Direitos Universais da Carneirada | in “mural de Facebook” de José Filipe da Silva

Olhai os poderosos do mundo e reflictam. É necessário estabelecer, desde já, os Direitos Universais da Carneirada.

1 – A carneirada deverá ter direito a pasto suficiente, para que não morra de fome;
2 – A carneirada deverá ter direito a um redil, de escolha do seu pastor;
3 – A carneirada tem direito a manter a cabeça sobre o corpo, independentemente do uso que lhe dá;
4 – A carneirada pode ser tosquiada, desde que lhe seja mantida lã suficiente para que não morra de frio;
5 – Ninguém poderá inibir o balir da carneirada, mesmo que haja total indiferença aos “més-més” e à interpretação dos mesmos;
6 – Mais do que um dever, é um direito do carneiro ser escolhido para imolação;
7 – Cada grupo de carneiros deverá ter direito a um cão pastor e “perceber” que ele está presente para sua protecção e segurança;
8 – Se o pastor tiver “patrões” ocultos a carneirada pode adorar esses “patrões” como se de o pastor se tratasse;
9 – A carneirada tem direito à procriação e à multiplicação do rebanho, desde que eduque os carneirinhos nos são princípios enunciados pelos pastores e de que não faça deles coisa sua;
10 – Sempre que a carneirada julgue ter razão poderá dar um “mês-més” mais altos, sem que nunca questione as soluções do pastor;
11 – A carneirada tem direito a um cantinho de pasto, desde que pague taxa de relva, taxa de ocupação de terra, taxa de rega, taxa de sol sobre a eira e taxa de ventilação de ar puro;
12 – É livre a circulação da carneirada, dentro dos limites do arame farpado definido pelos pastores;
13 – A carneirada tem o direito de escolher periodicamente o menos mau dos pastores e a fazer ensaios entre os mais improváveis para essa tarefa.

carneirada

DiEM25 | Podemos conversar no sábado?

diem25.2Nas últimas semanas temos lançado uma série de ações para te manter mais informado/a acerca das atividades do DiEM25. Tens agora acesso a resumos das discussões semanais do Coletivo Coordenador e uma nova secção no nosso site com atualizações quanto ao que estão a fazer os CEDs na Europa.

Agora queremos ter uma conversa mais direta contigo sobre o que estamos a fazer juntos e de que forma. Portanto, começando este fim-de-semana, os membros DiEM25 podem conversar ao vivo com os membros do Coletivo Coordenador.

Sábado 12 de novembro 12:30 CET o nosso membro do CC Lorenzo Marsili estará connosco por uma hora para responder às vossas questões e para debater assuntos que te são importantes (faremos o mesmo com os outros membros do CC no futuro).

Queres participar? A conversa vai estar disponível neste link – guarda-o e certifica-te que te juntas a Lorenzo e a outros membros do DiEM25 este fim de semana.

Conversamos então brevemente e Carpe DiEM!

Luis Martín
Coordenador de Comunicação

PS A nossa discussão quanto à posição pós-BrexitDiEM25 está a acontecer agora no Fórum, Junta-te agora para contribuir – vamos pedir aos membros para votarem na próxima semana.

Kohl sabia. Mitterrand também. A Europa nunca foi sobre economia, estúpidos. | Pedro Norton in “Escrever é Triste”

Quero falar-vos de Kohl e de Mitterrand. Hirtos, sobretudo negro, mãos dadas, olhar perdido no vazio, 70 anos volvidos sobre o massacre. A França e a Alemanha irmanadas na memória de uma tragédia. 

http://www.escreveretriste.com/2016/10/nunca-foi-a-economia-estupidos/

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“Aquele que mais lambe o patrão é o mais agressivo com a faxineira” | Leandro Karnal

Leandro Karnal (São Leopoldo, 1º de fevereiro de 1963) é um historiador brasileiro, atualmente professor da UNICAMP na área de História da América. Foi também curador de diversas exposições, como A Escrita da Memória, em São Paulo, tendo colaborado ainda na elaboração curatorial de museus, como o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.

Graduado em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e doutor pela Universidade de São Paulo, Karnal tem publicações sobre o ensino de História, bem como sobre História da América e História das Religiões.

