Um dia de 1997, em Lisboa, durante uma reunião do conselho de ministros, António Guterres deu conta da surpresa que tinha tido, numa sua recente visita à Polónia, ao constatar que todos os seus interlocutores locais estavam convencidos de que Portugal iria ser o país que mais dificuldades iria criar aos futuros alargamentos da União Europeia. E, voltando-se para o secretário de Estado dos Assuntos Europeus que eu então era, e que ali estava ocasionalmente por qualquer razão de agenda, alertou: “Espero que, em Bruxelas, os nossos funcionários clarifiquem bem a nossa posição”. Aquela perceção não era apenas polaca: muitos dos países do centro e do leste europeu estavam sinceramente convencidos que iriam encontrar em nós um grande obstáculo à sua pretensão de se juntarem à União.
A lógica dos interesses apontava, de facto, para que Portugal tivesse uma posição muito defensiva no tocante ao efeito, quer em matéria de fundos, quem em termos de vantagens competitivas, que a presença de um elevado número de novos parceiros iria implicar. Mas António Guterres via um pouco mais longe: o alargamento era um irrecusável objetivo estratégico da Europa “deste lado”, o qual, desde o final da Guerra Fria, entendia como imperativo conseguir dar resposta ao anseio de muitos Estados “do outro lado”, recém-libertos da tutela soviética, que pretendiam ancorar a sua liberdade e o seu desenvolvimento no quadro de um projeto que, durante décadas, lhes fora mostrado como paradigma de modelo exemplar de cooperação e de integração económica e, cada vez mais, de cidadania e de valores comuns, que os “critérios de Copenhague” haviam entretanto consensualizado.
Estava a ler textos sobre a “guerra da comunicação” em que estamos envolvidos, felizmente sem os custos em sangue e destruição da que ocorre na realidade do campo de batalha, na Ucrânia. Parti de um filósofo cujo pensamento conhecia um pouco, Paul Virílio, francês, autor de livros sobre as tecnologias da comunicação, e deste cheguei a um outro, desconhecido, Slajov Zizek, esloveno. Paul Virílio, com formação base em arquitetura, define a sociedade da informação como perigosa, já que a informática nos leva à perda da noção da realidade ao proporcionar uma quantidade gigantesca de dados. É sobre a relação entre a realidade e a imagem que dela nos é transmitida que se travam hoje os combates da informação, desinformação, manipulação que nos são apresentados pelos meios de comunicação, que pretendem camuflar a sua qualidade de armas, atrás de um colete com a palavra PRESS, de uma direção editorial, ou de pastores com a pele de comentadores .
Para Zizek, com formação em sociologia, professor nas universidades de Lubiana e de Londres, o “real” é um termo que corresponde a um conceito enigmático, e não deve ser equiparado com a realidade, uma vez que a nossa realidade está construída simbolicamente; o real, pelo contrário, é um núcleo que não pode ser simbolizado, isto é, expresso com palavras ou com imagens. Só existe como abstrato. Para Žižek, a realidade tem a estrutura de uma ficção. Ou seja, acaba sendo apenas uma espécie de interpretação da “coisa em si”. Há quem não se limite a interpretá-la, mas a fabrique.
O conflito geopolítico e ao mesmo tempo tribal que decorre presentemente na Ucrânia criou um novo (ou velho?) fenómeno, cada vez mais inegável e incontornável: o recurso, por parte das democracias, a métodos fascistas, a fim de imporem os seus pontos de vista e conquistarem “simpatias” para a sua causa. É o que eu chamo de “demofascismo”.
A recusa liminar em discutir a complexidade da situação na Ucrânia e em reconhecer que a história não começou no dia 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o país vizinho, foi a primeira manifestação desse fenómeno.
Seguiu-se-lhe a onda de russofobia que assolou o Ocidente, com a discriminação de todo e qualquer cidadão russo, o cancelamento de artistas e desportistas, a proibição de obras literárias russas nas escolas e outras aberrações.
“Acredito no Deus de Spinoza, que se revela num mundo regrado e harmonioso, não em um Deus que se preocupa com o destino e os afazeres da humanidade”.
“Não posso imaginar um Deus pessoal que influencia diretamente a ação das pessoas… Minha religiosidade consiste em uma humilde admiração do Espírito Infinitamente Superior que se revela no pouco que compreendemos de nosso próprio mundo.
A profunda convicção na presença de um Poder Superior, que aparece no universo incompreensível, forma minha ideia de Deus”
“O recurso, por parte das democracias, a métodos fascistas, a fim de imporem os seus pontos de vista e conquistarem “simpatias” para a sua causa. É o que eu chamo de “demofascismo”.
Um menino que vive em Portugal e, de repente, deixa de ir à escola, perde o contato com os amiguinhos e que olha através da janela as pessoas que passam na rua, todas mascaradas. Esse é o universo do livro do gênero infantil Confinados (Amadora, Edição Canto Redondo, 2022), de autoria do brasileiro Ozias Filho, jornalista carioca radicado em Portugal há mais de três décadas, e do artista plástico português Nuno Azevedo, responsável pelas várias belas peças que ilustram a obra.
Igualmente fotógrafo e responsável por uma coluna no tradicional jornal literário impresso Rascunho, de Curitiba, Ozias Filho escreve poesia, contos, notícias para jornais erevistas e é autor de livros com textos e outros com muitasfotografias de lugares bonitos. Desta vez, porém, ingressa pela primeira vez na experiência de escrever livros para o público infantil. E se sai muito bem porque consegue escrever como se fosse um menino, o que garante que será lido por pais e filhos por muito tempo, mesmo depois que a pandemia de coronavírus (covid-19) venha a se tornar apenas uma amarga lembrança como a peste negra (peste bubônica), a gripe espanhola, a Aids (Sida)e outras pestes.
CHARLES DARWIN | A Voz do Evolucionismo – Documentário (1998) Autor do livro “A Origem das Espécies”, foi um naturalista britânico e reconhecidamente, um dos cientistas mais importantes da história da humanidade.
Richard Dawkins suplica a todos os ateus para que expressem sua posição abertamente – e para que lutem contra a incursão da igreja na política e na ciência. Uma palestra feroz, engraçada e poderosa.
Neste slideshow impressionante, o célebre fotógrafo da natureza Frans Lanting apresenta o Projeto LIFE, uma coleção poética de fotografias que conta a história do nosso planeta, do seu início explosivo à presente diversidade. Trilha sonora por Phillip Glass.
O fotógrafo de natureza Frans Lanting utiliza imagens vibrantes para nos levar ao âmago do mundo animal. Nesta palesta curta e visual, ele nos convida a nos conectarmos com as outras criaturas da Terra e a deixarmos cair as peles metafóricas que nos separam uns dos outros.
O jornalista Leonardo Attuch entrevista o correspondente internacional Pepe Escobar sobre os fatos mais importantes da conjuntura internacional.
0:00 Boas vindas
1:30 Grande mídia já usa a expressão império do caos
10:00 Brasil está sofrendo terapia de choque neoliberal, como fizeram com a Rússia nos anos 90
16:00 O Brasil e o Sul Global estão sendo destroçados. O capitalismo financeiro e a espoliação das riquezas naturais são insustentáveis. A equação é novamente socialismo ou barbárie
19:00 O desespero das elites só aumenta
23:00 Newton, Locke e Adam Smith configuram o nosso mundo ocidental. Este mundo pressupõe dominação
30:00 China e Rússia estão quebrando a hegemonia americana. O que conta não é o consumo, é a produção. Se você produz, você é senhor do seu destino
34:00 O darwinismo social é a consequência do neoliberalismo
38:00 BRICS terão novos atores do Sul Global
39:00 Revoluções coloridas substituíram golpes de estado
45:00 Não um consenso em Washington sobre como conduzir esta guerra
48:00 Os Estados Unidos são um instrumento, um meio para um fim
51:00 Os ucranianos já perderam a guerra e só falta levantar a bandeira branca
55:00 O estágio 3 da Operação Z será chegar a Odessa, o que significa o Mar Negro inteiro
59:00 A questão é quem vai pagar o pato
1:06:00 Crise alimentar é derivação das sanções contra a Rússia
1:10:00 Verdes tentaram colocar Merkel como bode expiatório. Indústria alemã está sendo destruída. França e Alemanha estão em desespero
1:23:00 Financeirização provocará miséria generalizada no Sul Global
1:29:00 Haverá novas tentativas de desestabilização e golpe na América Latina. Mas Rússia e China vão disputar a América Latina no longo prazo
1:38:00 China aspira chegar a um socialismo real
1:43:00 Os chineses querem construir o império da harmonia
1:51:00 Orban é um dos poucos que enxerga o big picture
1:55:00 Lula é uma marca global e tudo o que ele falar será importante. Nosso salto será enorme. Mas até que ponto vai sua margem de manobra?
