A EUROPA SE PERDE EM UM MOMENTO EM QUE OS IMPÉRIOS ESTÃO SE REAGRUPANDO | por Antonio Cunha Justo

15 de outubro de 2022
Tempos de crise global favorecem grupos globais oportunistas
Antonio Cunha Justo
Para sobreviver, o homem precisa de um habitat natural, instituições e organizações sociais com ideologias ou doutrinas estáveis que lhe dêem uma coerência interior que lhe permita identidade e identificação…
Impérios e civilizações emergiram de famílias, tribos, povos/nações. Considerando que os impérios costumavam ser determinados pelos interesses internos das nações, hoje estão organizados em torno de núcleos econômicos e ideológicos regionais…
Enquanto as relações humanas empáticas prevaleceram nas primeiras organizações, as relações funcionais (não empáticas) dominam ao nível dos conglomerados (por exemplo, ONU, OTAN/EUA, Federação Russa, China e UE).
Os superpoderes são perigosos uns para os outros, os outros são forçados a segui-los e conversar com as informações que fornecem. Estamos em um tempo que requer atenção especial a tudo, um tempo de guerras híbridas em que a propaganda e a contra-propaganda, a desinformação e a corrupção dominam, o que dificulta a avaliação da situação, pois o cidadão é, acima de tudo, resultado de informações; de informações de uma realidade puramente virtual.
Head of a Sleeping Woman (Study for Nude with Drapery) 1907 | By Pablo Picasso
Oil on canvas | 61.4 x 47.6 cm | The Museum of Modern Art, New York

UCRÂNIA | Pontos de vista racionais | Professor Rodrigo de Sá-Nogueira Saraiva

Talvez por andar a tentar esmiuçar Aristóteles (que para cada problema tem uma série de divisões que correspondem a outras tantas perspectivas) ocorreu-me, ao ler as várias contribuições a este comentário, que há várias posições a partir das quais ver o problema:
— O do direito internacional. É verdade que sem direito internacional a civilização desaparece e, nesse sentido, a invasão da Ucrânia é reprovável. Também é verdade, como foi apontado, que apenas invocamos o direito internacional neste caso particular, já que o Ocidente o violou várias vezes;

— O da justiça/ética. Sendo verdade que os russos invadiram, fizeram-no a um país em guerra civil contra uma parte da sua população e que, não tivesse a Ucrânia sido dominada por um grupo ferozmente nacionalista e até racista (este ponto não foi referido mas é um facto conhecido) e os acordos de Minsk sido respeitados não teria havido invasão;
— O ponto de vista histórico. Historicamente as fronteiras da Ucrânia são artificiais; historicamente a Crimeia é russa e o Donbass muito perto de o ser;
— O ponto de vista estratégico, isto é, o que está realmente em causa: a hegemonia dos EUA é condenável, indefensável porque substituiu a diplomacia pela guerra (este ponto não foi mencionado, mas está tacitamente presente em dois dos intervenientes);
o facto de a Ucrânia ser uma terra de passagem que a Rússia não pode admitir que seja tomada pela NATO (o que é compreensível porque real – a palavra Ucrânia vem do russo antigo e significa «fronteira»);
o facto de a Europa, por estar na dependência militar dos EUA se estar a prestar a um papel vergonhoso (mencionado e referido a um comentário meu noutro texto) e que, do ponto de vista dos cidadãos europeus e ucranianos, pode ser considerado criminoso;
— O ponto de vista do resultado: se se continuar a escalar a guerra qual será a consequência? Mesmo sem guerra nuclear (que desde há décadas nunca esteve tão próxima) são todas más.
Estes são os pontos de vista racionais. Depois, claro, há os clubismos e a formação da opinião pública pelos media que, diga-se, se estão a comportar sem qualquer ética.
Creio que, para se ser realmente racional, têm de se considerar todos estes pontos (e haverá mais). Não é fácil, mas, se quisermos compreender, é necessário tentá-lo.
BERLUSCONI ACUSA ZELENSKY DE PROVOCAR A INVASÃO RUSSA | in The Guardian

Silvio Berlusconi afirmou que o presidente Volodymyr Zelenskiy “provocou” a invasão da Ucrânia pela Rússia, desencadeando uma nova disputa política e ameaçando a estabilidade do novo governo da Itália poucos dias antes deste assumir o poder.
Berlusconi, três vezes ex-primeiro-ministro e líder do partido Forza Italia – um parceiro menor de uma coligação de extrema-direita que venceu as eleições gerais de setembro – está no centro da turbulência política após uma série de gravações de áudio vazadas nas quais ele diz que ele se reconectou com Vladimir Putin e culpa Zelenskiy por ter provocado a invasão de Moscovo.
No último clipe publicado pela agência La Presse na quarta-feira, Berlusconi pode ser ouvido defendendo seu “velho amigo” Putin e dizendo que Zelenskiy provocou a invasão de Moscovo ao “triplicar os ataques” contra os separatistas apoiados pela Rússia no Donbass.
“O PCP faz falta” e o momento político prova-o | Secretário-geral Jerónimo de Sousa

Lisboa, 22 out 2022 (Lusa) – O secretário-geral comunista rebateu a ideia de definhamento do partido e alertou que “o PCP faz falta”, sobretudo num momento de agravamento das condições de vida e de perda do poder de compra.
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The Beatles | Strawberry Fields Forever
El Greco y Picasso | un diálogo decisivo | FRANCISCO CALVO SERRALLER | El País

El malagueño fue una de las claves para la difusión internacional de la obra del cretense.
El último entre los grandes maestros antiguos españoles en ser reconocido, El Greco, fue también la influencia más determinante para animar el movimiento más decisivo para el desarrollo de la vanguardia del siglo XX: el cubismo; o sea: que, al final, el pintor cretense resultó ser demasiado moderno para los antiguos y, a la par, fuente de inspiración para el arte contemporáneo, aunque previamente estuviese a la sombra durante casi tres siglos. En todo caso, al mencionarlo antes en relación con el cubismo, ya se entiende que Pablo Picasso fue una de las claves para su difusión internacional. El artista malagueño tuvo oportunidad de descubrirlo casi en plena adolescencia, pues lo frecuentó en el Museo del Prado desde 1897-98, cuando cursaba estudios en la Escuela de Bellas Artes de San Fernando e, inmediatamente después, en la Barcelona modernista, donde se estaba fraguando un culto fervoroso en torno a El Greco.
Continuar a lerLea Desandre & Iestyn Davies sing Handel: Theodora, HWV 68: “To thee, thou glorious son of worth”
VIVALDI // ‘Juditha triumphans, RV 644: Air Armatae face et anguibus’ by Jupiter | Lea Desandre, mezzo-soprano franco-italienne
Lea Desandre con que poder canta… maravillosa!
Oh my goodness! Outstanding! This brilliant ensemble certainly reflects the genius and passion of the Italian baroque era! Lea Desandre’s magnificent performance leaves me speechless!
SABINE DEVIEILHE | MOZART – LA FLUTE ENCHANTEE – Der hölle Rache
LoLa & Hauser | Moonlight Sonata
La Petite Fille De La Mer ( Vangelis )
Philippe Jaroussky ” The most beautiful baroque
Philippe Jaroussky with L’Arpeggiata and Christina Pluhar: Monteverdi “Si dolce”
Hélène Grimaud | Mozart: Piano Concerto No. 23: II. Adagio
Biden critica republicanos por quererem cortar ajuda financeira à Ucrânia | Marta Moreira – in msn.com
“Eles não entendem. Isto é muito maior que a Ucrânia. É a Europa Oriental. É a NATO”, criticou Biden, avaliando que os republicanos “não entendem a política externa norte-americana”.

Filadélfia, Estados Unidos, 21 out 2022 (Lusa) – O Presidente norte-americano, Joe Biden, criticou na quinta-feira os republicanos por quererem reduzir o financiamento à Ucrânia em caso de vitória nas eleições intercalares de novembro.
“Eles [os republicanos] dizem que, se vencerem, provavelmente não continuarão a financiar a Ucrânia”, disse o chefe de Estado, durante um evento de arrecadação de fundos em Filadélfia, na Pensilvânia, um estado-chave para as eleições de meio de mandato.
“Eles não entendem. Isto é muito maior que a Ucrânia. É a Europa Oriental. É a NATO”, criticou Biden, avaliando que os republicanos “não entendem a política externa norte-americana”.
Continuar a lerDEUS OU SEJA A NATUREZA | Spinoza e os novos paradigmas da física | LIVRO de Roberto L. Ponczek

