Mozart | Requiem (Orchestre National de France | James Gaffigan)

James Gaffigan dirige l’Orchestre national de France et le Choeur de Radio France dans le Requiem en ré mineur K.626 de Wolfgang Amadeus Mozart, avec la soprano Marita Solberg, la mezzo-soprano Karine Deshayes, le ténor Joseph Kaiser, et la basse Alexander Vinogradov. Concert enregistré le 29 juin 2017 en direct de la basilique de Saint-Denis dans le cadre du Festival de saint-Denis.

00:00 – Début du concert 01:19 – I. Introïtus 02:00 – Requiem 05:46 – II. Kyrie 08:13 – III. Sequentia. Dies Irae 10:09 – Tuba mirum 13:29 – Rex tremendae 15:31 – Recordare 20:27 – Confutatis 22:49 – Lacrimosa 25:52 – IV. Offertorium Domine Jesu Hostias 32:52 – V. Sanctus 34:30 – VI. Benedictus 38:52 – VII. Agnus Dei 41:45 – VIII. Communio – Lux Aeterna

Biografía Ludwig Van Beethoven

Beethoven pese a la profunda desesperanza que experimentó se inspiró para realizar la sinfonía cumbre de su carrera, la novena, apasionada y optimista, fue escrita por un Ludwig sordo que no podía vencer la miseria de la vida diaria, la finalizó basándose en el poema “Oda a la alegría” de Schiller que era un elevado himno a un Dios virtuoso y la hermandad entre todos los hombres. Enfermo, intentó escribir una décima sinfonía en un último gesto de poder ante la adversidad pero su propia imperfección heredada lo venció, ¿lo volveremos a ver? eso queda entre Jehová Dios y usted.

CONVERSAS DE GEODINÂMICA EXTERNA | António Galopim de Carvalho

À atenção dos professores de geologia e geografia, dos estudantes universitários e demais interessados

BIOSFERA

Têm sido muitos os manuais de ensino que, ao longo dos anos, referiram com menos ou mais pormenor os trabalhos dos biólogos russo Aleksandr Oparine (1894-1980) e inglês John B. Haldane (1892-1964) e dos químicos norte americanos Stanley Miller (1930-2007) e Harold Urey (1892-1981). Falou-se do surgimento de certas substâncias, como açúcares simples, ácidos gordos, glicerina, aminoácidos e bases azotadas. Disse-se que e outras moléculas, acumuladas nos mares ainda quentes, poderiam ter constituído as primeiras fases de um longo caminho percorrido pela evolução pré-biológica, também conhecida por evolução molecular abiótica. Dos compostos recém-criados, uns teriam sido preservados, outros destruídos, ou recombinados, em função do ambiente, ao longo dos tempos que antecederam a aparição dos primeiros seres vivos. Este tipo de fenómenos terá conduzido à génese de substâncias sucessivamente mais complexas, podendo certos minerais, como os das argilas, terem contribuído para a formação de certas moléculas características dos seres vivos.

Continuar a ler

El mejor baile de pareja de la Historia | Eleanor Powell y Fred Astaire

Nunca volvieron a bailar juntos. Pero cuando lo hicieron, en 1940, se escribió la mejor página de la historia del baile. Eleanor Powell y Fred Astaire parecían la sombra de cada uno. Él nunca tuvo una pareja más competitiva y perfecta. Ella era él. Aquí les vemos al son del Begin the Beguine, la inmortal melodía de Cole Porter. Comenta brevemente la escena Frank Sinatra.

Un seguidor de este canal opina que Rita Hayworth era mejor bailarina que Eleanor Powell, y que bordó la Bossa Nova junto a Fred Astaire.

Quiero, al hilo de esto, matizar varias cosas: Rita tenía buen tipo y bailaba muy dignamente, pero nunca fue –para los estudios de cine– una experta del baile, como sí Eleanor Powell, quien, como Fred Astaire, Donald O’Connor, Ray Bolger, Gene Kelly, Vera-Ellen y otros grandes, se especializaron en ello. Cada cual en lo suyo. Es verdad que Fred sintió a Rita como su mejor pareja de baile, pero ella no puede competir con la maestría de la Powell en esta escena. Además, nunca bailaron la Bossa Nova juntos Fred y Rita, aunque se le haya puesto después esta melodía a alguna secuencia con ambos.

Rita Hayworth bailaba con mucho estilo, pero en este ámbito solo nos la dejaron conocer a medias.

En realidad, Eleanor Powell no formó pareja con Fred Astaire. Solo bailaron juntos en esta ocasión. Puede que Fred la tuviera mucho respeto, dada la altísima perfección de ella. Además, Eleanor se retiró pronto del mundo del espectáculo para convertirse en señora de Glenn Ford. Estoy de acuerdo con que Astaire tuvo otras buenas parejas, la más elegante, sin duda, Cyd Charisse, maravilla clásica en sus piernas infinitas. Cyd venía de otro estilo, el ballet clásico, lo mismo que Leslie Caron (quien acompañó a Fred en “Papá piernas largas”), y eso aportaba mucha clase al ritmo de temas como “Bailando en la oscuridad” (Dancing in the Dark), de “The Band Wagon” (1953).

Nicolau Breyner: a morte não o matou | Luís Osório

1.

Lembrei-me hoje de Nicolau Breyner.

Estava a tomar o pequeno-almoço e ocorreu-me que não lhe telefono há muito tempo – só ao fim de alguns segundos me veio à cabeça que o Nicolau já partiu quase há seis anos.

Deixe-me contar duas ou três coisas.

Ele merece bem que o recordemos.

Não acham?

2.

Foi num dia chuvoso e a sua casa parecia triste, pelo menos foi o que achei quando lá estive. Entrevistei-o durante umas quantas horas e julgámos sair do encontro como amigos. Disse-lhe: podes ter a certeza de que te vou telefonar, deixa passar umas semanas porque isto não acaba aqui. Não eram palavras de circunstância, estava mesmo convencido de que assim seria e ele, ainda à porta, respondeu no mesmo tom. Mas não. Nunca mais lhe telefonei. Reencontrei-o algumas vezes, trocámos abraços e sorrisos cúmplices. Nada mais.

Continuar a ler

Quatre manières de lire l’“Éthique” de Spinoza | Philosophie Magazine

Éthique, ce livre phare de la philosophie, publié après la mort de Baruch Spinoza et interdit quelques mois plus tard, impressionne par son ambition et sa difficulté. Comment, pourtant, entrer dans ce texte fascinant ? Nous vous proposons un guide de lecture, et quatre façons de s’y plonger.

