Poucos poetas brasileiros talvez tenham sido tão incensados já na segunda idade quanto o gaúcho Rique Ferrári (1985), elogiado que foi por nomes representativos da literatura contemporânea, como Fabrício Carpinejar, Ronaldo Cagiano, Waldemar José Solha, Martha Medeiros e Alexandra Vieira de Almeida, que o apontam como um novo ícone da poesia brasileira. Isso tudo é confirmado pelos versos que constam de Roda-gigante (Guaratinguetá-SP; Editora Penalux, 2020), seu quinto livro, obra que se mostra renovadora na linguagem.
Para o autor, seus poemas procuram apresentar “uma normalização das pequenas mortes de nossas vidas”, desmistificando a ideia de que há apenas um ciclo: “em que se nasce, cresce, reproduz e morre; como nos ensinaram quando crianças”. É um tipo de frases filosóficas que lembra a literatura de Clarice Lispector (1920-1977) ou mesmo a de José Saramago (1922-2010). Segundo Ferrári, seu livro “não tenta nem quer impressionar. Quer apenas ser o que é, trazendo seu próprio leque de percepções, despreocupado de que seja bom ou ruim”.
Para Ronaldo Cagiano, autor do posfácio, o autor “utiliza seus artefatos para alcançar aquilo que de mais dinâmico e comunicador pode e deve deflagar numa obra literária, imbuída em seu compromisso estético e em sua dimensão ética”. Segundo o romancista e crítico literário, Roda-gigante mostra o poeta “em pleno domínio de sua arte”.
Tenho o prazer de vos convidar para a apresentação do romance Angoche – Os Fantasmas do Império, da Porto Editora. Esta apresentação será feita online, através dos links que constam deste email. Terá lugar amanhã, dia 1 de Junho, das 21 às 22 horas.
Será moderada pelo editor Vasco David, desenrolar-se-á sob a forma de uma conversa, com interrogações e dúvidas, entre mim e o comandante Carlos de Almada Contreiras, que fez parte de um dos navios portugueses envolvidos no bloqueio do Porto da Beira, em 1966. Será possível a intervenção dos assistentes.
Trata-se de um romance cujo enredo procura desvendar os interesses que estiveram na origem do que aconteceu ao navio mercante Angoche e à sua desaparecida tripulação, e, a partir dos interesses, chegar aos seus autores. As personagens do romance são homens e mulheres envolvidos, como tantas vezes acontece, em situações que os ultrapassam. As respostas a que cheguei são apenas deduções e premonições do que poderia ter acontecido. A Porto Editora e eu estamos a procurar a melhor oportunidade para uma apresentação ao vivo, sujeita aos condicionalismos do tempo presente.
Aqui vos deixo os links para a apresentação do dia 1 de Junho:
Um dos livros mais duros que li sobre vergonhas e ações vergonhosas tinha e tem por título “As Benevolentes”. Foi escrito por Jonathan Littel e relata as memórias de um ex oficial nazi que participou nos momentos mais sombrios da recente história mundial. Uma confissão das desumanidades cometidas por seres que elevaram o mal e a maldade aos extremos. O título remete para as deusas Eríneas, perseguidoras e vingadores, também conhecidas por Eumênides, ou Benevolentes, o oposto do que era a sua essência.
Vem esta introdução a propósito do clamor que se levantou a propósito dos habituais desacatos dos adeptos do futebol feito por um coro que tem arrepelado os cabelos e coberto a cara de lama e cinzas gritando: «Que vergonha!» e: «O que dirão de Portugal lá fora?»
Os envergonhados da final da Champions League no Porto são o correspondente das “benevolentes” do romance. Nem eles estão envergonhados, nem os nazis foram benevolentes. Ou então os” envergonhados” não sabem o que é vergonha e começam por ser descarados fiteiros (uma especialidade futebolística).
Do MDLP ao MEL e do ELP ao Chega: sempre o mesmo fel.
Do que li, vi e ouvi a propósito de presença de Rui Rio e Passos Coelho numa sessão organizada por uma nova empresa de marketing político que adotou para o efeito o pseudónimo de MEL — Movimento Europa e Liberdade — conclui que eles não sabem de quem são filhos, ou quem são os pais. Em sentido político, é evidente. São dois seres sem raízes, sem passado, sem história, sem leituras, sem referências, sem credibilidade. Os frangos de aviário são assim fabricados, como os hambúrgueres ou as salsichas em lata. Já quanto à participação de políticos até agora aderentes ao Partido Socialista, a questão não é a de desconhecerem a paternidade, mas sim a de, segundo o Princípio de Peter, terem atingido o seu patamar de incompetência e de ali terem ido para adoção e uma segunda vida. Foram seguir os passos da atriz em decadência Maria Vieira, que representa o papel de madrinha do Chega.
Quanto ao convívio do MEL, na realidade uma ação de relações públicas do Chega, as presenças significativas são as de Rio e de Passos Coelho. Eles são ou foram dirigentes de um partido político que em 1974 começou por se designar PPD e mais tarde, para aproveitar as aragens da história, assumiu a social-democracia!
Um pouco de passado:
Após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974 realizado pelo Movimento das Forças Armadas, quer o PS quer o PPD fizeram parte de todos os acontecimentos marcantes e ocuparam todos os degraus do poder que construiu o regime em que hoje vivemos. Um regime de democracia política, económica e social com variantes mais ou menos avançadas. O PS e o PPD/PSD fizeram parte do consenso político que definiu a Constituição de 1976, aceite e aprovada pelos dois partidos mais o PCP, o MDP/CDE e a UDP.
