Explosão de alegria (1973)

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Fotografia feita em 17 de Março de 1973. Mostra o reencontro do Tenente-Coronel Robert L. Stirm com sua família, na base aérea de Travis, na Califórnia, três dias após ter sido libertado. Stirm tinha sido capturado pelos vietnamitas do Norte seis anos antes, em 27 de Outubro de 1967, depois do caça-bombardeiro que pilotava ter sido abatido sobre Hanói. A fotografia, batizada como “Explosao de Alegria”, comoveu os norte-americanos e venceu o Prêmio Pulitzer de 1974. Fotografia: Sal Veder

Marilyn Monroe na Pacific Coast Highway (1945)

Marilyn-Monroe

Fotografia feita em novembro de 1945 mostra Marilyn Monroe, aos 19 anos, sentada no meio da Pacific Coast Highway, Califórnia, Estados Unidos. Foi o primeiro ensaio da futura diva e atriz Marilyn Monroe. Na fotografia, Marilyn sorri para o fotógrafo André de Dienes, com que viveria um breve romance. “Conforme os minutos passavam, eu me apaixonava mais e mais por Norma Jeane [verdadeiro nome de Marilyn Monroe]”, relata André de Dienes no livro “André de Dienes, Marilyn” — publicado pela Taschen.Fotografia: André de Dienes

 

DocLisboa 2013

DL13-cartaz-175x250A-AFA 11ª edição do Doclisboa – Festival Internacional de Cinema vai exibir 244 filmes de 40 países, somando um total de 123 longas e 121 curtas-metragens.
Este ano, o festival conta com 46 filmes portugueses, 42 primeiras obras, 36 estreias mundiais, 5 internacionais e 1 europeia.

Um colectivo de realizadores anónimos sírios, os confrontos do verão passado no Egipto, os movimentos sociais na Turquia e no Brasil e a lei contra a propaganda gay na Rússia são algumas das realidades abordadas na secção que o Doclisboa estreou no ano passado.

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Pour sortir de la crise, Oxford propose une nouvelle mondialisation | par Sophie Fay – Le Nouvel Observateur

6547591-pour-sortir-de-la-crise-oxford-propose-une-nouvelle-mondialisationA l’occasion du colloque “Réinventons l’Europe” organisé par “Le Nouvel Observateur” à Bruxelles vendredi 11 octobre, Pascal Lamy a vendu la mèche. Invité de la table ronde “Adieu croissance, adieu prospérité”, l’ancien directeur général de l’OMC a été interpellé sur les solutions pour ramener la croissance et faire rentrer l’argent plus vite dans les caisses des Etats sans recourir à davantage d’austérité. Soudain, son regard bleu s’est éclairé. “Regardez attentivement les propositions de la Commission Oxford Martin pour les générations futures que j’ai présidée”, a-t-il lancé mystérieux. Ces propositions ont été rendues publiques le 16 octobre à Londres.

La Commission Oxford Martin pour les Générations futures, kezaco ? Au départ, il y a d’abord l’Oxford Martin School, un groupe de recherche interdisciplinaire réunissant plus de 300 universitaires à Oxford, mis sur pied pour réfléchir aux grands enjeux du 21ème siècle. Ce groupe, dirigé par Ian Goldin, a décidé de mettre sur pied une Commission de très haut vol pour sérier les défis de long terme les plus importants et surtout tenter d’imaginer la meilleure forme d’organisation mondiale pour les relever.

La feuille de route de la Commission était claire : faire des propositions concrètes pour sortir la gouvernance mondiale du blocage qui empêche d’avancer sur des sujets aussi cruciaux que le réchauffement climatique ou l’harmonisation fiscale. Les experts n’ont pas manqué de créativité, en s’inspirant des politiques mondiales qui ont donné des résultats (comme la lutte contre le sida) et en tirant les leçons de celles qui ont échoué (comme la lutte contre la surpêche).

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Lettre de Camille Claudel au Docteur Michaux : « C’est affreux d’être abandonnée de cette façon, je ne puis résister au chagrin qui m’accable. »

Camille Claudel, l’une des premières sculptrices, d’un talent reconnu et envié par le maître incontesté de l’époque, Auguste Rodin -son professeur et amant-, artiste pionnière et femme libérée des conventions sociales et familiales de son temps, est décédée le 19 octobre 1943, après 30 ans d’internement psychiatrique. Enfermée de force le 10 mars 1913 à la demande de sa famille, elle ne cessera de demander sa remise en liberté, de dénoncer les motifs et les conditions misérables de son incarcération, et plongera peu à peu dans la folie, nourrie de délires de persécution. En hommage à cette martyre de l’art, à cette immense artiste écrasée par la société et son époque, voici une lettre de supplication adressée au docteur Michaux, véritable cri de souffrance et appel au secours pour fuir la misère sordide qui l’étouffe et finalement, l’emportera.

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15 juin 1918

Monsieur le Docteur,

Vous ne vous souvenez peut-être plus de votre ex-cliente et voisine, Mlle Claudel, qui fut enlevée de chez elle le 3 mars 1913 et transportée dans les asiles d’aliénés d’où elle ne sortira peut-être jamais. Cela fait cinq ans, bientôt six, que je subis cet affreux martyre. Je fus d’abord transportée dans l’asile d’aliénés de Ville-Evrard puis, de là, dans celui de Montdevergues près Montfavet (Vaucluse). Inutile de vous dépeindre quelles furent mes souffrances. J’ai écrit dernièrement à monsieur Adam, avocat, à qui vous aviez bien voulu me recommander, et qui a plaidé autrefois pour moi avant tant de succès ; je le prie de vouloir bien s’occuper de moi. Mais dans cette circonstance, vos bons conseils me seraient nécessaires car vous êtes un homme de grande expérience et, comme docteur en médecine, très au courant de la question. Je vous prie donc de vouloir bien causer de moi avec monsieur Adam et de réfléchir à ce que vous pourriez faire pour moi. Du côté de ma famille il n’y a rien à faire ; sous l’influence de mauvaises personnes, ma mère, mon frère et ma sœur n’écoutent que les calomnies dont on m’a couverte.

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Filhos da Leitura – Setúbal

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FILHOS DA LEITURA

ESPETÁCULO MULTIDISCIPLINAR COMEMORATIVO DO 40.º ANIVERSÁRIO DA CULSETE

20 de OUTUBRO, DOMINGO, 16 HORAS

FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI, SETÚBAL

A finalidade deste espetáculo é reunir sob o signo da leitura, de leituras, todos os que se considerem seus filhos, aqueles que, através das leituras que foram fazendo, cresceram e se afirmaram como indivíduos com pensamento livre, crítico e atuante, todos aqueles cujas raízes cada vez mais estejam presas ao livro e à leitura.

Pretende-se festejar os 40 anos da Culsete com um ramalhete de palavras, sentir a sua força, escutar a sua música, quer sejam lidas, ditas ou cantadas, deixar ecoar o seu som ao lado de outros sons, produzidos por instrumentos que não a voz humana.

Ver o seu bailado em poemas, monólogos e frases, ao lado do movimento dos corpos propondo-nos outras leituras.

Festa é alegria, é contentamento, é o entrecruzar de gestos, sons e imagens que se colam a nós, transportando-nos para outros lugares. Também dos momentos de festa e júbilo nos alimentamos.

É esta a proposta da tarde de amanhã. Vamos viver a festa de sermos filhos da leitura.

 

O Carteiro de Fernando Pessoa

carteiro«Concordou em fazer-se passar por Fernando Pessoa, apreciando-se depois em frente do espelho no quarto: o bigode postiço, contido e severo, os óculos que lhe davam um ar digno e harmonizado com a sofisticação própria dos intelectuais; e, por fim, enfiado na cabeça, o estimável chapéu preto, que lhe acrescentava respeito e culta superioridade. Semelhante na compostura e privilegiado na aparência, assim estava o carteiro Bernardo com a sua boa inspiração, a projectar ilusões e a permitir excitações libidinosas à senhora Ofélia.»

«O Carteiro de Fernando Pessoa», de Fernando Esteves Pinto.

À venda nas livrarias.

Modern life means children miss out on pleasures of reading a good book |Guardian|

Busy parents are dropping bedtime stories and teachers lack time to instil a love of reading, conference told.

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Reading for pleasure is declining among primary-age pupils, and increasing numbers of “time poor” parents are dropping the ritual of sharing bedtime stories with their children once they start school.

Research presented to the Children’s Media Conference in Sheffield last week found that, while parents read to pre-schoolers, this later tails off, and by the final year of primary school only around 2% read to their children every day. Once children can read competently, parents tend to step back, and this usually happens at the age of seven or eight.

The report, entitled Is Children’s Reading a Casualty of Modern Life?, also found that 82% of teachers blame the government’s “target-driven” education policies for the fact that fewer children are reading for pleasure.

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«A DAMA E O UNICÓRNIO»: MITO, SEDUÇÃO E TRAGÉDIA | Maria Teresa Horta

Graficamente belíssimo, já chegou às mãos de Maria Teresa Horta o livro com a sua última obra poética, «A Dama e o Unicórnio», incluindo o CD com a sonata profana de António de Sousa Dias sobre os poemas de MTH, ditos por Ana Brandão. Os leitores interessados terão de ter um pouco de paciência: a cuidada edição de Cecília Andrade, da Dom Quixote/Leya, com impecável produção executiva do Atelier 007, de Patrícia Reis (capa e paginação de Joana Miguéis), só chegará às livrarias no próximo dia 29.
Até lá fica um dos 72 poemas que compõem a obra e um trecho da contracapa.