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Não obrigado, eu vou ficar no nível livre
Para Spinoza, a substância é o Ser em si, por si e para
si, o Ser do qual tudo depende e que não depende de nada; o Ser que não
tem causa ou que é causa de si mesmo; o Ser absoluto, o Ser absolutamente
ilimitado e infinito. Não será esta também a fonte de motivação de Einstein
para buscar a unidade intrínseca em todas as leis da Natureza?
25 Best Opera Arias – favourites from Puccini, Verdi, Mozart and more
Enjoy this selection of some of the best loved operatic arias in the repertoire. A selection of great tunes from the greats of the genre including Verdi, Puccini, Mozart, Donizetti and many others.
25 Best Opera Arias 00:00:00 Puccini: Gianni Schicchi – O mio babbino caro 00:02:36 Rossini: Il barbiere di Siviglia: Largo al factotum (Cavatina) 00:07:09 Mozart: Die Zauberflöte – Queen Of The Night 00:10:13 Puccini: La Bohème – Mi chiamano Mimì 00:14:58 Donizetti: L’Elisir d’Amore – Una furtiva lagrima 00:19:50 Verdi: Rigoletto – La donna é mobile 00:22:02 Puccini: Tosca – E lucevan le stelle 00:25:14 Mozart: Le nozze di Figaro – Non più andrai 00:29:06 Bellini: Norma – Casta diva 00:35:52 Verdi: Un ballo in maschera – Ma se m’e forza perderti 00:40:47 Puccini: Turandot – Nessun dorma 00:44:56 Leoncavallo: Pagliacci – Vesti la giubba 00:48:51 Verdi: La Traviata – Sempre libera 00:52:33 Saint-Saëns: Samson and Delilah – Mon coeur s’ouvre à ta voix 00:58:19 Puccini: Tosca – Vissi d’arte 01:01:37 Bizet: Les pêcheurs de perles – Au fond du temple saint 01:06:11 Mozart: Le nozze di Figaro – Cinque… dieci… Venti (No. 1 Duettino) 01:08:56 Verdi: Rigoletto – Ella mi fu rapita…Parmi veder le lagrime 01:13:51 Puccini: Manon Lescaut – Donna non vidi mai 01:16:30 Massenet: Werther – Pourquoi me réveiller 01:19:26 Offenbach: Tales of Hoffmann – Barcarolle 01:23:11 Verdi: Luisa Miller – Quando le sere al placido 01:28:45 Puccini: Gianni Schicchi – Firenze è come un albero fiorito 01:32:02 Verdi: Il Trovatore – Ah si’ ben mio coll’essere 01:35:05 Giordano: Andrea Chenier – La Mamma Morta
Once Upon A Time In The West (Ennio Morricone) cover
Ennio Morricone faz-me chorar | Peter Grabriel, também | Diana Damrau, ídem | Sarah Brightman, que vi actuar várias vezes em Londres.
GLADIATOR Clip | “Now We Are Free”
PLOT: A former Roman General sets out to exact vengeance against the corrupt emperor who murdered his family and sent him into slavery. RELEASE DATE: May 5, 2000 (USA) GENRE: Action, Adventure, Drama STARS: Russell Crowe, Joaquin Phoenix
Sarah Brightman | Sogni ft. Vincent Niclo
Nicole Scherzinger | Phantom of the Opera
Laura Branigan | Gloria
Blondie | Heart Of Glass
Joan Jett | Season Of The Witch | Donovan | Season Of The Witch
Estou cansado de lutar contra Telemóveis, WhatsApp e Facebook | Leonardo Haberkorn

O jornalista e académico uruguaio Leonardo Haberkorn, desistiu de continuar a dar aulas do curso de “Comunicação” na Universidade ORT de Montevideu, através desta carta que comoveu o mundo da Educação:
Depois de muitos anos como professor universitário, hoje dei aula na faculdade pela última vez. Estou cansado de lutar contra telemóveis, WhatsApp e Facebook. Eles venceram-me. Eu desisto. Eu atiro a toalha ao chão. Cansei-me de falar de assuntos pelos quais eu sou apaixonado, para rapazes e raparigas que não conseguem tirar os olhos de um telemóvel que não pára de receber selfies.
É verdade que nem todos são assim, mas há cada vez mais a ficar assim. Até há três ou quatro anos, o apelo para deixar o telemóvel de lado por 90 minutos – nem que fosse só para não ser desrespeitoso – ainda teve algum efeito. Já não o está a ter. Pode ser que seja eu que me tenha desgastado demais neste combate, ou que esteja a fazer algo de errado.
Continuar a lerA Starlink, a Space X e o filantropo Elon Musk | por Carlos Matos Gomes

Isto é a guerra das estrelas, mas não é ficção!
E se a nova fase da guerra dos Estados Unidos com a Rússia e a China se travar no espaço? E se o oligarca que arrecada os lucros se chamar Musk?
A ideia de que na Ucrânia se trava uma guerra entre os invadidos e pacíficos ucranianos liderados por um São Jorge de T-Shirt verde e os bárbaros russos com um Ivan meia leca é simpática e demonstra bons sentimentos, mas não corresponde à realidade. A realidade é a luta pelo poder e pela hegemonia mundial, também no espaço. Com negócios apresentados como cruzadas pelo Bem na base de todas as ações.
A realidade é que, na fundamental área das comunicações e do domínio do espaço, a ligação do complexo militar industrial dos Estados Unidos aos objetivos estratégicos americanos é um facto indesmentível, de que a intervenção do oligarca Elon Musk (SpaceX, Starlink, Tesla) é um exemplo. As agências governamentais dos Estados Unidos, os Departamentos (ministérios) do governo surgem aliadas ao oligarca e aos seus negócios de guerra no espaço, estes muito bem embrulhados em campanhas de publicidade, com laivos de filme de ficção!
Continuar a lerHeterónima e outras demonstrações | Amélia Vieira – 28 Jul 2016 (publicado em Macau Hoje)

«A heterónima Pessoana não nasce apenas da multiplicidade do carácter ou de uma forma de fugir a uma Lisboa enfadonha no início do século vinte que, por acaso, até nem o era, dado o clima efervescente da Primeira República onde todas as viragens sociais e culturais se davam à velocidade do vapor. Essa tese cai por terra de tão inexacta que é. Em nós, não cabem, não -todos os sonhos do mundo – muito menos temos a elasticidade mimética de ser conforme a circunstância. Há, sem dúvida, componentes que fazem um homem mais vibrátil na multiplicação de si mesmo. Mas o que a uns parece do efeito da quimera e do desdobramento da personalidade, pode neste caso ter outras origens bem mais profundas.
Pessoa é originário da Covilhã e de um ramo bastante circunscrito. Sabendo-se da sua descendência familiar que partia de cristãos-novos referenciados, ora existe ainda um ramo remoto que vem das duas filhas de António José da Silva, judeu relapso: uma fugida para os Países Baixos de onde não mais regressaria e outra que vivera escondida dentro de casa para o resto da sua vida. É desta que o ramo é descendente. Para se viver, para se ter subsistido, foram precisas muito mais que análises vãs e, para se ter desembocado em Pessoa, foi preciso também muito mais que uma imaginação torrencial, inspiração, génio e “jeito”. Foi ainda preciso ter nas veias aquela plasticidade de saber que mudar de nome, ter vários nomes, até formas de expressão, fazia parte de uma camuflagem em prol da resistência e do salvar a vida. Aqui chegados, e caso os inimigos sejam só fantasmas, a memória nem por isso se torna um elo morto. E foi nesta imensa componente toldada de segredos que ele se deslinda, acrescentando à necessidade a arte de transformar o medo, a arte pura. Aliás, grandes obras nascem destes caminhos que, depois de aparentemente solucionados, libertam para outra área elevando os mesmos argumentos.
Continuar a lerYulia Miloslavskaya: Mozart – Piano Concerto No. 20 in d-minor K 466
Da maldade humana | Autor anónimo
Retirado do Facebook em 16-10-2022

SEIS PAÍSES DA UE JÁ RESTABELECERAM COMÉRCIO COM RÚSSIA AOS NÍVEIS DE FEVEREIRO | RIA Novosti

MOSCOVO, 16 de outubro – RIA Novosti.
Seis países da UE em junho restauraram simultaneamente as exportações e importações com a Rússia para pelo menos o nível de fevereiro, de acordo com análise de dados dos serviços nacionais de estatística realizada pela RIA Novosti.
Assim, as exportações de sete países europeus para a Rússia no início do verão superaram os valores de fevereiro: são eles: Letónia (em 67%), Eslovénia (37%), Croácia (28%), Bulgária (25%), Estónia (19%), Chipre (12%) e Luxemburgo (7%).
Ao mesmo tempo, as importações de mercadorias da Rússia superaram os níveis de final do inverno passado em dez estados: Eslovénia (4,4 vezes), Croácia (2,7 vezes), República Checa (duas vezes), Malta (88%), Espanha (46%), Bélgica (39%), Luxemburgo (22%), Chipre (13%), Estónia (11%) e Bulgária (10%).
Em geral, no primeiro semestre do ano, as exportações de bens da UE para a Rússia diminuíram 31% – para 28,4 bilhões de euros, de 41,1 bilhões um ano antes. Já as importações cresceram 83% para 121,7 bilhões de euros, contra 66,4 bilhões antes.
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino

Alguns questionam aqui a autenticidade desta informação, já que a fonte é uma agência estatal russa.
A esses, digo: Como jornalista, habituei-me a consultar sempre diversas fontes, sejam privadas ou estatais, seja de que países forem. É essa diversidade de fontes que muitas vezes nos fornece pistas que de outra forma nos poderiam escapar. Neste, como noutros casos, a veracidade ou inverdade dos dados será demonstrada mais à frente.
De qualquer forma, se fosse mentira o que diz a RIA-Novosti, os países indicados já teriam desmentido – o que não aconteceu.
Aguardemos. Mas anátemas à priori, não. Já bastou o tempo da outra senhora em que havia um programa na velha Emissora Nacional intitulado – “A verdade é só uma – Rádio Moscovo não fala verdade!”
As palas são boas para as bestas.
HUNGRIA ABRE CONSULTA PÚBLICA NACIONAL SOBRE SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA DECRETADAS POR BRUXELAS