Siri na lata (Santos, Realejo Edições, 2015), livro premiado e selecionado em 2014 para publicação pelo Programa de Apoio Cultural da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Santos, reúne crônicas publicadas pelo poeta e crítico literário Ademir Demarchi, de 2008 a 2015, em revistas e jornais, principalmente no Diário do Norte do Paraná, de Maringá, além de resenhas e textos para orelhas e prefácios de outras obras e uma percuciente entrevista dada pelo autor à jornalista e pesquisadora Márcia Costa, publicada no Jornal da Orla, de Santos, em 17/11/2008.
O título, expressão muito popular na região litorânea que tenta refletir a situação de desespero em que fica um siri ou um caranguejo preso numa lata antes de ir para a panela, procura refletir a tensão de um trabalho que foi escrito no “calor da hora” diante da obrigatoriedade de produzir semanalmente um texto de cultura que prendesse a atenção do leitor de jornais diários. Como se sabe, este tipo de leitor – cada vez mais raro nestes tempos digitais – geralmente está mais preocupado com as coisas do dia a dia e com aquilo que pode prejudicar a sua vida, em função da parlapatice que tem marcado a ação dos homens públicos. São textos em que autor experimenta a crônica, a ficção, a prosa poética, a resenha e até faz comentários de fundo político.
Hoje o Bloco dominou o noticiário com duas pressões: à direita e ao Governo. Amanhã o partido tem a sua Convenção, é provável que continue a atrair a atenção dos media. Oxalá. Para variar do enjoo de Ventura.
Grande cobertura mediática da coordenadora do Bloco de Esquerda hoje! Não é por acaso: vai correr este fim de semana a XII Convenção Nacional do partido. Mas é uma raridade: BE e Catarina Martins dominaram a atenção dos media com 19 e 18 citações cada, com o PS na terceira posição com 15 e António Costa com 12 no quarto lugar (o PM é o primeiro desta lista 80% do tempo). Isto num dia em que as atenções deveriam estar centradas nos apoios do Estado ao turismo e aos setores mais afetados pela pandemia.
Patente no print-screen tirado à recolha do meu assistente Cecil, a ofensiva do Bloco (envolveu mais do que a sua coordenadora) consistiu em dois pontos:
pressão sobre a direita, com Catarina Martins a gritar para Rui Rio o que o país grita para o PSD, there’s nothing there in the ultra right wing, come on
sacudir o PS/Governo em matéria de Orçamento de Estado e políticas de futuro, posicionando-se desde já o Bloco como eventual parceiro.
Não me refiro à recente eclosão de mais um tempo de incidentes de guerra entre Israel e a liderança militar que o Hamas tem na Faixa de Gaza – o que só uma visão ideologicamente distorcida ou ignorante pode confundir com a questão israelo-palestina em geral. Esse é um tema diferente daquilo que hoje aqui trago.
Foi a Guerra Fria que levou os Estados Unidos para o Médio Oriente, como forma de tentar evitar a influência da União Soviética, atento o crescente declínio regional dos dois aliados europeus – o Reino Unido e a França – naquele cenário estratégico, que teria a sua expressão evidente na humilhação de ambos no Suez.
Ao contrário do que décadas mais recentes podem fazer crer, na proteção internacional do Estado de Israel, a França começou por ser muito mais relevante do que os Estados Unidos. Não ouso datar o início do envolvimento mais intenso dos EUA na proteção de Israel, mas a “guerra dos seis dias” e, em especial, a “guerra do Yon Kippur” marcaram um tempo decisivo na fixação da influência do lóbi judaico junto das administrações em Washington, inicialmente mais no lado democrático, posteriormente abrangendo também as alas republicanas.
Natalie Portman – Atriz vencedor do Academy Award, produtora, diretora e ativista social entrevista Yuval Noah Harari ao vivo para o público em Londres. Em uma conversa que abrange uma ampla gama de questões contemporânes, eles discutem mitos X realidade, o papel da religião, a relação entre IA e Arte e muito mais.
Romney Wheeler interviews British philosopher, logician, mathematician, historian, and social critic Bertrand Russell at Russell’s home in Surrey, England.
Beth Lord discusses Spinoza with Alan Saunders in an episode of the Philosopher’s Zone from a few years back. Baruch Spinoza, one of the greatest philosophers of his day, was expelled from the Amsterdam synagogue in 1656 because of his unorthodox religious views. Ever since, he has been regarded as the great atheist of the Western tradition. Yet he mentions God very often throughout his writings.
Beth Lord discute Spinoza com Alan Saunders em um episódio da Zona dos Filósofos de alguns anos atrás. Baruch Spinoza, um dos maiores filósofos de sua época, foi expulso da sinagoga de Amsterdão em 1656 por causa de suas opiniões religiosas pouco ortodoxas. Desde então, ele é considerado o grande ateu da tradição ocidental. No entanto, ele menciona Deus com muita freqüência em seus escritos.
A última das teses práticas de Spinoza, aqui apresentada pelo viés da compreensão de Deleuze, é a da desvalorização de todas as paixões tristes em proveito da alegria.
Aqui a denúncia de Spinoza é, segundo Deleuze, a três espécies de personagens, a saber; o homem das paixões tristes; o homem que explora essas paixões tristes, que precisa delas para estabelecer o seu poder e o homem que se entristece com a condição humana.
Ou seja, a trindade moralista, o escravo, o tirano e o padre.
