“Como herdeira aparente e depois rainha, Elizabeth talvez não estivesse a par de todos os detalhes sórdidos das operações realizadas para preservar seu império após o fim da Segunda Guerra Mundial e durante a década de 1960.
Isso inclui contra-insurreições brutais no que hoje são Malásia, Iémen, Chipre e Quênia – onde dezenas de milhares de pessoas foram detidas e torturadas pelas autoridades coloniais enquanto tentavam reprimir o movimento anticolonial Mau Mau.
Esses crimes só tardiamente levaram a um acerto de contas na Grã-Bretanha, com o governo pagando indenizações a algumas vítimas de suas políticas coloniais, enquanto ativistas pressionam pela remoção de estátuas e pela revisão dos currículos escolares que glorificam o império britânico.
Elizabeth se apresentou como a feliz administradora da Commonwealth, agora um bloco de 56 países independentes que todos, em algum momento, foram governados pela coroa britânica. Mas sua história dificilmente era benigna.
I Livro já considerado clássico da Literatura Brasileira, À beira do corpo (São Paulo: Casarão do Verbo/Bookeirão, 2018), do poeta e ficcionista Walmir Ayala (1933-1991), publicado pela primeira vez em 1964, ganha a sua 13ª edição e merece ser conhecido pelas novas gerações. Maior sucesso literário do autor, trata-se de um romance singular, pois, embora considerado ficção, parte de uma tragédia ocorrida na própria vida do autor, que o inspirou a buscar explicação para um incomensurável desatino. Ou seja, Ayala, quando tinha apenas quatro anos, viu a mãe e seu amante serem assassinados a tiros pelo pai. E, como observa o romancista, roteirista e jornalista Eliezer Moreira (1956), no texto de apresentação da obra, procurou recriar “poeticamente a experiência traumática da infância com uma coragem e autenticidade raras, numa espécie de catarse ou purgação”. Um dos escritores brasileiros mais premiados de sua geração, nos vários gêneros literários a que se dedicou, Ayala, inspirado em Machado de Assis (1839-1908) e o seu Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), coloca um “verme” a contar a história do fatídico triângulo amoroso. E que começa por mostrar Bianca, uma jovem de 17 anos, “de uma beleza cobiçada em toda a redondeza”, filha do velho Piero, proprietário de uma chácara de pêssegos, que começa a se preparar para as bodas com um moço pobre da vizinhança, Vicente, dono de uma ferraria.
Após o bombardeamento do Serviço Nacional de Saúde, com cessar-fogo após a demissão da ministra, numa aberta no dilúvio sobre a Ucrânia, a opinião pública portuguesa foi convocada nos últimos dias para dois acontecimentos significativos do estado em que vivemos: a substituição do primeiro-ministro do Reino Unido e a celebração dos 200 anos do Brasil.
Um cidadão de mediana cultura e interesse pelo que se passa à sua volta perguntaria, com razão, porque diabo me enchem o telejornal com as peripécias da mudança de inquilino da casa do chefe de governo inglês e da celebração dos 200 anos da independência da antiga colónia do Brasil? À primeira vista nada. A Inglaterra é hoje um anexo dos Estados Unidos, o estado vassalo por excelência na Europa; e o Brasil é hoje um enorme Estado com contradições internas — étnicas e sociais — que o inibem de ser uma potência dominante no grande espaço do Atlântico Sul. Esta redução a cinzas dos dois impérios que ampararam Portugal determina o seu (nosso) presente. Pela primeira vez na história Portugal está sem um anteparo, sem um tutor. A União Europeia esvaiu-se e dela restam cinzas.
0:00-Teresa Berganza-Le nozze di Figaro, K. 492, Act 2:”Voi che sapete” 2:50-Heather Harper -Le nozze di Figaro, K. 492, Act 2:”Porgi, amor” 7:08-Thomas Allen-Don Giovanni, K. 527, Act 2:”Deh vieni all finestra”
Just finished today… I was reading the end by the pool… I had to work hard not to cry… had a big difficulty to gulp… fiction or not, it made me think of all the misery and pain humanity has been working through anywhere at any time. Cheers to those who have felt like tom joad…
Estamos tão idiotizados que discutimos os tostões da esmola e não quem nos colocou na condição de pedintes, se foram idiotas, ou traidores.
Na minha vida solicitaram-me várias vezes um FIR (First Impression Report), um relatório de primeiras impressões. O meu FIR (não o meu feeling) após ouvir a conferência do primeiro-ministro a anunciar medidas extraordinárias de apoio à crise que já vivemos e que se vai agravar foi lembrar-me de uma obra clássica da literatura russa (tinha de ser), «O Idiota», de Dostoievsky.
Não, o idiota não é António Costa. O Idiota é quem nos meteu nesta camisa de onze varas de empobrecimento, miséria que necessita de uma esmola nacional e transeuropeia para ser suportável. De repente os europeus estamos todos a esmolar, de Portugal à Polónia, à Hungria, aos países bálticos, todas de mão estendida para receber uma esmola maior ou menor.
E ninguém se questiona quem foi o Idiota que nos colocou nesta situação?
O enredo do romance de Dostoievski gira em torno do príncipe Míchkin, criado longe da Rússia devido a epilepsia que após longa permanência na Suíça decide regressar à aos seus domínios, sem a menor ideia do que o aguarda. O príncipe é atirado para situações sobre as quais pouco entende e nas quais as suas supostas qualidades, ou idiotia, causam mais tumulto do que solução. Em diversas passagens da história, a ingenuidade do príncipe roça a estupidez crassa e espanta o leitor, como quando escuta com paciência inacreditável as mentiras do velho general Ívolguin, que jura ter sido pajem de Napoleão; ou quando é acusado por um grupo de jovens liderado por um moribundo de dever metade de sua fortuna a um filho ilegítimo. As referências de Dostoievski para a construção do protagonista foram duas figuras que ultrapassam os limites do senso comum: Dom Quixote e Jesus Cristo.
O Idiota, neste caso, no caso que deu origem às nossas esmolas, é uma figura dúplice, como Janus: a NATO e a UE.
Devemos a estas duas entidades, que podiam ser o idiota do príncipe Míchkin, estarmos hoje a discutir a esmola dos governos. Mas ninguém na Europa, ao anunciar o estado de pedincha em que os cidadãos foram colocados, falou nos idiotas que nos colocaram nesta situação de indignidade.
Estamos tão idiotizados que discutimos os tostões da esmola e não quem nos colocou na condição de pedintes, se foram idiotas, ou traidores.
A FUNDEC vai realizar uma acção de formação com o tema “Avaliação e Reforço de Edifícios Existentes de Betão Armado” nos dias 14, 15, 16 e 17 de Setembro, das 9h00 às 18h00, em formato híbrido (presencial no IST e online via Zoom).
Esta acção tem como objectivo transmitir a formação necessária para a avaliação e reforço de edifícios existentes de betão armado tendo em conta o novo enquadramento regulamentar nacional e europeu. Para além dos fundamentos teóricos, a formação terá uma componente prática que envolverá a modelação e análise em regime não-linear de um edifício de betão armado, a avaliação da segurança sísmica da estrutura assim como a definição de intervenções de reforço.
A acção de formação encontra-se estruturada em 2 Módulos:
Módulo 1 – Avaliação Sísmica Data/hora: 14 e 15 de Setembro, das 9h00 às 18h00 Custo: 400€ + IVA 23% (492€) – Online Programa e inscrições: aqui
Módulo 2 – Reforço Sísmico Data/hora: 16 e 17 de Setembro, das 9h00 às 18h00 Custo: 400€ + IVA 23% (492€) – Online Programa e inscrições: aqui
Para Medvedev, a Alemanha é “um país hostil”, que “impôs sanções contra toda a economia da Rússia e seus cidadãos” e que “fornece armas letais à Ucrânia”.
“Noutras palavras, a Alemanha declarou uma guerra híbrida à Rússia. Consequentemente, a Alemanha atua como inimigo da Rússia”,
A propósito, para quando a paz, para quando a amizade entre os povos da Europa e do Mundo?
Estudio anatómico del mismísimo Lucifer, que fue durante un tiempo la mano derecha de Dios. Inteligentísimo y muy hermoso, el ángel tenía un pequeño defecto: la soberbia. Un día tuvo la desastrosa idea de rebelarse contra su creador al creerse igual que él, y la cosa no acabó nada bien.
i Cómo has caído de los cielos, Lucero, hijo de la Aurora ! i Has Sido abatido a la tierra dominador de naciones ! Tú que dijiste en tu corazón: Al cielo subiré, por encima de las estrellas de Dios alzaré mi trono, y me sentaré en el Monte de la Reunión en el extremo Norte. Subiré a las alturas del nublado, y seré como el Altísimo.
A Última Fronteira é um título apelativo para transmitir a ideia de objetivo final de um longo processo de conquista. O título foi usado, por exemplo, num western de 1940, realizado por William Wyler, a propósito da conquista do Oeste pelos europeus; foi o título de um drama romântico realizado por Sean Penn (2016), de relações sentimentais e de limites de consciência, num ambiente africano; foi o título de um conjunto de produtos multimédia da Twentieth Century Fox Film Corporation — Planeta dos Macacos: A Última Fronteira — uma aventura sobre conquista, traição e sobrevivência. Quando os destinos de uma tribo de macacos e um grupo de sobreviventes humanos se cruzam, os seus mundos colidem e as suas vidas são postas em risco. Estão publicados inúmeros livros com o mesmo título, sempre remetendo para um ponto final numa grande ação.