1. Bruxelas decidiu introduzir sanções petrolíferas, embora após a eclosão da guerra ainda houvesse um acordo de que as sanções contra a Rússia não se estenderiam à energia. No entanto, Bruxelas decidiu em junho proibir a importação de petróleo e derivados da Rússia. A Hungria lutou por uma isenção porque levaria vários anos e centenas de bilhões de forints para substituir o petróleo bruto russo. No caso da Hungria, um embargo de petróleo levaria a sérios problemas de abastecimento e representaria um enorme fardo para a economia. A primeira pergunta da consulta nacional é: Você concorda com as sanções petrolíferas de Bruxelas?
2. Os líderes de Bruxelas também querem estender as sanções às entregas de gás. A economia europeia é significativamente dependente do gás russo (no caso da Hungria, o grau de dependência é de 85%). A flutuação das sanções de gás trouxe aumentos de preços de energia mais altos do que o facto de que a guerra eclodiu. As consequências já são graves. As contas de serviços públicos subiram para níveis recordes em toda a Europa. A Rússia ameaça cortar o fornecimento de gás em resposta às sanções. Isto põe em perigo o aquecimento dos apartamentos e o funcionamento da economia europeia. A segunda pergunta, portanto, é a seguinte: Você concorda com a sanção aos embarques de gás?
3. Bruxelas também proibiu a importação de combustíveis sólidos (como carvão) da Rússia. A proibição também se aplica ao aço e à madeira, e eles querem estendê-la também a outras matérias-primas. A medida resultou em grandes aumentos de preços, aumentando ainda mais a carga sobre as famílias. Como resultado da crise energética, a Europa precisa de uma quantidade maior de combustível sólido do que antes e não pode cobrir suas necessidades com sua própria produção. A terceira pergunta: Você concorda com a sanção sobre matérias-primas?
4. O Parlamento Europeu e vários estados membros querem estender as sanções também aos elementos de aquecimento nuclear. As centrais nucleares desempenham um papel incontornável no abastecimento de eletricidade na Europa. Uma parte significativa deles trabalha com elementos de aquecimento russos, que não podem ser substituídos a curto prazo devido às condições técnicas. Portanto, se as sanções fossem estendidas aos elementos de aquecimento nuclear, isso ameaçaria o fornecimento estável de energia e aumentaria os preços. A quarta pergunta é, portanto, a seguinte: Você concorda com a sanção sobre elementos de combustível nuclear?
5. A Central Nuclear de Paks é a garantia de eletricidade mais barata na Hungria. Está sendo expandido com a ajuda de empresas russas. Muitas pessoas querem estender as sanções nucleares à expansão da Usina Nuclear de Paks. De acordo com o Parlamento Europeu e alguns partidos da oposição, a cooperação para o desenvolvimento com empresas russas deve ser encerrada. Suspender a expansão pode levar a novos aumentos de preços e interrupções no fornecimento. A quinta pergunta da consulta nacional: Você concorda que o investimento do Paks também deve ser coberto pelas medidas sancionatórias?
6. As sanções também prejudicam o turismo europeu, que de qualquer forma não está em uma situação fácil no período pós-pandemia. Devido às restrições de entrada, o número de turistas da Rússia caiu significativamente. A medida também afeta a Hungria, especialmente considerando que o número de pessoas que chegam do exterior ainda está abaixo do nível pré-epidémico. É um setor que dá trabalho a centenas de milhares de pessoas em nosso país. Por isso a sexta pergunta: Você concorda com as sanções que restringem o turismo?
7. As sanções também têm um sério impacto na oferta de alimentos. O aumento dos preços do gás aumenta muito os custos da produção agrícola, e as sanções também se estendem a determinados componentes do fertilizante. O aumento dos preços dos alimentos nos países em desenvolvimento aumenta o risco de fome. Isso levará a ondas ainda maiores de migração e aumentará a pressão nas fronteiras da Europa. A pergunta final da consulta: Você concorda com as sanções que fazem subir os preços dos alimentos?
(Fonte: Site oficial do governo húngaro – kormany.hu)
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Fino | 16-10-2022
RAY MANZAREK | RIDERS ON THE STORM
Carl Orff | Carmina Burana | Fortuna Imperatrix Mundi
De Película con Ennio Morricone | soprano Susanna Rigacci
El Maestro Ennio Morricone ha abandonado el plano material, no sin heredarnos aun en vida su inspiración, su obra, Gracias Maestro. Con El Malo y El Feo ahora cabalgas (RIP 06/julio/2020) Extraido de la producción audiovisual “El Maestro Morricone Dirige a Morricone” presentamos tan solo tres temas de dos clásicos del cine (de titulos inconfundibles), de la autoria de Ennio Morricone, prolifero autor que junto con John Williams (Star Wars, Tiburón…), Henry Mancini (Pantera Rosa, Romeo y Julieta) y VanGelis (Blade Runner (Cazador de Androides), Carros de Fuego…) entre otros, le han otorgado un sello musical a inumerables y memorables obras del celuloide y en mi opinión muy personal, Morricone se distingue por su exquisites en sus obras. En esta ocasión los Coros y la Orquesta Filarmónica de Munich, asi también la soprano Susanna Rigacci son conducidos por el mismo Morricone. Disfrutenlo.
Vu de l’étranger. La grève des raffineries s’est transformée en crise : “Macron a réagi trop tard” | in COURRIER INTERNATIONAL

D’un conflit sur les salaires, la grève dans les raffineries s’est muée en problème politique d’envergure nationale. La lenteur du gouvernement à réagir et le symbole que représente TotalEnergies ont attisé les colères, observe la presse étrangère.
História Essencial de Portugal 6/6 – Prof. José Hermano Saraiva
Did Einstein believe in God? Traduction to Portuguese and French | by MARCELO GLEISER

Here’s what Einstein meant when he spoke of cosmic dice and the “secrets of the Ancient One”.
- To celebrate Einstein’s birthday this past Sunday (14 de mars de 1879), we examine his take on religion and spirituality.
- Einstein’s disapproval of quantum physics revealed his discontent with a world without causal harmony at its deepest levels: The famous “God does not play dice.”
- He embraced a “Spinozan God,” a deity that was one with nature, within all that is, from cosmic dust to humans. Science, to Einstein, was a conduit to reveal at least part of this mysterious connection, whose deeper secrets were to remain elusive.
Given that March 14th is Einstein’s birthday and, in an uncanny coincidence, also Pi Day, I think it’s appropriate that we celebrate it here at 13.8 by revisiting his relationship with religion and spirituality. Much has been written about Einstein and God. Was the great scientist religious? What did he believe in? What was God to Einstein? In what is perhaps his most famous remark involving God, Einstein expressed his dissatisfaction with the randomness in quantum physics: he “God doesn’t play dice” quote. The actual phrasing, from a letter Einstein wrote to his friend and colleague Max Born, dated December 4, 1926, is very revealing of his worldview:
Quantum mechanics is very worthy of regard. But an inner voice tells me that this is not the true Jacob. The theory yields much, but it hardly brings us close to the secrets of the Ancient One. In any case, I am convinced that He does not play dice.
Continuar a lerAngela Merkel volte | E mostre como se deve trabalhar para a PAZ em toda a Europa. Do Atlântico aos URAIS.

História Essencial de Portugal 5/6 – Prof. José Hermano Saraiva
Espuma dos dias — “A UE caminha sonâmbula para a anarquia”. Por Thomas Fazi

Enviado pelo blogue A Viagem dos Argonautas
Todos os olhos podem estar postos nos resultados das eleições italianas desta manhã, mas a Europa tem problemas muito maiores nas suas mãos do que a perspetiva de um governo de direita. O Inverno está a chegar, e as consequências catastróficas da crise energética europeia autoimposta já estão a ser sentidas em todo o continente.
À medida que os políticos continuam a elaborar planos irrealistas de racionamento energético, a realidade é que o aumento dos preços da energia e a queda da procura já fizeram com que dezenas de fábricas numa gama diversificada de indústrias intensivas em energia – vidro, aço, alumínio, zinco, fertilizantes, químicos – cortassem na produção ou encerrassem mesmo, provocando o despedimento de milhares de trabalhadores. Até mesmo o New York Times pró-guerra foi recentemente forçado a reconhecer o impacto “paralisante” que as sanções de Bruxelas estão a ter sobre a indústria e a classe trabalhadora na Europa. “Os elevados preços da energia estão a atacar a indústria europeia, forçando as fábricas a cortar rapidamente a produção e a colocar dezenas de milhares de trabalhadores em licença”, relatou o New York Times.
Os cortes na produção de zinco, alumínio e silício (que representam uns espantosos 50% da produção) já deixaram os consumidores das indústrias siderúrgica, automóvel e da construção europeia a enfrentar graves carências, que estão a ser compensadas por remessas da China e de outros países. Entretanto, as fábricas de aço em Espanha, Itália, França, Alemanha e outros países – mais de duas dúzias no total – estão a começar a abrandar ou a parar completamente a sua produção.
Continuar a lerElegia das Águas Negras para Che Guevara | por Eugénio de Andrade