São os envergonhados da vida, homens da autodestruição, do culto à morte. O que os une é o ódio à vida, o ressentimento contra a vida.
Nas palavras de Spinoza, “o ódio e o remorso, eis os dois inimigos fundadores do gênero humano”.
Ou seja, todas as maneiras de humilhar a vida, tem suas origens no ressentimento e na má consciência, no ódio e na culpabilidade.
Portanto, antes mesmo de Nietzsche, Spinoza denuncia todas as falsificações da vida, todos os valores em nome dos quais depreciamos a vida. Tanto na maneira de viver como na de pensar, o que Spinoza oferece é uma filosofia afirmativa. Para ele a vida não é uma ideia ou “uma questão de teoria”, mas uma maneira de ser. Mesmo em um mundo em que o culto à morte predomina, ele tem bastante confiança na potência de vida. Sua “filosofia da vida” consiste em denunciar tudo o que nos separa da vida, ou seja, todos os valores transcendentes, que vinculados às ilusões da consciência, se orientam contra a vida.
Para Deleuze, A Ética de Spinoza traça o retrato do homem do ressentimento, para quem qualquer tipo de felicidade é uma ofensa, e faz da miséria ou da impotência sua única paixão.
Apolítica europeia parece cada vez mais embarcada na construção de efeitos especiais, apresentados como se fossem realidades objetivas, sendo isso servido por uma enfática apologia de “valores europeus” que, depois de retirada a espuma retórica, se verifica não passar de um exercício narcisista de autocomprazimento.
A conduta política europeia constitui uma penosa recusa de enfrentar os riscos do futuro. Não se percebe como poderá surgir a lucidez e a coragem para os diagnosticar e combater, ou para os assumir como uma consequência inevitável da deliberada manutenção da UE nesta instável encruzilhada.
Estagnámos entre o completar das reformas indispensáveis para democratizar e salvar a UE ou o assumir resignado do falhanço da integração europeia, com o turbulento e devastador regresso à balança do poder dos Estados nacionais.
Em Bizâncio, há séculos, discutiam-se extravagância teológicas. O sexo dos anjos, por exemplo. Os sumo sacerdotes que discutiam esses temas levavam-se a sério e levavam-nos a sério e a peito, mas os assuntos importantes ocorriam noutro âmbito, noutro universo onde os assuntos a sério originavam guerras a sério. Não foi a discussão sobre a hierarquia da trindade do cristianismo entre pai, filho e espirito santo que originou cismas e mortes, foram interesses.
Eu tenho o maior respeito e consideração por todos estes oficiais generais, e penso que as Forças Armadas são um elemento essencial para mantermos a nossa soberania (a que puder ser), o que para mim significa no mínimo garantir a liberdade de decidir sobre o nosso destino e manter o padrão civilizacional que desenvolvemos ao longo da nossa história.
Julgo que cada vez mais as ameaças são globais e exigem respostas centralizadas (unidade de comando) e em tempo oportuno, com meios tecnológicos comuns aos vários elementos da estrutura de defesa, operados por profissionais competentes.
Nacala, 23 de abril de 1971. Um navio da Marinha mercante portuguesa parte desse porto moçambicano com destino a Porto Amélia (hoje, Pemba). A bordo leva a tripulação e um civil, num total de vinte e quatro almas, bem como um importante carregamento de material de guerra destinado ao Exército português no Ultramar. No dia seguinte, de madrugada, um petroleiro encontra esse mesmo navio, de seu nome Angoche, à deriva, incendiado e sem ninguém a bordo, como se de um navio-fantasma se tratasse. De imediato, a PIDE/DGS abre um inquérito. Os relatórios iniciais mencionam duas explosões, e as teorias para o que aconteceu surgem em catadupa. Não faltam presumíveis culpados a quem apontar o dedo, mas não há provas. Para adensar o mistério, na noite do desaparecimento do Angoche, uma portuguesa, que trabalhava num cabaré da cidade da Beira e é tida como amante de um oficial da Marinha, cai de um edifício. Suicídio ou assassinato, as circunstâncias da sua morte nunca são verdadeiramente esclarecidas, e a dúvida paira… Depois do 25 de Abril, os relatórios da PIDE/DGS desaparecem. A carcaça do navio, ancorado no porto de Lourenço Marques, acaba por ser afundada. Se testemunhas houve, não falam. Estes são os factos. A partir deles, Carlos Vale Ferraz constrói um romance puramente ficcional, embora essencial e certeiro, sobre moralidade e heroísmo; e onde se demonstra como a imagem de um país se pode construir, não de verdade e justiça, mas da glorificação dos seus mais vergonhosos feitos.
A 27 de julho de 1656, a assembleia dos anciãos que dirige a comunidade judaica de Amsterdã promulga um herem (excomunhão, em hebraico), excluindo e banindo Espinosa, que, nessa época, tem 24 anos.
Em 1670, aos 37 anos, Espinosa publica o Tratado Teológico-Político, impresso sem o nome do autor. A obra se destina à defesa da liberdade de pensamento e de expressão. A 19 de julho de 1674, trazendo o brasão e as armas de Guilherme de Orange III, os Estados Gerais da Holanda, sob orientação e exigência do Sínodo calvinista, promulgam um édito em que declaram o livro pernicioso, venenoso e abominável para a verdadeira religião e para a paz da república, proibindo sua impressão e divulgação.
Em 1678, um ano após a morte de Espinosa, um novo édito do governo da Holanda proíbe a divulgação do conjunto de sua obra, publicada postumamente por seus amigos.