Neste trecho de uma palestra, o professor fala da tirania e sobre a religião que surge para “tornar suportável o insuportável”. Discorre ainda sobre a cascata de tirania de que se vale o tirano para estelecer-se.

Vejamos:

Visegrad Group (V4) – Poland, the Czech Republic, Slovakia, and Hungary | “no refugees, no money”

04_ultimatumAs the European Commission is currently reviewing the EU budget, the Greek and Italian Prime Ministers have warned the Visegrad Group (V4) – Poland, the Czech Republic, Slovakia, and Hungary – that they will veto their access to structural funds.

Athens and Rome demand the V4 group to comply with the European Commission’s mandatory refugee relocation plan put forward a year ago.

The plan envisages the relocation of 160,000 asylum seekers from Greece and Italy across the bloc. The European Commissioner for Migration, Dimitris Avramopoulos, told the Polish Rzeczpospolita on Thursday that the European Commission remains committed to the plan.

From Athens, the Prime Minister Alexis Tsipras said on Thursday that “if a member state does not want to adhere to the agreement, it will be a good idea to cut – or at least limit – it’s funding from Brussels.”

Speaking to Italy’s public broadcaster, RAI1, on Tuesday, Matteo Renzi said he would veto EU funds to countries that refuse to comply with the mandatory relocation plan. “We give 20 billion (euros) to Europe so that we can get back 12 — and if Hungary, the Czech Republic, and Slovakia want to preach at us about immigrants, allow Italy to say that the system is no longer working.”

“If you build walls against immigrants, you can forget about seeing Italian money. If the immigrants don’t go there, the money won’t go there either,” Renzi clarified.

The European Commission requested from Italy “clarifications” on its 2017 budget. Italy responded that it will have a higher budget deficit this year to meet the cost of refugees from arriving in Italy via the Mediterranean from North Africa. Up until October 2016 Italy had received 155,000 refugees.

Adonis [Ali Ahmad Said Esber] | Poeta Sírio | in revista do jornal “Expresso”

adonisTambém escreveu muita poesia das ruínas. Poemas sobre Beirute, sobre a cidade como inferno. Cidades onde a guerra e a violência são uma constante.

Isso está ligado também ao monoteísmo. A visão monoteísta do mundo deformou as relações do homem com o homem, do homem com a natureza, do homem com o além da natureza. Deformou tudo. O monoteísmo colonizou o nosso cérebri e não podemos ver a realidade do universo se não nos libertarmos desse fechamento do mono teísmo. É esse actualmente o nosso grande problema, não apenas no mundo árabe mas também no mundo ocidental.

A certa altura diz que o nosso tempo “não sabe ler senão o livro do assassínio”.

Não posso imaginar que o ser humano, que foi criado à imagem de Deus, seja selvagem, e mais selvagem do que os animais selvagens. Mesmo o animal selvagem só mata os outros animais para se alimentar, mas um ser humano mata outro ser humano por maldade.

Essa desumanidade não o desencorajou?

Não, eu acredito no ser humano, acredito no Homem. Mas as culturas monoteístas tornaram-se prisões contra a alegria, contra o corpo, contra a criatividade, contra tudo. O grande combate intelectual do mundo é saber como ultrapassar o monoteísmo e a sua cultura. É esse o nosso problema comum.

http://expresso.sapo.pt

Os “lambe-cus” | Elísio Estanque | in “Jornal Público”

ee_ri1(…) Mas a sua verdadeira recompensa está no próprio ato de lamber. Sem essa prática, constante e repetida, a sua existência não tem qualquer sentido. Eles são a contraparte da vontade de bajulação de personagens “importantes” cujos enormes umbigos – e as lambidelas diárias – os fazem sentir-se muito mais importantes do que realmente são.

No Portugal antigo, nos tempos da sociedade rural e do paroquialismo, era a “graxa” que dava “lustro” aos mais poderosos. Mais tarde surgiram os “lambe-botas”; e atualmente, é o tempo dos “lambe-cus”. A espécie não é obviamente um exclusivo do “habitat” lusitano. Mas não tenho dúvidas de que por cá ela germinou, floresceu e hoje multiplica-se a olhos vistos. Isto porque aqui encontra as condições ideais para a sua multiplicação. Os atuais lambe-cus são descendentes dos “lambe-botas”. Não deixa, no entanto, de ser curioso, e aparentemente paradoxal, que os lambe-botas (os pais dos lambe-cus) tenham sido tão combatidos, quase exterminados, com a restauração da democracia, e depois ressurgiram tão vigorosamente. À medida que o regime democrático se foi acomodando às suas rotinas burocráticas e, posteriormente, começou a ser corroído por dentro, eles brotaram das entranhas e estão agora por todo o lado. Digamos que a corrosão da democracia está em correspondência direta com o aumento dos lambe-cus. Porque será que isto ocorre e porque será que o país se tornou um “viveiro” tão fértil para esta espécie?

