Author Archives: Das Culturas
Zorba del Griego (Piano sólo) | Abel Rojas
Zorba del Griego de Mikis Theodorakis. Video de ensayo para el recital en Complejo Monumental de Belén en la ciudad de Cajamarca en abril del 2016
Detalle: el audio está con mucha reverberación por el ambiente, aclaro que no es por el pedal. Arreglo de Abel Rojas Arévalo
Zorba el Griego | Paola Hermosín
Clauder Arcanjo: tributo à mulher nordestina | por Adelto Gonçalves

I
Mulheres fantásticas (Mossoró: Sarau das Letras Editora; Fortaleza: Edições Poetaria, 2019), reunião de dezoito pequenos contos, do cronista, romancista, crítico literário e contista Clauder Arcanjo (1963), que constitui um tributo ao realismo fantástico tão presente nas histórias do Nordeste brasileiro, na definição do próprio autor, tem como figura central a mulher e suas habilidades únicas, que tanto intrigam os homens, que, muitas vezes, buscam em vão explicações para o seu comportamento. Não foi para tentar encontrar essas respostas que o Clauder Arcanjo escreveu estes contos, mas, principalmente, para realçar estes mistérios.
Para tanto, tratou de imaginá-las como elementos da natureza, objetos e até animais, como galinha, sapo, abelha, mas sem cair no tratamento chulo das palavras, ou ainda forças naturais, como ventania, maré e nuvem, ou sentimentos, como saudade, mostrando com leveza e bom humor os dramas que ocorrem no relacionamento entre homens e mulheres. Na visão do autor, os homens se mostram frágeis e incapazes de compreender a sensibilidade delas.
Continuar a lerCarlos Moedas | Entrevistado por Luís Osório

Deixo-vos uma conversa que tive com Carlos Moedas, em 2018. Uma conversa que está publicada no meu livro “30 Portugueses, 1 País”, editado pela Guerra e Paz, em 2019.
*
CARLOS MOEDAS
“Quando estamos lá fora somos sempre amados, mas depois um dia, ao voltar para cá, as pessoas já não gostam assim tanto”
Nasceu em 1970. Estrangeirado e sem anticorpos visíveis é um político que muitos acreditam poder marcar o futuro.
Conversámos no dia 11 de outubro. de 2018.
Sabe que não existe nenhum alentejano que tenha conquistado o poder na nossa história?
Continuar a lerCette expérience valide la théorie de la relativité d’Einstein

En 2019, l’observation du trou noir supermassif situé au centre de notre galaxie permet de tester une nouvelle fois la théorie de la relativité générale publiée en 1915.
Que se passe-t-il lorsqu’une étoile passe près d’un trou noir supermassif ? Elle offre aux astronomes l’opportunité de tester les théories d’Einstein.
En observant le comportement d’une étoile tournant autour du trou noir situé au centre de notre galaxie, les scientifiques ont confirmé que le champ gravitationnel intense de ce mystérieux objet cosmique avait un effet sur la lumière stellaire, retardant considérablement le voyage dans l’espace de ses visiteurs. Cette observation est le meilleur moyen de tester une prédiction clef de la théorie de la relativité générale d’Einstein, qui suggère que la lumière perd de l’énergie lorsqu’elle a du mal à se déplacer à travers un champ gravitationnel extrême.
Gabriel Nascente: poesia e pesadelo epidêmico | por Adelto Gonçalves

I
Tirar poesia do horror – foi a essa ingente tarefa que se atirou o experimentado poeta goiano Gabriel Nascente (1950) para produzir o alentado A Ópera dos Ausentes – pesadelo epidêmico: poema-reportagem (Goiânia, edição do autor, 687 páginas), provavelmente a primeira obra poética de vulto inspirada pela pandemia do coronavírus (covid-19), que desde o final de 2019, quando apareceu na cidade de Wuhan, na China, tem trazido dor e pânico em todo o planeta.
Logo no pórtico, o poeta diz que este longo poema foi “construído com a iluminação das trevas”, ao som “horripilante das ambulâncias despedaçando a inocência das madrugadas”. E tão assoberbado se sentiu diante do tema e da ameaça de morte que ronda todos nós que tratou de propor um novo gênero literário, o poema-reportagem, pois só assim se sentiria capaz de narrar essa tragédia universal, “sob o impacto das mais dolorosas emoções e sofrimentos, causados pelo assombroso vírus”.
Como observa no prefácio intitulado “A cerimônia das trevas”, que escreveu para a sua própria obra, Gabriel Nascente diz que a questão central do poema “foi trazer para dentro do texto as sombrias impressões de uma realidade (cruelmente mortífera)”, que roubou a vida de mais de cinco milhões de seres humanos em todo o mundo e continua desvairada em sua sanha assassina. E confessa que o fez “arrastado pelas correntes do choque”, pois, do contrário, “estaria mastigando a solidão das paredes. Ou uivando como um louco entre as grades de um hospício”.
Continuar a ler‘Every second is intense’ – Natalia Osipova on Anastasia (The Royal Ballet)
Maya Plisetskaya | Bolero (choreography by Maurice Béjart)
Coppélia | Full Length Ballet by Bolshoi Theatre ft. Natalia Osipova
La Traviata: Full Opera | Renée Fleming, Joseph Calleja, Thomas Hampson | Orchestra of the Royal Opera House
LA TRAVIATA | Coro di zingarelle e mattadori Giuseppe Verdi
Maria Callas sings “Casta Diva” (Bellini: Norma, Act 1)
The great Maria Callas performs an aria from her signature role, Bellini’s druid priestess Norma, with the Orchestre de l’Opera National de Paris and Georges Sebastian. Recorded live at the Palais Garnier on the 19th of December 1958, this concert marked the soprano’s debut at the Paris Opera, a major social event for Parisians and for which Callas donned her most elegant couture and a million dollars’ worth of jewelry.
Anna Netrebko | Grieg: Solveig’s Song
Diana Vishneva and Marcelo Gomes in Vertigo
DIVULGAÇÃO | Fernando Venâncio
Será realmente, como me parece, o mais belo livro de não-ficção que já li? Gosto de pensá-lo. Que a Ciência tenha exigido tanto brilho mental, tanta sorte também, mas igualmente tantos empecilhos, tantas rivalidades, tantos desenganos, eis o que eu ignorava.
Ann Druyan, mulher e sucessora do grande Carl Sagan, muniu-se duma equipa de excelência, e produziu uma nova série televisiva (que não vi, porque a vida não é só astrofísica…) e um livro que a acompanhava. Este. São horas de delícia, de surpresa, de deslumbramento. Isto, tudo isto que nos cerca, é muito, mas muito, fascinante.
Retirado do Facebook | Mural de Fernando Venâncio

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS | MINDE VAI MUDAR
Identificamos algumas situações e obras onde pretendemos intervir, e conjugamos as mesmas com projetos em curso pela CM de Alcanena. E o certo é que Minde vai mudar.
Não prometemos o que não depende de nós, mas garantimos que iremos desenvolver todos os esforços para que tal seja possível.
O combate á desertificação começa por tornar Minde numa freguesia atrativa e acolhedora, e essa será a n/ missão nos próximos 4 anos. Minde merece mais e mais, e nós iremos fazer por isso!!
Dia 23 Set (5ªfeira) pelas 20h no Cine-Teatro em Minde, convidamos a população a vir conhecer todas as n/ ideias e propostas.
JUNTOS IREMOS CONSEGUIR!!!

