That was Mozart | Amadeus
Gladiator – Elysium | Calm Continuous Mix | Enjoy the most relaxing, beautiful parts of the original soundtrack composed by Hans Zimmer
Asmik Grigorian | Song to the Moon (Rusalka)
Hans Zimmer | Time (Inception – Live in Prague)
Hans Zimmer Live Prague Gladiator Elysium | Now We Are Free
LER DIARIAMENTE | O BEM QUE NOS FAZ

Alerta urgente! Está na hora de intervir! Políticos para a PAZ !

Personalidades Políticas que se consideram estar particularmente bem posicionadas para ajudar a encontrar o caminho da Paz, com Concórdia e Visão Humanista e Cosmopolita do Futuro da Humanidade. (vcs)
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Political Personalities who are considered to be particularly well placed to help find the way to Peace, with Concord and a Humanist and Cosmopolitan Vision of the Future of Humanity. (vcs)




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Vanessa Mariah Redgrave | Actriz
30 de janeiro de 1937 (85 anos)
Greenwich, Londres, Inglaterra

Victoria Fyodorova | Russian-American actress and author
Victoria Fyodorova (formerly Pouy; January 18, 1946 – September 5, 2012) was a Russian-American actress and author. She was born shortly after World War II to Jackson Tate (1898–1978), then a captain in the United States Navy, and Russian actress Zoya Fyodorova (1909–1981), who had a brief affair before Tate was expelled from Moscow by Joseph Stalin. Victoria Fyodorova wrote the 1979 book, The Admiral’s Daughter, which was about her experience attempting to reunite with her father.

5/5/2022 | Mujica diz que Europa repete erros do passado na guerra na Ucrânia
Em sua videocoluna para a DW, Pepe Mujica fala sobre a responsabilidade da Europa em relação à guerra na Ucrânia e afirma que o Velho Continente não aprendeu com as guerras do passado. Segundo Mujica, a dissolução mal feita da Guerra Fria e a inércia europeia ao observar a expansão da Otan em direção ao Leste Europeu permitiu a germinação do conflito atual.
“Hoje temos uma Europa pálida, que não soube continuar com o processo que havia sido iniciado com [Charles] De Gaulle, com [Konrad] Adenauer, de construir uma paz longa e duradoura que obviamente tinha que chegar aos Urais”, disse Mujica. “E agora a Europa está em conflito porque mais uma vez caímos na doença do nacionalismo.”
Mujica reafirma que a guerra na Ucrânia impacta o mundo inteiro e que as consequências são sentidas até mesmo em regiões longínquas do conflito. “A Europa tem uma responsabilidade gigantesca. Seria bom que ela tenha a coragem de assumir isso”, concluiu.
Aristóteles à la minute resume a guerra da Ucrânia! | por Carlos Matos Gomes

A Odisseia de Homero vista por um agente de viagens. Há um invadido e um invasor. Um Mau e um Bom! Mas onde raio está o cavalo de Troia?
No século VIII a.C., Homero escreveu a Ilíada, apontada como o livro inicial da literatura ocidental, onde versava sobre a Guerra de Troia. O segundo livro, Odisseia, dava conta do que aconteceu depois da batalha, quando Ulisses tentava regressar.
Um dos seus aspetos mais notáveis da epopeia é o modo como está construída, com um início in media res, que foi reproduzido em inúmeras obras posteriores. Uma sofisticada técnica literária que permite entrar na metade da história, revelando os eventos que aconteceram antes através de memórias e flashbacks.
A Odisseia é uma narrativa política e histórica complexa, que que trata entre outros temas do papel da mulher na sociedade — Penélope; fantástico e que versa sobre a descoberta de outros mundos — Poseidon; do poder, do encantamento, da vingança — Ulisses.
Continuar a lerE uma Frente Insubmissa em Portugal, porque não ? | Joffre António Justino

E uma Frente Insubmissa em Portugal, porque não ?
O custo de vida, a inflação, os baixos salários, a pandemia, o encerramento de empresas a exploração desenfreada de imigrantes ( os mais escuros e ou de língua latina sul americana) só por si justificavam uma Frente Insubmissa.
Mas temos muitas mais razões para procurar aprender com Mélenchon porque na realidade vivemos num único planeta entre toda a nossa diversidade.
Tenho aprendido ainda mais sobre este mundo único, entre gente boa Bahai, que recusam a intervenção política, mas realmente nada como regressar aos dias internacionalistas e repensar em vez de rejeitar a Globalização.
As Esquerdas em Portugal entraram quase todas em circuito derrotista, umas, e em lógicas de caridadezinha feita, outras, e todas estas em absoluta submissão a uma democracia linha direitista expansionista estadunidense, este sr. Biden cujo problema não é ter dificuldade em andar (eu tenho), mas sim em pensar ( eu lá me vou esforçando).
As Esquerdas acima, fingem desconhecer que a inflação e o aumento do custo de vida vem da guerra na Ucrânia, e da venda de armas ( ultra concentração da riqueza) como há muito não se via !
Continuar a lerA paz antes da justiça | Viriato Soromenho Marques | in Diário de Notícias

Sobre as razões da desordem do mundo, o nosso Padre António Vieira (1608-1697) soube definir com clareza, não só as duas categorias principais que permitiriam substituir o caos pela ordem como também a respetiva prioridade entre elas: “Abraçaram-se a justiça e a paz, e foi a justiça a primeira que concorreu para este abraço. Porque não é a justiça que depende da paz (como alguns tomam por escusa) senão a paz da justiça” (Sermão ao Enterro dos Ossos dos Enforcados).
A tese de que é à justiça que cabe criar as condições para a paz, parece ser confirmada tanto pela razão como pela longa experiência da história doméstica dos povos. A injustiça praticada por classes e fações sobre outras pode conviver, temporariamente, numa aparente ausência de conflito, mas nunca como uma paz solidamente ancorada. Contudo, já no plano internacional essa regra não se aplica universalmente. Vejamos o caso da guerra que nos tira o sono. A invasão russa da Ucrânia configura o crime de agressão de um Estado a outro, curiosamente, introduzido no direito internacional depois da II guerra mundial pela ação do jurista soviético Aron Trainin (1883-1957).
Continuar a lerMegalópole x Rússia: Guerra total | Pepe Escobar, in TheSaker, 07/05/2022

A Operação Z é a primeira salva de uma luta titânica: três décadas após a queda da URSS, e 77 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, após uma avaliação cuidadosa, o Kremlin está a rearranjar o tabuleiro de xadrez geopolítico para acabar com a hegemonia unipolar da “nação indispensável”. Não admira que o Império das Mentiras tenha ficado completamente louco, obcecado em expulsar completamente a Rússia do sistema Ocidental.
Os Estados Unidos e os seus cachorros da OTAN não conseguem lidar com a sua perplexidade quando confrontados com uma perda espantosa: já não há direito de permitir o uso exclusivo da força geopolítica para perpetuar “os nossos valores”. Acabou-se a Dominação de Largo Espectro.
O Estado Profundo dos EUA está a explorar plenamente o seu plano de ação na Ucrânia para mascarar um ataque estratégico à Rússia. O “segredo” era forçar Moscovo a entrar numa guerra intra-eslava na Ucrânia para quebrar o Nord Stream 2 – e assim o fornecimento à Alemanha dos recursos naturais russos. Isto acabaria – pelo menos num futuro previsível – com a perspetiva de uma ligação russo-alemã bismarckiana que levaria os EUA a perderem o controlo da massa terrestre eurasiática que vai do Canal da Mancha ao Pacífico, a favor de um pacto emergente China-Rússia-Alemanha.
Continuar a lerUnião Europeia (UE) – O dia da Europa. Esta é a minha Europa | Carlos Esperança

Esta é a minha Europa, não como a queria, mas a que resta do sonho visionário, daquele projeto singular, nascido no rescaldo da última Guerra Mundial, após 60 ou 70 milhões de mortes e do maior desastre de origem humana de toda a História.
O Dia da Europa, criado em 1985, celebra a proposta do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Robert Schuman, que, a 9 de maio de 1950, cinco anos depois do fim da II Guerra Mundial propôs a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço Europeia, precursora da União Europeia.
Quem tem memória da ditadura e do atraso do Portugal salazarista não esquece o que deve à UE que hoje celebra o dia das Europa em ambiente lúgubre, bem diferente do que merecia, a estimular uma guerra nas suas fronteiras em vez de lutar pela paz.
A convicção de que a UE é um espaço civilizacional de que nos devemos orgulhar, fator de paz e de progresso, oásis democrático onde a justiça social e a laicidade dos Estados devem ser aprofundadas, tornou-me um europeísta militante, grato pela notável postura deste espaço civilizacional onde o aprofundamento da integração económica, social e política é vital para a sobrevivência coletiva.
Continuar a ler“A guerra proxy dos EUA para cortar a Europa do continente euroasiático | Aram Aharonian, Álvaro Verzi Rangel | 04/05/2022