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É aqui que nos encontramos | DiEM25

diem-25-200Estamos a construir em conjunto um movimento para democratizar a EU. Para o fazer de forma correta precisamos de partilhar informação de forma eficiente entre nós e assegurar que os membros estão no coração da tomada de decisão DiEM25.

Assim, tomámos recentemente algumas medidas para melhorar estas áreas que queremos partilhar contigo. Aqui está o que fizémos:

Demos início à primeira de muitas consultas aos membros para definir a nossa posição quanto a assuntos em específico.

O DiEM25 forma as suas posições políticas como um coletivo. Assim sendo, paralelamente à elaboração da nossa Agenda Progressista para a Europa juntamente com os nossos membros, a semana passada tivemos a nossa primeira consulta a todos os membros para decidir o lado que vamos apoiar nesta situação em específico. O tema foi s o referendo Italiano e 84.54% de vocês votou que o DiEM deverá apoiar o “Não”. Assim, esta torna-se agora a posição pela qual vamos fazer campanha em Itália e internacionalmente.

E na próxima semana iremos pedir aos membros para votar de forma a definir onde é que o nosso movimento se vai situar quanto a trazer conclusões progressistas em relação ao pós-Brexit no Reino Unido. Fiquem atentos.

Lançámos as “Notícias CED” para mostrar o que DiEM25 tem feito a um nível local.

Já sabes que o DiEM25 tem uma rede de coletivos locais (CEDs) crescente na EU com mais de 100 grupos e contando as mulheres e homens que trabalham para confrontar oEstablishment a partir da base para o topo. Mas as pessoas nestes CEDs e o que os coletivos estão a fazer, por vezes não recebem muito tempo de antena.

É por isso que lançámos o “ CED Notícias “ uma nova seção no nosso site que dá destaque ao trabalho incrível das pessoas entusiasmadas do DiEM25. A nossa primeira edição do CED Notícias contem entrevistas com os nossos coletivos de Amesterdão, Barcelona e Boémia do Sul escritas pelo Editor do CED Notícias Reto Thumiger. Confere aqui!

Começámos a publicar sumários das discussões do nosso Coletivo Coordenador

O nosso recém-formado Coletivo Coordenador reúne-se semanalmente através de teleconferência para decidir os próximos passos. Para que, enquanto membro, consigas estar atualizado quanto ao que foi debatido, começámos a publicar sumários destas conferências numa página dedicada a isto na nossa secção de Membros.

***

Em que é achas que o DiEM25 deve focar a sua atenção? 

Sempre dissemos que o nosso objetivo é o de agitar a Europa – gentilmente mas de forma firme. Para este fim estamos a planear uma série de eventos de maior dimensão nos próximos meses, com especial atenção às várias eleições nacionais a ter lugar em 2017 (mais informação sobre isto será brevemente divulgada)

Entretanto, também precisamos de nos focar nas campanhas em ação – as batalhas distintas que estão a abrir possibilidades para o nosso esforço de desobediência construtiva! E é aqui que precisamos da tua ajuda.

Quais são as ações e campanhas que o DiEM25 pode começar ou apoiar na tua comunidade? Responde a este email e diz-nos. Poderemos não ser capazes de cobrir tudo o que aparecer mas faremos o nosso melhor!

Carpe DiEM!

Luis Martín
Coordenador de Comunicação

PS – As candidaturas para o primeiro CV (Conselho de Validação) continuam abertas até à meia-noite de Terça-feira, 1 de Novembro. Se queres fazer parte do primeiro CV, candidata-te !

DiEM25 | Qual deverá ser a nossa posição relativamente ao referendo na Itália?

diem25.2Enquanto estamos a desenvolver em conjunto a nossa vital Agenda Progressista para a Europa, a política da UE continua a tremer, à medida que os poderes instalados tropeçam de crise em crise.