A Ucrânia cabe na definição de Última Fronteira para a estratégia dos EUA após o final da URSS, conduzida por Gorbatchev, que morreu há dias. Essa estratégia foi e é clara: Fazer avançar a fronteira dos EUA (através de NATO) até à fronteira Oeste da Rússia. Foi conseguida numa primeira fase com a adesão dos países do ex-Pacto de Varsóvia à UE e à NATO, um papel de recrutamento atribuído ao Reino Unido e que culminou com o avanço de mil quilómetros da fronteira dos EUA até às fronteiras Leste dos Estados Bálticos, da Polónia, República Checa e Eslováquia, Hungria e Roménia.
Operigo nuclear que afecta a central de Energodar (Zaporijia), sob constante bombardeamento, continua a ser uma questão fundamental, ainda que a urgência de um possível perigo de explosão tenda a ser posta de lado.
A Energodar e a usina nuclear de Zaporizhia estão sob controle russo desde o início de março. Em agosto, a instalação nuclear foi alvo de ataques regulares de artilharia e drones, que Moscou e Kyiv atribuíram um ao outro. Autoridades ucranianas também alegaram que os militares russos usaram a fábrica como base militar, estacionando armas pesadas lá. Moscou negou as acusações, dizendo que havia apenas guardas levemente armados defendendo a instalação.
Moscou pediu uma visita da AIEA a Zaporizhia, a maior usina nuclear da Europa, desde junho, mas a insistência da Ucrânia de que a missão passe por Kyiv para defender a soberania ucraniana ajudou a adiar a missão até esta semana.
(Publico este texto como demonstração de que, nos EUA, também há gente acordada opondo-se à política externa de Biden e dos seus sequazes. Ou seja, aqueles que defendem a melhoria das condições de vida na América, para os americanos. E os pastorinhos não venham dizer que o autor, também é putinista…
Estátua de Sal, 24/08/2022)
Há um videoclipe a circular que mostra o presidente Biden falando numa recente cimeira da NATO sobre os sete biliões de dólares que o governo dos EUA havia – há época – fornecido à Ucrânia. Em contraponto há também outro clipe que mostra o estado horrível de várias grandes cidades dos EUA, mormente na Pensilvânia, Califórnia e Ohio. O vídeo das cidades americanas é chocante: paisagens intermináveis de sujeira, lixo, pessoas sem-abrigo, fogueiras na rua, zombies viciados em drogas. Não há qualquer semelhança com a América de que a maioria de nós se lembra.
Ver Biden gabar-se de enviar biliões de dólares para líderes corruptos no exterior, existindo cidades americanas que parecem o Iraque ou a Líbia bombardeados, é em síntese a política externa dos EUA. As elites de Washington dizem ao resto da América que devem “promover a democracia” numa qualquer terra distante. Qualquer um que se oponha é considerado aliado do inimigo escolhido do dia. Este já foi Saddam, depois Assad e Gaddafi. Agora é Putin. O jogo é o mesmo, apenas se alteram os nomes.
No momento em que é anunciada a morte de Mikhail Gorbachev recordo naturalmente com emoção as imagens e vivências desses dias longínquos de novembro de 1987, em que integrei como tradutor a delegação portuguesa, durante visita oficial à URSS do então Presidente Mário Soares.
Ao entrarmos na sumptuosa sala de São Jorge, no Grande Palácio do Kremlin, toda coberta de seda debruada a ouro tendo apensas as mais imponentes condecorações por coragem e heroísmo militares do tempo de Catarina, a sensação que tive e conservo até hoje foi a de estar num museu de cera, de hieráticas figuras envelhecidas em que de repente havia uma que ganhava vida e falava – Gorbachev.
Havia nele uma mistura de seriedade aparatchik e visão aggionarta que o impulsionavam para a mudança, então ainda sem suspeitar que um dia tudo iria escapar do seu controlo.
Com a simpatia e fina intuição política que o caracterizavam, Soares (que ficou alojado no Kremlin, deferência rara) captou a novidade e aproveitou bem o momento, travando com Gorbachev um diálogo animado e franco, em que Angola foi um dos pontos em destaque.
De passagem, soube também lisonjear o interlocutor com uma deslocação ao túmulo do Soldado Desconhecido, junto à muralha do Kremlin, onde prestou homenagem “ao esforço decisivo da URSS para a vitória sobre o nazismo na segunda guerra mundial”.
Apesar de toda agitação social que a Perestroika desencadeou no país, do caos político e dos conflitos armados que acabaram por eclodir em diferentes regiões da ex-URSS, Gorbachev e a direção política a que presidiu conseguiram sempre manter sob controlo o armamento nuclear.
Acreditou porventura demais nas promessas de não expansão da NATO para leste que então lhe foram feitas, acabando por ver desfazer-se o sonho de uma Europa do Atlântico aos Urais – “Nossa Casa Comum”. Mas o mérito do derrube do muro de Berlim, pondo fim à Guerra Fria, é todo seu, ao ter impedido Honecker de reprimir as manifestações populares na Alemanha de Leste.
Gorbachev não é hoje popular na Rússia – apontam-lhe a responsabilidade de ter aberto as portas ao fim do império, como se esse declínio não viesse já de muito antes e ele afinal mais não tivesse tentado do que evitá-lo pela mudança quando era já evidente onde estava conduzindo a estagnação.
Com o seu desaparecimento parece agora morrer também a era de esperança e diálogo a que deu início, com a Europa a mergulhar de novo no confronto, na intolerância e na guerra. Fechou-se a janela de oportunidade aberta por Gorbachev de estabelecer com a Rússia um modus vivendi mutuamente vantajoso com uma perspectiva democrática no horizonte.
Resta desejar que descanse em paz e que a sua ideia de uma Rússia reconciliada com o Ocidente e vice versa ainda possa um dia renascer
En prévision de la hausse de la consommation de gaz en Chine, Gazprom lance un nouveau pipeline qui répondrait à cette demande croissante. La décision a été rendue publique sur fond de suspension des livraisons en Europe via le Nord Stream 1.
Le groupe énergétique russe Gazprom commence les travaux de conception d’un gazoduc supplémentaire en direction de la Chine, a déclaré ce 1er septembre son directeur, Alexeï Miller. Le géant gazier russe prévoit une croissance importante de la consommation du combustible bleu dans l’Empire du milieu.
«Au cours des 20 prochaines années, selon les prévisions, l’augmentation de la consommation de gaz en Chine représentera 40% de l’augmentation de la consommation mondiale de gaz. Par conséquent, nous avons signé un autre contrat pour la fourniture de gaz à la Chine. C’est la route de l’Extrême-Orient», a précisé M.Miller.
Alors que les livraisons de gaz russe en Chine semblent avoir de belles perspectives, les volumes des approvisionnements en Europe restent au plus bas depuis plusieurs décennies.
Revista Iniciativa Socialista (primeiro período da revista trasversales atual), número 76, verão 2005-2006, Texto inicialmente apareceu em Estudos Culturais Franceses, Edgar Morin , Universidade de Southampton, 1998, pp. 387-396. Traduzido e publicado com a permissão do autor. Françoise Bianchi é professora da Universidade de Pau e autora de Le fil des idées [Seuil, 2001], uma biografia intelectual de Edgar Morin.
A ideia de relacionar o pensamento de um escritor do século XX com a de seus ilustres antecessores dos séculos XVI e XVII pode ser surpreendente à primeira vista. A priori, tudo separa as obras de Montaigne e Spinoza da de Edgar Morin. São obras que surgiram às vezes muito diferentes para que seu confronto fosse frutífero. Na realidade, não se poderia falar de “filiação”· Incluindo. Para o resto, o que uma obra literária, uma obra filosófica e o trabalho de um sociólogo têm a ver com isso? Mas aqui não se trata disso, mas sim de aproximar os projetos de escrita e de apontar suas preocupações comuns, aqueles que norteiam o interrogatório, além das mudanças de episteme, utilizando a terminologia de Michel Foucault [1966, 1968], além, sobretudo, das classificações usuais estabelecidas pela história da literatura e da filosofia.
De Montaigne
Embora seja estranho começar com isso, quero salientar que Edgar Morin é marrano, como Montaigne. Claro, por razões históricas bem conhecidas, uma memória familiar e comunitária estava presente que no século XVI não foi invocada, exceto talvez em alguma alusão amigável e codificada, como a que Edgar Morin [entrevista pessoal, 12/6/1996] acredita presente na carta de Montaige ao seu pai na qual ele relata as palavras de La Boêtie em seu leito de morte dirigindo-se ao padre que acabou de dizer missa: “Eu ainda quero dizer estas palavras em sua presença: eu protesto que como fui batizado e vivi, então eu quero morrer sob a fé e religião que Moisés implantou pela primeira vez no Egito, que os santos padres então receberam na Judéia, e que de mãos dadas, pelo passar do tempo, foi trazido para a França” [Montaigne, 1962]. Qualquer que seja o escopo exato dessas palavras, Montaigne, o Gascon, também era um espírito universal, cuja curiosidade o fez se abrir para outras culturas, e que, o que quer que Barrès diga, não tinha medo de estabelecer contato com o que estava além das fronteiras de sua terra natal [Montaigne 2003, I-31, III-6, III-9].