[Tradução de parte de um artigo que espelha uma visão muito possível de se concretizar]
Para os geostrategistas, Taiwan será provavelmente o próximo alvo. O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria ou talvez de uma nova guerra mundial, que nem sequer será um pouco fria: será sim nuclear e terminal, podendo representar o ponto final para a humanidade.
É este o preço de lutar pela “democracia e liberdade” (um chavão que esconde o facto de que milhares são carne para canhão ao serviço dos interesses corporativos dos EUA e do “Ocidente”). Trata-se de enfraquecer a Rússia e também de estimular a sua própria indústria militar, e para alcançar isso, Washington continua a subjugar os europeus, obrigando-os a apoiar as suas directivas, mesmo que possam sofrer um bombardeamento nuclear da Rússia, ao mesmo tempo que já estão a ficar sem gaz, trigo, outros cereais e alimentos, além de outros bens.
Alguns geostrategistas afirmam que para os EUA esta é uma “proxy-war”, uma guerra que é feita por uma espécie de executor substituto: são os EUA contra a Rússia, mas usam a Ucrânia como executor e campo de aniquilação, para o qual aplicam a ultradireita neonazi no governo (aí colocada com o apoio, financiamento e direcção da CIA e da OTAN). Mas isto não se limita à Ucrânia, fazendo parte de uma ofensiva maior, de alcance global e voltada para a China e os seus possíveis aliados.
Continuar a lerBanco suíço Syz explica como a Rússia resgatou o rublo e como as sanções falharam| in msn.com

Neste momento um rublo russo equivale a 0,014 euros e ao mesmo valor em dólares. Apesar das sanções, o rublo está ao seu nível mais alto em dois anos em relação ao euro. Quais são as razões por detrás dessa recuperação? A moeda russa conseguirá manter-se apesar das sanções que tenta ostracizar a Rússia e os russos?
Um estudo do banco suíço Syz explica como a Rússia segurou o rublo. “Após uma forte queda no início da guerra na Ucrânia, o rublo russo recuperou grande parte de seu valor em relação a outras moedas mundiais, uma mudança possibilitada por controles de capital agressivos implementados por Moscovo e por um fluxo constante de pagamentos pelo petróleo do país e exportação de gás”, diz o banco suíço.
A resiliência do rublo diante das sanções pode permitir concluir que o regime do presidente Vladimir Putin reivindique, pelo menos temporariamente, alguma vitória sobre os esforços internacionais para tornar isolar a Rússia. No entanto, essa melhoria da cotação do rublo pode ser apenas temporária, alerta o banco com sede em Genebra.
Continuar a lerCafé littéraire Al-Rûmi | Sacré Coeur | Alger
Chères et chers membres, Vous êtes conviés à assister une séance de dédicaces du roman « Les maux conjugués », le 3ème roman de Jugurtha Abbou. L’événement aura lieu à votre café littéraire Al-Rûmi Samedi le 14 Mai 2022 à 13:30.

Bienvenus
Aperçu:
« Les maux conjugués » est le titre de la 3e œuvre de Jugurtha Abbou. Ce roman évoque la période du début des années 2000, qui a vu sur le plan national, deux tragédies naturelles, les inondations de Bab El Oued et le séisme de Boumerdes, et sur le plan international, les attentats du 11 septembre et le bouleversement des relations internationales, l’invasion de l’Irak notamment.
Pour illustrer cette époque, l’auteur raconte l’histoire de Mehdi. Cet étudiant en italien était épris de Houria, sa camarade du lycée puis de l’université, avant que le sort ne la ravisse à lui, victime qu’elle soit du tremblement de terre de 2003, elle qui, deux ans auparavant, avait perdu son frère dans les inondations de Bab El Oued. L’existence de Mehdi vire alors au cauchemar. Désormais, il n’a qu’une idée en tête : partir. Hélas! Sa demande de visa est rejetée. Il se résout alors à partir en harraga avec l’aide d’Amel, une fille louche, via la Libye. Mais le rêve de Mehdi se trouvera horriblement détourné lorsqu’il se voit embarqué vers une destination aux antipodes de son rêve italien. Car c’est en Irak qu’il atterrit, un pays en ruines laissé par les Coalisés après l’expédition destructrice du printemps 2003.
Continuar a lerBARUCH SPINOZA (1632-1677) | Une vie, une œuvre [1986]
‘Homem de papel’, uma metaficção machadiana | João Almino | por Adelto Gonçalves

Oitavo romance de João Almino será fundamental para quem quiser saber, daqui a cem anos, o que foi o Brasil destes tempos.
I
Foi quando já estava em seus derradeiros anos que Machado de Assis (1839-1908) escreveu o romance Memorial de Aires (1908) e que tem como personagem principal o conselheiro Aires, um diplomata em fim de carreira que já havia aparecido em Esaú e Jacó (1904) como participante do enredo, anotando em seu caderno tudo o que de mais significativo acontecia ao redor de sua vida. Esse personagem-narrador seria um alter ego do autor, como deixam concluir algumas coincidências, tais como a idolatria que dedica à mulher e a ausência de filhos em seu casamento.
Pois é esse personagem carismático que já não se sentia como “deste mundo”, pois se achava um homem do século XIX, que o premiado romancista João Almino ressuscita e transporta para o século XXI em sua última obra, Homem de papel (Editora Record, 2022), que, desta vez, alinha-se ao gênero da metaficção, ao romper com os cânones do Modernismo, mostrando-o como um autor pós-modernista. É o que se conclui da observação do professor Abel Barros Baptista, da Universidade Nova de Lisboa, feita no posfácio, ao ressaltar que “a primeira possibilidade de Homem de papel é assim a metaficcional”, com “Aires narrando-se de novo, mas para se inventar novo”.
Continuar a ler[1] coisas para rir e chorar | RÚSSlA CORTA O GÁS E PUTlN AMEAÇA EXPLODlR EUROPA!! PÂNlCO ENTRE ALIADOS DOS EUA!!
Há 77 anos | A vitória sobre o nazi/fascismo

Em 8 de maio de 1945, a Alemanha rendeu-se aos aliados ocidentais e, no dia seguinte, à URSS e seus aliados do Leste, terminando a maior e a mais trágica guerra de sempre, ainda que a Guerra só terminasse de jure com a posterior rendição do Japão.
Acabou nesse dia a 2.ª Guerra Mundial na Europa. Dez dias antes, em Itália, Mussolini fora julgado sumariamente e fuzilado com a amante, Claretta Petacci. Dois dias depois, Hitler suicidou-se com um tiro na cabeça, e a sua mulher, Eva Braun, com a ingestão de uma cápsula de cianeto.
O Alto Comando alemão, gorada a tentativa de assinar a paz com os aliados ocidentais, rendeu-se, sem condições, em 8 de maio de 1945. Nesse dia começou o fim do pesadelo que o nacionalismo, a xenofobia e o racismo provocaram, desde o dia 1 de setembro de 1939, com a invasão da Polónia, perante a conivência de muitos polacos. A Alemanha, ignorando o tratado de Versalhes, começou a guerra de expansão com fortes apoios em países invadidos. A Espanha, vítima da barbárie de Franco, vivia o medo, silêncio e luto de 1 milhão de mortos, desaparecidos e refugiados, e as ditaduras ibéricas sobreviveram à sua matriz nazi/fascista até à morte dos respetivos ditadores.
Quando parecem esquecidos os crimes do nazi/fascismo e o maior plano de extermínio em massa de que há memória, regressam fantasmas e surgem velhos demónios, como se o Holocausto não tivesse ocorrido e os fornos crematórios não tivessem assassinado milhões de judeus, ciganos, homossexuais e deficientes, na orgia cruel de que a loucura nacionalista foi capaz.
O nazi/fascismo levou a guerra a África e à Ásia e, na Europa, não foram os europeus que o derrotaram, foram os EUA e a URSS que vieram esmagar a besta nazi contra a qual a coragem e abnegação dos resistentes foram impotentes.
Após a implosão da URSS, na improbabilidade de regresso dos partidos comunistas ao poder, deixou de haver desculpas para a extrema-direita e atenuantes para a xenofobia, o racismo, a homofobia, o antissemitismo e todos os crimes de ódio de que uma alegada supremacia rácica é capaz.
A capitulação alemã, 8 de maio de 1945, foi fundamental para a História mundial. Os historiadores comparam-na à Reforma Protestante e à Revolução Francesa. Recordar o nazismo é refletir sobre a violência do Estado, erradicar o antissemitismo e homenagear todas as vítimas que ao longo da história foram perseguidas por preconceitos religiosos, étnicos e culturais.
É urgente recordar a História porque a repetição da tragédia é já uma ameaça. Sente-se o despertar de demónios totalitários que originaram a maior tragédia do século XX.
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Esperança