A guerra na Ucrânia demonstrou que a União Europeia não tem interesses estratégicos próprios a nível global, que é um anexo dos EUA! Sendo assim para que servem os seus exércitos? Como forças auxiliares? Como forças de segurança interna? Guardas fronteiriços na nova cortina de ferro, a Leste e nas velhas, no Médio Oriente e Magreb? E qual a posição de Portugal?
Antes de alguém, ou de alguma entidade se lançar numa empresa é (devia ser) obrigatório definir os seus objetivos, o que pretende e depois reunir os meios para os atingir. A União Europeia não tem objetivos definidos enquanto ator político mundial, para quê os meios, ou mais meios?
Se a União Europeia tinha, ou teve pretensões a ser uma grande potência, com uma estratégia própria, global, deveria ter-se dotado de uma capacidade militar credível (já sabemos que não quer ser e que a NATO — os EUA — não deixa). Para ser uma grande potência teria de dispor de um arsenal nuclear credível, com lançadores terrestres, aéreos, navais e espaciais. Onde os iria colocar? Ao lado dos americanos? Seguiria o caminho de De Gaulle construir uma force de frappe nuclear e apontada atodas as direções? Está fora de questão nos dias de hoje, de submissão.
O Museu da Presidência da República (MPR) tem aberta ao público, até 31 de agosto, uma notável exposição dedicada à figura singularíssima daquela que foi a primeira mulher portuguesa pioneira em várias funções, nomeadamente a de primeiro-ministra: Maria de Lourdes Pintasilgo. Mulher de um Tempo Novo. Para a levar a cabo, e sob coordenação da sua diretora, Maria Antónia Pinto de Matos, o MPR recorreu ao concurso de várias entidades da esfera social e académica, reunindo também os contributos de várias dezenas de ensaios e testemunhos, onde se incluem textos do próprio presidente Marcelo Rebelo de Sousa, de António Ramalho Eanes e de António Guterres. Um extenso e muito bem concebido Catálogo permite guardar, não apenas na memória, o espólio exposto.
Nos doze anos que medeiam entre o 25 de Abril e a entrada na CEE, o país oscilou numa arriscada situação de impasse entre vários caminhos possíveis, à semelhança do que tinha ocorrido na década após a independência do Brasil, quando Almeida Garrett publicou o livro Portugal na Balança da Europa (1830). Ao contrário das dúvidas alimentadas pelos nossos intelectuais e políticos no século XIX, depois de abril de 74, a Europa comunitária aparecia como um cada vez mais consensual e inevitável destino nacional. Lembro-me de várias vezes ter lido textos de MLP criticando a orientação cada vez mais mercantilista e financeira do rumo europeu, em detrimento das vertentes social e cívico-política que estiveram na raiz do empenhamento de tantos dos militantes da Europa nas ruínas de 1945. MLP correspondia bem ao lema da filosofia de Ernst Bloch (1885-1977) para quem a consciência humana, por ser “uma consciência antecipativa”, está sempre projetada para o devir.
A religião não era propriamente uma Revelação tranquilizadora, mas antes um imperativo de ação em conformidade com valores de justiça e fraternidade.
Voltando aos primórdios da união de facto, ou do casamento forçado entre a NATO e a UE.
As causas longínquas do que, com a guerra da Ucrânia, se veio a revelar um inultrapassável conflito, com um vencedor e um vencido, os EUA vitoriosos e a União Europeia destroçada (apesar de se agitar), encontram-se na entrada dos EUA na II Guerra Mundial
Os Estados Unidos entraram na II GM e intervieram na Europa não por motivos ideológicos (defesa da democracia, ou dos direitos do homem, ou de uma civilização), mas por motivos de interesse estratégico, de substituição da Europa (a Inglaterra) como centro do mundo. Esse estatuto de potência imperial implicava, à semelhança da Inglaterra imperial e colonial (sua antecessora), dispor de supremacia marítima e aérea, de dominar o sistema de trocas comerciais e o financeiro, de, em suma, substituir a Royal Navy pela US Navy (mais a USAF), substituir a libra pelo dólar, a City por Wall Street. A língua inglesa manter-se-ia o latim do novo império.
Oona O’Neill e Charlie Chaplin se conheceram quando ela estava com 17 anos, e ele já era um famoso comediante de 54 anos. Seu casamento, que durou 34 anos, só acabou quando Chaplin morreu. Depois de se casar, a jovem renunciou à sua carreira de atriz e passou a viver para o marido e para os filhos.
O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580 é também o dia de Portugal.
O 10 de Junho é estipulado como feriado, na sequência dos trabalhos legislativos após a implantação da República a 5 de Outubro de 1910. No decorrer desses trabalhos legislativos, foi publicado um decreto a 12 de Outubro, que definia os feriados nacionais. Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência da Igreja Católica e com o objectivo de consolidar a laicização da sociedade.
O decreto que definia os feriados nacionais dava ainda a possibilidade dos municípios e concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta. Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente Municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram evocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.
O 10 de Junho começou por ser apenas um feriado municipal para passar a ser particularmente exaltado com o Estado Novo. Foi a partir desse período que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. Até ao 25 de Abril, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1978 este dia fica designado comoDia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
No meio da deliberada confusão com que somos entontecidos, regressar ao básico, aos antecedentes esquecidos, ajuda a compreender o presente. Talvez ajude ir às razões e interesses que estiveram na origem da fundação da NATO.
As alianças político-militares são uma entidade tão antiga quanto a existência de sociedades politicamente organizadas. Goste-se ou não, algumas dessas alianças permitem a existência de pequenos estados com soberanias limitadas. Portugal não seria um estado soberano sem a aliança com a Inglaterra desde a sua fundação. A aliança luso britânica foi, apesar dos desequilíbrios, mutuamente vantajosa. Sem ela Portugal teria sido englobado nas monarquias ibéricas em 1383, não teria recuperado a soberania em 1640, teria sido dividido entre a Espanha e a França em 1814.
É professor jubilado, escritor e começou a divulgar Ciência ainda na adolescência. Diz que “as rochas são os pilares da civilização” e gosta de aprender para depois poder escrever e ensinar. Sonha voar num F16 e gostava de ir à Antártida e à Austrália. O professor António Galopim de Carvalho é o convidado de Ana Margarida de Carvalho neste episódio de Felicidade Interna Bruta.
00:00 I – Préambule sur le mot Dieu 06:52 II – Cerner le Dieu de Spinoza 22:00 II – Définitions du Dieu de Spinoza – L’immanence 29:15 II – Genre de Connaissance – la Partie et le Tout 36:04 III – La Finalité et l’Athéisme 48:27 IV – Matérialisme/Spiritualisme – Religiosité Cosmique 1:01:21 V – Rapport aux autres doctrines (Hegel, Bouddhisme, Hawkins, Enthoven, Luc Ferry) 1:14:35 VI – Conséquences Ethiques et Politiques
Sinopse: Um vagabundo (Charles Chaplin) impede um homem rico (Harry Myers), que está bêbado, de se matar. Grato, ele o convida até sua casa e se torna seu amigo. Só que ele esquece completamente o que aconteceu quando está sóbrio, o que faz com que o vagabundo seja tratado de forma bem diferente. Paralelamente, o vagabundo se interessa por uma florista cega (Virginia Cherrill), a quem tenta ajudar a pagar o aluguel atrasado e a restaurar a visão. Só que ela pensa que seu benfeitor é, na verdade, um milionário. _____ FICHA TÉCNICA Título Original: City Lights. Ano: 1931 Elenco: Charlie Chaplin, Virginia Cherrill, Harry Myers. Roteiro e Direção: Charlie Chaplin
* Guy Mettan é cientista político e jornalista. Iniciou sua carreira jornalística no Tribune de Genève em 1980 e foi seu diretor e editor-chefe em 1992-1998. De 1997 a 2020, foi diretor do “Club Suisse de la Presse” em Genebra. Atualmente é jornalista e escritor freelancer.” | (via Joaquim Matos)
No momento em que se começa a vislumbrar uma possível solução para o conflito na Ucrânia (neutralidade e desmilitarização parcial do país, entrega do Donbass e da Crimeia), os antecedentes do conflito começam a ser melhor compreendidos.