Não sei quem é o Paulo Anjos. Mas sei que gostaria de ter subscrito o que escreveu. Acrescentaria talvez apenas uma frase – vivam as mulheres, vivam as mães!
Bem haja o Paulo, bem haja Marta Temido(vcs)
Gosto muito de si
Se eu lhe pudesse escrever, dir-lhe-ia que me faz lembrar a Mulher que mais admirei na vida e por quem vivo sempre profundamente apaixonado, a minha Mãe.
Não só por o seu ar frágil , nem pela cor dos seus cabelos, nem por terem olhos da mesma cor e por serem Bonitas , nao.
Mas pela paixão que entrega aos outros, pela luta incansável de querer tratar, de querer curar.
Sabe, a minha Mãe trabalhou no SNS até à morte, e dava tudo por ele , dava tudo fora dele.
Sabe , às vezes eu zangava-me com ela, porque depois de um dia de trabalho , ainda pegava na mala e ia dar uma injeção a um senhor que morava na outra avenida , ainda ia fazer o penso aquela senhora do bairro 25 de Abril , de caminho passava por um pateo do bairro da Comenda para ir algaliar o senhor que morava no pateo , todos os dias, todos os dias era assim , apenas se iam mudando os itinerários.
Acompanho a senhora de longe, sabendo que está cercada por escassos meios , mas caramba , que culpa tem a senhora por décadas de desinvestimento no seu , no meu , no nosso SNS.
Que culpa tem pelas opções de sermos o país da Europa (percapita)com mais Kms de auto estradas de construírem a maior ponte da Europa no sítio mais largo do rio, que culpa a senhora tem dos milhões e milhões gastos em desvarios de banqueiros e em bancos privados , que culpa tem de nao ter médicos , porque centenas e centenas de jovens nao tiveram média de 19 ponto qualquer coisa ,só porque num teste de física ou química tiveram apenas 17 valores e foram obrigados a seguir outras carreiras ou a ir pra outros paises , que culpa é essa que lhe põe nos braços ?
Sabe , eu tenho imenso orgulho em si, porque a senhora nao dispara sobre quem todos os dias , do alto da canalhice a enche de tiros e mina as suas horas de trabalho.
Sabe , eu sou e vou ser-lhe eternamente agradecido pelo seu esforço gigante.
Com o romance autoral “O BRILHO DAS ESTRELAS CADENTES”, Sebastião Pereira da Costa está consagrado e brilhantemente escrito nas estrelas
O escritor é aquele que se dedica profissionalmente a fazer arte usando como matéria-prima a língua, o texto, sua inspiração e muita criatividade.
Daniele Fernanda Feliz Moreira
Especialista em Linguística, Letras e Artes (CEFETRJ, 2013)
-Ler SPC, ou Sebastião Pereira da Costa, é antes de tudo e a bem dizer, sempre um deleite. Maroto jornalista de histórico insurgente, critico social voraz e feroz, pena pesada como dizem os arqui-inimigos historiais,um jornalista político primoroso, também literato de naipe com outros livros de renome publicados, ou mesmo do primeiro de estreia, NÃO VERÁS NENHUM PAÍS COMO ESTE com prefácio de FHC, SPC, entre Itararé, onde nasceu rebento no Bairro de Santa Cruz dos Lopes, e Itapeva da Faxina, mais acessos aqui e ali em lutas, conflitos e vitórias em Sampa da força que ergue e destrói coisas belas, como bem cantou Caetano Veloso, SPC de mala e cuia e calibre fezhistórias que, finalmente, nesse seu último livro, registra como ousadia, encanto e primor, que é de seu estilo e modus operandi.
-Li quase todos os livros dele, baita aprendizado de escrita e fluente narrativa gostosa com escola no jornalismo regional, então, ler O Brilho das Estrelas Cadentes também foi um prazer, de cara sapequei cento e poucas páginas de puro desfrute, aqui e ali rindo gostoso, e rindo alto de como jocosamente e com estilo garboso, puta literato no auge, floreou umas narrativas de apreendencias infanto-juvenis em escopo afetivo-sexual primário e inocente, dando corda na imaginação do leitor. Fui na fiúza. Primeira parte, para ler, reler e rir novamente, contando dos amigos as doces letras em desbunde…
Le ministre des Affaires étrangères russe a précisé que l’objectif des pays occidentaux était « d’affaiblir » et « démembrer » le système de son pays.
Il a déclaré : « Comme nous pouvons le constater, la réaction de l’Occident à la mise en œuvre des objectifs de l’opération militaire spéciale montre clairement que, dès le début, les tâches de l’Occident étaient globales et visaient à affaiblir, et, comme certains politologues occidentaux l’admettent, à démembrer notre pays. »
Il a ajouté : « À l’époque que nous vivons actuellement, et c’est précisément une époque, une longue période historique, nous devons être prêts à réaliser que nous ne pouvons compter que sur nous-mêmes. »
Le politique a aussi rappelé que 80% des pays n’adhèrent pas aux sanctions imposées à la Russie.
Il a expliqué : « Et ce, malgré les pressions colossales exercées quotidiennement sur les gouvernements de ces pays afin de les forcer à rejoindre le courant dominant de la politique anti-russe et russophobe. »
Sinopse: Tendo como base as mais variadas fontes, mas sobretudo os arquivos da PVDE/PIDE/DGS, esta obra analisa osprocessos da polícia política de figuras «exemplares» no panorama cultural português, como Tomás da Fonseca, Aquilino Ribeiro, Ferreira de Castro, Miguel Torga, Soeiro Pereira Gomes, Fernando Namora, Jorge de Sena, Natália Correia e Luís de Sttau Monteiro. Sobre o coordenador: Luís Reis Torgal, nascido em Coimbra em 1942, é professor catedrático aposentado da Universidade de Coimbra e membro fundador do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra (CEIS20). Publicou diversas obras e artigos sobre vários temas de várias épocas, entre elas o tempo do Estado Novo. Neste âmbito destaca-se a obra Estados Novos, Estado Novo (Coimbra: Imprensa da Universidade, 2009). O seu último livro, integrado no Bicentenário da Revolução de 1820, intitula-se Essa Palavra Liberdade… (Lisboa: Temas e Debates, 2021). Sobre o livro: Género: História / História em Geral | Formato: 15×23,5 cm |Nº de páginas: 480| 1ª edição: setembro de 2022 | Encadernação: Mole | PVP: 20,90€ | ISBN: 9789896447472 Para mais informações, contacte o Gabinete de Comunicação da Temas e Debates: Carolina Paiva (carolina.paiva@bertrand.pt)
The former Soviet leader Mikhail Gorbachev has warned that current tension between Russia and the West is putting the world in “colossal danger” due to the threat from nuclear weapons. In an interview with the BBC’s Steve Rosenberg, former President Gorbachev called for all countries to declare that nuclear weapons should be destroyed. 08/11/2019
“A desinformação não é apenas enganosa, é perigosa e potencialmente mortal. ” — O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse ao Conselho de Segurança que a desinformação, a desinformação e o discurso de ódio estão sendo cada vez mais usados como armas de guerra.
« La désinformation n’est pas seulement trompeuse, elle est dangereuse et potentiellement mortelle. “
— Le secrétaire général de l’ONU António Guterres dit au Conseil de sécurité que la désinformation, la désinformation et les discours haineux sont de plus en plus utilisés comme armes de guerre. ·
O Livro, da autoria de Mouta Liz e de Romeu Francês, relata o processo do julgamento de Otelo, a propósito das FP e do Projeto Global.
Vou apresentar este livro por um dever de consciência – o que tem a ver comigo – por um dever cívico. Vou apresentar os meus pontos para serem colocados em muitos is.
Ninguém que esteja convencido do quer que seja sobre o assunto alterará a sua ideia. Não tenho qualquer ilusão. Mas ficará o documento escrito e o que a propósito dele for dito.
Otelo continuará a ser a figura diabolizada que convier a quem se opõe a um regime que não seja de senhores e servos, a um regime de direito à palavra por parte dos que nunca a tinham tido.
A história faz-se de circunstâncias. E é das circunstâncias de um julgamento político que eu falarei.
Tal como na Ucrania, no Iraque, na Siria, na Revolução Bolchevique, na Revolução Francesa e até no Processo dos Távoras não há verdades únicas. Nem julgadores com infalibilidade papal.
As notícias chegadas de Kherson são terríveis, como oportunamente nota o Rafael Pinto Borges. Lançar milhares de homens mal treinados em tropel contra um exército profissional, bem armado, bem comandado, bem treinado, bem entrincheirado e com um formidável dispositivo de fogos de apoio e de aviação não é uma temeridade, mas um crime, pois não visa a ruptura da frente, nem a vitória, mas meia dúzia de linhas em tweets que justifiquem uma guerra antecipadamente votada ao desastre. O exército ucraniano está a ser inapelavelmente desbaratado, apenas e só para cumprir as bombásticas juras de um regime que há muito substituiu o real pelo virtual, assim como pelas fantasias dos propagandistas e avençados do negócio da guerra.