“A verdadeira pressão sobre a Rússia tem de ser militar” | Fareed Zakaria | in Diário de Notícias

O jornalista e escritor diz ao DN que o conflito na Ucrânia marca uma nova desordem global e o regresso da competição geopolítica ao palco mundial, após 30 anos de rara ausência. Fala ainda do papel da China, das dúvidas sobre o embargo à energia russa e de como a resposta americana pode mudar em 2024, com o fantasma de Trump sobre a mesa.
Apresentador do programa GPS na CNN e colunista do Washington Post sobre política internacional, Fareed Zakaria vai ser o principal orador da QSP Summit, conferência de gestão e marketing que decorrerá no Porto em junho (28 a 30), e concedeu uma entrevista telefónica ao DN para abordar os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia.
Temos já 70 dias de guerra na Ucrânia e muito aconteceu desde finais de fevereiro, desde o reforço da NATO à mudança na política de defesa na União Europeia ou à disrupção no mercado de energia… É toda uma nova ordem global que está em jogo na Ucrânia?
Eu diria mais que está em jogo uma nova desordem global. Porque o que está a acontecer é que a ordem mundial pós-Guerra Fria foi rompida. E essa ordem estava baseada na ideia de que não havia nenhuma grande disputa geopolítica entre as maiores potências mundiais. Os países mais poderosos do mundo não estavam em competição geopolítica ativa. Nos anos 90, a Rússia era um caixote do lixo, a economia tinha contraído uns 50%, a China valia 1% do Produto Interno Bruto mundial e as outras grandes potências eram aliadas próximas dos EUA: Alemanha, França, Japão, Reino Unido… Foi um período muito pouco usual na História. E permaneceu durante 30 anos, apesar de a China ter crescido e de a Rússia ter reerguido a sua economia, porque o domínio dos EUA era muito evidente.
Continuar a lerChina apresenta propostas para a segurança mundial | Presidente chinês, Xi Jinping

“A segurança é um pré-requisito para o desenvolvimento; e a Humanidade é uma comunidade de segurança indivisível” – afirmou o Presidente chinês, Xi Jinping, no discurso que proferiu, por videoconferência, na cerimónia de abertura da Conferência Anual de 2022 do Fórum do Boao para a Ásia (na quinta-feira, dia 21).
“Xi Jinping propôs uma iniciativa de Segurança Global, propondo-se contribuir, “com a sabedoria e a experiência chinesa”, para enfrentar as mudanças sem precedentes que ocorrem no Mundo.
Analisando os cinco discursos feitos pelo Presidente chinês, desde 2013, no Forum de Boao para a Ásia, verifica-se que “segurança” tem sido sempre uma palavra-chave.
No Forum deste ano, as questões de segurança são ainda mais evidentes, por causa da situação internacional – referem os dirigentes chineses, apontando “a eclosão da crise na Ucrânia, devido à contínua expansão da NATO”, até à formação, pelos Estados Unidos, de grupos de interesses. E acrescentam que a paz está a tornar-se cada vez mais frágil, mas também mais preciosa para o Mundo.
Continuar a ler[1] Nouvelle-Calédonie : la dernière colonie française (Mappemonde Ep.1)
[2] Que fait la Chine en Afrique ? (Mappemonde Ep. 2)
[3] Que veut la Russie de Poutine ? (Mappemonde Ep. 3)
[4] Pourquoi la Turquie s’en prend aux Kurdes (Mappemonde Ep. 4)
[5] Les Etats-Unis sont-ils toujours le gendarme du monde ? (Mappemonde Ep. 5)
[6] Pourquoi l’Afrique du Sud est le pays le plus inégalitaire du monde (Mappemonde Ep. 6)
[7] La France est-elle encore une grande puissance ? (Mappemonde Ep. 7, avec François Hollande)
Lula, o Papa e a Ucrânia | por Carlos Matos Gomes

O Papa Francisco afirmou que quem andou a atear fogueiras à porta dos vizinhos é responsável pelas más respostas dos vizinhos — em claro, falava da Ucrânia de Zelenski e das provocações que fez à Rússia a mando dos Estados Unidos. Uma pedrada no charco das breaking news. Rapidamente abafada. Também tu, Francisco?
Lula da Silva, candidato à presidência do Brasil, deu uma entrevista à revista Time onde a propósito da guerra na Ucrânia afirmou que Zelenski é tão culpado pelo conflito quanto o presidente russo Vladimi Putin. Em resposta ao repórter, que afirmou que Zelensky não quis a guerra, que a guerra foi até ele, Lula respondeu: “Ele [Zelensky] quis a guerra. Se ele não quisesse a guerra, ele teria negociado um pouco mais. É assim. Eu fiz uma crítica ao Putin quando estava na Cidade do México, dizendo que foi errado invadir. Mas eu acho que ninguém está procurando contribuir para ter paz. As pessoas estão estimulando o ódio contra o Putin. Isso não vai resolver. É preciso estimular um acordo.”
Os fazedores de opinião na Europa deitaram as mãos aos cabelos. Já li por aqui nas redes afirmações de antigos adeptos do papa e de Lula a rasgarem os cartões de sócios. Estavam enganados com estes dois apóstolos: são filhos de satanás disfarçados!
Pensando, antes de murmurar abrenúncio:
O Papa Francisco e Lula são duas personalidades do que se designou Terceiro Mundo, dois latino-americanos, que têm uma visão do mundo anti-imperialista e conhecem bem a estratégia dos Estados Unidos — o apoio às ditaduras sul americanas, a violenta exploração de recursos, a elevação de criminosos e ditadores aos mais altos postos da política das suas colónias sul-americanas. A pulsão totalitário do império mundial. Nem o argentino Bergoglio, agora papa, nem o brasileiro Lula têm qualquer ilusão sobre a bondade das intervenções dos EUA em qualquer parte do mundo. Sabem que Zelenski é apenas mais uma marioneta entre tantas que conheceram, Somoza, Videla, Figueiredo, Pinochet… se quisermos ir mais longe, Mobutu, do Congo, os Saud da Arábia, o Marcos das Filipinas…
Acresce, quanto a Lula. A sua declaração faz todo o sentido em termos dos interesses do Brasil (curiosamente não são distintos dos que os militares que ainda apoiam Bolsonaro defendem): O Brasil é a grande potência regional da América do Sul e quer continuar a ser, o que implica ser liderante, ser o mais autónoma possível dos Estados Unidos. O Brasil pretende continuar a pertencer ao grupo dos BRIC, as grandes potências do próximo futuro — Brasil, Rússia, India, China, Africa do Sul — que representam cerca de ¾ da população mundial. Lula quer para o Brasil a liberdade de decisão estratégica que a União Europeia abdicou de ter, submetendo-se de pés de mãos aos EUA. É raiva (não acredito em vergonha) a origem do escarcéu que os órgãos de manipulação ocidentais estão a fazer contra Lula. Com acompanhamento de algumas personalidades (portuguesas) que vêm a política como um conjunto de atos piedosos. Infelizmente a piedade não é um valor na política! Nenhum dos portugueses que é costume citar como grandes portugueses se distinguiu pela piedade, Afonso Henriques, Pedro, o cru, João II, Afonso de Albuquerque, o Marquês de Pombal, Salazar… O mais estranho piedoso da História de Portugal foi o jovem Sebastião, que desfez a nossa ideia de independência!
Quanto ao Papa. O Papa Francisco é o primeiro chefe de uma Igreja Mundial originário de fora da Europa. Ele pretende que o catolicismo sobreviva ao neoliberalismo — o sistema imposto pelos EUA — e ao islamismo — a religião que mais cresce no planeta. Um caminho minado. O papa católico não pode colocar o catolicismo ao serviço do complexo militar industrial dos EUA, do Pentágono, de Wall Street ou do quartel general de Bruxelas da NATO. Ele não pode aparecer aos olhos do mundo como um chefe da religião dos brancos europeus e americanos contra a Rússia.