António Santarém 2021 | Candidato à Junta de Freguesia de Minde

Esta minha apresentação é um gesto de cortesia e consideração para com todos e cada um de vós.
Quero dizer-vos directa e pessoalmente que sou candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Minde.
Apenas movido pelo interesse comum da nossa terra e freguesia, do seu desenvolvimento e progresso, na linha da melhor herança de trabalho e querer dos nossos antepassados.
Conhecem-me bem. Sabem qual tem sido o meu percurso de vida, sempre próximo e solidário com a população de Minde e de toda a Freguesia, Covão do Coelho e Vale Alto. Tenho estado sempre disponível para ajudar, fazer e participar com todos os movimentos e associações da nossa terra e Freguesia.
Olhem mais para as pessoas do que para os partidos. Para as pessoas da vossa confiança, que conhecem bem. Para as pessoas que amam a terra e Freguesia onde residem e querem mais harmonia entre todos os órgãos autárquicos – Câmara e Assembleia Municipal – de modo a que o novo futuro seja maior e melhor para todos.
Bem hajam pela vossa atenção.
António Santarém
ZIPLINE MINDE | Polje de Minde | Minde merece um novo futuro
Zipline é uma atividade de turismo de natureza inovadora realizada com base numa descida gravitacional tipo slide num cabo suspenso entre dois pontos com desnível acentuado.
Permite o desfrutar de paisagens naturais em total conforto e segurança. Apesar de muito emotiva, é uma atividade tranquila, plena de energia positiva e com forte adesão social e turística.
Em Minde existem condições naturais propícias a esta atividade – do marco Geodésico até aos Alves Raposo (antiga fábrica).
+ investimento privado para Minde + economia ambiental em Minde + emprego qualificado em Minde + turismo de natureza em Minde.




‘Quadrigrafias’: a poesia do efêmero | por Adelto Gonçalves

I
O leitor compra um livro e leva quatro boas obras de poesia. É esta a proposta de Quadrigrafias, fruto de um projeto criado e incentivado pelo escritor e diplomata Márcio Catunda, desde 2003, que consiste na edição de livros de livros. Quadrigrafias reúne quatro obras independentes entre si: Elaine Pauvolid comparece com Silêncio-Espaço, Márcio Catunda com Dias Insólitos, Tanussi Cardoso traz Dos Significados e Ricardo Alfaya, Álbum sem Família.
O título é alusivo aos quatro autores, suas escritas, suas visões e suas visualidades, já que a palavra grafias tanto sugere a escrita quanto as artes visuais, modalidades que cada vez andam mais próximas. Essa é a terceira coletânea de livros individuais em que os quatro autores estão juntos. As anteriores foram Rios (Rio de Janeiro, Ibis Libris, 2003), e Vertentes (Rio de Janeiro, Editora Five Star, 2009).
Continuar a lerFull Cabaret medley from “Liza with a ‘Z'”, 1972 | Liza Minnelli
Lili Marleen | Marlene Dietrich | Letra alemán y español
Madame Butterfly | Maria Callas
Puccini: Madama Butterfly, Act 2: “Un bel di vedremo” (Butterfly)
Der Hirt auf dem Felsen (Schubert) | Aksel Rykkvin (14y), Ib Hausmann & Christian Ihle Hadland
Aksel Rykkvin – boy soprano (14y) | Ib Hausmann – clarinet | Christian Ihle Hadland – piano
Miserere mei, Deus (Allegri) | Nordstrand Church Choir | Aksel Rykkvin (12y treble) | NRK
O que vestir na escola? E no trabalho? | Carlos Matos Gomes

A escola do Agrupamento de Escolas Cardoso Lopes, na Amadora, tinha afixado à sua porta um cartaz a mostrar o que os alunos podiam ou não vestir, um código de vestuário para frequentar um estabelecimento de ensino público.
O ensino público inclui dois pontos nucleares que a sociedade, através do Estado, entende serem essenciais para a vida em comum e, por isso, decidiu afetar-lhe vastos recursos públicos: saber de humanidades e ciências que se possam traduzir em criação de riqueza e bem estar e uma integração social que proporcione uma harmoniosa vida em comum, isto dentro do princípio de que uma sociedade é mais que um agregado caótico de individualidades. Eram proibidas tops cai-cai — uma peça de pano usada por mulheres que circunda as mamas e deixa o umbigo à vista — calções curtos, calças largas ou descaídas, segundo a moda originária das prisões americanas para os presidiários anunciarem a disposição para relações sexuais (segundo informação da internet).
No regulamento interno da escola existia também uma regra que determinava que o vestuário não podia “expor partes do corpo, que possam atentar contra o pudor público”.
Continuar a lerAUKUS: UM ACORDO PARA ACORDAR A UNIÃO EUROPEIA | Paulo Sande

Não podia vir mais a propósito.
Três países – EUA, Reino Unido e Austrália, aliados antigos, um dia depois de Ursula von der Leyen ter feito o seu discurso da União e apelado à Europa da Defesa, anunciaram um acordo de segurança que é, na opinião de muitos especialistas de segurança, o maior desde a 2ª guerra mundial.
O AU – (u)K – US (AUKUS) formaliza a cooperação de defesa entre estes países na região do Indo-Pacífico e foca-se na capacidade militar, com dimensões como a cibernética, tecnologias quânticas, inteligência artificial. E depois (ou antes) há os submarinos.
1. SUBMARINO AO FUNDO
A compra de submarinos nucleares pela Austrália, o investimento mais caro de todo o acordo, criou um incidente diplomático com a França. Não admira, pois fica em causa o contrato (de 2016) de venda de 12 submarinos convencionais por parte da França à Austrália que, com este acordo, compra submarinos nucleares aos EUA (que pela 2ª vez apenas partilham a sua tecnologia submarina), tornando-se o 7º país do mundo a tê-los.
Continuar a lerFreddie Mercury’s OPERA Voice!
Ave Verum Corpus (Mozart) | King’s College, Cambridge
Como entender a equação de Einstein para a relatividade geral | Albert Einstein | in https://bigthink.com
Matematicamente, é um monstro, mas podemos entendê-lo num inglês simples.

– O que parece uma equação compacta são, na verdade, 16 equações complicadas, relacionando a curvatura do espaço-tempo à matéria e energia do universo.
– Ele mostra como a gravidade é fundamentalmente diferente de todas as outras forças e, no entanto, de muitas maneiras, é a única que podemos compreender.
Embora Einstein seja uma figura lendária na ciência por um grande número de razões – E = mc², o efeito fotoelétrico e a noção de que a velocidade da luz é uma constante para todos – sua descoberta mais duradoura é também a menos compreendida: sua teoria de gravitação, relatividade geral.
Antes de Einstein, pensávamos na gravitação em termos newtonianos: que tudo no universo que tem massa atrai instantaneamente todas as outras massas, dependendo do valor de suas massas, da constante gravitacional e do quadrado da distância entre elas.
Mas a concepção de Einstein era totalmente diferente, baseada na ideia de que o espaço e o tempo eram unificados em um tecido, o espaço-tempo, e que a curvatura do espaço-tempo dizia não apenas à matéria, mas também à energia como se mover dentro dela.
CONTINUAR (utilize o Google Translate)
https://bigthink.com/surprising-science/einstein-general-theory-relativity-equation/
‘Ar de arestas’: uma meditação sobre a dor | Iacyr Anderson Freitas | por Adelto Gonçalves


Livro de Iacyr Anderson Freitas: poeta presente em mais de 20 antologias no Brasil e no exterior, e Ozias Filho, jornalista, fotógrafo e poeta: carioca radicado em Portugal há três décadas (em baixo).

A precariedade da vida ou a dor da partida – este é o tema de um longo poema de Iacyr Anderson Freitas que se lê em Ar de arestas (São Paulo, Escrituras Editora, Juiz de Fora-MG, Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage-Funalfa, 2013), livro finalista do Prêmio Jabuti e semifinalista do Prêmio Portugal Telecom. Em quadras rimadas, com versos heptassílabos, trata-se de um peça que medita sobre a precariedade iminente do ser, sobrepujado pela manifestação da dor, que lhe é transfigurada “através da exploração sistemática de um sistema de símiles e metáforas”, como observou o crítico, contista, ensaísta e tradutor Paulo Henriques Britto em enriquecedor posfácio que escreveu para este livro.
Continuar a lerUM DISCURSO COM ALMA SOBRE O ESTADO DA UNIÃO | de Ursula von der Leyen | Paulo Sande