A tão insistentemente anunciada contra-ofensiva parece ter durado meia dúzia de horas e terá causado grandes perdas em homens e material entre os atacantes . No conforto dos estúdios de televisão, dos gabinetes ministeriais e das casas, os formadores de opinião lá encontrarão argumentos para o desastre deste dia funesto, mas amanhã deslocarão o foco para outros abracadabrantes acenos de vitória numa guerra que há três ou quatro meses ainda terminaria com um acordo de paz e cedência de territórios da Ucrânia à Rússia, mas agora parece estar fadada para ser a guerra que ditará o fim do Estado ucraniano. Anuncia-se o grande castigo dos mentirosos, dos inábeis políticos, dos maus diplomatas, dos analistas enganadores, dos conselheiros sem discernimento e demais legião daqueles que se diziam amigos da causa ucraniana, quando, afinal, eram os coveiros entusiastas da sua perdição.
Saunas e banhos turcos em países nórdicos como a Finlândia são lugares realmente públicos. Não se despir completamente é visto como puritano. (in msn.com)
De acordo com uma sondagem publicada pelo Carter Center, 75% dos entrevistados chineses concordam que apoiar a Rússia é do interesse nacional da China.
Parte da opinião pública chinesa vê a invasão da Ucrânia como uma ação legítima por parte da Rússia, face à rivalidade comum contra o “hegemonismo ocidental”, encabeçado pelos Estados Unidos, e ao paralelismo com Taiwan.
Na visão dos chineses que defendem a invasão russa, os intitulados grandes países têm o direito a desfrutar de segurança nas suas fronteiras.
“O povo ucraniano devia culpar sobretudo os seus líderes por terem provocado a Rússia ao aproximarem-se dos Estados Unidos”, aponta Weiwei, agente imobiliária em Nanning, cidade do sudoeste da China, em declarações à Lusa.
Para o taxista Wang Tao, também ouvido pela Lusa, Moscovo teve que agir, perante a “iminência” de a Ucrânia ser armada por Washington para “lançar um ataque” contra a Rússia.
De acordo com uma sondagem publicada pelo Carter Center, organização sem fins lucrativos fundada pelo ex-Presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter, 75% dos entrevistados chineses concordam que apoiar a Rússia é do interesse nacional da China.
Cerca de 60% dos entrevistados esperam, no entanto, que a China desempenhe um papel na mediação do fim da guerra.
Benito Cerna ~ Peruvian Figurative artist, was born in Peru on April 4, 1960. Self-taught painter, Cerna working on many projects of restoration of works of art and historical monuments. 2nd place silver medal SNBA the Carrousel du Louvre Paris, France 2009.
O general JEAN-YVES LAUZIER, antigo comandante das escolas do Exército francês e autor do livro “L’Europe contre l’Europe” (“A Europa contra a Europa”) publicado em 2021, comenta a situação a que chegaram a União Europeia e a França presidida por Emmanuel Macron:
«Não se poderá criticar os Americanos por defenderem, promoverem e agirem a favor dos interesses dos Estados-Unidos da América EUA). Em contrapartida, pode-se e deve-se pedir contas aos responsáveis europeus que não defendem os interesses europeus, e mais ainda aos responsáveis nacionais que nem sequer representam os interesses dos que os elegeram. Como dizia Lord Palmerston, «a Inglaterra não tem amigos: o que ela tem são interesses permanentes», e isto é verdade para todos os Estados.
Está à vista que os interesses franceses não serão defendidos pela União Europeia (UE). Mas seria preciso que ao menos fossem defendidos pelos seus dirigentes políticos eleitos.
Ora, o Presidente Emmanuel Macron, adepto do supranacionalismo, está estruturalmente desprovido de recursos face à adversidade das relações internacionais. Mas na guerra, e a diplomacia é uma forma de guerra, podemos ser surpreendidos, mas nunca estar desprevenidos. É o que distingue o estratego visionário do gestor impotente. Este último prefere, então, refugiar-se no simbólico para dar a si próprio a ilusão de estar a agir, confundindo a agitação com a acção.
«Mas, no que respeita à guerra na Ucrânia, a União Europeia manifesta nesta situação todos os defeitos que bem sublinhou, no seu tempo, o general De Gaulle. A começar pelo “entrismo” de Ursula von der Leyen, que tem vindo a projectar-se como uma espécie de presidente supranacional. Quando o primeiro dos presidentes da Comissão Europeia, Walter Hallstein, manifestou veleidades semelhantes – mas claramente menos intensas – o Presidente De Gaulle recusou-se imediatamente a tomar assento entre os ‘Seis’, obtendo “in fine” a demissão de Hallstein. Nada do que sucede com o Presidente Macron, que deixa que lhe tomem a mão, quer no que respeita ao apoio militar à Ucrânia quer no que respeita à admissão desta no seio da União Europeia.
«Os Russos vão sem dúvida ganhar esta guerra na Ucrânia. E a França, que teve uma relativa ambição inicial de desempenhar um papel de mediador antes de se ter posto na forma, acabou por se encontrar diplomaticamente diminuída. Quando constatamos que o Presidente Zelenski se permite dar lições ao Presidente francês, criticando-o pela sua falta de empenhamento a favor da Ucrânia!… O tropismo supranacional europeu e pró-americano da Presidência de Macron consegue o ‘tour de force’ de desconsiderar a França tanto em relação aos Russos como aos Ucranianos, já sem falar dos Alemães, ao mesmo tempo que enfraquece a economia francesa por causa das sanções relativas ao bloqueio comercial, que prejudicam a França mais do que impedem os Russos de continuar a guerra.
Ao mesmo tempo que, sempre pragmáticos, os EUA continuam a importar o urânio russo.
Para a França, uma das consequências nefastas desta guerra é o reforço da NATO, organização que a versatilidade do Presidente Macron considerava há alguns meses em «morte cerebral», e portanto reforço da tutela dos EUA sobre a Europa.
Uma luz de esperança é ver a União Europeia desagregar-se sob o efeito, quer da crise económica e financeira que está à vista, quer do ressurgimento da defesa dos interesses nacionais que vai ser reclamada aos Governos.
Seja como for, enquanto os responsáveis políticos franceses forem escolhidos entre antigos membros da French-American Foundation (como Macron e vários outros senhores), será difícil a libertação da tutela americana».
I Autor multifacetado, Silas Corrêa Leite (1952) volta às livrarias com novo livro de poemas, Lampejos (Belo Horizonte, Sangre Editorial, 2019), que reúne 25 peças em que o poeta coloca em prática a poesia como libertação da alma. E o faz como uma forma de ter em mãos um mundo mais tranquilo que o mundo de todos os dias, alheando-se dos momentos difíceis por meio da busca do sonho e do desejo. Em outras palavras: a palavra poética seria a ponte por onde a alma do poeta passaria para o futuro, ou seja, para a vida eterna, como se constata no poema que tem por título exatamente “Morte” e no qual ele diz que: Quando a morte vier me buscar / estarei sentado à beira do caminho / Escrevendo meu último poema para o luar cor de prata / com minha lupa de restos de calendários vencidos… / A morte – a mais bela mulher que jamais vi – dirá, / toda vaidosa e pintada para a guerra das estrelas / – Vamos, poeta, se apresse, vamos, é hora… / Eu a olharei, entregue, e a tomarei nos braços / Então a abraçando forte e seguro como uma ilha eterna de / estúdio de luz / E finalmente assim embarcaremos na canoa furada da noite, / e juntos / Como unha e carne / seremos um só / Como um voo de Ícaro para o céu de todas as honras… Com imagens triviais, Silas Corrêa Leite explora temas como o mar e o tempo, a vida e a morte, a alma e o corpo, o “eu” poético e o amor em todos os níveis, inclusive o amor filial e o maternal e o paternal, com versos bem lapidados, às vezes até enveredando pelo barroco, para concluir com explosões épicas, pois, se algo sabe fazer com quase perfeição, é a maneira habilidosa com que manipula as palavras. Leia-se, por exemplo, este poema que leva por título “Saudade”: Mãe, às vezes, quando vou dormir ensimesmado / Na fronha de algodão cor de neve / encardida – com lágrimas de saudades de ti / Ainda parece que vejo teu rosto; / parece que no pano a tua voz como uma cantilena terreal / me diz / – Dorme, guri, dorme… / Então eu fecho os olhos chorando escondido da vida / E minha saudosa lembrança de ti / abraça minha angústia noturna no travesseiro / E acaricia com tintas de imenso amor eterno / o desalinho de minha saudade de órfão triste.
Está em Moscovo o ministro dos Estrangeiros do Irão para negociar com a Rússia assuntos relativos ao cartel do gás natural, produto vital para as economias dos países industrializados e em cuja produção a Rússia e Irão ocupam, respectivamente, o primeiro e o segundo lugares.
O titular chama-se Reza Fatemi Amin que, traduzido para português, será algo como Reza Devoto de Fátima.
Há no xiismo um intenso fundo de piedade mariana, pelo que foi um erro clamoroso termos embarcado nos anos 80 em todas as campanhas de hostilização contra aquele país que foi sempre, juntamente com a Síria, um dos únicos Estados muçulmanos a respeitar o Cristianismo e a cultuar Jesus e Maria. O cerco ao Irão ficará nos anais da história das relações internacionais como o princípio do fim da influência ocidental na região.