Francisco não pode ser uma nova versão papa polaco Wojtyla (JPII) ao serviço da estratégia americana contra a URSS nos anos 80 do século passado e não pode perder o tal Terceiro Mundo que aspira a relações equilibradas entre potências, porque essa relação de equilíbrio de poderes lhe é vantajosa… A guerra da Ucrânia ameaça romper um relativo equilíbrio de poderes. Um sistema triangular é uma aspiração razoável dos povos de todo o mundo, que o Papa defende…


Os americanos entendem que o que é bom para a América é bom para o mundo. É um convencimento que não corresponde à realidade presente nem à que se afigura num futuro próximo, mas eles são assim e vêem-se assim. Alguns europeus continuam a ver-se como o centro da civilização planetária. Viajam pouco. Bruxelas não é o centro do mundo. Londres ainda menos.
Os europeus já não contam (ou contam muito pouco) para o mundo para o qual o papa Francisco e Lula da Silva falam. Ambos sabem quem é o Deus desta guerra… é para ele que estão a falar.
Para os interessados o link do Jornal Globo com as declarações de Lula da Silva:
NOTA DO COORDENADOR DO SITE (que me perdoe o Carlos Matos Gomes): tomei a liberdade de colocar 4 fotos de oito personalidades de projeção mundial no final do texto.
Porquê?
Porque penso que são as pessoas indicadas e mais bem posicionadas neste momento para ajudar a encontrar rapidamente o caminho da Paz, com Concórdia e Visão Humanista e Cosmopolita do Futuro da Humanidade. (vcs)
Veuve | Ines Hayouni

Ils se sont dits oui
Pour le meilleur et pour le pire
Elle a passé des décennies à pleurer
C’est dans leur lit conjugal
Qu’elle se verra croupir
Elle maudit le jour
Où elle avait accepté
De vivre avec l’homme
Qu’elle avait tant aimé
Elle n’avait qu’une idée en tête
Celle de déguerpir
Mais les bons moments l’en empêchaient
Il ne passe pas un jour
Sans qu’elle pousse de fourbus soupirs
Elle en avait gros sur le cœur
Personne ne pouvait le nier
Elle se plaignait tous les jours à son seigneur
Il a fini par être fatigué de l’écouter
Alors pour mettre fin à son malheur Il tua son mari
Natalia Osipova & Jason Kittelberger
Moscow, Russia. 27th Jan, 2019. MOSCOW, RUSSIA – JANUARY 27, 2019: Principal dancer of the Royal Ballet (Royal Opera House) Natalia Osipova (front) and US contemporary dancer and choreographer Jason Kittelberger during an open rehearsal for the Light Breath dance project, at a Dance Options Moscow studio at the Winzavod Centre for Contemporary Art; the Light Breath is to be performed on 28-29 January 2019 at the Moscow International Performing Arts Centre.
Credit to Artyom Geodakyan / TASS.

Fotografia | Mulher com gato

SPINOZA | Le conatus
📏 Spinoza considérait que tout ce qui existe est animé par un principe : le désir. Il appelait cela le “conatus”. Or, pour Spinoza, ce ne sont pas seulement les êtres vivants qui sont animés par ce principe de désir, mais tout ce qui existe. Qu’est-ce que cela signifie ? C’est ce que nous allons tenter de découvrir dans cet épisode. Spinoza – “Ethique” : https://amzn.to/3jk7SKL | Spinoza – “Traité de la réforme de l’entendement” : https://amzn.to/2E08ntj | Spinoza – “Traité politique” : https://amzn.to/30iiTTS | Spinoza – “Traité théologico-politique” : https://amzn.to/2OFdAbM#Spinoza#Désir#Existence
O que é Efeito Dunning Kruger?

O efeito Dunning Kruger é um fenômeno comportamental que faz uma pessoa achar que pode falar sobre qualquer coisa, o que é uma inverdade. Descrito pelos psicólogos David Dunning e Justin Kruger, esse efeito diz respeito a pessoas que acreditam cegamente que possuem um preparo maior do que os outros para lidar com qualquer assunto.
Dessa forma, o portador da síndrome de Dunning Kruger costuma fazer escolhas ruins influenciadas por sua arrogância. Consequentemente, o indivíduo alcança resultados insatisfatórios em tudo o que faz por insistir numa sabedoria que não possui.
De acordo com Dunning e Kruger, a pessoa com essa síndrome sofre uma superioridade ilusória. Além de superestimar a si mesma, a incompetência que possui não permite que ela veja os seus próprios erros. Isso porque os psicólogos indicaram que o paciente não sabe lidar com os próprios fracassos e a realidade de não ser tão esperto quanto imagina.
Como Não Se Importar Com o Que Pensam Sobre Você | PEDRO CALABREZ
A Arrogância dos Idiotas | PEDRO CALABREZ
Arrogância e incompetência parecem andar juntas. Por que os incompetentes são tão arrogantes? Por que os idiotas se acham tão incríveis? É sobre isso que o Prof. Pedro Calabrez falará no vídeo de hoje.
Elina Garanca and Berlin Philharmonic
1. Hector Berlioz – Le Carnaval romain, Ouverture caractéristique op. 9 | 2. Hector Berlioz – “D’Amour l’ardente flamme” from “La Damnation de Faust” | 3. Camille Saint-Saëns – Bacchanale (3rd Act) from “Samson et Dalila” | 4. Camille Saint-Saëns – “Mon coeur s’ouvre à ta voix” (2nd Act) from “Samson et Dalila” | 5. Georges Bizet – Selections from Carmen | 6. Manuel de Falla – Excerpts from the ballet El sombrero de tres picos | 7. Ruperto Chapi – Las hijas del Zebedeo “Al pensar” | 8. Agustin Lara – Granada (Encore)
Justificação | O porquê dos meus últimos 4 posts | em contradição com este: 28/04/2022 | GUERRA NO LESTE DA EUROPA | Nota do Coordenador, Vítor Coelho da Silva
A justificação é o resultado prático do meu Spinozismo.
Aqui deixo a explicação em forma de frase de Bento de Espinoza

Olha que não Daniel, olha que não! | por António Filipe | in Jornal Expresso

O comunista António Filipe escreve uma carta a Daniel Oliveira para contestar as críticas que este fez ao PCP por causa da posição sobre a Ucrânia.
Meu caro Daniel Oliveira,
Desde muito jovens que somos militantes de muitas causas e que nos cruzamos nesta vida. Encontramo-nos acidentalmente com alguma frequência, trocamos impressões com enorme cordialidade sobre os mais variados assuntos, fundamentalmente sobre a vida política, que acompanhamos apaixonadamente. Sabemos do que cada um de nós vai escrevendo e dizendo em público. Temos imensos amigos comuns e creio poder dizer que somos amigos. Concordamos muitas vezes e discordamos outras tantas, mas temos em comum o facto de, como escreveu José Fanha, trazermos o mês de abril “a voar dentro do peito”.
Continuar a lerO Twitter e as costas largas da liberdade | Pedro Marques Lopes | in revista Visão

“ A concentração de poder económico em meia dúzia de pessoas teria, cedo ou tarde, consequências políticas sérias. A capacidade de companhias, como a Amazon, a Apple, a Microsoft, o Facebook ou o Twitter, abafarem a possibilidade de empresas do setor fazerem concorrência foi só o princípio (e como noutros momentos da História não faltaram avisos) de um controlo assustador. Ninguém pode admirar-se se o próximo passo for a conquista do poder político, e, para isso, nada mais eficaz do que controlar a opinião, gerar desejos, criar perceções. Dinheiro não é problema.”
Revista Visão desta semana
04/05/2022 | Papa Francisco diz que NATO pode ter provocado invasão da Ucrânia pela Rússia | Lula da Silva e a guerra na Ucrânia: “Zelensky é tão responsável quanto Putin”

Francisco disse que a NATO “ladrou” à porta da Rússia e que isto pode ter provocado a invasão da Ucrânia. Quanto à visita aos países em guerra, o Papa explicou que primeiro quer ir a Moscovo e referiu que sente que não tem de ir à Ucrânia.