“Se sembra impossibile allora si può fare”
Como todos os anos, ritual inaugurado pelo muito nosso (salvo seja) Durão Barroso, quando Presidente da mesma Comissão, Ursula von der Leyen, actual incumbente no cargo, pronunciou ontem, 15 de setembro, o seu discurso da União – em 2021, num ano ainda duro, dolorosamente presente, de futuro indecifrável, onde mora o medo mas também a coragem, o desânimo mas também a esperança.
Aqui ficam dez apontamentos sobre este discurso – um grito pela Alma da Europa.
1. A Europa, em tempo de pandemia, assegurou o acesso praticamente simultâneo de todos os países europeus à vacina. E foi a única região a partilhar metade das vacinas com o resto do Mundo (700 milhões de doses para os europeus, 700 milhões espalhadas pelo globo). E mais de 70% dos adultos europeus estão vacinados. E o projeto europeu HERA, num investimento de 50 mil milhões €, visa garantir que nenhum vírus transformará no futuro uma epidemia local numa pandemia global.
Continuar a lerAs Inseparáveis | Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir tinha nove anos quando conheceu Zaza, Élisabeth Lacoin. Da intensa amizade que nasceu desse encontro, e que apenas a morte trágica de Zaza, aos 21 anos, terminou, nasce o livro As Inseparáveis, uma pequena preciosidade literária que a Quetzal publica pela primeira em Portugal, com tradução de Sandra Silva e posfácio de Sylvie Le Bon de Beauvoir, filha adotiva da autora, Simone de Beauvoir.
Esta é a história de duas amigas inseparáveis, da infância à idade adulta, um livro de grande valor literário e documental e uma peça importante no conhecimento da vida e obra da autora. Zaza foi uma personalidade extraordinária em vida, e a sua memória perdurou através das personagens em vários livros de Beauvoir, como Memórias de uma Menina Bem-Comportada e Os Mandarins.
Escrito em 1954, As Inseparáveis narra, em registo ficcional, a história das duas raparigas rebeldes, ao longo da sua educação sexual e intelectual, personificadas em Andrée e Sylvie. Quando Andrée começa a frequentar a escola de Sylvie, esta fica imediatamente fascinada com a nova colega: tão inteligente, elegante, sensível e autoconfiante como uma adulta. Ficaram logo amigas, conversavam e faziam planos durante horas a fio. Mas Andrée escondia algumas feridas e sofria uma educação demasiado exigente e repressora. Andrée é Zaza; e Sylvie, a pequena Simone.
Nesta edição, Sylvie Le Bon de Beauvoir faz um relato factual e cronológico desta amizade da sua mãe, da vida e do contexto familiar de Zaza, e inclui um conjunto de cartas e de fotografias que ajudam a documentar a história que as une. Disponível a partir de hoje.
Quetzal | Grupo Bertrand Círculo
“Não não existe democracia com algoritmo” | Entrevista com Francisco Louçã

No seu último livro, o economista e professor catedrático no ISEG analisa como as redes sociais e as novas tecnologias podem ser poderosos instrumentos de condicionamento da liberdade humana e garante que “Não é possível perceber o ascenso da extrema-direita hoje sem o papel das redes sociais”.
Muito mais que um terço da humanidade frequenta o Facebook, um número muito superior de pessoas se englobarmos todas as outras redes sociais. É impossível perceber a sociedade actual sem entender os efeitos dessas novas realidades tecnológicas e sociais nas nossas vidas. Segundo o autor, vivemos um sociedade de medo. Tornamo-nos cobaias do maior espaço social que existe, com a plataformização do trabalho, a vigilância de dados e a sua comercialização. Francisco Louçã aproveitou o confinamento para ler sobre a erupção das redes sociais e as suas implicações na política e na vida, criando uma espécie de ditadura do presente que esmaga o futuro e ignora o passado. Desse trabalho, resultou o livro: “ O Futuro Já Não É o que Nunca Foi, uma Teoria do Presente”.
As redes sociais e as mutações que elas implicam não são a sua área de trabalho habitual?
Sim, mas é uma preocupação crescente, acho que vamos entrar num período muito complicado e perigoso.
Para esse alerta é importante a saída de livros como o “Capitalismo de Vigilância” de Soshana Zuboff?
Já tinham saído uma série de trabalhos antes desse livro, antes de chegar ao “Capitalismo de Vigilância”. Apesar de não partir de uma análise de classes é um trabalho é muito interessante.
Continuar a lerDoce Certeza | Florbela Espanca

Por essa vida fora hás-de adorar
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d´ouro fulgindo em muita boca!
—
Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d´ouro e risos de mulher,
Muito beijo d´amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer…
—
Hás de tecer uns sonhos delicados…
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos!…
—
Mas nunca encontrarás p´la vida fora,
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo d´amor que são meus versos!…
—
Florbela Espanca, in “A Mensageira das Violetas”
Retirado do Facebook | Mural de Emilia Roque
Insubstituíveis e heróis circunstanciais | Carlos Matos Gomes

Jorge Sampaio deixou um exemplo. Um exemplo de santidade ou martírio? Não: um exemplo de decência!
Os cemitérios estão cheios de insubstituíveis. É uma frase feita para querer significar que nem nos devemos dar demasiada importância, nem aos outros, porque o mundo seguirá a sua marcha, independentemente dos nossos trabalhos, preocupações e esforços.
A frase é feita e, como falácia, contem verdade e não a verdade. A questão não é a dos insubstituíveis. A questão é a de que não existimos para nos substituir uns aos outros, mas sim para nos continuarmos, seja por evolução, seja por rutura. Nesse sentido, somos como os corredores de estafetas: tem de existir alguém que, terminado o nosso percurso, pegue no testemunho e prossiga a prova. Ou que parta para outro destino e por outra pista!
Continuar a lerNat King Cole | Fascination | 61 Unforgettable Actresses in The 50’s
Top 10 “Must Know” Opera Songs
Prima Donna
This is just my selection of the top ten “must-know” opera songs for newcomers to the genre (or lovers of opera who want to listen to a couple of classics).
10. Una Furtiva Lagrima – from l’Elisir D’Amore – featuring Luciano Pavarotti (0.00)
9. Vide Cor Meum – from Hannibal – featuring Danielle Di Niese & Bruno Lazzaretti (4.48)
8. Un Bel Di Vedremo – from Madame Butterfly – featuring Maria Callas (8.40)
7. Duo des Fleurs (Flower Duet) – from Lakmé – featuring Sabine Devieilhe & Marianne Crebassa (13.20)
6. Libiamo, ne’ lieti calici – from La Traviata – featuring Juan Diego Flórez & Diana Damrau (17.52)
5. La Donna è Mobile – from Rigoletto – featuring Luciano Pavarotti (21.01)
4. Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen (Queen of the Night Aria) – from Die Zauberflöte (The Magic Flute) – featuring Diana Damrau (23.48)
3. Habanera – from Carmen – featuring Anna Caterina Antonacci (26.50)
2. Nessun Dorma – from Turandot – featuring Luciano Pavarotti (28.59)
1. O Mio Babbino Caro – from Gianni Schicchi – featuring Maria Callas (32.05)
Lacrimosa | Requiem | W.A Mozart
SOUÂD KEDRI | LIBERTÉ | Entretien

La musique, la littérature, le cinéma, les arts visuels et les jeux nous permettent de réfléchir notre humanité, de consolider notre solidarité et d’imaginer la période post-pandémie.”
Liberté : La crise sanitaire a complètement bousculé le monde culturel en Algérie. Elle a aussi pesé lourd sur les artistes et les entreprises artistiques. Quel point de vue apportez-vous sur cette situation ?
Souad Kedri : La Covid-19 a mis sous cloche toute l’humanité. Pour faire face à la monstruosité et à l’horreur de cette pandémie, l’homme a été contraint à l’isolement social, à l’enfermement et à la crise économique. En somme, le virus a imposé à l’homme un nouveau mode de vie. Cette pandémie a impacté plusieurs secteurs, tout particulièrement le secteur culturel. En Algérie, quand a éclaté la crise sanitaire en mars 2020, on a tout arrêté (report des activités culturelles et fermeture des organismes culturels).
La pandémie a donc pesé lourd sur ce secteur, en général, et les artistes, en particulier. Aujourd’hui, la recrudescence de la Covid-19 a mis encore une fois en quarantaine le secteur culturel afin de protéger les citoyens et d’endiguer la propagation du virus. La situation sera donc difficile du côté des cinémathèques, des théâtres régionaux, des galeries, plus difficile encore pour les associations et les coopératives culturelles.
Encore une autre rude et dure épreuve pour les artistes, et c’est une situation qui peut s’installer pour quelques années. La pandémie est une évidence et l’impact est difficile à mesurer. Malheureusement, c’est le blocage de toutes les activités culturelles qui prend le pouvoir à chaque recrudescence de la Covid-19. Avec l’absence d’un plan de sortie de crise, dans ce secteur, qui doit lier avec force culture et pandémie, les arts et les artistes ne se relèveront pas aussi facilement demain.
“The Kiss” 1895 | Edvard Munch (1863 – 1944) Norwegian

“La Vague” 1896 | William-Adolphe Bouguereau (1825 – 1905) French
Just by looking at the painting we can “feel” that something masterful is going on in the background. This specific technique is called “Gamut,” a limited number of directions.