Atado ao silêncio, o coração ainda
pesado de amor, jazes de perfil,
escutando, por assim dizer, as águas
negras da nossa aflição.
—
Pálidas vozes procuram-te na bruma;
de prado em prado procuram
um potro mais libre, a palmeira mais alta
sobre o lago, um barco talvez
ou o mel entornado da nossa alegria.
—
Olhos apertados pelo medo
aguardam na noite o sol do meio-dia,
a face viva do sol onde cresces,
onde te confundes com os ramos
de sangue do verão ou o rumor
dos pés brancos da chuva nas areias.
—
A palavra, como tu dizias, chega
húmida dos bosques: temos que semeá-la;
chega húmida da terra: temos que defendê-la;
chega com as andorinhas
que a beberam sílaba a sílaba na tua boca.
—
Cada palavra tua é um homem de pé,
cada palavra tua faz do orvalho uma faca,
faz do ódio um vinho inocente
para bebermos, contigo
no coração, em redor do fogo.
A guerra | A política SEM A MÁSCARA da Moral | por Carlos Matos Gomes

A guerra na Ucrânia decide a nova arquitetura do poder político mundial, não é uma luta do Bem contra o Mal.
Quando referimos a palavra política associamos o termo a pelo menos 3 realidades: em primeiro lugar associamo-lo à administração da polis — tarefas administrativas, gestão — o que hoje surge englobado sob o grande chapéu de administração pública e tarefas do Estado, em segundo lugar a disputas partidárias, negócios disfarçados de falsas alternativas eleitorais, má-língua onde surgem alhos e bugalho, comentários enviesados, em terceiro lugar, mas raramente, à política entendida como o processo de definição de modos de organizar uma dada sociedade para a integrar em espaços mais vasto, isto é, falar da política como uma forma de pensar e de construir uma realidade tão próximo quanto possível da harmonia, da virtú, de que falava Maquiavel em o Príncipe e que nunca deixou de estar presente. A política virtuosa seria aquela que não sucumbe ao “poderio da caprichosa e inconstante Fortuna do momento”, o oposto da que tem sido praticada pelos que temos tido ao comando dos nossos destinos. Político virtuoso seria o que consegue ser senhor da sorte, ser o que determina as circunstâncias e não o que se deixa ir na sua espuma. É esta terceira abordagem da política que me interessa para analisar a guerra na Ucrânia.
Continuar a lerOrigem: África, de Howard W. French | Um novo enquadramento da história mundial, com África no centro das atenções.

Sinopse
A historiografia da criação do mundo moderno atribui um papel central à Europa, usando argumentos como a singularidade da Era das Descobertas e da exploração marítima, os avanços científicos e tecnológicos ou a expansão dos ideais judaico-cristãos.
Contudo, no centro de todas estas conquistas e superações está o continente africano, apesar de sobre este pouco se escrever. Que tipo de relato leríamos se tivéssemos África e os africanos como foco da nossa pesquisa e investigação?
É precisamente isso que Howard W. French faz nesta história detalhada de seis séculos de desenvolvimento mundial, demonstrando como a ascensão económica da Europa, o seu desenvolvimento político e a concretização dos ideais do Iluminismo se construíram à custa da desumanização e da exploração do «continente negro» – numa busca incessante por ouro e mão de obra escravizada.
Portugal e Espanha figuram proeminentemente nos primeiros séculos desta história do continente africano, que recupera as biografias e os feitos de importantes figuras africanas, caracteriza as abastadas civilizações da África medieval e destaca a relevância histórica de movimentos extraordinários, como a Revolução Haitiana.
Sobre o autor Howard W. French é jornalista, escritor, fotógrafo e professor de Jornalismo na Universidade Columbia. Foi chefe de redação do New York Times para as Caraíbas e América Central, para a África Central e Oriental, para o Japão e as Coreias e para a China em diferentes períodos entre 1990 e 2008.
O seu trabalho foi múltiplas vezes premiado e esteve por duas vezes nomeado para o Pulitzer. French vive em Nova Iorque e é fluente em 5 línguas (inglês, mandarim, francês, espanhol e japonês). Escreve uma coluna semanal para a World Politics Review.
Para mais informações, p. f. contacte o Departamento de Comunicação da Bertrand Editora
RÚSSIA POSICIONA MÍSSEIS DIANTE DA EMBAIXADA AMERICANA EM MOSCOU… 3ªWW A CAMINHO?
Devemos exigir uma negociação imediata e um fim pacífico para a guerra na Ucrânia ou acabaremos na 3ª Guerra Mundial | DONALD TRUMP | ver ao minuto 6m30s
Ver notícia vinda da SUÉCIA ao minuto 18 !!!!!!!!!!!!!!!!!!
Alma Minha Gentil, Que Te Partiste | Poema de Luís Vaz de Camões com narração de Mundo Dos Poemas
Adalberto de Queiroz: vozes do passado em versos | por Adelto Gonçalves (*)

Poeta faz da evocação da mãe que não teve a música inominável de sua poesia
I
Em poucos poetas antigos ou modernos brasileiros (para não se dizer nenhum), a evocação da mãe é tão presente e tão luminosa como em Adalberto de Queiroz (1955), que foi educado como órfão em abrigo de Anápolis, no interior de Goiás, de onde saiu só em 1973 para cursar Física na Universidade Federal de Goiás (UFG). Poeta, jornalista e ensaísta, Queiroz, em 2021, lançou a segunda edição, revista e repensada, de Cadernos de Sizenando, publicado em 2014, livro de poemas que “saem da angústia para o enfrentamento da realidade”, como definiu no pref&a acute;cio o escritor Iúri Rincon Godinho, membro da Academia Goiana de Letras.
Godinho explica que, a pedido do autor, para a segunda edição da obra, retirou os textos em prosa poética da primeira, deixando apenas os poemas, garantindo que o material que ficou de fora “merece outro livro”. Tanto os textos em prosa poética quanto os poemas haviam sido publicados inicialmente em um blog (http://www.betoqueiroz.com) que Adalberto de Queiroz ainda mantém na internet. Como diz Godinho com percuciência, se ele, como editor do texto, tivesse tirado também todos os poemas e deixasse apenas aquele que tem por título “É a Mãe” o livro já valer ia a pena ser lido.
O Que Há Em Mim É Sobretudo Cansaço | Poema de Fernando Pessoa com narração de Mundo Dos Poemas
Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
História Essencial de Portugal 4/6 – Prof. José Hermano Saraiva
Pepe Escobar | o mundo multipolar espera Mr. Lula | 29/09/2022
A PAZ | SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN | por Casimiro de Brito

AQUI HÁ UNS ANOS FOMOS CONVIDADOS, EU E A SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, PARA FAZER UM RECITAL NO KING’S COLLEGE (LONDRES). EIS UM DOS POEMAS QUE LI E A SUA TRADUÇÃO POR JONATHAN GRIFFIN, E QUE DEPOIS FOI INCLUÍDO NA BELÍSSIMA ANTOLOGIA “CONTEMPORARY PORTUGUESE POETRY”. VOU ILUSTRÁ-LO COM A GUERNICA, DE PICASSO.
A PAZ
Se eu te pedisse a paz, o que me darias
pequeno insecto da memória de quem sou
ninho e alimento? Se eu te pedisse a paz,
a pedra do silêncio cobrindo-me de pó,
a voz limpa dos frutos, o que me darias
respiração pausada de outro corpo
sob o meu corpo?
Perdoa-me ser tão só, e falar-te ainda
do meu exílio. Perdoa-me se não te peço
a paz. Apenas pergunto: o que me darias
em troca se ta pedisse? O sol? A sabedoria?
Um cavalo de olhos verdes? Um campo de batalha
para nele gravar o teu nome junto ao meu?
Ou apenas uma faca de fogo, intranquila,
no centro do coração?
Nada te peço, nada. Visito, simplesmente,
o teu corpo de cinza. Falo de mim,
entrego-te o meu destino. E a morte vivo
só de perguntar-te: o que me darias
se te pedisses a paz
e soubesses de como a quero construída
com as matérias vivas da liberdade?
(in Jardins de Guerra, 1966)
Continuar a lerCrise financeira: até o FMI teme o pior | Yanis Varoufakis, in Outras Palavras, 07/10/2022