“Ele [Zelensky] fica se achando o rei da cocada, quando na verdade deveriam ter tido conversa mais séria com ele: ‘Ô, cara, você é um bom artista, você é um bom comediante, mas não vamos fazer uma guerra para você aparecer’. E dizer para o Putin: ‘Ô, Putin, você tem muita arma, mas não precisa utilizar arma contra a Ucrânia. Vamos conversar!'”
Como guerra na Ucrânia força Alemanha a rever relação com a Rússia
De um lado, petróleo e gás para manter a economia da Alemanha, a maior da Europa, rodando. Do outro, muito dinheiro – que virou uma das mais importantes fontes de renda para a Rússia, um país hoje alvo de muitas sanções. Alemanha e a Rússia criaram uma grande interdependência econômica nas últimas décadas. Mas, agora, com a guerra na Ucrânia, essa relação está sendo colocada em xeque. A repórter Nathalia Passarinho conta neste vídeo quais são as origens históricas dessa relação, a delicada situação econômica que aproxima os dois países e como eles têm se posicionado atualmente.
O PCP | Francisco Seixas da Costa

Face ao policiamento pidesco em curso, imagino que alguns achassem que eu deveria começar este texto por um qualquer “disclaimer” preventivo – falando da Ucrânia, de não ser comunista e coisas assim. Mas, deliberadamente, não o farei, porque não tenho de dar a menor satisfação a esse tipo de gente.
Direi apenas que nem sequer atribuo excessiva importância ao que algumas vozes desgarradas andam por aí agora a remoer contra a legitimidade da existência do Partido Comunista Português, na nossa cena política.
Devemos tratar isso como meros roncos de ressonância fascistóide, quer sejam ditos por portugueses ou por estrangeiros, respondendo a todos com um imenso desprezo e sem a menor consideração.
Retirado do Facebook | Mural de Francisco Seixas da Costa
Casimiro de Brito | DOZE FRAGMENTOS DO MEU “LIVRO DE EROS OU AS TEIAS DO DESEJO”, TÃO MÍNIMOS QUANTO POSSÍVEL E A IMAGEM DA CAPA DO MEU LIVRO (UM FRESCO DE POMPEIA)

1
A morte não existe. Tudo é sexo e canto.
7
Razão? A razão? Que razão? Estou apaixonado.
27
O sexo é um festim; amar, uma cerimónia.
30
Amor, que amor o de quem o vive sem a lâmpada da loucura?
37
Eros, um deus? Com saudáveis pés de barro.
57
Ela nunca se lavava depois de fazermos amor. Levo-te comigo, dizia.
62
A separação é um deserto quando um só grão de areia já seria dor bastante.
64
A arte de amar, sem ti, não me serve para nada.
86
A paixão (essa que tanto dói) é o golpe de graça do amor.
102
As mil e uma noites – a noite que passei contigo.
108
Amando, separo o bem do mal. Ainda não aprendi a amar.
125
Dói. Dói muito. Mas temos ainda espaço para a dor maior, a do amor.
Andréia Kmita | A tecer reflexões em Madrid sobre liberdade

Submersa no meu país, verde vivo de sangue…
Um hoje sem fim
——
Talvez eu não amanheça
nessas palavras de ontem,
antes que me esqueça
trago também notícias do além;
ponteiro pulou hora e me escapei,
sumi sem rumo, andando a cansar
sola, tremendo a arrastar
perna do torpedo que levei.
Continuar a lerJulian Assange | Saúde do fundador da Wikileaks é tão frágil que pode morrer na prisão, defendem 60 médicos

Numa carta aberta a alertar para o frágil estado de saúde do fundador da Wikileaks, mais de 60 médicos defenderam que, caso Assange não receba tratamento adequado, poderá mesmo vir a morrer.
Mais de 60 médicos de diferentes nacionalidades escreveram uma carta aberta ao secretário de Estado britânico para os assuntos internos defendendo a transferência de Julian Assange da prisão de Belmarsh, no sul de Londres, para um hospital universitário devido ao seu estado de saúde. Na opinião dos especialistas, a saúde do fundador da Wikileaks é tão frágil que Assange poderá morrer.
“Escrevemos esta carta aberta, enquanto médicos, para expressar as nossas sérias preocupações em relação à saúde mental e física de Julian Assange”, declararam os especialistas, que basearam as suas conclusões nos relatos de Nils Melzer, relator especial da ONU sobre tortura e tratamentos cruéis, das audições de Assange de 21 de outubro e 1 de novembro, em Londres, no Reino Unido.
Na opinião dos mais de 60 médicos, oriundos de países como Estados Unidos da América, Itália, Alemanha ou Sri Lanka, Assange “precisa de avaliação médica urgente do seu estado físico e metal” e “qualquer tratamento médico indicado deve ser administrado num hospital universitário adequadamente equipado e com uma equipa especializada”. Estes temem que o fundador da Wikileaks não seja capaz de passar pelo processo de extradição pedido pelos Estados Unidos da América. Este está marcado para 25 de fevereiro. Até lá, continuará detido em Inglaterra por existir risco de fuga.
“Se uma avaliação e tratamento tão urgentes não aconteceram, temos preocupações sérias, baseadas nas evidências atualmente disponíveis, de que o sr. Assange possa morrer na prisão. A situação médica é, assim, urgente. Não há tempo a perder”, afirmaram os médicos, citados pela France-Presse.
Friedrich Nietzsche

PELÉ | EDSON ARANTES DO NASCIMENTO
O MELHOR JOGADOR DE FUTEBOL DE TODOS OS TEMPOS

Coisas de William Shakespeare

Rita Hayworth

Discussões no Facebook
El Dios de Baruch de Spinoza | Memo Ríos
Frases de Spinoza
Tratado teológico político | Baruch Spinoza
BARUCH DE SPINOZA (ÉTICA Y CONCEPTO DE DIOS)
Tableaux Vivants | Sutri (VT)
Mozart: Requiem in D Minor, K. 626 (Completed J. Eybler & F. Süssmayr)
Praia da Oura | Algarve | Portugal | Oura View Beach Club


CITAÇÃO | MARCUS TULLIUS CICERO

Poema à Mãe, de Eugénio de Andrade

No mais fundo de ti
Eu sei que te traí, mãe.
Tudo porque já não sou
O menino adormecido
No fundo dos teus olhos.
Tudo porque ignoras
Que há leitos onde o frio não se demora
E noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
São duras, mãe,
E o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
Que apertava junto ao coração
No retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
Talvez não enchesses as horas de pesadelos.
O Povo | Noam Chomsky

VIVA O 1º DE MAIO! | (foto Gerald Boncourt, 1º de Maio 1974) | Lisboa, Portugal

La Clemenza di Tito: “Parto, parto” | Elīna Garanča (Met Opera)
1) As mulheres de Picasso | Retrato de Fernande Olivier + Retrato de Eva Gouel
Pablo Picasso (1881-1973) tinha 23 anos quando conheceu Fernande Olivier na cidade de Paris. Fernande era artista e modelo vivo, e posou para diversas obras da Fase Rosa do artista, inclusive na famosa obra “Les Demoiselles d’Avignon“. Picasso teria pintado cerca de 60 retratos de Fernande. Foi a única mulher de Picasso que o conheceu antes da fama. Ela esteve envolvida com Picasso por 7 anos e, mais tarde, escreveu um livro – “Loving Picasso” – sobre esse período afetivo, que só foi publicado em 1988.
Já rico e afamado, Picasso deixou Fernande por Marcelle Humbert, conhecida como Eva Gouel, a quem chamava de “Ma jolie“. Foi a segunda companheira e musa de Picasso, durante sua época cubista, de 1911 a 1915. Eva faleceu precocemente aos 30 anos, em 1915, em decorrência de tuberculose e câncer, deixando o artista completamente devastado.
“Retrato de Fernande Olivier”, por Picasso. 1906.

“Retrato de Eva Gouel”, de Picasso

Miguel Esteves Cardoso e o SNS

“Não é difícil chegar à conclusão, atingida desde os meus dezanove anos, de que as melhores ideias de todas são a social-democracia e o Estado-providência: não tanto no sentido ideológico, mas na prática.” (MEC)
“Se não fosse o NHS – o sistema de saúde do Reino Unido, onde nasceram, muito prematuramente, as minhas filhas – elas não teriam sobrevivido. Elas devem a vida ao NHS. E eu devo-lhe o amor e a alegria de conhecer a Sara e a Tristana, para não falar no meu neto, António, igualmente devedor, mais as netas e netos que aí vêm.
Se não fosse o SNS (Serviço Nacional de Saúde) eu teria morrido em 2005, com uma hepatite alcoólica causada unicamente por culpa minha. Seria também coxo, quando me deram uma prótese para anca. E, sobretudo, teria morrido, se o SNS não me tivesse dado o antibiótico caríssimo (Linozelid) que me salvou do MRSA assassino que me infectou durante a operação.
Se não fosse o SNS, a Maria João, o meu amor, estaria morta. Se não fossem o IPO e o Hospital de Santa Maria, pagos pelo SNS, ela não estaria viva, por duas vezes.
Sem a NHS e o SNS, eu seria um morto, sem mulher, filhas ou netos. Estaríamos todos mortos ou condenados à inexistência.
Não é difícil chegar à conclusão, atingida desde os meus dezanove anos, de que as melhores ideias de todas são a social-democracia e o Estado-providência: não tanto no sentido ideológico, mas na prática.
A nossa família e as nossas famílias só existem e podem existir se não tiverem morrido. Damos graças aos serviços nacionais de saúde – a esse empenho ideológico e caríssimo – que nos tratam como se fizéssemos parte deles.
Devemos as nossas vidas a decisões políticas tomadas por outros.”
Miguel Esteves Cardoso
Retirado do Facebook | Mural de António Ribeiro
29 de Abril de 1945: II Guerra Mundial. O 7ºExército dos EUA liberta o campo de concentração de Dachau.