Arts et crise sanitaire | Un éternel retour à la case départ | Souâd Kedri

En cette période de crise sanitaire, l’art peut être une bouffée d’air frais face l’asphyxie omniprésente que nous impose la pandémie. Il n’est donc pas à sous-estimer. L’homme a besoin de l’art et de ses effets empathiques, éthiques et thérapeutiques. L’art contribue au bonheur, à la paix, à l’enrichissement intellectuel, au développement personnel et à la résilience pour voir les limites de notre courage et notre volonté à dépasser toute épreuve difficile. En somme, c’est un moyen d’une fin jugée bonne et utile, il constitue un réel apport pour l’épanouissement de l’individu en société.
L’art sert à se laver l’âme de la poussière de tous les jours disait Pablo Picasso. Et en ce moment de vide, de peur et de panique collective, comment peut-on utiliser les arts à bon escient ? Les arts peuvent adoucir notre quotidien marqué par les incertitudes de par leurs fonctions empathiques, éthiques et de cohésion sociale ne serait-ce que sur le plan virtuel. La musique, la littérature, le cinéma, les arts visuels et les jeux nous permettent de réfléchir notre humanité, de consolider notre solidarité et d’imaginer la période post-pandémie. L’art, c’est le plus court chemin de l’homme à l’homme, rappelait André Malraux.
Continuar a lerDanaid | Auguste Rodin,1889 | Impressionism

ENTREVISTA | Em busca de rastros de Bocage | Luthero Maynard conversa com Adelto Gonçalves

Adelto Gonçalves, 70 anos, doutor em Letras na área de Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP), é um dos maiores especialistas em século XVIII português. Um de seus trabalhos notáveis é Bocage, o perfil perdido, que sai agora pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo (Imesp), depois de publicado em 2003 pela Editorial Caminho, de Lisboa, resultado de um trabalho de pesquisa em arquivos portugueses com bolsa de pós-doutoramento da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (Fapesp).
Ainda sobre o século XVIII, o pesquisador publicou outro trabalho notável, Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Editora Nova Fronteira, 1999), biografia do poeta inconfidente Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), sua tese de doutoramento, e os ensaios históricos Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras, 2012), Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo colonial – 1709-1820 (2015), e O reino, a colônia e o poder: o governo Lorena na capitania de São Paulo – 1788-1797 (2019), publicados pela Imesp.
Jornalista desde 1972, Adelto Gonçalves passou por várias redações, incluindo Cidade de Santos, A Tribuna, de Santos, O Estado de S. Paulo e Folha da Tarde e as editoras Abril e Globo. Em Portugal, é colaborador do quinzenário impresso As Artes Entre as Letras, do Porto, e das revistas Vértice e Colóquio/Letras, de Lisboa. É também colaborador do Jornal Opção, de Goiânia, do Diário do Nordeste, de Fortaleza, e da revista digital VuJonga, de Lisboa, dedicada aos povos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre outros sites do Brasil e Portugal.
Continuar a lerVIDA | Maria Helena Ventura

Quando os teus olhos
molhados de infinito
pedirem o esboço de uma
nova rota
aprenderás a navegar
pelas ranhuras da ruína.
—
E entre céu limpo
e a densidade de abismos
sentirás a doce aragem
da manhã seguinte
aconchegada no regaço
de um canal de luz.
Estás viva.
—
Maria Helena Ventura – QUANDO O SILÊNCIO FALAR
Pintura: PAPOILAS de MIKKI SENKARIK
O Alentejo, por Miguel Torga

Em Portugal, há duas coisas grandes, pela força e pelo tamanho: Trás-os-Montes e o Alentejo. Trás-os-Montes é o ímpeto, a convulsão; o Alentejo, o fôlego, a extensão do alento. Províncias irmãs pela semelhança de certos traços humanos e telúricos, a transtagana, se não é mais bela, tem uma serenidade mais criadora. Os espasmos irreprimíveis da outra, demasiado instintivos e afirmativos, não lhe permitem uma meditação construtiva e harmoniosa. E compreende-se que fosse do seio da imensa planura alentejana que nascesse a fé e a esperança num destino nacional do tamanho do mundo. Só daquelas ondas de barro, que se sucedem sem naufrágios e sem abismos, se poderia partir com confiança para as verdadeiras. Enquanto a nação andava esquiva pelas serras, ninguém se atreveu a visionar horizontes para lá da primeira encosta. Mas, passado o Tejo, a grei foi afeiçoando os olhos à grande luz das distâncias, e D. Manuel pôde receber ali a notícia da chegada de Vasco da Gama à Índia.
Terra da nossa promissão, da exígua promissão de sete sementes, o Alentejo é na verdade o máximo e o mínimo a que podemos aspirar: o descampado dum sonho infinito, e a realidade dum solo exausto.
Continuar a lerÉ JÁ ALI … | Autor desconhecido | Retirado do Facebook, Mural de Carlos Fino

(Via José Branco, a quem agradeço – Carlos Fino)
“Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar… E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado.”…
Continuar a lerFrancisco Louçã e Mariana Mortágua | Manual de Economia Política

Lisboa, 9 de setembro de 2021
Francisco Louçã e Mariana Mortágua, dois nomes de respeito na esfera económica e política, escrevem Manual de Economia Política, um manual completo,
rigoroso, com fórmulas e gráficos de apoio, que atualiza o trabalho iniciado por José Castro Caldas, também em parceria com Francisco Louçã, com o livro Economia(s), publicado em 2009. Disponível em todas as livrarias a partir de hoje.
Este é um manual de economia, dividido em 14 capítulos, que parte do real para discutir a teoria, que promove a pluralidade de perspetivas e o pensamento crítico. «Num momento em que de novo se fazem ouvir reclamações de mudança de “paradigma” e juras de arrependimento pelos “excessos” anteriores de terapêuticas baseadas na Economia da idade das trevas. Desta vez é que há mudança?», escreve José Castro Caldas, autor do prefácio.
Sinopse:
Continuar a lerNYC Ballet’s Lauren Lovette on Jerome Robbins’ INTERPLAY
Lauren Lovette shares her SAB Story | Inside SAB
A vida de Bocage | António Cabrita

Não sei se Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) era bilharista. A sê-lo, alinharia pelos que se comprazem na complexidade do jogo às três tabelas, arredio a submeter-se às triangulações mais clássicas e lineares — a acreditar no vaticínio do seu arqui-inimigo José Agostinho de Macedo: “É um gênio incapaz de simetria!” De fato, não se pode dizer de Elmano Sadino — o seu nome arcádico — que, como Shakespeare, Mozart ou Picasso, fosse artista, capaz de captar, sintetizar ou magnificar tudo o que a sua época lhe oferecia.
Há um anacronismo muito português que o fere, um engenho que lhe minou a obra até ao achamento de si. Para a época clássica, a natureza do gosto era submetida a leis universais e invioláveis e seria necessário romper com demasiadas coisas para assomar no plano estético a subjetividade que culminaria no Romantismo.
Bocage, por exemplo, fez a gesta, mas tal como Ovídio, que traduziu, só procurou nos lugares a reminiscência “histórica”. Foi essa a ilusão que o traiu, a raiz do seu desencontro com os lugares — velados pelos mitos. Vai ao Brasil, à Ilha de Moçambique, a Goa, a Damão, a Macau, perseguindo a irradiação de Camões, sem se abrir à experiência.
Continuar a lerRústica | Florbela Espanca