A Hungria emitiu uma licença-chave para a expansão liderada pela Rússia de sua única central nuclear, reforçando as ligações energéticas do país com Moscovo, apesar dos seus pares da União Europeia continuarem a distanciar-se da invasão da Ucrânia.
A Agência Nacional de Energia Atómica emitiu uma “licença de estabelecimento” para construir um quinto e sexto reator nuclear na cidade de Paks, ao lado de quatro unidades existentes cuja vida útil está expirando, de acordo com um comunicado publicado no site da autoridade na quinta-feira. A estatal russa Rosatom Corp. é a principal construtora.
Hungria emitiu uma chave permitir para a expansão liderada pela Rússia de sua única usina nuclear, reforçando os laços energéticos do país com Moscou, mesmo quando os pares da União Europeia buscam distanciar-se sobre a invasão da Ucrânia.
Zelenski anunciou que os russos estavam a provocar o fim do mundo com uma explosão atómica na central de Zaporija, que eles, russos, controlam desde Março e que, não se sabe porquê, nem Zelesnski se digna explicar, começaram a bombardear estando lá.
A farsa era óbvia e foi passada pela propaganda ocidental como verdade irrefutável. Quem duvidava era putinista.
Agora, na véspera da visita de uma delegação da agência da ONU para a energia atómica, o pequeno charlatão diviniizado, já fala de termos estado à beira de uma catástrofe atómica. Safámo-nos segundo o locutor.
A dúvida (que servia de escape à mentira) sobre a autoria dos ataques foi apoiada por essa figura risível que é o senhor Borrel, representante da UE para os assuntos exteriores. Não se sabia quem era o autor, dizia o homem.
A quoi bon des poètes dans un temps de détresse ? – demandait Hölderlin.
L’orgasme et la folie sont la nouvelle frontière des libérateurs de l’amour où Bukowski monte la garde – Jacques Cabau, Le Point
La réponse est dans Bukowski, dans une prose qui est l’une des plus dénonciatrices-accusatrices de ce temps. Et sans aucune issue proposée : le constat d’enfer nu, organique, brutal. Les ” caprices ” de Goya, en pleines phrases. J’ai lu quelque part que Bukowski était ” rabelaisien “. Mais non, il s’agit de quelque chose de beaucoup plus noir, de beaucoup plus simple et lisible, d’une inspiration beaucoup plus ” théologique ” sous un aira d’anarchisme absolu.
La civilisation, ou ce qui en reste, n’est pas du tout en train de ” renaître ” mais de se tasser, de se décomposer, de se décharger, et Bukowski n’a pas d’autre choix que de lui répondre du tac au tac avec le maximum de violence, à bout portant “.
Philippe Sollers, Le Nouvel Observateur ” Par-delà le cauchemar de l’histoire existe la perfection de l’amour. L’orgasme et la folie sont la nouvelle frontière des libérateurs de l’amour où Bukowski monte la garde “. Jacques Cabau, Le Point
(Henrique Burnay respondeu ofensivamente ao texto do General Carlos Branco que publicámos aqui. A resposta que teve e que segue abaixo é demolidora e pedagógica. Parabéns Senhor General. Que não lhe doa a pena e o verbo para desancar em tão ignara e servil gente.
Estátua de Sal, 26/08/2022)
Esta guerra é fundamentalmente consequência de a obstinação de Washington querer integrar a Ucrânia na NATO, parte integrante do seu projeto hegemónico. Chamem-lhe autocracias, imperialismos, inventem as narrativas que quiserem. Mas é neste ponto que reside a coisa. Este conflito estava anunciado há décadas. Não por mim, mas por Kissinger, Mearsheimer, Stephen Walt, Keagan, muitos outros. Segundo HB também pulhas e homens sem vergonha. Como, aliás, alguns setores liberais da elite russa que não se revê em Putin.
Julgava o tema esgotado, mas parece que não. Tenho bloqueado quem neste mural ofende ou faz agressões verbais. Hoje tive de abrir uma exceção ao post do Dr. Henrique Burnay (HB), que veio ao meu mural apelidar-me de “vergonha de homem”. HB anda a ofender-me nas redes sociais, que lhe são próximas há meses (chama-me pulha e outros mimos). Hoje teve a desfaçatez de o vir fazer no meu mural do FB. Nunca o ofendi. Não é que não me faltasse vontade e pretexto. Procuro centrar-me no debate das ideias, e não em coisas ou pessoas. Neste tema, como noutros, encontramo-nos muito distantes.
“Se um certo Jean-Paul Sartre for lembrado, eu gostaria que as pessoas recordassem o meio e a situação histórica em que vivi, todas as aspirações que eu tentei atingir. É dessa maneira que eu gostaria de ser lembrado.”
Essa declaração foi feita por Sartre durante uma entrevista, cinco anos antes de morrer. Na mesma ocasião, disse que gostaria que as pessoas se lembrassem dele por seu primeiro romance, “A Náusea”, e duas de suas obras filosóficas, a “Crítica da Razão Dialética” e o ensaio sobre Jean Genet.
24 de maio de 2022 | Por Dmitry Orlov para o Blog Saker
Geralmente é uma boa ideia evitar atribuir intenção nefasta a ações explicadas por mera estupidez. Mas este é um caso em que a mera estupidez não pode explicar a longa e constante procissão de erros de política externa ao longo de três décadas, todos eles especificamente destinados a fortalecer a Rússia. Não é possível argumentar que um excesso de arrogância, ignorância, ganância e oportunismo político e um déficit de analistas de política externa competentes possam produzir tal resultado, pois isso seria essencialmente o mesmo que argumentar que alguns macacos armados com furadeiras, moinhos e tornos podem produzir um relógio suíço.
Aparentemente, o plano era enfraquecer e destruir a Rússia; mas então, após o colapso soviético, a Rússia estava enfraquecendo e se destruindo muito bem sozinha, sem necessidade de intervenção. Além disso, todo esforço dos EUA para enfraquecer e destruir a Rússia a tornou mais forte; se existisse mesmo um mecanismo de feedback mais rudimentar, uma discrepância tão grande entre os objetivos da política e os resultados da política teria sido detectada e ajustes teriam sido feitos. Superficialmente, isso pode ser explicado pela natureza da democracia simulada da América, onde cada governo pode culpar seus fracassos por erros cometidos pelo governo anterior, mas o Deep State permanece no poder o tempo todo e seria simplesmente forçado a admitir para si mesmo que há um problema com o plano de enfraquecer e destruir a Rússia após alguns ciclos desse fiasco que se desenrola.
“Penso que amar, de fato, não é querer possuir, mas que amar seja querer criar elos com o outro ser que não são de possessão, no mesmo sentido de possuir uma roupa ou o que comemos.” – Simone Beauvoir
A escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), consagrada por um livro fundamental para o movimento feminista, “O segundo sexo”, um marco teórico do feminismo no século XX, publicado em 1949.
Formada em filosofia pela Universidade de Sorbonne, onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre – com quem manteve um relacionamento por toda a vida -, De Beauvoir escreveu romances, ensaios, biografias, (e até uma autobiografia!) sobre filosofia, política e questões sociais.
Uma mulher atual, pensadora essencial de nosso tempo em suas mais diversas facetas: o existencialismo, a relação com Jean-Paul Sartre, o ativismo político, o feminismo, os romances e a análise sociológica. Beauvoir, continua sendo discutida dentro e fora do mundo acadêmico, atraindo a atenção de novas gerações de ativistas no Ocidente.
Assista aqui esta rara entrevista filmada em Paris pela Radio-Canada, que censurou sua difusão por pressão do arcebispo de Montreal, Simone de Beauvoir fala sobre existencialismo, religião, casamento, amor livre, entre outros temas.
Entrevista feita pela Radio-Canada, em Paris, da qual sua transmissão foi censurada pelo arcebispo de Montreal. Aqui, Simone discorre sobre existencialismo, religião, casamento, amor livre, dentre outros temas
Born in Moscow, Natalia Osipova / Наталья Осипова began formal ballet training at the age of nine. From 1996 to 2004, she studied at the Moscow State Academy of Choreography (The Bolshoi Ballet Academy). From 1995 to 2004 she trained at the Moscow State Academy of Choreography and on graduating entered the corps of the Bolshoi Ballet, where she was promoted to principal in 2010. In 2011 she left the Bolshoi to join the Mikhailovsky Ballet as a principal.
Osipova has appeared as a guest artist with companies around the world. In March 2012 she became a principal of American Ballet Theatre, where she created the title role in Alexei Ratmansky’s The Firebird. Her awards include Golden Masks for her performances in In the Upper Room (2008) and La Sylphide (2009), Critics’ Circle National Dance Awards (Best Female Dancer, 2007, 2010 and 2014), Positano Dance Awards (Best Female Dancer, 2008 and 2011) and a Benois de la Danse Award (Best Female Dancer, 2008).
Commentaire. Spinoza nous disait que la joie est le sentiment d’un être de sentir son accomplissement, nous dirions, son fonctionnement et sa santé équilibrée.
La position de Spinoza nous parle beaucoup de ce qu’est la santé, dans ce qu’elle a de plus concret, à savoir son accomplissement. La maladie est-elle la manifestation d’un non accomplissement et d’un blocage ?
La vision de Dieu par Spinoza est en quelque sorte assez proche.