Subitamente — e contra todos os prognósticos — o FMI, o xerife da ordem económica capitalista condenou o novo favor do governo inglês aos super-ricos. Turbulências sugerem: um novo repique da crise global aberta em 2008 pode estar próximo.
Em 30 de setembro, o Fundo Monetário Internacional assustou os mercados e surpreendeu os comentaristas ao repreender o governo conservador do Reino Unido por irresponsabilidade fiscal. O choque foi evidente. A crítica do FMI ao governo de uma grande economia ocidental é como um zelador repreendendo o proprietário por colocar em risco o valor avaliado do prédio. Essa sensação de inversão da ordem usual das coisas foi ainda mais nítida porque, não esqueçamos, foram os conservadores britânicos, sob a rígida liderança de Margaret Thatcher, que ditaram a regra sobre a probidade fiscal como alicerce do neoliberalismo. O FMI passou mais de quatro décadas impondo essa ortodoxia a governos em todo o mundo.
Como numa tentativa de amplificar a agitação que certamente causaria, o comunicado do FMI chegou a censurar o governo britânico por introduzir grandes cortes de impostos (agora parcialmente cancelados após a intervenção do Fundo), porque eles iriam principalmente “beneficiar os que ganham mais” e “provavelmente aumentar a desigualdade”. Os conservadores leais à sitiada nova primeira-ministra da Grã-Bretanha, Liz Truss, os republicanos mais vigorosos dos EUA, analistas econômicos internacionais e até mesmo alguns de meus camaradas de esquerda ficaram brevemente unidos por uma perplexidade comum: desde quando o FMI se opõe a mais desigualdade? Seria difícil identificar um único “programa de ajuste estrutural” do FMI que não aumentou a desigualdade. Se duvidar, pergunte à Argentina, Coreia do Sul, Irlanda ou Grécia (onde fui ministro das Finanças e tive que negociar com o FMI) sobre as restrições associadas a seus empréstimos. Os burocratas intransigentes do Fundo teriam passado por um momento como o da “estrada de Damasco”?
Continuar a lerJohn Donne | Poema “O êxtase” | Tradução de Augusto de Campos

“The ecstasy”
Where, like a pillow on a bed,
A pregnant bank swell’d up, to rest
The violet’s reclining head,
Sat we two, one another’s best.
Our hands were firmly cemented
By a fast balm, which thence did spring ;
Our eye-beams twisted, and did thread
Our eyes upon one double string.
So to engraft our hands, as yet
Was all the means to make us one ;
And pictures in our eyes to get
Was all our propagation.
DESPEDIDA | Cecília Meireles

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranquilo:
quero solidão.
Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? – me perguntarão.
– Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.
Que procuras? – Tudo. Que desejas? – Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.
A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação…
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?
Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra…)
Quero solidão.
História Essencial de Portugal 3/6 – Prof. José Hermano Saraiva
As religiões na escola | Anselmo Borges, Padre e Professor de Filosofia | in DN

Quantos cristãos saberão que, se Adão e Eva fossem figuras reais e nossos contemporâneos, precisariam, para viajar para o estrangeiro, de um passaporte iraquiano? Quantos se lembram de que Abraão, que está na base das três religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo, islão -, possuiria igualmente nacionalidade iraquiana? Quantos se lembram de que os primeiros capítulos do Génesis, referentes ao mito da criação e da queda, se passam na Mesopotâmia, onde mergulham algumas das nossas raízes culturais? As religiões estão sempre presentes. Mas quem tem delas um conhecimento mínimo? Qual é a relação entre religião e violência, religião e política, religião e desenvolvimento económico, religião e saúde?
O grande Umberto Eco, agnóstico, lamentava-se: “Nas escolas italianas, Homero é obrigatório, César é obrigatório, Pitágoras é obrigatório, só Deus é facultativo. Se o ensino religioso se identificar com o do catecismo católico, no espírito da Constituição italiana deve ser facultativo. Só lamento que não exista um ensino da história das religiões. Um jovem termina os seus estudos e sabe quem era Poséidon e Vulcano, mas tem ideias confusas acerca do Espírito Santo, pensando que Maomé é o deus dos muçulmanos e que os quacres são personagens de Walt Disney…”
Ernst Bloch, o filósofo marxista heterodoxo e ateu religioso, com quem tive o privilégio de conversar, sublinhou que o desconhecimento da Bíblia constitui uma “situação insustentável”, pois produz “bárbaros”, que, por exemplo, perante a “Paixão segundo São Mateus”, de Bach, ficam como bois a olhar para palácios.
Continuar a lerA GUERRA NA UCRÂNIA E O POSICIONAMENTO SOBRE A MESMA | por Francisco Henriques da Silva

“Estamos a viver tempo conturbados e que nos podem conduzir ao abismo. A situação assume, neste momento, uma gravidade que dispensa, creio eu, grandes comentários. A eventualidade do conflito alastrar e entrar numa fase ainda mais perigosa, inclusive com recurso a armas nucleares, pode, a prazo, tornar-se inexorável. Quem ainda não se apercebeu disso, está – passe a expressão – a dormir na forma.
Estas questões são altamente preocupantes, pois está em risco o futuro da própria Humanidade. Haveria, de algum modo, forçar as partes a sentarem-se à mesa e entabularem negociações, obrigando os tambores de guerra ao silêncio. Esta tarefa é imperativa.
É preciso não nos esquecermos que no quadro actual existem culpas de parte a parte e resta determinar “quem atirou a primeira pedra”, se é que isso agora interessa. Quem invadiu o território da Ucrânia, sem declaração de guerra, contra a Carta da ONU e, portanto, à margem do direito internacional? Ou quem perseguiu a minoria russófona, violando continuamente os respectivos direitos humanos e, por outro lado, pretendeu integrar uma aliança militar (NATO) susceptível de ameaçar a segurança da própria Rússia? Todos nos podemos posicionar quanto ao bem fundado destas duas posições (muito sinteticamente apresentadas, diga-se de passagem) e é difícil optar por qualquer das partes em confronto (para mim, que pretendo pensar sobre o assunto em todas as suas múltiplas vertentes e em termos das respectivas consequências, é verdadeiramente impossível fazê-lo). Como diplomata que já fui, em suma, a meu ver, constatam-se violações do direito internacional, quer da Rússia, quer da Ucrânia. É mais do que óbvio.
Como referia um amigo que muito considero e que não vou citar “a racionalidade abandonou os decisores políticos.” É uma verdade de La Palice que não vale a pena escamotear nem comentar.
Continuar a lerErnesto Rafael Guevara de la Serna | Che Guevara | (Rosário, 14 de junho de 1928 – La Higuera, 9 de outubro de 1967)
Lessons Taught By Life

Nietzsche: por onde começar? | Scarlett Marton e Leandro Karnal
Friedrich Nietzsche, por Scarlett Marton
História Essencial de Portugal 2/6 – Prof. José Hermano Saraiva
Ingrid Bergman (Estocolmo, Suécia, 29 de agosto de 1915 – Londres, Inglaterra, 29 de agosto de 1982)

As terríveis 10 estratégias de manipulação massiva, reveladas por Noam Chomsky

Fonte: A Mente é Maravilhosa
Noam Chomsky é um dos intelectuais mais respeitados do mundo. Este pensador americano foi considerado o mais importante da era contemporânea pelo The New York Times. Uma de suas principais contribuições é ter proposto e analisado as estratégias de manipulação de massa que existem no mundo hoje.
Noam Chomsky ficou conhecido como lingüista, mas também é filósofo e cientista político. Ao mesmo tempo, ele se tornou um dos principais ativistas das causas libertárias. Seus escritos circularam pelo mundo e não param de surpreender os leitores.
Chomsky elaborou um texto didático no qual ele sintetiza as estratégias de manipulação maciça. Suas reflexões sobre isso são profundas e complexas. No entanto, para fins didáticos, ele resumiu tudo em princípios simples e acessíveis a todos.
1. A distração das estratégias de manipulação maciça
Segundo Chomsky, a mais recorrente das estratégias de manipulação massiva é a distração. Consiste basicamente em direcionar a atenção do público para tópicos irrelevantes ou banais. Desta forma, eles mantêm as mentes das pessoas ocupadas.
Para distrair as pessoas, abarrotam-lhes de informações. Muita importância é dada, por exemplo, a eventos esportivos. Também ao show, às curiosidades, etc. Isso faz com que as pessoas percam de vista quais são seus reais problemas.
Continuar a lerHistória Essencial de Portugal 1/6 – Prof. José Hermano Saraiva
O JOVEM CUNHAL | filme de João Botelho

Depois de uma primeira sala esgotada, no próximo domingo, 9 de Outubro, às 19h30, nova sessão especial de O JOVEM CUNHAL, de João Botelho, no Cinema Medeia Nimas.
O filme será apresentado pelo realizador, e Carmen Granja lerá “Três poemas em memória de Álvaro Cunhal”, de Manuel Gusmão.
Bilhetes à venda em ActiveTicket.pt
“Responde às calúnias rasteiras/ […] Ameaça o inimigo que o tem preso/ que o terá encarcerado 11 anos seguidos/ 14 meses incomunicável/ E 8 anos em tenebroso/ Isolamento/ E não cedeu Nunca cedeu”
in Manuel Gusmão, A Foz em Delta, edições Avante!
Socrate, Jésus, Bouddha – Trois maîtres de vie | Le Christ philosophe | Frédéric Lenoir

Résumé | Socrate, Jésus, Bouddha
La crise que nous vivons n’est pas simplement économiqueet financière, mais aussi philosophique et spirituelle. Elle renvoie à des interrogations universelles : Qu’est ce qui rend l’être humain heureux ? Qu’est-ce qui peut être considéré comme un progrès véritable ? Quelles sont les conditions d’une vie sociale harmonieuse ?Contre une vision purement matérialiste de l’homme et du monde, Socrate, Jésus et Bouddha sont trois maîtres de vie. Une vie qu’ils n’enferment jamais dans une conception close et dogmatique. Leur parole a traversé les siècles sans prendre une ride, et par-delà leurs divergences, ils s’accordent sur l’essentiel : l’existence humaine est précieuse et chacun, d’où qu’il vienne, est appelé à chercher la vérité, à se connaître dans sa profondeur, à devenir libre, à vivre en paix avec lui-même et avec les autres. Un message humaniste et spirituel, qui répond sans détour à la question essentielle : pourquoi je vis ?Philosophe et directeur du Monde des religions, Frédéric Lenoir est aussi romancier et dramaturge. Il est notamment l’auteur ou le co-auteur de La Promesse de l’ange, de Code Da Vinci, l’enquête, de L’Oracle della Luna et de la pièce de théâtre Bonté divine ! Ses ouvrages sont traduits dans une vingtaine de langues.
Résumé | Le Christ philosophe