O campo de concentração de Dachau foi o primeiro criado pelo governo nazi. Heinrich Himmler, chefe da polícia de Munique, descreveu-o oficialmente como “o primeiro campo de concentração para prisioneiros políticos”. Foi construído nas dependências de uma fábrica de munições abandonada, a cerca de 15 quilómetros a noroeste de Munique, no sul da Alemanha.
Dachau serviu como protótipo e modelo para os outros campos. Tinha uma organização básica, com prédios desenhados pelo comandante Theodor Eicke. Dispunha de um campo distinto, perto do centro de comando, com salas de estar, administração e instalações para os soldados. Eicke tornou-se ainda o inspector-chefe para todos os campos de concentração.
Cerca de 200 mil prisioneiros de mais de 30 países foram “hospedados” em Dachau, dos quais aproximadamente um terço era judeu. Acredita-se que mais de 35.600 prisioneiros foram mortos no campo, principalmente por doenças, má nutrição e suicídio. No começo de 1945, houve uma epidemia de tifo no local, seguida de uma evacuação em massa, dizimando boa parte dos prisioneiros.
Continuar a lerThe Russell-Einstein Manifesto | Issued in London, 9 July 1955

Retirado do facebook | Mural de Ana Filgueiras
“Apelamos enquanto seres humanos para seres humanos:
Lembrem-se da vossa humanidade e esqueçam o resto” ![]()
A Diana Andringa, em tempo infelizmente oportuno, tem vindo a lembrar o Manifesto Russell-Einstein, lançado em Londres , por Russell e Einstein, a 9 de julho de 1955, em plena Guerra Fria. Um apelo humanista ao fim da guerra, e do fabrico e uso de armas de destruição maciça, assinado por onze importantes cientistas e intelectuais . Alertavam então a comunidade internacional para os perigos da proliferação de armamento nuclear, e aos líderes das principais potencias nucleares para a urgência de soluções pacíficas para os conflitos internacionais. É hora de o relembrar…
—— /// ——
Albert Einstein e Bertrand Russel:
“Here, then, is the problem which we present to you, stark and dreadful and inescapable: Shall we put an end to the human race or shall mankind renounce war?”
In the tragic situation which confronts humanity, we feel that scientists should assemble in conference to appraise the perils that have arisen as a result of the development of weapons of mass destruction, and to discuss a resolution in the spirit of the appended draft.
We are speaking on this occasion, not as members of this or that nation, continent, or creed, but as human beings, members of the species Man, whose continued existence is in doubt. The world is full of conflicts; and, overshadowing all minor conflicts, the titanic struggle between Communism and anti- Communism.
Almost everybody who is politically conscious has strong feelings about one or more of these issues; but we want you, if you can, to set aside such feelings and consider yourselves only as members of a biological species which has had a remarkable history, and whose disappearance none of us can desire.
We shall try to say no single word which should appeal to one group rather than to another. All, equally, are in peril, and, if the peril is understood, there is hope that they may collectively avert it.
Mestiçagem e desmitificação do discurso eurocêntrico | por Adelto Gonçalves

I
Terceiro livro do professor Sebastião Marques Cardoso, Poéticas da mestiçagem – textos sobre culturas literárias e crítica cultural (Curitiba, Editora CRV, 2014) resume a clivagem que o autor fez em seus estudos a respeito da literatura brasileira a partir do conhecimento de textos de autores oriundos de países africanos de língua oficial portuguesa, o que se deu, em 2009, quando, já doutor em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), atuou como leitor na Embaixada do Brasil na Guiné-Bissau com bolsa oferecida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação. À época, auxiliou na docência e na administração da Universidade Amílcar Cabral (UAC) e tornou-se o primeiro assessor científico daquela instituição, na ocasião, partilhada com a Universidade Lusófona da Guiné (ULG). Hoje, a UAC, pública, e a ULG, particular, não estão mais interligadas.
Se durante o período da graduação, do mestrado e do doutorado, Cardoso optou pelo estudo de personagens anônimos da literatura brasileira, considerando-os “figurinos” em João do Rio (1881-1921) e “anti-heróis”, em Oswald de Andrade (1890-1954), a partir da experiência africana ampliou suas reflexões críticas, estudando principalmente a obra do guineense Abdulai Sila (1958), autor de Eterna paixão (1994), que é considerado o primeiro romance de seu país. Como observa o professor Benjamin Abdala Junior, da USP, no prefácio que escreveu para a obra, nestes estudos sobre poéticas da mestiçagem há “reflexões atuais sobre as bases críticas da formação de nosso imaginário nacional e também sobre as que se desenharam nos países africanos de língua oficial portuguesa, na particularidade da Guiné-Bissau”.
Continuar a lerPablo Picasso | Guernica, 1937
When a Nazi officer saw Guernica he asked Picasso “Was you who did it?” and Picasso is said to have responded, “No, you did!”.

SONHO | Maria Helena Ventura

Pintei-te vento
guitarra
à janela alcandorada
de matizes loiros.
Castelo ou fragmento
de nuvem?
És o meu sonho
doçura de uma pétala
de lua
a desfazer-se em poalha
de versos.
Le Dieu de Spinoza | Willeime – philosophe du rationalisme intégral
00:00 I – Préambule sur le mot Dieu 06:52 II – Cerner le Dieu de Spinoza 22:00 II – Définitions du Dieu de Spinoza – L’immanence 29:15 II – Genre de Connaissance – la Partie et le Tout 36:04 III – La Finalité et l’Athéisme 48:27 IV – Matérialisme/Spiritualisme – Religiosité Cosmique 1:01:21 V – Rapport aux autres doctrines (Hegel, Bouddhisme, Hawkins, Enthoven, Luc Ferry) 1:14:35 VI – Conséquences Ethiques et Politiques
“Espinosa e Nós” | Gilles Deleuze
29 de Abril | Dia Internacional da Dança | Antonieta Roque Gameiro

Ballerina Svetlana Zakharova Made Me Say Wow!
O Tempo, Esse Grande Escultor | Marguerite Yourcenar

«No dia em que uma estátua é acabada, começa, de certo modo, a sua vida. Fechou-se a primeira fase, em que, pela mão do escultor, ela passou de bloco a forma humana; numa outra fase, ao correr dos séculos, irão alternar-se a adoração, a admiração, o amor, o desprezo ou a indiferença, em graus sucessivos de erosão e desgaste, até chegar, pouco a pouco, ao estado de mineral informe a que o seu escultor a tinha arrancado.
Já não temos hoje, todos o sabemos, uma única estátua grega tal como a conheceram os seus contemporâneos.»
SOBRE A AUTORA:
Marguerite Yourcenar (quase um anagrama do seu apelido verdadeiro, Crayencour) nasceu a 8 de Junho de 1903 em Bruxelas. Escreveu romances como Memórias de Adriano e A Obra ao Negro, e várias novelas. Publicou poesia e traduziu Virginia Woolf, Kavafis, Henry James e espirituais negros. Foi ainda ensaísta e crítica.Primeira mulher eleita para a Academia Francesa, em 1980, afirmou não conceder importância a tal distinção. A sua infância foi invulgar. A mãe morreu quando ela tinha dez dias, sendo educada pela rígida avó paterna e pelo pai, ligado à aristocracia, um viajante inconformista que desempenhou um papel de relevo na sua formação pessoal e literária. Marguerite Yourcenar passava os Invernos em Lille e os Verões, até aos 11 anos, na propriedade familiar em Mont Noir. Estudou em casa e o seu pouco memorável livro de poemas, Le Jardin des chimères, saiu em edição de autor quando tinha 18 anos. Acompanhou o pai em viagens a Londres, durante a Primeira Guerra Mundial, à Suíça e a Itália, onde descobriram a Villa Adriana.
Diário do Escritor | Fiódor Dostoievski