Finalement, santé et spiritualité sont très liées. La spiritualité n’étant pas une notion complexe, mais simplement un amour et un équilibre avec la nature.
Em O Gémeo de Ompanda – e as suas duas almas, Carlos Vale Ferraz convida-nos a fazer uma viagem épica com partida numa pequena localidade do sul de Angola
Com mestria, Carlos Vale Ferraz dá uma vez mais vida a personagens memoráveis em O Gémeo de Ompanda – e as suas duas almas. Um romance indispensável sobre a busca da identidade num mundo de diferenças, que decorre entre Portugal e Angola. O tempo dos missionários laicos portugueses em Angola e a Guerra Civil neste país africano servem de pano de fundo a uma história feita de escolhas. Nela, os protagonistas lutam não só contra os estigmas de duas sociedades, como também contra si próprios. O livro já se encontra em pré-venda e estará disponível nas livrarias a 25 de agosto. Conheça a obra nas palavras do próprio autor:
A Crimeia faz parte da Ucrânia. Assim o diz, de forma inequívoca, o Direito Internacional. Em 1991, quando ficaram definidas as fronteiras dos 15 países que constituíam a antiga União Soviética, nenhuma dúvida parece ter subsistido, mesmo para Moscovo, de que a Crimeia integrava a soberania da nova Ucrânia. Prova indireta desse reconhecimento é o facto de a cidade de Sebastopol, onde está sedeada a frota russa no Mar Negro, bem como a sua região adjacente, terem sido “alugadas” pela Ucrânia à Rússia, que, até 2014, pagava uma “renda” por essa presença. Só se é “inquilino” de uma propriedade alheia.
Em 2014, na imediata sequência dos conflitos internos ocorridos na Ucrânia, com a secessão de zonas russófonas do Donbass e dos novos equilíbrios que resultaram no governo central em Kiev – onde um indiscutível golpe de Estado, muito estimulado pelo ocidente, afastou um presidente pró-russo que antes havia sido legitimamente eleito – a Rússia avançou para a ocupação da Crimeia. Imagino que alguns possam argumentar com algumas “technicalities”, para contestar a factualidade do que acabo de afirmar, mas esta é a realidade política incontroversa para a generalidade da comunidade internacional.
Uma madrassa de colaboracionistas para formar “colaboradores”
O regresso. Os ideólogos do restauração do integrismo estão aí, agora atrás da máscara neoliberal. Em Portugal o neoliberalismo é o regresso ao poder absoluto dos senhores e das elites sobre a sociedade. É o miguelismo com telemóvel e a doutrina do sucesso. Há dias António Barreto, um destes adaptados a extremos direitos, fez uma exposição sobre a ideologia da velha ordem no que respeita à educação. Sobre os objetivos da educação na formatação ideológica das novas gerações. A pretexto da desideologização, da neutralidade, da higienização, da desinfeção da educação na escola publica (as escolas privadas podem vender os seus produtos ideológicos à vontade — existem para isso), propunha a ideologia do salazarismo, em resumo, a teses de que para quem é (os destinados ao trabalho assalariado e sem direitos) bacalhau basta.
A porta mais antiga do Reino Unido. Esta porta de carvalho pertence à Abadia de Westminster é a mais antiga e única porta anglo-saxônica da Grã-Bretanha. A porta está de pé há mais de 950 anos, remontando ao reinado de Eduardo, o Confessor, durante a década de 1050. A porta foi feita de um único carvalho do leste da Inglaterra nos tempos medievais. A peça de carvalho tem 5 tábuas principais, ligadas por tiras de ferro e vigas de madeira, e tem aproximadamente dois metros de altura. Há rumores de que vestígios de pele humana permanecem na porta, mas foi provado que era couro bovino: (acontece que muitos artefatos de madeira eram cobertos com couro para se conservar a qualidade da madeira e para ornamentação do ambiente).
A porta abre-se para a grande sala octogonal, onde os monges se reuniam todos os dias para orações no século XIII e hoje serve como local de armazenamento de importantes documentos religiosos.
Caros AA de La Salle, Antigos Professores, Antigos Funcionários e Amigos de La Salle
Vimos convocar-vos e convidar-vos para o Grande Encontro de AA do Colégio La Salle de Abrantes.
Será uma oportunidade para renovar amizades , tão profundamente gravadas nas nossas memórias.
Celebraremos também os valores de La Salle: A educação como elevador social – A solidariedade e respeito universal para com os povos de todas as culturas, de todas as confissões religiosas, de todos os traços humanos. Todos irmãos, todos necessitados. E continuaremos a reconhecer a modernidade do Senhor de La Salle no estabelecimento das escolas públicas e na implantação de uma nova dignidade para as crianças.
Com 70% dos alemães a exigirem a imediata reabertura de todas as relações comerciais com a Rússia, o grande mistério deste verão carregado de funestos prognósticos para o nosso futuro imediato é o de saber se o desaparecimento público de Ursula Von der Leyen se deve a férias, ou se está em curso uma mais que justa substituição da senhora adepta da guerra que destruirá a Europa.
Não foram precisos seis meses para reconhecer que a histeria odiosa escondia o aprofundamento da vassalidade da UE aos EUA e um mais que certo colapso económico, pelo que se até Outubro não se verificar um volte-face que reponha a normalidade das relações com a Rússia, a fome, o frio e a escuridão decretados pela UE contra a Europa terão resultados inimagináveis. Já vejo os ânimos muito serenados, mas custa muito manter a espinha quando a maioria frívola e manipulável uma vez mais deu mostras de quão voláteis são as pessoas.
O jornalista Leonardo Attuch entrevista o correspondente internacional Pepe Escobar sobre os fatos mais importantes da conjuntura internacional
0:00 Boas vindas 2:00 Pepe manda saudações de Samarcanda 6:00 Uzbequistão está no meio das novas rotas da seda 12:00 Haverá uma nova moeda russo-centro asiática, para passar ao largo do dólar. O trem do mundo multipolar já saiu da estação 13:00 Ucrânia é um peão no meio do jogo entre OTAN e Eurásia 18:00 Alemanha está saindo do estado de negação. Os seis pacotes e sanções estão destruindo a economia europeia 22:30 O establishment britânico está diretamente implicado na guerra contra a Rússia. Vai ganhar a Liz Truss porque um indiano não pode ser primeiro-ministro inglês 38:00 Pepe fala sobre Taiwan. Jamais a resposta chinesa seria agressiva. É uma reação calculada, no tempo deles e a longo prazo. O que os chineses farão é o ensaio do bloqueio total de Taiwan. Xi Jinping já colocou a sexta marcha 46:00 Parceria China-Rússia é de altíssimo nível também no campo militar 52:00 Europa está virando um grande Porto Rico 59:00 Vitória de Lula será um game changer para o Sul Global. Estamos assistindo à guerra entre o império e seus vassalos contra a Eurásia 1:04:00 O império está sofrendo duas humilhações: uma no Afeganistão e uma na Ucrânia 1:07:00 Lula é o único dirigente do Sul Global que tem perfil de líder aceito por todos 1:09:00 Prisão na cultura asiática é vista como um rito de passagem para a sabedoria. Prisão de Lula foi isso 1:28:00 Ucranianos podem provocar um desastre nuclear, que vai invadir a Europa 1:33:00 Brasil é visto como colônia por Rússia e China. Elites europeias foram compradas e doutrinada pelo império 1:43:00 Sim, o império pode ruir porque o tecido social está se rompendo nos EUA
O Corão não narra a vida de Issa de uma forma cronológica, nem a história da sua vida pode ser encontrada numa só passagem; em vez disso as referências à sua pessoa têm geralmente como objetivo ilustrar um determinado ensinamento.
O Corão refere-se a Issa em quinze suras (capítulos) e em noventa e três (93) versos. Ele é designado nesta escritura de várias maneiras, como al-Masih (messias), nabi (profeta), rasul (mensageiro), Ibn Maryam (filho de Maria), min al-muiarraben (entre os que estão próximos de Deus), wadjih (digno de louvor neste mundo e no próximo), mubarak (abençoado) e Abd Allah (servo de Deus).
O que começou por ser uma reportagem dos jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz para o jornal Expresso (distinguida com o Grande Prémio Gazeta 2002, principal galardão de jornalismo concedido em Portugal) acabou num livro. “A Filha Rebelde”, obra editada pela Temas e Debates, em 2003, constitui o desenvolvimento dessa reportagem.
Trata-se da história de Ana Maria Palhota Silva Pais (1935 – 1990), conhecida pelo petit nom Annie, a filha única do último diretor da PIDE, o major Fernando Silva Pais, que dirigiu a polícia política do regime fascista durante os seus últimos doze anos (de 1962 a 1974), que se apaixonou pela revolução cubana, deixando-se envolver pelo clima de efervescência política e social vivido em Havana nos agitados anos 60.
Annie era uma mulher extremamente bonita, culta e com uma sólida formação, determinada, corajosa, que vivia com todas as facilidades e mordomias, e que abandonou todo o seu passado e estatuto, todas as suas referências familiares, todas as suas amizades, para, sob o fascínio da figura de Che Guevara, se entregar à revolução cubana com a qual se identificou.
Simone de Beauvoir (1908-1986) foi uma escritora francesa, filósofa existencialista, memorialista e feminista, considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Manteve um longo e polêmico relacionamento amoroso com o filósofo Paul Sartre.
Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir, conhecida como Simone de Beauvoir, nasceu em Paris, França, no dia 9 de janeiro de 1908. Filha de um advogado e leitor compulsivo, desde a adolescência já pensava em ser escritora.
Entre 1913 e 1925, estudou no Institute Adeline Désir, uma escola católica para meninas. Em 1925, Simone de Beauvoir ingressou no curso de matemática do Instituto Católico de Paris e no curso de literatura e línguas no Institute Saint-Marie.
Em seguida, Simone de Beauvoir estudou Filosofia na Universidade de Sorbonne, onde entrou em contato com outros jovens intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com quem manteve um longo e polêmico relacionamento. Em 1929 concluiu o curso de Filosofia.
Em 1931, com 23 anos, Simone de Beauvoir foi nomeada professora de Filosofia na Universidade de Marseille, onde permaneceu até 1932. Em seguida foi transferida para Ruen. Em 1943, retornou à Paris como professora de Filosofia do Lycée Molière.
Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre
Simone de Beauvoir manteve um relacionamento aberto e um compartilhamento intelectual com o também filósofo Jean-Paul Sartre por mais de 50 anos. Nunca chegaram a se casar ou a ter filhos.
French authors and philosophers Jean-Paul Sartre (1905 – 1980) and Simone de Beauvoir (1908 – 1986) in Sartre’s apartment on the Rue Bonaparte, Paris, France, circa 1964. (Photo by Gisele Freund/Photo Researchers History/Getty Images)Continuar a ler →
Dormi contigo toda a noite junto ao mar, na ilha. Eras doce e selvagem entre o prazer e o sono, entre o fogo e a água.
Os nossos sonos uniram-se talvez muito tarde no alto ou no fundo, em cima como ramos que um mesmo vento agita, em baixo como vermelhas raízes que se tocam.
0 teu sono separou-se talvez do meu e andava à minha procura pelo mar escuro como dantes, quando ainda não existias, quando sem te avistar naveguei a teu lado e os teus olhos buscavam o que agora — pão, vinho, amor e cólera — te dou às mãos cheias, porque tu és a taça que esperava os dons da minha vida.
(…) a falta de poder das Ordens Profissionais para fazer valer estes e outros direitos, como o do Direito de Autor completamente desrespeitado (…)
Sou de uma geração em que para se ter o diploma de Arquitecto, se frequentava durante seis longos anos (dentro da Escola) e um outro mais, de Estágio em atelier, um curso que para além de disciplinas comuns a Engenharias , se abordavam muitas outras áreas desde a Sociologia à História, da Teoria da Arquitetura aos diferentes conceitos de como encontrar soluções na cadeira de Projecto ou ao Planeamento e desenho do território.
Fui ganhando experiência em ateliers de vários arquitectos, fui funcionário público em equipa alargada para projectos de desenho urbano e de edifícios, trabalhei numa empresa de pre-fabricação em contacto directo com obra, dei aulas de projecto durante 10 anos em duas faculdades, constitui atelier e participei em numerosos concursos públicos de arquitectura, ganhando alguns e perdendo mais, investi em conhecimento ao longo de toda uma carreira profissional, colaborei com inúmeros colegas dentro e fora do País, integrei equipas no agora falada modalidade de concepção/ construção, continuo como sempre estive, empenhado na profissão que escolhi.
A neutralidade da Ucrânia teria evitado a guerra iniciada com uma invasão russa. Mas o presidente dos EUA, Joe Biden, e os submissos dirigentes da União Europeia e de praticamente todos os seus países membros preferiram, por razões ideológicas, deixar aberta a porta da NATO, mas sem proteger a Ucrânia. E agora alimentam mais e mais a continuação da guerra com o fornecimento de armas cada vez mais poderosas e sofisticadas.
O conceito de social-democracia tem mudado com o passar das décadas desde sua introdução. A diferença fundamental entre a social-democracia e outras formas de ideologia política, como o marxismo ortodoxo, é a crença na supremacia da ação política em contraste à supremacia da ação económica ou do determinismo económico-socioindustrial.[2][3]
Historicamente, os partidos sociais-democratas advogaram o socialismo de maneira estrita, a ser atingido através da luta de classes. No início do século XX, entretanto, vários partidos socialistas começaram a rejeitar a revolução e outras ideias tradicionais do marxismo como a luta de classes, e passaram a adquirir posições mais moderadas. Essas posições mais moderadas incluíram a crença de que o reformismo era uma maneira possível de atingir o socialismo. Dessa forma, a social-democracia moderna se desviou do socialismo científico, aproximando-se da ideia de um Estado de bem-estar social democrático, e incorporando elementos tanto do socialismo como do capitalismo. Os social-democratas tentam reformar o capitalismo democraticamente através de regulação estatal e da criação de programas que diminuem ou eliminem as injustiças sociais inerentes ao capitalismo, tais como Rendimento Social de Inserção (Portugal), Bolsa Família (Brasil) e Opportunity NYC. Esta abordagem difere significativamente do socialismo tradicional, que tem, como objetivo, substituir o sistema capitalista inteiramente por um novo sistema econômico caracterizado pela propriedade coletiva dos meios de produção pelos trabalhadores.
Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(…) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida – da sua, claro – para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal… sempre foi.
Alexandre O’Neill, in “Uma Coisa em Forma de Assim”
Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar.
«Não sei para onde vou mãe (…). Andarei por ai no escuro. Estarei em toda a parte. para onde quer que olhem. Onde houver uma luta para que os famintos possam comer, estarei lá. Onde houver um policia a espancar uma pessoa, estarei lá. Estarei nos gritos das pessoas que enlouquecem. Estarei nos risos das crianças quando têm fome e as chamam para jantar. E quando as pessoas comerem aquilo que cultivam e viverem nas casas que constroem, também lá estarei.»
Galileo di Vincenzo Bonaulti de Galilei, mais conhecido como Galileu Galilei (Pisa, 15 de fevereiro de 1564 — Florença, 8 de janeiro de 1642), foi um astrônomo, físico e engenheiro florentino, às vezes descrito como polímata.[2] Com frequência é referenciado como “pai da astronomia observacional”,[3] “pai da física moderna”,[4][5] “pai do método científico“[6] e “pai da ciência moderna“.[7]
A defesa de Galileu do heliocentrismo e do copernicanismo foi controversa durante sua vida, quando a maioria adotava modelos geocêntricos, como o sistema ticônico.[8] Ele encontrou a oposição de astrônomos, que duvidavam do heliocentrismo por conta da ausência da observação de uma paralaxe estelar.[8] O assunto foi investigado pela Inquisição Romana em 1615, que concluiu que o heliocentrismo era “tolo e absurdo em filosofia e formalmente herético, pois contradiz explicitamente em muitos lugares o sentido da Sagrada Escritura”.[8][9][10]
Mais tarde, Galileu defendeu suas opiniões no Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas Mundiais (1632), que parecia atacar o papa Urbano VIII e, assim, alienou-o dos jesuítas, que até então o haviam apoiado.[8] Foi julgado pela Inquisição, considerado “veementemente suspeito de heresia” e forçado a se retratar, e passou o resto de sua vida em prisão domiciliar.[11][12] Enquanto estava preso, escreveu a obra Duas Novas Ciências, na qual resumiu o trabalho feito, cerca de quarenta anos antes, nas duas ciências atualmente designadas cinemática e força dos materiais.[13]
Bernini (1598-1680) foi um escultor, arquiteto e pintor italiano, um dos pioneiros da arte barroca. Foi o maior escultor do século XVII, autor das grandes colunas da Praça de São Pedro, e do baldaquino, cúpula sustentada por colunas retorcidas que estão sobre o Altar Maior da Basílica de São Pedro no Vaticano.
Gian Lorenzo Bernini nasceu em Nápoles, Itália, no dia 7 de dezembro de 1598. Filho do escultor Pietro Bernini aprendeu no atelier do pai a arte de esculpir.
Ainda criança, mudou-se com a família para Roma, onde o pai iria realizar a decoração da Capela Paulina da Basílica de Santa Maria Maggiore.
Nos séculos XVI e XVII, Roma foi marcada por grandes obras, em capelas, altares, monumentos funerais e por elementos decorativos que invadiram os edifícios religiosos, o que permitiu o artista mostrar seu talento de forma precoce.
Primeiras obras de Bernini
Em 1616, Bernini já mostrava seu talento com a obra “Enéas, Anquises e Ascânio” fugindo de Tróia, ainda sob a influência de seu pai.
We have become accustomed to believing that thought and practice are separate compartments of life. Whoever thinks the world does not make the world and vice versa. But, there was a time when the sages, eventually called scientists or artists, circulated in different fields of culture. Mathematics, physics, architecture, painting, sculpture were the raw material of thought and action. The industrial revolution brought down the idea of Renaissance knowledge and, since the 19th century, specialization has been gaining strength.
A Família Rothschild é uma família judia, com origem em Hamburgo, Alemanha, que estabeleceu uma dinastia bancária na Europa.
Prosperou no fim do século XVIII, e chegou a ultrapassar as mais poderosas famílias bancárias rivais da época, como a família Baring e a família Berenberg.