Pourquoi la démocratie et les droits de l’homme sont-ils nés en Occident plutôt qu’en Inde, en Chine, ou dans l’Empire ottoman ? Parce que l’Occident était chrétien et que le christianisme n’est pas seulement une religion. Certes, le message des Evangiles s’enracine dans la foi en Dieu, mais le Christ enseigne aussi une éthique à portée universelle : égale dignité de tous, justice et partage, non-violence, émancipation de l’individu à l’égard du groupe et de la femme à l’égard de l’homme, liberté de choix, séparation du politique et du religieux, fraternité humaine. Quand, au IVe siècle, le christianisme devient religion officielle de l’Empire romain, la sagesse du Christ est en grande partie obscurcie par l’institution ecclésiale. Elle renaît mille ans plus tard, lorsque les penseurs de la Renaissance et des Lumières s’appuient sur la ” philosophie du Christ “, selon l’expression d’Erasme, pour émanciper les sociétés européennes de l’emprise des pouvoirs religieux et fonder l’humanisme moderne. Frédéric Lenoir raconte ici le destin paradoxal du christianisme – du témoignage des apôtres à la naissance du monde moderne, en passant par l’Inquisition – et nous fait relire les Evangiles d’un œil radicalement neuf.
À propos de l’auteur

Lenoir, Frédéric
Philosophe, historien des religions et chercheur associé à l’Ecole des hautes études en sciences sociales. Directeur du magazine Le Monde des religions, il est l’auteur d’essais et de romans historiques qui ont connu un succès international. Ses ouvrages sont traduits dans vingt-cinq langues.
CONVITE | Sessão de lançamento de «O Diabo», de Gonçalo M. Tavares


A Bertrand Editora tem o prazer de convidar para a sessão de lançamento e para a sessão de apresentação de Diabo, de Gonçalo M. Tavares, que decorrem em Óbidos e Lisboa, respetivamente, a 8 e 12 de outubro. A sessão de lançamento, integrada no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, está agendada para sábado, 8 de outubro, às 19h00, no Auditório Municipal da Casa da Música e conta com música da cantora lírica Maria João Sousa, guitarra clássica de Pedro Sousa e leituras de Inês Nogueira. A 12 de outubro, o encontro decorre na FNAC Chiado, em Lisboa, às 18h30, com música da cantora lírica Maria Varandas guitarra clássica de Pedro Sousa e leituras de Inês Nogueira.
João Gomes Cravinho na Argélia

04 outubro 2022 | https://portaldiplomatico.mne.gov.pt
O Ministro dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, desloca-se à Argélia esta quarta-feira. Esta visita a Argel constitui uma oportunidade para continuar a aprofundar o diálogo político entre os dois países que têm nas Cimeiras Luso-Argelinas o seu expoente máximo.
O Ministro João Gomes Cravinho tem reuniões agendadas com o Ministro dos Negócios Estrangeiros argelino, Ramtane Lamamra, e com o Presidente da República, Abdelmadjid Tebboune.
No encontro com o seu homólogo, os ministros irão avaliar e perspetivar as relações luso-argelinas nas mais diversas áreas, designadamente no plano económico e nos domínios da Cooperação, da Língua e da Cultura.
Nos encontros de alto nível que manterá vão ainda ser discutidos temas da agenda internacional.
Conta-me História | Implantação da República | 05/10/2022
Conta-me História: um historiador e um amigo com idade para ser seu filho viajam em cada episódio por um tema da riquíssima História de Portugal. Apresentação: Luís Filipe Borges e Prof. Fernando Casqueira. RTP1 2013
Esta magnífica música russa é surpreendente | Maravilhosa orquestra sinfônica jovem em Hi-Res | 10/08/2022
Royal Ballet Natalia Osipova | Anastasia ACT I Solo (Наталья Осипова Анастасия)
HISTÓRIAS CURTAS | de Rubem Fonseca

Neste seu novo livro, Rubem Fonseca opta de novo pela concisão, tal como fizera na coletânea Amálgama, vencedora do Prémio Jabuti 2015. Junta desta vez trinta e oito histórias curtas, por vezes curtíssimas, nas quais volta a abordar brilhantemente, de forma crua mas delicada, temas já recorrentes na sua obra mais recente: o envelhecimento, a obesidade, a loucura e todo o tipo de decadência humana.
“A pomposidade venturosa e festiva das palavras obscenas.” Palavras do autor que se enquadram perfeitamente nesta obra. Diverti-me imenso. Vasco Costa | 2021-06-07
RUBEM FONSECA
Nasceu em Juiz de Fora (Minas Gerais), no Brasil, a 11 de maio de 1925. É um dos mais prestigiados escritores brasileiros contemporâneos e um dos expoentes máximos da literatura de língua portuguesa. Traduzido em todo o mundo, foi galardoado com seis prémios Jabuti e, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio Camões em 2003. Em 2015, recebeu o Prémio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras (ABL).
É autor de uma vasta obra narrativa, contista e romancista, que tem vindo a ser publicada em Portugal, desde 2010, pela Sextante Editora. Os romances Agosto e A Grande Arte são duas das suas obras incontornáveis, exemplos máximos da sua escrita sóbria e de um realismo «duro» que fez escola na literatura brasileira: «todas as palavras devem ser usadas», disse uma vez numa entrevista.
A Carne Crua — uma coleção de 26 contos inéditos, lançada em Portugal há precisamente um ano —, que viria a ser a sua derradeira criação, juntam-se atualmente no catálogo da Sextante os romances O Seminarista, Buffo & Spallanzani (Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas), A Grande Arte, Agosto e O Selvagem da Ópera, os livros de contos Calibre 22, Axilas & Outras Histórias Indecorosas, Histórias Curtas e Amálgama, e a autobiografia de infância intitulada José.
Rubem Fonseca faleceu no Rio de Janeiro a 15 de abril de 2020, vítima de um enfarte do miocárdio. Após a sua morte foi editado O Doente Molière.
Mapa real da zona do Aeroporto da Portela/Humberto Delgado

Quanto mais leio, mais convicto me revejo na opinião de que a solução não deveria passar pelo encerramento definitivo do Aeroporto da Portela. Convinha que o processo fosse claro, rápido, económico quanto baste e muito bem explicado ao Povo Português. [vcs]
19 NOVEMBRO 2017
Em declarações ao Expresso, Carlos Lacerda, presidente executivo da concessionária, dá conta do plano de contingência da empresa, contabilizando que o Aeroporto Humberto Delgado tenha capacidade para chegar aos 49 milhões de passageiros por ano (este ano deverá totalizar 26 milhões).
Os cálculos pressupõem o aumento do número de movimentos por hora, para 44, e que o horário de funcionamento passe de 18 horas diárias para 20 (o que necessita de autorização camarária).
As contas da ANA multiplicam o número de passageiros médio por voo (180) pela taxa de ocupação média (85%), vezes os 44 movimentos por hora, as 20 horas diárias e os 365 dias do ano, o que totaliza 49 milhões de passageiros ao ano.
Mas há constrangimentos a este cenário de crescimento da capacidade aeroportuária. A possibilidade de elevar o número de movimentos por hora dos atuais 38 para 44 depende do espaço aéreo disponível, “que é hoje maioritariamente preenchido pelo tráfego militar (servido por quatro bases: Sintra, Alverca, Montijo e Alcochete)”, mas também do estacionamento das aeronaves. Carlos Lacerda compara as limitações do espaço aéreo com a situação de “ter uma autoestrada de seis vias e apenas utilizar uma”, sublinhando que, “mesmo que o espaço aéreo fosse totalmente libertado, é necessário que haja capacidade no controlo aéreo”, referindo-se ao novo software de controlo aéreo da NAV, previsto na proposta de Orçamento do Estado para 2018.
“Se nos derem o espaço aéreo, do terminal tratamos nós”, afirma. Ciente de que este plano de contingência, até que o Montijo esteja a operar, depende destes atuais constrangimentos, o responsável apela a um diálogo construtivo, de modo a flexibilizar o espaço aéreo civil com o militar, sendo que continua a decorrer o diálogo com a NAV e com a Força Aérea. Mas “não basta termos o terminal, o estacionamento também é crítico”. Daí que o encerramento da pista 17/35 seja “necessário como solução para estacionamento”.

Pepe Escobar | Quem lucra com Pipeline Terror? | in https://thecradle.co/Article/Columns/16307

A Guerra dos Corredores Econômicos entrou em território incandescente e inexplorado: Terror do Oleoduto.
Uma sofisticada operação militar – que exigiu um planejamento exaustivo, possivelmente envolvendo vários atores – explodiu quatro seções separadas dos gasodutos Nord Stream (NS) e Nord Stream 2 (NS2) esta semana nas águas rasas dos estreitos dinamarqueses, no Mar Báltico, perto da ilha de Bornholm.