LUME

Lume…
imagina o Unicórnio

Ao sentir o afago
da mão que a Dama
demora no seu dorso

E em seguida na lividez
da testa
em torno do seu corno

Osso de luz
a contragosto

CONTRACAPA – Conjugando numa unidade indivisível a tecedura das tapeçarias quatrocentistas «La Dame à la Licorne» com uma original interpretação da intriga nelas urdida, Maria Teresa Horta cria uma obra poética que se desdobra por vários cantos – «Arte e Ofício», «As Personagens», «As Tapeçarias», «O Mito», «À mon seul désir», «A Sedução», «Posse» e «A Eternidade» – numa apaixonante e mágica composição que o modelo gráfico acompanha lúcida e harmoniosamente. Com esta obra complexa, na qual uma sensualidade imanente subjaz ao lirismo com que a tragédia é tecida nos seus 72 poemas, a poetisa dá voz a um fascínio que remonta ao final dos anos 50, em Paris, quando se lhe depararam as tapeçarias numa primeira visita ao Musée de Cluny, actual Musée National du Moyen Âge.

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Sem Rede – Casa de Teatro de Sintra

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Sem Rede, é uma peça levada a cena pela Companhia de Teatro de Sintra, baseado num texto de Ana Saragoça com encenação de João Mello Alvim. Três atores emprestam a sua interpretação a um quadro familiar. Um homem, uma mulher e uma jovem no fim da adolescência. Seriam uma família. Mas nos dias de hoje, são estranhos com disfuncionais laços de aproximação.

Uma Outra Voz, de Gabriela Ruivo Trindade – Prémio LeYa 2013

Foto Gabriela Ruivo Trindade

Reuniu ontem e hoje o júri do Prémio Leya, a que concorreram este ano quatrocentos e noventa e um originais, oriundos da Alemanha, Angola, Brasil, Espanha, Estados Unidos da América, França, Guiné-Bissau, Itália, Luxemburgo, Macau, Moçambique, Portugal, Reino Unido e Suécia.

O júri deliberou atribuir o Prémio ao romance «Uma Outra Voz», de Gabriela Ruivo Trindade.

O júri destaca a consistência do projecto narrativo que procura, através de várias gerações, e com o foco em personagens de grande força, sobretudo femininas, retratar a transformação da sociedade e dos modelos de vida numa cidade de província, no Alentejo. Merece destaque a originalidade com que o autor combina o individual e o colectivo, bem como a inclusão da perspectiva do(s) narrador(es) no desenho cuidado de um universo de vastas implicações mas circunscrito à esfera do mundo familiar ao longo de um século de História. Também a exploração ficcional de registo diarístico e a inclusão da fotografia dão um sinal de modernidade formal a esta obra premiada por maioria do júri.

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Atlas do Corpo e da Imaginação | Novo livro de Gonçalo M. Tavares | nas livrarias no dia 29 de outubro

Sobre o livro

Atlas do Corpo e da Imaginação é um livro que atravessa a literatura, o pensamento e as artes passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo, discurso acompanhado por imagens de “Os Espacialistas”, colectivo de artistas plásticos.

É um livro para ler e para ser visto e é também, de certa maneira, uma narrativa – com imagens que cruzam, com o texto, os temas centrais da modernidade.

Neste Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares revisita ainda a obra de alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, partindo de Bachelard e Wittgenstein, passando depois por Foucault, Hannah Arendt, Roland Barthes, mas também por escritores como Vergílio Ferreira, Llansol ou Lispector, entre muitos outros. Arquitectura, arte, pensamento, dança, teatro, cinema e literatura são disciplinas que atravessam, de forma directa e oblíqua, o livro.

Com o seu espírito claro e lúcido, Gonçalo M. Tavares conduz-nos com precisão e entusiasmo através do labirinto que é o mundo em que vivemos.

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ELE 2013 | Language Fair | Minde | Portugal

We are pleased to announce that the programme of the Language Fair, an activity of ELE 2013 which will take place on the 19th of October at Fábrica de Cultura in Minde (Portugal), is now available and can be consulted here: http://www.cidles.eu/events/conference-ele-2013/language-fair/programme-1/.

11 communities from all over Europe will participate in this event presenting their native languages in 30-minute cultural performances and/or exhibition stands.

Don’t miss it!

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Biografia | João Queiroz

João QueirozComeçou a expor pintura e desenho na primeira metade dos anos 80, enquanto estudava Filosofia na Faculdade de Letras de Lisboa. Ambos os interesses convergiram na sua obra, levando a cabo uma informada reflexão sobre o papel da imagem na contemporaneidade, em abordagens experimentais a problemas antigos da linguagem da arte, tanto ao explorar o potencial das palavras escritas em composições, como, a partir de 1998, ao procurar dar a ver representações sensoriais e não-descritivas da natureza. Foi docente de Desenho, Pintura e Teoria de Arte no Ar.Co (1989-2001). Vive e trabalha em Lisboa.

Aquecimento global é inevitável e 6 biliões morrerão, diz o cientista James Lovelock

img_1245Aos 88 anos, depois de quatro filhos e uma carreira longa e respeitada como um dos cientistas mais influentes do século 20, James Lovelock chegou a uma conclusão desconcertante: a raça humana está condenada. “Gostaria de ser mais esperançoso”, ele me diz em uma manhã ensolarada enquanto caminhamos em um parque em Oslo (Noruega), onde o estudioso fará uma palestra em uma universidade. Lovelock é baixinho, invariavelmente educado, com cabelo branco e óculos redondos que lhe dão ares de coruja. Seus passos são gingados; sua mente, vívida; seus modos, tudo menos pessimistas. Aliás, a chegada dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse – guerra, fome, pestilência e morte – parece deixá-lo animado. “Será uma época sombria”, reconhece. “Mas, para quem sobreviver, desconfio que vá ser bem emocionante.”

Na visão de Lovelock, até 2020, secas e outros extremos climáticos serão lugar-comum. Até 2040, o Saara vai invadir a Europa, e Berlim será tão quente quanto Bagdá. Atlanta acabará se transformando em uma selva de trepadeiras kudzu. Phoenix se tornará um lugar inabitável, assim como partes de Beijing (deserto), Miami (elevação do nível do mar) e Londres (enchentes). A falta de alimentos fará com que milhões de pessoas se dirijam para o norte, elevando as tensões políticas. “Os chineses não terão para onde ir além da Sibéria”, sentencia Lovelock. “O que os russos vão achar disso? Sinto que uma guerra entre a Rússia e a China seja inevitável.” Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100, a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões de habitantes para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.

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Sem Rede – Casa de Teatro de Sintra

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Sem Rede, é uma peça levada a cena pela Companhia de Teatro de Sintra, baseado num texto de Ana Saragoça com encenação de João Mello Alvim. Três atores emprestam a sua interpretação a um quadro familiar. Um homem, uma mulher e uma jovem no fim da adolescência. Seriam uma família. Mas nos dias de hoje, são estranhos com disfuncionais laços de aproximação.

Os adultos reencontram-se ao fim de vinte anos de separação, através dessa fada mágica que é o Facebook. Mas a ilusão do face não sobrevive ao tempo, como também aquele quadro é vítima dos tempos atuais: divórcio, a crise, os filhos marcados pela partida de um dos progenitores e pela falta de futuro. A mesma falta de perspetiva que faz os jovens encararem os conselhos do mundo adulto como frases gastas e anacrónicas. O conflito de gerações marcado, não por uma visão diferente do futuro, mas pela diferente percepção da sua ausência. Um texto cru e duro que se presta a uma época onde as cerimónias já não fazem sentido. A toalha sobre a mesa será sempre marcada por uma nódoa.

Tudo isto servido com um refrescante sentido de humor que a interpretação dos atores, Susana Gaspar, Nuno Machado e Alexandra Diogo, emprestam uma eficaz convicção. Estreou ontem na Casa de Teatro de Sintra e foi uma grande noite de festa com casa cheia. Até ao dia 27 não percam. Depois a peça parte em digressão pelo país.

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NOBEL da Literatura distingue a canadiana ALICE MUNRO

Alice Munro é a vencedora do prémio Nobel da Literatura 2013, hoje anunciado em Estocolmo, no aniversário da morte do industrial e filantropo sueco Alfred Nobel, que o instituiu.

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O galardão, no valor de oito milhões de coroas suecas (925 mil euros) foi anunciado pelo secretário da Academia de Ciências Sueca no histórico edifício da Bolsa, na baixa de Estocolmo.

Nos últimos 10 anos, o Nobel da Literatura distinguiu nomes como o chinês Mo Yan (2012), o sueco Tomas Tranströmer (2011), o peruano Mario Vargas Llosa (2010), a alemã de origem romena Herta Müller (2009), o francês Jean-Marie Gustave Le Clézio (2008), a britânica Doris Lessing (2007), o turco Orhan Pamuk (2006), o britânico Harold Pinter (2005), a austríaca Elfriede Jelinek (2004) e o sul-africano J.M. Coetzee (2003).
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nobel-da-literatura-2013-distingue-a-canadiana-alice-munro=f834943#ixzz2hJkXXV4w

Dresden | II Guerra Mundial

 

A view taken from Dresden’s town hall of the destroyed Old Town after the allied bombings between February 13 and 15, 1945. Some 3,600 aircraft dropped more than 3,900 tons of high-explosive bombs and incendiary devices on the German city. The resulting firestorm destroyed 15 square miles of the city center, and killed more than 22,000. (Walter Hahn/AFP/Getty Images).