Afinal, o que dissera o jovem Espinosa – em 1656 –, o que escrevera o filósofo – em 1670 – e o que deixara escrito – em 1678 –, para que fosse expulso da comunidade judaica e condenado pelas autoridades cristãs? Por que alguns leitores, seus contemporâneos, afirmam estar diante de “nova encarnação de Satã” e que seu nome, Benedictus em latim, deveria ser mudado para Maledictus?
A filosofia espinosana é a demolição do edifício filosófico-político erguido sobre o fundamento da transcendência de Deus, da Natureza e da Razão, voltando-se também contra o voluntarismo finalista que sustenta o imaginário da contingência nas ações divinas, naturais e humanas. A filosofia de Espinosa demonstra que a imagem de Deus, como intelecto e vontade livre, e a do homem, como animal racional e dotado de livre-arbítrio, agindo segundo fins, são imagens nascidas do desconhecimento das verdadeiras causas e ações de todas as coisas. Essas noções formam um sistema de crenças e de preconceitos gerado pelo medo e pela esperança, sentimentos que dão origem à superstição, alimentando-a com a religião e conservando-a com a teologia, de um lado, e o moralismo normativo dos filósofos, de outro.
II. Deus, ou seja, a Natureza: a filosofia da imanência
Tiago Guedes recebeu esta tarde o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras pelos serviços prestados à cultura e ao intercâmbio entre Portugal e França. “Ao observar o percurso profissional de Tiago Guedes, conduzido num espírito de abertura ao mundo, fica-se impressionado com a sua fidelidade sem falhas aos artistas franceses”, afirmou Florence Mangin, embaixadora de França em Portugal. A cerimónia decorreu no Palácio de Santos, em Lisboa, onde está localizada a embaixada. Rui Moreira esteve entre os convidados.
Coreógrafo, programador cultural e atual diretor do Teatro Municipal do Porto, Tiago Guedes (Minde, 1978) recebeu hoje as insígnias de Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras, uma das principais distinções atribuídas pelo governo francês, pelo seu percurso profissional e contributo à divulgação da cultura francesa.
A medalha de “Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres” foi entregue pela embaixadora de França em Portugal, que apresentou Tiago Guedes como “homem de cultura português que, há muitos anos, dedica toda a sua energia e paixão ao encontro entre os artistas e o seu público”. A restrita cerimónia teve, entre as testemunhas, o presidente da Câmara do Porto, mas também a ministra da Cultura, Graça Fonseca, o secretário de Estado da Presidência do Conselho dos Ministros, André Moz Caldas, e a deputada socialista Rosário Gamboa.
Hoje 13 de maio, Quinta feira, é para os cristãos, o dia em que se comemora a ascenção de Jesus ao Céu. É também o popular Dia da Espiga.
Eis o texto do meu confrade Firmino Cacheirinha (da Confraria Gastronómica do Alentejo) sobre o este dia, que me foi enviado.
“A Festa da Ascensão, ou Quinta Feira da Ascensão, é uma festa marcadamente católica, sendo feriado municipal em muitos concelhos de Portugal. No entanto em simultâneo com ela, e provavelmente com maior adesão, celebra-se o Dia da Espiga, ou Quinta Feira da Espiga.
A Origem da Tradição
Os rituais pagãos, com especial enfoque nas culturas célticas e romanas, de celebração das primeiras colheitas, e pedido pela qualidade e quantidade destas, remontam à antiguidade.
Com a chegada do Cristianismo, tendo em conta a data das celebrações da Páscoa, em Portugal acabou por se colar à Festa da Ascensão, celebrada 39 dias depois da Páscoa. Até porque era um Feriado oficial em Portugal, até 1952.
Frederico Nuno Faro Varandas, é um médico militar português, presidente do Sporting Clube de Portugal desde 9 de Setembro de 2018, quando ganhou as eleições do clube após a destituição do anterior presidente, Bruno de Carvalho.
Nascimento: 19 de setembro de 1979 (idade 41 anos), Lisboa, Portugal
Nome completo: Frederico Nuno Faro Varandas
Formação: NOVA Medical School – Faculdade de Ciências Médicas (2005), Academia Militar – Lisboa
Quem tem memória da ditadura e do atraso do Portugal salazarista não esquece o que deve à UE que hoje celebrou auspiciosamente a data durante a cimeira portuguesa, com o discurso notável de António Costa a abrir, na qualidade de Presidente da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, a Conferência sobre o Futuro da Europa, com Ursula von der Leyen e o Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli.
Após a parceria estratégica com a Índia, de enorme relevância, e da colocação do pilar social no centro das políticas europeias, seria injusto ignorar o mérito português para o futuro comum da Europa.
A UE é um projeto singular, nascido no rescaldo da última Guerra Mundial, após 60 ou 70 milhões de mortes, o maior desastre de origem humana de toda a História. O Dia da Europa, instituído em 1985, celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da União Europeia.
Resumo Espinosa dispensa um tratamento elusivo ao papel da memória na determinação da identidade pessoal, reservando para ele uma breve passagem em um Escólio da Parte IV da Ética. Apesar de sua brevidade, a análise desse trecho mostrará que ele tem várias repercussões importantes na teoria ética desenvolvida no resto do livro.
Com boa vontade, podemos admitir que a filosofia interessa a todos. Tanto podem falar dela os académicos, numa linguagem elitista, só a eles acessível, mas hermética para o cidadão comum, como nós, numa exigência mais modesta, ao nível da chamada divulgação.