«A ideia do Diário do Escritor nasceu durante a estada de Dostoiévski no estrangeiro em 1867-1871. Sempre atento aos acontecimentos da vida corrente, o escritor sabia captar nos factos aparentemente insignificantes os indícios de fenómenos históricos globais, sabia discernir o lugar desses factos no processo histórico de desenvolvimento dos países, dos povos e das religiões. Os textos do seu “Diário”, enquanto análise e interpretação dos acontecimentos da sua época do ponto de vista da eternidade histórica, mantêm o seu carácter actual ainda hoje, passado quase um século e meio desde a sua criação.» [Da Nota Introdutória de Nina Guerra]
SOBRE O AUTOR:
Fiódor Dostoievski nasceu em Moscovo em outubro de 1821, o segundo de sete filhos. A mãe morreu em 1837, de tuberculose, e o pai, médico, saído da nobreza provinciana, foi assassinado dois anos depois, quando se instalara já como proprietário rural. Dostoievski estudou num colégio interno em Mos- covo e, entre 1838 e 1843, frequentou a Academia Militar de Engenharia, onde se interessou mais por Púchkin, Gógol e Lérmontov do que pelas disciplinas do curso. Nessa época, leu também Shakespeare, Byron e Balzac (traduziu Eugénie Grandet), Victor Hugo, Hoffmann, Goethe e Schiller. Publicou a sua primeira história, «Gente Pobre» (onde a influência de O Capote de Gógol é visível), aos vinte e cinco anos, obtendo um enorme sucesso.
Em 1849, quando escrevera já uma dúzia de contos, foi preso e condenado à morte por participar no Círculo Petrashevski. A pena foi substituída à última hora por cinco anos de trabalhos forçados numa prisão siberiana.
Continuar a ler28/04/2022 | GUERRA NO LESTE DA EUROPA | Nota do Coordenador, Vítor Coelho da Silva
Após a visita do Secretário Geral da ONU, Engº António Guterres, a Moscovo e Kiev, torna-se evidente que os diversos intervenientes neste lamentável e inaceitável conflito, se mostram muito pouco empenhados num cessar-fogo imediato com consequente negociação para um acordo de PAZ, definitivo e duradouro. Deixando um apelo público à Rússia, Ucrânia, USA, NATO, UE e ONU e demais políticos mundiais empenhados numa solução urgente, clara e definitiva, informo que não serão colocados mais artigos visando este tema no Blogue das Culturas. Haja Paz, Concórdia e Visão Humanista do Futuro da Humanidade. (vcs)

O pesadelo da Jugoslávia, 23 anos depois | por Lisa Portugal

O coro hipócrita de muitos dos que agora choram lágrimas de crocodilo pela Ucrânia inclui os agressores da Jugoslávia.
Alguns que agora se sentem tão chocados por haver “guerra na Europa” operaram ou foram cúmplices na bárbara destruição e desmembramento de um país europeu.
Um deles é o amnésico António Guterres, então primeiro-ministro do nosso país, responsável pelo envolvimento de tropas portuguesas na «coligação» que bombardeou a República da Jugoslávia.
A 24 de Março de 1999 iniciaram-se os bombardeamentos da aviação da NATO à Jugoslávia. Durante 78 dias, cumpriram 38 mil missões, das quais 11 mil de bombardeamento, com mais de 23 mil bombas e mísseis.
Os bombardeamentos da NATO, que se iniciaram sem o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, lançaram entre dez a 15 toneladas de urânio empobrecido, que provocaram um número indeterminado de mortos por cancros causados pelas radiações, e fizeram aumentar cinco vezes os casos relacionados com doenças oncológicas.
Os ataques aéreos deixaram o país em ruínas, com milhares de mortos, incluindo civis, e dezenas de milhar de feridos, para além do desastre ambiental que provocou.
Em 2019, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, teve a desfaçatez de afirmar, durante uma conferência com estudantes na Universidade de Belgrado, que os bombardeamentos da Jugoslávia em 1999 foram para «proteger os civis e travar o regime» do então presidente, Slobodan Milosevic.
Neste ataque, ficou célebre a madrugada do dia 23 de Abril de 1999, quando a NATO bombardeou a sede da Rádio e Televisão da Sérvia (RTS), em Belgrado, transformado em alvo militar a abater pelo facto de revelar a agressão à Jugoslávia e uma realidade não conforme com a que foi fabricada pelo Ocidente, nomeadamente evidenciando as consequências dos ataques da Aliança Atlântica a pontes, comboios, mercados e fábricas.
António Guterres, secretário-geral da ONU, que afirmou recentemente não fazer «qualquer sentido» a guerra na Ucrânia, sublinhando que a operação russa «viola a Carta das Nações Unidas e causará um nível de sofrimento que a Europa não conhece desde pelo menos a crise dos Balcãs dos anos 90», enquanto primeiro-ministro de Portugal foi responsável pelo envolvimento de tropas portuguesas na coligação que bombardeou a República da Jugoslávia, sob a hegemonia da NATO, dos EUA de Bill Clinton e do Reino Unido de Tony Blair.
Foto: Guerra na Jugoslávia – invadida pelos EUA/NATO
Retirado do Facebook | Murais de Lisa Portugal e José Luis Roquete
António Guterres, secretário-geral da ONU | “uma guerra no século XXI é um absurdo”

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esta quinta-feira que “uma guerra no século XXI é um absurdo”, durante uma visita a Borodianka, nos arredores da capital da Ucrânia, perante um cenário de casas em ruínas.
Borodianka é uma das localidades onde os ucranianos acusam os russos de terem cometido crimes durante a ocupação da região em março.
Na sua primeira visita à Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, António Guterres tem encontro marcado para esta tarde com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tendo visitado também durante a manhã as localidades de Bucha e Irpin.
Em Bucha, o secretário-geral das Nações Unidas sublinhou a importância de uma investigação sobre a eventuais crimes de guerra.
Continuar a lerCan quantum physics explain consciousness? | Cristiane de Morais Smith
Studium Generale | It is one of the most fundamental questions in science. How can we explain human consciousness? Cristiane de Morais Smith and her research group decided to investigate quantum transport in artificially designed fractal structures. They might be taking the first steps on a long journey that will be the unification of physics, mathematics and biology, to reach a deeper understanding of the human body and its functioning, as well as to inspire designs of more efficient quantum algorithms. Can consciousness be explained by quantum physics?
Registration of the Hendrik de Waard Lecture on April 4, 2022.
ONU assume o papel de juiz | por Miguel Castelo Branco
26/04/2022 | Na conferência conjunta com Lavrov realizada em Moscovo e há pouco terminada, retive a seguinte afirmação de António Guterres, talvez as mais importantes e surpreendentes produzidas nos últimos dois meses: «compreendo as preocupações russas» [a respeito do incumprimento pela Ucrânia dos acordos assumidos e não cumpridos por Kiev em Minsk].
Guterres toca no equilíbrio do sistema internacional, frisando que a paz no mundo multipolar depende do aprofundamento do multilateralismo, ou seja, reconhece que a instabilidade presente resulta do não reconhecimento [pelos EUA, outrora potência unipolar] da realidade de hoje.
Quanto às declarações de Lavrov a respeito da inquietante presença de grupos e elementos extremistas nas fileiras das forças ucranianas, Guterres nada disse, como que reconhecendo um fundo de razoabilidade em tais acusações russas.
Retirado do Facebook | Mural de Miguel Castelo Branco
A nossa perigosa aliança por causa do Donbass | por Doug Bandow* / in American Conservative | “As advertências de George Washington”

A classe diplomática (dos EUA) esqueceu completamente as advertências de “George Washington” sobre relações especiais com nações estrangeiras.
O governo Biden está apostando tudo na Ucrânia. As autoridades (americanas) estão abandonando cada vez mais a cautela necessária para evitar que os Estados Unidos se tornem co-beligerantes contra a Rússia.
Sucedem-se carregamentos de armas para Kiev e as entregas já se fazem abertamente. É importante ressaltar que o governo mudou seus objetivos de “ajudar a Ucrânia” para “enfraquecer a Rússia”.
Tanto o presidente George Washington quanto o secretário de Estado John Quincy Adams alertaram os americanos sobre este tipo de comportamento. No entanto, já não é a primeira vez nos últimos anos que isto acontece nos EUA. Os funcionários parece que se esquecem de qual o país que deveriam representar.
Em agosto de 2008, os EUA aproximaram-se do limite com a Rússia sobre a república da Geórgia. Depois de tirar vantagem da fraqueza de Moscovo no pós-Guerra Fria, empurrando a OTAN cada vez mais para o leste e desmantelando a Iugoslávia no conflito sobre Kosovo, o governo George W. Bush prometeu adicionar a Ucrânia e a Geórgia à aliança “transatlântica”.
Continuar a lerInterrupção por motivos técnicos desde 11/04/2022 | Vítor Coelho da Silva