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Tertúlias de Lisboa | Adiamento da 1ª sessão

1ª Sessão Adiada 

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A primeira sessão das Tertúlias de Lisboa, prevista para dia 12, fica adiada para data a confirmar. Por impedimento de agenda de um dos nossos convidados somos forçados a este adiamento.

Pelo facto pedimos as nossas desculpas. Mantém-se o restante calendário:

2ª sessão: 9 Nov. 2013 | André Barata e Miguel Real. Tema: A arte de sonhar, a utopia e o Quinto Império.

3ª sessão: 14 Dez. 2013 | Afonso Cruz e Tiago Cabrita. Tema: A Literatura e a Música.

LIVRARIA LER DEVAGAR | LX FACTORY 

Quando a literatura pode mudar a sociedade | Luiz Ruffato

Para o brasileiro Luiz Ruffato “escrever é um compromisso”. O autor de “Estive em Lisboa e lembrei-me de ti” (que é editado em Portugal pela Quetzal e Tinta da China) quer “afectar o leitor”, modificá-lo, para transformar o mundo. “Trata-se de uma utopia, eu sei, mas me alimento de utopias”, disse nesta terça-feira, na cerimónia oficial de abertura da Feira do Livro de Frankfurt, que este ano tem o Brasil como país convidado.

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O escritor de Minas Gerais foi escolhido para ser o orador literário da cerimónia de boas vindas ao país convidado ao lado da presidente da Academia Brasileira de Letras, Ana Maria Machado, naquela que é a mais importante feira mundial do sector e que nesta quarta-feira abre portas. Fez um discurso que não deixou ninguém indiferente, mostrando como o Brasil é um “país paradoxal”: “Ora o Brasil surge como uma região exótica, de praias paradisíacas, florestas edénicas, carnaval, capoeira e futebol; ora como um lugar execrável, de violência urbana, exploração da prostituição infantil, desrespeito aos direitos humanos e desdém pela natureza.”

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Citando Frei Bento Domingues in jornal Público, 8/10/2013

«(…) O próprio Séneca (4 a.C.- 65 d.C.), diante da mentalidade mercantilista do seu tempo, lamentava que já não se perguntasse pelo que as coisas eram, mas quanto custavam. Sublinhava, no entanto, que o gesto capaz de manter o laço que une os seres humanos, enquanto humanos, era o dom da gratuidade. Para Sócrates, só era digna de crédito a palavra que não se exercesse como um negócio. Aristóteles não era menos avisado: o dinheiro não tem filhos e a moeda não serve apenas para marcar o preço das coisas. Como intermediário, mostra que nós existimos em relação complementar, não destrutiva, uns dos outros.Max Weber escreveu, em 1904, uma obra célebre, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Situando a condição cristã na gestão da criação confiada por Deus aos seus filhos, a Reforma protestante parecia libertar e santificar o espírito empreendedor.
João Calvino (1509-1564) autorizou o empréstimo com juros, proibido até então pela Igreja Católica, mas praticado pelos judeus, durante a Idade Média, a principal actividade financeira que lhes era autorizada. Ao romper com este tabu no seio do cristianismo, o reformador de Genebra afastou o entrave ao desenvolvimento da livre empresa. A sua reflexão integrava os interesses do conjunto da economia: o dinheiro, na sociedade, religa as pessoas entre si; parado é estéril, mas o empréstimo, com juros, coloca-o em circulação. O dinheiro é tão produtivo como qualquer outra mercadoria.
Calvino é acusado de ter libertado os demónios da busca selvagem do lucro, mas ele tomou algumas precauções – sem dúvida insuficientes – para defender os pobres dos usurários. O empréstimo, para o consumo do necessitado, deve ser sem juros e sem esperar o reconhecimento do devedor.
Diante das derivas que fazem da Reforma a religião do dinheiro, o filósofo protestante, Jacques Ellul, cunhou uma fórmula muito sugestiva: é preciso profanar o dinheiro. Lembra que importa retirar ao dinheiro Mamon, de que fala o Evangelho, as suas promessas ilusórias e reduzi-lo à sua função de simples instrumento material de troca. Como realizar este empreendimento profanador? Numa sociedade dominada pelo dinheiro idolatrado, J.Ellul convida os cristãos a introduzir a esfera do dom e da gratuidade.
3. Não seria eticamente aceitável fazer despesas com o propósito de as não pagar. Mas o “perdão da dívida”, desde as épocas mais recuadas até aos tempos mais recentes, nada tem de insólito. A própria Alemanha, depois de guerras criminosas, beneficiou largamente desse gesto ancestral. »

TÁBULA RASA – A negação contemporânea da natureza humana | Steven Pinker

10997_gSteven Pinker é um dos mais respeitados nomes da ciência cognitiva e dos estudos da linguagem aplicados à neurociência. Seus ensaios têm grande aceitação na comunidade acadêmica e também no público em geral. Em Tábula rasa, Pinker enfrenta o debate “natureza versus criação”.
O autor ataca três dogmas fortemente arraigados na cultura ocidental: a idéia de que a mente de um recém-nascido é uma “tábula rasa” a ser preenchida pelos pais e pela sociedade; a concepção de que o homem em seu estado primitivo é um bom selvagem; e a crença de que a alma imaterial dotada de livre-arbítrio é a única responsável pelas ações do indivíduo.
O autor descreve a evolução histórica dessas três idéias, originadas respectivamente das concepções de John Locke, de Rousseau e da religião. Pinker demonstra como elas se estabeleceram de forma inquestionável até comporem uma espécie de “doutrina oficial”, que hoje influencia não só a criação dos filhos, mas também a vida política.
Pinker recorre a autores como Darwin, Kant, Shakespeare e até a personagens dos quadrinhos, como Calvin e Haroldo, para defender a idéia de uma natureza humana alicerçada na biologia. Segundo essa concepção, o ser humano nasce equipado com um conjunto de informações genéticas que direciona o seu desenvolvimento. Em cada indivíduo, a natureza humana, regida pela biologia, sofre influências da cultura e da sociedade – e é da interação de ambas que resultam personalidade e comportamento.

“Arrebatador, erudito e divertido – e muito persuasivo” – Time

“Um livro extraordinário: claro, implacável e empolgante” – The Washington Post

Tiago Cabrita

Nasceu em 1985 em Lisboa.cabrita_tiago

Estudou no Conservatório de Música D.Dinis, com Rui Guerreiro (Violino) e Carlos Marecos (Música de Câmara e Análise e Técnicas de Composição) e, posteriormente, na Escola Superior de Música de Lisboa (ESML), onde foi orientado por João Madureira, Luis Tinoco e Carlos Marecos.

Participou em várias edições das “Peças Frescas” da ESML e no ciclo “Novos Ciclos por Segundo” da MisoMusic Portugal (2008). Frequentou masterclasses de composição com Emmanuel Nunes, Marc-André Dalbavie, Peter Hamel e Ertugrul Sevsay.

Ganhou o 1º Prémio no Concurso Internacional de Jovens Compositores da Cidade de Portimão na categoria de “Grupo Misto”, com a obra Quasi una Maré.

Em 2010 participou no 8º Workshop para Jovens Compositores da Orquestra Gulbenkian com a peça Retorno, dirigida pela Maestrina Joana Carneiro, e no Festival Música Viva, da MisoMusic Portugal, com a peça Sopro da Alma para Flauta, na sua versão com Eletrónica em Tempo Real.

Contou com a Encomenda da peça Anticlockwise para Violino Solo pelo Prémio Jovens Músicos/RTP-Antena 2 e participou no III Festival Viagens pelo Som e pela Imagem com a peça O Vulto da Consciência.

Em 2012 estreia a Ópera curta A Vida Inteira, com libreto de António Carlos Cortez, a partir de um poema de Ruy Belo, que foi dirigida por João Paulo Santos e encenada por Luis Miguel Cintra, no Teatro Nacional de S.Carlos. Inicia também a sua atividade como crítico musical, contribuindo para o Espaço Crítica para a Nova Música da MisoMusic Portugal.

Encontra-se a finalizar o segundo ano do Mestrado em Música da ESML, sendo orientado por António Pinho Vargas e Carlos Marecos e leciona no Colégio Moderno e na Escola de Música desta instituição, em Lisboa.

Integra o Yogistragong, Orquestra de Gamelão (música tradicional indonésia), dirigido por Elizabeth Davis.

Projetos futuros incluem peças para dois pianos,  bailado, música para Orquestra e música de fusão para Gamelão e instrumentos ocidentais, entre outros.

http://www.bnportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=752%3Aconversas-com-compositores&catid=162%3A2012&lang=pt … (FONTE)

GONÇALO M. TAVARES | LOOK AT YOUR HANDS | POSTED BY MARK O’CONNELL | THE NEW YORKER

In the novel “Jerusalem,” by the Portuguese writer Gonçalo M. Tavares, there is a character named Mylia, handwho suffers from schizophrenia. One of the manifestations of Mylia’s illness is a strangely intimate experience of, and relationship with, inanimate objects. She is, for example, disgusted by shoes because of their dumb subservience to people, their total self-abnegation as things to be possessed and used. “Not even a dog,” she reflects, “was as submissive as a shoe.” She is also deeply disturbed by eggs: “Eggs, all eggs, contained a kind of concrete, material altruism that Mylia couldn’t find in anything else in the world. Eggs appear because they want to disappear.” This anthropomorphic intimacy leads her to handle things in a way that appears somehow unseemly:

Her mother would say to her, “It’s not right to touch things that way.”“So how should I touch them?”