Ser a moça mais linda do povoado.
Pisar, sempre contente, o mesmo trilho,
Ver descer sobre o ninho aconchegado
A bênção do Senhor em cada filho.
—
Um vestido de chita bem lavado,
Cheirando a alfazema e a tomilho…
– Com o luar matar a sede ao gado,
Dar às pombas o sol num grão de milho…
—
Ser pura como a água da cisterna,
Ter confiança numa vida eterna
Quando descer à “terra da verdade”…
—
Deus, dai-me esta calma, esta pobreza!
Dou por elas meu trono de Princesa,
E todos os meus Reinos de Ansiedade.
—
Florbela Espanca, in “Charneca em Flor”
Retirado do Facebook | Mural de Emilia Roque
Citando | Gonçalo M. Tavares, in JL

« Estamos sós com tudo aquilo que amamos. A nossa solidão tem o tamanho das nossas ligações”
“Estamos solos con todo lo que amamos. Nuestra soledad tiene el tamaño de nuestras conexiones “
« Nous sommes seuls avec tout ce que nous aimons. Notre solitude a la taille de nos connexions”
“We are alone with everything we love. Our loneliness has the size of our connections”
«Мы наедине со всем, что любим. Наше одиночество размером с наши связи »
Gonçalo M. Tavares, in JL
Citação | Gonçalo M. Tavares

Poema 36 | Livro da Dança | Gonçalo M. Tavares

a proporção é morta.
a geometria tem tristeza.
Os seios feridos deitam sangue em vez de leite.
a matemática é impossível
a confirmação é a insistência do impossível
a prova é morder o fantástico e dar importância aos dentes
a proporção é MORTA.
Os ossos têm Cérebro e apaixonam-se.
a geometria tem tristeza
todo o conceito tem buracos por onde se escapa o vinho e o INSÓLITO.
a proporção é MORTA
o corpo é a biografia das últimas horas da CARNE à frente da técnica
É o dia depois da geometria (a dança)
últimas horas da carne à frente da técnica.
Gonçalo M. Tavares | Livro da Dança, edição Assírio & Alvim, Lisboa 2001.
Descrição de uma cidade | in Livro 1 | Gonçalo M. Tavares

Não há lado esquerdo na metafísica,
O que não é uma limitação.
A produção industrial de problemas
Solta para o ar nuvens espessas
Que interferem no aeródromo.
Aviões cobertos de graffiti não conseguem levantar voo
Porque, entre os vários desenhos, os miúdos
Desenharam pedras de granito. A Ideia de granito
Pesa mais que a existência concreta de um
Balão, o mundo das ideias é estado transitório entre
O Nada e a montanha. Entretanto, a
Natação tornou-se importante para a cidade
Depois do dilúvio ocorrido há três mil anos. O governo
Oferece inscrições gratuitas e ainda casais de animais
Bruscos, mas mansos. Os homens andam felizes, e também
As mulheres, porque todos aprendem a nadar antes dos
Sessenta. Hoje, neste século, morre-se afogado mais tarde.
Continuar a lerThe Phantom of The Opera | Sarah Brightman & Antonio Banderas | Andrew Lloyd Webber
Sarah Brightman & Andrea Bocelli | Time to Say Goodbye
Charlotte Church – Pie Jesu | from Andrew Lloyd Webber’s Requiem
Freddie Mercury & Montserrat Caballé Barcelona
Harp concert by Sophia Kiprskaya, soloist of the Mariinsky Theater
Concert by Sophia Kiprskaya, soloist of the Mariinsky Theater.
Special guests: Nikolay Mokhov – flute, Yuri Afonkin – viola, Ilya Kozlov – violin.
The Fountain | Marcel Lucien Grandjany
Harp | ALISA SADIKOVA/ the Rimsky-Korsakov St. Petersburg State Conservatory Music School
W.A. Mozart | Concerto for Flute and Harp KV 299 (2nd movement)
Wolfgang Amadeus Mozart
Flute — ANNA KOMAROVA/ the Rimsky-Korsakov St. Petersburg State Conservatory Music School
Harp — ALISA SADIKOVA/ the Rimsky-Korsakov St. Petersburg State Conservatory Music School
The Symphony orchestra of the Rimsky-Korsakov St. Petersburg State Conservatory Music School/ Conductor ARKADY STEINLUCHT
Alfred Cheney Johnston American photographer | Ziegfeld Follies showgirls | 13 photos
Alfred Cheney Johnston (1885-1971) was an American photographer🎨, known for his portraits of Ziegfeld Follies showgirls
Alfred Cheney Johnston (1885-1971) was an American photographer🎨, known for his portraits of Ziegfeld Follies showgirls as well as of 1920s and 1930s actors and actresses.The only book known to have been published by Alfred Cheney Johnston during his lifetime devoted to his glamour photography is the 1937 spiral-bound softcover “Enchanting Beauty“, which contains 94 black-and-white photos, mostly about 7×9 inches, centered on a 9×12-inch page, although a number are cropped circular or in other designs.

SHAKESPEARE E OS BEATLES | Livro de José Roberto de Castro Neves | texto de Alberto Bombig, O Estado de S. Paulo


O que Shakespeare e os Beatles têm em comum? Mais do que você imagina. Livro de José Roberto de Castro Neves encontra convergências e propõe reflexões acerca desses gigantes da cultura inglesa e mundial
Alberto Bombig, O Estado de S.Paulo
04 de setembro de 2021
É longa e sinuosa a estrada do tempo (quase 400 anos) que separa William Shakespeare dos Beatles e há mais mistérios no caminho do que pode sonhar a nossa filosofia. Desfiladeiros da alma, paraísos artificiais, rios de lágrimas, poços profundos de sabedoria e um mar de alegrias compõem a paisagem. O ticket para embarcar ou a licença para dirigir? Ter coragem de encarar a questão que desde a virada do século 16 para o 17 motiva os viajantes destemidos e intriga a humanidade: to be or not to be(atles)?
Continuar a lerA ORIGEM DO MEDO | Pedro Adão e Silva

Porventura, se optasse por examinar, por exemplo, o que é que permitiu a Marcelo Rebelo de Sousa, sendo de direita, vencer eleições com amplas maiorias, perceberia que as vitórias sustentáveis não se constroem a partir do ressentimento social, de polarizações artificiais ou de batalhas culturais fictícias. Tudo fatores que, enquanto descentram o debate público da discussão de alternativas, promovem um entrincheiramento que degrada a capacidade de compromisso.
Pedro Adão e Silva | Jornal Expresso 03-09-2021
Retrato de Grit Hegesa, (1925) | Pintura de Emil van Hauth

SINAIS DE BARBÁRIE | Massacre do Triunvirato | Pintura de Antoine Caron | por Vítor Serrão

A História da Humanidade poderia ser contada seguindo o rol sangrento das atrocidades cometidas contra os «outros». É um ciclo ininterrupto e, hoje, com crescente refinamento na maldade: os homens, sejam alienados, incultos, insensíveis, tomados pela cobiça pessoal ou seguindo a febre das massas, enfrentam aquilo que desconhecem e temem como legitimação para as suas intolerâncias e preconceitos e, no extremo, justificação dos massacres que praticam ou toleram…
Sempre me impressionou a crueldade descrita numa pintura de Antoine Caron (1521-1599), maneirista francês ligado à Escola de Fontainebleau que viveu a sinistra noite de St Barthélemy, no seu ‘Massacre do Triunvirato’ (1566), exposto no Musée du Louvre.
Também a História da Arte poderia ser contada através da miséria das guerras e da refinada crueldade contra os indefesos: será esse, afinal, o seu maior papel ? Como perguntava em 1547 o atormentado pintor florentino Jacopo Pontormo (na célebre parangona de Benedetto Varchi sobre a superioridade das artes: seria a Pintura superior à Escultura, ou vice-versa ?), que Deus inepto é este que criou de tão vil barro estas criaturas que somos ?
Só os artistas (e só por vezes) superam essa inépcia ao tocarem as asas do sublime: na música, na poesia, na literatura, na pintura — no humanismo… Por isso também, o poeta Sidónio Muralha (1920-1982), em ‘A Viagem dos Argonautas’, escalpelizava estes «selvagens gnomos que nós fomos — e somos», que querem ir a Marte buscar a sobrevivência da espécie não cuidando antes da paz e da harmonia na Terra.
Retirado do Facebook | Mural de Vitor Serrão
Mikis Theodorakis | Manolis Mitsias, Maria Farantouri | Concert in Chicago, Illinois USA
Communiqué du Comité central du KKE sur le décès de Mikis Theodorakis