27/04/2022
Informamos que a interrupção na colocação de artigos no blogue Das Culturas teve como motivo problemas técnicos já resolvidos.
Qualquer comunicação deverá ser feita pelo mail: viplano@hotmail.com
Natalia Osipova and Ivan Vasiliev | Serenata (Cantata)
Jane Russel & Marilyn Monroe

Blog: Ensinar História | Joelza Ester Domingues | Surge o nome “América” para o novo continente

Em 25 de abril de 1507, o mapa Universalis Cosmographia do cartógrafo alemão Martin Waldseemüller trazia, pela primeira vez, o nome “América” para designar as terras descobertas por Cristóvão Colombo quinze anos antes. O mapa publicado em mil cópias revolucionou a percepção das pessoas mostrando que as terras descobertas pelo navegador genovês era um Novo Mundo e não um apêndice da Ásia.
O mapa fazia parte do livro Cosmographiae Introductio (“Introdução à Cosmografia”) cujo título completo era: “Introdução à Cosmografia com certos princípios necessários de Geometria e Astronomia aos quais são adicionadas as quatro viagens de Américo Vespúcio e uma representação de todo mundo, como projeção esférica e superfície plana, incluindo terras que eram desconhecidas de Ptolomeu, e foram recentemente descobertas. De acordo com o título do livro, o autor utilizou como referência os relatos de Américo Vespúcio sobre suas viagens de exploração às novas terras. No capítulo IX da “Introdução à Cosmografia”, Martin Waldseemülle comentou a respeito das terras descobertas: “Hoje, essas partes do mundo – Europa, África e Ásia – foram mais plenamente exploradas, e uma quarta parte foi descoberta por Américo Vespúcio, como se pode ver nos mapas anexos. E, como Europa e Ásia receberam nomes de mulheres, não vejo razão para não chamar esta outra parte de Amerige, isto é, a terra de Amérigo, ou América, em honra do sábio que a descobriu”.
Continuar a lerFOTOBIOGRAFIA | João Bosco Mota Amaral

Porque saiu o Reino Unido da União Europeia? | Carlos Matos Gomes

O regresso da querela trinitária
Uma das mais conhecidas e absurdas separações políticas foi a que separou o império romano cristão do Ocidente (Roma) do império romano cristão do Oriente (Constantinopla) no século IV por causa da célebre e decisiva questão que ficou conhecida como a “Querela Trinitária”. Discutida no concílio de Niceia.
Os cristãos dividiram-se, em termos muito simples, por causa de uns duvidarem da divindade do Espirito Santo e considerarem o Pai superior ao Filho, e outros considerarem a unidade da Trindade.
A pergunta de sempre e até hoje é: Afinal separaram-se porquê se eram iguais e tinham a mesma visão do mundo com início numa semana de sete dias, no mesmo Deus que mandara Abraão sacrificar o filho só para lhe testar a obediência, entre tantos outros factos extraordinários, aos quais pouco alterava haver um Deus em três ou três num Deus?
Hoje, perante o comportamento do Reino Unido e da União Europeia quanto ao decisivo e de consequências não imaginadas conflito que tem lugar na Ucrânia, a pergunta, a minha pergunta, é, porque saiu do Reino Unido da União Europeia, ou: porque não aceitou a União Europeia as condições do Reino Unido para este permanecer no clube?
Continuar a lerClasse média e Ucrânia! | Carlos Matos Gomes

O termo “classes médias” não tem uma definição universal, mas sabemos que nas modernas sociedades são elas que pagam as contas. São os explorados de boa vontade e animados com a fé de serem colaboradores dos ricos.
A classe média é um grupo social em que o trabalho foi substituído pela colaboração. A doutrina do neoliberalismo separou os seus elementos dos trabalhadores (assalariados) ao convencê-los que o seu bem-estar futuro se deve à sua iniciativa individual, à sua agressividade, à sua disposição para fazerem tudo, à certeza de que os fins justificam os meios, da inutilidade de ações coletivas, de políticas sociais, da solidariedade.
O medo que o comunismo conquistasse os trabalhadores e as classes médias europeias fora a razão da criação do estado de social na Europa, conduzido pelas sociais-democracias e pelas democracias cristãs. Uma das causas da II Guerra Mundial, da ascensão do nazismo e da complacência da Inglaterra e dos EUA foi o medo que o comunismo destronasse o regime de domínio dos patrões. O fim da URSS ditou o fim desse medo e abriu caminho ao neoliberalismo, ao fim do Estado social a que estamos a assistir, juntamente com o fim dos partidos tradicionais na Europa continental.
Continuar a lerPOMBA DA PAZ | MULHER DA PAZ


UM JUDEU EM LISBOA | JOSHUA RUAH

SINOPSE
Um dos grandes méritos desta autobiografia, Joshua Ruah. Um Judeu de Lisboa, reside na ausência de literatura. É uma descida às raízes, sem quaisquer limitações convencionais, para nos transmitir o que se acumulara nos espaços invisíveis do universo mais íntimo. Faz um balanço à vida. Apresenta nos a realidade quotidiana, nos seus múltiplos aspetos, através de uma comunicação frontal, numa linguagem direta, persuasiva e imediata com os leitores.

SOBRE O AUTOR
Por exemplo, eu provavelmente sou berbere. Não se tem a certeza porque o meu apelido em hebraico pode ler-se de duas maneiras diferentes, ou aquela que eu uso, e que quer dizer «espírito ao vento», ou um nome que existia no Médio Oriente, que se escreve com as mesmas letras e se pronuncia «Revah». Sempre que lá vou dizem que sou (…)
1) Mapa das áreas ocupadas pela Rússia (12% ?) | 2) Como a Ucrânia cresceu. Engraçado, não é?
Meus amigos, aprendam e não deixem que vos lavem o cérebro.


O LADO ESCONDIDO DESTA GUERRA | por António Ribeiro

A ida de Boris Johnson a Kiev, ao encontro de Zelensky, põe a nu alguns factos que não nos podem escapar.
A versão oficial é a de que Boris foi à Ucrânia num avião britânico, tendo provavelmente aterrado num aeroporto militar polaco próximo de Lublin. E que depois tomou um comboio normal ucraniano até Kiev.
E ninguém soube antes de nada. Nem mesmo uma das toupeiras de Moscovo infiltradas nos altos meios britânicos, coisa que tem imensa tradição. E por que foi às escondidas, enquanto Ursula von ser Leyen foi esta semana às claras? E tudo correu bem.
Além destes casos, há ainda o de Zelensky. A inteligência militar russa também sabe onde ele está e podia acabar com ele, caso quisesse.
Ora nada disso acontece. Porque há uma espécie de entendimento secreto entre as várias potências envolvidas para se conterem nos seus limites. Só pode.
É importante não acreditar em tudo o que se vê e se relata. Nada disto bate certo. E há quem saiba já como este drama vai acabar, embora faltem os pormenores.
Retirado do Facebook | Mural de António Ribeiro
A loucura de Biden na Ucrânia | por Douglas Macgregor – The American Conservative

“O presidente Biden e o partido único da política externa, estão restaurando a condição estratégica que Washington temia em 1940.
Os americanos acham difícil determinar se as decisões políticas do governo Biden em relação à Ucrânia são produto de uma estratégia deliberada, incompetência extraordinária ou alguma combinação de ambos. Ameaçar a Rússia, uma potência com armas nucleares, com mudança de regime e, em seguida, anunciar uma política de armas nucleares que permite o uso de armas nucleares nos Estados Unidos sob “circunstâncias extremas” – respondendo a uma invasão por forças convencionais, ataques com armas químicas ou biológicas – sugere que o presidente Biden e seu governo realmente estão fora de contato com a realidade.
Os eleitores americanos compreendem instintivamente a verdade de que os americanos não têm nada a ganhar com uma guerra com a Rússia, declarada ou não. Uma curta viagem a quase qualquer supermercado ou posto de gasolina nos Estados Unidos explica o porquê. Na semana passada, a inflação atingiu seu ponto mais alto em quase 40 anos e os preços da gasolina dispararam desde o início do conflito na Ucrânia.
Graças à disseminação ininterrupta da mídia ocidental de imagens desfavoráveis dos líderes russos e seus militares, parece que o presidente Biden é capaz de adotar qualquer narrativa que se adeque ao seu propósito. No entanto, obscurecer as verdadeiras origens desse trágico conflito – a expansão da OTAN para o leste para incluir a Ucrânia – não pode alterar a realidade estratégica. Moscovo não pode perder a guerra com a Ucrânia mais do que Washington poderia perder uma guerra com o México.
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