Todos somos filósofos sempre que procuramos saber ou investigar algo, seja o que for. Tudo é sabedoria, pelo que tudo é filosofia. Mas o conceito académico de filosofia é algo mais profundo, a tratar por quem ganhou estatuto para tal. É uma sabedoria vasta e complexa, com uma longa história, que abarca a universalidade do conhecimento, que o questiona, explora e, tantas vezes, vai à frente dele.
Como filósofo que sou, no estrito sentido de gostar de saber coisas, não resisto a “meter o nariz e espreitar” este maravilhoso domínio do génio humano. Que perdoem os muitos que tratam por tu o discurso filosófico. Não é para eles que escrevo. A eles peço, sim, que me corrijam onde eventualmente possa errar ou ser menos claro ou incompleto. Escrevo para os que não tiveram oportunidade de contactar com os temas que habitualmente divulgo e que, todos os dias esperam estes meus despretensiosos escritos.
PARA ACELERAR PRODUÇÃO DE VACINAS NO MUNDO INTEIRO
The Biden administration on Wednesday came out in support of waiving intellectual property protections for Covid-19 vaccines, a breakthrough for international efforts to suspend patent rules as the pandemic rages in India and South America.
The United States had been a major holdout at the World Trade Organization over a proposal to suspend intellectual property protections in an effort to ramp up vaccine production. But President Biden had come under increasing pressure to throw his support behind the proposal, including from many congressional Democrats.
Katherine Tai, the United States trade representative, announced the administration’s position in a statement on Wednesday afternoon.
“This is a global health crisis, and the extraordinary circumstances of the Covid-19 pandemic call for extraordinary measures,” she said. “The administration believes strongly in intellectual property protections, but in service of ending this pandemic, supports the waiver of those protections for Covid-19 vaccines.”
Lá para as dez e tal da noite de um dia do primeiro semestre de 2000, durante a presidência portuguesa da União Europeia, em que tínhamos passado o dia dentro do edifício Justus Lipsius, em Bruxelas, em sucessivas reuniões de trabalho, de janelas fechadas, respirando ar “artificial”, desde as oito e tal da manhã, imensamente cansado, voltei-me para Jaime Gama, no carro de regresso ao hotel, e comentei: “O dia hoje correu muito bem!“.
Gama respondeu-me com uma pergunta e uma resposta: ”Sabe por que correu bem? Porque já andamos por aqui há muito tempo! Olhe à volta daquela mesa: com as sucessivas mudanças de governos, nós somos dos mais antigos. Conhecemo-los a todos, desde o pessoal do secretariado do Conselho até à gente da Comissão, sabem bem quem somos e como somos. Torna tudo mais fácil!”.
Era bem verdade! Pensei nisto, há pouco, ao olhar a ”coreografia” da presidência portuguesa da União Europeia, no Palácio de Cristal, no Porto.
A nossa equipa “política” está mais do que rodada: António Costa, que já foi vice-presidente do Parlamento Europeu, é dos mais “seniores” de entre os primeiros-ministros, o que é muito importante para quem vem de um país da nossa dimensão.
Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, Receberá Medalha de Valor e Altruísmo do Município de Alcanena, atribuída ao Serviço Nacional de Saúde
O Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, estará amanhã, dia 8 de maio, em Alcanena, para participar na Sessão de Atribuição de Condecorações Honoríficas, no âmbito das comemorações do 107º aniversário da fundação do concelho, onde receberá, da Presidente da Câmara, Fernanda Asseiceira, a Medalha de Valor e Altruísmo do Município de Alcanena, atribuída ao Serviço Nacional de Saúde.
A atribuição desta condecoração foi aprovada em reunião extraordinária da Câmara Municipal, realizada no passado dia 4 de maio, em homenagem e reconhecimento pela entrega e dedicação de todos(as) os(as) profissionais de saúde, que dão corpo ao Serviço Nacional de Saúde Português.
Com o último ano marcado pela pandemia, o executivo municipal, neste importante momento para o Concelho de Alcanena, considerou relevante uma homenagem de reconhecimento a todos(as) os(as) “heróis” e «heroínas» das várias instituições e áreas do Serviço Nacional de Saúde, que, diariamente, têm apoiado a população do concelho de Alcanena e, de forma ainda mais complexa e exigente, vencendo a Pandemia e procurando, todos os dias, salvar as pessoas.
A CRIANÇA que pensa em fadas e acredita nas fadas Age como um deus doente, mas como um deus. Porque embora afirme que existe o que não existe Sabe como é que as cousas existem, que é existindo, Sabe que existir existe e não se explica, Sabe que não há razão nenhuma para nada existir, Sabe que ser é estar em algum ponto Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
Alberto Caeiro, in “Poemas Inconjuntos” Heterónimo de Fernando Pessoa
O G7 agrupa as maiores economias liberais, ou seja, por ordem decrescente de grandeza, os Estados Unidos, o Japão, a Alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e o Canadá. Representam, no seu conjunto, cerca de 50% da economia mundial. A liderança do G7 em 2021 cabe aos britânicos, que organizaram nesta semana uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, em preparação da cimeira prevista para junho.
Passaram dois anos sem se reunir.
A pandemia e o mal-estar causado pela presidência de Donald Trump explicam o longo hiato. Agora as realidades são outras. O controlo da pandemia parece possível, graças às campanhas de vacinação. E as políticas seguidas em Washington já não são imprevisíveis. Mesmo assim, foi preciso decidir entre uma reunião presencial ou não. Após um ano de conferências virtuais, concluiu-se que, em matéria de diplomacia, o contacto pessoal é, de longe, o mais produtivo. A maioria das videoconferências realizadas entre políticos ao longo da pandemia acabou por ser um mero exercício formal, em que cada um lia o texto que tinha à sua frente, sem se proceder a uma troca de ideias, a uma análise das opções ou a um comprometimento pessoal. Regressamos agora, a passo seguro, às discussões frente a frente.