No entanto, não se espera que aconteça um rápido cessar-fogo: os americanos e os ucranianos ainda não perderam o suficiente e os russos ainda não ganharam o suficiente para cessar as hostilidades.
Mas antes de ir mais longe, gostaria de convidar aqueles que não partilham da minha visão realista das relações internacionais a não seguirem em frente na leitura. O que se seguirá não lhes agradará e evitarão o azedume estomacal e o tempo desperdiçado a denegrir-me.
Com efeito, penso que a moralidade é um péssimo conselheiro em geopolítica, mas que se impõe em matéria humana: o realismo mais intransigente não nos impede de actuar, incluindo no tempo e no dinheiro como eu, para aliviar o destino das populações testadas pelos combates.
As análises dos peritos mais qualificados (em particular dos americanos John Mearsheimer e Noam Chomsky), as investigações de jornalistas como Glenn Greenwald e Max Blumenthal, e documentos apreendidos pelos russos – a intercepção de comunicações do exército ucraniano a 22 de janeiro e um plano de ataque apreendido num computador abandonado por um oficial britânico – mostram que esta guerra foi inevitável e muito improvisada.
A ex-chanceler alemã Angela Merkel participou há dias numa palestra em Berlim organizada pela editora Aufbau e transmitida pela televisão nacional de que os meios de comunicação retiraram um título: Angela Merkel já sabia que Putin queria destruir a Europa!
Não faço ideia se Angela Merkel terá de facto feito a afirmação e, menos ainda, em que contexto. Mas tomando como boa a transcrição e descontextualizada, o que sempre uma forma de manipulação, de colocar alguém a dizer o que convém ao citador há que pensar na afirmação. Independentemente da consideração intelectual e da experiência política de Angela Merkel esta afirmação deve ser sujeita ao crivo da crítica.
Assim a “seco” a afirmação é a-científica e a-histórica. É uma frase empírica, vulgar e que podia ser adequada a uma conversa de pé da porta. Angela Merkel é uma cientista e é culta, conhece a história do mundo e da Europa, em particular.
O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, alertou hoje em Estrasburgo que qualquer ação do Reino Unido para alterar unilateralmente o estatuto pós-‘Brexit’ da Irlanda do Norte seria “profundamente prejudicial”.
Num discurso no Parlamento Europeu, Martin condenou a intenção de o Governo britânico legislar para contornar a obrigatoriedade de controlos aduaneiros e burocracia adicional a bens que circulam entre o Reino Unido e a Irlanda do Norte.
“Qualquer ação unilateral para rejeitar um acordo solene seria profundamente prejudicial, marcaria um ponto baixo histórico que apontaria para um desrespeito dos princípios essenciais das leis que são a base das relações internacionais. E não beneficiaria absolutamente ninguém” vincou.
O chefe de Governo irlandês defende “maneiras de melhorar a operacionalidade do protocolo”, mas considera que Londres só tem feito esforços de má-fé para enfraquecer um tratado ao qual aderiu livremente, o que lamenta.
“Em vez de criar uma atmosfera construtiva, vimos tentativas de bloquear acordos ou introduzir novos problemas”, criticou.
A Irlanda do Norte é a única região do Reino Unido que partilha uma fronteira terrestre com um país membro da UE, a República da Irlanda, o que implicou atenção especial durante o processo de saída britânica da União Europeia (UE).
Na primeira entrevista desde que deixou o cargo de chanceler da Alemanha, Angela Merkel diz ter feito todos os possíveis para evitar o conflito na Ucrânia. Mas já sabia que o Presidente russo “queria destruir a Europa”.
A ex-chanceler alemã, Angela Merkel, admitiu esta terça-feira (07.06) que já se questionou se poderia ter sido feito mais para evitar a invasão russa da Ucrânia que começou a 24 de fevereiro.
Ainda assim, quando faz uma retrospetiva dos 16 anos de governação, Angela Merkel fala com “tranquilidade” por saber que fez o possível para evitar a situação atual e sublinhou que tem total confiança na gestão do seu sucessor, Olaf Scholz.
“Penso que esta situação já é uma grande tragédia. Poderia ter sido evitada, e é por isso que continuo a fazer-me estas perguntas, mas não consigo imaginar não ter confiança no atual governo federal”, afirmou.
*About the Author – Gordon M. Hahn, Ph.D., is an Expert Analyst at Corr Analytics, http://www.canalyt.com and a Senior Researcher at the Center for Terrorism and Intelligence Studies (CETIS), Akribis Group, www.cetisresearch.org.
O russo-ucraniano é obrigado a colocar pressão política na solidariedade interna do regime russo, bem como na solidariedade estado-sociedade, mas apenas a longo prazo e apenas em condições de fracasso na guerra.
A cultura política russa valoriza muito a solidariedade política nacional do país, e qualquer declínio na solidariedade provavelmente será uma perspectiva de longo prazo, mesmo em tempos de guerra, dada a extensão em que o presidente russo Vladimir Putin conseguiu restaurar a cultura tradicional da Rússia induzida pelo autoritarismo, após as divisões ocorridas durante o colapso soviético e que se estenderam por toda a década de 1990.
A nossa Grande História desta semana centra-se no Quad, o agrupamento dos EUA, Japão, Austrália e Índia, e a provável defesa de Taiwan no futuro dos avanços da China. O nosso correspondente diplomático Ken Moriyasu salienta que, do ponto de vista norte-americano, o envolvimento da Índia é de extrema importância para conter a China e que a visita do Presidente norte-americano Joe Biden a Tóquio foi bem sucedida nesse sentido.
Pessoalmente, estou impressionado com uma citação do livro do cientista político Samuel Huntington “O Choque das Civilizações e a Reprodução da Ordem Mundial”, em que escreve: “O que o Ocidente vê como ‘universal’, o não-Ocidente vê como ‘Ocidental’.” Penso que este ponto é o calcanhar de Aquiles da estratégia de Biden.
Concordo com a opinião de Bilahari Kausikan, antigo secretário permanente do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Singapura. Ele diz: “Nem todos os países desta região acham todos os aspetos da democracia ocidental universalmente atraentes, nem acha todos os aspetos do autoritarismo chinês universalmente abomináveis.” Como Bilahari observou: “O mundo é um lugar muito mais complexo.”
Em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin da Rússia ordenou a invasão da Ucrânia. As forças russas atacaram em várias frentes, apenas para encontrar resistência feroz. Em resposta, o exército russo mudou de marcha. Agora está avançando lenta e metodicamente, executando uma guerra de atrito contra o exército ucraniano. As perspectivas para a Ucrânia são sombrias. A Rússia parece certa de alcançar a vitória, embora com pesadas perdas e danos maciços à infraestrutura e à população da Ucrânia.
Enquanto isso, o Ocidente não ficou ocioso. A Rússia é agora o país mais sancionado do mundo. Tropas ucranianas estão treinando nas instalações da OTAN na Alemanha. Os Estados Unidos transmitem regularmente informações aos militares ucranianos. Há rumores persistentes de conselheiros da OTAN operando com tropas ucranianas em combate. O governo Biden também forneceu bilhões de dólares em assistência militar, culminando em um pacote de ajuda de US$ 40 bilhões.
Mesmo assim, é improvável que o apoio da OTAN impeça uma vitória russa.
Quando um dirigente político apresenta a necessidade de aumentar as despesas militares para os 2% do PIB está a considerar-nos implicitamente 98% estúpidos por acreditamos nele.
Os Estados Unidos, o secretário-geral da NATO e os ministros da Defesa da NATO têm estado a apresentar como necessidade essencial de defesa dos países da Aliança contra a ameaça russa um valor mínimo de 2% do PIB de cada Estado para despesas ditas com a defesa.
