1797), período em que o governador procurou consolidar a economia, incrementando a agricultura, além de abrir caminhos para a circulação da produção de gêneros, especialmente do açúcar, de que a chamada Calçada do Lorena, ao pé da Serra do Mar, em Cubatão, hoje em ruínas, é ainda o melhor exemplo. O governo Lorena, além de atuar em defesa e manutenção dos territórios meridionais e das fronteiras estabelecidas pelo Tratado de El Pardo, de 1761, apesar das poucas forças de que dispunha, destacou-se pela maneira harmoniosa com que procurou desempenhar sua administração, ganhando por isso o apoio das elites da capitania.
Palavras-chave: Brasil – século XVIII – capitania de São Paulo
1. Introdução
Este trabalho pretende analisar os nove anos do governo Lorena (1788-1797), mostrando a atuação do governador para conciliar os interesses da Metrópole com as reivindicações das lideranças locais que, não raro, viam com reservas os representantes da Coroa. É de lembrar que Lorena recebeu uma capitania mais organizada do que os seus antecessores e soube, sobretudo, aproveitar-se disso para colocá-la numa situação mais favorável em relação às demais da América portuguesa. Em pouco tempo, a capitania paulista ganhou maior importância política e econômica, como prova o papel de destaque que teve na gestação do processo que resultou na separação da colônia do Reino.
Como as raparigas têm segredos,
contas maternas,
náuseas, momentos de crescer
de amor e rosas.
Que sei das palavras?
Num eléctrico a caminho de Massarelos cruzaram as janelas
— jocosas, incontidas, reforçadas —
trazendo a frescura da hortelã
com vernáculos
conduzindo-me de mansarda
em mansarda
como rio ao âmago da condição humana.
As palavras não se querem incensadas
nem ingénuas,
mas cruas,
iluminadas
como o azul da insónia nas janelas.
O que sei, porém, das palavras?
(A propósito do 22 de Abril – dia da chegada da frota de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, em 1500)
Ao contrário dos norteamericanos, que todos os anos celebram sem complexos e com orgulho o dia de Colombo (12 de Outubro é feriado nos EUA) os brasileiros não celebram nem nunca celebraram o dia da descoberta do país pela frota de Pedro Álvares Cabral.
O desejo de forjarem a sua própria identidade como se fossem filhos de si próprios desde cedo levou o Brasil – os seus ideólogos e intérpretes – a menosprezar a herança portuguesa e quase tudo o que com ela se prende, a começar pela descoberta. Questiona-se se ela foi acidental ou planeada, contesta-se que tenha sido Cabral o primeiro, sublinha-se que o território já era habitado. Continuar a ler →
Tout Algérien visitant Paris est ébloui par la tour Eiffel, majestueuse et imposante du haut de ses 312 mètres.
Un symbole de l’identité française et une attraction touristique mondiale
Pour l’histoire, cette magnifique structure en fer a été dessinée par Maurice Kœchlin et construite par Gustave Eiffel, ingénieur de son état et célèbre entrepreneur qui a conçu ce monumentt à l’occasion de l’Exposition universelle de Paris qui s’est tenue en 1889. La France allait montrer au monde, avec fierté, que le génie de la liberté avait accouché du génie de l’industrie.
Construite en deux ans, deux mois et cinq jours, de 1887 à 1889, par 250 ouvriers, elle est inaugurée, à l’occasion d’une fête de fin de chantier organisée par Gustave Eiffel, le 31 mars 1889. Les Algériens visitant ce monument, ne se doutent certainement pas que cette «dame de fer» symbole et fierté des Français, est en fait du minerai extrait de la terre algérienne. Et pour cause, tout le fer utilisé pour sa construction, 8000 tonnes pour la charpente métallique, a été extrait des mines algériennes, de Rouina (Aïn Defla) et de Zaccar (Miliana).
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise
Black bird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
all your life
you were only waiting for this moment to be free
Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.
Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise,oh
You were only waiting for this moment to arise, oh
You were only waiting for this moment to arise
” Les rêves sont la littérature du sommeil. Même les plus étranges composent avec des souvenirs. Le meilleur d’un rêve s’évapore le matin. Il reste le sentiment d’un volume, le fantôme d’une péripétie, le souvenir d’un souvenir, l’ombre d’une ombre.”
Em 19 anos, a Cosac Naify virou referência no mercado pelo design e qualidade editorial dos seus livros. No final de 2015, Charles Cosac surpreendeu a todos ao anunciar o fim da editora.
O FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa, organizado pela Universidade de Lisboa, trará à capital, uma vez mais, a criatividade e o talento de cerca de 30 espetáculos e projetos de grupos de teatro universitário, nacionais e estrangeiros, entre 20 de Abril e 7 de Maio em diversos locais da cidade de Lisboa: Teatro São Luíz – Sala Mário Viegas, Auditório do Refeitório I, Teatro da Comuna, Teatro do Bairro e em vários outros espaços da ULisboa.
Neste âmbito, gostaríamos de convidar V.ª Ex.ª para a Apresentação Pública do Festival, que integra a Sessão de Homenagem ao GEFAC – Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, que se realiza no dia 20 de Abril de 2016, na Reitoria da Universidade de Lisboa, pelas 16H, com a apresentação dos grupos de teatro universitário e de alguns momentos dos espectáculos que integram a programação.
Têm início, esta semana, as atividades do primeiro Festival Literário de Guimarães. Húmus celebra a vida e obra de Raul Brandão, no 150.º aniversário do seu nascimento, e levará ao município de Guimarães uma programação recheada de oficinas, exposições, conversas com escritores e outras atividades para todas as idades em vários espaços do município, que vão culminar num festival, a realizar de 7 a 12 de março de 2017. O Húmus é uma iniciativa da Câmara Municipal de Guimarães com produção executiva a cargo da Booktailors.
A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora — murmura a bunda — esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem. Ondas batendo
numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda.
Uma moça ser portadora de um cartão é sempre discriminatório, porque todo o cartão é gaijo no género. Para mim, a coisa bem feita era os gaijos passarem a ter cartona de cidadão. É que alterando-se o cidadão para cidadania, o mal continua lá, no cartão, que em gaija, assim de repente, não passa de cartolina.
Nestes inquietantes pensamentos tentei escrever um parágrafo sobre o que fosse e que pudesse não ser discriminatório no genérico e desisti. Já sabíamos que a língua portuguesa, sendo do género feminino, é machista, tal como uma lamentável e grande parte das mulheres portuguesas. Daria isto uma grande conversa a que agora não me disponho. Apenas digo que, se a “nossa pátria é a língua portuguesa”, ela é também causa, sinal e sintoma dos nossos inconscientes condicionamentos mais básicos. A luz ao fundo do túnel não é um comboio, é a paridade sexual.
Foi isto durante o meu jantar, olhei para a mesa e lá estava a postos a ferramenta, uma colher, uma faca e um garfo, e pensei, duas para um, isto é um threesome, que ganda maluca me saiu a cutelaria!
Porto Editora aplica tecnologia inovadora nos livros escolares e cria o manual híbrido.
É um passo inovador ao nível dos recursos educativos: pela primeira vez, os alunos terão ao dispor uma solução que aplica aos manuais escolares a tecnologia de realidade aumentada, associando os livros ao telemóvel.
A este novo conceito chama-se Manual Híbrido e é da responsabilidade da Porto Editora, que o desenvolveu ao longo do último ano e meio, envolvendo dezenas de profissionais da divisão editorial escolar e dos departamentos multimédia e programação.
O Alkantara Festival, ponto de encontro bienal e incontornável das artes performativas contemporâneas, regressa entre os dias 25 de maio e 11 de junho para a sua 14ª edição.
A edição deste ano – marcada por um questionamento das ligações entre o passado, a atualidade e o futuro, entre a tradição e a modernidade – apresentará um total de 25 espetáculos de criadores nacionais e internacionais em vários espaços de Lisboa: Espaço Alkantara, Centro Cultural de Belém, Culturgest, Maria Matos Teatro Municipal, Jardim do Torel, São Luiz Teatro Municipal, Cinema São Jorge e Teatro Nacional D. Maria II.