Communiqué du Comité central du KKE sur le décès de Mikis Theodorakis
Avec une profonde émotion et des applaudissements incessants, nous disons au revoir à Mikis Theodorakis, combattant-créateur, leader et pionnier d’un nouvel art combatif en musique.
Impulsif, inspiré et enflammé par la passion d’offrir au peuple, Theodorakis a réussi à faire rentrer dans son œuvre majestueuse toute l’épopée de la lutte populaire du XXe siècle dans notre pays. Après tout, il faisait partie de cette épopée.
Dès l’âge de 17 ans, il s’organise dans l’EAM et peu après dans le KKE, participant à la Résistance nationale. En décembre 1944, il a combattu dans la bataille d’Athènes, qui a été noyée dans le sang et après la défaite de l’Armée démocratique, il a partagé avec ses camarades la persécution sauvage de l’État bourgeois en exil à Ikaria et le martyre de Macronissos, où il a été brutalement torturé. Il se bat alors à travers l’EDA et les Lambrakides pour la renaissance culturelle, tandis qu’il “paye” de nouveaux procès, prisons et exilés, son action illégale contre la dictature des colonels en 1967. Les concerts qu’il donne à l’étranger jusqu’à la chute de la dictature puis dans toute la Grèce sont choquants . En 1978, il a été candidat du KKE à la mairie d’Athènes, tandis qu’en 1981 et 1985 il a été élu député du Parti. “J’ai vécu mes années les plus fortes et les plus belles dans les rangs du KKE”, a-t-il déclaré lors de l’événement organisé par le Parti pour honorer les 90 ans de sa contribution artistique et sociale.
En effet, Theodorakis n’a jamais oublié les idéaux de liberté et de justice sociale, qui sont restés insatisfaits. Son œuvre est une confrontation constante avec l’injustice et le défaitisme, une trompette de lutte, de nouvelles luttes, de résistance, d’exaltation et d’espoir. « Ne pleurez pas Romiosyni… là où il va s’accroupir… pour se mettre debout à nouveau » est sa réponse à l’amertume et à la frustration d’un peuple dont les rêves ne se sont pas encore vengés.
Cette détermination dans la vie et la lutte n’est pas superficielle et toujours facile. Parfois, il émerge à travers une réflexion tortueuse. Sans aucun doute, Mikis, aussi bien qu’il savait comment frapper chaque petite et grande injustice, savait bien établir la conviction que l’amour, le bonheur, la paix et la liberté sont des choses réalisables. Mais peu importe à quel point il maniait brutalement et bruyamment “l’épée à double tranchant”, “l’épée brillante” de sa musique, il savait facilement adoucir sa chanson, touchant avec une tendre sensibilité tout ce qui est bon et beau dans la vie et dans le monde.
La musique de Mikis est fermentée avec tous ces matériaux qui font le grand art, l’art qui capture le pouls de son temps et anticipe l’avenir. Le sentiment, l’esprit, la mémoire et l’expérience des personnes qui se battent, sont la source de leur inspiration. “Ce que nous avons fait, nous l’avons pris au peuple et nous le rendons au peuple”, a-t-il déclaré, et ce n’était pas de la modestie. Theodorakis était profondément conscient que son temps jouait un rôle important dans sa réussite artistique personnelle. Il était pleinement conscient que la manière particulière et le dynamisme de son art se reflétaient dans les actions du peuple et que sa propre participation à l’action populaire, bien qu’elle le distrayait dans une certaine mesure de sa création, en était l’oxygène. “L’artiste qui vit et crée dans la lutte, assure une place particulière à son travail”, a-t-il déclaré. Son œuvre est une preuve éclatante que le grand art est toujours politique, que son créateur le recherche ou non.
Theodorakis avait aussi confiance dans le peuple. Il croyait que le peuple avait le pouvoir de conquérir l’homme le plus élevé et le plus beau de son histoire. C’est pourquoi, avec une dévotion sacrée, il a cultivé un art qui élève le peuple. Mikis n’a pas seulement mis en musique de façon exquise le discours poétique sans le trahir, il l’a recréé et l’a livré sous cette forme qui pénètre directement dans le cœur populaire. « Il a apporté de la poésie à la table des gens, à côté de son verre et de son pain », comme l’écrivait Ritsos à son sujet. Ce n’est pas seulement la conversation irremplaçable de sa musique avec la poésie de Ritsos dans “Epitaph”, qui à travers les interprétations choquantes de Bithikotsis et Chiotis est devenue un deuil folklorique intemporel et un hymne à la mort qui féconde l’avenir. Theodorakis réussit à parler avec la noble poésie de l’âme populaire, même à travers des formes musicales exigeantes et inhabituelles pour l’oreille populaire, comme celles de “Axion Esti” d’Elytis, d’”Epiphania-Averoff” de Seferis, de “Spiritual Expedition ” d’Angelos Sikelianos et d’autres.
Dans le fleuve de son œuvre cohabitent presque toutes sortes de musiques : Les rues folkloriques et le chant folklorique, mais aussi la tragédie antique, le membre byzantin, le chant classique, la musique symphonique, les oratorios. Polyvalent et multi-talentueux, intellectuel comme il était, il avait également une riche œuvre littéraire. Dans le cas de Mikis Theodorakis, le génie artistique a rencontré une personnalité agitée, alerte et créative, qui a toujours ressenti le besoin de se dépasser. Sa musique a brisé les frontières du pays, tant sa langue à l’universalité des souffrances communes, des espoirs, des visions qui sont partagées par tous les peuples, tous les humbles de la terre. La reconnaissance mondiale de sa contribution artistique et sociale a été scellée avec le prix Lénine pour la paix. Et demain avec sa propre musique nous chanterons ensemble les peuples de Grèce, de Turquie, de Chypre, des Balkans, du Moyen-Orient, partout sur terre, le chant de la paix.
Mikis aimait marcher, respirer “dans les grandes rues, sous les affiches”. Et là, sa musique continue à se faire entendre, à inspirer, à motiver, à éduquer. Avec la musique de Mikis, nous continuerons à marcher jusqu’à ce que… « les cloches sonnent » de la libération sociale. Mais même quand “la guerre sera finie” nous ne l’oublierons pas… Il sera avec nous même quand “les rêves rougissent”.
Miki immortel!
Le KKE présente ses sincères condoléances à sa famille et lui souhaite bon courage et santé .
HANDEL’S MESSIAH LIVE by THE PARIS BOYS CHOIR
Savez-vous à quoi ressemble la mort ?

« Savez-vous à quoi ressemble la mort ? La personne jette le dernier souffle, c’est l’esprit qui quitte le corps. Le corps meurt complètement, c’est un déchet, mais l’esprit sort de la bouche et se mélange à l’esprit universel. C’est comme les fleuves, qui perdent leur caractère lorsqu’ils atteignent la mer. Mais ils en font partie, et la mer est la même partout. »
Explication de Manoel de Oliveira, quelques jours avant sa mort, à Luís Miguel Cintra.
Photographie | Embouchure de la Rivière Tejo à Lisbonne, Portugal.
Entrevista a Luís Miguel Cintra

Acredita na permanência das nossas ações?
Quem encontrou a forma de me explicar isso foi o Manoel de Oliveira, dias antes de morrer. Disse-me: “Sabe como é a morte? A pessoa deita fora o último suspiro, é o espírito que abandona o corpo. O corpo morre completamente, é lixo, mas o espírito sai da boca e mistura-se com o espírito universal. É como os rios, que perdem o seu carácter quando chegam ao mar. Mas fazem parte dele, e ele é igual em toda a parte.” Esta explicação é aquela que, usando conceitos nossos, humanos, me pareceu a melhor.
De que tem medo?
Tenho medo do que possa acontecer às pessoas de quem gosto, não queria que sofressem. Assisti a isso muitas vezes e é terrível. Quanto a mim, não tenho medo da morte. Não gostava nada era de morrer tão cedo. Portanto, não é medo de morrer: é vontade de continuar.
Diana Vishneva and Marcelo Gomes