Acredita-se que quando a família estava no seu auge, no século XIX, possuía a maior fortuna privada no mundo — assim como a mais larga fortuna da Idade Moderna. Acredita-se que a fortuna subsequentemente diminuiu, pois foi dividida entre centenas de descendentes. Hoje, os negócios da família Rothschild estão numa escala muito menor que no século XIX, embora estejam envolvidos em diversos campos, incluindo: mineração, bancos, energia, agricultura mista, vinho e instituições de caridade.
Mayer Amschel Rothschild, fundador da dinastia
Os Rothschild participaram dos negócios mais dinâmicos durante a Revolução Industrial,[1] em especial a indústria têxtil, que florescia. As tecelagens mecanizadas da Inglaterra produziam tecidos de qualidade em grande quantidade.
Passaram a negociar também essa mercadoria. O comércio do algodão oriundo da América do Norte para as tecelagens na Grã-Bretanha permitiu que a Casa Rothschild criasse vínculos através do Atlântico, com a florescente economia estadunidense.
Os Rothschilds já possuíam uma grande fortuna antes das Guerras Napoleônicas (1803–1815).[2] Em uma oportunidade, a rede de mensageiros da família, espalhada pela Europa, permitiu que Nathan de Rothschild recebesse em Londres notícia da vitória de Wellington na batalha de Waterloo com um dia de antecedência, a chegada dos mensageiros oficiais do governo britânico.[3]
Rockefeller revolucionou a indústria do petróleo. Em 1870, fundou a Standard Oil Company e a comandou agressivamente até sua aposentadoria oficial em 1897.[1] A Standard Oil começou com uma parceria em Ohio de John com seu irmão, William Rockefeller, Henry Flagler, Jabez Bostwick, o químico Samuel Andrews e Stephen V. Harkness. Como a importância do querosene e da gasolina estava em alta, a riqueza de Rockefeller cresceu e ele se tornou o homem mais rico do mundo e o primeiro americano a ter mais de um bilhão de dólares. Em 1937, sua fortuna foi avaliada em US$ 1,4 bilhão.[a 1] Ajustando sua fortuna da época à inflação (1937–2020), o valor é o equivalente a US$ 25,2 bilhões de dólares atuais. Porém, caso a comparação seja em relação ao PIB americano de 1937, no valor de US$ 78 bilhões, Rockefeller é considerado o homem mais rico da história, acumulado fortuna de aproximadamente, 1,96% do PIB americano, com cerca de US$ 418 bilhões de dólares atualizados em 2019.[2][3][4][5][6]
Uma figura central e polarizadora, quer na política interna, quer na política internacional desde os anos 60, foi firme na sua política de não-alinhamento em relação às superpotências, acompanhado pelo apoio a numerosos movimentos de libertação do terceiro mundo após a descolonização, incluindo, o mais controverso, o apoio económico e vocal a vários governos do Terceiro Mundo. Palme foi o primeiro chefe de governo ocidental a visitar Cuba após sua revolução, fazendo um discurso em Santiago elogiando os revolucionários contemporâneos cubanos e cambojanos.
Palme tornou-se conhecido como um dos maiores exemplos da Social-Democracia Escandinava, tendo levado mais longe que qualquer outro político a ideia de conciliar uma economia de mercado com um estado social. Durante o seu governo, a Suécia gozou de uma forte economia e dos níveis de assistência social mais altos no mundo. Ficou ainda conhecido como forte opositor do Apartheid e da Guerra do Vietnam, o que lhe causou graves conflitos com Washington.[2]
there are worse things than being alone but it often takes decades to realize this and most often when you do it’s too late and there’s nothing worse than too late.
Nascido como filho ilegítimo de um notário, Piero da Vinci, e de uma camponesa, Caterina, em Vinci, na região da Florença, foi educado no ateliê do renomado pintor florentino, Verrocchio. Passou a maior parte do início de sua vida profissional a serviço de Ludovico Sforza (Ludovico il Moro), em Milão; trabalhou posteriormente em Veneza, Roma e Bolonha, e passou seus últimos dias na França, numa casa que lhe foi presenteada pelo rei Francisco I. Leonardo era, como até hoje, conhecido principalmente como pintor.[7] Duas de suas obras, a Mona Lisa[2] e A Última Ceia,[2] estão entre as pinturas mais famosas, mais reproduzidas e mais parodiadas de todos os tempos, e sua fama se compara apenas à Criação de Adão, de Michelangelo.[6] O desenho do Homem Vitruviano, feito por Leonardo, também é tido como um ícone cultural,[8] e foi reproduzido por todas as partes, desde o euro até camisetas. Cerca de quinze de suas pinturas sobreviveram até os dias de hoje; o número pequeno se deve às suas experiências constantes — e frequentemente desastrosas — com novas técnicas, além de sua procrastinação crônica.[nb 2] Ainda assim, estas poucas obras, juntamente com seus cadernos de anotações — que contêm desenhos, diagramas científicos, e seus pensamentos sobre a natureza da pintura — formam uma contribuição às futuras gerações de artistas que só pode ser rivalizada à de seu contemporâneo, Michelangelo.[nb 3]
Nascido em uma família de judeus alemães, mudou-se para a Suíça ainda jovem e iniciou seus estudos na Escola Politécnica de Zurique. Após dois anos procurando emprego, obteve um cargo no escritório de patentes suíço enquanto ingressava no curso de doutorado da Universidade de Zurique. Em 1905, publicou uma série de artigos acadêmicos revolucionários. Uma de suas obras era o desenvolvimento da teoria da relatividade especial. Percebeu, no entanto, que o princípio da relatividade também poderia ser estendido para campos gravitacionais, e com a sua posterior teoria da gravitação, de 1916, publicou um artigo sobre a teoria da relatividade geral. Enquanto acumulava cargos em universidades e instituições, continuou a lidar com problemas da mecânica estatística e teoria quântica, o que levou às suas explicações sobre a teoria das partículas e o movimento browniano. Também investigou as propriedades térmicas da luz, o que lançou as bases da teoria dos fótons. Em 1917, aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo como um todo. Suas obras renderam-lhe o status de celebridade mundial enquanto tornava-se uma nova figura na história da humanidade, recebendo prêmios internacionais e sendo convidado de chefes de estado e autoridades.
“J’ai atteint le summum du succès dans le monde des affaires. Dans les yeux des autres, ma vie est une réussite.
Cependant, mis à part le travail, j’ai eu peu de joie.
En fin de compte, la richesse n’est qu’un fait auquel je me suis habitué.
En ce moment, allongé sur mon lit d’hôpital, et me rappelant toute ma vie, je me rends compte que toute la reconnaissance et la richesse dans laquelle j’ai pris tant de fierté, a pâli et est devenue insignifiante face à la mort imminente.
O grande objetivo desta medida passa por acabar com a dependência energética da Rússia.
O Chanceler alemão, Olaf Scholz, insiste na construção de um gasoduto de Portugal para a Europa Central.
O grande objetivo desta medida passa por acabar com a dependência energética da Rússia.
Esta quinta-feira, em conferência de imprensa, Olaf Scholz defendeu a construção de um gasoduto que chegaria à Europa Central atravessando Portugal e Espanha, de modo a reduzir a necessidade de importação de gás russo.
Segundo o Chanceler alemão, a medida beneficiaria a Europa, que atravessa atualmente uma crise energética.
Para o próprio, o gasoduto é fundamental para restabelecer a estabilidade energética no velho continente.
Scholz revelou também que já iniciou contactos com os líderes de Portugal, Espanha, França e da Comissão Europeia, para lhes fazer chegar a sua vontade em fazer avançar o projeto.
A verdade é o que queremos acreditar. E é a verdade que os clientes querem.
A verdade sobre os ataques à central nuclear de Zaporizhia, na Ucrânia.
A verdade oficial para clientes já convertidos é a de que a central, situada em território ocupado pelas Forças Russas está a ser bombardeada pelas forças Russas;
A verdade oficial para quem quer ficar de bem com a sua consciência e para isso necessita de acreditar é a de que o Ocidente (os EUA, ea NATO) não sabem quem ataca, se os russos atiram sobre si próprios, em operações de falsa bandeira, como defendeu um general português vindo da NATO, na TVI. Ou se serão, de facto os ucranianos.
O busilis das verdades dos EUA e da NATO (acolitadas pela ONU, que remédio) é que é muito difícil de acreditar que um sistema de observação por satélite tão eficaz e rigoroso que permite aos EUA matar o lider da Al-Qeda – al-Zawahiri – na varanda sua casa, num prédio indistinto da confusa cidade que é Cabul, disparando um míssil tão certeiro que poupou a pobre família do homem, não consiga saber com certeza quem dispara misseis contra a central nuclear, ainda para mais com as armas que lhe forneceu!.
Pois é nesta elevada competencia em rastrear movimentos de um homem e atingi-lo na varanda da sua casa, em Cabul e na elevada incompetencia em saber quem dispara há dias armas pesadas em direção a uma central nuclear que os “amigos de Zelenski” querem que os pobres de espirito, nós, acreditemos.
Em conclusão, biblica, é mais fácil um camaelo passar pelo fundo de uma agulha que um rico ir para o Céu. Ou, é mais fácil aos americanos descobrirem um homem à varanda de casa em Kabul do que uma bateria de mísseis e artilharia pesada na Ucrânia!
Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes