O pecado não nasceu no dia em que Eva pegou uma maçã: nesse dia nasceu uma linda virtude chamada de desobediência.
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Le péché n’est pas né le jour où Eve a pris une pomme: ce jour-là est né une belle vertu appelé désobéissance.
Oriana Fallaci

O pecado não nasceu no dia em que Eva pegou uma maçã: nesse dia nasceu uma linda virtude chamada de desobediência.
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Le péché n’est pas né le jour où Eve a pris une pomme: ce jour-là est né une belle vertu appelé désobéissance.
Oriana Fallaci

Ter medo? De quem terei?
Não da Morte — quem é ela?
O Porteiro de meu Pai
Igualmente me atropela.
Da Vida? Seria cómico
Temer coisa que me inclui
Em uma ou mais existências —
Conforme Deus estatui.
De ressuscitar? O Oriente
Tem medo do Madrugar
Com sua fronte subtil?
Mais me valera abdicar!
Emily Dickinson
Tradução de Jorge de Sena

Escrevem umas coisas que não entendem, sombreadas de palavreado arcaico e de aqui e ali, na tentativa falhada da vida em vernáculo, uma pífia imagem pornográfica e acham que estão a escrever poesia. As massas gostam. As lasanhas, as carbonaras, as pizzas e os raviolis, gostam. A gordura gosta do pífio. Os azeiteiros comem à mesma mesa. Alfabetizamos, a literacia não se cumpriu. Já os restaurantes italianos expandiram bem. Um alfabetismo obeso, sem educação do gosto. Por complexo, se não se entende é arte, se for estrangeiro é melhor.
Para as estrangeiras há um lote crescente de prestáveis moços a oferecer serviços. Um atropelo à circulação. Sou portuguesa e não estou de férias, não parecendo. Parecendo, estes moços são poesia pífia.
Os Miseráveis de Victor Hugo e os grotescos de Dickens, um scanner social.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
—
Comentáro ao texto supra de José Luiz Sarmento Ferreira:
Há um mito nórdico sobre a origem da má poesia. A história pode ser encontrada na recolha feita por Neil Gaiman. Como dá muitas voltas, não a vou resumir aqui. Destaco apenas o final: Odin, tendo roubado o hidromel da poesia ao gigante que o tinha guardado e não o partilhava com ninguém, transforma-se em águia e voa para a residência dos deuses, onde Thor e os outros, que entretanto se tinham dedicado à construção de tonéis, estão à sua espera. O gigante espoliado persegue-o, também transformado em águia. Chegado a Aasgard, morada dos Aesir, Odin regurgita o hidromel para os tonéis; e é por isso que os homens têm hoje o dom da poesia. Mas a história tem uma coda: pouco antes de chegar a Aasgard, Odin solta pelo ânus uma bufa monumental e fétida que vai bater em cheio no bico e nos olhos do seu perseguidor. Este, desorientado, volta para trás e vai-se lavar no tonel que tanto se tinha esforçado por guardar mas está agora vazio. A água suja dessa lavagem ainda está no tonel do gigante. E é assim que sabemos ainda hoje, sempre que ouvimos um mau poema, com rimas forçadas, métrica coxa, léxico impreciso, ideias feitas ou metáforas despropositadas, de que tonel bebeu o poeta.

Açorda é uma herança directa da presença muçulmana neste “Garb-Al-Andaluz, antre Tejo e Odiana”, durante os séculos VII a XIII, onde se confeccionava a “ath thurda”, um alimento constituído por pedaços de pão mergulhados num caldo, mas não esmigalhados e amassados. Segundo o mestre da gastronomia, Alfredo Saramago, este tipo de alimentos, à base de ervas aromáticas, alho, azeite, pão e água quente, veio de um tempo pré-romano, atravessou os cinco século de ocupação romana, tendo sido os árabes que, durante outros cinco séculos de presença, a fixaram e lhe deram a importância que teve entre eles e ainda tem entre nós constituindo um dos nossos pratos mais regionais.

Para os alentejanos, o termo migas designa um alimento igualmente à base de pão, mas embebido num caldo e, a seguir, esmigalhado e amassado. Este tipo de confecção, embora mais espapaçado, é aquilo que, em Lisboa e noutras regiões do país, impropriamente, se chama “açorda”. Cozinhadas a partir de múltiplas receitas, variando de lugar para lugar, as “açordas de marisco”, que percorrem o litoral, do Minho ao Algarve, são, na realidade, migas. Dando satisfação a numerosos apreciadores, temos, ainda a “açorda com ovas de sável”, que se faz no Ribatejo, confecção com lugar cimeiro na gastronomia portuguesa. Umas e outras estão mais de acordo com as nossas migas, inclusivé as de batata, também elas esmigalhadas e amassadas.
Assinale-se que o termo migas radica no étimo latino, “mica”, que significa migalha, partícula, o mesmo que deu nome aos minerais conhecidos por micas, a branca (moscovite) e a preta (biotite).
Consciente desta realidade cultural dos alentejanos, o poeta João de Vasconcelos e Sá, avô do nosso fadista Pinto Basto, cantou, na revista musical, “Palhas e Moinhas” levada à cena, em 1939, no teatro Garcia de Resende, em Évora, a diferença entre os usos destas duas palavras no Alentejo e fora dele.
«Terra de grandes barrigas
onde só há gente gorda.
Às sopas chamam açorda
à açorda chamam-lhe migas. »
Tanto se está a falar da Madonna, pois vou contar uma história. Há uns anos, e já lá vão uns quantos, fui parar à área VIP da Moda Milão para assistir a um desfile “reservado”. Às tantas, todas as atenções estavam viradas para alguém que acabava de entrar, mas que de tão ladeada de seguranças, uns moços gigantes africanos muito bem-apessoados, mal se conseguia perceber logo quem era. O círculo de seguranças foi abrindo até deixar ver a pequena figura de uma mulher de pele branca, muito branca, muitíssimo branca, branca como ninguém quer ser, da cor das folhas de papel, das paredes caiadas. da neve e do açúcar. A pele imaculada, mas apertada para os pululantes tendões que se debatiam a cada passo com as veias azuladas da cartografia do tónus. O olhar, mais que os olhos, imparáveis mas lentos, numa rotação lasciva e desafiadora, que tudo parecia notar. Era a Madonna. Sorria, sorria sempre, parecia ver-nos a todos, parecia sorrir a todos. Firme e certeira, sentou-se no lugar que lhe estava reservado. A Madonna viu o desfile, nós vimos a Madonna.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Roubei o título a uma canção de Jorge Palma, neste dia de alegria e boa música, com a consciência de que a letra conclui pela questão “… de que é que tu estás à espera?”. A um país fazem falta momentos como estes, uma difusa ideia de que tudo está a correr bem, de que os astros se conjugaram para fazer sorrir as pessoas, de que Portugal está na moda. E, na verdade, está, de uma certa forma, e isso é bom e deve ser aproveitado – no plano material e naquilo que isso possa induzir no bem-estar das pessoas que por cá vivem. Nestes tempos de alguma euforia, parecerá quase sacrílego (e em coro com malévolos e ácidos cultores da desgraça) alertar, conta o vento dominante, dizer que tudo isto são boas ondas passageiras, que a realidade de fundo permanece, neste que é, de há muito, o país mais pobre da Europa ocidental, emissor de gente para o mundo, pela incapacidade de lhe proporcionar futuro onde nasceu. Gozemos bem estes dias, embora o passado nos venha ensinando, desde há séculos, que temos uma endémica incapacidade para sustentar os nossos episódios de sucesso e uma insuperável dificuldade em cavalgá-los para construir um futuro sereno, próspero, que venha a evitar novos ciclos de depressão e angústia, como os que, ainda há pouco, atravessámos. O melhor serviço que poderíamos prestar a nós mesmos, nestes dias de euforia e de otimismo, seria tomar a decisão de nos organizarmos definitivamente para a mudança, para o rigor, para a disciplina, para a não perda de tempo, para a pontualidade, para o respeito pelos outros, para o fim do xicoespertismo, para que esta não fosse mais uma “alegria breve”, para usar o termo cunhado, para outra realidade, por Virgílio Ferreira. Mas, se calhar, se viéssemos um dia a mudar, não seríamos nós, dirão alguns. Provavelmente, é neste eterno ser ou não ser – glórias e derrotas, euforias e depressões, do “agora é que é!” ao “não vale a pena!” – que, afinal, está a graça (e a desgraça) deste país.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa




Não sendo a Igreja Católica uma instituição democrática, o Papa percebeu que a adesão popular à sua liderança era indispensável para reformar e purificar a Igreja. De tal forma que, num tempo de desconfiança nas instituições democráticas, ele consegue concentrar em si a simpatia que falta aos líderes políticos. Fosse Bergoglio um verdadeiro político e poderia ser acusado de “populismo”, como está na moda escrever-se. E será, se isso apenas implicar responder, como é suposto a Igreja fazer, ao sofrimento dos mais pobres e abandonados, não apenas através do trabalho social, mas através de gestos, imagens, símbolos. Este é, sem qualquer dúvida, o seu Papa. A quem oferece o seu exemplo de despojamento e coragem. E a sua mensagem política é radical, como é sempre a mensagem profética. Numa história carregada de contradições, o Papa Francisco escolheu, nas muitas igrejas que há na Igreja, a Igreja libertadora à Igreja castigadora, a Igreja dos pobres à Igreja do poder. Eu, não crente desde sempre e dificilmente convertível, deposito imensa esperança na Igreja do exemplo que este Papa nos promete. Sei que não sou o único. E sei que uma igreja que se quer universal não se dirige apenas aos seus.
Retirado do Facebook | Mural de Daniel de Oliveira
Como ateu, tenho a minha opinião formada, desde há muito e em definitivo, sobre Fátima – a qual creio ser fácil de presumir. Essa leitura (certa ou errada) tem a montante um esforço de racionalidade, que é natural em quem não foi “tocado pela fé”. Não me recordo de alguma vez ter discutido o tema de Fátima com crentes, porque sempre entendi que me situava num plano diverso, e irreconciliável, no tocante à interpretação do fenómeno. Mas que fique claro: respeito sinceramente quem acredita no “milagre” de Fátima, como matéria de fé.
Serve isto para dizer que, sendo embora “de outra freguesia”, acho de uma grande insensatez o debate que aí vejo, envolvendo figuras da igreja, sobre se o que se passou há um século, em Fátima, foi uma “visão” ou uma “aparição”. São reflexões sobre os factos que, em alguns casos, relevam da procura de uma certa racionalidade. Ora Fátima ou é uma matéria estrita de fé ou não é – e aqui tudo muda de figura. Posso estar enganado, mas ao enveredar por estas “technicalities”, a igreja católica abre um caminho fácil à contestação de Fátima. Se segue por esta via, com facilidade podem ser trazidos à colação textos de Tomás da Fonseca, de Mário de Oliveira e até de Fina da Armada, entre muitos outros. É isso que querem? Eu aconselharia a que, quem acredita, continuasse no registo cândido da Virgem que apareceu aos pastorinhos sobre uma azinheira. E ponto.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa

Gostar da França não me impede de ler a sua história sem arrebatamentos e olhar para as suas grandes figuras com a distância a que nos devemos colocar de quem nos vê como alimento, ou como combustível para a fornalha dos seus egos.
Não posso influenciar as eleições francesas, mas as eleições francesas influenciam-me. Os perigos do ricochete conferem-me o direito à opinião. As falsas promessas do nacionalismo francês que estão à venda na segunda volta das eleições francesas constituem a maior ameaça para mim e para a Europa. Isto porque o nacionalismo francês é, tem sido sempre, a causa das grandes catástrofes da Europa.
A França e o nacionalismo francês são o maior perturbador Europeu.
Ao contrário do que a historiografia francesa, os seus brilhantes pensadores têm querido e conseguido impingir como verdade, o principal perturbador europeu é a França e não a Alemanha, ou a Prússia, ou o império austro-húngaro. É por a França ser o trouble maker europeu que as eleições para a presidência da República Francesa são tão importantes para os europeus.
Napoleão, a estrela quase anã do nacionalismo francês, era um oportunista, antes de ser um tático militar, era um videirinho com a única ambição de subir na vida. Escreveu numa carta à irmã: Como o nosso pai se orgulharia do que nós conseguimos! “ Voilá. Rodeou-se de pequenos escroques — que serão os seus generais, os seus marechais. Tipos, como ele, capazes de tudo para se promoverem. O nacionalismo francês tem estas raízes de obscuros trepadores sociais, violentos e sem escrúpulos. A família Le Pen é um típico produto desta França de pequenos negociantes, de pequenos traficantes, de pequenos criminosos. A biografia da maioria dos generais e marechais de Napoleão é a de faquistas de esquina, corruptos como intendentes, corajosos fisicamente quando se trata de salvar a pele, incultos e com fé no chefe, enquanto ele lhes garantir o direito ao saque. A única grandeza dos nacionalistas franceses está nos dourados e nas plumas dos uniformes com que disfarçam a sua cupidez.
Ter um sargento da cavalaria napoleónica arvorado em general, ou marechal, de espada desembainhada e cavalos à carga a dirigir a França não augura nada de bom.
O nacionalismo francês, com estas origens napoleónicas, provocou a guerra contínua na Europa desde 1796, quando Bonaparte marcha para a campanha de Itália, até à derrota em 1815, em Waterloo. Em 1870 nova guerra nacionalista contra os alemães por causa da Alsácia-Lorena (guerra franco-prussiana), depois a I Grande Guerra, a derrota na II Guerra Mundial, a humilhação da Indochina, a arrogância racista que terminou com a derrota na Argélia…
A vitória do nacionalismo francês termina sempre com uma guerra e com uma derrota.
A família Le Pen é herdeira desse negro passado, sempre com o engodo de restituir a grandeza da França, e afirmar a superioridade dos franceses!
Há sempre crentes para estes saldos de promessas! No domingo saberemos quantos!
Carlos Matos Gomes | 1946; militar na reforma, historiador in Medium.com

Empresas de Formação Credenciadas ou Formadores Diplomados para:
Pedreiros
Canalizadores
Eletricistas
Ladrilhadores
Azulejadores
Carpinteiros de limpos e toscos
Carpinteiros de acabamentos
Pintores de Construção Civil
Técnicos / Condutores de Obra
Técnicos de Topografia
Técnicos de Medições e Orçamentos
Técnicos de Energias Renováveis
Técnicos de Instalações AVAC
Técnicos de Instalações Elétricas
Exige-se domínio da língua francesa – Formação a prestar em Argel, Argélia.
Respostas com CV para: Vítor Coelho da Silva, viplano@hotmail.com
David Hurn reveals the story and the process behind an iconic image of The Beatles’ Ringo Starr

In 1964 The Beatles starred in the feature film A Hard Day’s Night. Blurring the lines between the reality of their pop-star status and fiction, the film follows several days in the life of the group as they navigate television appearances and record label executives. Coming at the height of ‘Beatlemania’ the screaming fans depicted in the film were mirrored by the hoards of fanatic young girls that would await the band at all of their public appearances. David Hurn, following a tradition of Magnum photographers working on film sets, took this photograph of fans eyeing Ringo Starr on the moving train, where the film was primarily shot.
The Behind the Image series uncovers the untold stories that lie behind some of the most-well known images by Magnum photographers. Here, we speak to Magnum photographer and judge of the 2017 LensCulture and Magnum Photography Awards David Hurn to discuss the sequence of events that led to the surreal moment, and what might have happened had he not taken that shot.
What is happening in this photograph?
The photograph was shot in 1964 during the making of the film A Hard Days Night, a film staring The Beatles. Ringo Starr (Richard Starkey, MBE), is sitting in the carriage of an old-fashioned train. Fans have invaded the train and are looking through the outside window.
I
Escrito em tom coloquial e próximo ao de um diário íntimo, o romance Sob as Sombras da Agonia (Lisboa, Chiado Editora, 2016) marca a estréia no gênero (tardia, mas auspiciosa) do jornalista, contista, cronista e crítico literário Wil Prado (1952). Saudado com entusiasmo por romancistas experientes e consagrados, como Raduan Nassar (Prêmio Camões de 2016) e João Almino, o livro demorou anos para sair à luz e traz flagrantes influências dos anos 70, época em que o boom da ficção latino-americana conquistou corações e mentes da geração de futuros escritores nascida nos anos 50.
Essa constatação é avalizada pelo jornalista e poeta Salomão Sousa na apresentação que escreveu para este livro de seu antigo colega de redação no Correio do Planalto na Brasília daqueles anos, na qual observa que Sob as Sombras da Agonia não se trata de um romance de formação, “mas de crítica social, descendente de Graciliano Ramos e de Dostoiévski e de outros mestres que lidam com o questionamento da realidade”.
O livro sai a uma época propícia porque denuncia o quanto a alta burguesia é capaz de fazer para manter o seu status, manipulando a vida e o futuro dos “humilhados e ofendidos”, na expressão dostoievskiana, desde a utilização das pessoas humildes como mercadorias até o assalto aos cofres públicos para utilizar para fins inconfessáveis recursos provenientes dos impostos pagos pela população e que deveriam ser aplicados na construção de hospitais, escolas, rodovias e outras obras de infraestrutura (sem superfaturamento).
As aldeias abandonadas de Espanha e de Portugal são um dos resultados do vazio do projecto europeu do pós-guerra. São simultaneamente reais e simbólicas. As aldeias vazias do pós-guerra recordam-me o castelo templário do Almourol, isolado e vazio no meio do Tejo, junto a Tancos e à Barquinha onde nasci.
Em Portugal, após o inevitável fim das impossíveis soberanias coloniais – inevitável porque contra a ordem mundial imposta pelos vencedores da II Guerra e impossível porque contra os objectivos finais do colonialismo de lucrar com a exploração barata de matérias-primas e a transformação em produtos de alto valor –, restou um vazio disfarçado com o objectivo nacional da integração europeia. O novo desígnio. A bebedeira foi curta, mas provocou uma ressaca profunda. Hoje vivemos a ressaca do vazio que, por um lado, criámos e, por outro, encontrámos.
17/04/2017
A piedosa fábula do “colonialismo português de rosto humano” é uma falsidade histórica. Ver Marcelo repeti-la no lugar do crime é uma vergonha.
odo o indígena válido das colónias portuguesas fica sujeito, por esta lei, à obrigação moral e legal de, por meio de trabalho, prover ao seu sustento e de melhorar sucessivamente a sua condição social.” Este é o artigo primeiro do Regulamento Geral do Trabalho dos Indígenas nas Colónias Portuguesas, de 1914. O segundo esclarece que o indígena que não trabalhe sem para isso ter motivo “de força maior” será condenado (é mesmo esta a expressão) a trabalho.
É certo que se estabelece que este deve ser pago e nunca “superior às suas forças”, mas igualmente se diz que os indígenas não podem despedir-se e que se fugirem serão capturados e castigados – condenados a mais trabalho. E, no artigo 47.º, lê-se: “Pelo facto do contrato celebrado perante a autoridade pública, os patrões recebem os poderes indispensáveis para, quando e enquanto a autoridade o não possa fazer por si própria, assegurarem o cumprimento das obrigações aceites pelos serviçais ou a repressão legítima da falta desse cumprimento. No exercício desse poder ser-lhes-á permitido prender os serviçais que (…) se recusarem a trabalhar (…), [assim como] evitar que cometam faltas e empregar os meios preventivos necessários para os desviar da embriaguez, do jogo, e de quaisquer vícios e maus costumes que lhes possam causar grave dano físico ou moral.” Esta “necessidade” é explicada no preâmbulo do decreto: “Preciso é (…) pôr nas mãos dos patrões direitos sem os quais não é possível manter a disciplina.” Para tal, é-lhes permitido terem uma milícia nas suas propriedades. E o regulamento específico para Moçambique, do ano anterior, prevê que usem “os meios possíveis” para “melhorar a educação” aos indígenas, “corrigindo-os moderadamente, como se eles fossem menores”. Prescreve também o luxo de um dia de repouso semanal, mas para ser gozado no local de trabalho, do qual o “serviçal” só se pode ausentar por quatro horas. Ainda assim, estes regulamentos falam de contratos “livres” e “voluntários” e proíbem grilhetas e algemas – não fosse alguém confundir o regime com o da escravatura.
Oh Yes
—
there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it’s too late
and there’s nothing worse
than
too late.
—-
Charles Bukowski

Following the release in the US, The Digital Mind, published by MIT Press, is now available in Europe, at an Amazon store near you (and possibly in other bookstores). The book covers the evolution of technology, leading towards the expected emergence of digital minds.

Here is a short rundown of the book, kindly provided by yours truly, the author.
New technologies have been introduced in human lives at an ever increasing rate, since the first significant advances took place with the cognitive revolution, some 70.000 years ago. Although electronic computers are recent and have been around for only a few decades, they represent just the latest way to process information and create order out of chaos. Before computers, the job of processing information was done by living organisms, which are nothing more than complex information processing devices, created by billions of years of evolution.
Computers execute algorithms, sequences of small steps that, in the end, perform some desired computation, be it simple or complex. Algorithms are everywhere, and they became an integral part of our lives. Evolution is, in itself, a complex and long- running algorithm that created all species on Earth. The most advanced of these species, Homo sapiens, was endowed with a brain that is the most complex information processing device ever devised. Brains enable humans to process information in a way unparalleled by any other species, living or extinct, or by any machine. They provide humans with intelligence, consciousness and, some believe, even with a soul, a characteristic that makes humans different from all other animals and from any machine in existence.
But brains also enabled humans to develop science and technology to a point where it is possible to design computers with a power comparable to that of the human brain. Artificial intelligence will one day make it possible to create intelligent machines and computational biology will one day enable us to model, simulate and understand biological systems and even complete brains with unprecedented levels of detail. From these efforts, new minds will eventually emerge, minds that will emanate from the execution of programs running in powerful computers. These digital minds may one day rival our own, become our partners and replace humans in many tasks. They may usher in a technological singularity, a revolution in human society unlike any other that happened before. They may make humans obsolete and even a threatened species or they make us super-humans or demi-gods.
How will we create these digital minds? How will they change our daily lives? Will we recognize them as equals or will they forever be our slaves? Will we ever be able to simulate truly human-like minds in computers? Will humans transcend the frontiers of biology and become immortal? Will humans remain, forever, the only known intelligence in the universe?
Arlindo L. Oliveira | Presidente do Instituto Superior Técnico
A APCL está no Facebook desde 6 de Abril de 2017. Os nossos princípios podem ser sintetizados da seguinte maneira. 1) Acreditamos na promoção da leitura, bem como na compreensão e construção dos sentidos do humano através da literatura. 2) Entendemos a actividade crítica como comentário de textos considerados artísticos, independentemente da situação de comunicação que desencadeia e/ou particulariza esse comentário. 3) Valorizamos a heterogeneidade litigante do conhecimento.
(Manuel Frias Martins)
A maldade bebe a maior parte do veneno que produz.
Séneca