“Use less pressure. Don’t grab. Don’t get so involved.”

What her mother didn’t tell her—though other people did—was that she was always reaching out for things as though caressing a lover, as though everything in the world turned her on. So, “It’s not right to touch things that way” was, more than anything, a call for modesty.

When you first discover a writer who is unlike any you’ve read before—whose work seems at once to demand and to deny the possibility of contextualization—you tend to seek insights, in the writing itself, into where this strangeness and difference might be coming from. When I came to this passage in “Jerusalem” about Mylia’s way of touching things, I read it again and again, convinced that, in its oblique way, it revealed something essential about Tavares. There is an indecency to his writing, a strange and thrilling obscenity, that has to do with its way of handling things as though they were people, and people as though they were things.

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A propósito de “A Dobra do Crioulinho”, de Luís Carmelo

DobraEscrevo estas palavras como leitora. Não está aqui em causa a análise literária exaustiva, que deixo para os peritos, mas a simples tradução do impacto que a leitura deste romance me suscitou. As frases iniciais transportam-nos de imediato para uma paisagem em que apetece entrar. E olhar. Pode ler-se, em dado momento: ”A paisagem é a súmula demorada de todos os olhares que até hoje a terão esboçado.”. Entrei, portanto, com a lentidão de quem se quer demorar, com o olhar pronto a desenhá-la ao ritmo do espanto.

Deixei-me conduzir por imagens assombrosas, que foram construindo à minha passagem um mundo novo, que fui desbravando numa permanente descoberta. Entrei numa vila. E era como se já lá tivesse estado, e conhecesse as gentes que a habitavam, tal o realismo do retrato criado. Caminhei no empedrado imaculado, entrei na livraria, passei junto ao café, demorei-me em frente à Igreja de Nossa Senhora dos Ares. Conheci as pessoas que se movem por estas ruas, entrei nas suas casas. Percebi as suas tristezas e os seus sonhos. Despedi-me com a saudade de quem deseja ficar, só mais um pouco. No olhar, a promessa de um regresso. Talvez eu tenha deixado naquela paisagem um pouco de mim. Afinal, os meus olhos também a esboçaram. Penso que, ao ler uma história, o leitor mergulha no mar de sonhos de quem a escreveu. Ao sair, deixa lá os seus próprios sonhos. E aquele mar torna-se, de repente, um oceano.

Obrigada ao autor por me ter permitido a entrada neste pequeno mundo encantado, onde puras delícias espreitam a cada esquina.

Teresa Sande

(Luís Carmelo, A Dobra do Crioulinho, Editora Quidnovi, 2013)

TABULA RASA

220px-John_LockeTabula rasa é uma expressão latina que significa literalmente “tábua raspada”, e tem o sentido de “folha de papel em branco”. A palavra tabula, neste caso, refere-se às tábuas cobertas com fina camada de cera, usadas na antiga Roma, para escrever, fazendo-se incisões sobre a cera com uma espécie de estilete. As incisões podiam ser apagadas, de modo que se pudesse escrever de novo sobre a tabula rasa, isto é, sobre a tábua raspada ou apagada. Como metáfora, o conceito de tabula rasa foi utilizado por Aristóteles (em oposição a Platão) e difundido principalmente por Alexandre de Afrodisias, para indicar uma condição em que a consciência é desprovida de qualquer conhecimento inato – tal como uma folha em branco, a ser preenchida.1

Já na Modernidade, o conceito será aplicado ao intelecto, na tese epistemológica que fundamenta o empirismo – vertente filosófica do século XVII, segundo a qual não existem ideias inatas, sendo que todo conhecimento se baseia em dados da experiência empírica.2

O argumento da tabula rasa foi usado pelo filósofo inglês John Locke (1632–1704), considerado como o protagonista do empirismo. Locke detalhou a tese da tabula rasa em seu livro, Ensaio acerca do Entendimento Humano (1690). Para ele, todas as pessoas nascem sem conhecimento algum (i.e. a mente é, inicialmente, como uma “folha em branco”), e todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido através da experiência. A partir do século XVII, o argumento da tabula rasa foi importante não apenas do ponto de vista da filosofia do conhecimento, ao contestar o inatismo deDescartes, mas também do ponto de vista da filosofia política, ao defender que, não havendo ideias inatas, todos os homens nascem iguais. Forneceu assim a base da crítica ao absolutismo e da contestação do poder como um direito divino ou como atributo inato.3

A teoria da tabula rasa também fundamenta uma outra corrente da filosofia e da psicologia, o behaviorismo clássico. O behaviorismo atual, que é obehaviorismo radical, não se baseia na tabula rasa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabula_rasa (FONTE)

ASSUSTADOR!!! | Dez Mil Milhões | Enfrentando o nosso futuro

emmottSinopse

Eis um livro sobre nós.
Trata de si, dos seus filhos, pais e amigos. Trata de todos nós. Trata do nosso falhanço: enquanto indivíduos, do falhanço dos negócios e do falhanço dos nossos políticos.
Trata da emergência planetária sem precedentes que nós próprios criámos.
Trata do nosso futuro.
Dez Mil Milhões de Stephen Emmott
Críticas de imprensa
«A mudança na maneira de pensar que será necessária se quisermos preparar-nos para viver num mundo diferente começa pela leitura deste livro indispensável de Stephen Emmott.»
The Guardian

«Emmott, que dirige a investigação em Ciência Computacional da Microsoft, e passou cinco anos como consultor científico do ministério das Finanças britânico, está zangado com o caos em que mergulhámos o planeta. Não está sozinho. Mas o efeito da sua prosa despojada, sem adornos, apoiada por gráficos e imagens, é significativo. A população da Terra, diz ele, atingirá os 10 mil milhões neste século e, dada a maneira como o planeta está a ser tratado pelos seus atuais 7 mil milhões de habitantes, estamos a caminho de uma catástrofe.»
The Telegraph

Citando António Costa | “Não se combate a crise com um país dividido”

antonio-costa-31e9O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, aproveitou a cerimónia dos 103 anos da Implantação da República, este sábado, para deixar vários recados ao Governo.

Tal como no seu discurso de vitória na noite das eleições autárquicas, há quase uma semana, António Costa falou do estado do país.

“Não se combate a crise com um país dividido, descrente e desconfiado do futuro”, afirmou, defendendo ser hora de construir “uma estratégia nacional que promova a competitividade, construída na cooperação e no diálogo” com os parceiros sociais e todos os agentes económicos.

Aludindo aos vários chumbos do Tribunal Constitucional e às críticas de que o Governo PSD/CDS-PP tem sido alvo, de secundarizar a democracia, o autarca socialista sublinhou que “a crise não se vence vendendo os anéis, mas fortalecendo os dedos”, devendo ser esta “uma ocasião para fazermos o exame à nossa consciência democrática”, “porque todos juntos fazemos Portugal”.

“A crise deve ser combatida com as regras e os instrumentos da democracia, com o esforço e a convicção de todos, com visão estratégica e não com impulsos”, afirmou Costa, reforçando: “A crise tem de ser combatida na convicção de que não há contradição entre democracia e desenvolvimento económico e também não há contradição entre crescimento e consolidação financeira. Pelo contrário: são objectivos complementares, que se reforçam reciprocamente”.

Virando-se depois para a cidade, Lisboa, Costa referiu-se ao processo de reorganização administrativa do território, afirmando que as autarquias foram grandes impulsionadoras da poupança.

“Nós fizemos a nossa parte. As freguesias de Lisboa vão iniciar novos mandatos com novos desafios. Cabe agora ao Estado fazer o que lhe cabe”, afirmou, defendendo o poder dos municípios sobre o policiamento do trânsito e os transportes públicos.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=124609#.UlE3jhvEI5U.facebook (FONTE)

Prémio Urbano Tavares Rodrigues 2013

16003705O Rei do Monte Brasil, de Ana Cristina Silva é o vencedor do Prémio Literário de Novela e Romance Urbano Tavares Rodrigues, iniciativa conjunta da FENPROF e SECRE, e que se refere a obras publicadas por docentes em 2012.
 Este é um livro sobre dois homens caídos em desgraça. Dois homens que sofreram uma derrota pela posse de uma mesma terra, embora um deles tenha saído vencedor sobre o outro.
A escrita da Ana Cristina Silva precisa dessa imensidão do olhar, dos grandes espaços e do desassombro de mentes poderosas.
Neste livro, Gungunhana encontrou o seu lugar entre os grandes reis da nossa história.

Breve biografia | Irene Pimentel

Irene PimentelIrene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL).

DEVASTAÇÃO | por Maria João Cantinho in “Facebook” (título nosso)

ANIVERSARIO DEL LANZAMIENTO DE LA BOMBA ATÓMICA SOBRE HIROSHIMA Y NAGASAKI

O que se está a passar, neste país, a todos os níveis, é devastador. Ainda ontem me confirmaram que os investigadores que não tenham um vínculo institucional serão obrigados a sair dos centros de investigação. Lembro algumas coisas essenciais:

1. Alguns são bolseiros (os privilegiados), mas muitos nem isso. Estão, com habilitações como mestrados, doutoramentos e pós-doutoramentos, desempregados e sem nada à vista. Um país que é incapaz de absorver pessoas altamente habilitadas é uma caricatura.

2. Não pertencendo aos centros de investigação, eles ficarão impossibilitados de fazer qualquer actividade que contribua para o seu currículo, actividades que lhes permitiriam, eventualmente, abrir caminho.