“Os olhos rasos de água” | Eugénio de Andrade

Cansado de ser homem durante o dia inteiro
chego à noite com os olhos rasos de água.
Posso então deitar-me ao pé do teu retrato,
entrar dentro de ti como num bosque.
É a hora de fazer milagres:
posso ressuscitar os mortos e trazê-los
a este quarto branco e despovoado,
onde entro sempre pela primeira vez,
para falarmos das grandes searas de trigo
afogadas a luz do amanhecer.
Posso prometer uma viagem ao paraíso
a quem se estender ao pé de mim,
ou deixar uma lágrima nos meus olhos
ser toda a nostalgia das areias.
Eugénio de Andrade, in “As palavras interditas”
Algumas Reflexões Sobre a Mulher | Eugénio de Andrade

Elas são as mães:
rompem do inferno, furam a treva,
arrastando
os seus mantos na poeira das estrelas.
Animais sonâmbulos,
dormem nos rios, na raiz do pão.
Na vulva sombria
é onde fazem o lume:
ali têm casa.
Continuar a ler29 de Agosto de 1915 | Nasce a actriz sueca Ingrid Bergman

Actriz sueca, nasceu em 29 de agosto de 1915, em Estocolmo, e faleceu em Londres a 29 de agosto de 1982, vitimada por um linfoma.
Foi uma das actrizes mais conceituadas do Mundo, especialmente durante os anos 40, quando estava no auge da sua beleza natural. Órfã de mãe com apenas dois anos, foi graças à herança deixada pela sua progenitora que se inscreveu no curso de Interpretação da Academia Real Dramática de Estocolmo. Depois dum início de carreira no teatro, interpretou o seu primeiro papel cinematográfico com uma figuração em Landskamp (1932).
Continuar a lerAfeganistão | Carlos Matos Gomes

Os Javalis do Afeganistão
Sobre o que acontece no Afeganistão se poderá dizer que se cumpriu a lei de Murphy: “tudo o que puder correr mal, vai correr mal”, que poderia ter sido inspirada na Batalha de Alcácer Quibir. O que hoje correu ainda pior do que o mal começou aí por volta de 1983, com a presciência de dois vultos que o conservadorismo elevou às glórias dos seus panteões, o antigo ator americano Ronald Reagan e uma senhora inglesa de classe média baixa ressabiada com as upper class e os intelectuais, chamada Margaret Tatcher
A propósito do Afeganistão foi agora recuperada uma fotografia de 1983 em que Reagan recebe na Casa Branca uma delegação de mujahedeens, que lutavam contra a presença da URSS e o governo que esta apoiava no Afeganistão.
Continuar a lerF. Scott Fitzgerald | Cocktail Hour 1938 | John La Gatta (1894-1977) Italian American

‘Let me tell you about the very rich. They are different from you and me. They possess and enjoy early, and it does something to them, makes them soft where we are hard, and cynical where we are trustful, in a way which, unless you were born rich, makes it very difficult to understand.’
F. Scott Fitzgerald
Cocktail Hour 1938
John La Gatta (1894-1977) Italian American
AO ENCONTRO DE JESUS HISTÓRICO Maria Helena Ventura

Tinha em mãos o projecto do livro UM HOMEM SÓ, título que poderia ser interpretado como “um homem sozinho”, ou “apenas um homem”.
Chegava a contemplar a segunda dimensão, depois de um longo cepticismo em relação ao que aprendera em criança, mas a figura de Jesus Cristo, como a de qualquer outro profeta, era e é demasiado importante para aqueles que acreditam na sua palavra. Não podia desrespeitá-los.
E depois, à medida que ia lendo e pesquisando documentos, ia recordando que o evangelho de Jesus Cristo não é uma religião, contém em si a significação universal mais completa, que abrange o princípio de todas as religiões.
Lembra que os homens têm a mesma origem e um destino comum, partilham um só planeta, a mesma casa. As suas vidas pessoais e colectivas só têm significado com o compartilhamento dos recursos e adopção do respeito mútuo, porque é inevitável que se cruzem em trocas de experiências e miscigenações.
Antes de todos os princípios, o da fraternidade é essencial. Era esse, essa filosofia de vida, que Jesus pregava. O outro, subentendido, é o do acesso à educação, ou abertura da mente, na altura pela escuta da palavra, para que o esclarecimento afaste os densos véus do obscurantismo.
Continuar a lerChina | Jimmy Carter para Donald Trump

“… Você tem medo que a China nos supere, e eu concordo com você. Mas você sabe por que a China nos superará? Eu normalizei relações diplomáticas com Pequim em 1979, desde essa data… você sabe quantas vezes a China entrou em guerra com alguém? Nem uma vez, enquanto nós estamos constantemente em guerra.
Os Estados Unidos é a nação mais guerreira da história do mundo, pois quer impor aos Estados que respondam ao nosso governo e aos valores americanos em todo o Ocidente, e controlar as empresas que dispõem de recursos energéticos em outros países.
A China, por seu lado, está investindo seus recursos em projetos de infraestrutura, ferrovias de alta velocidade intercontinentais e transoceânicos, tecnologia 6G, inteligência robótica, universidades, hospitais, portos e edifícios em vez de usá-los em despesas militares. Quantos quilômetros de ferrovias de alta velocidade temos em nosso país? Nós desperdiçamos U$ 300 bilhões em despesas militares para submeter países que procuravam sair da nossa hegemonia. A China não desperdiçou nem um centavo em guerra, e é por isso que nos ultrapassa em quase todas as áreas.
E se tivéssemos tomado U$ 300 bilhões para instalar infraestruturas, robôs e saúde pública nos EUA teríamos trens bala transoceânicos de alta velocidade.
Teríamos caminhos que se mantenham adequadamente. Nosso sistema educativo seria tão bom quanto o da Coreia do Sul ou Xangai”.
(Jimmy Carter, na Newsweek Magazine, em 04/2019)
Tutti-frutti | novo livro de microcontos de Silas Corrêa Leite, com suas jocosas e insurgentes inutilezas surtadas.

PRÉ-LANÇAMENTO
“O autor mergulha na alma contundente de prismas rápidos. Anacronismos e anomalias em nanonarrativas cênicas e rasteiras. Com sintaxe peculiar, quando não língua bárbara, toda própria, cria desconstruindo situações e momentos, expressando seu desencantamento em fios desencapados. Um esgotamento em nódoas corrosivas, misturando ora Tutti, ora Frutti…
Escritor, professor e blogueiro premiado, com sua carga de ceticismo conta o embuste social paranoico numa literatura contemporânea. O sabor da opereta bufa, tipo deja-vu, guloseima em prosa irônica. Tudo junto e misturado. Esquentando cérebros, instantes-trevas. Periga ler o anacrônico, purgativo e inaceitável. Situações corrosivas e surtos circuitos de criações hilárias, horrendas ou obscuras; luz criativa sobre particularidades assustadoras. Tirem o sorriso do caminho, que Tutti-frutti vai passar com seu escárnio.” (Divulgação, Cult News – Maria das Graças Aranha)
Sobre o autor :
Professor, escritor e blogueiro premiado, 68 anos, nascido em Monte Alegre, criado em Itararé-SP. Autor de outros livros, como Goto, a lenda do Reino do barqueiro noturno do rio Itararé. Consta em várias antologias literárias em verso e prosa, inclusive no exterior. Criador do Estatuto de poeta, traduzido para o inglês, francês, espanhol e russo. Elogiado por Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão e Ledo Ivo, da ABL (Academia Brasileira de Letras), e Adelto Gonçalves e Oscar D´Ambrósio (USP). Acredita na arte como libertação, e seu mote predileto é “Feridos Venceremos”.
Esta obra faz parte do projeto 2 em 1, em que publicamos dois autores em um mesmo volume.
Para adquirir este livro em pré-lançamento a R$ 36,90, acesse:
São Paulo | Frederico Lourenço