Cumprem-se hoje 200 anos sobre a morte de Napoleão Bonaparte, o homem que veio da obscuridade, subiu às culminâncias, fez-se Imperador dos Franceses e morreu degredado numa ilha semi-desértica do Atlântico Sul.
Há um culto popular em torno de Napoleão e do 1.º Império, adesão que não se confina ao hexágono. Há estátuas e bustos celebrativos de Napoleão um pouco por todo o mundo e na Bélgica, Holanda, Itália, Canadá, Estados Unidos e México, activas associações de estudos incensam, entre a lenda e a realidade, a personalidade de Napoleão. Este sobrevive ao tempo, os seus aforismos, a petite histoire das suas paixões e anedotário são património comum, até das pessoas que não lêem; a sua aventura, das escarpas escalvadas da Córsega aos campos de Waterloo, da sagração a Santa Helena, surgem como irresistíveis histórias quase tocadas pelo fabuloso. Napoleão não deixa ninguém indiferente. A passagem pela história europeia de um homem desses, que se afirmava expoente da razão e em quem outros viram a história montada sobre um cavalo, continua a ser uma bela história.
Em 1809 e 1810 em Portugal, em 1812 na Rússia e em 1815 em Waterloo, a estrela de Napoleão empalideceu, congelou e estilhaçou-se. A derrota do Ogre, do Anti-Cristo, do Crocodilo Corso, da Besta Monstruosa, Novo Átila ou simplesmente Bonny para os britânicos – então satirizado como tronco de couve decepada, bilha partida, boneco esventrado – também convidava a interpretações providencialistas e dos desígnios de Deus, mudo desde 1789, em vão confiante no arrependimento dos homens, até finalmente se pronunciar, castigando aqueles que Dele se haviam afastado.
Entre o mito e a lenda, a propaganda e a caricatura, importa fazer a pergunta fatal. Quem derrotou Napoleão? Ora, Portugal, a Rússia e a sempre teimosa Inglaterra. Portugal foi o primeiro grande fracasso político e militar do Imperador. Há que lembrá-lo, sempre, pois, a quantos pensam [erradamente] que aquela partida da Família real para o Brasil foi um acto de cobardia. Não, se a família real portuguesa tivesse caído nas mãos de Junot, não teria havido resistência popular, heróica e desesperada, assim como não teria havido o levantamento nacional espanhol e a invasão de França pelos exércitos coligados. Se portugueses e russos não o tivessem detido, Napoleão teria triunfado e o curso da história teria sido diferente.
No bicentenário da morte de Napoleão Bonaparte, celebrado por muitos na França como herói, discute-se um lado pouco lembrado de seu legado: em 1802, ele restabeleceu a escravidão, oito anos após ser abolida pelo país.
Como parte das comemorações do bicentenário da morte de Napoleão Bonaparte, que se completa nesta quarta-feira (05/05), o centro cultural Grande Halle de la Villete, em Paris, está apresentando uma grande exposição sobre o ex-imperador francês. Ela será aberta ao público assim que as restrições de covid-19 forem levantadas e poderá ser visitada até 19 de setembro de 2021.
Em meio a 150 objetos que incorporam a deslumbrante grandeza do ex-imperador francês – “uma figura que é, ao mesmo tempo, fascinante e controversa”, como diz o trailer da exposição –, uma seção da exibição foca, no entanto, um lado mais sombrio de seu legado.
Ela apresenta as cópias originais das leis assinadas por Napoleão em 1802, que reverteram a abolição da escravidão que havia sido anunciada oito anos antes, na esteira da Revolução Francesa. Essa legislação fez da França o único país a ter realmente reintroduzido a escravidão após torná-la ilegal.
“Quando se ouve falar sobre Napoleão, a maioria das pessoas pensa no grande império e nas muitas vitórias da França durante as guerras daquela época. Esta glória sobre Napoleão ofusca tudo mais o que ele fez”, diz Dominique Taffin, diretora da Fundação para a Memória da Escravidão, em entrevista à DW. “Decidimos que era necessário aumentar a conscientização sobre essa parte sombria de seus atos para um público mais amplo.”
Na entrevista de Luís Miguel Cintra saída ontem no Expresso, o actor narra uma conversa com Manoel de Oliveira onde o cineasta lhe disse: «Sabe como é a morte ? A pessoa deita fora o último suspiro, é o espírito que abandona o corpo.
O corpo morre completamente, é lixo, mas o espírito sai e mistura-se com o espírito universal.
É como os rios, que perdem o seu carácter quando chegam ao mar. Mas fazem parte dele, e ele é igual em toda a parte». Conclui Cintra (que é crente): «Esta explicação é aquela que, usando conceitos nossos, humanos, me pareceu a melhor».
A Galáxia Sombrero Simplesmente perfeita (também conhecida como Messier Object 104, M104 ou NGC 4594)
A Galáxia Sombrero é uma galáxia espiral na constelação de Virgo e Corvus, a cerca de 9.55 megaparsecs (31.1 milhões de anos luz) da nossa galáxia, dentro do superaglomerado local.
Tem um diâmetro de aproximadamente 15 quiloparsecs (49,000 anos luz), 0.3 x vezes o tamanho da Via Láctea.
É uma festa, que promete nada mais e nada menos do que abundar sobre a “reconfiguração social, política e económica para as próximas décadas”, nas vésperas da inauguração do congresso do Chega, que foi apontada para o faustoso dia 28 de maio. A caminho destas décadas tão prometedoras, a convenção do MEL junta os chefes dos quatro partidos da direita, os recentemente chegados encerram as manhãs, os que têm mais pedigree encerram os dias (Rio faltou no ano passado, vai este ano ser a estrela da companhia). Acrescenta-se a aristocracia do Observador, que veio em peso, José Manuel Fernandes, Rui Ramos e Helena Matos, mais alguns cronistas avulsos (e que injustiça esquecerem os do Sol), um painel dos notáveis do PS que são parceiros deste mundo, Luís Amado, Sérgio Sousa Pinto, Álvaro Beleza, mais um ex-governante PS que era do PSD e retornou ao PSD, Nogueira Leite, também Henrique Monteiro, não podia faltar, e mais algumas glórias laranjas, Joaquim Sarmento, Miguel Morgado e Poiares Maduro, desta vez Montenegro foi esquecido, e do CDS, Paulo Portas. Há ainda uma feira de extravagâncias: o representante dos hospitais privados, Óscar Gaspar, ou Camilo Lourenço, que escreve sobre a “deriva bloquista de Vítor Gaspar” e do FMI, lá se irão explicar ao Centro de Congressos. Numa palavra, está toda a gente que devia estar e, em vez de notarem com surpresa esta confraternização, os analistas deviam saudar o acontecimento, do qual resulta um interessante sinal convivial. Quanto mais juntos melhor, quanto mais falarem melhor.
Le Rêve (The Dream in French) is a 1932 oil painting (130 × 97 cm) by Pablo Picasso, then 50 years old, portraying his 24-year-old mistress Marie-Thérèse Walter. It is said to have been painted in one afternoon, on January 24, 1932. It belongs to Picasso’s period of distorted depictions, with its oversimplified outlines and contrasted colors resembling early Fauvism.
The erotic content of the painting has been noted repeatedly, with critics pointing out that Picasso painted an erect penis, presumably symbolizing his own, in the upturned face of his model.
Le Rêve was purchased for $7,000 in 1941 by Victor and Sally Ganz of New York City. This purchase began their 50-year collection of works by just five artists: Picasso, Jasper Johns, Robert Rauschenberg, Frank Stella, and Eva Hesse. After the Ganzes died (Victor in 1987 and Sally in 1997), their collection, including Le Rêve, was sold at Christie’s auction house on November 11, 1997. Le Rêve sold for an unexpectedly high $48.4 million, at the time the sixth most expensive painting sold (tenth when taking inflation into account). The entire collection set a record for the sale of a private collection, bringing $206.5 million. The total amount paid by the Ganzes over their lifetime of collecting these pieces was around $2 million.
The buyer who purchased Le Rêve at Christie’s in 1997 appears to have been the Austrian-born investment fund manager Wolfgang Flöttl, who also briefly held Portrait of Dr. Gachet by Van Gogh in possession in the late 1990s. In 2001, under financial pressure, he sold Le Rêve to casino magnate Steve Wynn for an undisclosed sum, estimated to be about $60 million.
A questão ficará sem resposta uma vez que não temos forma de a responder: foi a extraordinária reversão política levada a cabo em três meses pela administração Biden que apagou Donald Trump do espaço público americano (e mundial), ou foi o facto de ter sido banido do Twitter, Facebook, Instagram e Youtube?
Podemos sempre dizer: é uma mistura das duas coisas. Ou apostar numa delas. Com todo o respeito pelo papel dos megafones, eu relevo a primeira. Porque o que Joe Biden fez à America é notável. Um terramoto que ainda não terminou e que terá réplicas. E uma completa surpresa — primeiro julguei que era uma questão minha, por achar que era tarefa muitíssimo difícil retirar as aspas que Trump colocou em Estados “Unidos” da América, depois percebi que está toda a gente de cara à banda.
Esperava-se uma administração bem menos enérgica, centrista e apaziguadora, a garantia de que Biden não era Sanders, um “socialista”, ai, vade retro. Um velhinho a preparar a Casa Branca para a sua vice, essa sim um poço de energia, Kamala Harris. E esperava-se porque toda a campanha foi isso: o partido democrata a adormecer o eleitorado no embalo do centrismo, o próprio Biden repetiu “I’m not a socialist” bastas vezes.
Peeeemmp!, wrong. Saiu na rifa uma administração revolucionária, não encontro palavra mais adequada. A coragem de dez Obamas, a competência de cinco Clintons.
Faltam 2 dias para o mais belo de todos os dias (texto reeditado)
Há quem, antes, não tivesse precisado de partido, quem não sentisse a falta da liberdade, quem se desse bem a viver de joelhos e a andar de rastos.
Houve cúmplices da ditadura, bufos e torturadores, quem sentisse medo, quem estivesse desesperado, quem visse morrer na guerra os filhos e nas prisões os irmãos, e se calasse. Houve quem resistisse e gritasse. E quem foi calado a tiro ou nas prisões.
Uns pagaram com a liberdade e a vida a revolta que sentiram, outros governaram a vida com a vergonha que calaram.
Houve quem visse apodrecer o regime e quisesse a glória de exibir o cadáver e a glória da libertação. Viram-se frustrados por um punhado de capitães sem medo, por uma plêiade de heróis que arriscaram tudo para que todos pudéssemos agarrar o futuro.
Passada a euforia da vitória, ninguém lhes perdoou. Os heróis da mais bela revolução da História e agentes da maior transformação que Portugal viveu são hoje proscritos e humilhados por quem lhes deve o poder.
Uns esqueceram os cravos que lhes abriram a gamela onde refocilam, outros reabilitam os crápulas que nos oprimiram, outros, ainda, sem memória nem dignidade, afrontam o dia 25 de Abril com afloramentos fascistas e lúgubres evocações do tirano deposto.
Perante os ingratos e medíocres deixo aqui a TODOS os capitães de Abril o meu eterno obrigado.
Não quero saber o que fizeram depois, basta-me o que nesse dia fizeram.
Obrigado a todos. Aos que partiram e aos que estão vivos. Por cada ofensa que vos fazem é mais um pedaço de náusea que provocam.
Nicolau Maria de Vasconcelos e Arronches de Meneses Nicólidas Chuchu Maria Zé Ponche. Era o nome do gato persa (julgavam eles) dos meus primos. O mais velho dera-lhe os de porte aristocrático. O mais novo não se lembrava de nenhum com pedigree e oferecia a possível colaboração.
O gato não se importava. Confortado pela vestimenta do mais puro cinza, vaidoso do amarelo esverdeado dos olhos grandes, não se sentia ofendido com a descida à ralé. Afinal eram apenas três detalhes, disfarçados pelo eco dos primeiros nomes com o remate do seu patronímico.
Não sei o que lhe achava de estranho naquela tarde… O Nicolau olhava-me fixamente como se eu fosse uma isca, arqueava o dorso inclinado para as patas da frente… E soltando das entranhas o mais profundo MIAUUU, saltava felino para o meu ombro esquerdo.
Já sei que não vão acreditar, mas desde então inclino-me para esse lado e não quero que me corrijam a postura. Já me habituei ao defeito.
Há alguns meses escrevi e partilhei um texto sobre Moçambique, mais particularmente sobre o norte de Moçambique, a pedir ao governo – e a quem tem poder para isso, neste Mundo de poderes múltiplos em que o mais poderoso, quiçá, é o do dinheiro – que interviesse com urgência para proteger e mitigar o sofrimento dos nossos amigos. Dos nossos irmãos moçambicanos.
Desde então, piorou a situação e nada de intervenção (a cacofonia, para os menos sensíveis à sinestesia, é propositada). Só notícias, mais notícias, sobre crianças decapitadas e outras bonomias.
O horror é o horror é o horror. Claro que à distância e praticado sobre gente miserável que nada tinha e a quem, imagine-se, até esse nada foi tirado, é tudo mais confortável e choramos, com denodo e sinceridade, lágrimas de crocodilo. “Coitados”, e segue a dança.
Conheço bem os argumentos que se opõem a uma ação mais firme por parte de Portugal ou os dos que a consideram impossível ou inútil. Eis alguns deles e a resposta possível.
Le più belle canzoni dei Beatles in un arrangiamento sinfonico orchestrale nell’interpretazione della Mitteleuropa Orchestra e dal Coro del FVG. “Revolution” è il titolo di questo concerto dedicato alle musica del più famoso quartetto di Liverpool, Dirige Ernest Hoetzl. Una produzione DueErre Produzioni Multimediali.
Hoje descrevo o início do próximo ciclo de 30 anos do que já foi um desporto de paixões: a atividade económica do espetáculo do futebol, maximizada numa Superliga europeia. Tanta indignação para quê? É apenas o capitalismo, estúpido.
A Superliga Europeia é o fim do futebol? São precisas apenas duas letras para a resposta curta: ná. Vamos à resposta média.
As empresas detentoras das 12 marcas futebolísticas mais proeminentes da Europa formalizaram a criação de uma prova em circuito fechado, a Superliga Europeia, pouco antes de a UEFA anunciar a nova Liga dos Campeões no domingo à noite. Adeptos, futebolistas e governantes reagiram com gruas diferentes de consternação e antagonismo. O fim do futebol— decretaram muitos.
The Gentleman you ask about is George Martin. He produced the Beatles which is a good thing to have on a CV !!! Before that he produced The Goons and others. I’d known George for many years and during an interview with him for a TV series he was doing, he mentioned that he was going to put the Beatles stuff on CD, and it would be the last time those tapes would be heard as they were. I couldn’t resist asking if I could come and have a listen….so I went to AIR studios, above Oxford Circus, and heard their multi-tracks for the first and last time.
Yesterday, Ticket to Ride, Help…..paradise. When he put each fader up separately (and there was only 4 of them !!!)… each track had one or two instruments on them and you could hear the guys coughing etc. Anyway to get back to the point, he was making what was to be his last album. His hearing has suffered over the years and this was to be the last one. He asked the people he liked to pick songs of the Beatles to perform. I chose, after discussing it with him, Golden Slumbers, which has the little drum solo in it.
He came out to France where we were recording DITL, and we did it all in a day. He’d say…”this is what George sang…” and “this is what Paul did..”it was quite magical. The album is called “IN MY LIFE” and there was a documentary made… don’t know if that is available, though I have a copy. When I think of these things I’ve been able to do in my career, I’m very touched that I’ve managed to work with some of the greatest musicians, writers, producers of our time. I never forget how lucky I am. (2005)
This stunning image of the interacting galaxies Arp 273 was released #OTD ten years ago. At about 300 million light-years away, this “rose” made of galaxies lies in the constellation Andromeda.