3. Não ganham dinheiro, não são pagos, trabalham de borla, apenas pela possibilidade de realizar actividades para enriquecimento curricular. E muitos alimentam a dinâmica dos centros pela sua maior disponibilidade.

4. Que explicação encontrar para este absurdo?

O Guardador de Rebanhos – no TMG

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«O Guardador de rebanhos [um secreto teatro]» é a 20ª produção do Projéc~ e estreia no Teatro Municipal da Guarda (TMG) na próxima quinta-feira, dia 10 de Outubro. Trata-se de uma encenação de Fernando Marques a partir do texto de Alberto Caeiro com a interpretação do actor André Gago. A peça ficará em cena até dia 12 (sábado)com sessões no Pequeno Auditório às 21h30. Está também prevista uma sessão aberta às escolas marcada para sexta, dia 11, às 14h30.

Sobre o espectáculo, o encenador refere que «O que surpreende (…) é o fascínio que sobre o leitor atual exerce este longo monólogo de um “homem” que procura “não pensar-se como homem, mas sentir-se como ser”. Numa definição que parte dos elementos da natureza para nos revelar que o mundo que julgamos construir pelas palavras nos afasta irremediavelmente da essência das coisas aconselha-nos “a despir a natureza do disfarce antropomórfico com que a vestimos” e a abandonarmos toda a retórica, todas as metáforas, toda a pressuposta subtileza que mais não é que uma elaboração do espírito para a si mesmo se justificar. Mas, ao desfazer-se das palavras o poeta condena-se ao silêncio definitivo, e talvez seja por isso que Alberto Caeiro decidiu morrer cedo. (…)»

saiba mais aqui

 

TERTÚLIAS DE LISBOA | LIVRARIA LER DEVAGAR | LX FACTORY | LISBOA

TERTÚLIAS DE LISBOA

1ª sessão: 12 Out. 2013 | José Manuel Anes e Sheikh David Munir.

Tema: A dimensão literária de Deus em Saramago.

2ª sessão: 9 Nov. 2013 | André Barata e Miguel Real.

Tema: A arte de sonhar, a utopia e o Quinto Império.

LIVRARIA LER DEVAGAR | LX FACTORY | LISBOA | 17 HORAS

(segundos sábados de cada mês)

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Regicídios Que Mudaram a História, de Américo Faria

84015c_bf3fc6f4547ee1733a9746682eb4e7e5.jpg_srz_348_548_75_22_0.50_1.20_0.00_jpg_srzAo longo da História da Humanidade, senhores de gloriosas nações e incontável poder viram a sua liderança tragicamente abalada pela insatisfação de um povo revoltado, subjugada pelo poder de outro império ou cobiçada por um familiar ambicioso.
Do louco Tibério, de Roma, ao mais sensato Gustavo III, da Suécia, passando pelos apaixonados Alexandre e Draga, da Sérvia, pelo irascível Paulo I, da Rússia, ou por D. Carlos, apaixonado por oceanografia, Regicídios que Mudaram a História apresenta ao leitor o destino trágico de reis e imperadores cuja morte trouxe um novo rumo à vida do seu país.
Viagem empolgante pelos principais atentados reais verificados ao longo dos tempos, Regicídios que Mudaram a História é uma obra indispensável para todos os que se interessam pelos acontecimentos que marcaram a Humanidade.

Um lançamento das Edições Parsifal para este Outubro.

TERTÚLIAS DE LISBOA | 2ª sessão 9 NOV. 2013 | Livraria Ler Devagar

A arte de sonhar, a utopia  e o Quinto Império | André Barata e Miguel Real

Andre-Miguel

André Barata (Faro, 1972) é professor da Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior desde 2002. Fez toda a sua formação, em filosofia, pela Faculdade de Letras de Lisboa, onde se doutorou em 2004, depois de uma licenciatura e de um mestrado, acompanhados sempre por muito empenho no movimento associativo. Desde 1995, fez crítica de ensaio nos suplementos literários do Público – Leituras, Mil Folhas, Ípsilon.

Trabalhou com os filósofos Fernando Gil e João Paisana, tendo dirigido a revista Análise (2005/6) e integrado a direcção fundadora da revista de fenomenologia Phainomenon. Também fez parte da direcção da Sociedade Portuguesa de Filosofia.

Participou da fundação do curso de Ciência Política e Relações Internacionais da UBI, de que foi director desde finais de 2009. Em 2011, foi professor visitante na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

O seu gosto filosófico é dominantemente existencialista, com muitos trabalhos publicados sobre o pensamento de Sartre e as temáticas da consciência, da liberdade e das relações interpessoais. Nesse quadro, tem colaborado com as sociedades de formação de psicoterapeutas existenciais, tanto em Portugal como no Brasil.

Além de uma trintena de artigos e capítulos de livros, é autor de quatro livros:

– Metáforas da Consciência. Porto, Campo das letras, 2000.
– Sentidos de Liberdade. Covilhã, Ta Pragmata, 2007.
– Círculos – Experiências Descritivas, Caminho, 2007 (Em co-autoria com Rita Taborda Duarte).
– Mente e Consciência. Lisboa, Centro de Filosofia da Univ. Lisboa, 2009.

Miguel Real

Sintrense, Miguel Real, professor do ensino secundário e investigador no CLEPUL – Centro de Literatura de Expressão Portuguesa da Faculdade de Letras de Lisboa, publicou os romances A Voz da Terra (2005), O Último Negreiro (2006), O Último Minuto na Vida de S.(2007), O Sal da Terra (2008), A Ministra (2009) eMemórias Secretas da Rainha D. Amélia (D. Quixote), e os ensaios O Marquês de Pombal e a Cultura Portuguesa (2005), O Último Eça (2006), Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa (2007), Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa (2008) e Padre António Vieira e a Cultura Portuguesa (2008) na editora Quidinovi, bem como os ensaios A Morte de Portugal (2007, Campo das Letras), Matias Aires. As Máscaras da Vaidade(2008, Setecaminhos) e José Enes, Filosofia, Açores e Poesia (2009). Publicou também, em 2003, o romanceMemórias de Branca Dias, sobre a primeira mulher a praticar cultos judaicos no Brasil, a primeira “mestra de meninas” (professora) e a primeira senhora de engenho do Pernambuco (Temas e Debates), levada à cena pelo Cendrev, de Évora, em 2008, com representação de Rosário Gonzaga e encenação de Filomena Oliveira.
No teatro, sempre em co-autoria com Filomena Oliveira, para além da dramaturgia de Memorial do Convento, de Saramago, encenado por Joaquim Benite, e de nova dramaturgia para cinco actores, em cena no Convento de Mafra, escreveu as peças Os Patriotas, sobre a Geração de 70 (Europress), O Umbigo de Régio e Liberdade, Liberdade, esta última sobre os presos políticos durante o regime do Estado Novo, e 1755 O Grande Terramoto (Europress), levado à cena no Teatro da Trindade, Lisboa, entre Abril e Julho de 2006. A peça, Vieira – O Céu na Terra, representada nas ruínas do Convento do Carmo, em Lisboa, no Verão de 2008, teve encenação de Filomena Oliveira e produção do Teatro Nacional D. Maria II.
Recebeu os Prémios Revelação Ensaio da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio de romance Ler/Círculo de Leitores, o Prémio de Romance Fernando Namora, o Prémio Jacinto do Prado Coelho e, com Filomena Oliveira, o Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores 2008 com a peça Uma Família Portuguesa, representada no teatro Aberto, em Lisboa, em 2010, com encenação de Cristina Carvalhal.

Sem Rede, de Ana Saragoça em Sintra

Sem rede

A acção decorre em tempo real, numa noite de sexta-feira em casa de Alice e Isabel, mãe e filha. A mãe, há muito divorciada, resolve receber para jantar o namorado de há 25 anos, seu primeiro grande amor, mentor nas lutas estudantis, quem no fundo a moldou em termos intelectuais. A filha, totalmente desengajada em termos políticos, procura freneticamente uma saída no estrangeiro, de preferência sem ter de pensar muito. O jantar decorre num ambiente entre tenso e cómico, com a mãe a ajustar-se à nova imagem do velho amor e abandonando gradualmente todas as ideias de retomar o romance; a filha sentindo-se gradualmente mais atraída por aquele homem que pode quiçá salvá-la de ir limpar retretes para a Suíça; e Bruno jogando ambiguamente com ambas. Através das características das personagens e dos conflitos gerados, “sem rede” é uma reflexão sobre o Portugal actual, alimentado por um passado de sonhos frustrados e com as perspectivas de futuro ocultadas por um denso nevoeiro.

Golpe Anunciado na Grécia

A Grécia caiu no caos. Um golpe de Estado militar, que instale “um governo interino sob garantia das forças armadas”, é anunciado para breve por uma unidade de reservistas das forças especiais, via um blog. O Parlamento Europeu encomenda um relatório sobre a situação e “descobre” que a Grécia desliza para a desordem económica, social e política.

O episódio da operação policial contra a “Aurora Dourada” um partido político neo-nazi representado no Parlamento e, agora, acusado de ser uma associação criminosa é o epifenómeno que trouxe para a ribalta o que ninguém queria ver.

O governo grego determinou já uma investigação ao blog que divulgou o apelo ao golpe de Estado. Esta não é, porém, a primeira vez que esta unidade militar assume posições duras. Quando da visita a Atenas de Angela Merkel, homens desta unidade apareceram em uniforme a protestar contra a presença de Merkel.

Esta unidade militar também acusa o governo de Antonis Samaras de ser um governo ilegal por ter violado a Constituição ao não fornecer aos seus cidadãos os previstos e adequados serviços de saúde, educação, justiça e segurança…

Observadores consideram que esta unidade representa apenas a ponta do iceberg militar pois a sua posição de “reservistas” e de “forças especiais” permite-lhes uma liberdade de manobra que não está ao alcance da hierarquia militar.

A Europa começa agora a perguntar se a democracia grega está em perigo quando os gregos acham que a democracia na Grécia já não existe e que do actual caos alguma ordem vai ter de emergir…

O Guardian regista os factos:

http://inteligenciaeconomica.com.pt

Grécia: Manifesto Militar Quer Fecho das Fronteiras e Controlo de Capitais

Manifesto do Exército grego em quinze pontos, divulgado este fim de semana, exige o fecho das fronteiras e o controlo do movimento de capitais. O “manifesto em 15 pontos” foi revelado na televisão francesa por Guillaume Dard e Jacques Sapir. Este último sublinha, aliás, que desde há um ano que discretamente o FMI e o Banco Mundial alertam a Europa para os riscos de grave derrapagem na Europa do Sul, Portugal incluído (apesar de sermos o Oeste da Europa, há quem goste nos meter no sul…).

Ler mais:

http://inteligenciaeconomica.com.pt/

Teatro Rápido | Amanhã, 5ª damos inicio à Programação de Outubro no TR sob o tema EXCLUÍDOS!

teatro Arrancamos em força, ora espreite o que temos para si logo nos primeiros dias! SALA 1 – Burrocracia Horário das sessões: 18h00 | 18h30 | 19h00 | 19h30 | 20h00 Dramaturgia: Luís F Soares Encenação e Interpretação: Isabel Mões e João Ferrador

SALA 2 – O Arquivo Horário das sessões: 18h05 | 18h35 | 19h05 | 19h35 | 20h05 Autoria e Encenação: Hugo Barreiros Interpretação: Gonçalo Brandão e Soraia Tavares SALA 3 – Monólogo Sem Título Horário das sessões: 18h15 | 18h45 | 19h15 | 19h45 | 20h15 Texto: Daniel Keene Tradução: Pietro Romani Encenação: Mickaël Gaspar Interpretação: Marc Xavier SALA 4 – Morrer na Praia Horário das sessões: 18h20 | 18h50 | 19h20 | 19h50 | 20h25 Texto e Encenação: Filipa Leal Interpretação: Ana Lopes Gomes e Inês Veiga de Macedo Cenografia e Fotografia: Miguel Bonneville PROGRAMAÇÃO PARA A INFÂNCIA A partir de 5 de Outubro Sáb. e Dom. entre as 15h00 e as 16h00 SALA 4 – A Lua Que Queria Ser Quadrada Horário das sessões: 15h00 | 15h30 | 16h00 Texto e Encenação: Isa Silva Interpretação: Liliana Leite e Rita Santana TR BAR De 3 a 31 de Out’13 De 5ª a 2ª entre as 16h00 e as 22h00 HOMEM VELHO Exposição de Desenho de Rute Gonzalez Entrada Livre Todas as 6ªs feiras de Outubro “THE MARIA PARDA’S BOOZE BAND” – Palco Treze – Dias, 4, 11, 18 e 25 às 22h00 M/16 Entrada: 7,50€ com oferta de 1,50€ em consumo TR BAR aplicável a 1 única bebida (não reembolsável) A partir de Gil Vicente Encenação e Dramaturgia: Carlos Freixo Música: colectivo Interpretação: Bruno Bandeira, Carla Garcia, Romeu Vala, Tiago Garrinhas e Tomás Alves. Sáb. dia 5 PFShortsFest Grande Final 21h30 ENTRADA: 3,00€ com oferta de 1 imperial Final da primeira edição do PFShortsFest. Desde Junho passado que contámos com 2 sessões por mês desta primeira edição da mostra. Foram exibidas várias curtas-metragens nacionais no magnífico espaço do TR BAR do Teatro Rápido. Trailer das Curtas Finalistas: http://www.youtube.com/watch?v=nOGgUnQyoCw&feature=youtu.be

União Baiana de Escritores | UBESC é fundada e empossa a primeira diretoria

SAM_1654Valdeck Almeida de Jesus é um dos integrantes da nova entidade e sua posse acontece durante a 3ª edição do Encontro de Escritores Baianos Independentes – ENEBI, nos dias 10 e 11 de outubro de 2013, quinta e sexta-feira, respectivamente, na Biblioteca Pública Thales de Azevedo (Rua Adelaide Fernandes da Costa, s/n – Costa Azul, em Salvador-BA). Os demais diretores são Roberto Leal (presidente), Jorge Carrano, Cymar Gaivota, Marcelo Oliveira e Rudival do Amparo.

Para Valdeck Almeida de Jesus “é uma honra participar da diretoria da UBESC, que já nasce grande, comprometida com a classe de escritores e com os parceiros que nela trabalham. Vida longa a esta União Baiana de Escritores”, declara.

A UBESC nasceu após a dissolução do Núcleo Baiano da União Brasileira de Escritores, que foi conduzido por três anos por Roberto Leal e pelo jornalista Carlos Souza Yeshua. Na opinião de Yeshua, um dos escritores que esteve na coordenação do núcleo da UBE, enquanto a UBESC estava sendo pensada, “Como diz Roberto Leal, 2013 é, realmente, o ano da literatura. Na Bahia, grandes acontecimentos têm marcado este momento e, o lançamento da União Baiana de Escritores – UBESC. É um marco histórico, digno de todo elogio, por ser fruto do trabalho de escritores abnegados que lutam pelo fortalecimento dos autores locais. A UBESC é um projeto que estava sendo estudado há cerca de quatro anos e, agora, chega para ficar”.

Roberto Leal justifica a criação da nova agremiação: “Pessoalmente não tenho nada contra a UBE/SP. A dissolução do Núcleo da UBE na Bahia se deu em razão da pouca comunicação, ou vez em quando de ásperas comunicações e da falta de ações culturais, o que causou inconformismo em alguns associados, pela forma como a UBE se portava diante da pouca presença na vida literária de cada um dos associados baianos”.

Em relação à União Brasileira de Escritores, com sede em São Paulo, à qual o Núcleo Baiano era subordinado, Leal esclarece: “Como um dos integrantes dessa formação, dessa fundação, da manutenção desse núcleo em parceria com o companheiro Carlos Souza, por longos três anos, decidimos pela regionalização da classe representativa e optamos pela criação da União Baiana de Escritores, que usará sigla “UBESC” e nada tendo de relação com a UBE/SP”. Roberto Leal acredita que a criação da UBESC não impede que os associados continuem filiados a São Paulo, independentemente da dissolução do núcleo baiano… Eles podem optar por uma ou outra, ou participarem das duas.

Jorge Baptista Carrano, publicitário, poeta e ativista cultural, é um dos coordenadores do Fala Escritor e suplente no Colegiado Setorial de Literatura do Estado, além de fazer parte, também, das atividades do Plano Municipal do Livro, Leitura e Biblioteca. Para Carrano, “A UBESC veio para dar um rumo, um norte à classe autoral. Ela surge num momento em que é fundamental que sejam muito bem demarcados os territórios de atuação dos escritores baianos. Um fórum que acolha as demandas do setor e promova discussões que alavanquem a produção e divulgação literária na Bahia. E necessário, porém, que na contrapartida, os escritores baianos se unam em torno da UBESC, se fortalecendo e tornando-a cada vez mais forte“.

O ENEBI é uma realização da União Baiana de Escritores e Fundação Òmnira, com o apoio da Fundação Pedro Calmon, da APUB – Associação dos Professores Universitários da Bahia, da Cantina da Lua e do site Galinha Pulando.com e tem curadoria do jornalista e editor Roberto Leal. O evento terá na programação: palestras, mesas-redondas, lançamentos de livros e revistas, recital poético, promoção de intercâmbio cultural, sorteio de publicações e coquetel de confraternização no encerramento.

Mais informações sobre a UBESC e ENEBI: http://www.fundacaoomnira.com.br/2013/08/encontro-de-escritores-vai-agitar-as.html?m=1

Vencedor do Prémio LeYa 2013 anunciado a 15 de outubro

logo_premio_leyaO romance vencedor da edição deste ano do Prémio LeYa será anunciado no próximo dia 15 de outubro, depois de concluídas as reuniões do júri, agendadas para 14 e 15 de outubro, na sede da LeYa, em Alfragide.

A edição deste ano superou as expectativas, com o número de originais recebidos a chegar aos 491 – mais 43 do que a edição de 2008, a mais concorrida até agora. Destaca-se, igualmente, a diversidade dos países de onde são oriundos os trabalhos a concurso: foram recebidos originais de 14 países diferentes. Com claro destaque para Portugal e Brasil, à LeYa chegaram também trabalhos da Alemanha, Angola, Espanha, França, Guiné Bissau, Itália, Luxemburgo, Macau, Moçambique, Reino Unido, Suécia e Estados Unidos.

O júri do Prémio LeYa 2013 mantém-se inalterado relativamente à edição anterior, sendo formado pelos escritores Manuel Alegre (Presidente do júri), Nuno Júdice, Pepetela e José Castello, e por José Carlos Seabra Pereira, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Lourenço do Rosário, Reitor do Instituto Superior Politécnico e Universitário de Maputo, e Rita Chaves, Professora da Universidade de São Paulo. À análise do júri foram submetidas sete obras finalistas que estão a ser avaliadas em regime de “prova cega”.

Invitación expo personal en CHI-WEN GALLERY, TAIWÁN, TAIPEI

Estimados amigos y amigas

El estudio Ibrahim Miranda se complace en invitarlos a la exposición personal Reminiscencias de la Isla. La Siere de Mapas de IBrahim Miranda en la Galería CHi Wen, en Taipei, Taiwán el próximo 5 de octubre.
La exposición estará abierta hasta el 26 de octubre de 2013.

Abrazos,
ESTUDIO IBRAHIM MIRANDA

Dear friends:

The Studio  of Ibrahim Miranda is pleased to invite you to the solo exhibition “Reminiscense of the Island. The Map series of Ibrahim Miranda” in CHi-Wen Gallery, Taipei, Taiwán.
The show will open since October 5th to October 26th.

Hugs,

mao2

O bom e o mau ladrão

publico_fotoO Evangelho segundo Jesus Cristo, de 1991, abre com a descrição da cena do Calvário. O autor observa um quadro.

O primeiro personagem é o bom ladrão, de caracóis louros (como os anjos), semblante arrependido e sofrido. Saramago reconhece-lhe “uma dor que não remite”. Mais “retíssimo” será o mau ladrão, esse a quem o autor reconhece um “sofrimento agónico” e, portanto, mais puro, isento da trapaça de “fingir acreditar, a coberto de leis divinas e humanas, que um minuto de arrependimento basta para resgatar uma vida inteira de maldade”. A escrita de Saramago reveste-se deste olhar lúcido, um olhar que percorre, que perscruta o interior da alma humana e por vezes se detém num pensamento, para de seguida retomar o seu caminho. Parágrafos extensos que se demoram, presos à ideia que vão expondo, como se fossem adivinhando o fascínio que despertam no leitor.

Como narrador, Saramago aproxima-se da postura deste mau ladrão, sendo que, entre o bom e mau, “não há nenhuma diferença… pois o Bem e o Mal não existem em si mesmos, cada um deles é somente a ausência do outro.”

“Deus na obra de Saramago” é o primeiro tema para as Tertúlias de Lisboa.

Livraria Culsete na Casa Da Cultura de Setúbal

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Continuando a comemorar com os seus leitores e amigos o 40.º aniversário, a Culsete está neste momento a organizar, com o precioso e imprescindível apoio de José Teófilo Duarte, uma exposição subordinada ao tema OLHARES SOBRE A LIVRARIA, onde várias personalidades que trabalham em áreas artísticas simultaneamente díspares mas próximas como a banda desenhada, a fotografia, a ilustração, a pintura, o design, se prestaram a deixar ver o seu olhar sobre a livraria. Em simultâneo, serão mostradas fotos e outros materiais inéditos do acervo privado da Culsete, nunca antes dados a ver. São propostas de distintos e polissémicos olhares que pretendem provocar leituras várias. Quanto aos nomes dos artistas, serão divulgados oportunamente.
De 1 a 5 de Outubro a livraria Culsete oferece um variado leque de actividades e descontos.

A Mensagem, de Fernando Pessoa – edição comentada

84015c_c3d8058068d5f9252a4aa80bbb5ca683.jpg_srz_348_548_75_22_0.50_1.20_0.00_jpg_srzA Mensagem, obra maior da poesia contemporânea, é um dos textos essenciais da cultura portuguesa.
Esta edição de uma das mais famosas criações de Fernando Pessoa analisa detalhadamente cada poema, desvenda as palavras do poeta e clarifica a informação histórica que lhe está subjacente.
Elaborada de forma a possibilitar uma leitura acessível, quer ao aluno do ensino secundário, quer ao leitor mais íntimo da obra pessoana, Mensagem comentada por Miguel Real é uma obra obrigatória para se conhecer de forma mais profunda e rigorosa o maior poeta do século XX e um dos textos fundamentais da cultura portuguesa.

Edições Parsifal, 2013

Miguel Real oferece-nos uma leitura lúcida e inteligente deste belíssimo poema, respeitando-lhe a alma, permitindo ao leitor apreender, em toda a sua extensão, a simbologia e misticismo de que está impregnado. As ilustrações de João Pedro Lam dão ao livro um aspecto menos pesado, fazendo-nos abstrair do lado académico e mais formal desta obra.

Acrítico – leituras dispersas.

Ana de Londres – Transmission Bar

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Ontem foi noite de festa no Transmission Bar e o palco encheu-se. Manuel San-Payo falou do seu trabalho de ilustrador, das suas cumplicidades com a autora Cristina Carvalho e de como este “Ana de Londres” lhe diz muito; ele que foi educado numa escola estrangeira para se preparar para o salto. Esse ato de partir, não só em busca de um futuro melhor, mas de deixar um país que o condenaria à guerra nas picadas de África. Salvou-o o 25 de Abril.

A arte do ilustrador trabalha imagens sobre as imagens naturais da escrita, aquelas que o leitor cria à medida que vai lendo. Trata-se de um trabalho de risco; o conflito pode surgir a todo o momento, perder-se o efeito de contribuir para a narrativa, dando-lhe uma outra dimensão.

O André Gago leu de improviso um trecho do livro, com a segurança dos mestres. A autora falou-nos da Ana de Londres e dos tempos da Ana de Londres. Aproveitou para deixar claro que não se trata de um livro autobiográfico.

O editor Marcelo Teixeira, da editora Parsifal, está de parabéns.

(Na foto, das esquerda para a direita, André Gago, Manuel San-Payo, Cristina Carvalho e Marcelo Teixeira)
Sobre este livro, a minha crónica no PNet Literatura

Novo livro de Gonçalo M. Tavares | Atlas do Corpo e da Imaginação | em Outubro

??????????????????????Gonçalo M. Tavares é verdadeiramente o escritor surpresa do nosso séc. XXI literário. A sua obra conta com dezenas de títulos, abarca quase todos os géneros literários, introduz temáticas inéditas e foi recebida com entusiasmo por milhares de leitores mas também pelos mais reputados e exigentes críticos literários. Está publicado, com forte repercussão, em dezenas de países.

Sai agora na Caminho uma nova obra que certamente se tornará uma referência. Atlas do Corpo e da Imaginação é um livro que atravessa a literatura, o pensamento e as artes, passando pela imagem e por temas como os da identidade, tecnologia; morte e ligações amorosas; cidade, racionalidade e loucura, alimentação e desejo, etc.. Centenas de fragmentos que definem um itinerário no meio da confusão do mundo, discurso acompanhado por imagens de “Os Espacialistas”, colectivo de artistas plásticos.

É um livro para ler e para ser visto e é também, de certa maneira, uma narrativa com imagens que cruzam, com o texto, os temas centrais da modernidade. 

Neste Atlas do Corpo e da Imaginação, Gonçalo M. Tavares revisita ainda a obra de alguns dos mais importantes pensadores contemporâneos, partindo de Bachelard e Wittgenstein, passando depois por Foucault, Hannah Arendt, Nietzsche, mas também por escritores como Lispector ou Calvino, entre muitos outros. Arquitectura, arte, pensamento, dança, teatro, cinema e literatura são disciplinas que atravessam, de forma directa e oblíqua, o livro.

Com o seu espirito claro e lúcido, Gonçalo M. Tavares conduz-nos com precisão e entusiasmo através do labirinto que é o mundo em que vivemos.

Academia de Belas Artes de Ílhavo | Nova Escola em Ílhavo | Inauguração

Ilhavo II 02Vai ser inaugurada no próximo dia 10 de Outubro pelas 17 horas uma escola de Artes em Ílhavo.

A Academia de Belas Artes de Ílhavo é uma escola de Arte. Define-se como um atelier onde se promove o ensino das Artes Plásticas. As suas principais áreas são o Desenho e a Pintura.

As aulas permitem uma participação em pleno na criação artística. Tendo como objectivo adquirir conhecimentos estéticos, tecnológicos e artísticos para uma ampla compreensão do fenómeno artístico na sua contemporaneidade e historicidade. Em suma, promove-se o ensino das técnicas mais atuais para atingir resultados artísticos com materiais de fácil aplicação.

É dirigido a todos, “dos 8 aos 98”, com ou sem experiência no fascinante mundo da Arte. Existem módulos de iniciação às Artes Plásticas, para quem está a começar, e módulos de aperfeiçoamento e desenvolvimento, com objectivos gerais e específicos, para quem está mais avançado. O importante é possuir mente aberta, estimular a criatividade e querer saborear o que a Arte tem para oferecer.

Venha aprender a desenhar e a pintar, nas áreas de pintura a óleo, acrílico, aguarela, desenho artístico (carvão, pastel e grafite), etc.

As inscrições estão já abertas e podem ser efectuadas através do telemóvel: 962516001, pelo e-mail: abailhavo@gmail.com ou pela página web: facebook.com/academiadebelasartesdeilhavo.

Ou no próprio local: Travessa da Rua Vasco da Gama, nº 5 – Ílhavo (por trás do Centro de Saúde).

O responsável é o artista plástico ilhavense, André Capote. Exerce a atividade de artista plástico desde a década de 90 e leccionou a disciplina de Educação Visual durante 9 anos. Concluiu, pela Universidade de Coimbra, a Licenciatura em Belas Artes e o Mestrado em Ensino das Artes Visuais.

A Arte dá mais cor à alma. Inscreva-se, venha aprender a pintar e usufrua mais a vida…

A dimensão literária de Deus em Saramago

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As Tertúlias de Lisboa têm a honra e o privilégio de receber, no dia 12 de Outubro na Ler Devagar, o Sheikh David Munir e o professor José Manuel Anes para a sua sessão inaugural.

Os nossos dois convidados são crentes, ambos acreditam no Deus de Abraão, aquele que se deu a revelar nos primeiros cinco livros, fundadores das grandes religiões do Livro Sagrado. Saramago era ateu.

No entanto, a presença de Deus na obra de Saramago é inegável. Um Deus pessoal, dotado de características físicas e humores humanos. Um Deus a quem Saramago retirou a mão esquerda (no Memorial do Convento), ou emergiu numa crise existencial, como em Caím. Não sendo possível olharmos Deus no seu esplendor e glória, Saramago deu-lhe um rosto, criou-lhe uma dimensão literária e humana, segundo a tradição iconográfica católica. Podemos então dizer que Saramago era ateu de um Deus católico?

Esta dimensão literária de Deus é perfeitamente alheia ao Islão, cuja representação do sagrado ou do Profeta estão proibidas. A obra de Saramago gerou polémica entre a comunidade católica e passou incólume na comunidade islâmica.

Deus na obra de Saramago é o ponto de partida para a nossa primeira tertúlia. Seguramente, o cálice transbordará.

Acompanhe tudo aqui

 

Encontro de Blogues – Setúbal

encontro_blogsA Casa da Cultura de Setúbal vai receber os eminentes opinadores na próxima sexta-feira, dia 27. Um debate espreitando o desfecho da campanha eleitoral para as autárquicas.

“Os blogues são assim como jornais com grande possibilidade de expansão. Toda a gente pode ter o seu próprio meio de comunicação sem grandes investimentos financeiros. A importância destes meios de comunicação existe conforme a influência dos seus autores.
Mais recentemente, as opiniões postadas nos blogues, passaram a ter eco no facebook e twiter. Muitos políticos, actores ou gente do desporto, comunicam por estes canais a sua existência e enleios existenciais.
Esta edição muito cá de casa traz a Setúbal três autores de blogues que marcam o panorama deste meio de expressão. Tomás Vasques, do Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos, é também comentador em canais televisivos e cronista no i. António Cabrita, do Raposas a sul, foi crítico de cinema no Expresso, é escritor e argumentista. José Simões é autor do muito concorrido Der Terrorist, sendo um atento analista da realidade que nos cerca.
Convidados. Apareçam.”

José Teófilo Duarte – BlogOperatório

 

António Pinho Vargas

apv003-1 copyGravou 10 discos de jazz como pianista/compositor incluindo os dois CDs duplos Solo (2008) e Solo II (2009) em piano solo. Foram já editados 4 discos monográficos com algumas das suas obras. Compôs 4 óperas, 1 oratória, 9 peças para orquestra, 8 obras para ensemble, 18 obras de câmara, 7 obras para solistas e música para 5 filmes. Podem destacar-se as óperas Édipo, Tragédia de Saber (1996) Os Dias Levantados (1998) e Outro Fim (2008), as obras para orquestra Acting Out (1998), A Impaciência de Mahler (2000), Graffiti [just forms] (2006), Six Portraits of Pain, para violoncelo solo e ensemble (2005) Um Discurso de Thomas Bernhard, para narrador e orquestra (2007) e a Suite para violoncelo solo (2008). Em 2011 estreou a obra sinfónica Onze Cartas para orquestra, três narradores (pré-gravados) e electrónica. Publicou Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas (Afrontamento, 2002) e Cinco Conferências sobre a História da Música do Século XX (Culturgest, 2008) e, em 2011, o livro Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu. (CES/Almedina) Recebeu em 2012 o Prémio Universidade de Coimbra e o Prémio José Afonso 2010.

http://antoniopinhovargas.blogspot.pt/ … (FONTE)

A dimensão de Deus

Diálogo entre Deus e Caim. Deus interpela Caim:

“Que sabes tu do coração de job, Nada, mas sei tudo do meu e alguma coisa do teu, respondeu caim, Não creio, os deuses são como poços sem fundo, se te debruçares neles nem mesmo a tua imagem conseguirás ver, Com o tempo todos os poços acabam por secar, a tua hora também há-de chegar. O senhor não respondeu, mas olhou fixamente caim e disse, O teu sinal na testa está maior, parece um sol negro a levantar-se do horizonte dos olhos, Bravo, exclamou caim batendo as palmas, não sabia que fosses dado à poesia, É o que eu digo, não sabes nada de mim. Com esta magoada declaração deus afastou-se e, mais discretamente que à chegada, sumiu-se noutra dimensão.”

Caim, de José Saramago

As diversas dimensões onde Deus se some são um mistério para os homens.

Mais aqui, em breve.

Carta aberta a uns pedaços de merda | Ferreira Fernandes in Diário de Notícias

Olá, amiguinhos do FMI. Eu sou o ratinho branco. Desculpem estar a incomodar-vos agora que vocês estão com stress pós-traumático por terem lixado isto tudo. Concluíram vocês, depois do leite derramado: “A austeridade pode ser autodestrutiva.” E: “O que fizemos foi contraproducente.” Quem sou eu para desmentir, eu que, no fundo, só fiquei com o canto dos lábios caídos, sem esperança? O que é isso comparado com a vossa dor?! Eu só estiquei o pernil ou apanhei três tipos de cancro, mas é para isso que servimos nos laboratório: somos baratos e dóceis. Já vocês não têm esses estados de alma (ficar sem emprego, que mau gosto…), vocês são deuses com fatos de alpaca e gravata vermelha como esses três novos que acabam de desembarcar para nos analisar os reflexos. “Corre, ratinho branco!”, e eu corro. Vocês cortam-me as patas: “Corre, ratinho branco!”, e eu não corro. E vocês apontam nos vossos canhenhos sábios: “Os ratos sem pernas ficam surdos.” Como vocês são sábios! E humildes. Fizeram-nos uma experiência que falhou e fazem um relatório: olha, falhou. Que lição de profissionalismo, deixam-nos na merda e assumem. Assumir quer dizer “vamos mudar-lhes as doses”, não é? E, amanhã, se falhar, outro relatório: olha, falhou. O vosso destino, amiguinhos do FMI, eu compreendo. Vocês são aves de arribação, falham aqui, partem para ali. Entendo menos o dos vossos kapos locais: em falhando e ficando, porque continuam seguros no laboratório?

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3428237 … (FONTE)

Na Livraria Ler Devagar – Tertúlias de Lisboa – nos segundos sábados de cada mês

Uma iniciativa dos sítios Tertúlia de eBooks e PNET-Literatura em parceria com a Livraria Ler Devagar.

A iniciativa das Tertúlias de Lisboa visa criar um espaço de debate dedicado à cultura. Pretende-se promover encontros entre escritores e outros agentes culturais, criando uma dinâmica que, a partir da literatura, abra um espaço de debate inovador e plural, onde exista a convergência das mais diversas valências culturais. Uma proposta eclética assente na inquestionável qualidade dos seus convidados e no desassossego dos temas propostos.

As sessões têm lugar no segundo Sábado de cada mês, pelas 17 horas, na Livraria Ler Devagar, na Lx-Factory em Lisboa, com convidados e um moderador. Após uma introdução e exposição inicial dos convidados, o espaço de debate é aberto à sala, existindo um tempo limite para cada intervenção.

As intervenções iniciais dos convidados serão recolhidas em vídeo, sendo que, a partir desse momento, apenas serão recolhidas imagens, sem som, da sala e dos participantes. Este procedimento visa promover as condições para um debate aberto, plural e participado. No final de cada sessão, será recolhido em vídeo o testemunho de cada convidado e de alguns elementos da assistência.

Estes testemunhos estarão disponíveis online a partir da página no Facebook das Tertúlias de Lisboa.

A iniciativa dos debates pertence aos organizadores sendo acolhidas as sugestões que pretendam fazer chegar para: tertuliasdelisboa@gmail.comtertc3balialogo Ler Devagar

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A Segunda Morte de Anna Karenina

acsHOJE NAS LIVRARIAS

O mais recente romance da Ana Cristina Silva já disponível nas livrarias.

Cada livro que se escreve é uma tentativa de aproximar a voz individual das personagens e do autor à voz comum e desta maneira criar uma espécie de intimidade com o leitor. Hoje sai para as livrarias a Segunda Morte de Anna Karenina e estou um pouco nervosa porque não sei se a intimidade desejada será conseguida.

Ana Cristina Silva no Facebook

 

Debaixo de Algum Céu – Nuno Camarneiro

Num prédio as vidas arrumam-se como livros numa estante. São histórias fechadas em si mesmas, ou nem tanto, porque as histórias têm tendência de ir por onde não devem.

São as personagens incertas que habitam aquele prédio à beira do mar. Delas não conhecemos o seu passado, também não iremos conhecer o seu futuro. Afinal, “uma história são pessoas num lugar por algum tempo.”

A escrita de Camarneiro é de uma grande coerência literária, desdobra-se em imagens de grande beleza poética, arranca estes personagens ao seu quotidiano, aos seus pensamentos, à intimidade da sua casa. São gente com paredes à volta. Têm todos um pouco uns dos outros, sem contudo o saberem ou se darem a conhecer. São como o padre que resgata o Menino Santo e o apresenta à sua Igreja. “O farol aceso cumpre a luz aos barcos que dela carecem.”

(ler mais em Acrítico – Leituras dispersas)