É uma falácia – O termo falácia deriva do verbo latino fallere, que significa enganar. Designa-se por falácia um raciocínio errado com aparência de verdadeiro. Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente incoerente, sem fundamento, inválido ou falho na tentativa de provar eficazmente o que alega.
Tudo indica que a Rússia, para travar o reforço de material militar do ocidente à Ucrânia, vá aumentar os ataques de mísseis a linhas ferroviárias e às instalações, cada vez mais civis e situadas em áreas civis, que são utilizadas para esconder esse armamento. A probabilidade desses ataques, oriundos de longa distância, poderem ser menos precisos, tendo civis como “colateral casualties”, é assim cada vez maior.
Relembra-se que a Ucrânia quer aderir à NATO, mas já terá percebido que isso é difícil. Desde o primeiro momento, foi objetivo nunca escondido por Kiev tentar envolver a NATO no conflito. Isso sucedeu, como se recordará, quando pediu que a organização impusesse uma zona de exclusão aérea sobre o seu território, o que foi negado pelos EUA e por alguns aliados sensatos dentro da NATO, porque isso poderia conduzir à guerra Rússia-NATO, com todas as consequências daí decorrentes, que só alguns insconscientes desprezam.
Atenta a evolução da guerra, e não querendo estar a chamar os demónios, arrisco dizer que pode estar a aproximar-se um momento em que a Ucrânia (com os seus amigos NATO do Leste, que, como se sabe, são mais papistas do que o papa e têm, dentro da organização, uma linha discretamente favorável a um envolvimento militar mais ousado) arrisque produzir um incidente grave, para poder justificar um maior envolvimento da NATO. O pior é que pode dar-se o caso de isso também convir à Rússia, na lógica do quanto pior melhor. Nessa altura, é tempo de alguns, por cá, irem a Fátima. E por lá procurarem o segredo da conversão da Rússia…
“A guerra mundial do pão já está em marcha e temos de a parar. Arriscamo-nos a ter instabilidade política em África, a haver proliferação de organizações terroristas, a ter golpes de Estado. É isto que pode produzir a crise dos cereais que estamos a viver”, Luigi de Maio, ministro de Negócios Estrangeiros de Itália
Trata-se de uma pura matéria de propaganda usada por russos e ucranianos uns porque invadiram a Ucrânia quando deveriam ter-se quedado por Donetz e Lugansk para proteger essas repúblicas e os outros por terem criado esta guerra desde 2014 e Odessa, de novo irá entrar para a História com um ato de genocidio nazi desde 02.05.2014 que irá entrar na História ( espero que com filme da qualidade equivalente ao de Eisenstein, o Couraçado de Potemkine) do longo prazo como a data de início desta guerra, local, globalizada por via da venda de armamento e de mercenários na realidade para ambas as partes dando uma má razão para o termo antigo e ecológico – Glocal !
Mas não,não estamos a viver a guerra mundial do pão, e não os afetados não são somente os Africanos, estamos a ver uma guerra mundial, do pão ou não, ela afeta uma parcela importante do mundo diretamente, no campo de uma parte da elite dominante a norte europeia e no restante indiretamente via o aumento do custo de armamento, a degradação ambiental regional, abrangendo 3/5 países, com os mares locais pejados de minas, espaços urbanos destruídos em 3 países de forma brutal e em dois de baixo perfil!
Os efeitos perversos das sanções significam custos crescentes de combustível e alimentos para o resto do mundo – e crescem os temores de uma catástrofe humanitária. Mais cedo ou mais tarde, terá de se chegar a um acordo.
Já se passaram três meses desde que o Ocidente lançou sua guerra económica contra a Rússia, e não está indo conforme o planeado. Pelo contrário, as coisas estão indo muito mal.
As sanções foram impostas a Vladimir Putin não porque fossem consideradas a melhor opção, mas porque eram melhores do que os outros dois cursos de ação disponíveis: não fazer nada ou se envolver militarmente.
O primeiro conjunto de medidas económicas foi introduzido imediatamente após a invasão, quando se supôs que a Ucrânia capitularia em poucos dias. Isso não aconteceu, com o resultado de que as sanções – ainda incompletas – foram gradualmente intensificadas.
Não há, no entanto, nenhum sinal imediato de que a Rússia saia da Ucrânia e isso não é surpreendente, porque as sanções tiveram o efeito perverso de aumentar o custo das exportações de petróleo e gás da Rússia, aumentando massivamente sua balança comercial e financiando seu esforço de guerra.
Nos primeiros quatro meses de 2022, Putin pode ostentar um superávit em conta corrente de US$ 96 bilhões (£ 76 bilhões) – mais que o triplo do valor do mesmo período de 2021.
Alain de Benoist, filósofo francês que é um dos fundadores da Nova Direita. Editorial da revista “Éléments” sobre a guerra na Ucrânia – (via Alfredo Barroso).
É evidente que não se pode dizer que «não se faz a guerra contra a Rússia» e, ao mesmo tempo, decretar contra a Rússia sanções com uma dimensão sem precedentes, e promover publicamente uma «guerra económica e financeira total à Rússia» (declaração do ministro das finanças da França, Bruno Le Maire), e fornecer armas aos Ucranianos.
Os Europeus aceitaram docilmente decretar contra a Rússia sanções de que serão eles as primeiras vítimas, de tal modo são contrárias aos seus próprios interesses, designadamente os energéticos e industriais (a Rússia é mais auto-suficiente do que a Europa).
Por outro lado, ao aceitarem fornecer à Ucrânia armas pesadas e aviões, não com a intenção de restabelecer a paz mas com o objectivo de prolongar a guerra, os países ocidentais assumiram o gravíssimo risco de serem considerados como cobeligerantes.
Não é preciso ser praticante de artes marciais orientais para compreender que num combate temos de ser capazes, não apenas de antecipar os golpes do adversário, mas também de evitar que a desmesura da nossa resposta possa favorecer o nosso oponente. A questão da análise das sanções energéticas à Rússia carece, claramente, de uma avaliação de risco.
Desde pelo menos 2007, quando a Comissão Europeia (CE) lançou a sua estratégia de Energia e Clima, que o tema da dependência europeia da Rússia em combustíveis fósseis (carvão, crude e gás natural) era objeto de ponderação crítica.
Países como a Alemanha foram frequentemente alertados para o perverso efeito retardador que essa dependência implicava para uma descarbonização mais rápida, assim como para o risco de uma eventual rutura de abastecimento poder ser usada como chantagem política pelo Kremlin.
Hoje, a situação inverteu-se. Com a invasão russa da Ucrânia é a UE que pretende cortar amarras com os fornecimentos russos, de modo a enfraquecer financeiramente o esforço de guerra de Moscovo.
Em um ponto do romance “Sign of the Four”, o inimitável detetive de Sir Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes, explica e demonstra ao Dr. Watson seu método de observação e dedução.
Confrontado com uma circunstância aparentemente inexplicável, o Dr. Watson fica totalmente perplexo. Ele simplesmente não consegue entender como o evento em questão aconteceu, dados os fatos como ele os entende e as leis da natureza. Um pouco irritado com a perplexidade de seu companheiro, Holmes mais uma vez compartilha com ele a chave metodológica para resolver todos esses mistérios: “Quando você elimina o impossível, o que resta, por mais improvável que seja, deve ser a verdade”.
E a verdade é que, uma vez eliminados todos os cenários impossíveis, o resultado menos improvável da guerra na Ucrânia é uma vitória russa.
NOTA: É lamentável ter acontecido. Esta intervenção militar jamais deveria ter sido realizada. Teria havido tempo antes de começar para conversarem e chegarem a um acordo. Alguém “empurrou” para esta situação. E pelos vistos, esse alguém, está a tentar prolongar o conflito para – e cito – enfraquecer a capacidade militar da Russia. Outro erro. Lembra-se o acordo assinado por Yeltsin e Bill Clinton em 1997. Continuamos a pensar que De Gaulle e outros tinham razão – EUROPA DO ATLÂNTICO AOS URAIS. Talvez ainda se vá a tempo se houver humildade pelos que de facto e na realidade comandam as decisões estratégicas, quer dum lado do Atlântico a oeste, quer do outro, a leste.
La guerre en Ukraine occupe une place prépondérante dans les médias internationaux. Au détriment d’autres conflits, pourtant parfois plus longs, sur le continent africain.
Le 3 juin 2022, cela fera 100 jours que la Russie a commencé à envahir l’Ukraine. Ce conflit a des répercussions économiques dans le monde entier et il accapare l’attention de la plupart des médias. Pourtant, la guerre en Ukraine est loin d’être la seule qui fait rage actuellement… en Afrique, par exemple, une dizaine de conflits, plus discrets sur le plan médiatique, font des victimes chaque jour depuis parfois des décennies.
Sandrine Blanchard a donc demandé à Tom Peyre-Costa, référent pour l’Afrique centrale et de l’ouest au Conseil norvégien pour les réfugiés pourquoi la guerre en Ukraine avait tendance à éclipser les conflits du continent africain.
Des blessés, des morts, des populations déplacées, des familles déchirées, des viols et autres crimes… c’est la réalité de la guerre où qu’elle ait lieu.
O banqueiro afirmou que “há demasiada liquidez no sistema” monetário que deve ser reduzida e que a Fed e os bancos centrais em geral têm que a baixar para travar a especulação
O presidente executivo do maior banco dos EUA, o JP Morgan Chase, disse esta quarta-feira que os investidores devem estar preparados para “um furacão”, que se aproxima devido à política monetária restritiva e à invasão russa da Ucrânia.
“Este furacão que está aqui e agora e aproxima-se de nós (…). Não sabemos como vai ser, pelo que é melhor que nos preparemos”, disse Jamie Dimon, durante uma conferência para investidores, organizada hoje pela Alliance Bernstein Holdings.
“No JP Morgan já nos estamos a preparar e vamos ser muito conservadores com os nossos balanços financeiros”, adiantou Dimon, que situou as suas principais preocupações na inflação e nas respostas da Reserva Federal (Fed) para a combater.
A inflação no EUA, em níveis desconhecidos desde há quatro décadas, levou a Fed a decidir desde o início do ano duas subidas consecutivas da taxa de juro de referência, que já está no intervalo entre 0,75% e um por cento.
“A Comissão Europeia fez hoje [quarta-feira, 1 de junho] uma avaliação positiva do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da Polónia“, adianta a entidade liderada por Ursula Von der Leyen, em comunicado, sinalizando que em causa estão “23,9 mil milhões de euros em subvenções e 11,5 mil milhões de euros em empréstimos ao abrigo do Mecanismo de Recuperação e Resiliência”.A Comissão Europeia aprovou esta quarta-feira o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) da Polónia, no valor de cerca de 36 mil milhões de euros, mas com condicionantes. Bruxelas avisa que o dinheiro só chegará efetivamente à Polónia se o Governo fizer as reformas ao sistema judicial pedidas pela União Europeia para estar em conformidade com os padrões europeus do Estado de Direito.
Contudo, Bruxelas sinaliza que o dinheiro só chegará efetivamente à Polónia se o Governo fizer reformas no sistema judicial, que são fundamentais “para melhorar o clima de investimento e criar as condições para uma implementação efetiva do plano de recuperação e resiliência”. “A Polónia precisa de demonstrar que essas metas são cumpridas antes que qualquer desembolso possa ser feito”, acrescenta a Comissão Europeia.
Simon Jenkins | Longe de obrigar a Rússia a sair da Ucrânia, eles estão causando grande sofrimento em todo o mundo à medida que os preços de alimentos e energia sobem.
Seis Milhões de famílias na Grã-Bretanha enfrentam a possibilidade de apagões matutinos e noturnos neste inverno para manter as sanções contra a Rússia, assim como os consumidores em toda a Europa. Isso apesar de a Europa ter investido cerca de US$ 1 bilhão por dia na Rússia para pagar o gás e o petróleo que continua a consumir. Isso parece loucura. As propostas da UE para suspender os pagamentos estão compreensivelmente opostas por países próximos à Rússia e fortemente dependentes de seus combustíveis fósseis; A Alemanha compra 12% de seu petróleo e 35% de seu gás da Rússia, números muito maiores na Hungria.
Afinal quem representa o maior perigo: a Rússia, a China ou os Estados Unidos? Nesta entrevista ao Expresso centrada na guerra na Ucrânia, o filósofo norte-americano Noam Chomsky garante que a propaganda russa é uma “piada”, que a “ameaça chinesa” é o facto de a China “existir” e que o Estado mais beligerante e que comete as maiores “atrocidades” é mesmo aquele onde nasceu, os EUA.“Somos mais totalitários do que a União Soviética, mas isso é considerado ‘democracia’ e alto padrão de ‘moralidade'”, sublinha.
Vimo-lo há uns dias a festejar mais um título do FC. Porto, mas também o poderíamos ter visto na Procissão das Velas, em Fátima ou na Queima das Fitas.
Poucos portugueses não conhecerão o “Emplastro”.
Mas poucos serão aqueles que conhecem o Fernando Jorge.
Sobre o que aparece atrás das câmaras nos mais variados acontecimentos desportivos e culturais, ninguém tem dúvidas de quem se trata.
Rimos, abanamos a cabeça, questionamos um pormenor ou outro, antecipamos onde estará a seguir.
Wrap up — as reuniões (os meetings) da Europa terminam habitualmente com uma cerimónia de despedida — uns copos, umas tapas e umas palavras de circunstância — que se designa wrap up.
António Costa vai à Hannover Messe a maior feira de tecnologia industrial do mundo, em que que Portugal será, pela primeira vez, país parceiro. Não é difícil ser suficientemente realista para considerar que vai a uma wrap up pelo papel que a Alemanha desempenhou na Europa e no mundo após o final da Segunda Guerra.
A Feira de Hanôver realiza-se desde o fim da II Guerra Mundial e a sua importância acompanhou o papel da Alemanha como locomotiva europeia e grande potência industrial. Este papel deve-se a condições de organização interna da Alemanha (RFA e depois unificada), à opção pela indústria pesada e pelos produtos de alto valor acrescentado, mas também à sua localização geográfica, no centro da Europa, fazendo de placa giratória entre a Europa Ocidental e a Oriental.
A Europa do pós-guerra assentou numa parceria franco-alemã. Em que, de forma muito simples, a Alemanha fazia de formiga e a França de cigarra. Após o fim da Guerra Fria a Alemanha também tomou os novos países “democráticos” do Leste a seu cargo, em particular a Polónia. Em parte o sucesso e o vigor da Alemanha deve-se a uma relação de mútuas vantagens com a Rússia, que fornecia a energia para a Alemanha a baixo custo e também matérias-primas essenciais, materiais ferrosos e cereais. A Alemanha é (era) o maior parceiro da UE com a Rússia (o maior investidor), a Rússia fornecia 41% do gás e 34% do petróleo. O novo gasoduto Nordstream permitiria a Alemanha importar gás da Rússia sem passar pela Ucrânia, nem pela Polónia, nem pelos Estados Bálticos (curiosamente os mais agressivos contra a Rússia).
A guerra da Ucrânia destruiu esta estratégia alemã e russa de criar um novo espaço económico e político no centro da Europa, entre a China e os Estados Unidos. Só motivos exteriores muito fortes podem justificar a intervenção — a invasão — da Rússia na Ucrânia e a morte no ovo desta nova entidade. Esta guerra só aproveita aos Estados Unidos e, por tabela, à China. Cherchez la femme.
Ricardo Nuno Costa| Entrevista sobre as guerras da Síria e da Ucrânia e o perigo real de guerra termonuclear na actualidade política internacional, com o coronel retirado do Exército norte-americano, senador Richard Black. Entrevista em inglês, da Executive Intelligence Review, do Instituto Schiller, com subtítulos em português.
“Pensai numa mãe solteira que vai à Igreja, à paróquia e diz ao secretário: Quero batizar o meu menino. E quem a acolhe diz-lhe: Não tu não podes porque não estás casada. Atentemos que esta mãe que teve a coragem de continuar com uma gravidez o que é que encontra? Uma porta fechada. Isto não é zelo! Afasta as pessoas do Senhor! Não abre as portas! E assim quando nós seguimos este caminho e esta atitude, não estamos fazendo o bem às pessoas, ao Povo de Deus. Jesus instituiu 7 sacramentos e nós com esta atitude instituímos o oitavo: o sacramento da alfândega pastoral. (…) Quem se aproxima da Igreja deve encontrar portas abertas e não fiscais da fé!“
“Penso que amar, de fato, não é querer possuir, mas que amar seja querer criar elos com o outro ser que não são de possessão, no mesmo sentido de possuir uma roupa ou o que comemos.” – Simone Beauvoir
A escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), consagrada por um livro fundamental para o movimento feminista, “O segundo sexo”, um marco teórico do feminismo no século XX, publicado em 1949.
Formada em filosofia pela Universidade de Sorbonne, onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre – com quem manteve um relacionamento por toda a vida -, De Beauvoir escreveu romances, ensaios, biografias, (e até uma autobiografia!) sobre filosofia, política e questões sociais.
Uma mulher atual, pensadora essencial de nosso tempo em suas mais diversas facetas: o existencialismo, a relação com Jean-Paul Sartre, o ativismo político, o feminismo, os romances e a análise sociológica. Beauvoir, continua sendo discutida dentro e fora do mundo acadêmico, atraindo a atenção de novas gerações de ativistas no Ocidente.
Assista aqui esta rara entrevista filmada em Paris pela Radio-Canada, que censurou sua difusão por pressão do arcebispo de Montreal, Simone de Beauvoir fala sobre existencialismo, religião, casamento, amor livre, entre outros temas.
O presidente russo, Vladimir Putin, em conversa telefónica com seu colega francês Emmanuel Macron e o chanceler alemão Olaf Scholz, confirmou que Moscovo está pronta para continuar as negociações de paz com Kiev, disse o serviço de imprensa do Kremlin neste sábado.
” Vladimir Putin confirmou que a Rússia está aberta a retomar o diálogo”, disse o comunicado. Putin, enfatizou no entanto o perigo de fornecer ainda mais armas ocidentais à Ucrânia, alertando para os riscos de mais desestabilização da situação e agravamento da crise humanitária”.
Problemas com alimentos
Problemas com o abastecimento de alimentos foram causados por sanções anti-Rússia e outros erros do Ocidente, disse o presidente russo no decorrer da conversa telefónica.
Os então presidentes Bill Clinton e Boris Ieltsin, de EUA e Rússia, em reunião sobre a Otan em Helsinque, na Finlândia – Alexander Tchumitchev – 21.mar.1997/TASS/Reuters
“A Otan vai trabalhar junto com a Rússia, não contra ela”, disse Clinton.
“São novos tempos”, declarava Bill Clinton, então presidente dos Estados Unidos, no dia da assinatura do primeiro acordo de cooperação econômica e militar depois da Guerra Fria entre a Rússia e a Otan, hoje em lados opostos na Guerra da Ucrânia.
O pacto, à época inesperado, foi chamado de Acto Fundador Otan-Rússia e assinado em 27 de maio de 1997, há 25 anos, eliminando formalmente os últimos vestígios da Guerra Fria oito anos depois da queda do Muro de Berlim.
Boris Ieltsin, na Presidência da Rússia, celebrou a aproximação com o Ocidente declarando que os mísseis nucleares de seu país —hoje trazidos à baila por figuras do regime de Vladimir Putin— não estariam mais direcionados para alvos de membros da Otan. A aliança militar liderada pelos EUA, por outro lado, comprometia-se a consultar Moscou na tomada de decisões e a não deslocar um grande contingente militar e armamentos nucleares para as fronteiras russas.
“A Otan vai trabalhar junto com a Rússia, não contra ela”, disse Clinton sobre o acordo, em termos que hoje, à luz de declarações de Putin, soam deslocados. Anos antes, a aliança militar também teria se comprometido a não interferir no poderio nuclear russo nem se expandir para o Leste Europeu, onde estão ex-repúblicas soviéticas.
Être ukrainien ne devrait pas autoriser la négation de la culture russe. Nous avons été choqués par l’intolérance sectaire des représentants du cinéma ukrainien exigeant l’exclusion de toute personnalité russe du festival de Cannes et s’opposant à la présence du réalisateur russe Kirill Serebrennikov en compétition.
Seul le coup de gueule de Jean-Luc Godard s’est élevé face à ces vents mauvais :
« L’intervention de Zelensky au festival cannois va de soi si vous regardez ça sous l’angle de ce qu’on appelle « la mise en scène » : un mauvais acteur, un comédien professionnel, sous l’œil d’autres professionnels de leurs propres professions.
Je crois que j’avais dû dire quelque chose dans ce sens il y a longtemps. Il aura donc fallu la mise en scène d’une énième guerre mondiale et la menace d’une autre catastrophe pour qu’on sache que Cannes est un outil de propagande comme un autre. Ils propagent l’esthétique occidentale, quoi…
Sou ateu, disse Pasolini, mas a minha relação com as coisas está cheia de mistério e de sagrado. Nada para mim é natural, nem sequer a natureza.
Para Pier Paolo, o sagrado não é um conceito religioso, uma fuga ao presente ou uma fixação nostálgica no passado. É uma transcendência sem o divino, um mistério, uma alteridade incondicional e irredutível. Pertence ao domínio do sonho e da utopia, mas mantém uma relação intensa, simultaneamente distante e familiar, com a realidade quotidiana.
O sagrado representa para ele tudo o que foi sendo destruído por um poder que privilegia o fetichismo dos bens materiais, a uniformização dos costumes e do pensamento, a mercantilização do viver. É a diversidade, são as diferenças étnicas, os dialetos destruídos pela língua hegemónica, as tradições ancestrais, o instinto, a afirmação do corpo, a sexualidade plena. São todas as formas alternativas de liberdade. Nele reside o que em cada um de nós é inviolável, inapropriável pela realidade quotidiana.
Por ser um bom cidadão do mundo ocidental condeno a invasão russa da Ucrânia, participo em manifestações contra Putin, choro os mortos de Kiev, comovo-me com o drama dos refugiados ucranianos, sou solidário com as vítimas da brutalidade russa e recuso comprar produtos russos. E faço-o com convicção.
Mas isto não chega, isto é humanismo genérico, serve para qualquer um em qualquer parte do mundo – o humanismo ocidental é especial, o humanismo ocidental é único, o humanismo ocidental é original, o humanismo ocidental exige mais de mim…
O humanismo ocidental é seletivo: ignorou os 12 mil haitianos enviados pelos Estados Unidos para a prisão de Guantánamo e a invasão do país em 1994; ignorou a instigação e a participação da NATO nas guerras da Jugoslávia e os seus 150 mil mortos; ignorou as duas Guerras do Golfo, a mentira que desculpou uma delas e os 100 mil mortos diretos que os combates provocaram; ignorou mais 100 mil mortos que o Iraque “protegido” pela coligação internacional lá instalada provocou; ignorou a presença norte-americana durante 20 anos no Afeganistão e os 65 mil mortes que ali ocorreram; ignorou os envolvimentos, desde 2001, diretos ou indiretos, de forças ocidentais na Síria (estimam-se 400 mil mortes); ignora o que se passa na Somália e no Iémen; ignora a ocupação da Palestina por Israel e, nos últimos anos, os 21 500 mortos desse conflito.
O humanismo ocidental tem coração mole para um lado e coração de pedra para o outro. As guerras espalhadas pelo mundo com envolvimento do Ocidente somam, em 30 anos, quase um milhão de mortos, a grande maioria civis, mas o bom cidadão ocidental não chora por eles.
‘I think we need a neutral Ukraine. Not one that is too much of a Russian or Western satellite.’ Freddy Gray discusses Henry Kissinger saying Ukraine must push for peace even at the cost of territorial compromise while attending the World Economic Forum meeting in Davos.
A thought inspired by your very kind comments… I don’t think I’ve enjoyed the creative process more than during the researching and making of this video. What joy these two incredible artists bring to our lives, each fully capable of transcending their own time, and each, without a doubt, sure to leave a legacy that will allow them to long outlive their own mortality.
A dancer of extremes, her work ethic, talent, passion, even flexibility (a 180 degree split is nothing to her… she does 270) are beyond the norm. Following Natalia Osipova from her very first ballet classes to adulthood, this video shows how strong these qualities were in her from the very start.
Even today she has not slacked off. Where others may settle for good, or aim for simple greatness, Natalia has other plans. She is driven to be the best ballet dancer she can possibly be. She is one of the most self-disciplined, hardest working, laser beam focused, minutia-calculating, “do it twelve more times” dancers in the world today. And, the result is mind blowing…
Music: “So Many Secrets,” “Dramatic Orchestrations,” and “Triumphant” by Gavin Luke
Born in Moscow, Osipova began formal ballet training at the age of nine. From 1996 to 2004, she studied at the Moscow State Academy of Choreography (The Bolshoi Ballet Academy). From 1995 to 2004 she trained at the Moscow State Academy of Choreography and on graduating entered the corps of the Bolshoi Ballet, where she was promoted to principal in 2010. In 2011 she left the Bolshoi to join the Mikhailovsky Ballet as a principal. She is currently a principal dancer with the Royal Ballet in London.
Osipova has appeared as a guest artist with companies around the world. In March 2012 she became a principal of American Ballet Theatre, where she created the title role in Alexei Ratmansky’s The Firebird. Her awards include Golden Masks for her performances in In the Upper Room (2008) and La Sylphide (2009), Critics’ Circle National Dance Awards (Best Female Dancer, 2007, 2010 and 2014), Positano Dance Awards (Best Female Dancer, 2008 and 2011) and a Benois de la Danse Award (Best Female Dancer, 2008).
A few days ago, (April 2022), François Alu was nominated Dancer Étoile of the Paris Opera Ballet. This is the highest honor an artist can achieve in the famous French ballet company.
Voo perto da Coreia do Sul e do Japão foi primeira ação do tipo desde Guerra da Ucrânia | Igor Gielow
FOLHA DE SÃO PAULO
China e Rússia deram um recado militar ostensivo aos EUA ao longo desta terça (24), enquanto o presidente Joe Biden se reunia no Japão com aliados contrários a Pequim na região do Indo-Pacfíco.
Ao menos dois Tu-95 russos e dois H-6K chineses, ambos bombardeiros com capacidade de emprego nuclear, foram escoltados por dois caças Su-30SM russos em um voo de 13 horas sobre o mar do Japão, passando pela Zona de Identificação de Defesa Aérea de outro aliado americano, a Coreia do Sul, que foi visitada por Biden no fim de semana.
A zona não é o espaço aéreo, mas uma área em que aviões se identificam para evitar mal-entendidos de intenções. O grupo seguiu de lá para perto das fronteiras japonesas. Tanto Seul quanto Tóquio enviaram caças F-2 e F-15, respectivamente, para acompanhar o movimento. Não houve incidentes, mas o ministro da Defesa japonês, Nobuo Kishi, considerou o episódio “grave”.
Trois ans de travail avec une vingtaine de scientifiques et de spécialistes de haut niveau : voici révélées les preuves modernes de l’existence de Dieu.
Pendant près de quatre siècles, de Copernic à Freud en passant par Galilée et Darwin, les découvertes scientifiques se sont accumulées de façon spectaculaire, donnant l’impression qu’il était possible d’expliquer l’Univers sans avoir besoin de recourir à un dieu créateur. Et c’est ainsi qu’au début du XXe siècle, le matérialisme triomphait intellectuellement.
De façon aussi imprévue qu’étonnante, le balancier de la science est reparti dans l’autre sens, avec une force incroyable. Les découvertes de la relativité, de la mécanique quantique, de l’expansion de l’Univers, de sa mort thermique, du Big Bang, du réglage fin de l’Univers ou de la complexité du vivant, se sont succédées.
Ces connaissances nouvelles sont venues dynamiter les certitudes ancrées dans l’esprit collectif du XXe siècle, au point que l’on peut dire aujourd’hui que le matérialisme, qui n’a jamais été qu’une croyance comme une autre, est en passe de devenir une croyance irrationnelle.
Dans une langue accessible à tous, les auteurs de ce livre retracent de façon passionnante l’histoire de ces avancées et offrent un panorama rigoureux des nouvelles preuves de l’existence de Dieu. À l’orée du XXe siècle, croire en un dieu créateur semblait s’opposer à la science.
Aujourd’hui, ne serait-ce pas le contraire ? Une invitation à la réflexion et au débat.
Alan Wallace, a world-renowned author and Buddhist scholar trained by the Dalai Lama, and Sean Carroll, a world-renowned theoretical physicist and best-selling author, discuss the nature of reality from spiritual and scientific viewpoints. Their dialogue is mediated by theoretical physicist and author Marcelo Gleiser, director of Dartmouth’s Institute for Cross-Disciplinary Engagement.
Nossa consciência é um aspecto fundamental da nossa existência, diz o filósofo David Chalmers: “Não há nada que conheçamos tão profundamente…,mas ao mesmo tempo é o fenômeno mais misterioso do universo”. Ele divide algumas maneiras de pensar sobre o filme interior passando em nossas mentes.
Por que existe algo em vez de nada? Em outras palavras: por que o universo existe (e por que estamos nele)? O filósofo e escritor Jim Holt acompanha essa pergunta em direção a três possíveis respostas. Ou quatro. Ou nenhuma.
Milley fez a revelação durante uma conferência de imprensa conjunta com o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, após uma reunião virtual com autoridades de 47 países aliados, para discutir a assistência militar à Ucrânia.
O general explicou que tanto ele como o chefe do Pentágono estão focados em controlar riscos e em evitar uma possível escalada com a Rússia, nomeadamente através da retoma de “comunicações a nível militar”, incluindo telefonemas com altos responsáveis militares russos.
O chefe do Estado-Maior dos EUA indicou que este é um passo “significativo” e que “vale a pena”, sublinhando que o seu país continua “comprometido” no seu apoio à Ucrânia.
Washington tem apoiado Kiev com assistência militar e humanitária para combater a invasão russa iniciada em 24 de fevereiro.
Bruxelas, 23 mai 2022 (Lusa) – O vice-presidente executivo da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis defendeu hoje que, como Portugal é um “país muito endividado”, deve ter uma “política orçamental prudente”, com limite das despesas correntes, e investimentos na área da energia.
“Portugal é um país muito endividado e, por isso, a nossa recomendação é a de assegurar uma política orçamental prudente, em particular limitando o crescimento das despesas correntes financiadas a nível nacional abaixo do crescimento potencial do PIB a médio prazo”, afirmou Valdis Dombrovskis.
Em entrevista a um pequeno grupo de meios europeus em Bruxelas, incluindo a Agência Lusa, o responsável no executivo comunitário pela pasta de “Uma economia que funciona para as pessoas” acrescentou que isto é algo que a Comissão “já assinalou anteriormente”.
Na atual fase do discurso ocidental sobre a guerra na Ucrânia os dirigentes políticos transmitem a mensagem de, após a guerra, a situação na UE voltar ao passado: não haverá inflação, desemprego, a energia será barata, a União Europeia continuará a vender os seus produtos de alto valor acrescentado no mercado mundial — apesar de a energia vinda dos EUA ser muito mais cara — o estado de bem-estar com serviços de saúde e de previdência social vai ser sustentável, mesmo que as despesas com armamento cresçam e as exportações diminuam…
O discurso dos políticos europeus aos crentes das suas nações lembra a afirmação de Aristóteles há 2500 anos: o tempo não existe, uma vez que nem o passado, nem o futuro realmente existem, o passado porque já passou, o futuro porque ainda não é. O presente, por sua vez, é momentâneo, fugaz, imediatamente se torna passado. Mas para os atuais dirigentes políticos europeus não existe o problema da aporia, o “caminho inexpugnável, sem saída”, o paradoxo, a contradição entre o tempo e o movimento. Para Aristóteles é o movimento que organiza o tempo, para os atuais dirigentes políticos a verdade é a falácia que impingem aos europeus de que, apesar do movimento que entretanto ocorreu (com a invasão sobre vários eixos do território, o tempo parou na Ucrânia e arredores. A guerra na Ucrânia, para eles, não vai ter consequências. O presidente português chegou a afirmar que até vamos ganhar com ela. Vamos ficar melhor!
Le Portugais, qui dirigeait le Théâtre municipal de Porto depuis 2014, sera aussi codirecteur de la Biennale de Lyon et directeur artistique de la Biennale de la danse.
La voix est joyeuse, dynamique. Joint par téléphone à Porto (Portugal), où il est aux manettes du Théâtre municipal depuis juillet 2014, le Portugais Tiago Guedes, 43 ans, se déclare « très ému » d’endosser, à partir de juillet, son nouveau rôle multifonction : directeur de la Maison de la danse de Lyon, codirecteur de la Biennale de Lyon et directeur artistique de la Biennale de la danse. Son projet, intitulé ON (L) Y Danse, un futur partagé pour la danse à Lyon, qu’il a présenté, mardi 17 mai, devant le jury de recrutement – composé de représentants de la ville de Lyon, de la métropole, de la région Auvergne-Rhône-Alpes et du ministère de la culture, ainsi que des présidents de la Maison de la danse et de la Biennale de Lyon – a été choisi à l’unanimité.Lire aussi :
Presidente ucraniano baixou as expectativas do povo ucraniano e defendeu a via diplomática como única solução capaz de terminar “definitivamente” o conflito. Mas exigiu pré-compromisso de que Rússia não matará militares de Azovstal para retomar negociações.
Apesar das vitórias destas semanas no terreno, apesar das aparentes fraquezas das forças militares russas, o Presidente da Ucrânia defendeu este sábado que a guerra “só terminará definitivamente pela diplomacia” e admitiu há requisitos necessários à paz que só poderão ser alcançados por esta via.
“Discussões entre a Ucrânia e a Rússia, sem dúvida, ocorrerão”, afirmou Volodymyr Zelenskiy numa entrevista a um canal de televisão ucraniano. “Sob que formato eu não sei – com intermediários, sem eles, num grupo mais alargado, a nível presidencial. Mas a guerra será sangrenta, haverá luta e só terminará definitivamente pela diplomacia.”
Peter Scott, âncora da RT: Juntando-se a nós agora está Michael Hudson, economista e autor de “Super-Imperialism” e do recém-publicado “Destiny of Civilization”. Bem-vindo ao programa, Michael.
Michael Hudson: É bom estar de volta.
PS: Digamos que todos esses programas europeus como o Programa REPOWER entrem em vigor, como você espera que a posição da UE esteja no palco depois disso?
MH: Bem, a posição da UE será espremida economicamente. Ele estava tentando ser uma potência na economia mundial, mas no último mês o euro vem caindo constantemente em relação ao dólar e está a caminho de um dólar por euro. Isso porque está tendo que pagar muitas divisas por energia, por comida, por armas. Está encolhendo em termos de outras economias.
PS: Qual você acha que será a posição da UE em relação a potências como a China?
MH: Bem, obviamente está fora do jogo. Em vez de colocar seus próprios interesses em primeiro lugar, está realmente colocando os interesses dos EUA em primeiro lugar. Está agindo mais como um satélite dos Estados Unidos do que tentando seu próprio destino. Todo o plano da UE, há 20 anos, era enriquecer investindo na Rússia, investindo na China e numa troca mútua. E agora está decidido a parar com isso. Os EUA absorveram a Europa. A guerra na Ucrânia é uma guerra dos EUA principalmente para puxar a Europa para a órbita dos EUA, impedir transações europeias com a Rússia ou a China. Assim, a Europa Ocidental está sendo deixada de fora, enquanto Rússia, China e Eurásia estão indo com o resto da Ásia. A Europa vai simplesmente ficar para trás. Está perdendo seus mercados de exportação,
Ao contrário da Administração anterior, Biden vê a eliminação de Moscovo como um passo determinante e necessário antes da confrontação militar com a China, e assim dominar a Eurásia, o seu o último objetivo.
A expressão pertence a John Kirby, porta-voz do Pentágono, quando se referia à excelência do desempenho das forças armadas ucranianas no campo de batalha, resultante da preparação a que foram submetidas durante oito anos, pelos EUA e seus aliados (Canadá e Reino Unido). Uma série de declarações semelhantes proferidas por altos dirigentes norte-americanos ajudam-nos a compreender o que está verdadeiramente em jogo no conflito na Ucrânia.
Sem recorrer ao mais do que citado Brzezinski e às suas teorias do pivô estratégico, relembro os discursos de Joe Biden em que afirmava ser a expansão da NATO para os Estados Bálticos a única coisa que poderia provocar uma resposta hostil e vigorosa da Rússia, ou as suas mais recentes afirmações, em Varsóvia, apelando a uma operação de mudança de regime em Moscovo, o que na prática se traduz na intenção dos EUA substituírem Putin e o poder presentemente instalado no Kremlin por um regime subsidiário de Washington.
O confronto dos EUA com a Rússia é apenas um dos capítulos do projeto da afirmação hegemónica global de Washington, que visa, entre outros aspetos, afetar as relações da Rússia com Europa, e as veleidades europeias de autonomia estratégica, nomeadamente quebrar o comércio e o investimento bilateral com a Rússia e a China.
O jornalista Leonardo Attuch entrevista o correspondente internacional Pepe Escobar sobre os fatos mais importantes da conjuntura internacional0:00 Boas vindas 5:00 Pepe explica por que a Rússia não qualifica a ação militar na Ucrânia como uma guerra 8:00 Imagem da semana foi a rendição em Mariupol 12:00 Está impossível falar sobre a guerra na Europa. A dissolução da União Europeia é flagrante e será muito mais rápida. A União Europeia está totalmente subjugada à OTAN. São vassalos subjugados aos Estados Unidos.
————
24:00 Informações sobre laboratórios biológicos serão reveladas ….. 29:00 Pode haver uma conexão entre a covid-19 e os laboratórios biológicos da Ucrânia. Tudo isso será levado ao conselho de segurança da ONU.
————
5:00 Rússia abriu uma caixa de Pandora que coloca o Sul Global na mesa da geopolítica 39:00 Metade dos compradores de energia já abriu contas em rublos 45:00 Os russos não têm a menor intenção de tirar o pé do freio 50:00 O apoio chinês à Rússia se dá nas sombras. É o fim do sistema multipolar 53:00Expansão da OTAN é uma palhaçada1:00:00 Em vez de finlandização da Ucrânia, estamos tendo a ucranização da Finlândia. E a guerra não está custando nada para a Rússia 1:09:00 A Ucrânia não tem mais soldados e a economia russa é impermeável 1:19:00 Zelensky é um bonequinho, diz Escobar 1:24:00 O mundo estará totalmente dividido entre OTAN e o resto 1:38:00 EUA podem tentar impor a agenda da OTAN ao governo Lula. 1:39:00 Erdogan está se revelando um exímio equilibrista.
Dizem os sábios : todos os países têm direito a escolher as ligações/alianças/organizações a que querem pertencer.
Pois bem, entretanto, um país que queira entrar na NATO ou mesmo na UE tem de ser aceite por unanimidade.
Basta um membro dizer NÃO, para que esse suposto direito automático se NÃO aplique.
Mas, se for um vizinho, que irá eventualmente ficar com armas nucleares apontadas para si, logo ali pertinho, não poderá opor-se e tem de aceitar.
CAROS SÁBIOS, podem explicar DEVAGARINHO para nós entendermos bem ? – é que estamos mesmo confusos – o mundo está à beira de uma guerra nuclear, e nós, “povinho”, estamos nas mãos de alguns sábios “DONOS disto TUDO”, que tudo impõem, tudo comandam e tudo decidem, sempre ao lado do CMI (complexo militar industrial).
Dizem os sábios : todos os países têm direito a escolher as ligações/alianças/organizações a que entenderem querer pertencer. Pois bem, entretanto, um país que queira entrar na NATO ou mesmo na UE tem de ser aceite por unanimidade. Basta um membro dizer NÃO, para que esse suposto direito automático não se aplique.(Se for um vizinho, que vai ficar com armas nucleares à porta, não pode recusar). PODEM EXPLICAR DEVAGARINHO PARA EU ENTENDER BEM E CLARAMENTE? – é que estou mesmo confuso – e o mundo à beira de uma guerra nuclear !!!!!!!!!!!!!!!!
Dizem os sábios : todos os países têm direito a escolher as ligações/alianças/organizações a que entenderem querer pertencer. Pois bem, entretanto, um país que queira entrar na NATO ou mesmo na UE tem de ser aceite por unanimidade. Basta um membro dizer NÃO, para que esse suposto direito automático não se aplique.(Se for um vizinho, que vai ficar com armas nucleares à porta, não pode recusar). PODEM EXPLICAR DEVAGARINHO PARA EU ENTENDER BEM E CLARAMENTE? é que estou mesmo confuso – e o mundo à beira de uma guerra nuclear !!!!!!!!!!!!!!!!