Sismólogos suecos estimaram que o poder das explosões pode ter atingido o equivalente a até 700 kg de TNT. Tanto ns quanto NS2, perto das fortes correntes ao redor de Borholm, são colocados no fundo do mar a uma profundidade de 60 metros.
Os tubos são construídos com concreto reforçado em aço, capazes de suportar o impacto das âncoras do porta-aviões, e são basicamente indestrutíveis sem graves cargas explosivas. A operação – causando dois vazamentos perto da Suécia e dois perto da Dinamarca – teria que ser realizada por drones subaquáticos modificados.
Todo crime implica motivo. O governo russo queria – pelo menos até a sabotagem – vender petróleo e gás natural para a UE. A noção de que a inteligência russa destruiria os oleodutos da Gazprom é além de ridícula. Tudo o que tinham que fazer era desligar as válvulas. O NS2 nem sequer estava operacional, baseado em uma decisão política de Berlim. O fluxo de gás na SNS foi dificultado pelas sanções ocidentais. Além disso, tal ato implicaria que Moscou perderia uma importante vantagem estratégica sobre a UE.
Continuar a lerA propósito do Aeroporto da Portela de Lisboa APOCALYPSE NOW – Ride of the Valkyries | Francis Ford Coppola
Saga de um menino de Itararé: romance de esperança | Silas Corrêa Leite | por Adelto Gonçalves

I
Um menino de Itararé, criado pelos avós, que, quando chega à idade do entendimento, aos 15 anos, sai de casa em busca da mãe, que sumira quando ele nascera e estaria perdida nos cafundós do Mato Grosso do Sul, perto da fronteira com a Bolívia, e virara missionária. Em breves palavras, este é o enredo do novo livro de Silas Corrêa Leite (1952), O menino que queria ser super-herói (Lisboa/São Paulo, Editora Primeiro Capítulo, 2022), romance infantojuvenil que vem se juntar a uma obra já extensa que inclui publicações em outros gêneros (poesia, prosa poética, contos e romances).
Inteligente, precoce, muito ativo e sensível, o menino sabe que o sótão de sua casa guarda um segredo e o porão também esconde coisas do passado de seus familiares. Fã de desenhos animados, de histórias em quadrinhos e de personagens de gibis, como Super-Homem, Batman, o Homem Invisível e o Capitão Marvel, o menino, que tem o nome de Ben-Hur, precisa visitar aqueles lugares recônditos, para conhecer os mistérios de sua vida e descobrir segredos, como saber que seu pai ainda vive em Itararé, mítica cidade localizada no Estado de São Paulo “fincada às barrancas do vizinho Estado do Paraná”, famosa depois da chamada Revolu& ccedil;ão de 1930, que constituiu mais um golpe civil-militar em que, desta vez, as elites dos demais Estados derrubaram as tradicionais elites paulistas e mineiras.
Itararé, antiga terra dos índios guaianases e, depois, no século XVIII, ponto de descanso dos tropeiros que levavam animais do Sul para a feira de Sorocaba, ficaria famosa porque, quando Getúlio Vargas (1882-1954) partiu de trem rumo ao Rio de Janeiro, então capital federal, esperava-se que ocorresse lá uma grande batalha, que não houve porque a cidade acolheu o futuro ditador na estação ferroviária, permitindo sua entrada no Estado de São Paulo, e os militares depuseram o presidente Washington Luís (1869-1957) em 24 de outubro daquele ano e impediram a posse do presidente eleito Júlio Prestes (1882-1946).
Dimensionamento de pistas de avião | Fotos do Aeroporto da Portela em Lisboa
Engenheiros e economistas pedem decisão final sobre aeroporto | Conferência “Portugal: solução aeroportuária”

A Ordem dos Engenheiros e a Ordem dos Economistas anunciaram a 29 de setembro, por ocasião do encerramento da conferência “Portugal: solução aeroportuária”, organizada por amabas na Sede Nacional da Ordem dos Engenheiros, uma posição conjunta sobre a solução para o aeroporto que melhor servirá o País, na qual é defendida “uma solução aeroportuária estratégica e definitiva para Portugal, com uma infraestrutura desenvolvida de raiz, na região de Lisboa”.
De acordo com o documento ontem subscrito pelos Bastonários da Ordem dos Engenheiros e dos Economistas, Fernando de Almeida Santos e António Mendonça, respetivamente, nenhuma das duas associações profissionais se revê “em soluções duais que, em seu entender, comprometem o adequado desenvolvimento económico e social de Portugal”, advogando que “Portugal deve posicionar-se como um hub aeroportuário internacional, face à sua localização geográfica e histórico-estratégica, como ponte entre a Europa, a África e a América”.
Nas suas palavras iniciais, quer Fernando de Almeida Santos, quer António Mendonça, acentuaram a urgência de uma decisão, porque a demora na concretização dos vários projetos estruturantes, “que ultrapassam o imediatismo e que visam criar bases de sustentabilidade do desenvolvimento futuro do país”, resultam de atavismos nacionais, crónicos, que representam custos muito elevados para Portugal.
Tal posição foi secundada pela maioria dos oradores convidados. Carlos Matias Ramos, Bastonário dos engenheiros entre 2010 e 2016, e anterior Presidente do LNEC, defensor convicto do Novo Aeroporto de Alcochete, cujo estudo conduziu enquanto Presidente daquele Laboratório, foi um dos conferencistas principais, tendo apresentado uma história com cerca de 50 anos, feita de muitos estudos e várias soluções para a localização de um novo aeroporto na região de Lisboa que nunca saiu do papel. Matias Ramos dissecou o tema, demorando-se nos muitos prós que a solução de Alcochete, enquanto aeroporto único, reúne, em oposição aos contras que as restantes opções acarretam.
Carlos Correia da Fonseca, economista e consultor do Banco Mundial, igualmente Keynote Speaker da conferência, colocou o foco da sua intervenção nas virtudes da constituição das chamadas aerotrópoles, ou cidades aeroportuárias. “Permitiu-se que o aeroporto da Portela ficasse espartilhado entre estradas, bairros de fracos recursos e atividades que nada têm que ver com o setor aeroportuário”, identificou Carlos Correia da Fonseca, sublinhando mesmo que “logo nos anos 60 se verificava que nunca seria possível criar uma cidade aeroportuária na Portela”. Alcochete surge, para o economista como a opção que melhor permite tal desiderato.
Para além de Carlos Matias Ramos e Carlos Correia da Fonseca, também Augusto Mateus, Ana Brochado, Ricardo Cabral, Fernando Santo, Bento Aires, Luís Machado e Rosário Macário debateram o tema numa mesa redonda conduzida pela jornalista do Expresso, Anabela Campos. As vozes, relativamente consonantes, reafirmaram a capacidade técnica de que o País dispõe para uma infraestrutura desta envergadura – apesar do êxodo técnico registado nos últimos anos –, e pediram estratégia, independência, rigor e capacidade de decisão política com qualidade em prol dos mais elevados interesses do País.
Assista à gravação da Conferência.
O lugar da mulher na Igreja | Frederico Lourenço
As mulheres são as mães da Humanidade. Até os membros da Igreja Católica o “esquecem”. Todos, menos Jesus Cristo. O único que as respeitou e verdadeiramente amou. | [vítor coelho da silva]

Quando eu era jovem assistente na Faculdade de Letras de Lisboa, atrevi-me a perguntar a um catedrático de História (senhor de fama já lendária) porque é que tínhamos tantas colegas professoras na área da Literatura e tão poucas (ainda que distintíssimas) na área da História. A resposta que ele me deu há trinta anos parece hoje impensável: «a História chama menos as senhoras porque requer muito estudo».
A misoginia da atitude é arrepiante, mas (como todos sabemos) não é surpreendente. Mais tarde, já como professor em Coimbra, foi-me dito que havia dois professores catedráticos (também de geração salazarenta) que nunca tratavam a sua colega catedrática Maria Helena da Rocha Pereira por «Senhora Doutora» (como é normal entre colegas em Coimbra), mas sim por «Dona Maria Helena», embora eles entre si se tratassem por «Senhor Doutor» e ela própria os tratasse com essa deferência académica.
Se isto retrata a universidade portuguesa no século XX, estamos a ver bem o ambiente em que se teria desenrolado a discussão sobre se uma mulher tem capacidade para desempenhar as funções que, na Igreja Católica, são assumidas por padres, bispos, cardeais e papas.
Continuar a ler“Espinosa e Nós” Gilles Deleuze
Luiz Fuganti | Desejo segundo Spinoza, Deleuze e Guattari
O DESEJO SEGUNDO SPINOZA | por Luiz Fuganti
Baruch Spinoza | Deus, Natureza, Liberdade, Bíblia e Conatus | Professor Daniel Gomes
O professor Daniel Gomes fala sobre o pensador Baruch Spinoza e os principais temas discutidos em sua obra: Deus, Natureza, Liberdade, Bíblia e Conatus.
A CAUSA DE SI E DE TODAS AS COISAS | Fernando Dias Andrade
Citação | Otto von Bismarck