Estão TODOS convidados para o lançamento do nosso livro “Eu gosto de ti. E tu?”. Na Ler Devagar, LX Factory dia 30 às 16h.
Se gostas de nós lá estarás. Sim?
Oferta especial para os primeiros 10 a chegar…
A Guerra e Paz nasceu a 10 de Abril de 2006. Faz hoje 10 anos anos de vida. Lembrei-me de escrever uma carta aberta à Imprensa. Os jornais e os livros são irmãos de armas. Vivem juntos a mesma crise, a crise da leitura popular prolongada.
Juntos podem criar futuro.
Carta Aberta à Imprensa de um irmão mais velho
Querida Irmã Imprensa,
Obrigado. Com que outra palavra poderia começar esta carta de amor e respeito? Repito, obrigado.
Eu, Guerra e Paz, já ando de braço dado contigo há dez anos. A 10 de Abril de 2006, na sessão do meu nascimento, na Fundação Gulbenkian, estávamos juntos, jornais, rádios, televisões e livros. Estreámo-nos com um novo livro de Agustina, Fama e Segredo na História de Portugal, que ainda não sabíamos que seria o último da nossa grande autora. E, ao lado de Agustina, estava outro livro, a lição ética, cívica e de sabedoria que é a Correspondência entre Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner.
Falta pouco mais de uma semana para o arranque do terceiro curso do Observador em parceria com a Booktailors. Desta vez será com Pedro Mexia, a falar sobre cinema.
Depois do sucesso dos dois primeiros Workshopspromovidos pelo Observador e pela Booktailors, é tempo agora de Pedro Mexia subir ao palco da Livraria Ferinjá nos próximos dias 16 e 23 de abril, entre as 10h e as 13h. Do que se vai falar? De cinema. E se falamos de cinema é inevitável falarmos também de vida, de emoções, de morte ou poesia, entre tantas outras coisas.
Uma casa modesta de um bairro operário do Norte de Londres. É onde se passa a ação. Tudo começa quando Teddy, professor universitário nos EU regressa à casa do seu pai, Max, para lhe apresentar a mulher, Ruth. Não estamos entre intelectuais: Max foi talhante, o tio é taxista, o irmão mais novo quer ser boxeur, o do meio move-se no meio da prostituição. São vários homens, uma mulher. Mas o que se passa quando Ruth decide aceitar que o marido se vá embora sem ela? E, aceitando prostituir-se, integrar aquela família? Vence a submissão sexual? Ou estamos a ver o caminho da sua independência? Sexo, poder masculino, luta: uma família num dia banal que, como tantos, em Harold Pinter, começa com um homem sozinho lendo, de manhã, um jornal. Ameaças, jogos de animais predadores – ou de répteis venenosos? E o que é esta casa aparentemente banal, com escadas e móveis baratos? Um tempo em que passado e presente se misturam, uma casa de sonhos? Subentendidos, mal-entendidos, silêncios, poder e conquista de poder: é o mundo deslizante de Harold Pinter.
Escrita em 1964, esta foi a terceira peça longa de Harold Pinter e, para muitos, debaixo da aparentemente banalidade do visível, a sua obra mais complexa.
Sobre O Regresso a casa, diz Jorge Silva Melo: “Encanta-me trabalhar o teatro exacto de Harold Pinter, os silêncios, o humor, a crueldade, encanta-me a maneira que tem de fazer falar o mais simples objecto, como aqui faz com um copo de água, por exemplo. Encanta-me trabalhar com o João Perry, encantam-me estes atores, exactos.”
Cristina Vittoria tiene 23 años. Graduada en Educación Infantil, es actriz de doblaje, locutora de anuncios publicitarios y modelo de fotografía. Lectora empedernida, incapaz de imaginar un mundo sin libros, su sentido del humor y su talento hacen posible esta sección en la que pasa revista a los personajes femeninos más destacados de la literatura.