Pelo que se tem visto, lido e ouvido ultimamente, parece que Portugal descobriu a existência, na Bíblia, de um autor polarizador e polémico: São Paulo.
Quem foi este homem? O que pensar dos textos que escreveu?
Paulo é, na verdade, o único autor do Novo Testamento a cuja identidade podemos associar uma biografia real, mas a reconstituição da sua biografia esbarra de imediato contra um célebre problema: a discrepância entre aquilo que é dito sobre Paulo nos Actos dos Apóstolos e aquilo que Paulo diz sobre si próprio nas suas cartas autênticas. Este problema influi no grau de credibilidade que podemos adscrever aos dados que nos chegaram sobre a biografia de Paulo exclusivamente via Actos dos Apóstolos. Isto porque a lógica mais básica nos exige que pelo menos equacionemos a hipótese de estarem errados os elementos biográficos sobre Paulo em Actos quando estes colidem com o que é escrito pelo próprio Paulo nas suas cartas.
Assim, para muitos estudiosos atuais, a metodologia crítica mais defensável na abordagem à biografia de Paulo implica dar primazia à credibilidade de Paulo nos pontos em que há contradição entre as cartas autênticas de Paulo e outras fontes.
Continuar a lerAmira Willighagen | Nessun Dorma
André Rieu & Amira | O Mio Babbino Caro
Amira Willighagen | “Ave Maria” Gounod Duet
Cai Thomas sings Laudate Dominum
Ave Verum | Cai Thomas · Aksel Rykkvin · London Mozart Players · Robert Lewis
Pedido de Verão: Vota, comenta, contribui e candidata-te!

Pouco a pouco o verão está a chegar ao fim e voltamos novamente a ganhar ritmo!
Cá estamos com alguns pedidos para ti!
Segunda-feira, o TLDR News publicou um vídeo sobre o DiEM25. Já foi visto por mais de 50.000 pessoas e tem mais de 1.000 comentários! Convidamos-te para ver o vídeo e ajudar a responder aos comentários, onde aparecem diversas dúvidas, direcionando as pessoas para se juntarem a nós. O vídeo também tem algumas falhas que precisam do teu feedback, ajuda e partilha se fores ativo nas Redes Sociais.
Até 28 de Agosto: Vota aqui no próximo Coletivo Coordenador! 6 das 12 posições serão renovadas.
Até 29 de agosto: Responde ao Questionário da equipa do DiEM25 para o Programa sobre o Processo Constitucional Europeu aqui (em inglês) e dá o teu feedback sobre o esboço do programa para o DiEM25 na Alemanha aqui (em alemão).
Até 31 de agosto: O DiEM25 está a contratar novamente! Desta vez, procuramos um profissional de comunicação experiente. Lê a descrição do cargo aqui (em inglês) e, se tiveres as capacidades necessárias, inscreve-te ou encaminha!
Também até 31 de agosto: Após várias discussões no nosso fórum e de um debate transmitido ao vivo, estamos a dar os passos seguintes na direção de um Manifesto DiEM25 para a próxima década. Deixa a tua contribuição aqui (em qualquer idioma). Juntos vamos escrever um Manifesto DiEM25 para a década de 2020!
Esperamos ter um Outono cheio de actividade com todos vocês!
Carpe DiEM
Johannes
Coordenador dos voluntários
O belo livro “Protesto contra a realidade” de Lucas de Lazari Dranski | Breve Resenha Crítica

“Toda arte é uma forma de literatura, porque toda arte é dizer qualquer coisa, disse Fernando Pessoa. A literatura, como toda a arte, é uma confissão de que a vida por si só não basta, disse Heróstrato. Já Afrânio Coutinho preconizou que a Literatura é, assim, a vida, parte da vida, não se admitindo possa haver conflito entre uma e outra. Já para o filósofo grego Aristóteles, um dos primeiros a focar nos estudos sobre essa arte, a arte literária é mimese (imitação); é a arte que imita pela palavra” – Silas Corrêa Leite in Micro ensaio sobre a literatura itarareense.
Nesses tempos tenebrosos, de hordas fascistas no poder, em meio a uma crise pandêmica, resistir é preciso, insurgir-se é preciso, e mais, criar – a arte literária como libertação, levitação e assento desses tempos – é preciso.
Ezra Pound dizia que o artista deve ser antena de sua época, e a isso muito bem o autor se propõe, e assim se apresenta literariamente. A literatura é uma defesa contra as ofensas da vida, disse o poeta italiano Cesare Pavese.
Pelas obras literárias fazemos contato com a vida, nas suas verdades eternas, comuns a todos os homens e lugares. Por essas e outras, receber um livro de versos e prosas registrando resistências, sequelas e experiências, a crise pandêmica como um todo, é sempre um prazer imenso, mormente se o autor contemporâneo for um conterrâneo amigo, jovem pupilo, pensador, criador, estudioso com verve.
Continuar a lerOTELO E A MEMÓRIA DO PREC Público, 16.08.2021 | Elísio Estanque

Vivi esse período de forma intensa como grande parte dos portugueses da minha geração. Assim, e porque a historia dos acontecimentos é conhecida, talvez se possa agora acrescentar conhecimento sobre o PREC e Otelo Saraiva de Carvalho recorrendo a uma perspetiva subjetiva, vinda do seio da multidão, mas enquadrada pelo exercício de reflexão e autocritica à distância de quatro décadas.
Foi Otelo e o MFA que abriram as portas da liberdade. Mas foi ao longo daqueles meses de brasa que se seguiram ao 25 de Abril, que a revolução se desencadeou. Os sonhos libertários irromperam das esquinas mais recônditas dos bairros operários, das fábricas industriais, dos amontoados de barracas onde os esgotos eram ainda a céu aberto, etc. Foi para aí que convergiram os mais diversos grupos de ativistas espontâneos, os setores sociais mais inquietos, em especial os jovens, alguns ainda sob a influência do Maio de 68 e dos movimentos estudantis da década anterior. Por detrás da linguagem polarizada da “classe contra classe” (democracia contra fascismo, ricos contra pobres ou operários contra a burguesia) ocorreu uma autêntica “fusão de classes”, quando o radicalismo de classe média rompeu com os valores pequeno-burgueses para abraçar a causa operária e popular. Uma força imparável de invenção criativa brotou dessa comunhão interclassista capaz de vislumbrar o paraíso debaixo das ruas insalubres dos bairros da periferia. Uma torrente de gente feliz, igualitária, unida em torno de projetos verdadeiramente emancipatórios como o dos “índios da Meia-Praia” (em Lagos) celebrizado pela conhecida canção do Zeca Afonso. Apesar da incipiente cultura democrática, a democracia nunca foi tão efetiva, não apenas pela mobilização coletiva mas até pelo envolvimento direto das Forças Armadas (MFA) numa dinâmica de «bottom-up», de que é exemplo o projeto SAAL.
Continuar a lerCabul e a vitória da guerrilha | Luís Alves de Fraga

O Afeganistão foi um território onde ingleses, russos e americanos nunca conseguiram impor-se à cultura local.
Só há uma explicação para isso: ao contrário de compreenderem o povo afegão, os seus costumes, as suas necessidades e os seus anseios, tentaram ocidentalizá-los, abrindo estradas, fazendo escolas e hospitais. Tudo isso constituiu um tremendo erro.
O islamismo tem de ser compreendido, estudado e interpretado segundo os princípios que o regem. A primeira grande diferença entre as culturas ocidentais, influenciadas pelas culturas greco-romana e judaica é que a religião, tal como Jesus afirmou, “é de Deus” e a política “é de César”. No islamismo, política, justiça e religião confundem-se sem dar lugar à tripartição do poder ‒ legislativo, executivo e judicial ‒ porque, soberano é Deus, que se revelou e ditou a justiça, as leis e a governação, através do seu profeta, Maomé.
As fontes da Lei são o Alcorão seguido da Suna (relato da vida e dos caminhos do profeta) e, depois, os hádices (narrativas do profeta). Tudo está contemplado nestes escritos tidos como sagrados e, mais do que isso, soberanos no sentido atribuído pelo Ocidente à palavra (depois da Revolução Francesa), ou seja, detentores de todos os poderes.
É assim, deste modo que, para um muçulmano, o Estado, a chefia do Estado e a chefia religiosa se confundem. Um condutor religioso é, também, um condutor político e jurídico.
Continuar a ler