4 de Dezembro será o próximo momento crucial. Os cidadãos italianos votarão num referendo para alterar a Constituição do seu país, algo que terá um impacto europeu muito claro.

No Colectivo Coordenador (CC), temos recebido inúmeros pedidos dos nossos membros para que o DiEM25 tome uma posição sobre se a alteração proposta deve passar, e se deverá fazer campanha para ela!

Uma vasta maioria dos membros e CED’s de Itália têm recomendado um voto no “Não”, e o nosso CC acredita também que a posição do “Não” é mais forte. No entanto, em linha com o objetivo final do nosso movimento para democratizar a tomada de decisões na UE, bem como com a essência pan-europeia de DiEM25, pedimos aos nossos membros em toda a União para votarem em que lado devemos estar: “sim” ou “não”.

Porquê votar “Não”?

Se a emenda passar, ela irá dificultar o processo democrático em Itália. Haverá uma maior concentração de poder nas mãos do governo italiano, reduzindo o papel do Parlamento, e diminuindo a pluralidade, garantindo uma maioria absoluta ao partido com a maioria dos votos. Além disso, a emenda reduzirá o poder das regiões, prejudicando a autonomia local.

Mas de forma mais geral, a emenda seria ainda uma outra expressão da actual demanda da UE para que os governos nacionais fiáveis possam implementar decisões tecnocráticas, sem o incómodo de uma oposição política e discordância organizada. Seria garantir que vamos ver mais do mesmo “Não Há Alternativa”, a retórica que tem caracterizado a postura pós-2008 da UE.

Porquê votar “Sim”?

O Primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse que vai renunciar se a emenda for derrotada – o que poderia levar a um período de instabilidade num dos países-chave na Zona Euro. Os defensores do voto no “Sim” também sugerem que a alteração tornará o processo de tomadas de decisão mais rápido e eficiente, bem como reduzir a instabilidade dos governos futuros, garantindo uma maioria absoluta sólida no Parlamento.

Queres mais informações para tomares uma decisão? A LSE tem mais alguns detalhes sobre o que um “Sim” ou um “Não” significaria.

Pronto para votar? Dirige-te à página da votação e faz a tua voz ser ouvida! A votação encontra-se aberta a partir de agora e até à meia-noite de terça-feira, dia 25 de Outubro.
Carpe DiEM!

Luis Martín
Coordenador da Comunicação, em nome do Colectivo Coordenador do DiEM25

PS A partir de agora em diante, publicaremos sumários das discussões semanais do nosso Colectivo Coordenador no nosso site. Já se encontra disponível o sumário do último encontro!

O esquecimento como arma política – I | José Pacheco Pereira | in Jornal “Público”

pacheco-pereiraA direita é hoje uma entusiasta do investimento público, do fim da austeridade, de uma baixa generalizada de impostos, em particular para os mais ricos, do acelerar de “reversões” de medidas que ela própria tomou como sendo temporárias no IRS e — espante-se! — pouco entusiasta do controlo do défice e da execução orçamental, coisas “menores” que são obsessão deste Governo.

O esquecimento é uma poderosa arma política que compõe a panóplia de mecanismos orwellianos que são uma parte importante da acção político-mediática dos nossos dias. O esquecimento é muito importante exactamente porque faz parte de um contínuo entre a política e os media dominado por um “jornalismo” sem edição nem mediação centrado no imediato e no entretenimento, com memória abaixo de passarinho. Ele vive hoje dos rumores interpares nas redes sociais, de consultas rudimentares no Google e não se dá ao trabalho sequer de ir ler ou ver como se passaram os eventos sobre os quais escreve e fala, há um ou dois anos. O tempo mediático é cada vez mais curto e isso é uma enorme oportunidade para uma geração de políticos assessorados por “especialistas em comunicação”, agências de manipulação e uma rede de influências no próprio círculo jornalístico, em que cada vez mais existe uma endogamia de formações, de habilidades e ignorância, de meios e métodos, e de confinamento social e cultural.