AI PORTUGAL, PORTUGAL I De que é que estamos à espera? por Tiago Salazar

AI PORTUGAL, PORTUGAL I De que é que estamos à espera? Por ora, da enxurrada de turistas, que encham os hotéis, os Airbnbs, os restaurantes, bares, clubes, tabernáculos, botequins, feirinhas, toda a sorte de veículos de animação turística de lés a lés, que larguem o pilim e não se chorem dos preços upa upa, pois isto não é Marrocos. Tudo se vende, em última instância, como num bordel.
Lava-se dinheiro. Compra-se a Imprensa e a visibilidade nas redes sociais. Vende-se a quem der mais. Vendem-se histórias de façanhas, de heróis, de lendas e narrativas. Amália, Eusébio, Pessoa, Camões, Saramago… de pins a livros. Quem não se ajeita na mercância do Comércio e das malhas tecidas pelo defunto Império, vende o cu por 7 tostões, vende o corpinho, como se vendeu o cinema Império, o Condes, o Monumental… Comprem, comprem… atraem-se os turistas e os investidores como abelhas a favos, com a lengalenga do sol, do país seguro, do inefável fado de terra santa. O Santander agradece.
E assim vamos caminhando, endividados, agarrados a empréstimos, ao correr da bola nos relvados, esperando ter um púbere Ronaldo a germinar no salão nobre da casa arrendada a um agiota e especulador que um dia garanta o sustento e orgulho das Donas Dolores. O crescimento económico reverte para as grandes empresas e seus associados, o crime compensa. Os preços sobem e o povo, triste, deixa andar. Come menos ou vai para a fila do Sidónio, deixa andar até lhe vir o cancro.
Olha o mar, o Oceano, pensa em emigrar, mas já não tem forças. E também, para onde há de ir? Os filhos que tentem a sorte. Nós por cá ficamos, submissos aos tostões do turista inculto, desinteressado e emproado, que compra suvenirs na loja do chinês made in China, que se está cagando para as belas e duras frases de Sophia, a verve visionária de Natália, quer é gastar pouco e que o sol lhe bata levemente na moleirinha.
Retirado do Facebook | Mural de Tiago Salazar
O Quinto Império – Padre António Vieira – Uma História do Futuro – 1ª Parte
Mário Viegas | ‘Palavras Ditas’ à volta de Camões
Há Metafísica Bastante Em Não Pensar Em Nada | Poema de Fernando Pessoa narrado por Mundo Dos Poemas
SABOTAGEM CORTA CORDÃO ENERGÉTICO DA EUROPA | Dentro do pandemónio | Viriato Soromenho Marques | in Opinião DN

A sabotagem dos pipelines Nordstream 1 e 2 cortou brutalmente o cordão umbilical energético da Alemanha com a Rússia. Parece óbvio para todos de que se trata de terrorismo com origem num “ator estatal”, como disseram de imediato os responsáveis dinamarqueses e suecos. Inevitavelmente, Zelensky acusou a Rússia. Mas esse reflexo de Pavlov carece de justificação.
Seria totalmente irracional que Moscovo destruísse não apenas uma copropriedade onde investiu 475 mil milhões de rublos, mas, sobretudo, seria absurdo que anulasse o seu instrumento principal de pressão contra as sanções da UE. Sem pipelines, Moscovo e Berlim ficam em mundos paralelos.
O jornal ECO noticiava que num tweet, Radoslaw Sikorski – ex-Ministro da Defesa e ex-MNE polaco, eurodeputado do PPE, e um peso pesado na política global -, agradeceu aos EUA os danos causados aos pipelines russos. Noutro tweet, Sikorski explicava que os “danos no Nordstream reduzem o espaço de manobra de Putin. Se quiser retomar o fornecimento de gás à Europa, terá de conversar com os países que controlam os gasodutos Brotherhood [Ucrânia] e Yamal [Polónia]”.
O “agradecimento”, gravemente acusatório a Washington, vindo de um seu fã incondicional, apenas o compromete a ele. Contudo, revela também como os demónios europeus estão à solta. O ódio à Alemanha, e não apenas à Rússia, faz hoje parte integrante da política oficial em Varsóvia, como ficou demonstrado no renovado pedido a Berlim por indemnizações pelas perdas da II Guerra Mundial.
A UE, que alguns adeptos do Dr. Pangloss consideram mais forte e unida do que nunca, recebe hoje sinais de menosprezo das chancelarias por esse mundo fora. Com a CE de Von der Leyen, a “Europa Alemã”, que segundo o malogrado Ulrich Beck resultou da gestão da crise do euro por Angela Merkel, está febril. Para merecer respeito em política é preciso conhecer os seus interesses cruciais. E saber defendê-los. A resposta europeia à invasão russa da Ucrânia foi desmesurada, ignorou completamente interesses e fragilidades, curvando-se num servilismo acrítico perante Biden. A coligação de Berlim destruiu, de um golpe, os alicerces de uma UE liderada pela Alemanha: segurança de abastecimento energético; estabilidade do euro; alguma (frágil) capacidade de manobra dentro da NATO. Sem estratégia e à deriva, os próximos meses dirão até que ponto é que a estrada de autoflagelação europeia terá alguma margem de mitigação.
A política em Portugal isolou-se numa exígua redoma de minudências. Os assuntos na agenda política minguaram. Para além de aceitarmos incondicionalmente a política monetária do BCE, já desistimos também de ponderar nas políticas externa e de defesa. Estamos a caminhar para uma situação em que a possibilidade de uma guerra nuclear limitada na Europa vai em crescendo. E perante tal enormidade, escutamos o PM e o MNE a repetirem, mecanicamente, os mantras de Josep Borrell e de Jens Stoltenberg. Nem uma hesitação. Nem uma dúvida. Fica-nos como magna questão nacional, a eterna localização do novel aeroporto de Lisboa. Mesmo sem devastação bélica, a Europa empobrecida talvez acabe até por tornar excessiva a atual capacidade da Portela. As torneiras que a Espanha fechou no Douro, congelando, com aviso prévio, a Convenção de Albufeira, dão-nos uma amostra da abundante solidariedade que nos aguarda num futuro cada vez mais fustigado pela crise ambiental e climática. Portugal foge da realidade, mas esta nunca se esquecerá de nós.
Hans Zimmer Gladiator Medley | Hans Zimmer Live Orange
Adeus Senhor António | Texto de Fernando Pessoa com narração de Mundo Dos Poemas
Ouve-se, encantamo-nos … e choramos. É impossível não chorar! [vcs]
Único texto conhecido do heterónimo esquecido de Fernando Pessoa “Maria José”, cujo nome conhecido é “Carta Da Corcunda Para o Serralheiro”.
Fernando Pessoa criou 46 pseudónimos e autores fictícios mas só um era mulher, Maria José, corcunda e patética, figura nada atraente, imagem que o poeta também tinha de si. Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
President Biden on Nord Stream 2 Pipeline if Russia Invades Ukraine: “We will bring an end to it.”
During a joint news conference with German Chancellor Olaf Scholz, President Biden is asked about the Nord Stream 2 pipeline. “If Russia invades, that means tanks or troops crossing the border of Ukraine again, then there will be no longer a Nord Stream 2. We will bring an end to it.” When asked how, the president says, “I promise you, we will be able do that.”
Mozart – A Flauta Mágica – Ária da Rainha da Noite (Legendado) | Diana Damrau, The Royal Opera
Pelos 231 anos da sua genial criação. Retirado do Facebook, mural de José Mário Costa
Der Hölle Rache kocht in meinem Herzen (A vingança do inferno ferve no meu coração, em alemão), comumente chamada apenas de “Der Hölle Rache”, também referida como Ária da Rainha da Noite, é uma ária integrante da ópera Die Zauberflöte (A Flauta Mágica) de Wolfgang Amadeus Mozart. Considerada uma das mais famosas árias de ópera, faz parte do segundo ato da ópera e representa um acesso de fúria vingativa, em que a Rainha da Noite coloca um punhal na mão da sua filha, Pamina, e a exorta a assassinar Sarastro, rival da Rainha. O libreto da ópera foi escrito em alemão por um amigo e companheiro da loja maçónica de Mozart, Emanuel Schikaneder.
Carolina | A Esposa de Machado de Assis | in Brazil Imperial

A Portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novaes (1835-1904) foi esposa do escritor Brasileiro Machado de Assis de 1869 a 1904, ano da morte de Carolina.
Eles se conheceram por intermédio do irmão de Carolina, o poeta Faustino Xavier de Novaes, após ela se mudar de Portugal para o Rio de Janeiro, aos 32 anos, cinco a mais do que Machado. No período, era incomum uma mulher solteira com essa idade, mas a decisão, nesse caso, era da própria Carolina, a quem sobravam pretendes. A portuguesa é descrita por Miguel-Pereira como “mulher feita, inteligente, desembaraçada, senhora de si, habituada, na casa paterna, ao trato dos intelectuais”.
O namoro foi reprovado pela família de Carolina, pertencente à elite intelectual, enquanto Machado ainda não tinha grande reconhecimento social – na época, escrevia para jornais e trabalhava no Diário Oficial – e, mais importante, era mulato.
“Na hierarquia social, Carolina se uniu, por escolha própria, a alguém de nível abaixo. Ela foi determinante para que ele tivesse estabilidade emocional e também transitasse entre intelectuais”, diz Luís Augusto Fischer, professor de literatura brasileira da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, autor do livro Machado e Borges (Arquipélago).
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