[Cet article restera en accès libre durant 48h. Pour profiter de tous nos contenus, vous pouvez vous abonner à Philomag par ici !]

L’Éthique de Spinoza est un livre à part dans la philosophie, ne serait-ce que par son aspect formel qui prend modèle sur les Éléments de géométrie d’Euclide. En adoptant un « ordre géométrique », l’Éthique fait le choix audacieux de considérer « les actions des hommes et leurs appétits comme s’il était question de lignes, de surface ou de corps » (IIIe partie, préface, traduction P.-F. Moreau) et donc de démontrer toutes ses propositions à partir de certains axiomes et définitions initiales, à coups de CQFD. Éthique se présente donc comme un système où tout est logiquement établi. Sans introduction, ni prologue, ni avertissement de quelque nature que ce soit qui permettrait d’en savoir plus sur les intentions de Spinoza, l’expérience du contact avec les premières pages peut se révéler si brutale qu’elle a découragé plus d’un lecteur. Cependant, ce livre a été interprété dans des directions si diverses, voire opposées – certains y voyant une apologie de l’athéisme, d’autres un ouvrage presque mystique, d’autres encore un manuel de luttes sociales ou un guide de développement personnel – qu’il serait dommage de s’en remettre aux commentateurs. Voici donc quatre lectures possibles de ce monument.

Continuar a ler

Ocupação Literária em Salvador | Casa do Benin recebe Ocupação Ani é 10 

Projeto reúne exposição, oficina e performances a partir do universo literário do escritor Nelson Maca 

Lançado em julho, o primeiro romance do escritor Nelson Maca é tema da Ocupação Ani é 10, que será aberta no dia 17 de novembro e integra a programação especial da Casa do Benin na Festa Literária Internacional do Pelourinho – Flipelô.  A ocupação reúne exposição com imagens e textos, mostra de videoclipes, performances poéticas e oficina com o ilustrador paulista Alexandre De Maio, que deu vida ao personagem no livro Ani Todos os Fela do Mundo. Pelas mãos de Alexandre, o garoto criado no Engenho Velho de Brotas, que se torna um astro da música internacional, ganha cores, formas e muita vida.  

Com atividades até fevereiro, a Ocupação Ani é 10 tem como ponto de partida o romance, mas passeia por outros livros do autor, sempre explorando a relação entre a palavra e a imagem. A mostra principal, no primeiro andar, reúne trechos, orelha, posfácio, capa e 15 ilustrações de Ani, em painéis de 50 cm X 70 cm, mostrando sua iniciação nos caminhos da música sacra do candomblé e da música pop. Personagens como o mestre percussionista baiano Jorjão Bafafé, o dançarino Negrizu e os músicos Fela Kuti e James Brown fazem parte dos ensinamentos do garoto e estão em destaque na exposição.  

Continuar a ler

História da minha viagem rumo ao socialismo | Helena Pato

Em 1964, com o fascismo no seu pleno, eu tinha 25 anos, ia a caminho de me tornar uma marxista-leninista convicta e militava fervorosamente nas fileiras do PCP. Para mim era sagrada a frase «um terço dos países do mundo e dois terços da humanidade vivem em regimes socialistas» e nunca duvidava de que o Socialismo seria o destino de toda Humanidade. Lembro-me de que sonhava com a oportunidade de, alguma vez no futuro, poder conhecer de perto o mais avançado desses países, a «pátria-mãe» das sociedades sem classes. Não havia de morrer sem ver o socialismo com os meus próprios olhos. O dia em que me comunicaram que iria integrar a delegação portuguesa ao Fórum da Juventude, em Moscovo, foi um dos dias mais felizes da minha vida. Éramos dez – apenas duas raparigas – e nem todos militantes do partido. Saídos quase todos de Portugal e a conta- -gotas, concentrámo-nos, na maioria, em Paris. Aí se planeou cuidadosamente essa viagem à União Soviética e aí ficou (em turismo) um dos companheiros, ido de Lisboa, desistente por na reunião preparatória se ter apercebido do risco de ser preso no regresso ao país.

A 13 de Setembro, ainda era Verão na Europa ocidental, voei sozinha para Moscovo e trajada tão primaveril quanto me pedia a minha alma, pois não houve por perto uma criatura informada ou sensata, que me desse um lamiré acerca do frio rigoroso que, por essa altura, já se fazia sentir nas redondezas dos Montes Urais. Nevava quando desci a escada do avião, e não exagero se disser que a temperatura rondava os 15 graus negativos. Atravessei a pista em sandálias, de manga curta e casaquinho de malha, envolvida pela aba do casaco de pele de raposa, que vestia a opulenta cama rada russa, destacada para me receber na pista do aeroporto. Poucos minutos depois, colada à Elena – assim se chamava –, eu entrava, superprotegida, num sonho, numa história fantástica, construída nas muitas leituras de romances de Gorki e nos manuais de Lenine. No balcão da polícia ouvi falar russo pela primeira vez e o vozear dos funcionários transportou-me para as canções populares da revolução de 1917. «O socialismo começou aqui!» – pensei, enquanto a minha simpática acompanhante recusava, no tom firme do poder, a entrega do meu passaporte à polícia, facultando-lhes uma folha à parte, dobrada em quatro, destinada a ser carimbada, conforme o combinado entre a funcionária do meu partido e a Embaixada Soviética em Paris. Tudo muito bem delineado, já que, era sabido, carimbo de entrada num país socialista dava prisão pela PIDE no regresso a Portugal. Os enormes prédios na ampla e longuíssima avenida que percorri após a saída do aeroporto – primeiro eu e, nos dias seguintes, os restantes jovens portugueses – deixaram-nos embasbacados: naturais de um Portugal pobre e provinciano, nunca víramos nada as sim, e o nosso olhar estava particularmente desperto para admirar as glórias do socialismo.

Continuar a ler

A 6 de Novembro de 1772, Marquês de Pombal institui o ensino primário oficial

Com o iluminismo, surge em Portugal uma certa necessidade de instruir. A alfabetização da população começa a ser considerada cada vez mais importante e, na tentativa de realizar esta ambição, o país passa por várias reformas a nível do ensino, ao longo do reinado de D.José I. Estas visavam melhorar a situação escolar em que a Companhia de Jesus havia deixado o país e possibilitar a todos o acesso à instrução. Quem se encarregou de realizar o projecto reformista foi o Ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, que aspirava à instituição de um ensino estatal e laico. É de especial importância referir que muitas das reformas implantadas pelo estadista foram influenciadas, quer pelo tempo que este passara no estrangeiro, quer pelos novos pensamentos iluministas.

Continuar a ler

Esprits révoltés : Frantz Fanon et Édouard Glissant | in France Culture

Frantz Fanon en 1960 (à gauche) et Édouard Glissant en 1958 (à droite)• Crédits : UPI / INTERCONTINENTALE – AFP

Regards croisés sur la trajectoire, l’engagement et la lutte de deux penseurs de la décolonisation, Frantz Fanon et Édouard Glissant.

Esprits révoltés ! En 1961, Frantz Fanon fait paraître Les Damnés de la terre, aux Éditions François Maspero, avec une préface de Jean-Paul Sartre. Dès les premières mots, nous sommes saisis : “Libération nationale, renaissance nationale, restitution de la nation au peuple, Commonwealth, quelles que soient les rubriques utilisées ou les formules nouvelles introduites, la décolonisation est toujours un phénomène violent.” Les Damnés de la terre, quel ouvrage ! Frantz Fanon meurt peu de temps après la parution. A-t-il imaginé combien son ouvrage allait inspirer, par-delà sa mort, tant de générations ?

Continuar a ler

Pulp Fiction detrás de cámaras escena de baile en Jack Rabbit Slims

La famosa escena de baile en Pulp Fiction, detrás de cámaras donde se puede ver cómo Tarantino dirige a su equipo dentro de esta ya clásica escena del cine moderno. Con John Travolta como Vincent Vega y Uma Thurman como Mia Wallace. Sacada del DVD Collectors Edition de Pulp Fiction.

O DEUS DE ESPINOZA E DE ALBERT EINSTEIN (PT) | LE DIEU DE SPINOZA ET ALBERT EINSTEIN (FR)

O DEUS DE ESPINOZA E DE ALBERT EINSTEIN (PT)

Você sabia que quando Einstein deu uma conferência em várias universidades dos EUA, a pergunta recorrente que os alunos fizeram foi:

– Você acredita em Deus?

E ele sempre respondia:

Eu acredito no Deus de Spinoza.

Quem não leu Spinoza não entendia a resposta. 

Baruch De Spinoza foi um filósofo holandês considerado um dos três grandes racionalistas do século da filosofia, junto com o francês Descartes.

Este é o Deus/Natureza de Spinoza (Dieu sive Natura)

Continuar a ler

À procura do túmulo de Vergílio (Nápoles, Outubro 2021) Frederico Lourenço

Desde que descobri – já não sei como – que existe em Nápoles um lugar tido como o túmulo de Vergílio, não me largou mais a ideia de ir lá prestar homenagem ao deus maior do meu panteão. Graças ao talento organizacional do André, foi possível pôr essa aventura em marcha durante uma curta estadia em Itália. O problema foi perceber onde, em Nápoles, se situava o túmulo, já que toda a investigação que eu tinha feito (com a leitura de artigos eruditos em revistas de filologia clássica) me deixara sempre uma impressão confusa. O túmulo era em Posillipo (a colina nobre de Nápoles onde vivera a aristocracia na época romana – e o próprio Vergílio, muito provavelmente – e onde vivem agora os «calciatori», vedetas do futebol), ou no sopé da colina, em Piedigrotta?

E em qual dos dois parques napolitanos dedicados a Vergílio é que se situaria? No «Parco Virgiliano» ou no «Parco Vergiliano»? (Nunca nos livraremos do problema Vergílio/Virgílio…)

Continuar a ler

Epístola sobre o que celebramos hoje | Todos os Santos. Há festa no Olimpo.

A ideia de a Igreja Católica Romana, através do Papa Bonifácio IV, no século sétimo, de dedicar o Panteão dos deuses romanos a todos os santos do cristianismo, de promover um festival de santos, o que na neolinguagem poderia ser uma Rave de santidade, foi e é, porventura, bem intencionada, mas não deixa de ser desanimadora.

Olhando a história da humanidade, e não só o seu presente, desde há quinze séculos que em vez de esperança, apesar dos esforços e sacrifícios de todos os santos, mártires, virgens, doutores, o que temos é um percurso do homem lobo do homem e predador da natureza. Os santos não conseguiram que o homem ganhasse, se não bondade e virtude, pelo menos juízo.

Este dia de Todos os Santos de 2021 não é diferente dos anteriores e não será, presume-se, diferente dos do futuro. No caso, todos os grandes santos do momento estiveram reunidos na cimeira do G-20 e partiram em voo de Roma para Glasgow, a fim de tratarem das ameaças das alterações climáticas que os santos que estiveram nas anteriores celebrações causaram com a sua ganância e perversidade, explorando recursos até os humanos comuns, os que não obtiveram reconhecimento de santidade, terem decidir se querem desaparecer afogados ou gaseados.

Entretanto, os atuais santos e os seus arcanjos, os que à volta deles surgem nos ecrãs de televisão e nas páginas de jornais gordinhos, a tocar trombetas, já fizeram desaparecer das preocupações as tristes figuras que lhes poderiam entortar a auréola dourada que paira sobre as suas cabeças e borrar as asinhas que os fazem flutuar.

De repente, os santos do momento, através dos seus mágicos manipuladores da realidade, fizeram desparecer as vergonhosas imagens do Afeganistão, por exemplo. Como estarão os homens e mulheres do Afeganistão a celebrar o dia de Todos os Santos? E os migrantes do Mediterrâneo? E os sírios? E os palestinianos? E os hondurenhos e haitianos? Não há, como parece evidente, santos que lhes valham. Nem todos juntos.

Sendo os santos tão historicamente inúteis o que celebramos hoje nos vários templos e púlpitos? Que som sai dos sinos?

Born 1946; retired military, historian Carlos Matos Gomes

Palácio Nacional da Ajuda

Na manhã de 1 de Novembro de 1755, a  Família Real estava na sua Quinta de Belém  quando eclodiu o Terramoto e a residência oficial régia-   Paço da Ribeira foi fortemente atingida.  O rei D. José I ficou em  pânico e recusou-se a  voltar a morar em  edifícios construídos “em pedra e cal”.

 A urgência da construção de um novo Palácio e o facto da Família Real ter sobrevivido ao cataclismo por se encontrar na zona de baixa sismicidade de Belém/Ajuda, justificou a escolha do local: o  alto da colina da Ajuda.

O Palácio, construído em madeira para melhor resistir a abalos sísmicos, ficou conhecido por Paço de Madeira ou Real Barraca.  O novo Paço, habitável desde 1761, veio a ser a residência da Corte durante cerca de três décadas. Em 1794, no reinado de D. Maria I, um incêndio destruiu por completo esta habitação real e grande parte do seu valioso recheio.

Coube a Manuel Caetano de Sousa, Arquitecto das Obras Públicas, a tarefa de projectar um novo palácio de pedra e cal, que foi traçado ainda de acordo com as tendências arquitectónicas do Barroco. Mais tarde a construção passaria por outras intervençoes arquitectónicas.  Para saber mais sobre esta história, basta acessar o link : http://www.pnajuda.imc-ip.pt/…/historia/ContentDetail.aspx

fontes:

texto – Palácio Nacional da Ajuda

imagem  – IMC- Palácio Nacional da Ajuda

Legenda da imagem: Palácio da Ajuda, Portugal, Enrique Casanova, século XIX (2ª metade), Ass.: «CA», Aguarela sobre papel, 20 x 27,5 cm, Aquisição: BTA,1991, Palácio Nacional da Ajuda, inv. 54502

Retirado do Facebook | Mural de Projeto Memória

Carl Perkins, George Harrison, Eric Clapton, Ringo Star | Medley – 9/9/1985 – Capitol Theatre

This clip is historic. Carl Perkins, George Harrison (who snagged/developed Carl’s licks to make his own sound), Eric who played with Carl during a Derek & the Dominos set on the Johnny Cash Show (YouTube it), Dave Edmunds, Ringo, cats from the Stray Cats, & Rosanne Cash.

The joy on their faces says it all! And George in awe, having the time off his life, looking at Carl for Daddy’s approval. And he got it! Thx for the upload!

Carta aos meus filhos sobre Freitas do Amaral (onde se fala do CDS) | por Luís Osório

1.

Sabem o que sou politicamente.

Sou do mesmo lugar onde sempre me encontraram.

Mas sabem também da minha vontade que sejam abertos para o mundo, a vontade que escutem todas as partes, que conheçam as histórias de mulheres e homens que não pensam como eu.

Nestes dias em que se anuncia a morte do CDS gostaria de vos falar de um homem que morreu há dois anos, os mais velhos sabem quem foi, os outros um dia saberão.

Chamava-se Diogo Freitas do Amaral

2.

Foi um vencedor.

Um vencedor que não marcou golos como os gigantes do futebol, um vencedor que perdeu as batalhas políticas mais importantes da sua vida, um vencedor que viveu os últimos anos da sua vida condenado pelas elites políticas e jornalísticas ao estatuto de personagem secundário.

É um interessante paradoxo.

Fundou o CDS. Mas no CDS não gostavam dele. Chegaram a tirar a sua fotografia da sede, Paulo Portas condenou-o ao ostracismo. Como antes condenara Lucas Pires.

Interessante que agora são os mesmos que condenaram Freitas do Amaral ao esquecimento a rasgarem as vestes contra a incrível falta de democracia interna e memória por parte da nova liderança.

Continuar a ler

162 livros essenciais da literatura mundial | por Revista Prosa Verso e Arte

“O mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê.”
Umberto Eco

Não foi fácil escolher, mas aqui está uma lista com 162 grandes títulos da literatura mundial, incluindo obras nacionais e latino-americanas.

A lista apresentada pela Revista Prosa, Verso e Arte tem por objetivo tanto estimular a leitura dos clássicos, como incentivar que os leitores e leitoras produzam suas próprias listas.

1. O Nome da Rosa – Umberto Eco (1980)

2. O Pêndulo de Foucault – Umberto Eco (1988)

3. O Estrangeiro– Albert Camus (1942)

4. A Peste – Albert Camus (1947)

5. Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley (1932)

6. 1984 – George Orwell (1949)

7. A Revolução dos Bichos – George Orwell (1945)

8. Os Irmãos Karamázov – Fiódor Dostoiévski (1880)

9. Crime e Castigo – Fiódor Dostoiévski (1866)

Continuar a ler

TARRAFAL – o Campo da Morte Lenta (85.º aniversário) Texto atualizado | por Carlos Esperança

Há 85 anos, 29 de outubro de 1936, degredados, chegaram ao Campo de Concentração do Tarrafal 152 presos políticos. Nesse dia, com a chegada dos primeiros prisioneiros, começou a funcionar o presídio onde era mais doce a morte do que o Inferno da vida que os torturadores lhes reservavam.

Tinham sido 11 dias de viagem, de Lisboa ao Tarrafal, para a primeira leva de vítimas, grevistas do 18 de janeiro de 1934, na Marinha Grande, e alguns dos marinheiros que participaram na Revolta dos Marinheiros de 8 de setembro desse ano.

O Tarrafal foi demasiado grande no campo da infâmia e do sofrimento para caber num museu. Salazar teve aí, no degredo da ilha de Santiago, Cabo Verde, o seu Auschwitz, à sua dimensão paroquial, ao seu jeito de tartufo e de fascista.

Ali morreram 37 presos políticos desterrados, na «frigideira» ou privados de assistência médica, água, alimentos, e elementares direitos humanos, alvos de sevícias, exumados e trasladados depois do 25 de Abril.

Continuar a ler

Edgar Morin: “Estamos caminhando como sonâmbulos em direção à catástrofe”

Traduzido do site TerraEco

O que fazer neste período de crise aguda? Indignar-se, certamente. Mas, acima
de tudo, aja. Aos 98 anos, o filósofo e sociólogo nos convida a resistir ao
ditame da urgência. Para ele, a esperança está próxima.

Por que a velocidade está tão arraigada no funcionamento de nossa
sociedade?

A velocidade faz parte do grande mito do progresso que anima a civilização
ocidental desde os séculos 18 e 19. A idéia subjacente é que agradecemos a
ela por um futuro cada vez melhor. Quanto mais rápido formos em direção a
esse futuro, melhor, é claro.

É neste contexto que as comunicações, econômicas e sociais, e todos os tipos
de técnicas que possibilitaram a criação de transporte rápido se multiplicaram.
Penso em particular no motor a vapor, que não foi inventado por razões de
velocidade, mas em servir a indústria ferroviária, que se tornou cada vez mais
rápida.

Tudo isso é correlativo por causa da multiplicação de atividades e torna as
pessoas cada vez mais com pressa. Estamos numa época em que a
cronologia se impõe.

Continuar a ler

32 ème anniversaire de la disparition de Kateb Yacine | Souâd Kedri

Romancier visionnaire et homme de théâtre “témoin de son temps”… Que penserait Kateb Yacine de l’Algérie d’AUJOURD’HUI ?

Je vous propose de lire un extrait du Dialogue avec Jean-Marie Serreau, dans Le Poète comme un boxeur (Seuil, 1994) :

« Le vrai poète, même dans un courant progressiste, doit manifester des désaccords. S’il ne s’exprime pas pleinement, il étouffe. Telle est sa fonction. Il fait sa révolution à l’intérieur de la révolution ; il est, au sein de la perturbation, l’éternel perturbateur. Son drame, c’est d’être mis au service d’une lutte révolutionnaire, lui qui ne peut ni ne doit composer avec les apparences du jour. Le poète, c’est la révolution à l’état nu, le mouvement même de la vie dans une incessante explosion. »

Repose en paix !

Photo du net

O chumbo do OE-2022 – Até aqui cheguei… Carlos Esperança

Hesitei entre o título «J’accuse…», do artigo de Émile Zola na sequência do caso Dreyfus e o desabafo de José Saramago perante a prisão política de mais um intelectual por um regime que defendia. Optei pelo segundo, mais de acordo com a revolta sentida com o chumbo do OE-2022, no rescaldo da maior crise económica, financeira, social e sanitária de um século, e cujo desfecho é ainda imprevisível.

Não me senti desiludido. A desilusão é o argumento romântico que os trânsfugas usam para justificar uma deserção. Eu não desertei nem mudei de campo. Sinto revolta pelo desfecho da votação e uma enorme solidariedade por António Costa, que arrostou com o azedume e a chantagem de Cavaco Silva para provar que a direita não tem o alvará para decidir a dimensão do Arco do Poder, tal como nenhum partido de Esquerda o tem para rotular quem é ou não de esquerda e, muito menos, quem é democrata.

A decisão feriu interesses dos mais necessitados, do país, dos autarcas, e o bom senso. Um orçamento que podia ainda ser melhorado em fase da especialidade, mesmo pelos que julgam que todos os limites são possíveis, do endividamento ao défice, da utopia ao aventureirismo, podiam ainda obter ganhos. Preferiram chumbar, sem apelo, o OE.

Continuar a ler

Poema escrito por Mário Soares a Maria Barroso, em 1962, quando se encontrava detido na prisão do Aljube.

Para ti

Meu amor

Levanto a voz

No silêncio

Desta solidão em que me encontro

Sei que gostas de ouvir

A minha voz

Feita de palavras ternas e doces

Que invento para ti

Nos momentos calmos

Em que estamos sós

Sei que me ouves

Agora…

… uma vez mais

Apesar da distância

E do silêncio

Opera esse milagre

Simples

Como tudo o que é natural.

[Na fotografia: Mário Soares e Maria Barroso em 1958]

ANÁLISE DA PINTURA GUERNICA | PABLO PICASSO | por Roseli Paulino | @arteeartistas

Considerada uma das mais importantes obras produzidas no século XX, Guernica, de Pablo Picasso, não é somente uma pintura; é um documento histórico. Em determinado momento ela fala sobre si e nesse momento podemos identificar traços de uma época distante, analisar aspectos políticos, culturais e sociais de um período conturbado.

– Qual a mensagem que o pintor quis passar??? Ele foi definitivo em seu poema onde relata os horrores que retratou nessa tela:

“Gritos das crianças, gritos das mulheres, gritos dos pássaros, gritos das flores, gritos das camas, gritos das árvores e pedras, gritos dos tijolos, dos móveis, dos carros, das cadeiras, dos cortinados, das panelas, dos gatos e do papel, gritos dos cheiros, que se propagam um após o outro, gritos do fumo, que pica nos ombros, gritos que cozem na grande cadeira, e da chuva de pássaros que inundam o ar.”

No início de 1937, em plena Guerra Civil espanhola, o mestre do cubismo Pablo Picasso, recebeu como encomenda do governo republicano de Madri um afresco destinado ao Pavilhão Espanhol na Exposição Internacional, celebrada naquele ano em Paris. Mas Picasso, em suas próprias palavras, atravessava “a pior época” de sua vida no campo pessoal e artístico. No fim de abril, quando ocorreu o bombardeio de Guernica , o artista estava sem inspiração, até ficar sabendo do ocorrido.

Toda expressão artística está profundamente ligada à História. Na tela, o artista deposita toda sua consternação. A obra, ainda atual, está presente na memória da humanidade.

Continuar a ler

É possível mensurar a informação armazenada no universo? Para este físico, sim! | Melvin Vopson

O universo é muito estranho, se pararmos para pensar em alguns dos princípios mais fundamentais da física, como a incerteza do estado das partículas até as observarmos, ou a gravidade ser uma distorção no espaço-tempo. Por isso, não surpreende que algumas hipóteses “malucas” publicadas pelos cientistas faça um certo sentido. E a nova ideia de que a informação é o quinto estado da matéria é um desses casos.

Um físico chamado Melvin Vopson, da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, decidiu quantificar a informação estimando quanta informação é armazenada em uma única partícula elementar, como um elétron, e multiplicando o resultado na quantidade estimada de partículas no universo observável — só de alguém pensar em fazer algo assim já é impressionante, ainda mais levando a ideia adiante.

Continuar a ler

Parles moi d’amour… | Hanane Trinel

Une amie m’a dit ce soir, je te donne un royaume pour une jolie histoire ! J’ai envie d’amour, j’ai envie de sexe, j’ai envie de bonheur.

Ma vocation serait donc donner du bonheur ?! Pourquoi pas.

Et là, la troisième se fâche.

 Paler de sexe ne choque plus personne ?! Mais nous marchons sur la tête !

Et alors ? Il en faut de peu pour que certains partagent la même couche. Et ce n’est pas les sites de rencontres qui vont me contredire, il faut bien que le corps exulte chantait déjà le grand Jacques , il y’a près d’un demi-siècle.

Oui mais parler de sexe, parler d’amour,  exposer la chose au grand jour, vraiment, ça ne se fait pas ! Et puis, nous  devons réserver ces mots à l’unique, le seul !

Les hommes le font bien eux ! Ils chantent, peingnent, écrivent bien leurs fantasmes, leurs désirs, l’amour selon eux !

Mais les hommes ont toujours préféré ces femmes-là Hanane !

Continuar a ler

Escritora moçambicana Paulina Chiziane vence Prémio Camões | in SIC Notícias

A escritora moçambicana Paulina Chiziane é a vencedora do Prémio Camões 2021, numa escolha feita por unanimidade, anunciou esta quarta-feira a ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca.

“No seguimento da reunião do júri da 33.ª edição do Prémio Camões, que decorreu no dia 20 de outubro, a ministra da Cultura anuncia que o Prémio Camões 2021 foi atribuído à escritora moçambicana Paulina Chiziane”, lê-se na nota informativa hoje divulgada.

“O júri decidiu por unanimidade atribuir o Prémio à escritora moçambicana Paulina Chiziane, destacando a sua vasta produção e receção crítica, bem como o reconhecimento académico e institucional da sua obra. O júri referiu também a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana. O júri sublinhou o seu trabalho recente de aproximação aos jovens, nomeadamente na construção de pontes entre a literatura e outras artes.

O júri referiu também a importância que dedica nos seus livros aos problemas da mulher moçambicana e africana. O júri sublinhou o seu trabalho recente de aproximação aos jovens, nomeadamente na construção de pontes entre a literatura e outras artes.

Continuar a ler

GONÇALO M. TAVARES NAS MASTERCLASSES COGITO

Um dos mais importantes escritores portugueses vem, mais uma vez, ao COGITO para falar sobre o futuro da arte e o humanismo tecnológico – o tema central da nossa programação deste ano.

Pode asssitir ao vivo no Palácio Flor da Murta, com inscrição em INSCRICOES@COGITO.PT.E pode assistir online na página de Facebook do COGITO https://www.facebook.com/ideiasquetransformamoeiras

A pedido do nosso convidado, que valoriza o contacto humano, a transmissão online não será integral, pelo que recomendamos a participação ao vivo.

Não é todos os dias que lidamos com um candidato ao Prémio Nobel da Literatura.

Vergílio ou Virgílio? | Frederico Lourenço

Não havendo a mínima dúvida de que o autor das «Bucólicas», das «Geórgicas» e da «Eneida» se chamava PVBLIVS VERGILIVS MARO – portanto, em português, Vergílio – porque é que as pessoas preferiram, durante toda a Idade Média e até praticamente aos dias de hoje, chamar-lhe Virgílio?

Antes de entrar nesta floresta de controvérsia, começo por uma declaração de simpatia subjectiva para com o nome «Virgílio». Acho um nome lindo, escrito assim com «i» na primeira sílaba, e envio daqui um cumprimento cordial a qualquer Virgílio (em Portugal ou no Brasil) que esteja a ler este texto. E, quanto ao poeta romano, quem sabe se ele até não gostaria de ver esta versão do seu nome? Eu não me importaria nada de ser «Friderico» em vez de «Frederico».

Objectivamente, porém, o nome latino é VERGILIVS. Verificamos isso em inscrições do período republicano e ainda do início do período imperial. Os preciosos manuscritos do século V (hoje em Florença e no Vaticano), que são os testemunhos mais antigos da obra do nosso poeta, grafam o nome, sem lugar para dúvida, como VERGILIVS, não só nos títulos das obras, como no famoso verso das «Geórgicas», que é a única passagem em que o poeta nos diz o seu nome e a sua residência: «naquele tempo me alimentava – a mim, Vergílio – a doce / Nápoles…» (Geórgicas 4.563-4; em latim, «illo Vergilium me tempore dulcis alebat / Parthenope…»).

Como surgiu, então, a forma Virgílio? E porquê?

Continuar a ler

Um inventário dos poetas católicos do Brasil | Os Fios da Escrita – ensaios literários | Adalberto de Queiroz

     Adelto Gonçalves (*)

                                                           I

            Um excepcional inventário sobre a produção dos principais poetas católicos do Brasil é o que o leitor irá encontrar em Os Fios da Escrita – ensaios literários (Itabuna-BA: Editora Mondrongo, 2020), de Adalberto de Queiroz, poeta, jornalista e ensaísta, que foi empresário no ramo de Tecnologia da Informação por 26 anos. É reparada assim uma injustiça, pois a poesia escrita por poetas católicos brasileiros, que tanta repercussão teve nos anos de 1930 a 1960, nas últimas décadas, havia sido, praticamente, excluída do alvo da crítica, ainda que continue a ser apreciada por alguns poucos jovens leitores.

            Para Queiroz, há um “quarteto sagrado” da poesia feita por católicos no Brasil do século XX: Jorge de Lima (1893-1953), Murilo Mendes (1901-1975), Tasso da Silveira (1895-1968) e Augusto Frederico Schmidt (1906-1965). A esse grupo, porém, o ensaísta acrescenta Cecília Meireles (1901-1964), Manuel Bandeira (1886-1968) e Lúcio Cardoso (1912-1968). Desses, reconhece, apenas o paranaense Tasso da Silveira é menos conhecido, sendo mais estudado nos círculos acadêmicos de letras de Curitiba e do Rio de Janeiro, onde foi professor.

Continuar a ler

«Bucólicas» de Vergílio | Frederico Lourenço

Saiu hoje a minha edição das «Bucólicas» de Vergílio. É difícil encontrar palavras para dizer quanto estou grato pelo cuidado esmerado com que o livro foi concebido por Francisco José Viegas: a vinheta inspirada num desenho de Nicolas Poussin; a reprodução no interior do livro da deslumbrante Cena Campestre de Claude Lorrain (esse quadro mítico). Um enorme obrigado a toda a equipa da Quetzal que produziu este livro.

Agradeço, acima de tudo, o privilégio de vos dar a ler (pelos meus olhos – isto é, pelo resultado das minhas muitas leituras e reflexões) estes poemas sublimes.

Não são poemas ingénuos acerca de pastores. Estes textos tratam, em linguagem codificada, das maiores questões da vida humana, desde a política, à religião e ao sexo. Tratam do lugar e do poder da arte nas nossas vidas. Tratam da natureza e da necessidade de a respeitarmos – em vez de a rapinarmos.

Tratam da dor incurável do amor sem solução, mas tratam também do mistério da esperança; e da possibilidade de sermos felizes, na Terra, se o quisermos.

Como novidade absoluta na poesia latina, estes poemas olham de frente para a polarização na vida política e para os efeitos que daí advêm para vítimas inocentes.

São poemas de há 2000 anos, mas são poemas que nos falam hoje, das questões de hoje, das emoções e dos problemas que todos nós sentimos.

E como se tudo isso não fosse suficiente para partirmos à descoberta dos mistérios das «Bucólicas» vergilianas, há ainda o factor da sua musicalidade inultrapassável em latim. Na verdade: nunca se escreveu poesia auditivamente tão bela. Um milagre.

Histórias da História de Portugal | Mário Faria | 5 Outubro 1143

Via Celestino Gomes e Carlos Fino

A fundação ou a independência do Reino de Portugal não foi um acto circunstancial isolado. Foi um processo constituído por vários actores e acontecimentos, e não deveria ser atribuído a nenhum em específico.

O uso do título e a designação de Rei (Reino) de Portugal é muito anterior a D.Afonso Henriques.

O primeiro monarca a utilizá-lo foi Garcia II, Rei de Portugal e da Galiza, ainda que por um curtíssimo período, no ano de 1071:

H. R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE

Continuar a ler

Imagine | John Lennon

Imagine there’s no heaven
It’s easy if you try
No hell below us
Above us only sky
Imagine all the people living for todayImagine there’s no countries
It isn’t hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too
Imagine all the people living life in peace, youYou may say I’m a dreamer
But I’m not the only one
I hope some day you’ll join us
And the world will be as oneImagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or …

Pablo Picasso | Mulher sentada na poltrona vermelha

Pablo Picasso (25 de outubro de 1881 – 8 de abril de 1973) foi um pintor espanhol que passou grande parte de sua vida na França. Considerado um dos maiores gênios e grandes inovadores da arte no século 20, ele causou um grande impacto com o seu estilo cubista, que se tornou referência para artistas posteriores, e objeto de estudo de acadêmicos e intelectuais. Pintor desde a juventude, Picasso experimentou muitos estilos, de acordo com as várias teorias que estudou, mas é especialmente lembrado como o cofundador do cubismo.

Esta obra foi feita em 1937, no período mais prolífico do artista e é considerado um dos seus trabalhos mais importantes. Os tons de vermelho se defrontam com os de verde, o que dão ao quadro um senso de animação, típico de seus traços. Nesta época, Picasso já estava incrivelmente famoso, e o seu amor pela mulher foi representado com muita inspiração e vigor.

Laudate Dominum | Bel Canto Choir Vilnius

“Laudate Dominum” (Wolfgang Amadeus Mozart). Performed Live by Bel Canto Choir Vilnius, featuring soloist Lina Dambrauskaite and Raminta Gocentiene on the piano. Live from the Bel Canto Choir Vilnius concert, entitled “An Evening With Bel Canto” at St. Catherine Church in Vilnius on November 6, 2010.

Katharine Hepburn, en sus propias palabras. O Humanismo, essa atitude bela!

“Una vez, cuando era adolescente, mi padre y yo estábamos haciendo fila para comprar entradas para el circo. Finalmente, solo había otra familia entre nosotros y el mostrador de entradas.

Esta familia me causó una gran impresión.

Había ocho niños, todos ellos menores de 12 años. De la forma en que estaban vestidos se podía decir que no tenían mucho dinero, pero su ropa era limpia, muy limpia. Los niños eran muy bien educados, todos ellos parados en la fila, de dos en dos detrás de sus padres, tomados de las manos.

Estaban emocionados por los payasos, los animales y todos los actos que verían esa noche.

Por su emoción, podías percibir que nunca antes habían estado en un circo. Sería un punto culminante en sus vidas.

El padre y la madre estaban a la cabeza de la manada de pie, orgullosos como podría ser. La madre estaba sosteniendo la mano de su marido, mirándolo como si dijera: ‘Eres mi caballero en armadura brillante’.

El estaba sonriendo y disfrutando viendo a su familia feliz.

Continuar a ler

Clauder Arcanjo: tributo à mulher nordestina | por Adelto Gonçalves

                                               I

            Mulheres fantásticas (Mossoró: Sarau das Letras Editora; Fortaleza: Edições Poetaria, 2019), reunião de dezoito pequenos contos, do cronista, romancista, crítico literário e contista Clauder Arcanjo (1963), que constitui um tributo ao realismo fantástico tão presente nas histórias do Nordeste brasileiro, na definição do próprio autor, tem como figura central a mulher e suas habilidades únicas, que tanto intrigam os homens, que, muitas vezes, buscam em vão explicações para o seu comportamento. Não foi para tentar encontrar essas respostas que o Clauder Arcanjo escreveu estes contos, mas, principalmente, para realçar estes mistérios.

            Para tanto, tratou de imaginá-las como elementos da natureza, objetos e até animais, como galinha, sapo, abelha, mas sem cair no tratamento chulo das palavras, ou ainda forças naturais, como ventania, maré e nuvem, ou sentimentos, como saudade, mostrando com leveza e bom humor os dramas que ocorrem no relacionamento entre homens e mulheres. Na visão do autor, os homens se mostram frágeis e incapazes de compreender a sensibilidade delas.

Continuar a ler

Cette expérience valide la théorie de la relativité d’Einstein

En 2019, l’observation du trou noir supermassif situé au centre de notre galaxie permet de tester une nouvelle fois la théorie de la relativité générale publiée en 1915.

Que se passe-t-il lorsqu’une étoile passe près d’un trou noir supermassif ? Elle offre aux astronomes l’opportunité de tester les théories d’Einstein.

En observant le comportement d’une étoile tournant autour du trou noir situé au centre de notre galaxie, les scientifiques ont confirmé que le champ gravitationnel intense de ce mystérieux objet cosmique avait un effet sur la lumière stellaire, retardant considérablement le voyage dans l’espace de ses visiteurs. Cette observation est le meilleur moyen de tester une prédiction clef de la théorie de la relativité générale d’Einstein, qui suggère que la lumière perd de l’énergie lorsqu’elle a du mal à se déplacer à travers un champ gravitationnel extrême.

https://www.nationalgeographic.fr/espace/2019/07/une-nouvelle-experience-valide-la-theorie-de-la-relativite-deinstein?fbclid=IwAR2TFJfnqynJTl41SW2g5ZZoxvnxNgGnJRsMba4BeHa5wo-B3N5xaHWuO3w

Gabriel Nascente: poesia e pesadelo epidêmico | por Adelto Gonçalves                                                                     

                                               I                                            

Tirar poesia do horror – foi a essa ingente tarefa que se atirou o experimentado poeta goiano Gabriel Nascente (1950) para produzir o alentado A Ópera dos Ausentes – pesadelo epidêmico: poema-reportagem (Goiânia, edição do autor, 687 páginas), provavelmente a primeira obra poética de vulto inspirada pela pandemia do coronavírus (covid-19), que desde o final de 2019, quando apareceu na cidade de Wuhan, na China, tem trazido dor e pânico em todo o planeta.

Logo no pórtico, o poeta diz que este longo poema foi “construído com a iluminação das trevas”, ao som “horripilante das ambulâncias despedaçando a inocência das madrugadas”. E tão assoberbado se sentiu diante do tema e da ameaça de morte que ronda todos nós que tratou de propor um novo gênero literário, o poema-reportagem, pois só assim se sentiria capaz de narrar essa tragédia universal, “sob o impacto das mais dolorosas emoções e sofrimentos, causados pelo assombroso vírus”.

 Como observa no prefácio intitulado “A cerimônia das trevas”, que escreveu para a sua própria obra, Gabriel Nascente diz que a questão central do poema “foi trazer para dentro do texto as sombrias impressões de uma realidade (cruelmente mortífera)”, que roubou a vida de mais de cinco milhões de seres humanos em todo o mundo e continua desvairada em sua sanha assassina. E confessa que o fez “arrastado pelas correntes do choque”, pois, do contrário, “estaria mastigando a solidão das paredes. Ou uivando como um louco entre as grades de um hospício”.

Continuar a ler

DIVULGAÇÃO | Fernando Venâncio

Será realmente, como me parece, o mais belo livro de não-ficção que já li? Gosto de pensá-lo. Que a Ciência tenha exigido tanto brilho mental, tanta sorte também, mas igualmente tantos empecilhos, tantas rivalidades, tantos desenganos, eis o que eu ignorava.

Ann Druyan, mulher e sucessora do grande Carl Sagan, muniu-se duma equipa de excelência, e produziu uma nova série televisiva (que não vi, porque a vida não é só astrofísica…) e um livro que a acompanhava. Este. São horas de delícia, de surpresa, de deslumbramento. Isto, tudo isto que nos cerca, é muito, mas muito, fascinante.

Retirado do Facebook | Mural de Fernando Venâncio

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS | MINDE VAI MUDAR

Identificamos algumas situações e obras onde pretendemos intervir, e conjugamos as mesmas com projetos em curso pela CM de Alcanena. E o certo é que Minde vai mudar.

Não prometemos o que não depende de nós, mas garantimos que iremos desenvolver todos os esforços para que tal seja possível.

O combate á desertificação começa por tornar Minde numa freguesia atrativa e acolhedora, e essa será a n/ missão nos próximos 4 anos. Minde merece mais e mais, e nós iremos fazer por isso!!

Dia 23 Set (5ªfeira) pelas 20h no Cine-Teatro em Minde, convidamos a população a vir conhecer todas as n/ ideias e propostas.

JUNTOS IREMOS CONSEGUIR!!!

António Santarém 2021 | Candidato à Junta de Freguesia de Minde

Esta minha apresentação é um gesto de cortesia e consideração para com todos e cada um de vós.
Quero dizer-vos directa e pessoalmente que sou candidato a Presidente da Junta de Freguesia de Minde.
Apenas movido pelo interesse comum da nossa terra e freguesia, do seu desenvolvimento e progresso, na linha da melhor herança de trabalho e querer dos nossos antepassados.
Conhecem-me bem. Sabem qual tem sido o meu percurso de vida, sempre próximo e solidário com a população de Minde e de toda a Freguesia, Covão do Coelho e Vale Alto. Tenho estado sempre disponível para ajudar, fazer e participar com todos os movimentos e associações da nossa terra e Freguesia.

Olhem mais para as pessoas do que para os partidos. Para as pessoas da vossa confiança, que conhecem bem. Para as pessoas que amam a terra e Freguesia onde residem e querem mais harmonia entre todos os órgãos autárquicos – Câmara e Assembleia Municipal – de modo a que o novo futuro seja maior e melhor para todos.

Bem hajam pela vossa atenção.

António Santarém

‘Quadrigrafias’: a poesia do efêmero | por Adelto Gonçalves

                                                                          I

       O leitor compra um livro e leva quatro boas obras de poesia. É esta a proposta de Quadrigrafias, fruto de um projeto criado e incentivado pelo escritor e diplomata Márcio Catunda, desde 2003, que consiste na edição de livros de livros. Quadrigrafias reúne quatro obras independentes entre si: Elaine Pauvolid comparece com Silêncio-Espaço, Márcio Catunda com Dias Insólitos, Tanussi Cardoso traz Dos Significados e Ricardo Alfaya, Álbum sem Família.

            O título é alusivo aos quatro autores, suas escritas, suas visões e suas visualidades, já que a palavra grafias tanto sugere a escrita quanto as artes visuais, modalidades que cada vez andam mais próximas. Essa é a terceira coletânea de livros individuais em que os quatro autores estão juntos. As anteriores foram Rios (Rio de Janeiro, Ibis Libris, 2003), e Vertentes (Rio de Janeiro, Editora Five Star, 2009).

Continuar a ler

O que vestir na escola? E no trabalho? | Carlos Matos Gomes

A escola do Agrupamento de Escolas Cardoso Lopes, na Amadora, tinha afixado à sua porta um cartaz a mostrar o que os alunos podiam ou não vestir, um código de vestuário para frequentar um estabelecimento de ensino público.

O ensino público inclui dois pontos nucleares que a sociedade, através do Estado, entende serem essenciais para a vida em comum e, por isso, decidiu afetar-lhe vastos recursos públicos: saber de humanidades e ciências que se possam traduzir em criação de riqueza e bem estar e uma integração social que proporcione uma harmoniosa vida em comum, isto dentro do princípio de que uma sociedade é mais que um agregado caótico de individualidades. Eram proibidas tops cai-cai — uma peça de pano usada por mulheres que circunda as mamas e deixa o umbigo à vista — calções curtos, calças largas ou descaídas, segundo a moda originária das prisões americanas para os presidiários anunciarem a disposição para relações sexuais (segundo informação da internet).

No regulamento interno da escola existia também uma regra que determinava que o vestuário não podia “expor partes do corpo, que possam atentar contra o pudor público”.

Continuar a ler

AUKUS: UM ACORDO PARA ACORDAR A UNIÃO EUROPEIA | Paulo Sande

Não podia vir mais a propósito.

Três países – EUA, Reino Unido e Austrália, aliados antigos, um dia depois de Ursula von der Leyen ter feito o seu discurso da União e apelado à Europa da Defesa, anunciaram um acordo de segurança que é, na opinião de muitos especialistas de segurança, o maior desde a 2ª guerra mundial.

O AU – (u)K – US (AUKUS) formaliza a cooperação de defesa entre estes países na região do Indo-Pacífico e foca-se na capacidade militar, com dimensões como a cibernética, tecnologias quânticas, inteligência artificial. E depois (ou antes) há os submarinos.

1. SUBMARINO AO FUNDO

A compra de submarinos nucleares pela Austrália, o investimento mais caro de todo o acordo, criou um incidente diplomático com a França. Não admira, pois fica em causa o contrato (de 2016) de venda de 12 submarinos convencionais por parte da França à Austrália que, com este acordo, compra submarinos nucleares aos EUA (que pela 2ª vez apenas partilham a sua tecnologia submarina), tornando-se o 7º país do mundo a tê-los.

Continuar a ler