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Rússia e Alemanha | Carlos Matos Gomes in “Facebook”

fotocarlosmatosgomesO Pacto germano-soviético Molotov-Ribentrop e o apoio da Russia à candidata da Alemanha às Nações Unidas. Pensei que o pacto entre Estaline e Hitler não seria reeditado. Pensei que a Rússia estava suficientemente forte em termos tecnológicos e militares para orientar os seus esforços para Oriente e conter sem necessidade de grande empenho a Europa Ocidental. Que se iria opor à Alemanha (por vezes designada por União Europeia) e iria dar um sinal desse desafio com a rejeição da candidata da senhor Merkel. Enganei-me. A Alemanha e a Rússia necessitam uma da outra e quase pelas mesmas razões que levaram a União Soviética e a Alemanha Nazi ao pacto de 1939. Hoje, como antes da IIGuerra Mundial a então URSS, a Rússia necessita da tecnologia da Alemanha e a Alemanha de hoje, tal como a Alemanha Nazi necessita das matérias primas (gás e metais raros) da Rússia. Ambas as potências entendem, tal como antes da Alemanha Nazi invadir a Polónia, que a França e a Inglaterra se vão manter neutras. Inexistentes. A situação de hoje é essa, a Inglaterra é um Estado dos Estados Unidos e a França é uma memória de grandeza muito inflacionada. A Rússia e a Alemanha vão dividir o chamado Leste Europeu em zonas de influência… O avanço da extrema direita alemã favorece este novo acordo que fica exposto com o apoio de Putin à Merklina para a ONU. Em Inglaterra não há nenhum Churchill, em França não há nenhum De Gaulle, e nos Estados Unidos as perspetivas são assustadoras…

Retirado do Facebook | Mural de Carlos Matos Gomes

DiEM25 | Coletivo Coordenador e Painel Consultivo

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Temos notícias emocionantes para partilhar contigo hoje. Estamos a divulgar as equipas que vão coordenar e guiar o nosso movimento para democratizar a EU – o nosso Coletivo Coordenador  e Painel Consultivo – na sequência de uma votação por milhares de membros DiEM25 espalhados pela Europa.

Alguns destes nomes já te devem ser familiares enquanto membro DiEM25. Outros não necessitam de apresentação.

Noam Chomsky, Elif Shafak, Brian Eno e Zoe Gardner  estão entre as pessoas que vão coordenar as atividades do DiEM25 a partir de hoje. Juntam-se a iniciadores como Yanis Varoufakis, Srećko Horvat e Lorenzo Marsili no nosso Coletivo Coordenador composto de 12 pessoas.

O nosso forte Painel Consultivo inclui o fundador do Wikileaks, Julian Assange, vencedores da Palme d’Or por duas vezes, Ken Loach, o Chanceler Sombra do RU John McDonnell e o compositor pioneiro Jean-Michel Jarre. Juntam-se a um grupo de pensadores influentes e fazedores que tomaram um papel ativo no DiEM25, juntamente com ativistas pela democracia como Dániel Fehér e o Presidente da Câmara Municipal de Nápoles Luigi de Magistris.

Para a lista completa, confere as páginas dedicadas ao Coletivo Coordenador e Painel Consultivo, que incluem fotos e biografias.

Por fim, fica atento ao nosso site para informação relacionada com  o evento do próximo sábado em Londres, com os nossos amigos de Outra Europa é Possível  (o link para a transmissão direta ainda será anunciado). Eles juntam-se à luta para recuperar a nossa democracia e manter o nosso movimento forte – um dos elementos essenciais da agenda deste evento.

Carpe DiEM!

Luis Martín
Coordenador de Comunicação.

PS: Remember that DiEM25´s Validating Council is now open for nominations. If you would like to be considered for this important body, apply!

Conferência “O regresso dos intelectuais em tempo de crise”

intelectuais

Conferência “O regresso dos intelectuais em tempo de crise”
Dia 27 de Setembro, às 18h30, no Restaurante, no Piso 7 do El Corte Inglés.

A conferência de abertura, dirigida pelo Professor Mário Mesquita, contará com o Professor Eduardo Lourenço como principal orador.

Será razoável dizer que, após o tempo do “declínio (ou desaparecimento) dos intelectuais”, estamos na fase do “regresso dos intelectuais”? A admitirmos esse “regresso” do início do século XXI, retomar-se-ão as sucessivas configurações do “intelectual liberal”, do “intelectual orgânico”, do “intelectual comprometido” e do “intelectual específico”? Ou a figura dominante será a dos coletivos – centros de investigação, “think tanks”, organizações não governamentais e outras ? Que lugar desempenha a nova configuração do “intelectual mediático” (ou apenas do “intelectual nos media”)? Qual a sua relação (ou sobreposição) com outros “intermediários culturais”, em especial com os jornalistas? Qual a fronteira, se existe, entre intelectuais e especialistas? Esta sucessão de perguntas estará presente neste ciclo de conferências, num tempo em que o desenvolvimento da sociedade em rede significa, paradoxalmente, multiplicação de atores no espaço público e falta de referências.

Inscrições disponíveis, no Ponto de Informação no piso 0 do El Corte Inglés Lisboa ou através do e-mail relacoespublicas@elcorteingles.pt

Afinal a diaba sempre chegou em setembro | Francisco Louçã in “Público”

mariana mortáguaNa falta do Diabo, venha a diaba.

Passos Coelho bem avisou: é em setembro que chega o demo. E, se não chegou, então mais vale apregoá-lo, alguém acreditará. Ou, como mandam os spin doctors, se há um incêndio em minha casa é melhor atear fogo à cidade porque assim ninguém nota – ninguém nota nem as sondagens tristes, nem a sordidez do apadrinhamento por Passos Coelho do livro do Saraiva, nem a dificuldade de ter candidatos autárquicos, nem o desgosto de não ter havido sanções até agora.

Mariana Mortágua tem então mais uma medalha ao peito: conseguiu juntar de novo o PSD e o CDS, o que não estava nada fácil. Conferência de imprensa conjunta, vociferação, ataque pessoal, tudo como seria de esperar. Afinal, uma pequena taxa sobre os patrimónios imobiliários de mais de um milhão de euros é “ilegal, imoral e inconstitucional”, isto dito pelos ex-governantes que impuseram sem eficácia um imposto de selo de 1% sobre os patrimónios imobiliários de mais de um milhão de euros. Vê-los portanto rasgarem as vestes, porque o investimento vai morrer, porque os franceses se vão embora, porque os Vistos Gold já ninguém os quer, porque os poupadinhos vão ficar prejudicados, porque as heranças serão devastadas, tudo seria comovente se tivesse sentido. Pois que não, como é que se viu, uma deputada discutir soluções fiscais, então não é que ela tomou de assalto o Terreiro do Paço, oh da guarda?

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Citação | Mariana Mortágua

“A primeira coisa que acho que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar dinheiro a quem está a acumular dinheiro. Quando estamos a apresentar taxas sobre grandes patrimónios ou grandes rendimentos estamos a fazê-lo porque queremos diminuir as desigualdades mas também porque dizemos que uma sociedade estável não é uma sociedade que permite uma acumulação brutal de capital nos 1% do topo”. [Mariana Mortágua]

Véus há muitos | Vera Tavares e André Barata in “Público”

burkini“Há imperialismos insuspeitos. Um deles é o da emancipação, que acha que esta ou é ocidentalizada ou não é emancipação. Que subtrai às mulheres muçulmanas o direito de construírem a sua emancipação a partir da sua circunstância — da sua cultura, história e comunidade. Mas não há realmente emancipação se esta for travestida da linguagem com que outros, noutras circunstâncias, concebem os seus horizontes de emancipação.”

A polémica proibição do uso de burquínis nas praias da Riviera tem suscitado em redes sociais e meios de comunicação tomadas de posição que, a pretexto do combate ao fundamentalismo, afrontam a condição da mulher muçulmana. Trata-se de uma atitude perigosa que deve ser identificada, bem como clarificados alguns pressupostos que a suportam.

Em primeiro lugar, a maneira como se vai normalizando, nas nossas sociedades reputadas livres e plurais, uma prerrogativa de vigilância, controlo e punição dirigida a uma religião e às suas manifestações no espaço público. Esta é uma forma de islamofobia na exacta medida em que um mesmo controlo não tem sido exercido sobre outras comunidades religiosas.

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VIYAN, une femme Kurde | Mural de René Leucart in “Facebook”

“Le verbe résister doit toujours se conjuguer au présent.”

(Lucie Aubrac)

Des centaines de femmes kurdes ont pris les armes contre Daesh et il est triste d’apprendre la mort d’une de ces combattantes d’autant que cette photo de Viyan Qamishlo a déjà figuré sur ce mur lors d’un précédent post… mais voilà cette jeune fille est morte sous les balles des djihadistes de Daesh à Manbij. Elle avait 22 ans et sa beauté m’avait déjà frappé. Elle a été tuée lors d’une opération militaire contre Daesh, il y a quatre jours. Il y a quelques années, elle disait à un journaliste : “Moi, je m’appelle VIYAN, cinq lettres V-I-Y-A-N, qui m’émeuvent au moment où je les prononce. Maintenant, je suis une autre, je suis une résistante. Je laisse derrière moi la jeune villageoise que j’étais. Maintenant je suis Viyan. Je vais bientôt rejoindre la montagne, commencer mon entraînement, apprendre le métier des armes et devenir une guerrière.” Viyan n’était pas son vrai prénom. Elle l’avait choisi pour rendre hommage à une autre combattante morte. Les femmes dans l’histoire militaire ont souvent eu un rôle actif en tant que combattantes, qu’auxiliaires des forces armées ou ouvrières dans les usines d’armement et de matériel militaire, espionnes, agents de renseignements, résistantes ou combattantes dans des mouvements de guérilla. Viyan vient de rejoindre les étoiles et la sienne brillera jusqu’à la fin des temps.

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One very simple, but radical, idea: to democratise Europe | DiEM25

diem25.2Juntos fundámos o DiEM25 com um objetivo radical mas concretizável: democratizar a UE.

No entanto, a nossa capacidade de desafiar – e em última instância de derrubar – o status quo depende de estarmos organizados nesse sentido.

É por isso que nos últimos três meses temos vindo a realizar o nosso primeiro exercício democrático em grande escala (o primeiro de muitos): recolhendo propostas de todos os membros DiEM25, em toda a Europa, para nos ajudar a enquadrar os nossos Princípios Organizadores.

Este é um documento vital que irá esclarecer as ferramentas, processos e estruturas do DiEM25. Em suma, é o modelo de como vamos funcionar enquanto movimento.

Recebemos de CED’s de todos os cantos da Europa mais de 200 páginas de informações valiosas sobre os nossos Princípios Organizadores. Temos agora tudo reunido num único texto. Tem sido tanto comovente como revigorante ver uma verdadeira democracia em ação.

Agora, pedimos a todos os nossos membros um último esforço. Para tornar este texto uma realidade – e trazer-nos um passo mais perto do derrube do status quovota nele !

Tudo o que tens que fazer, Vítor, é entrar na Área de Membros do DiEM25, com o teu nome de utilizador e senha, ler o documento final e votar nele. (A tua senha temporária foi te enviada num email com o título “Vítor é tempo de agir” – se não a encontraste podes redefini-la). O documento está aberto para a votação a partir de hoje e até à meia-noite de Segunda-feira, 12 de Setembro.

Uma vez votado e tornando-se um documento vivo, pedir-te-emos que te submetas a uma segunda volta de votação: para preencher as posições delineadas nos Princípios Organizadores.

Estaremos então bem posicionados para avançar para a próxima fase: montar, com todos os nossos membros, a Agenda Progressista do DiEM25 para a Europa. Mais informações acerca disto já no final do mês.

Obrigado por ajudar a colocar a Europa no caminho certo.

Carpe DiEM25!
Luis Martín

PS Um novo artigo de Yanis com uma explicação sobre o DIEM num mundo pós-Brexit será brevemente publicado em vários meios de comunicação e línguas na Europa. Fica atentos às nossas contas nas redes sociais para que possas ler e partilhar!

Discurso da Presidenta Dilma no Senado Federal

dilmaExcelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski

Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros,

Excelentíssimas Senhoras Senadoras e Excelentíssimos Senhores Senadores,

Cidadãs e Cidadãos de meu amado Brasil,

No dia 1o de janeiro de 2015 assumi meu segundo mandato à Presidência da República Federativa do Brasil. Fui eleita por mais 54 milhões de votos.

Na minha posse, assumi o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, bem como o de observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.

Ao exercer a Presidência da República respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e aos que me elegeram. E me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e sempre vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo.

Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram.

Nesta jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade.

Até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros.

Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados.

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Devaneios e veraneios | Ana Cristina Pereira Leonardo

anacristinaleonardo-cvConhecido pelos seus aforismos, o inclassificável Karl Kraus deixou obra literalmente de peso. Na última (publicada parcialmente em 1934 como resposta à vitória do nazismo na Alemanha), “A Terceira Noite de Walpurgis”, escreveu, deixando logo claro ao que vinha: “Sobre Hitler não me vem nada à cabeça”. Com uma escrita e pensamento cáusticos de primeira água, capazes de emparelhar com os maiores satíricos da história da literatura, Kraus continua hoje um recurso inesgotável para quem, podendo embora encarar o mundo como uma piada de Deus, não deixa de o encarar como uma piada de mau gosto.
Num dos números da revista “Die Fackel” (“A Tocha” ou “O Archote”, como se preferir), que manteve praticamente sozinho durante várias décadas, pode ler-se: “Posso provar que continua a ser uma terra de poetas e pensadores. Possuo um rolo de papel higiénico publicado por um editor, e cada folha contém uma citação de um clássico apropriada à situação”. Se Kraus se referia aqui aos clássicos da grande cultura alemã, que dizer desta citação que roubo a Passos Coelho, proferida recentemente no Pontal: “Nós levamos a sério a política.

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A CULTURA E A REINVENÇÃO DA EUROPA | Fernando Paulouro Neves in “Notícias do Bloqueio”

palouroNa contingência das grandes crises, quando o horizonte de esperança parece diluir-se na descrença e no cepticismo, pouca coisa resta à “matéria dos sonhos” que a humanidade tece, para a humana respiração dos povos, a não ser voltar-se para aqueles valores (onde a cultura tem peso decisivo) que, por serem comuns à intemporalidade, não se perdem na efemeridade dos dias.

Na restrita janela onde estamos e se pode olhar o rumor do mundo, surge então a cultura como um fogo primordial, na sua dimensão libertadora das consciências, pão elementar do pensamento, força de um imaginário capaz de desfazer mitos, que acontecem sempre que o homem já não cabe na realidade e fica preso a atavismos. A projeção da cultura sobre as palavras e as coisas é a fonte de um pensamento com tal grau de racionalidade que até é capaz, como alguém disse, de tornar Sísifo feliz.

Não poucas vezes, foi a olhar para dentro desta ideia que se abriram caminhos de dignidade humana, conquistas irreversíveis de marca social, na obstinada recusa da negação do homem, que é a soma daqueles crimes contra a humanidade com a sua nomenclatura de valas comuns, com os seus cemitérios ao luar de gente que foi tratada como gado, com os holocaustos que foram muitas mortes de Deus (e da própria poesia!) ou com os gulagues, tudo infernos domesticados, inscritos na vida colectiva como fatalidades cirúrgicas — como agora se diz dos bombardeamentos! — organizadas pela História.

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ARGÉLIA | Francisco Seixas da Costa

argel fsc - 250Tenho um “fraco” pela Argélia, devo confessar. Pela sua cultura – de Camus a Kateb Yacine, embora não conheça muito mais -, pelo percurso complexo desse território atípico, que chegou a fazer parte das Comunidades Europeias (com efeitos até 1968, é verdade!), atravessado por uma das mais sangrentas guerras de libertação de que há memória. Mantenho presente a heroicidade dessa luta pela independência, bem como o papel desempenhado pelo país no contexto internacional que se lhe seguiu e, muito em especial, a sua contribuição para a manutenção da esperança da liberdade em Portugal, nos anos 60 e 70.

Da mesma maneira que entendo muito lamentável que os países africanos saídos do colonialismo português nunca tenham feito uma homenagem a quantos, por cá, arriscaram a liberdade e a vida para apoiar a sua luta (e estranhamente nunca ouvi ninguém falar disto), acho muito triste que a democracia portuguesa nunca tenha feito uma homenagem pública ao país que acolheu a FPLN e Humberto Delgado, nesses tempos difíceis em que a instauração da ditadura militar retirou ao Brasil o estatuto de esteio principal para o acolhimento dos lutadores anti-salazaristas. Com Paris, e mais limitadamente com Roma e algumas capitais do “socialismo real” onde se refugiava o PCP, Argel foi, por anos, a principal “capital” da luta pela nossa liberdade.

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