O fim da trilogia | 3 de Maio nas livrarias

No passado fim-de-semana foi o 60ª aniversário da EU. Num palco em Roma, repleto de líderes progressistas de toda a Europa, revelámos o nosso New Deal Europeu, um programa económico para salvar a Europa de si mesma.
Além disto, para surpresa de grande parte dos meios de comunicação social mundiais fizemos um convite público a atores políticos, movimentos e grupos em toda Europa para levar este New Deal Europeu a votação.
É isso mesmo: um ano após a participação na conversa global sobre como salvar a EU, estamos agora a organizar-nos para o fazer acontecer!
(Se não conseguiste estar presente no nosso magnífico encontro em no Teatro Itália de Roma – vê este vídeo)
Vítor, temos muito trabalho nos próximos meses, visto que caminhamos para uma nova fase. Enquanto membros do DiEM25 temos todos de discutir como atrair a mais vasta aliança de democratas por detrás do New Deal Europeu, e torná-lo realidade.
Depois, a 25 de Maio, juntar-nos-emos novamente em Berlin no Teatro Volksbühne local de nascimento do DiEM25’s) onde iremos anunciar o quadro de referência para levar o trabalho do nosso movimento para as atuais políticas da união.
Este é o nosso movimento. Precisamos de tantas vozes e propostas quanto possível para trazer a mudança à Europa. Por favor junta-te a esta discussão fulcral e guia o DiEM25 para esta nova fase entusiasmante.
Obrigada e carpe DiEM25!
Luis Martín
DiEM25 Coordenador de Comunicação
PS – Como as eleições presidenciais francesas – essenciais para o futuro da EU – estão ao dobrar da esquina, tivemos uma discussão animada (liderada pelos nossos membros franceses) sobre a qual deverá ser a nossa posição a esse respeito. Vê este documento informativo para saber mais sobre as conclusões e decide a posição do DiEM25 mediante votação (a votação termina à meia noite de dia 11 de Abril!).
A UE é um dos mais livres e iguais espaços de cidadania. Isso já não é coisa pouca e deveria aconselhar-nos a cuidar da sua preservação e aprofundamento.
O atual Tratado da União Europeia foi negociado num convento belga. A primeira versão, que mais tarde seria tantas vezes emendada até ao Tratado de Lisboa, foi terminada no início de 1957. Escolheu-se um local e uma data — Roma, 25 de março — para a sua assinatura por três presidentes e três monarcas dos seis países fundadores da UE.
Tomadas estas decisões, um funcionário da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço foi metido num comboio a partir do Luxemburgo. Levava com ele o texto do tratado e as máquinas de mimeografia que então se usavam para imprimir as cópias que seriam solenemente assinadas em Itália. Mas quando chegou à fronteira da Suíça este primeiro eurocrata ouviu um barulho na sua carruagem que prenunciava o pior. Sem que ninguém se tivesse lembrado disso, havia então uma lei suíça que determinava que as carruagens de mercadorias e as de passageiros fossem separadas e seguissem caminhos diferentes. O pobre homem lá perdeu um tempo precioso a localizar as máquinas de mimeografia e chegou à capital italiana já muito próximo da data da assinatura do tratado.
“Deus-Dará”, da Alexandra Lucas Coelho, é um grande romance, dos melhores que li em alguns anos entre autores de Portugal, tão bom que demorará a entrar, muito além da boa prosa jornalística que imediatamente nos conta uma boa história, muito além da imediatidade, e do circo todo ele cheio de pressa, do reconhecimento, das críticas, dos prémios.
Há grandes romances de várias espécies. O da Alexandra exemplifica aquela espécie de romance que consegue capturar a singularidade de um tempo que foi vivido por muitos de uma geração. Evitarei as comparações, mas o próprio romance trá-las nos seus intertextos. Esta geração, que é bastante a minha, em que tantos se acharam a viajar oportunidades fora, teve muitos no Brasil que se surpreenderam a experiência de não serem aí verdadeiramente estrangeiros, mas aí conhecerem em muitos aspectos a experiência do que trazemos de estrangeiros em nós mesmos, desde logo como portugueses, imperialistas escravistas que pouca memória guardam de o ter sido, como falantes a reencontrarem-se na sua própria língua apesar de quase emigrados nela, e como testemunhas de um país continental de tantas maneiras e a tantas escalas vertiginoso.
Quelque chose de fantastique vient de se produire. Le “Trump” des Pays-Bas, Geert Wilders, vient d’être battu aux élections, alors qu’il était en tête de la course électorale jusqu’au dernier moment!
Wilders avait promis de faire fermer toutes les mosquées, de faire sortir les Pays-Bas de l’Union européenne et d’interdire le Coran. Après Trump et le Brexit, le monde entier avait les yeux rivés sur les Pays-Bas: l’extrême-droite allait-elle poursuivre sa terrifiante trajectoire?
Mais en fin de compte, le peuple néerlandais a voté pour l’espoir au lieu de la haine. La marée de politiques fascisantes commence enfin à refluer! Notre mouvement était au coeur de cet effort: de quelle manière?
20 000 manifestants, 500 km en bus, une vidéo virale visionnée 5 millions de fois, une annonce publicitaire vue par 300 000 personnes, et tout un mouvement uni contre la haine.
Em tempos, sempre que chegava a Primavera chegava o francês para passar uma temporada em casa da minha então vizinha de cima. Era a época em que o colchão da vizinha rangia das molas todas as noites. Caiam objectos, soltavam-se ais e gemidos, a revolução abanava as paredes e gritava-se viva la france com a bastilha a ser tomada várias vezes pela noite dentro. De manhã, calhava-me encontrar o francês no elevador e na circunstancial conversa lá arriscava “vacances?”, “oui”, respondia ele lascivo e meio desgrenhado de sorriso morno, como se a revolução ainda lhe estivesse no pêlo. Uma temporada, uma manhã, encontrei o francês no elevador e soltei o tradicional camarada de circunstância “vacances?”, “comme ci comme ça” foi tudo o que disse à procura de um ponto onde assentar os olhos. Nunca mais vi o francês.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Cilinha sabia que de tudo que sabia o que mais lhe valia era a beleza da juventude. Foi no tempo da revolução, era eu ainda muito miúda. Muito miúda era o disfarce do tempo com que rematava a existência. Nunca poderia ter muita idade, se tudo o que sabia lhe vinha de ter de sido muito miúda a todo o tempo de todas as datas. Mas muito miúda já não lhe servia. Sempre que dizia muito miúda sentia os olhos interlocutores percorrerem-lhe o socalco das rugas. Os caridosos nunca deixarão os pobres sair da pobreza, diz-me a minha intuição. Cilinha passou a fazer da longevidade da própria vida um oráculo, uma bola de cristal que consultava por intuição. Cilinha nunca envelheceu. Morreu bela e jovem, como um vampiro da vida.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Prémios. Por muito que me custe, passo o dia e parte da noite a ouvir notícias sobre os bancos. Notícias de milhões, o BES e grupo de forcados associados torrou 10 mil milhões, o BPN do pobre Oliveira e Costa e família de amigos de Cavaco Silva, de 6 a 8 mil milhões, o BANIF de oque e amigos, um pouco menos, a Caixa um 3 ou 4 mil milhões de imparidades, o Montepio, o BCP, o BPI … Do que oiço e ouvi, todos os conselhos de administração, conselhos fiscais, mesas de assembleias gerais destas e doutras desnatadeiras receberam chorudos prémios de gestão… O Ministério Público não se interessa em saber se foi incompetência ou corrupção, a doutora Cristas, toda bem disposta diz que era de confiar e assinava de cruz, com os pés dentro de água e a pele a luzir de bronzeador. O público, como nas touradas grita Bravo e Olé!
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes
Passaram 75 anos desde que Soeiro Pereira Gomes dedicou aos homens que nunca foram meninos “Os Esteiros”, pensando em todos aqueles a quem foi roubado o direito a ser criança, o direito a frequentar a escola, o direito a uma cidadania plena com igualdade de oportunidades.
Três quartos de século depois, continua a ser necessário pensar nos que, por muitas razões, não tiveram acesso à educação em quantidade e qualidade necessárias para a sua plena inserção. A igualdade de oportunidades é um desígnio para uma sociedade inclusiva e democrática!
Para lá de todos os défices de que tanto se fala, o grande e silencioso défice estrutural da nossa sociedade é o défice das qualificações. Um défice que o anterior Governo não quis combater porque na sua visão de Direita a segunda oportunidade educativa não era uma prioridade. Um défice social que nunca preocupou o PSD ou o CDS e que é tão ou mais importante reduzir quanto o défice orçamental.
Relançar a educação e formação de adultos é cumprir mais um compromisso que o PS assumiu com os portugueses.
Esta é a razão de ser do programa Qualifica: estratégia de educação e formação de adultos que combina reconhecimento, validação e certificação de competências com formação complementar obrigatória ajustada a cada caso.
A grande ambição da educação e formação de adultos é o combate à desigualdade pela falta de qualificações e competências. Mas, é também suprir um défice social e pagar uma dívida da democracia para os cidadãos que não tiveram oportunidade de estudar.
Acompanhei e privei com muitos que, por falta de condições económicas, não puderam estudar. Gente capaz, inteligente, culta e autodidata que procurou nas bibliotecas o acesso gratuito a livros para aprender mais, nos amigos ajuda para sonhar com outro mundo, na força da vida de trabalho crescer como cidadão. Mas sempre com a tristeza de não ter frequentado os bancos da escola…Dar novas oportunidades a quem foi excluído do sistema de ensino é uma dívida da sociedade democrática, porque os “homens que nunca foram meninos” merecem e porque a exclusão escolar é ainda um problema do presente.
SECRETÁRIA-GERAL-ADJUNTA DO PS
Quand un individu rencontre sa moitié, le couple se perd dans un océan d’amour, amitié et intimité… ce sont les personnes qui passent leur vie ensemble ; pourtant, ils ne savent pas expliquer ce qu’ils veulent l’un de l’autre. Car le désir intense que tous deux ont pour l’autre ne semble pas être le désir de l’amour physique, mais le désir de quelque chose que l’âme de tous les deux il souhaite ne peut exprimer.

Nous sommes sur le point d’éradiquer les éléphants de la surface de la Terre. Leur situation est si grave que certains naissent désormais sans défenses, en un ultime coup de poker au grand jeu de l’évolution pour survivre à la cruauté humaine.
Pour la première fois, la Chine, le plus grand importateur d’ivoire au monde, a annoncé une interdiction de l’ivoire. Aujourd’hui, si nous sommes assez nombreux, nous pouvons amener l’Europe, le premier exportateur mondial, à suivre son exemple!
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A utilização do velho truque de Nero, de lançar fogo a Roma e acusar os cristãos, pelos jovens neofascistas do movimento “Nova Portugalidade” a propósito de uma conferência/comício de Jaime Nogueira Pinto numa faculdade, trouxe o tema da relação do nacionalismo com a democracia à actualidade. Jaime Nogueira Pinto sabe de história e de política. Conhece a teoria e a prática. Jaime Nogueira Pinto sabe da incompatibilidade entre nacionalismo e democracia, mas sabe também que com verdades, como dizia um júnior do partido popular, não se ganham eleições. Na atual fase da história aqui em Portugal é conveniente afirmar exactamente o contrário, a compatibilidade entre nacionalismo e democracia. O caminho faz-se caminhando e chegará o tempo de retirar a máscara e chamar à ditadura democracia orgânica.
Passe a redundância, o nacionalismo é incompatível com a democracia porque o nacionalismo se baseia em conceitos incompatíveis com a democracia. O nacionalismo baseia-se no conceito da superioridade. Os nacionalistas defendem a superioridade do seu grupo e logo a inferioridade dos outros. O nacionalismo defende a desigualdade entre grupos. A democracia defende a igualdade. A afirmação da superioridade causa naturais reacções nos que são considerados inferiores. Daí a violência dos nacionalistas. A superioridade só pode ser imposta pela força. O nacionalismo defende a violência. Mas a violência só pode ser eficaz se for dirigida e executada pelos mais fortes. O nacionalismo defende a desigualdade interna, daí os corpos especiais e os privilégios e os direitos das elites.
Eles sabem que o CDS, o PSD, o PS os abandonaram à sua sorte, estão-se literalmente borrifando para as “causas fracturantes” do Bloco de Esquerda, e a “linguagem de pau” do PCP não os mobiliza. Eles esperam no seu fel – até um dia.
Na semana passada a televisão portuguesa fez várias notícias sobre a recepção de refugiados yazidis sírios e iraquianos e as condições que lhes estão a ser preparadas por algumas organizações, autarquias e o próprio Estado. Mostrava-se o interior de uma casa que ia ser entregue a uma família refugiada, e as condições em que iam recomeçar a sua vida em Portugal. Estava a ver essas imagens num café e restaurante popular, onde várias mulheres trabalham na cozinha. Conheço-as pessoalmente – é gente que tem um salário mínimo e que trabalha em muito más condições, num local quente e acanhado, durante imensas horas. Não são estatisticamente pobres, mas são pobres. Têm salário, têm uma profissão, precária que seja, têm famílias e filhos, são umas novas e outras de meia-idade, mas são pobres.

A FUNDEC – Associação para a Formação e o Desenvolvimento em Engenharia Civil e Arquitectura, tem o prazer de anunciar a V. Exa(s). o curso “INTRODUÇÃO À REABILITAÇÃO DE EDIFÍCIOS DE BETÃO ARMADO”, agendado para os dias 20 e 21 de Março, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, com coordenação do Prof. Fernando Branco, do Prof. João Gomes Ferreira e do Prof. João Ramôa Correia.
Em anexo envia-se o Programa, que detalha os destinatários, objectivos e conteúdos, e a Ficha de inscrição.
Coordenação: Prof. Fernando Branco (IST), Prof. João Gomes Ferreira (IST) e Prof. João Ramôa Correia (IST)
Data: 20 e 21 de Março de 2017
Horário: 9h00 às 18h00
Local de realização: IST – DECivil, Av. Rovisco Pais, 1049-001 Lisboa
Custo: 500€ + IVA 23% (615€)
Informações adicionais poderão ser solicitadas.

Imagino que o máximo que pode acontecer naqueles perfis que estão numa relação, eventualmente com alguém, não especificam, depois estão solteiros, eventualmente com alguém, não especificam, depois estão numa união de facto, eventualmente com alguém, não especificam, depois estão outra vez numa relação, eventualmente outra vez com alguém, outra vez não especificam, depois “poensia”, florinhas, gatinhos, coisinhas lindinhas e outra vez gatinhos e pouco mais, que mais não especificam, se houver um golpe de estado ou coisa que o valha, não especificam e alteram a relação para “é complicado”.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador

Nos péchés sont fabriqués dans le ciel pour créer notre propre enfer, dont évidemment nous avons besoin.
Charles Bukowski
Não, hoje não é dia para frases lamechas. Não é dia para oferecer flores (podem oferecer noutros dias), não é dia para realçar as mulheres belas, recatadas e do lar. Não é dia de colocar a mulher num pedestal e deixá-la cair no dia seguinte. A emancipação da Mulher não passa por unhas de gel, campanhas de marketing ou oferta de electrodomésticos para proveito dos companheiros ou maridos. Hoje é dia de não deixar cair no esquecimento as lutas travadas pelas mulheres ao longo da História. Hoje é dia de homenagear as mulheres anónimas que, em cenários de guerra, fome, violência, lutam diariamente por um mundo mais justo e igualitário. Hoje é dia de fazer sentir aos homens que temos um percurso comum, somos diferentes mas devemos ter direitos iguais. O dia também é deles porque podem contribuir e juntar-se à nossa luta. O dia também é de alerta para algumas mulheres que, inconscientemente, moldadas por modelos sociais, aceitam e reproduzem cenários machistas. As mulheres sustêm o mundo, sonham-no e constroem-no contra todo o tipo de limitações e condicionamentos. Saibamos honrar a luta das que nos antecederam porque nada é garantido e ainda há muita luta a travar. Saibamos ser orgulhosamente mulheres: inteligentes, sensíveis, lutadoras, sonhadoras, assertivas, conquistadoras. Porque o lugar da mulher é na revolução.
Retirado do Facebook | Mural de Carla Manuela Mendes
Fofinhos, talvez dizer-vos que hoje é dia da mulher, não é dia dos namorados, portanto, flores e florzinhas, bombons e pinchavelhos e almocinhos coisinhos… Enfim. Se o dia da mulher tem simbolismo e serventia, não é de certeza a de mais uma xaropada de objetificação do feminino.
Moças, não se passem por tolinhas por um molho de nabiças com pétalas. Amanhã está tudo na mesma, a pilha de roupa continua a ser a mesma para passar a ferro e no fim do mês a folha de ordenado não mente.
Sobre os presentes que se dão às mulheres, que os presentes insistem em ter destinatário no género, lembro-me de um programa que passou na tv há uns anos, em que um casal, cada programa um casal diferente, um homem e uma mulher, duas personalidades conhecidas, seguiam de carro conversando sobre as coisas dos homens e das mulheres e das relações entre eles. Tipicamente, os homens compareciam ao programa com flores para oferecer à mulher. Num dos programas, o casal convidado foi a Julie Sergent e o Otelo Saraiva de Carvalho, e o que o Otelo ofereceu à Julie Sergent foi um saco de alheiras.
Está bem, está bem, o Otelo e blá-blá, mas é nesta e noutras que se vê quem é capaz de alinhar na revolução.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
“…o PSD não consegue ser pós-cavaquista; enquanto o PCP continua retro-cunhalista; o CDS, amarrado ao pós-moderno reaccionário; e o BE a indignar-se, com devoção, ao socialismo catedrático. Daí que o verbo Portugal continue a ser substituído pelo nacionalismo patriotorreca, que alguns psicopatas sentenciadores vão conjugando, em pretérito de revisionismo histórico, enquanto a partidocracia persiste na autoclausura reprodutiva, entre uma direita que convém à esquerda, a da mera oposição empírico-analítica ao fantasma do inimigo, para que este, em preconceito, acirre o pensamento RGA, o da nostalgia da revolução por cumprir, onde o Maio 68 continua a algemar a libertação de Abril. Todos com historiografias do caixote de lixo das ideologias, neste país dominado por enjoados manhosos, que sonham instrumentalizar a luta de invejas, pela tradicional subversão a partir do aparelho de Estado.” (JAM, 2 de janeiro de 2012, in DN)
Retirado do Facebook | Mural de José Adelino Maltês
Pessoas que não são gordas, estão é fortes, e não é fácil que enfraqueçam, derivado a passar fraqueza, porque são largas de ossos. Homens que não são gordos, têm é barriga… Se tirarem a barriga… Mas não tiram, e assim se mantém infinitamente magros com barriga, a mesma barriga que até já esteve maior, no verão passado, por exemplo, quase a fazer crer que já nem é barriga, mas apenas o umbigo que cresceu em metamorfose definitiva. E quase não comem, não comem nada, toda aquela carga é que se lhes foi colando aos ossos como um injusto bónus desta passagem pelo mundo que é vida.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
En la vida conoci mujer igual a la Flaca
Coral negro de la Habana, tremendisima mulata
Cien libras de piel y hueso, cuarenta kilos de Salsa
En la cara dos soles que sin palabras hablan
Que sin palabras hablan
La Flaca duerme de dia, dice que asi el hambre engaña
Cuando cae la noche baja a bailar a la Tasca
Y bailar y bailar, y tomar y tomar
Una cerveza tras otra pero ella nunca engorda
Pero ella nunca engorda
Por un beso de la Flaca daria lo que fuera
Por un beso de ella, aunque solo uno fuera
Por un beso de la Flaca daria lo que fuera
Por un beso de ella, aunque solo uno fuera
Aunque solo uno fuera
Mojé mis sabanas blancas, como dice la canción
Recordando las caricias que me brindó el primer día
Y enloquezco de ganas de dormir a su ladito
Porque Dios que esta flaca a mi me tiene loquito
O-oh, a mi me tiene loquito
Por un beso de la Flaca daria lo que fuera
Por un beso de ella, aunque solo uno fuera
Por un beso de la Flaca daria lo que fuera
Por un beso de ella, aunque solo uno fuera
Aunque solo uno fuera
Por un beso de la Flaca daria lo que fuera
Por un beso de ella, aunque solo uno fuera
Por un beso de la Flaca daria lo que fuera
Por un beso de ella, aunque solo uno fuera
Como nena ven, quiero que te muevas y sentir tu piel
Réponse partial
Madame Bovary pour sa modernité. L’auteur décrit si bien la femme qu’elle semble intemporelle. Le décor a certes changé mais pas les inspirations, pas les idéaux et la soif d’exister pour soi et non à travers l’homme. Quoi ses amants? Qui n’en a pas ou du moins qui n’en a pas eu l’intime pensée?
[Commentaire de Antonio Giuseppe Satta]
Retirado do Facebook | Mural de Gallimard
Ci-dessous, Virginia Woolf (1882-1941) photographiée par George Charles Beresford en 1902.

In his 2014 book, Arrival of the Fittest, Andreas Wagner addresses important open questions in evolution: how are useful innovations created in biological systems, enabling natural selection to perform its magic of creating ever more complex organisms? Why is it that changes in these complex systems do not lead only to non-working systems? What is the origin of variation upon which natural selection acts?
Wagner’s main point is that “Natural selection can preserve innovations, but it cannot create them. Nature’s many innovations—some uncannily perfect—call for natural principles that accelerate life’s ability to innovate, its innovability.”
In fact, natural selection can apply selective pressure, selecting organisms that have useful phenotypic variations, caused by the underlying genetic variations. However, for this to happen, genetic mutations and variations have to occur and, with high enough frequency, they have to lead to viable and more fit organisms.
In most man-made systems, almost all changes in the original design lead to systems that do not work, or that perform much worse than the original. Performing almost any change in a plane, in a computer or in a program leads to a system that either performs worst than the original, or else, that fails catastrophically. Biological systems seem much more resilient, though. In this book, Wagner explores several types of (conceptual) biological networks: metabolic networks, protein interaction networks and gene regulatory networks.
Each node in these networks corresponds to one specific biological function: in the first case, a metabolic network, where chemical entities interact; in the second case, a protein interaction network, where proteins interact to create complex functions; and in the third case, a gene regulatory network, where genes regulate the expression of other genes. Two nodes in such networks are neighbors if they differ in only one DNA position, in the genotype that encodes the network.
He concludes that these networks are robust to mutations and, therefore, to innovations. In particular, he shows that you can traverse these networks, from node to neighboring node, while keeping the biological function unchanged, only slightly degraded, or even improved. Unlike man-made systems, biological systems are robust to change, and nature can experiment tweaking them, in the process creating innovation and increasingly complex systems. This how the amazingly complex richness of life has been created in a mere four billion years.
In Digital Minds
Arrival of the Fittest: why are biological systems so robust?
Os bárbaros da bola! Os nazismos (é de nazismo que se trata quando enfrentamos a cultura do ódio, da violência – dos Trumps e das Le Pen, do holandês, ou do hungaro, de que só sei pelos ecos das alarvidades de superioridade da sua raça) tem base de apoio visível e aplaudida. O caso é este, um jogador de futebol, Torres, do Atletico de Madrid sofreu uma falta violenta de um adversário e caiu inanimado no campo do Corunha. Teme-se o pior. A claque do Corunha canta e insulta. O jogador Torres é sujeito a manobras de reanimação que não se sabe se resultam e é retirado do campo. As claques berram.
O árbitro recomeça o jogo – the show must go on – os jogadores arrastam-se até aos 90 minutos. Os treinadores incentivam os jogadores como os donos incentivam os cães de luta. O árbitro entende que o jogador Torres é responsável pela interrupção e prolonga o jogo durante mais 7 minutos (até podia dar-se o feliz acaso de um jogador do Atlético, por qualquer razão emocional dar uma cabeça num adversário! Seria a apoteose.)
O festim continuou. Lembra o jornalista do El Pais: perante a insensatez do árbitro, os jogadores, os dirigentes, os treinadores, alguém com alguma higiene mental podiam ter mandado colocar a bola no centro do campo e esperar que o homem do apito apitasse, tivesse um reflexo de sensatez. Nada. A matilha tinha os focinhos no sangue. É esta a base de apoio do que por aí anda a levantar muros…

Fronteira dos EUA com o México
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes

O que vai acontecer ao Speedy Gonzalez? Com a ideia do genial Trump levantar um muro entre o México e os Estados Unidos já alguém perguntou ao fanático Rasputine que o aconselha ou à madame que lhe trata da imagem o que vai acontecer ao Speedy Gonzalez? Ele pode passar o muro? Fica retido? É deportado? O que vai acontecer ao Speedy Gonzalez? Já alguém se lembrou do Speedy Gonzalez?

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes
Lançamento do livro Freire, André (2017), Para lá da «Geringonça»: O Governo de Esquerdas em Portugal e na Europa, Lisboa, Contraponto. Prefácio do primeiro-ministro, António Costa.
Por Ana Catarina Mendes, Secretária-geral Adjunta do PS e Vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS, & Pedro Filipe Soares, líder parlamentar do BE (*).
Terça-feira, dia 07/03, às 18h30m, na livraria Bertrand do shopping Picoas Plaza.

L’Algérie n’a pas subi de conquête ou de colonie de peuplement arabe, et que, les Algériens, même ceux parlant l’arabe algérien ( en réalité un mélange de l’arabe classique et du berbère), sont dans leur totalité des Berbères.
(Ce texte est inspiré du volume N° 5 de l’histoire des Berbères par l’auteur Ibn Khaldoun. l’histoire des Berbères a été écrit en 13 volumes (29.000 pages) par le même auteur).
——————–
Le débat secouant la société algérienne sur la question cruciale de l’identité arabe ou berbère de l’Algérie nécessite un retour à la source de ce clivage. L’origine en est, bien entendu, l’expansion arabe en Afrique du nord. Certains affirment que les Arabes n’ont jamais conquis l’Algérie, d’autres se revendiquent une origine arabe justifiant ainsi l’identité arabe de l’Algérie. Qu’en est-il en réalité? Afin de répondre à cette question, deux périodes, marquées par deux mouvements d’expansion majeurs, doivent être prises en considération : La période de la première expansion et celle ayant trait à la seconde, celle les Béni-hillals
Receio que hajam muitos mais joãos bragas do que se supõe… Desde logo entre as mulheres que acham que os bons homens escasseiam porque andam a virar para o outro lado, o lado do inimigo, entenda-se, e os homens que suspeitando-se que o outro é do lado do inimigo das mulheres se afastam, não se dê o caso de serem confundidos ou aquilo ser alguma doença que se pegue e não tenha cura, “diz que quem experimenta já não volta”, mais a segurança social que andamos todos a pagar a gentes de outras raças para passarem o dia no mc donald’s sem fazer nada, mais as casas em lisboa que estão caríssimas por causa dos turistas – orgulhosamente sós é que estávamos bem – e do lobby dos moços do lado do inimigo das mulheres que controlam as zonas históricas, e mais as mulheres independentes que só por isso já correm o risco de reputação duvidosa, o que nos homens é mérito de campeão, para elas é “subir na horizontal”, ainda que mais mal pagas que eles, elas não podem ser inteligentes, o que elas têm de ser é “boas”, “boazonas”, casadas ou comprometidas, alto lá com as liberdades e violência doméstica – física e psicológica – a dar com um pau, e eles têm sempre de ganhar mais que elas e serem mais espertos para se sentirem seguros da sua macheza, “ao homem português a dependência da mulher é erotizante”, disse mais ou menos assim a Agustina, e quem mais ataca as mulheres são as outras mulheres, e esta é a ordem natural das coisas… E assim, sucessivamente, uma enormidade de disparates que se ouvem, vêem e observam, nesta democracia sem democratas, de pequenos pides coscuvilheiros, moralistas e invejosos da vida dos outros, genuínos amantes da liberdade, desde que não sejam contrariados. Gente que sai da barraca, mas a barraca nunca há-de sair deles.
Sim, este é um dos posts mais fofinhos que já publiquei e não me digam que não andam no mesmo país que eu e não ouvem o mesmo que eu oiço.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
(título garbosamente escolhido por VCS)
Sou completamente a favor. Podemos ter muitas razões de queixa dos ingleses, mas devemos-lhe muito mais. Os cruzados ingleses auxiliaram Afonso Henriques a conquistar Lisboa aos mouros. Não é pouca coisa não termos de andar nas ruas de camisa de dormir, de estarmos proibidos de salpicões, febras, presuntos e principalmente de sandes de coiratos antes de ir à bola. As mulheres devem dar graças por poderem guiar automóveis e tomar banhos de sol na praia. Também foram cruzados ingleses que estiveram na conquista de Silves, que permitu nos anos 70 a vinda dos ingleses e inglesas para Albufeira e para o 7 e 1/2. Devemos-lhe a melhor rainha da história, Felipa de Lencastre. As empresas de caminhos de ferro, de telefones, de transportes publicos, a industria do textil do algodão, a derrota dos franceses, até as colónias lhes devemos. Devemos-lhe o Churchill ter tratado Salazar como o pobre diabo que ele era na segunda guerra… devemos-lhe o barão de Forrester, que inventou o vinho do Porto… eu devo-lhes ter tido um MG… aos vinte anos… até as aventuras hípicas de uma égua de 7/8 de sangue inglês. Por mim, tudo isto e algo mais que é do foro privado vale uma oliveira secular, que, tenho a certeza, os ingleses a tratarão muito bem.
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes

Nada me dizes
A dor que há mim
Língua de fogo
Da bica escaldada
Erecto no paliteiro
Um palito, dois palitos
Dentes limpos
Do pastel de nata
Outro café
Outro palito
Que me fura a insónia
Da madrugada
IS
in “Pessegadas, poesia de facebook logo de manhã”
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Amigo maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
Em toda a parte todo o mundo tem
Em toda a parte todo o mundo tem
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
Aos meus dias nunca nada de extraordinário pontua, ou melhor, é sempre uma espécie de extraordinária rotina. Por exemplo, ontem fui ao final do dia ao shopping. A um daqueles shoppings muito grandes onde há de tudo, desde pessoas a comprar casacos de dois mil euros a outras que andam a cravar tabaco na área da restauração. E era mesmo para a área da restauração que eu ia, jantar qualquer coisa com amigos e colegas. Sabe-nos sempre bem, depois de um dia de trabalho, aquele exercício de andar a tourear mesas em faenas triunfantes e poses de capote até chifrarmos uma mesa em que caibamos todos, de tabuleiro na mão, enquanto a sopa arrefece e a salada aquece. Logo que entrei no shopping, a preparar-me para a corrida, que a lide ia ser difícil, dirigi-me a uma caixa multibanco para levantar uns trocos do que me pinga das offsuores, que a vida é mais transpirar. E foi então que desatei aos gritos. Aos gritos. E não parava de gritar. Uma mão humana acenava-me de dentro do ecran do multibanco, uma mão masculina a querer dizer-me alguma coisa insistia em gesticular na minha direção de dentro do ecran do multibanco. Estava um homem preso dentro da caixa do multibanco. Fez-se logo ali um ajuntamento de gente a saber o que se passava com a moça, que era eu, e logo a seguir sai de detrás da parede um homem sorridente a dizer-me que tivesse calma, que era da manutenção e estava a tentar dizer-me para não usar a máquina. Pronto, não passou disto e tudo se acalmou. A parte chata foi ter de aturar os que entraram de manutenção ao serviço de me consolar, “imagino o susto que apanhou”. Por cada susto que se apanha, há sempre vinte pessoas que imaginam o susto que os outros apanharam. Isto, pelas estatísticas de estudos norte-americanos ainda não realizados.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salavador
(Título inventado na hora por Vítor Coelho da Silva – Inês, desculpe-me, mas era necessário)
Today we’re launching #TheGreekFiles, a targeted campaign on EU transparency, one of the key values of our movement.
Here’s Yanis explaining the campaign in three minutes. Or read on below.
Deep in a vault in the headquarters of the European Central Bank (ECB) lie #TheGreekFiles, a legal opinion about the ECB’s role in snuffing out the Athens Spring in 2015.
If released, these documents could send shockwaves across Europe. And as a European taxpayer, you paid for them. But the ECB’s boss, ex-Goldman Sachs head Mario Draghi, says you can’t see them!
So former Greek Finance Minister Yanis Varoufakis and MEP Fabio de Masi, together with a broad alliance of politicians and academics, have announced they will file a mass freedom of information request to the ECB to uncover #TheGreekFiles once and for all.
If Mario says no, they’ll take the campaign to the next level, and consider all options – including legal action – to make this vital information public.
How can you help?
We must all throw light on the lawfulness and propriety of ECB decision-making – starting with this case – to give European democracy a chance, as well as to make the ECB less vulnerable to power politics.
Will you, Vítor, join this campaign and add your name to our struggle?
YES, I want to help unlock #TheGreekFiles!
Carpe DiEM25!
Luis Martín
DiEM25 Communications Coordinator
Ночь светла. Над рекой
Тихо светит луна.
И блестит серебром
Голубая волна.
Темный лес Там в тиши
Изумрудных ветвей
Звонких песен своих
Не поет соловей.
Под луной расцвели
Голубые цветы.
Они в сердце моем
Пробудили мечты.
К тебе грезой лечу,
Твое имя шепчу.
Милый друг, нежный друг,
По тебе я грущу.
Ночь светла. Над рекой
Тихо светит луна.
И блестит серебром
Голубая волна.
В эту ночь при луне
На чужой стороне,
Милый друг, нежный друг,
Помни ты обо мне.
Light is the Night. The moon is
Shining quietly over the river.
And there is silver moonshine
On the blue wave.
The forest is dark. The nightingale isn’t singing
Loudly its songs
On the emerald-green branches
Of the silent trees.
The blue flowers
Are in full bloom in the moonshine.
They have awakened dreams
In my heart.
I’m flying to you in my dreams,
Whispering your name.
My sweetheart, my darling,
I’m longing for you.
My darling, I’m still longing
For you this night.
My sweetheart, my darling,
I recall you in the moonlight ,
this night, still loving you
As much as always.
My sweetheart, my darling,
Remember me
Over there, in your homeland,
In the moonlight, this night.
My sweetheart, my darling,
Remember me…
I’ve nothing much to offer
There’s nothing much to take
I’m an absolute beginner
But I’m absolutely sane
As long as we’re together
The rest can go to hell
I absolutely love you
But we’re absolute beginners
With eyes completely open
But nervous all the same
If our love song
Could fly over mountains
Could laugh at the ocean
Just like the films
There’s no reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It’s absolutely true
Nothing much could happen
Nothing we can’t shake
Oh, we’re absolute beginners
With nothing much at stake
As long as you’re still smiling
There’s nothing more I need
I absolutely love you
But we’re absolute beginners
But if my love is your love
We’re certain to succeed
If our love song
Could fly over mountains
Sail over heartaches
Just like the films
If there’s reason
To feel all the hard times
To lay down the hard lines
It’s absolutely true
Na minha rua mora o Neco. O Neco é um gato. O Neco tem um dono, que é o dono do Neco e esta história começa todos os dias ao fim da tarde quando o dono do Neco vai passear o Neco à rua. O Neco passeia de trela pela rua como passeiam os cães. Não, não é assim que começa esta história, isso era dantes. Recomecemos a história. Os cães agora é que passeiam de trela pela rua como passeia o Neco. Assim pensa o Neco, todos os cães são gatos como ele e ele é o gato mais importante de todos. O Neco é o centro do mundo em desfile triunfante. Suave e firme, ondulante e negro, segura-nos com as esmeraldas que carrega nos olhos. Jaguar ou pantera, todo o mundo é dele. Primeiro os cães, e eles que se aproximem e que o adorem, para deles se afastar e ficar sozinho mais à frente. O Neco, que sabe tudo, deste e doutros mundos, sabe que ser o mais importante de todos é um lugar solitário e que da solidão dessa importância não pode vacilar. Segue-o o dono, na mera função de segurar a trela que o liga ao mundo. A trela é aparente. Um engodo que ilude todos, porque o Neco faz o que quer. Conhece-nos a todos, sabe quem somos e onde moramos, que lugar ocupamos na rua dele. E então espera-nos, escorrega-nos pelas pernas, depois pelas mãos, a salvar-nos do impulso de o querermos para sempre. Atiça-nos as esmeraldas com a promessa de voltar, se ele quiser, quando ele quiser. É ele que manda. Tem as verduras da frutaria para ver, e isso agora interessa-o mais. Vai cheirá-las a todas, indagar-lhes a forma, perscrutar as que estão debaixo, o que estiver escondido vai ser revelado. Tem uma rua para redescobrir todos os dias como se fosse a primeira vez. No cabeleireiro já o esperam, sabe-se desejado. O Neco é um sedutor, sabe tudo das pequenas grandes coisas das mulheres. Acaricia-lhes os pés, as mãos, conhece-lhes o verniz e a laca, certifica o champô e o penteado que se desenha no espelho. O Neco, se não fosse o gato mais importante do mundo, teria um cabeleireiro só para estar entre as mulheres, matreiro, de soslaio estudado, a todas garante serem as mais belas. Ser desejado é a sua profissão e na escola de condução também há expediente. O Neco, que sabe todos os códigos, talvez queira tirar a carta. De carro já anda, livre e solto, contra as normas, faz do dono motorista. De pêlo de veludo negro brilhante como seda, apresenta-se junto ao carro que sabe que é o seu. Aguarda a abertura da porta e entra para ficar à janela. O Neco gosta de passear de carro como um rei gosta de ver o seu reino. Atento e majestoso, vê para ser visto. É natural que todos o olhem, é a obrigação deles e, mesmo que não fosse, não poderiam resistir-lhe. É assim que arrasta o dono para a esquina onde se põem os dois num longo cigarro de fumaça contemplativa de quem passa, de tudo o que passa e se passa. O Neco já sabia tudo, está só a mostrar ao dono o tal segredo que é só deles. Se o mundo acabar é daquela esquina que o Neco vai ver. E depois do mundo acabar é naquela esquina que o Neco e o dono vão estar. Na esquina indestrutível do mistério que os une. Ali, indestrutíveis um do outro. E quando perguntamos ao dono como é aquilo possível, ouvimos-lhe na voz o Neco, suave e firme, ondulante de veludo e seda, e é “com todo o tempo do mundo” que nos responde. Todo o tempo do mundo é o tempo do amor, do sonho do amor, do amor de sonho. Do amor que fez do Neco o rei da nossa rua e guardião dos nossos sonhos.
Retirado do Facebook | Mural de Inês Salvador
Angie, Angie
When will those clouds all disappear?
Angie, Angie
Where will it lead us from here?
With no lovin’ in our souls and no money in our coats
You can’t say we’re satisfied
But Angie, Angie
You can’t say we never tried
Angie, you’re beautiful
But I hate that sadness in your eyes
Angie, I still love you baby
Remember all those nights we cried
All the dreams we held so close
Seemed to all go up in smoke
Let me whisper in your ear
Angie, Angie
Where will it lead us from here? Yeah
All the dreams we held so close
Seemed to all go up in smoke
Hate that sadness in your eyes
But Angie, I still love you baby
Everywhere I look I see your eyes
There ain’t a woman that comes close to you
Come on baby dry your eyes
But Angie, Angie
Ain’t it good to be alive
Angie, Angie, you can’t say we never tried.

Je veux des flingues et des fusils. De la poudre à canon. Et un homme avec des secrets inavouables.
[auteur inconnu]

Le centre de formation « Clic Academy » à l’honneur de vous inviter à la journée descriptive du programme de l’association Portugaise FUNDEC (Association entre le Département de Génie Civil, du Technico (IST) – Université de Lisbonne et les plus prestigieuses compagnies de Génie Civil, au Portugal) ; qui vise à l’institutionnalisation et la valorisation ainsi que la requalification des personnes et des entreprises qui se livrent au domaine du génie civil et de l’architecture.
La présentation sera faite par le professeur Fernando Branco « Président de l’Association des Ponts et Ingénierie Structurelle de l’Europe et ancien président du Conseil Européen des Ingénieurs Civils »; le dimanche 26 février 2017 à l’Université des Sciences et de la Technologie Houari Boumediene (USTHB) Bab ezzouar ; au niveau de la Faculté des Sciences de la Terre de Géographie et de l’Aménagement du Territoire « salle 37 » à partir de 10H.
Pour plus d’information et réservation de place veuillez nous contacter au :
E-mail : clicacademy@gmail.com / Mob : 0561 33 51 56 / Tél : 021 20 75 67 / Fax : 021 20 75 77





Mind-body Dualists believe there are two different realms that define us. One is the physical realm, well studied and understood by the laws of physics, while the other one is the non-physical realm, where our selves exist. Our essence, our soul, if you want, exists in this non-physical realm, and it interacts and controls our physical body through some as yet unexplained mechanism. Most religions are based on a dualist theory, including Christianity, Islam, and Hinduism.
On the other side of the discussion are Monists, who do not believe in the existence of dual realities. The term monism is used to designate the position that everything is either mental (idealism) or that everything is physical (materialism).
Raymond Smullyan, deceased two days ago (February 10th, 2017),

had a clear view on dualism, which he makes clear in this history, published in his book This book needs no title.
An Unfortunate Dualist
Once upon a time there was a dualist. He believed that mind and matter are separate substances. Just how they interacted he did not pretend to know-this was one of the “mysteries” of life. But he was sure they were quite separate substances.
This dualist, unfortunately, led an unbearably painful life-not because of his philosophical beliefs, but for quite different reasons. And he had excellent empirical evidence that no respite was in sight for the rest of his life. He longed for nothing more than to die. But he was deterred from suicide by such reasons as: (1) he did not want to hurt other people by his death; (2) he was afraid suicide might be morally wrong; (3) he was afraid there might be an afterlife, and he did not want to risk the possibility of eternal punishment. So our poor dualist was quite desperate.
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Chères amies, chers amis,
C’est historique! Partout dans le monde, les citoyens se mobilisent en nombres impressionnants pour répondre à la menace grandissante de Trump et de ses cousins d’Europe — nous avons été plus de 5 millions à signer une lettre ouverte d’Avaaz et à descendre dans les rues pour nous opposer aux politiques de haine:
Une chose est claire: ce mouvement est prêt à relever le défi, et à faire face à Donald Trump et à la vague de dirigeants fascistes d’extrême droite qui déferle sur le monde. D’ores et déjà:
Notre lettre ouverte est devenue virale et a fait la une des médias! Jetez donc un coup d’oeil à cette interview sur CNN (en anglais) et lisez quelques articles ici, ici (en français) et ici (en anglais).
“Il n’y a pas de bonheur comparable à la première pression des mains, quand l’une demande : M’aimez-vous ? et quand l’autre répond : Oui, je t’aime.”
(Guy de Maupassant – Bel-Ami, 1885)




O amor natural
Guardados durante anos, os poemas eróticos de Carlos Drummond de Andrade estão reunidos nesta excepcional coletânea. O Amor Natural é uma obra inquietante, pois revela uma face nova, mais despojada, porém extremamente fascinante, do poeta. São textos repletos de vida e sensualidade, onde o autor se introjeta ao mesmo tempo em que se expõe, desbravando o corpo enquanto busca, na fluidez e sensualidade da linguagem, a própria nudez da alma.
Quase todos os poemas encontrados aqui são inéditos, à exceção de uns poucos publicados em revistas eróticas durante a década de setenta. Apesar de muitos deles terem servido de base para uma tese sobre o erotismo drummondiano, o autor optou por guardá-los em segredo, confiando a seus herdeiros a tarefa de publicá-los após sua morte.
Embora o senso de humor e a leveza — traços marcantes do estilo do autor — estejam presentes em toda a obra, o elemento mais forte é, sem dúvida, a paixão, a sensualidade à flor da palavra. Como define Affonso Romano de Sant’Anna, as palavras às vezes copulam semanticamente, e o que encontramos nestas páginas é o êxtase poético de um autor que, ao mergulhar fundo em suas próprias sensações, desnuda também o leitor, que se vê frente a frente com suas próprias contradições ao pensar nos limites entre o erótico e o pornográfico, o sexo e o amor.

Les femmes doivent toujours se souvenir de qui je suis, et de quoi ils sont capables. Ne doivent pas avoir peur de traverser les exterminés champs de l’irrationalité est, ni même de rester suspendues sur les étoiles, la nuit, appuyées au balcon du ciel. Ne doivent pas avoir peur du noir qui engloutit les choses, parce que ce noir libre une multitude de trésors. Ce sombre qui eux, libres, scarmigliate et foires, connaissent comme aucun homme ne saura jamais.
Virginia Woolf
A recent article published in The Economist reports that India is considering the adoption of a Universal Basic Income (UBI) scheme to replace a myriad of existing welfare systems.
Unlike the discussions that are taking place in other countries, this discussion about Universal Basic Income is not motivated by advances in technology and the fear of massive unemployment. The main aim of such a measure would be to replace many existing welfare mechanisms that are expensive, ineffective, and misused.
The scheme would provide every single citizen with a guaranteed basic income of 9 dollars a month ( hardly a vast sum ) and would cost between 6 and 7% of GDP. The 950 existing welfare schemes cost about 5% of GDP. Such a large scale experiment would, at least, contribute to make clear the advantages and disadvantages of UBI as a way to make sure every human being has a minimum wage, independent of any other considerations or the existence of jobs.

Photo by Amal Mongia, available at Multimedia Commons.